3 de junho de 2018

Seu Malvado Escocês

Série Cavaleiros das Highlands
Um Cavaleiro Highland confronta-se com uma moça Highland. 

A Escócia nunca mais será a mesma.
Aila MacKerrick viveu uma vida tranquila e solitária desde que seus pais morreram há dois anos. Isto é, até que um estranho sombrio a rouba de sua cama uma noite, joga-a em seu cavalo, e a leva para um antigo castelo abandonado, no meio da floresta das Terras altas.
Maxwell White foi designado para levar a MacKerrick a uma localização segura. Na experiência de Max, as mulheres são criaturas dóceis e obedientes, mas ele nunca conheceu ninguém como Aila. Ela o surpreende a cada passo, com sua luta voraz contra ele, com sua vontade de sujar as mãos, com a alegria na cama.
Max promete proteger Aila, mas um líder de guerra ambicioso está determinado a possuir o punhal lendário que pertenceu à sua família há gerações; e ele vai fazer qualquer coisa para obtê-lo ― inclusive mantendo Aila longe de Max para sempre.

Capítulo Um

As Terras Altas, 1817
O inverno chegou em pleno vigor, e Aila MacKerrick estava gelada até os ossos, apesar de ter colocado um tijolo quente debaixo da roupa de cama. Agasalhando-se mais forte em um casulo de tecidos pesados, ela se virou para o lado e se perguntou se deveria colocar outra meia.
Não, ela não tinha mais meias limpas.
Dormir, Aila, dormir. Ela precisava de uma boa noite de descanso. Havia muito trabalho a ser feito amanhã, e os dias ficaram curtos. Sua pilha de roupa tinha crescido até uma altura embaraçosa. O telhado de palha da casa de campo, tinha um vazamento na mesa da cozinha na semana passada; e ela precisava repará-lo. Ela tinha que levar um lote de ovos para a aldeia. Se esse tempo frio continuasse, ela ficaria isolada até fevereiro; então, ela também deveria caminhar até os Grants e ver se eles trocariam ovos, por outro fio de lenha.
De repente, insuportavelmente sozinha, Aila estremeceu. De vez em quando, a saudade batia assim, como uma paulada sólida no peito. Com menos freqüência agora, quase dois anos após a morte de seus pais, mas cada vez a sentia mais forte. Esta foi tão forte que levou o sono para longe.
Ela sentia muita falta deles.
Ela fechou os olhos mais apertados, seu corpo agitado com mil tremores, sua intensidade multiplicada pelo frio e tristeza, até que ela se sentiu como uma folha de outono tremendo em um vendaval, segurando apenas os mais fracos galhos, pronto para se libertar em uma rajada forte.
De repente, uma mão grande e calosa apertou sua boca.
A mente de Aila ficou em branco. Então, a descrença a atravessou ― ninguém mais estava em sua casa. Certamente ela o teria ouvido!
A raiva precipitou-se nos calcanhares da descrença. Como alguém se atreve a intrometer-se em sua casa? Ela mordeu a parte carnuda da mão e gritou o mais alto que podia.
― Jesus! ― a voz era um barítono baixo. A voz de um estranho. A mão vacilou por um momento, mas depois apertou ainda mais a boca. ― Agora, nada disso, moça.
A fúria chegou a ferver dentro dela. Sua mão era como o ferro: forte, pesada e imóvel. Ela não podia morder novamente. Em vez disso, se debateu com as mãos e as pernas, tentando socar e chutar, com pouco efeito. Seus membros malditos não fizeram nada, além de enrolar na meia dúzia de cobertores em que ela estava deitada.
Ele ergueu-a, cobertor e tudo, e a colocou sobre o ombro como um saco de estopa, os cobertores embrulhando-a efetivamente e prendendo-a no lugar.
O pânico cresceu quando ele caminhou até o outro extremo da sala, abafando sua fúria. O que esse homem queria dela? Ele pretendia matá-la? Violá-la? Sua cabeça bateu ridiculamente contra a inclinação superior de sua parte traseira ― sua parte traseira muito musculosa ― com cada passo de suas longas pernas. Claramente, ela não era rival para um homem dessa força. Seu rifle estava escondido nas vigas da cozinha, e o punhal do seu pai estava apoiado na parede perto da porta da frente. Absolutamente inútil.
Ela considerou gritar ― por cerca de dois segundos. Não seria útil. Sua faz tudo, Gin, a única serva de Aila, foi para Inverness visitar sua tia doente. Seus vizinhos mais próximos, os Grants, estavam a mais de uma milha de distância, do outro lado do rio, e mesmo o grito de Aila, que a mãe costumava dizer, ― acordava os anjos no céu ―, não podia ser ouvido tão longe. Sua mãe sempre foi propensa ao exagero.
Ela lutou contra os cobertores, mas não adiantou. Ela estava completamente presa.
Ele abriu o guarda-roupa dela ― de ponta cabeça, ela podia ver a porta aberta ao seu lado ― e pegou um braço cheio de roupas de sua pilha suja, juntamente com um par de sapatos da prateleira adjacente. ― Moça desorganizada ―, ele murmurou e Aila se viu corando.
Rubor. Ela estava corando enquanto pendia do ombro de um homem estranho. Um homem que poderia estar planejando fazer coisas abomináveis ​​e impensáveis com ela. E ela estava corando porque estava com vergonha dele ter visto a confusão desordenada em seu guarda-roupa.
Não havia explicação para a natureza ilógica da humanidade.
Ela se contorceu e tentou se afastar dos cobertores, mas ele a deteve com um firme golpe no traseiro.
― Nada disso, eu disse. ― Sua voz era suave, não particularmente ameaçadora, em profundo contraste com suas ações.
Ela quis discutir com ele, dizer que ele tinha dito isso quando ela o mordeu; e ela não o tinha mordido desde então. Nem uma vez ele ordenou que ela parasse de mexer. Em vez disso, ela gritou:
― Quem é você? O que você quer de mim?
― Silêncio, agora ―, disse ele. ― Apenas venha comigo e você não vai ter nenhum dano.
Ela desconfiou profundamente dessa afirmação. E ela estava começando a ficar tonta de estar de cabeça para baixo.
― Me ponha no chão! ―, ela exigiu.
― Não.
― Eu ordeno que você me solte!
― Não.
― Solte-me neste instante!
― Não.
Sua voz era irritante e calma, e o medo e a raiva se juntaram em uma poderosa combinação de energia dentro de Aila.
― Agora! ―, ela gritou. ― Ou eu vou ver você enforcado!
Ele riu com isso.
Riu.
Aila viu tudo vermelho. Ela lutou com todas as forças, de alguma maneira conseguindo separar as pernas o suficiente para abalar seu equilíbrio. Ele se inclinou para se firmar, mas não a tempo de pegá-la. Ela caiu pesadamente no chão de madeira ao seu lado, e todo o ar, imediatamente, deixou seu corpo.
Por um momento, ela estava certa de que tinha perdido toda a capacidade de respirar. Mover-se parecia fora de questão. Então seus pulmões retomaram sua função, e ela sugou respirações profundas e irregulares. Após a segunda respiração, ela descobriu que poderia se mover novamente e, de alguma forma, se afastou da faixa apertada de cobertores que a prendiam.
Ela saltou para uma posição de pé e correu para a porta. Mas ele era pelo menos um pé mais alto do que ela, suas pernas sanguinárias provavelmente duas vezes mais e, em dois passos, ele a pegou, seu braço envolvendo seu estômago. O calor de sua pele irradiava pela camada de tecido de sua camisola de musseline
―Agora, agora ―, disse ele, sua voz ainda estava completamente calma.
Ela tentou se libertar, mas era como tentar atravessar uma sólida porta de ferro.
― Deixe-me ir!
― Escute-me… 
― Não! Saia da minha casa!



Série Cavaleiros das Highlands
0.5 - Um Coração Escocês
1 - Calor Escocês
2 - O Despertar do Highlander
2.5 - Seu Malvado Escocês
3 - Tentação das Terras Altas
Série Concluída



1 de junho de 2018

Perdi-me em seu olhar



Rosslyn Caird, filha de um prestigioso nobre de Kirkwall*, chegou com doze anos ao condado de Caithness, no norte da Escócia, para ser educada pela família do seu futuro marido, Lord James Sinclair, terceiro filho do conde de Caithness, com a intenção de se tornar numa esposa digna, como parte do acordo entre as duas famílias para fortalecer a sua união e a férrea lealdade ao poderoso clã Sinclair.
Ambos os jovens são a moeda de troca perfeita para satisfazer os interesses políticos, famíliares e sociais dos que lhe são próximos, mas eles, duas personalidades muito fortes e muito opostas, não conseguirão harmonizar a sua vida, nem serenar o seu carácter, e só conseguirão precipitar o seu peculiar casamento até ao abismo.
Um grande equívoco cercado por conspirações, fraude, más decisões, falta de comunicação e um excessivo orgulho contribuirão para quebrar, ainda mais, o seu incerto futuro.

Capítulo Um

Condado de Caithness, Escócia, outubro de 1610.
Rosslyn Sinclair levantou a vista e olhou a sua sogra de lado. Moira, com o cenho franzido, tirou-lhe de um puxão as roupinhas do bebê e a entregou a uma de suas mulheres para que se ocupasse dela. Mesmo tendo passado uma semana inteira lavando, passando e deixando-as perfeitas dentro de seu baú com sachês de lavanda para que cheirassem bem, a dama descartou seu esforço, como sempre ocorria, e mandou lavar e passar as valiosas peças da família outra vez, com gesto grosseiro e amaldiçoando baixo.
— Estão ruins, milady?
— Poderiam estar melhores, jovem, e agora sente-se, não quero que meu neto nasça de pé.
— Como disse?
— Sente-se, Rosslyn, ou vá para seus aposentos, faça o que lhe agradar, mas deixe de passear na minha frente como um fantasma!
Rosslyn ergueu os ombros e respirou fundo engolindo as lágrimas, olhou com o queixo bem alto para as criadas de sua sogra, que a observavam com cara de zombaria, engoliu a saliva, se virou e caminhou depressa para seu quarto, o único lugar daquele castelo onde ninguém entrava para lhe chamar a atenção. Ninguém salvo James, claro, James Sinclair, seu brilhante marido, que também não fazia grandes esforços para ser amável com ela.
— Malditos todos. — Murmurou subindo as escadas.
Entrou no dormitório e fechou a porta com um golpe seco antes de se virar e admirar como estava organizado; tudo em seu lugar sem a presença de James, que era igual um cavalo desembestado, sem cabeça nem sentido comum para respeitar o trabalho dos outros, ou a ordem. Caminhou para a grande cama e alisou a colcha de crochê que terminara de fazer. 
Era linda, estava muito orgulhosa dela porque lhe dera muito trabalho, mais de um ano de árdua tarefa, ainda que nem mesmo seu marido tivesse percebido. O que era lógico, em uma casa onde ninguém notava sua presença, pois não era uma Sinclair, não pelo menos uma de verdade.
Os Sinclair procediam da localidade luxuosa de Saint-Clair-sul-Elle, mas tinham chegado a Escócia no século XII, concretamente no ano de 1162, quando Henry de Saint-Clair de Roslin e sua mulher, se estabeleceram em Lothian ao conseguirem terras e feudos que lhes permitiram alcançar uma posição mais que desafogada na ilha, entre eles o condado de Orkney, que os próprios reis do mar do norte lhes cederam.
No ano 1455 Henry Sinclair, terceiro conde de Orkney, recebeu da coroa escocesa o condado de Caithness e fundou a capela de Rosslyn em 1456, e então era um dos senhores mais poderosos, ainda que em 1470 o conde foi obrigado a ceder Orkney ao rei Jacobo III em troca do castelo de Ravenscraig em Fife. Uma perda muito injusta e motivada, conforme tinham explicado a Rosslyn, pelos ciúmes que o rei sentia do poder de Sinclair no mar do norte.
Aquela questão política fora um desastre para a família Sinclair e o próprio conde, ainda que muitos anos depois provocasse também um drama para outra pessoa, a própria Rosslyn Caird, natural de Orkney, segunda filha de Ard Ghillean an-thighe, um nobre escocês do norte leal ao Clã Sinclair, que a dera em casamento, aos doze anos de idade, ao terceiro filho de Henry Sinclair, James, um rapaz forte, valente, briguento, incontrolável e muito bonito para ser um bom marido, diziam todos, com a intenção de afirmar a aliança com os Sinclair e de passagem satisfazer o conde de Caithness, que sonhava com seu antigo feudo e que pretendia através daquele casamento se perpetuar nas Ilhas.
Claro a ela ninguém perguntara sobre seus desejos a respeito, ninguém, e então se limitou a obedecer como correspondia a uma dama de sua classe, ainda que fosse apenas uma menina. Deste modo, aos doze anos, a arrancaram-na de sua casa e de sua família e a levaram até Caithness para viver e aprender com sua nova família, transformarem uma grande senhora e, sobre todas as coisas, satisfazer ao seu futuro marido, um esposo que a ignorava e a olhava de esgueiro e com desconfiança.
Desde que se comprometeram, há quatro anos, quando ele se apresentara em Kirkwall com um pequeno séquito para recolhê-la, mal se suportavam. Naquele momento se reuniram no salão principal de sua casa e James, com seus cabelos cor de cobre escuro, os enormes olhos cor de água-marinha e sua imponente estatura, mostrava tal desprezo, que Rosslyn prometeu a si mesma, que nunca, no tempo que lhe restasse de vida, mostraria fraqueza por aquele homem, ou apreço, e muito menos amor, e o cumpria rigorosamente, ainda que secretamente, seu ingrato coração se empenhava às vezes em contradizê-la.
Casaram-se quando James tinha dezoito anos e Rosslyn completara quatorze, seis meses depois de sua primeira menstruação, e lhes custara ainda outro ano inteiro, conceber seu primeiro filho. Sua sogra, Moira, que não a apreciava em absoluto, murmurava o desgosto diariamente, até o feliz dia em que o cirurgião da família lhes confirmou, com a graça de Deus, que a jovem esposa estava grávida e que o menino nasceria em princípios de janeiro.
Um mês frio, mas perfeito para um Caird, que eram rudes e resistentes às baixas temperaturas, pensava Rosslyn com ilusão, ainda que calasse o comentário para evitar reprimendas, porque cada vez que recordava sua terra ou a sua família, sua sogra e cunhadas lhe recordavam que ela era uma Sinclair e que tudo o mais sobrava.
— O que faz? — Gritou e se levantou de um salto ao ver James entrar como uma fúria no quarto. Às suas costas vinha Beth, sua donzela, e ele ignorou a pergunta lançando-se como um possesso a revirar seus baús e suas coisas com as duas mãos, jogando tudo pelo ar.
— James Sinclair! Que demônios está fazendo?
— Onde está? Onde a escondeu?
— Escondi o quê?
— A maldita espada!


31 de maio de 2018

Um Engajamento Ilícito

Série Os cavalheiros da porta ao lado
Lorde Lucas Willoughby ganhou seu apelido como o Barão Casamenteiro depois que seus seis compromissos terminaram com cada dama felizmente casada - com outra pessoa. 

Ele jura deixar de fazer propostas de casamento, até que sua vizinha teimosa propõe algo completamente diferente.
Chastity Drummond fixou sua atenção em um homem que mal a vê como uma mulher muito menos uma esposa em potencial. Ela não consegue colocá-lo de joelhos, mas sabe que um noivado com o Barão Casamenteiro o fará mudar de opinião. A farsa de Lucas e Chastity ganha vida própria. Quando a atração fingida se torna real, eles se perguntam se podem ser perfeitamente compatíveis.
O envolvimento ilícito deles terminará inevitavelmente em casamento - mas de quem?
Não perca a série Cavalheiro Da Porta Ao Lado, porque às vezes uma dama necessitando de amor não precisa procurar mais longe do que ao lado.



Os cavalheiros da porta ao lado
1- Um Delicioso Arranjo
2- Um Engajamento Ilícito

Um Delicioso Arranjo

Os cavalheiros da porta ao lado


Phillip tem o dever de se casar com Francesca. 

Ele sempre protegeu sua vizinha e companheira de infância, agora que ela está na idade de casar, ele vai lhe dar o que Francesca mais precisa - uma verdadeira casa onde ela será querida e desejada.
Infelizmente para ele ... ela está cansada de ser obediente.
Depois de anos sendo uma filha obediente a um pai odioso, Francesca estreia na sua primeira temporada. Francesca está pronta para dançar todas as danças, flertar com todos os solteiros e conseguir o que ela mais deseja - um homem que a ama e que a faça desmaiar. Infelizmente para ela ... ele a faz desmaiar, com sua proposta. E Phillip leva seus deveres muito a sério.









Os cavalheiros da porta ao lado
1- Um Delicioso Arranjo
2- Um Engajamento Ilícito

25 de maio de 2018

Agora uma Noiva

Série Amantes
Mais que uma Amante e Amante de Ninguém, publicados pela primeira vez há uma década, são as histórias de dois irmãos indisciplinados, irmãos machos alfa, que encontram o amor, e uma calmante e enriquecedora influência em suas vidas com suas respectivas heroínas. 

Jocelyn Dudley, Duque de Tresham e Lorde Ferdinand Dudley tem uma irmã mais nova, que já é casada em ambos os livros. Lady Angeline Ailsbury, Condessa de Heyward, é espalhafatosa e atrevida, com um gosto execrável para roupas, especialmente chapéus, e tem uma maneira de contradizer a si mesma a um grau bastante vertiginoso enquanto fala. 
Ela argumenta com seus irmãos para não seguirem com nenhuma façanha particularmente louca, enquanto, ao mesmo tempo, os instiga a ter sucesso a todo custo. Ela se queixa de seus nervos, ainda assim quer estar sempre à frente de qualquer atividade ousada e perigosa. 
O Conde de Heyward, seu marido, um homem quieto que, no entanto, parece manter os piores excessos de sua esposa sob controle, é conhecido pelos irmãos de Angeline como um homem antiquado, admirável e enfadonho. Ambos os irmãos concordam, no entanto, e com um grande grau de incredulidade, que Angeline e Heyward são obcecados um pelo outro.
Eu não tinha intenção de escrever a história de Angeline e Heyward. Eles já são casados, afinal de contas, e eles não parecem, na superfície, serem um casal particularmente romântico. No entanto, um número de leitores pediu a história deles, e, como muitas vezes acontece em tais circunstâncias, eu comecei a imaginar... Como eles tinham acabado juntos? Foi realmente uma aliança de amor? E ainda era? Como poderia um cidadão tão honesto e direito como Heyward, porventura, aturar alguém tão desmiolada quanto Angeline? E como ela poderia suportar a monotonia de sua vida com ele? Ou era maçante?
Em tais questões, é claro, estão as sementes de uma nova história e um novo livro. E assim, dez anos depois, a história de amor deles foi escrita como uma prequel das outras duas. Um dos maiores desafios foi escolher um título! Era necessário ter a palavra amante nele para combinar com os outros, mas como isso seria possível?




Série Amantes
1 – Mais que uma Amante  
2 – Amante de Ninguém
2.5 - Agora uma Noiva
3 - A Amante Secreta
Série concluída






A Ultrajante Lady Felsham

Série Ravenhurst
A saga dos Ravenhurst, uma família muito pouco convencional.

Belinda, lady Flesham, uma vez livre de seu desventurado e aborrecido matrimônio, queria desfrutar dos prazeres até então desconhecidos e descobriu que o comandante Ashe Reynard, um homem curtido na batalha e atraente como poucos, era exatamente o que necessitava.
A alta sociedade estava esperando que cometessem um deslize. Mesmo assim, o casal embarcou em uma aventura... e Belinda começou a se sentir cada vez mais desorientada. Não queria casar-se outra vez, mas tampouco podia viver sem Ashe...

Capítulo Um

Final de julho de 1815. 
Quero um herói. As palavras a olharam fixamente da página do livro. 
— Eu também, lorde Byron, eu também. Bel suspirou, afastou uma mecha de cabelo do rosto e continuou lendo a primeira estrofe de Dom Juan. Naturalmente, o poeta e ela não queriam um herói pelo mesmo motivo. O poeta procurava um herói idôneo para seu conto; Belinda, lady Felsham, simplesmente, desejava um idílio. Bom, isso tampouco era verdade. Ficou olhando ao infinito. 
Se não podia ser sincera consigo mesma, com quem seria? Seus desejos não eram singelos, tampouco eram puros e não tinham nada a ver com cavalheiros andantes e idílios. Deitou-se de costas sobre o tapete de pele branca e jogou o livro, que passou roçando o candelabro que a iluminava. 
Eram mais de duas da madrugada e as velas estavam acabando-se. Logo teria que levantar para se trocar e deitar-se. Esticou um pé, que roçou a borda de seda da camisola, e acariciou com os dedos as orelhas do urso polar que olhava para a porta de seu dormitório. 
- Não quero isso, Horace - comunicou ao urso. Não quero música suave e olhadas lânguidas à luz da lua. Quero um homem imponente que seja impetuoso na cama. Quero um amante. Um bom de verdade. Horace, imperturbável, não disse nada, como sempre quando ela fazia uma confidência a suas orelhas amareladas pela idade. Apaixonou-se por ele quando tinha nove anos, tirou-o com carinho do escritório de seu avô e o levou para seu dormitório. 
Acompanhava-a depois. Seu falecido marido, Henry, visconde de Felsham, queixou-se levemente pela presença dessa pele enorme e comida pela traça no chão dos aposentos de sua esposa, mas Bel, que agradava a seu marido em todos seus pedidos, se impôs e Horace ficou. Henry sempre suspirava e o rodeava ostensivamente quando, duas vezes por semana, visitava-a em seu quarto. Possivelmente tinha se dado conta de que para sua jovem esposa a conversa com Horace era mais apaixonante que suas atenções conjugais. 
Bel se sentou e olhou ao redor com satisfação. Gostava de seu dormitório, embora tivesse que ocupá-lo sozinha, sem o amante de seus sonhos. Na realidade, toda a casa era perfeita, felicitou a si mesma com certa vaidade. Era uma pequena joia na Half Moon Street, recém-comprada como parte de sua manobra para sair de dezoito meses de luto e divertir-se.








Série Ravenhurst
2 - A Ultrajante Lady Felsham

A Solidão do Duque

Série Os Cavalheiros

A vida libertina do futuro duque de Rutland finaliza após bater-se em um duelo de honra com um marido enganado. 

Envergonhado pelas sequelasdo dito desafio, decide abandonar Londres e partir para Haddon Hall, o aprazível lugar onde cresceu, albergando a esperança de encontrar a paz que tanto lhe urge obter, entretanto, a chegada de uma notícia inesperada altera essa suposta calma e provoca que o duque se embebede. Face aos conselhos de seus próximos decide montar a cavalo e galopar por seus domínios. Quando abre os olhos depois de uma desafortunada queda, descobre que uma mulher o esteve cuidando em algum lugar afastado e escondido de suas terras. Seu nome, Beatrice, e seu único desejo, viver em solidão o resto de sua vida.

Capítulo Um

Londres, 1865. 

Clube de cavalheiros Reform. ― Desafio-o, senhor! Com essas palavras, um homem de baixa estatura, com um pouco de peso a mais e vestido com um imaculado traje cinza, atirou uma luva sobre a mesa em que se jogava uma partida de cartas. William arqueou as escuras sobrancelhas e olhou a quem o de 
― Juliette? A familiaridade com a qual o futuro duque de Rutland falou de sua mulher fez com que o pequeno corpo vibrasse de desespero e fúria. William, sem apartar a vista das cartas que tinha em sua mão esquerda, franziu o cenho e levou a outra palma para a escassa barba que cobria seu rosto. ― Disse-me que enviuvou faz algo mais de um ano ― continuou com voz serena e sem interesse por continuar a conversação. ― Acusa-a também de mentirosa? ― As bochechas do desonrado se encheram de um vermelho intenso. 
O homem inclusive se elevou nas pontas dos pés para tentar, em vão, captar a atenção do amante de sua esposa. Entretanto, ninguém fez nada, nem William nem os outros jogadores. Se a cólera que o tinha conduzido até ali era inimaginável, observar que o próximo duque de Rutland continuava com sua pose de tranquilidade enquanto alegava que se deitou com sua esposa por ter sido enganado, provocou-lhe tal demência que esteve a ponto de equilibrar-se sobre este e lhe golpear com força. 
― Acredito que sua querida Juliette mentiu a ambos ― disse William após manter-se em silêncio uns minutos. ― O duelo deveria se dirigir a ela. Mas se me permite um conselho, antes de enfrentar uma possível morte, agarraria sua esposa e lhe daria uns bons açoites com o cinturão. Não se pode enganar com falácias a homens como nós, sobretudo porque nestes momentos cavalheiro, encontro-me tremendamente aflito… ― comentou com zombaria e sem subir nenhuma nota em seu tom de voz. Tomou outra intensa imersão do charuto e depois de jogar o ar esperou que o desventurado homem fosse sensato e partisse com a cabeça baixa, mas respirando. 
― Amanhã, em Hyde Park, à alvorada. Levarei as minhas testemunhas e um médico, você apareça com quem desejar. ― O homem golpeou suas botas, girou-se e inclinando-se ligeiramente se despediu dos pressente antes de afastar-se. 








Série Os Cavalheiros

Como ser uma Dama

Série O Clube do Falcão
Viola Carlyle não se importa em transgredir as regras que a sociedade vitoriana lhe impõe. 

Embora se supõe que as damas nunca devem beijar a um homem que não seja seu prometido, ela anseia com desespero beijar ao atraente capitão Jinan Seton.
Ele também está interessado, mas tem um propósito oculto: saldar umaantiga dívida. 

E embora haja jurado não permitir que Viola conquiste seu coração, essa dama que tem muito pouco de dama poderia acabar sendo a mulher que por fim o dobre.

Capítulo Um


Devonshire, 1803 
As meninas brincavam como se nada de ruim pudesse acontecer com elas. Porque nada podia lhes ocorrer na verde colina da qual se observava o oceano e onde tinham brincado toda a vida. Seu pai era um barão, de modo que usavam grossas anáguas brancas de musselina que as cobriam até às panturrilhas e aventais bordados com fio de seda. Soprava uma leve brisa que lhes colava as saias às pernas e lhes alvoroçava o cabelo, inclinando seus chapéus uma e outra vez. 
A mais velha, que tinha treze anos e era alta e com membros longos como se fosse um moço, estava recolhendo delicados jacintos silvestres para fazer um ramalhete. A pequena, baixa e risonha, girava com os braços cruzados, lançando ao ar uma chuva de violetas silvestres. 
Correu para a borda do escarpado com seus cachos escuros flutuando ao vento. Sua irmã a seguiu com um brilho sonhador nos olhos enquanto seus loiros cabelos se agitavam em torno de seus ombros. No horizonte, a muitas milhas de distância, ali onde o céu azul se encontrava com o resplandecente oceano, apareceu uma vela. 
— Ser, se fosse um marinheiro — gritou a sua irmã pequena, — converter-me-ia no capitão de um navio imenso e navegaria até os limites do mundo para poder contar minha façanha depois. Serena meneou a cabeça com carinho. 
— Vi, as mulheres não podem ser marinheiras, não é permitido. 
— Quem se importa com o que é permitido e o que não é? — A risada de Viola flutuou na brisa, a seu redor. 
— Se alguma garota pode converter-se em capitã de um navio, é você — replicou Serena, com um brilho carinhoso nos olhos. Viola correu para abraçar a sua irmã pela cintura. 
— Serena, você é uma princesa. 
— E você é um duende, por isso te admiro muito. — Mamãe admira os marinheiros. — Viola começou a saltar muito perto da borda do escarpado. 
— A vi falando com um em Clovelly, no dia que fomos comprar as fitas. 
— Mamãe é amável com todo mundo. — Serena sorriu. 
— Tenho certeza que estava dando esmola. Entretanto, Viola não achava que sua mãe estava dando esmola. Tinha-a visto falar com o marinheiro durante um bom tempo e quando retornou ao seu lado, tinha os olhos cheios de lágrimas.








Série O Clube do Falcão

21 de maio de 2018

Pintar nas Sombras

Série McLeod

A Condessa Lobelia Hart está horrorizada, sua sobrinha Joanna escondendo-se atrás de um nome masculino, solicitou ser membro do Círculo de Cavalheiros dedicados às Artes. 


O pai da jovem, Lord Maximilian McLeod, confiou a Lobelia a tarefa de encontrar um marido para sua filha, mas a moça não facilita a missão de sua tia. Na casa dos Hart, Joanna sonha em tornar-se uma pintora profissional e percorrer o mundo. Infelizmente, para uma jovem da alta sociedade dos finais do século XVIII, esse destino resulta ser tão impossível como o de tocar o sol. Dividida entre a ânsia de dedicar sua vida à arte e a obrigação de obedecer sua família, Joanna vive uma vida dupla, de dia se comporta de acordo com os rigorosos parâmetros sociais que lhe impõe sua tia e à noite se entrega a sua paixão pela pintura. 
Enquanto isso, no bairro mais elegante de Londres, o Duque de Cunningstone, um solteirão incorrigível e reconhecido mulherengo, acaba de adquirir o quadro mais excepcional de sua vasta coleção. Desperta ainda mais seu interesse, que o autor se negue a revelar sua identidade, motivando-o fazer o impossível para desmascarar o escorregadio artista. Ele, porém, não suspeita que o pintor seja na realidade, uma jovem dama.

Capítulo Um

Londres, 3 de maio de 1791

Estimado John Reed, Com a esperança de que se encontre bem, tenho o agrado de comunicar-me com o senhor representando os Distintos Professores e o ilustríssimo Diretor de nosso Círculo de Cavalheiros dedicados à Arte. A pintura de sua autoria intitulada «O Segredo», foi submetida a uma rigorosa avaliação, e decidiu-se aceitá-lo em nosso exclusivo Círculo. Caso venha aceitar as condições que lhe envio, no manuscrito anexado, damos as boas vindas na condição de Membro Iniciado. Por favor, tenha em conta que nossa Sociedade é altamente restritiva, sendo reconhecida por todos os reinos da Europa como sendo um espaço de legitimidade artística indiscutível. Pertencer ao Círculo é um privilégio que poucos artistas conseguiram acessar. Sendo assim pedimos que honre suas responsabilidades como membro, já que o prestígio de nosso Círculo encontra-se nas mãos de cada um de nós. Fico esperando o envio de sua carta aceitando a admissão. Minhas mais sinceras felicitações, Distinto Professor, Charles Simon Dillon. – A batida na porta sobressaltou Joanna. Sua tia, a Condessa Lobelia Hart, a chamava do corredor que ligava os quartos do piso superior. Depois de ter batido, disse: ― Joanna! ― A voz penetrante da dama atravessou a madeira sem dificuldade ― O que faz outra vez trancada, em seu quarto? Não tínhamos conversado sobre isto? Os golpes soavam de modo insistente. Joanna se apressou em esconder os objetos que, aos olhos de sua tia, novamente a colocariam em falta. Guardou suas coisas menores atrás das pesadas cortinas de veludo cotelê cor chocolate e embaixo dos almofadões de seda da Índia, atrás do biombo de papel chinês, o qual estava acostumada a trocar de roupa, colocou os objetos maiores. ― Já vou, um momento! ― respondeu a jovem, enquanto corria, nervosa como uma menina, por todo o quarto. A tia tinha razão em uma das muitas questões que reclamava. Joanna já não era uma menina. Aos vinte e três anos, segundo o esperado, deveria ocupar todo seu tempo em aprender habilidades que a fizessem mais atraente para um potencial marido. A atividade que consumia toda a energia da jovem, poderia ser considerada uma qualidade desejável em uma esposa, se fosse exercida com moderação e nos tempos livres. ― Abra a porta imediatamente, Joanna. ― O tom era frio e ameaçador. Por sua aristocrática ascendência,estava destinada a contrair matrimônio com alguém de impecável linhagem. Era filha de um reconhecido barão e premiado capitão do exército, e neta do que tinha sido o Duque mais poderoso da Inglaterra, do último século. Apesar de seu ilustre avô ter morrido oito anos antes, a alta sociedade de Londres ainda o recordava com reverência e admiração, e costumava felicitá-la por sua impecável origem. ― Menina, abre agora mesmo! — Morris! Morris! ― A mulher parecia disposta a utilizar todos os seus recursos, inclusive o uso da chave que tinha o mordomo ― Venha imediatamente abrir esta porta. Em um redemoinho de saias, a jovem conseguiu guardar embaixo do travesseiro a última peça que a incriminaria e correu para abrir a porta. Quando o fez, estava corada, seu cabelo se converteu em uma espécie de véu desastroso flutuando nas laterais de suas orelhas. Embora tivesse herdado de sua avó paterna um cabelo bonito da cor castanho claro, ele era indomável, e Joanna ainda não tinha desenvolvido a habilidade de controlá-lo.



Série McLeod
1 - Da Inglaterra à Virginia
2 - Pintar nas Sombras
3 - As Brumas da Memória
Série Concluída

17 de maio de 2018

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Filminho Super Henry, com música !!  

                         Castelos e Postagens Antigas

Benção Celta!





Relembrando..."Estrela" 
             

Freedie Mercury


15 de maio de 2018

Como o Duque foi Conquistado

Série Os Duques Desgraçados
Solicita-se o favor da sua companhia em Warbury Park. Quatro encantadoras damas virão… Mas apenas uma delas poderá tornar-se uma duquesa.

James, o escandaloso e incivilizado Duque de Harland, necessita de uma noiva com uma reputação imaculada para um acordo estritamente de negócios. A luxúria está proibida e o amor está fora de questão.
Quatro damas. Três dias. O que poderia correr mal?
Ela não é como as outras…
Charlene Beckett, a não reconhecida filha de um conde e uma cortesã, recebeu uma proposta que irá mudar a sua vida, fazer-se passar pela sua meia-irmã, lady Dorothea, e ganhar a proposta do duque. Tudo o que tem de fazer é:
* Ser uma perfeita Rosa Inglesa (Ah!)
* Respirar, sorrir, e fazer reverências em vestidos terrivelmente apertados (amaldiçoado seja o corpo de sílfide de lady Dorothea)
* Encantar e seduzir um duque selvagem (sem que ele perceba)
* Manter o triste duque, muito longe do seu coração (não importa quanto a ideia seja tentadora)
Quando os segredos forem revelados e a paixão suplantar tudo, James terá de decidir se a última mulher que deve desejar é aquela de quem ele precisa. E Charlene tem de decidir se a promessa de uma nova vida vale o risco de perder tudo… Incluindo o seu coração.  Para o meu cavaleiro vestido com Carhartts.

Capítulo Um

Surrey, 1817
Ela serve perfeitamente.
James fez pontaria aos seus cachos dourados e sorriso sereno e lançou o seu punhal. Mesmo no alvo. Mesmo no meio entre os seus plácidos olhos azuis.
― Uma excelente escolha, Vossa Graça. ― Cumberford puxou os óculos para a ponta do nariz e consultou um livro. ― Lady Dorothea Beaumont, a filha mais velha do Conde de Desmond.
Lady Dorothea. Uma égua puro sangue para produzir campeões.
― O que pensas dela, Dalton?
A única resposta foi um inebriado ronco. O amigo de James, Garrett, Marquês de Dalton, estava totalmente esticado no sofá, um braço balaçando na extremidade, ainda segurando um copo de brandy vazio.
James escolheu outra adaga da caixa de couro e remirou os esboços a pastel que ele encomendara anonimamente a um ilustrador de gazetas.
Plop! A sua lâmina perfurou um delicado pescoço de cisne. Plop! Perfurou um nariz aristocrático.
Cumberford recitou linhagens, afastando-se o mais possível das facas.
James serviu-se de mais brandy.
Como é que chegara a este ponto? Ele era a desgraça da família, o demônio exilado, o candidato suplente. Ele devia estar abrindo um caminho na selva das Índias Ocidentais, não estar escolhendo candidatas a duquesas.
O casamento nunca tinha estado nos seus planos.
O seu próximo lançamento desviou-se para oeste, falhando por pouco o nariz de Cumberford, e ficou preso na capa de pele de cor vermelha da obra “ The Life and Times” do seu venerável antepassado, o primeiro Duque de Harland.
Se Cumberford desaprovou que James destruísse as paredes da livraria forradas a painéis de mogno, não o demonstrou. Já era o procurador de Harland há demasiado tempo para demonstrar emoções.
― Droga! ― Disse James.
― Que se passa? ― Dalton finalmente levantou a cabeça das almofadas do sofá.
― Quase acertei no Cumberford.
― Está tudo bem, Vossa Graça ― disse Cumberford.
― Quase o quê? Porque é que tens uma faca na mão? ― Dalton gemeu e levantou o cotovelo acima dos olhos. ― Onde é que eu estou?
James inclinou a cabeça e um lacaio serviu outra bebida a Dalton.
Dalton fechou os seus olhos azuis injectados de sangue.
― Vou ficar doente.
― Nada disso. ― James arrancou o amigo do sofá e enrolou os dedos de Dalton á volta do cabo da faca. ― Torna-te útil.
Dalton ficou olhando para a adaga.
– Tens razão. Uma vez que sejas apanhado na armadilha do matrimônio, eu serei a tua última e final esperança. Vai ser odioso. Eu devia acabar com tudo agora.
― Tu não, idiota. ― James virou-o até ele ficar de frente para as beldades em papel colocadas em fila. ― Uma delas.
Três esfaqueadas damas fitaram-no de volta. Não pareciam gostar de terem sido transformadas em almofada de alfinetes. James juraria que os olhos bem abertos de lady Dorothea tinham encolhido.
― Tu não pensaste bem nisto ― disse Dalton. ― Vão cair-te em cima como uma matilha de lobos. Warbury Park vai ficar inundado de fêmeas coniventes. Tenho de partir. Agora. ― Ele deu um passo vacilante.
James segurou-o com firmeza.
–Uma vez que chegaste sem avisar, podias pelo menos ficar para ajudar a avaliar as candidatas.
― Se tens de entrevistar uma esposa, porque não esperas pela Temporada, como uma pessoa civilizada? ― Dalton deu uma palmada na testa com a mão livre. ― Oh, espera. Esqueci-me. Tu nunca foste civilizado. Sabes como te chamam em Londres? “Vossa Desgraça.”
― Já me chamaram coisas piores.
― Ao menos pensa em aparar essa barba selvagem. Faz-te parecer um pirata.
― Limita-te a atirar a faca.
Dalton fitou a fila de desenhos afixados na parede da biblioteca.
― São todas iguais ― disse com voz arrastada. ― Lábios macios e pestanas trêmulas. Até te caçarem. Aí são só línguas de harpia e olhares de Medusa. Transformam um homem em pedra só por olhar, de relance, outra mulher. Não tem graça, digo-to eu. Nenhuma.
James encolheu os ombros.
― São os pais que eu realmente adoro. Cumberford garantiu-me que estes são os homens mais influentes com filhas elegantes e refinadas.
― Ah ha!




Série Os Duques Desgraçados
1 - Como o Duque foi Conquistado
2- Se eu tivesse um Duque
03- A Culpa é do Duque
Série concluída