31 de outubro de 2012

Maiê em...

Os Piores Mocinhos Nos Romances


O tema de hoje foi inspirado na minha mais recente leitura, A Conquistadora da Teresa Medeiros.
Gosto muito dos livros dessa autora e adorei esse, pelo menos até a metade, quando o mocinho que era tudo de bom se transforma em um ogro insuportável.
Felizmente o livro ainda prendeu a atenção depois disso, mas boa parte dos romances em que o mocinho é desse jeito, eu só leio até o fim para saber se o castigo será a altura de sua cretinice
Como boa escorpiana eu gosto de ver os mocinhos e mocinhas pagando seus erros antes da última página. Sério, perco dois minutos de vida cada vez que depois de aprontar muuuuito não rola nem uma desculpa básica por parte da peste.
Quando isso acontece crio finais alternativos na minha mente para compensar toda a irritação que sinto.
Fiz uma pequena lista com mocinhos , que na minha opinião, nem mereciam esse nome.
É meio polêmico porque, pelo menos um desses livros possui muitos admiradores.
Os mocinhos brutos têm algum charme no nosso imaginário.
E só no imaginário mesmo, na vida real eu não queria nem que viesse com o corpo e conta bancaria do Brad Pitt.

Whitney, meu Amor da Judith McNaught.  Esse livro não levou dois minutos da minha vida, foram uns quinze. Acho que é um daqueles que todo mundo já leu.
Caso alguém não saiba do que estou falando conta a história de uma garota voluntariosa e cheia de vida que é cobiçada por um duque que faz de tudo para se casar com ela.
Os problemas acontecem desde o inicio, o amor dele é cheio de controle e existem duas cenas controversas. Na primeira ele bate nela depois da Whitney ter maltratado um cavalo e na segunda ele a estupra em uma crise de ciúmes.
Como não achei nenhuma das duas coisas justificáveis, imaginei meu final perfeito.
Whitney dá um pé na bunda do duque controlador, casa com um cara lindo e rico que vai criar o filho dela. O duque termina na companhia dos cavalos comendo alfafa, como ele merece.

A Chama e a Flor da Kathleen Woodiwiss:   Nesse livro o mocinho é capitão de um navio e dono de uma fazenda. Nos dias de hoje ele seria um feliz morador de uma penitenciária.
A história é sobre uma mocinha sofredora que acabou de passar por uma tentativa de estupro, apavorada ela entra no navio do mocinho que em vez de protegê-la abusa dela.
A cena é toda horrível e quando ele se vê obrigado a casar com ela, fica irritado e passa a tratá-la muito mal. Tenho certeza absoluta que casar com o próprio estuprador não foi romântico em nenhum período da história.
Em vez de se apaixonar e viver feliz com o meliante, a história devia terminar com ele preso, cumprindo pena por babaquice extrema.

Rede de Sedução da Penny Jordan. Esse foi outros que roubou uns minutos da minha vida. O mocinho é um cretino que tira a mocinha de um convento para transformá-la em amante e se vingar do pai dela. Em boa parte do livro ele a trata como um objeto sem importância. O final perfeito para esse livro seria a Hope fugir para bem longe desse homem, do pai dela e recomeçar a vida. Alexei se casa com uma belíssima atriz que vai traí-lo com todo mundo. Cinco anos depois ele fica pobre e é deixado pela esposa para criar sozinho as duas filhas do casal. As meninas crescem lindas, uma se torna mulher fruta e a outra Paniquete.

Amélia da Diana Palmer. Nessa obra prima da ogrisse mundial o mocinho King sofre de TPM, e está sempre bravinho e destratando a pobre Amélia, que tem uma paixão platônica por ele. Eles dormem juntos e ele conta para o pai dela que a espanca gravemente. Na continuação que criei na minha cabeça o mocinho não fica com a Amélia e termina a vida sozinho. Chegando ao além ele sente a necessidade de recomeçar e reencarna nos dias de hoje como Anastasia Steele. Conhece um bilionário lindão e perturbado que vai fazê-lo pagar todos os seus pecados.

Bjs Maiê

PS: Queria pedir sugestões para as próximas colunas.
Me digam que assunto gostariam de ver aqui e quais bonitões também. Aguardo suas paticipações!
A Seguir três lindos com cara de malvados: Jonathan Rhys Meyers, Jamie Dornan e Daniel Craig







Três livrinhos da maravilhosa Margaret Moore.
A Substituta: A mocinha é escolhida para substituir a prima em um casamento arranjado. O mocinho é frio e a noite de núpcias dos dois é decepcionante, aos poucos eles vão se apaixonando e criando uma relação baseada em amor verdadeiro.

Dois Destinos: A mocinha é francesa em Londres. Ela é bem pobre e um dia por acaso termina salvando a vida de mocinho que odeia os franceses. Livro bonito com personagens fortes.  Série Irmãos de armas: São vários livros e todos muito bons. Perfeitos para quem gosta de livros de capa e espada. O primeiro se chama
A Dama e o Bárbaro e conta a história de Marianne, uma lady destinada a se casar com o chefe de um clã bem velho, mas é pelo guerreiro Adair que ela se apaixona.

29 de outubro de 2012

Amor Divino



Nas fantasmagóricas profundezas do priorado de Llanwardine, Elizabeth de Lacy está a ponto de se tornar uma freira quando lhe dizem que tem que se casar com o inimigo ferrenho de sua família.

Lorde Richard Malinder deve providenciar um herdeiro, e sua união com a família de Lacy pode ser proveitosa… mesmo que fosse apenas para manter por perto seus inimigos…
Elizabeth não tinha esperado sentir uma atração tão intensa, nem encontrar um Richard tão gentil, compreensivo e incrivelmente charmoso.
Seus braços pareciam fortes sob suas mãos e o desejo e a antecipação aumentavam enquanto se dirigiam diretamente ao leito conjugal…

Comentário revisora Deia: Gostei do livro, tem romance, tem suspense.Adorei ‘Malinder, O Negro’, como nosso mocinho é conhecido..rsrsrsrsrs...Tem uma prima dele, meio atirada, que cria algumas situações irritantes para a mocinha,mas como sempre, os homens não percebem a rivalidade entre as mulheres..rsrsrsrs...Gostei!

Capítulo Um

Welsh Marche*, 1460
No priorado de Llanwardine, em Welsh Marche, na área fronteiriça entre a Inglaterra e Gales, a pequena sala tinha paredes e chão de pedra e um telhado ondulado.
Uma umidade fria impregnava tudo, proporcionando um brilho desagradável à luz da única lamparina.
Dava a impressão de que o cômodo estava em desuso fazia muito tempo, exceto naquela noite escura em que duas mulheres e uma gata não podiam deixar de tremer de frio e de medo. 
A porta estava garantida por dentro com uma tranca, as venezianas fechadas para evitar olhares curiosos. As mulheres estavam sentadas uma de frente à outra e entre elas havia um áspero tampo de madeira apoiado sobre dois cavaletes, no qual em um dos cantos a gata estava deitada com uma bola. 
As duas figuras estavam cobertas por capas escuras. 
Uma delas, a de mais idade, era Jane Bringsty, uma mulher gorda, de rosto redondo e vestida com as roupas de uma criada. 
A outra era Elizabeth de Lacy, filha de umas das principais famílias aristocráticas do Distrito. 
Pálida e magra era ainda jovem, e ia vestida completamente de negro e levava a touca branca e negra das freiras. 
Em silêncio, tirou de um saco de lona quatro velas de sebo, que dispôs formando um quadro diante de sua criada. Jane colocou um prato de barro no centro, encheu-o de água e levantou o olhar. 
 —Tem certeza milady? 
 —Tenho — ela respondeu apesar de seus dentes baterem de frio. 
 —Se for assim… 
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Dívida De Amor

Série Escândalos da Sociedade

Em seu tranquilo povoado junto à Abadia Steepwood, Índia Rushford enfrentava uma difícil situação, converter-se na noiva de Lorde Isham ou passar o resto de seus dias como uma miserável. 

Entretanto, à medida que se aproximava a data das bodas foi descobrindo o verdadeiro atrativo do Lorde e sentiu como uma poderosa atração começava a surgir entre eles. 
Mas o caminho para a felicidade estava infestado de obstáculos, e uma ameaça mortal se abatia sobre ambos. 
Poderia Índia confessar seu amor a Lorde Isham antes que fosse muito tarde? 

Capítulo Um 

1811 
A mais velha das duas damas sentadas junto à lareira da pequena casa de campo estava visivelmente angustiada, como evidenciavam as lágrimas que se deslizavam por suas faces enquanto olhava a seu cunhado. 
— Me diga que não é certo! — suplicou — Isham tem que ficar com tudo? Também com meu dote e a parte que corresponde às meninas? Sir James Perceval vacilou um momento. 
Odiava a tarefa que tinha por diante, mas sabia que tinha que levá-la a cabo. 
— Não se pode fazer nada — disse finalmente — Isabel, querida, tem que se preparar para o pior. Tentei salvar todo o possível, mas a dívida é muito grande. Quando disse que perderia tudo não só me referia à casa, à carruagem e os cavalos. 
— Todo isso não me importa — atalhou a Senhora Rushford, desprezando as comodidades que a tinham mantido durante toda sua vida 
— Mas minhas meninas...! Quem tomará conta delas? E como vamos viver? — Alongou um braço para a silenciosa figura de sua filha 
— ah Índia... Ficamos na ruína. Então, para horror dos pressente, soltou uma gargalhada histérica. 
Índia se levantou e, depois de fazer soar a campainha, tomou as mãos de sua mãe e falou em voz baixa. — Está esgotada, mamãe.
Deixe que acompanhe ao seu aposento. Martha lavará sua cabeça com água da Hungria e esquentará seus pés. O tio e eu nos ocuparemos disto. 
Tem que ter algo que possamos fazer. Rodeou-a com um braço pela cintura e a tirou do salão. 
Demorou um comprido momento em voltar, e se apressou a tranquilizar Sir James. 
— Mamãe está descansando, mas enviei Letty para que avise o médico. Um sedativo assentará bem. Foi um choque... Depois de tudo o que teve que suportar ultimamente. 
— Teria economizado se pudesse querida, mas foi impossível. É um mau assunto, e lamento que o tenha tomado assim. Índia assentiu. 
— Temo que as notícias sobre meu dote fossem a gota que encheu o copo. Os últimos quatro meses da morte de meu pai foram um pesadelo. E logo estão os planos que tinha para nós... 
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2- FALSAS APARÊNCIAS




  

George Lyford, Visconde de Wyndham, estava desesperadamente apaixonado e não podia compreender o recusa da formosa Serena Reeth. Como era possível que não sentisse o mesmo por ele? Acaso dava crédito aos rumores sobre as orgias que supostamente celebrava e sobre o ininterrupto desfile de amantes que fazia ornamento? Serena devia escutar a verdade de seus lábios e descobrir o amor que ele abrigava em seu coração…

Antes que as maquinações de um louco destruíssem aos dois.

Capítulo Um 

Outubro, 1811
  O tic-tac do relógio do suporte parecia aumentar de volume à medida que o silêncio se alongava. O homem mais jovem observou o maior com uma crescente sensação de desgosto. Tinha-o entendido mal? Os olhos cinza de Wyndham se cobriram com uma fria expressão de incredulidade. 
  Com uma estatura ligeiramente superior à média, ia impecavelmente vestido para a ocasião com jaqueta escura e calças negras, que cobriam sua esbelta figura com a elegância que caracterizava a qualquer seguidor da moda de Brummell. 
Mas ninguém poderia acusar George Lyford, Visconde de Wyndham, de ser um dandi. Apesar de seu cabelo castanho escuro cuidadosamente penteado, nem seu traje nem seus costumes podiam considerar-se extravagantes. 
Aos vinte e sete anos renunciava a qualquer afetação à última moda, como os monóculos e as correntes de ouro, e demonstrava o cinismo próprio de um homem do mundo. 
  O último que esperava era sucumbir ao encanto natural de uma debutante com uma juba de cachos dourados. E ainda se esperava menos, embora não fosse nenhum aristocrata ingênuo, que pudessem recusá-lo ao pedir a mão da Senhorita Serena Reeth. 
  Wyndham não sabia o que dizer ao seu anfitrião. O golpe o tinha deixado aniquilado, e não só tinha afetado o seu orgulho. 
  — Entendi bem, Senhor? — conseguiu perguntar depois do desconcerto inicial — recusou minha proposta?
  Lorde Reeth pigarreou, ligeiramente irritado. 
  — Minha filha não é para você, Senhor. 
  — Mas por quê? — espetou o frustrado pretendente. 
  Reeth não respondeu, e o Visconde afastou o olhar do velho para jogar uma impaciente olhada à biblioteca. O aposento era amplo e espaçoso, e as estantes com portas de cristal projetavam uma atmosfera triste e rude que impregnava a sala. Ou talvez se devesse à garoa de princípios de outubro que caía ao outro lado das janelas. 
  Wyndham se aproximou da escrivaninha de carvalho, onde Lorde Reeth acendera um candelabro. À luz das velas, o montão de papéis e correspondência testemunhava a diligência do Barão. 
  O Visconde deu as costas a seu anfitrião, que permanecia junto à lareira com uma mão no suporte. 
Lorde Reeth tinha uma figura imponente, com uma reluzente cabeleira de ouro brunido e um nariz romano que, graças a Deus, não herdou sua formosa filha. Era um homem de boa estatura e seu vestuário correspondia a sua idade amadurecida. Calças negras e jaqueta cômoda. 
  Sua voz forte e poderosa servia muito bem aos dotes de oratórias que exigia sua profissão política... Em que Wyndham não tinha o menor interesse. 
  — Está me recusando porque não me envolvo na política, possivelmente? —Perguntou, procurando desesperadamente uma razão. 
  Lorde Reeth soltou uma breve gargalhada. 
  — Se me preocupasse por isso, duvido muito que pudesse encontrar um pretendente adequado para minha filha. 
  — E o que me converte em um pretendente inadequado? — Perguntou o Visconde, ofendido — Não quero parecer arrogante, mas normalmente me consideram um bom partido.
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Série Escândalos da Sociedade
1-Um Casamento conveniente
2- Falsas Aparências
3- Dívida de Amor
4- A Melhor Companhia

Escândalo


Lorde Edward Westley, conde de Suderlay, é o nobre perfeito: educado, correto e esnobe. 

Nunca protagonizou um escândalo e suas maneiras são impecáveis... Até que comete o erro de se apaixonar por Lucinda Mancroft, uma simples balconista, totalmente inadequada para um nobre como ele. 
Lorde Westley deverá decidir se continua com uma relação que causará um escândalo ou deixa passar o que, sem dúvida, é o amor de sua vida. 
Quando finalmente se decide, já é muito tarde... Lucy seguiu seu próprio caminho e nele, não parece existir lugar para Edward. 

Comentário revisora Marilda: É uma história de amor muito sofrida. O mocinho é um nobre que, pelas circunstâncias de sua infância, tornou-se um modelo exemplar da perfeição e ausência de emoções. 
Quando se apaixona por uma moça humilde, vê seu mundo desabar, e incapaz de assumir seus sentimentos, que desconhecia até então, tenta, de todas as maneiras, conseguir seus objetivos, sem lembrar-se que o alvo de seu interesse, é outro ser humano. 
Algumas passagens são revoltantes e lamentáveis, mas nada diferente do que costumamos ver no mundo real. O grande protagonista desse livro, decididamente, é o mocinho. 
Não posso dizer que a leitura será agradável para a maioria, porém, posso afirmar, com certeza, que um livro que suscita tantas emoções, merece ser lido. 
Divirtam-se! 

Capítulo Um 

Edward Westley, conde de Suderlay, olhava distraidamente pela janela da carruagem que tentava chegar o mais rápido possível a Suderlay Manor. 
A paisagem diante de seus olhos era uma mistura confusa de cores, que se sucediam de forma vertiginosa sem perturbar seu olhar fixo. 
Edward não prestava a menor atenção ao que via e todos os seus pensamentos estavam concentrados na notícia que havia recebido há poucas horas atrás, enquanto lia o jornal tranquilamente em Pall Mall, o clube exclusivo para cavalheiros ao qual pertencia. 
Sua mãe estava morrendo. Ele tentava se concentrar no fato que provavelmente nunca mais a veria, porém, essa certeza não provocava nele os sentimentos que provocaria em qualquer outro filho que tivesse passado pelas mesmas circunstâncias, e isso o fazia sentir-se pouco menos que um monstro. 
Lorde Westley era um homem frio e racional que encarnava o protótipo do cavalheiro inglês, e seu comportamento era sempre impecável. 
Em qualquer reunião, baile ou jantar formal, era admirado por sua elegância, pela pertinência de sua conversa e sua postura; não era conhecido por affaires escandalosos nem explosões de gênio sob nenhuma circunstância; era politicamente correto, e quando escutava a notícia de algum tumulto causado pela paixão ou outro sentimento visceral, não podia evitar um sorriso sarcástico em seus lábios e um levantar de sobrancelhas com aristocrático desdém. 

Deixar-se levar pelas paixões era mais apropriado para as bestas do que para as pessoas cultas, e ele não entendia como determinadas emoções podiam conduzir os homens bem-nascidos a fazerem coisas tão execráveis como bater-se em duelo ou converterem-se em cachorrinhos patéticos por causa de uma mulher. Ele gostava das mulheres, é claro, porém, apenas como um meio de satisfazer uma necessidade impossível de ser ignorada por muito tempo.
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28 de outubro de 2012

Muito Além da Paixão

Lord Ross Carlisle é um pesquisador cujas viagens ao Oriente Médio ao longo dos últimos doze anos lhe trouxeram fama, fortuna e desafios suficientes para distraí-lo da lembrança da traição de sua jovem e linda ex-esposa. 

No entanto, quando está prestes a embarcar em sua próxima aventura, Ross recebe duas notícias que irão mudar sua vida para sempre... 
Aos dezessete anos, Juliet Cameron tinha tudo. Filha de um diplomata inglês, ela era bonita, já viajara para vários lugares do mundo e era casada com o charmoso e atraente lorde Ross Carlisle. 
Mas um terrível segredo e o medo de um amor tão avassalador que ameaçava engolfar sua natureza impetuosa a levaram a fugir para as adoradas terras da Pérsia onde ela vivera sua infância. 
Agora, doze anos depois, uma promessa de honra leva Ross Carlisle ao território cercado de perigos onde Juliet vive. Viajando juntos numa traiçoeira missão de resgate através do exótico Oriente Médio, este homem e esta mulher, que no passado se amaram loucamente e hoje são como estranhos um para o outro, enfrentam perigos desconhecidos. 
E quando a paixão que um dia os uniu começa novamente a se incendiar sob o sol inclemente do deserto, cabe a Juliet a decisão de entregar-se àquele amor há tanto tempo negada... 


Capítulo Um 

Londres, outubro de 1840 

Lorde Ross Carlisle sorveu um longo gole de conhaque, pensando, divertido, que assistir a dois periquitos se tocar com os bicos e arrulhar era o suficiente para levar um homem aos lugares mais remotos da Terra, exatamente aonde ele estava prestes a ir. 
E não facilitava em nada o fato de que os felizes amantes eram seus melhores amigos. Talvez até dificultasse. Passeou o olhar pela confortável sala de visitas, onde saboreavam um drinque pós-jantar; conhaque para os dois homens, limonada para lady Sara, que estava nos primeiros meses de gestação e havia perdido o gosto pelo álcool. 
Os três haviam passado muitas noites como aquela, juntos, e Ross sentiria muita falta da conversa e da companhia. Enfim, lembrando-se das obrigações, o anfitrião de Ross quebrou o silêncio e ergueu uma garrafa. 
— Mais conhaque, Ross? 
— Mais uma dose, por favor. Não mais do que isso, ou não me sentirei bem para partir em viagem amanhã cedo. Mikahl Connery entornou uma pequena quantidade do líquido, cor de âmbar no cálice de ambos. 
Erguendo seu cálice, disse: 
— Que você tenha uma emocionante e produtiva viagem. 
A esposa, lady Sara Connery, também levantou o copo e acrescentou: 
— E, depois de tamanha diversão, volte para casa em segurança.
— Vou beber na esperança de que ambos os desejos se concretizem. 
— Ross dirigiu um olhar afetuoso a Sara, refletindo em como o casamento estava fazendo bem a ela. Sara era sua prima, e os dois partilhavam da incomum combinação de olhos castanhos e cabelos amarelos-ouro brilhantes, porém a prima aparentava uma serenidade tão íntima que ele nunca havia notado. 
Durante vários anos, ele só encontrava paz enquanto viajava, desafiando a si mesmo em situações que requeriam toda sua atenção e força. 
— Não fique preocupada enquanto eu estiver fora, Sara. 
O Oriente é menos perigoso do que muitos outros lugares em que já estive. Decerto é mais seguro do que as montanhas selvagens onde encontrei seu inquietante marido. Mikahl sorveu a bebida e baixou o cálice. 
— Talvez seja hora de desistir dessas perambulações incessantes e sossegar, Ross — ele opinou, os olhos verdes brilhando intensamente. Então, pousou a mão enorme sobre a de Sara. 
— Uma esposa é bem mais excitante do que uma cidade deserta e destruída. Ross sorriu. 
 — Não há entusiasta maior do que um convertido. Quando veio à Inglaterra, cerca de um ano e meio atrás, você teria gargalhado ante a ideia de casamento. 
— Mas sou muito mais sensato agora. — Mikahl passou o braço sobre os ombros da esposa e a puxou para mais perto de si. 
— É claro que há apenas uma Sara, no entanto, em algum lugar da Inglaterra, deve haver uma esposa satisfatória para você. 
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25 de outubro de 2012

A Chegada do Duque

Série Rimas com Amor
Tabitha Timmons havia decidido que preferia converter-se em uma solteirona sem dinheiro que casar-se com o primeiro homem que apareça... 

Inclusive se esse homem seja nada menos que o duque de Preston, um homem vaidoso e insuportável, mas também terrivelmente atraente. 
Mas justo nesse momento o pároco do povoado lhe dá uma noticia que ameaça balançar sua resolução: Tabitha receberá uma imensa fortuna somente se contrair matrimonio com o senhor Barkworth, um homem de uma reputação talvez demasiado respeitável. 
Preston, entretanto, acredita ver em Tabitha um espírito rebelde similar ao seu e assume a missão de impedir esse casamento tão inadequado. 
Para isso, se intromete na vida da jovem cada vez que encontra ocasião. 
Prontamente, Tabitha se verá dividida entre a possibilidade de herdar uma fortuna e segurança econômica e na seguinte uma paixão provocada pelos beijos de Preston, que prometem uma classe muito diferente de felicidade. 

Capítulo Um

Kempton, Sussex, 1810 
O dia começou como sempre acontece em maio, na aldeia de Kempton, com uma brilhante chuva de raios de sol, um toque de orvalho sobre a relva e os pássaros cantando uma melodia feliz no jardim. Nada indicava que aquele dia a senhorita Tabitha Timmons não só se veria prometida, mas também se apaixonaria loucamente. E não necessariamente seria tudo com o mesmo homem. Não, o único que Tabitha pensava enquanto saía naquela tarde da casa do vigário, fechava a porta com cuidado detrás dela e se dirigia a sua reunião das terças-feiras da Sociedade para a Moderação e Melhora de Kempton, era que por fim podia escapar das ordens de sua tia e das queixas de seu tio por três maravilhosas horas.
—Ah, aqui está - disse a senhorita Daphne alegremente da porta do jardim, onde esperava Tabitha
— Estava começando a temer que ela não te deixasse vir - continuou falando Daphne em um sussurro, enquanto se agachava para arranhar detrás das orelhas ao Senhor Muggins, o cão que sempre acompanhava Tabitha. 
O grande terrier irlandês levantou a cabeça para Daphne e lhe dedicou um olhar de pura admiração com seus enormes e expressivos olhos marrons.
—Então, a tia Allegra teria que ir em meu lugar, e que Deus a livre de que lhe encarreguem alguma tarefa - disse Tabitha. Olhou por cima do ombro e agradeceu que as cortinas seguissem fechadas, o que significava que sua tia não estava olhando, procurando alguma desculpa para fazê-la voltar. 
—Que ideia tão horrível — afirmou Daphne. Enlaçou um braço com o de sua amiga e a puxou para afastar da casa do vigário, que uma vez tinha sido o lar feliz de Tabitha. Ainda deveria sê-lo, situada onde estava, baixa e maciça à sombra da Igreja de Saint Edward, uma enorme relíquia da época normanda. 
A igreja tinha altos muros de pedra, uma nave larga e um campanário só diminuído pelas alturas de Foxgrove, a propriedade próxima do conde de Roxley. Entretanto, depois que morrera seu pai, dois anos atrás, vítima de uma doença cardíaca e que seu tio se instalasse ali como o novo vigário, agora o amado lar de infância de Tabitha era um lugar deprimente e sombrio. 
Pelo menos, pensou ela, ainda lhe permitiam assistir às reuniões da Sociedade, embora só fosse porque para sua tia parecia que a missão de proporcionar cestas de caridade às numerosas solteironas de Kempton era uma tarefa aborrecidíssima. Caminharam sem pressa pelo Meadow Lane, o atalho estreito que ia da casa do vigário a High Street, enquanto Daphne tagarelava, pondo Tabitha em dia com as fofocas do lugar. 
—... E lady Essex nunca permitirá que Louisa e Lavínia se saiam com a sua nesse tema. As bandeirolas para o baile do solstício de verão sempre foram cor lavanda. Verde maçã, imagine!

Série Rimas com Amor
1 - A Chegada do Duque
2 - And the Miss Ran Away With the Rake
2.5 - Have You Any Rogues?
3 - If Wishes Were Earls
4 - The Viscount Who Lived Down the Lane
5 - The Knave of Hearts
6 - Six Impossible Things


22 de outubro de 2012

O Feitiço De Beltane


Um amor mágico...

Ninian Malcolm Siddons vive sozinha numa cabana desde que perdeu a avó. 

Considerada como bruxa pela maioria dos moradores do vilarejo, Ninian não pode contar com ninguém, e tem de se conformar em ficar apenas observando, enquanto as moças e rapazes de sua idade saem e se divertem na noite de Beltane.
Não que ela não seja uma jovem encantadora e atraente... 
Muitos rapazes adorariam namorá-la, não fosse o receio de serem vistos em companhia de uma bruxa...
Drogo Ives é um dos poucos que não resistem aos encantos de Ninian. 
Aproximados por um feitiço, nenhum dos dois consegue se afastar do outro.
Entretanto, não é somente lenda, superstição e perigo que Drogo e Ninian terão de enfrentar... 
Eles terão de superar também a dificuldade de Drogo de confiar em alguém, e a maldição da família Malcolm.
E à medida que o perigo se acerca cada vez mais, Drogo e Ninian precisam decidir se são capazes de confiar um no outro o suficiente para sobreviver ao caos e ser felizes juntos...

Prólogo

— Mamãe morreu. 
— Porque não me ouviu, meu amor. A velha senhora, cheirando a cedro e rosas, puxou a neta de dez anos para dentro dos braços roliços. 
— Papai não me quer. Ninian tentou não choramingar quando se aconchegou ao primeiro abraço acolhedor que se lembrava de ter recebido. 
— Porque você é uma Malcolm, e os homens têm medo daquilo que não compreendem. Vai ver quando ficar mais velha. 
— Papai diz que sou uma bruxa, vovó. Não sou uma bruxa, sou? 
— Você é uma Malcolm, querida, e isso é quase a mesma coisa. As bruxas podem realizar um bem imenso se ouvirem os mais velhos e fizerem o que lhes foi dito. 
— A velha senhora afastou-se e endireitou os ombros de Ninian. 
— Sente-se aqui ao meu lado, vou ler uma história para você. 
— Bateu no velho livro de capa de couro que tinha no colo. — Minha mãe não queria que eu fosse uma bruxa — Ninian murmurou, sentando-se, tomada de medo de repente, ao sentir a determinação da avó. 
— Sua mãe renegou aquilo que era, meu amor, e morreu por isso. Jamais renegue quem você é, e viverá uma vida longa e feliz. 
— Quem eu sou? — Ninian indagou, aninhando-se no abraço carinhoso da avó, momentaneamente confortada por suas promessas. 
— Uma Malcolm, minha querida — repetiu a velha. 
— Seja orgulhosa e grata por sua herança. Podemos ter qualquer coisa que quisermos, se desejarmos com força suficiente. 
Só que jamais devemos renegar quem somos, como a história nos conta. 
Um Ives certa vez tentou obrigar sua esposa, uma Malcolm, a renegar a herança com que ela havia nascido, e isso praticamente destruiu a vila. Ninian adorava histórias. 
Feliz, acomodou-se para ouvir.
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Paraíso Proibido


Forçado a fugir da Escócia em sua juventude e a abrir mão de um futuro como chefe de seu clã, Reid MacGregor prospera no Caribe depois de encontrar ouro.

Mas ele ainda tem dois outros tesouros a reivindicar: a biblioteca perdida de uma antiga sacerdotisa maia e a jovem que ele deixou para trás...

Em seu esconderijo nas matas de Glenstrae, Mary-Robena Wallace vigia as fronteiras com os membros de seu clã, desesperada para salvá-los da crueldade do rei James.
Renomada por sua habilidade como escavadora, ela concorda em unir forças ao homem que a abandonou e viajar com ele para o Caribe, em busca de ouro.
Mas os frutos de um paraíso exótico e o beijo proibido de um traiçoeiro sedutor ameaçam desviá-la de seu objetivo... 

Prólogo

Sudeste de Glenstrae, Escócia Verão de 1603


Com dezesseis anos, Reid MacGregor tinha apenas uma pessoa em seu pensamento, e ela estava á seus pés, preparando-o para um mergulho no lago Long. — Será que um pouco de ouro me compra um beijinho? — Reid disse, piscando para a mocinha que amarrava as tiras de couro em seu pescoço e ignorando os sons de engulhos que Eoin e Fergus faziam atrás dele. 

A tocha enchia a caverna com um brilho amarelado, mostrando o rubor que cobria a pele clara da moça. 
Ela apertou mais as tiras, um pouco além do que seria necessário.
— É típico de um MacGregor fazer propostas que não tem como pagar. Mary-Robena Wallace sempre tivera a língua afiada, especialmente quando se tratava de Reid. 
Não era a resposta que ele queria, mas também não era um “não”. 
Ele sentiu o estômago se contrair de ansiedade e excitação.
Reid nunca havia beijado uma garota, exceto sua Nanna, e não era bem aquele tipo de beijo que ele queria dar em Robbie.
Não, ele desejava um beijo como aqueles que as mulheres do clã davam nos guerreiros que voltavam de uma batalha. O tipo de beijo que envolvia um pouquinho de língua... 
Reid se revirou no macacão de couro, engoliu em seco e deslizou um dedo enluvado entre os nós e seu pescoço, tentando ficar mais à vontade. 
No entanto, Robbie deu um, tapa na mão dele, afastou a trança ruiva para trás e pegou um balde de piche no chão da caverna. 
Espalhou a gosma preta ao redor dos pulsos e dos tornozelos de Reid, selando o macacão às botas de ferro para que a água não pudesse entrar. 
O odor pungente do alcatrão deixou as narinas dele ardendo quando chegou à vez de selar a região do pescoço.
Robbie não tentou esconder o sorriso enquanto colava o cabelo dele ao pescoço. 
Reid teria de ficar de molho em gordura de carneiro por uma quinzena para remover aquele grude, mas valeria a pena se ele encontrasse algum sinal do tesouro que seu avô garantia estar nas profundezas do lago Long.
Robbie desenhara uma rede de possíveis locais de acordo com as teorias do avô, e juntos eles haviam pesquisado mais de metade da área onde se acreditava que um tenente espanhol teria escondido um tesouro roubado da terra descoberta por Cristóvão Colombo. 
Nos últimos três meses, tinham encontrado pouca coisa: só uma bota e parte de uma armadura.
O irmão de Robbie, Fergus, conferiu os pesos de ferro presos à base do barril de madeira em forma de sino, depois girou a manivela, descendo o barril na água até que sumisse de vista. 
— E por que você quer beijar minha irmã? Ela ainda nem tem peitos! Os olhos verdes de Robbie faiscaram, enquanto a moça jogava um punhado de piche em seu irmão. 
— Você tem de aprender a fechar a boca! Vovô vai lhe dar uma surra por dizer essas coisas. 
As pontas das orelhas de Robbie estavam rubras. Ela baixou os olhos para o espaço vago em seu corpete de lã e suspirou. 
Reid teve vontade de consolá-la, dizer-lhe que logo ela teria peitos, mas não era tolo a esse ponto. 
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Corações Solitários

Série Guerra pela Independência da Escócia

Um amor impossível... 

Em plena guerra pela independência da Escócia, o jovem lorde Grant Drummond vai até a fronteira entre a Escócia e Inglaterra com a intenção de vingar o brutal assassinato de seu pai. 
Depois de sequestrar Victoria, a filha de seu inimigo, ele a leva para seu castelo nas Terras Altas, onde os dois enfrentarão sua própria batalha pessoal... 
Uma batalha de vontades irredutíveis, de temperamentos explosivos e de emoções poderosas... Enquanto os conflitos entre os dois países se intensificam. 
Poderão este homem e esta mulher, separados por diferenças irreconciliáveis, encontrar a felicidade nos braços um do outro e fazer seu amor aparentemente condenado sobreviver e durar por toda a eternidade?... 

Capítulo Um 

Inglaterra e Escócia, março de 1296 

 — Não! — gritou Victoria Blackstone, correndo do movimentado pátio para o interior da mansão. 
Sem se importar com o que os outros poderiam pensar, lágrimas escorriam pelo seu rosto enquanto ela subia às pressas a escadaria de pedra até os aposentos da família. 
— Não vou fazer isso. Ele não pode me forçar! 
Ela disparou pelo corredor longo e escuro até o quarto de sua avó, abriu a pesada porta de madeira e espiou pela fresta. 
 — Vovó, eu posso falar com a senhora? 
— Claro, minha criança — foi à resposta frágil e trêmula. — Você é sempre bem-vinda. Em que você precisa da ajuda de sua velha avó? 
Victoria ficou ali; imóvel e silenciosa, olhando para as tapeçarias de tonalidades ricas que enfeitavam as paredes do aposento. Elas se misturavam a tudo o que o avô trouxera para casa de suas longas viagens. Sua avó guardava com carinho cada presente que mantivesse viva a lembrança dele. 
 — Venha aqui, menina — chamou a avó, indicando sua cama. 
— Por que você está tão triste? Victoria subiu os três degraus para poder se sentar ao lado da avó. Travesseiros fofos, de um vivo escarlates, repousavam contra a cabeceira. Por se cansar com facilidade, sua avó raramente deixava o quarto agora, mas Victoria a julgava a própria imagem da velhice adorável. Olhando para seus pálidos olhos azuis, a jovem segurou a mão frágil e desgastada entre as suas. 
 — Vovó, papai me contou ontem que ele prometeu minha mão á lorde Bothington! Hoje ele me disse que eu devo me casar com aquele velho desprezível no próximo sábado. 
Ela falhou em seus esforços para conter as lágrimas, que caíram livremente pelo rosto. As elegantes sobrancelhas prateadas da avó se levantaram no que só podia ser interpretado como desprezo. 
— Não! — gemeu Abigail Blackstone, estremecendo. 
— Não Percival. Seu avô não confiava nele. Ele é degenerado. Suas esposas... Ela se calou, parecendo incerta quanto ao que deveria dizer. 
— Você já conversou com seu pai, querida? — Olhando para o rosto manchado de lágrimas de Victoria, sua expressão se suavizou. 
— Claro, ele não lhe deu atenção. Ele pode ser muito teimoso às vezes. É um defeito sério. Apesar de ser seu único filho, lady Blackstone já não tentava arranjar desculpas para a crueldade dele. Ela havia desistido disso anos atrás. Victoria anuiu. 
— Eu fui até o jardim das rosas. Papai me seguiu e nós discutimos. Ele se recusou a me ouvir. O pai dela entrou de supetão no quarto, lançando um olhar de desagrado na direção de Victoria. 
 — Foi o que eu pensei — começou ele. 
— Eu sabia que você iria correr para sua avó. Ela faz todas as suas vontades. 
No pescoço de Gerald Blackstone, um homem alto, de peito amplo, com cabelos pretos e olhos castanhos, uma veia pulsava com força, e acelerava cada vez mais conforme sua raiva se acumulava.

Série Guerra pela Independência da Escócia
1 - Corações Solitários
2 - Seu Highlander Sedutor

A História de Jane



Lady Jane Fitzmaurice tinha tudo o que a sociedade aprovava e valorizava: uma beleza impecável, uma criação perfeita e uma respeitável fortuna.

Mas sua personalidade forte e firmeza de opinião, por outro lado, provocavam críticas e comentários. 

Onde já se vira uma dama bem-nascida passar mais tempo em cima da sela de um cavalo do que em sua saleta, bordando? Como podia ela preferir a companhia de David Chance, o charmoso treinador de cavalos, à de Julian Wrexham, o nobre mais atraente da Inglaterra? 
Lady Jane já deixava a sociedade em polvorosa, mas um escândalo inédito estava prestes a explodir, no momento em que ela transgrediria todas as convenções e se prepararia para dar um passo perigoso, que poderia arruinar seu bom nome e deixar seu coração partido para sempre... 


Capítulo Um 

Lady Jane Fitzmaurice tinha apenas seis anos quando seus pais morreram. 
Cavalgando no fim da tarde, ela chegou a sua casa, o Castelo de Loughmore, suja e descabelada como sempre depois de um dia de andanças com seu pônei nas colinas verdejantes de Tipperary. 
Aquele dia adorável de primavera irlandesa não mostrava nenhum indicativo de ameaça à segurança da menina. Ela deixou o pônei no estábulo e caminhou até a grande mansão de pedra, lar dos condes de Loughmore por gerações. 
Sabia que seus pais haviam saído para velejar no lago Derg, porém essa ausência não a incomodava. Afinal, ela raramente os via, mesmo quando eles estavam em casa. Como sempre, Jane jantou no quarto das crianças com a Srta. Kilkelly. Depois folheou um livro sobre cavalos que ganhara como presente no último aniversário, antes de a Srta. Kilkelly dar-lhe banho e levá-la para a cama. 
As notícias chegaram ao castelo uma hora após Jane ter adormecido. Uma tempestade se formara rapidamente sobre o lago Derg e o pequeno barco onde estavam o conde, a condessa e dois amigos, naufragara. Nenhum deles pôde nadar. 
E infelizmente, não houve sobreviventes. A informação foi trazida para Jane pelo prior local. Ele sentou-se na frente da lareira de mármore Kilkenny na sala de estar e Jane permaneceu em pé diante dele. Como de costume, ela estava vestida com roupa de montaria e o prior hesitava, procurando as palavras certas para dizer à criança tranquila que o observava. 
Jane Fitzmaurice não era uma menina bonita, contudo havia algo de diferente nas maçãs altas do rosto e no queixo quadrado que prenunciavam mais do que beleza quando ela se tornasse mais velha. Os cabelos negros, lisos e compridos estavam amarrados na nuca com uma fita velha de veludo. Os olhos, azul-esverdeados como o mar em dias ensolarados, encaravam o reverendo Linley. 
— Jane, minha querida, lamento, mas terei de ser o portador de más notícias para você. Seus pais se acidentaram com o barco... — Ele tornou a hesitar, depois de falar com ternura. 
 — E?... — Jane perguntou com voz clara e infantil. 
— Bem... Eles se afogaram Jane. Sinto muito. 
— Afogaram? — Uma ruga apareceu entre as sobrancelhas da menina. 
— Reverendo Linley, o senhor está querendo dizer que eles estão mortos? 
 — Sim. — Impotente, o religioso olhou para a criatura pequena e esguia. 
Pai de três filhos, seu primeiro impulso foi de abraçá-la. Mas a menina solitária e ereta que o fitava com segurança não parecia necessitar de conforto.
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21 de outubro de 2012

Emoções Selvagens

Uma paixão incontrolável!

Falida e cheia de dívidas, por causa da imprudência de seu falecido pai, Amanda precisava urgentemente de um marido rico! Embora Thomas Eastmore – o solteiro mais cobiçado da região – estivesse interessado nela, havia um problema: ele era também o mais famoso “conquistador” da sociedade...
O duque de Eastmore não desejava se casar tão cedo. Mas lhe parecia um crime a fascinante e impetuosa Amanda Victor ocupar o leito nupcial de outro homem. 
Pois os graciosos movimentos de Amanda provocavam em Thomas uma corrente de desejos primitivos, que percorria suas veias como uma espécie de fogo, a cada vez que a via se aproximar!

Capítulo Um


O sol fraco da tarde de inverno filtrava-se pelas janelas da biblioteca da outrora elegante mansão de Victor Mall. Refletia-se sobre os cabelos negros de uma jovem que, compenetrada, verificava uma pilha de contas com um velho senhor.
— Já cheguei à soma total, senhorita, como me solicitou. — O advogado colocou uma nova papelada à frente dela. A jovem estremeceu, como se não pudesse acreditar nos números que lia. O silêncio se prolongou desconfortavelmente até que desviou a atenção dos papéis para fitar o velho homem com atônitos olhos azuis.
— Como foi possível que meu pai acumulasse dívidas tão terríveis sem que o senhor o detivesse? Não poderia ter argumentado com ele para que usasse o bom senso? — indagou ela, um tanto acusadora. O advogado empertigou-se com indignação, ficando pouco à vontade sob aquele olhar de censura.
— Eu lhe asseguro, senhorita — começou ele, na defensiva. — Conversei com seu pai. Tentei aconselhá-lo... inúmeras vezes e...
A jovem de cabelos negros, presos num coque, ergueu uma mão para silenciá-lo.
— Tenho certeza que o fez. Imagino o quanto meu pai deve ter sido difícil. Bastante difícil, aliás.
O velho homem apenas fez um ligeiro gesto de cabeça, concordando. Ela levou uma mão delicada à fronte, tentando desanuviar o cenho franzido em profunda preocupação. Tinha certeza que o advogado falava a verdade. Podia imaginar muito bem que seu pai não teria dado ouvidos a quem quer que se opusesse à sua vontade, especialmente após a morte do irmão dela, num acidente a cavalo. Tornou a verificar as somas minuciosamente, como se por algum acaso as houvesse lido de forma incorreta.
— Sr. Vandevilt, o que devo fazer? — perguntou, sem erguer os olhos da papelada. — Ou melhor, o que devo vender para pagar todas essas dívidas?
Não fazia idéia que o velho homem a estivera observando com uma expressão de compaixão em seu rosto bondoso. Agora ele fez um gesto vago antes de responder.
— É uma soma tão alta, senhorita. Duvido que algum dos credores lhe conceda tanto tempo para levantar fundos. Você sendo uma jovem e, hã... sem pretendentes... Bem, eu receio que teria que vender tudo, se fosse o caso. A mansão de Vicroy House em Londres, a de Victor Mall, as fazendas, as terras, os estábulos... a menos que haja algum pretendente que eu desconheça? Um casamento em perspectiva talvez...?
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Nosso Amor de Ontem

Amor à primeira vista! 

No instante em fica conhecendo o atraente John Hammond, Victoria se apaixona perdidamente. Deslumbrada com os galanteios de seu charmoso pretendente e arrebatada por um namoro e um noivado de sonho, Victoria só descobre a terrível verdade depois do casamento, seu adorado marido não se casou por amor, e sim por dinheiro. 
Com o coração dilacerado, Victoria jura nunca mais receber o marido em sua cama... 
Após nove anos de um casamento de aparências, John está decidido a reconquistar a esposa, a quem ele sempre amou e nunca quis magoar. 
Seduzir Victoria e atraí-la de volta ao leito conjugal talvez não seja tão difícil, mas desta vez John corre o sério risco de ser ele a perder o coração... 


Capítulo Um 

Londres, 1833 
Sempre que os membros da alta Sociedade londrina comentavam sobre Lorde e Lady Hammond, o senso comum era que o Visconde e sua esposa não se suportavam. Mesmo a mais inexperiente das anfitriãs sabia que eles não podiam ser convidados para o mesmo jantar. 
Ninguém conseguia entender as razões que separaram o casal apenas seis meses após o casamento, e porque, passados oito anos, Lady Hammond ainda não dera a seu marido um herdeiro, como era usual. 
Apesar de não ter nenhum herdeiro direto ao título do Visconde, o contrato matrimonial de Lorde e Lady Hammond não dava sinal de que seria quebrado por nenhuma das partes. 
Pelo menos não até 15 de março de 1833. 
Esse foi o dia em que a chegada de uma carta mudou tudo, pelo menos para o Visconde. A mensagem era urgente e foi entregue na residência dele em Londres por volta das onze horas da noite. 
Lorde Hammond, porém, não se encontrava. 
No meio da alta temporada londrina, John Hammond, assim como todos de sua posição social, se ocupava com a nada sagrada trindade masculina, bebida, jogo e mulheres. 
Seus amigos, Lorde Damon Hewit e Sir Robert Jamison o assistiam alegremente nessas atividades. Depois de várias horas de seu jogo predileto, chegaram ao Brook's pouco antes da meia noite. 
Após a sexta garrafa de vinho, começaram a discutir onde deveriam pernoitar. 
— Eu creio Hammond, que deveríamos ir ao baile da Senhora Kettering pelo menos por uma hora ou duas — disse Robert 
— Damon e eu prometemos a ela que iríamos. Você sabe como a dama fica quando não aparecemos. 
— Nesse caso, serei forçado a deixá-los — John despejou mais um pouco de vinho em seu copo 
— Victoria foi convidada para o baile e aceitou o convite. Portanto, sou forçado a declinar. 
Sabe muito bem que eu e minha mulher nunca comparecemos aos mesmos eventos. 
— Nenhum Cavalheiro comparece aos mesmos eventos que sua esposa, Robert — esclareceu Damon 
— Por isso seria melhor que Hammond explicasse que a verdadeira razão é a seguinte, Emma Rawlins estará lá, e isso é sinal de confusão certa.
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Mudayyan


Ano de 1213.

Os reinos de Castilla, Navarra, Aragón, Leão e Ándalus se enfrentam em uma luta aberta. Juan Blasco, jovem herdeiro do condado castelhano de Fortun e neto ilegítimo do rei Sancho de Navarra, aparece como possível sucessor do reino de Navarra, mas isso significaria deixar o condado castelhano a sua própria sorte.

Com tantas intrigas rodeando esse menino, Dulce Álvarez será a mentora de Juan, e assume a missão de proteger seu tutelado. 
Quando Adoain Estella, conde de Bearin, fica encarregado da delicada missão de sequestrar o jovem para levar a Navarra; não conta com a inoportuna intervenção de Dulce. 
Para ele se trata de honra e vingança. Ira e fogo. Entretanto, o duelo entre ambos, pelo que acreditam ser justo, não pode gerar outra coisa além de uma inesperada atração e provocar a mais feroz das paixões. No meio destas contínuas lutas que assolam a Península Ibérica, os diferentes reinos, procuram o maior controle possível de suas terras; todos os enganos valem, as traições são a ordem do dia… 
O que, então, pode ser mais excruciante que entregar a vida para a quem se ama? 
Quando as emoções estão enraizadas nestes dois corações, tudo se torna secundário, Adoain e Dulce terão que enfrentar obstáculos quase intransponíveis. 

Comentário revisora Samara: O livro é muito bom. É dinâmico, bem apoiado na história e os personagens (inclusive os coadjuvantes) são muito bons. O Adoain, conde TDB de Bearin, é preso e chicoteado pela mentira de uma mulher. 
Ele que já não era afeito ao casamento e detesta mentiras e manipulações, fica ainda mais desfavorável. 
Ele parte com a missão de sequestrar o herdeiro do rei navarro, que reside no reino de Castilha. 
E quer matar também o assassino de seu pai. Que por acaso é irmão da mocinha, e outro conde TDB, paladino do rei de Castilha. 
Sem saber quem é, quando o mocinho vê a Dulce, lembra-se do comentário do pai, de quando achar a mulher da vida dele, saberá na hora. E ela quando põe seus olhinhos dourados nele, sabe que achou o cara. Mas as coisas entre eles são cheias de meias verdades, boas intenções que um não entende, um irmão irado e um amigo (quase da onça, rsrs) que precisa de um refém... 
Ela faz tudo que ele odeia (o manipula, torce a verdade, mente) e mesmo assim, ele não consegue deixar de se apaixonar. É um ogrão, mas desses que pedimos aos céus todo dia... e ela não é uma florzinha... 
No final, ficarão loucas pelo segundo livro...rsrs 

Capítulo Um 

O conde de Bearin 
Castelo da Colina da Santa Bárbara, Tudela, 1213. 

O aroma de podridão no interior da cela era intolerável. Adoain inspirou profundamente e enrugou o nariz pelo penetrante aroma ácido de mofo que emanava do chão de pedra devido a seu confinamento. 
Apesar do tempo que tinha transcorrido em seu interior, jamais iria se acostumar ao aroma nauseabundo dos excrementos.
Nem ao descuido humano em todo seu significado. 
 O lugar estava cheio de goteiras, pela qual se filtrava uma gélida umidade que penetrava sua pele até os ossos. 
Dos cantos das paredes, os ratos entravam e saíam à vontade, sem se importarem com a presença do inquilino que compartilhava com eles o estreito buraco. 
Adoain duvidava de que se deitar na palha para descansar um pouco seria o melhor para aliviar a dor lacerante da tortura infligida, ou continuar recostado no frio muro de pedra. 
A cela tinha uma ventilação gradeada de onde entrava a pouca luz natural que iluminava a tétrica vista dentro das quatro paredes. 
Adoain agradecia a tranquilidade, o invejável e profundo silêncio que o acompanhava, e que parecia uma verdadeira bênção. Ao menos já não tinha que suportar as contínuas chicotadas em suas costas. 
Essa manhã tinha recebido as últimas, de um total de duzentas. Sua quietude foi interrompida pela comida que o carcereiro trazia e passava para ele, através de um nicho que havia na parte inferior da porta. 
Uma terrina de madeira que continha sopa, embora mais que sopa parecia água que tinha sido usada para lavar a roupa. 
Mas não se importou, bebia como um sedento, assim como comia o mofado pão, que em ocasiões repartia entre os seus companheiros de cela: os ratos. Esperava sua sentença, mas sem albergar esperanças. 
 O rei de Navarra tinha acreditado nas mentiras de uma mulher, e ia ser declarado culpado por um delito que não tinha cometido. 
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