28 de junho de 2015

Noiva Desafiadora

Série Vikings Vitoriosos
A grande batalha...

Bela e corajosa, lady Elgiva é um prêmio tão precioso quanto as terras que o poderoso viking Earl Wulfrum acabara de conquistar. 
Ele levará Elgiva para casa e a tomará como esposa, mesmo que contra a vontade dela. 
Wulfrum é um guerreiro lendário, mas dominar o coração de sua mulher será a maior batalha de sua vida. Entretanto, a forma como Elgiva reage aos seus toques indica que ela talvez esteja escondendo algo que apenas poderá ser descoberto na noite de núpcias...

Capítulo Um

Nortúmbria — 867 d.C.
Elgiva sentou-se num tapete de couro de cabra diante do fogo com os braços ao redor das pernas dobradas e fitou as chamas. Diziam que algumas pessoas tinham a habilidade de prever o futuro no fogo. Naquele momento desejava muito possuir tal poder para pelo menos ter uma luz que a ajudasse a resolver o caos em que sua mente se encontrava. O dilema era desesperador, mas o que fazer para melhorar?
Com o canto dos olhos viu sua companheira, grata pela presença reconfortante.
Osgifu tinha sido sua mãe e confidente. A senhora de idade começara a servir o lorde Egert como enfermeira depois da morte do marido. Aos 40 anos de idade, Osgifu era uma mulher calma, uma figura elegante e bela, mesmo com vincos no rosto e mechas de cabelo branco contrastando com os fios pretos.
Aqueles olhos acinzentados tinham o poder de ver mais do que outras pessoas, ela era conhecida por ter uma segunda visão com poderes de enxergar coisas que as pessoas escondiam, invisíveis aos olhos de simples mortais. 
Ela costumava usar as runas, não o fogo, mas a precisão de suas palavras era suficiente para ter o respeito das pessoas.
Elgiva, no entanto, nunca tivera medo, apenas curiosidade. A mãe de Osgifu era dinamarquesa, filha de uma comerciante que se casara com um homem saxão. Foi da mãe que ela herdara o dom de prever o futuro e várias experiências.
Quando Elgiva era uma criança, Osgifu a entretinha contando fábulas dos deuses nórdicos: de Thor, que segurava os raios; de Loki, o deus da trapaça; Fenrir, o lobo. Elgiva ouvira entretida as histórias de Jotenheim, o mundo congelado dos gigantes e do dragão, Nidhoggr, que costumava roer as raízes de Yggdrasil, a colossal árvore esculpida das cinzas, cujas raízes uniam a terra e o céu. 
Em segredo, Osgifu tinha ensinado Elgiva a falar dinamarquês, sabendo que talvez lorde Egbert não aprovasse. Quando estavam sozinhas, as duas falavam em sua língua secreta, sabendo que suas palavras não seriam ouvidas por ninguém. Era Osgifu que sabia os segredos do coração de Elgiva, que costumava recorrer a ela quando tinha problemas.
A jovem suspirou e fitou as chamas da lareira, para em seguida voltar a atenção para sua mentora.
— Não sei o que fazer, Gifu. Desde a morte do meu pai, Ravenswood está se aproximando cada vez mais do caos. Meu irmão não fez nada. — Ela fez uma pausa. — E agora ele também morreu e os filhos são bebês ainda. Este lugar precisa de alguém de pulso forte.
Ela deixou de acrescentar que precisava de um pulso forte masculino, mas Osgifu entendeu e sabia o quanto era verdadeiro. Lorde Osric se preocupava apenas com habilidades com armas e caçar, sem demonstrar muito interesse em gerenciar as propriedades do pai, deixando a tarefa para seu mordomo, Wilfred.
Wilfred era um homem de bom coração e executara suas obrigações sob a tutela de lorde Egbert, mas depois da morte de seu mestre, ele começou a negligenciar algumas coisas, adiando o que devia ter sido feito. 
Os criados sob sua supervisão seguiram o exemplo e Elgiva começava a notar os resultados em seus passeios diários pelo castelo. Ravenswood, que até então era próspero, começava a apresentar sinais de descuido.

Série Vikings Vitoriosos
1 - Noiva Desafiadora
2 - Toque de Coragem
3 - Entre a Vingança e o Desejo
4 - Redenção Total
Série Concluída

24 de junho de 2015

Sua Amante Favorita

Trilogia Amantes

A vivaz Gabriella St. George é pobre, mas ainda orgulhosa.

Graças à benevolência de um generoso parente, ela obtém a oportunidade de uma nova vida em Londres, sem imaginar que vai se enredar em uma sensual batalha de vontades com um libertino irresistível que não acredita no amor.
Com uma carícia abrasadora, Anthony Black convida Gabriella a compartilhar sua cama. 
Mas ela quer seu coração e seu nome e assim a determinada beleza embarca em um jogo atrevido de sedução para ganhar ambos.
Firmemente comprometido com os prazeres de sua solteirice, Tony Black, Duque de Wyvern, não tem intenção de oferecer a todas as mulheres mais que uns momentos compartilhados de erótico prazer.
Mas Gabriella põe a prova sua têmpera, escava sua resolução, e rompe o gelo ao redor de seu coração com cada sorriso doce, olhar zombador, e um beijo extasiante.
De repente, um homem que desfruta só de prazeres carnais deve enfrentar o inesperado: uma paixão que pode conduzi-lo ao amor eterno.

Capítulo Um

Londres, Fevereiro de 1815. 
Tudo o que precisava era uma única bala atravessando diretamente o coração, disse para si mesma Gabriella St. George enquanto apertava a pistola dentro de sua palma. Ela era uma boa atiradora e confiava em suas habilidades. Afinal de contas, tinha sido ensinada pelos melhores professores, o próprio Moncrief, conhecido como o melhor atirador do mundo civilizado.
Sua maior preocupação era achar a coragem para aferrar-se a sua determinação e seguir adiante com seu plano mantendo o braço firme, sem tremer tão violentamente para não errar seu alvo.
Supôs que tinha boas razões para seu nervosismo, já que antes dessa noite as únicas vidas que havia tirado fora as de animais, coelhos e aves que caçou para comer, enquanto viajou por toda a Inglaterra. Inclusive foi capaz de caçar um veado para manter a fome à distância. Mas esta noite seria diferente.
Essa noite planejava matar um homem. Oculta nas sombras profundas que obscureciam as paredes e os cantos do estúdio, ela esperava, sabendo que em algum momento ia chegar.
Esteve observando-o toda semana passada e conhecia muito bem seus hábitos, sabia que sempre se detinha em sua escrivaninha durante uns minutos toda noite antes de retirar-se a seu quarto.
Graças a uma criada que não se importou em conversar com uma estranha amistosa, enquanto esperava para completar suas tarefas, Gabriella soubera que, à exceção dos criados, vivia só nessa imensa casa.
Sua esposa e seus filhos pequenos, segundo o que o havia dito, estavam em sua propriedade, ao norte da Inglaterra.
A informação tinha sido um alívio, já que não tinha nenhum desejo de implicar inocentes nesse assunto. Afinal os crimes eram dele; era o único que merecia o castigo.
Mesmo assim, não podia deixar de lado por completo a culpa que a mordiscava como um cardume de peixes diminutos, consciente de que suas ações dessa noite causariam uma enorme dor a outros. Mas pôs de lado seus remorsos. Uma vida, em troca de outra, argumentou para si mesma.
Quando deslizou através de uma janela convenientemente desprovida de ferrolhos há um par de horas, tinha ouvido o som baixo de conversas masculinas, pontuadas por esporádicos estalos de risadas.
Convidara alguns amigos, um pequeno grupo de homens reunidos para compartilhar o jantar, e depois bebidas enquanto jogavam umas quantas rondas de cartas. Muito tempo atrás aprendeu a arte da paciência, por isso podia permitir-se estar instalada em um canto, pistola em mão, e esperando passar o tempo.
Por fim, a casa se tornou silenciosa quando seus convidados se despediram e se foram, os criados também se retiravam a seus aposentos.
Só o tic-tac constante dos elaborados relógios de madeira acetinada do aposento rompiam o silêncio, junto com o chiado suave do fogo que fora reavivado fazia pouco mais de uma hora. Agora falta pouco, julgou, logo ele vai estar aqui. Modificando sua postura, tratou de aliviar a rigidez e a tensão acumulada em seus músculos e articulações. Outros cinco minutos transcorreram antes que finalmente escutasse seus passos. Pressionou as costas contra a parede, e se afundou mais nas sombras que a ocultavam enquanto o observava entrar em passadas no aposento. Desde o momento em que entrou no estúdio, dominou o espaço, não só com seu impressionante tamanho e sua figura atlética, mas também com a contundência inata de sua personalidade. Apesar da penumbra, reconheceu arrogância em seu porte, junto com um inconfundível ar de autoridade e nobreza que assumia ele levava desde seu nascimento, se ela não tivesse conhecido outra faceta dele.

Trilogia Amantes
1 - Amante Honrada
2 - Amante por Acidente
3 - Sua Amante Favorita
Trilogia Concluída

A Duquesa Rebelde

Série Radwell
De plebeia a duquesa em um dia!

Lady Miranda noivou e casou com Marcus Radwell, o duque de Haughleigh em um único dia! 
Não tardou para descobrir que a vida de casada não era bem o paraíso… 
Uma mansão decadente e um marido reservado não faziam parte dos sonhos de nenhuma mulher.
Mas toda vez que olhava para seu taciturno marido sentia-se compelida e obstinada a não só conquistar o coração dele, mas também a transformar a união em um casamento feliz… e bastante sensual!

Capítulo Um

— É claro, você sabe que estou morrendo. — Sua mãe retirou os dedos magros debaixo das cobertas e bateu suavemente na mão que ele lhe oferecia.
Marcus Radwell, quarto duque de Haughleigh, manteve o rosto impassível, vasculhando a mente por uma resposta apropriada.
— Não. — O tom de voz era neutro. — Teremos, sem dúvida, esta conversa novamente no Natal, quando você se recuperar dessa doença momentânea.
— Só você usaria a teimosia como um modo de me animar no meu leito de morte.
E somente você usaria a morte como palco para um melodrama teatral. Ele não proferiu as palavras, lutando por decoro, mas observou cuidadosamente a cena arranjada. Ela escolhera tapeçarias de veludo cor de vinho para as paredes e luz difusa para acentuar sua já pálida pele. O cheiro enjoado dos lírios sobre a penteadeira deixava o ar fúnebre.
— Não, meu filho, não teremos esta conversa outra vez. As coisas que tenho para lhe revelar serão ditas hoje. Não tenho forças para contar duas vezes e, certamente, não estarei aqui no Natal para forçar outra promessa sua. — Gesticulou para o copo de água sobre o criado mudo.
Ele o encheu e lhe ofereceu, apoiando-a enquanto bebia.
Sem forças? Ainda assim, a voz dela parecia firme o suficiente.
Esta nova doença fatal não devia ser mais real do que a última. Ou a penúltima. Marcus olhou firme para o rosto da mãe, procurando por alguma indicação da verdade. O cabelo ainda tinha o mesmo tom loiro delicado sobre o travesseiro, mas seu rosto era cinzento sob a pele com aparência de porcelana que sempre lhe dera um falso ar de fragilidade.
— Se você estiver fraca demais… talvez mais tarde…
— Talvez mais tarde eu esteja fraca demais para dizer as palavras, e você não terá de ouvir. Boa tentativa, mas eu esperava mais.
— E eu esperava mais de você, mamãe. Pensei que havia deixado claro, na minha última visita a seu leito de morte — As palavras eram pesadas com uma ironia que ele não conseguia mais disfarçar — , que eu estava cansado de bancar o bobo nestes pequenos dramas que você insiste em encenar. Se quer algo de mim, poderia pelo menos ter a cortesia de estabelecer isso claramente numa carta.
— Para que você pudesse recusá-la pelo correio e livrar-se da viagem a nossa casa?
— Nossa casa? Esta é sua casa, seu lar. Não o meu.
A risada dela foi melancólica e terminou numa tosse áspera.
Velhos instintos o fizeram estender a mão, mas logo percebeu e a deixou cair para o lado. A tosse terminou abruptamente, como se a falta de compaixão fizesse com que ela repensasse a estratégia usada.
— Este é seu lar, Vossa Graça, mesmo que você escolha não morar aqui.
Desse modo, se o medo pela saúde dela não o movia, talvez a culpa por sua omissão sim. Ele deu de ombros.
A mão dela tremeu enquanto gesticulava em direção ao criado-mudo. Ele alcançou a garrafa de água para tornar a encher o copo.
— Não o copo. A caixa sobre a mesa.
Marcus passou a caixa trabalhada para ela, que a abriu e retirou um maço de cartas, afagando-as.
— Como meu tempo de vida é curto, trabalhei para reparar os erros do meu passado. Para acertar os erros que pude. Para fazer paz.
Para ficar bem com Deus antes do inevitável julgamento Dele, acrescentou Marcus para si mesmo.
— E, recentemente, recebi uma carta de uma amiga da juventude. Uma velha companheira que foi tratada muito mal.

Série Radwell
1 - A Duquesa Rebelde
2 - Uma Proposta Imprópria
3 - Uma Relação Perigosa
4 - Seduzindo um Estranho
Série Concluída

O Inesperado Highland Herói

Série Medieval

A vida de Lady Eilis Dunbarton sofre uma mudança drástica, com a morte de sua prima, Agnes.
Agora ela está diante de uma perspectiva desagradável: casar-se com o homem que seria marido de sua prima. 
Entretanto, não por uma mudança no contrato. 
Em vez disso, por engano, fingindo ser sua prima. Mas se o seu futuro marido descobrir que ela não é Agnes realmente, sua vida estará perdida. 
Que escolha Ellis tem, senão fugir?
Quando o clã de Laird James MacNeill resgata uma moça semi-afogada do mar, especula-se que seja do clã inimigo, especialmente porque ela não se lembra de seu próprio nome.
James fica imediatamente atraído pela dama, mas tem que permanecer focado em encontrar uma noiva adequada. 
Se ele não se casar em breve, deverá entregar seus bens a um de seus irmãos mais novos.
Quanto mais tempo passa perto de Ellis, menos focado fica e então James cogita tomá-la como esposa sem saber a sua verdadeira identidade.
Quão perigoso seria o resultado final? E o que acontecerá se o futuro marido de Ellis a estiver procurando apenas para encontrá-la nos braços de outro homem?

Capítulo Um

Dubh Linn, Irlanda, 1107

E a bochecha fria de sua amada prima. Agora, com Eilis, apressadamente, afastou as lágrimas e beijou Agnes morta era apenas seu irmão pequenino e ela contra o mundo.
- Depressa, Senhora Eilis – a criada de sua prima, Wynda, a repreendeu. - Você não deve manter seu tio esperando. Ele tem uma audiência com o rei depois que falar com você.
O fato de que seu tio a havia convocado, logo antes de falar com Muirchertach, não pressagiava nada de bom.
- Eu tenho medo do tio Ceardach, - sussurrou Ethan, a pequena mão de seu irmão apertando a de Eilis até a morte, e ela sabia que não importava o quanto quisesse protegê-lo da forma dura de seu tio, não tinha poder aqui. - Ele está com muita raiva por que a prima Agnes morreu, - Ethan acrescentou.
Olhando para Eilis, Ethan respirou hesitante, com os olhos verdes arregalados de medo, seus cachos loiros encaracolados varridos pelo vento, emaranhados sobre a testa e o resto pendendo de seus ombros, uma versão em miniatura de seu falecido pai.
O coração de Eilis encolheu com a angústia. – Sim, - ela disse suavemente, desejando que pudesse acalmar os temores do irmão pequeno, desejando que pudesse fugir com ele e viver com algum outro parente. Mas não havia ninguém que fosse contra a vontade de seu tio, para proporcionar-lhes abrigo.
Ela tinha visto o tio aterrorizar os servos de seu irmão e até mesmo os seus esta manhã ainda. Esperava que, uma vez que Agnes casasse com Laird Dunbarton, o temperamento de seu tio iria melhorar. Agora, com Agnes morta, as esperanças de seu tio para assegurar a paz ao longo das fronteiras do clã morreram com ela.
2 - O Inesperado Highland Herói 
3 - Um Highlander Libertino
4 - Taming The Wild Highlander
5 - The Highlander
6 - Her Highlander Hero
6.5 - His Wild Highland Lass
7 - The Viking's Highland Lass
8 - Vexing the Highlander
9 - My Highlander

7 de junho de 2015

A Vantagem da Herdeira

Série Os Irmãos Sinitros
A senhorita Jane Fairfield não podia fazer nada certo.

Quando tinha companhia, sempre dizia o que não devia... 
Por mais caros que fossem seus vestidos, sempre eram horríveis. 
Nem sequer seu imenso dote poderia salvá-la de ser ridicularizada.Isso era exatamente o que ela queria. 
Ela estava pronta para qualquer coisa, até ser humilhada, contanto que permanecesse solteira para proteger a sua irmã.
O senhor Oliver Marshall tinha que fazer tudo certo. Era filho bastardo de um duque, criado em circunstâncias humildes, e pretendia dar voz e poder às pessoas pobres. 
Se desse um passo em falso, nunca teria a oportunidade de fazer nada. 
Não o ajudaria em nada salvar a mulher errada. E muito menos lhe ajudaria apaixonar-se por ela. Mas a valente e encantadora Jane tinha algo que ele não podia resistir... Embora isso pudesse implicar em um desastre para os dois.

Capítulo Um

Cambridgeshire, Inglaterra, janeiro de 1867.
A maioria dos números que a senhorita Jane Vitória Fairfield tinha encontrado em sua vida tinham sido inofensivos. Por exemplo, a costureira com quem ela estava provando um vestido a tinha furado sete vezes ao colocar quarenta e três alfinetes, mas a dor tinha desaparecido logo. 
Os doze buracos de seu espartilho eram um inferno, sim, mas um inferno necessário; sem eles não conseguiria reduzir sua cintura de um contorno terrível de trinta e seis polegadas, para um também terrível, trinta e uma.
Os dois não eram números assustadores, nem sequer chegava ao número das irmãs Johnson, que estavam atrás dela vendo a costureira cravar com alfinetes o vestido no corpo pouco elegante de Jane.
Não aguentou as irmãs rindo dela pelo menos seis vezes na última meia hora. Não, esses números eram meramente irritantes... como mosquitos que podiam ser espantados com um leque banhado em ouro.
Não, todos os problemas de Jane podiam se resumir em dois números diferentes a esses. O primeiro era de cem mil, e era um veneno absoluto.
Respirou tão profundamente como lhe permitia o espartilho e saudou com uma inclinação de cabeça à senhorita Geraldine e à senhorita Genevieve Johnson. Aquelas jovens não faziam nada de errado aos olhos da sociedade. Estavam com vestidos quase idênticos; um de musselina azul e o outro verde pálido. Levavam leques idênticos, ambos com cenas bucólicas pintadas. As duas eram bonitas e pareciam bonecas de porcelana da China: olhos azuis e cabelos loiros claro que se frisavam formando cachos nos cabelos brilhantes. O contorno de suas cinturas era muito inferior a vinte polegadas. O único modo de distinguir às irmãs era que Geraldine Johnson tinha um sinal em forma de lua perfeito na bochecha direita e Genevieve tinha outro igual na esquerda.
As primeiras semanas depois de conhecer Jane tinham sido amáveis com ela.
Essa suspeitava que deviam ser bastante agradáveis enquanto fazia suas vontades. Mas Jane tinha um talento para que as garotas amáveis deixassem de ser.
A costureira colocou o último alfinete.
-Ai está – anunciou - Agora olhe-se no espelho e me diga se quer trocar algo, retirar um pouco da renda, talvez, ou utilizar menos.
Pobre senhora Sandeston! Pronunciava aquelas palavras igual falaria do tempo um homem que iria cavalgar essa tarde. Melancolicamente, como se a ideia de muita renda fosse horrível, algo que só saberia graças a um extraordinário e improvável ato explícito de clemência.
Jane caminhou para frente e observou o efeito de seu novo vestido. Nem sequer teve que fingir um sorriso, pois este se estendeu por seu rosto como manteiga derretida sobre pão quente. O vestido era horrível. Verdadeiramente horrível. Nunca antes se investiu tanto dinheiro em tanto mau gosto. Olhou sua imagem no espelho com prazer. A imagem lhe devolveu o olhar: cabelo e olhos escuros, charmosos e misteriosos.
-O que vocês acham? - perguntou, voltando-se - Deveria ter mais renda?
Atormentada a senhora Sandeston lançou um gemido a seus pés.
Tinha motivo. O vestido já tinha três tipos diferentes de renda. Metros e metros de azul rodeavam a cintura formando ondas grossas. Uma peça fina de renda belga marcava o decote e um chantilly negro com um desenho de flores criava manchas negras ao longo das mangas. O tecido era bonito de seda estampada, mas não se podia ver debaixo de tantas camadas de renda.
O vestido era uma abominação de rendas mais Jane amava.
Porém uma verdadeira amiga falaria para tirar toda a renda.
Genevieve assentiu.
-Mais rendas. Definitivamente, acredito que precise de mais. Um quarto tipo, provavelmente?
Santo Deus!

Série Os Irmãos Sinitros
0.5 - A Paixão da Governanta
1 - A Guerra da Duquesa
1.5 - Um Beijo Durante o Solstício de Inverno
2 - A Vantagem da Herdeira
3 - A Conspiração da Condessa
4 - O Escândalo da Sufragista
4.5 - Fale Doce para Mim
Série Concluída





Uma Lady Nunca se Rende

Série Os Demônios de Halstead Hall
Lady Célia Sharpe sempre foi cautelosa sobre casamento... mas agora seu futuro depende disso.
Com dois meses para encontrar um marido e cumprir o ultimato de sua avó, Célia ajusta sua mira em três solteiros.
Ser pedida em casamento por um desses homens ricos e de alto escalão certamente irá provar a sua capacidade de se casar, por isso esperava que o casamento em si não seria necessário para Célia para receber sua herança. 
O segundo passo do seu plano audacioso é contratar o sombrio e perigosamente atraente detetive de Bow Street, Jackson Pinter, para investigar os três homens que ela escolheu.
Com Lady Célia infernizando Jackson dia e noite, a última coisa que ele quer é ajudá-la a encontrar um marido. 
E quando ela relembra memórias enevoadas que levam sua investigação sobre as mortes misteriosas de seus pais em uma nova direção, colocando-a em perigo, Jackson percebe que o único homem que ele quer que se case com Célia é ele mesmo!

Capítulo Um

Ealing Novembro de 1825
Quando o detetive da Bow Street Jackson Pinter entrou biblioteca de Halstead Hall, ele não se surpreendeu ao encontrar apenas uma pessoa lá. Era cedo, e ninguém na família Sharpe costumava levantar cedo.
- Bom dia, Masters. - disse Jackson, inclinando a cabeça para o advogado que estava sentado debruçado sobre alguns papéis. Giles Masters era marido da irmã Sharpe mais velha, Lady Minerva. Ou senhora Masters, como ela tinha escolhido ser chamada.
Masters olhou para cima.
- Pinter! É bom ver você, meu velho. Como estão as coisas em Bow Street?
- Bem o suficiente para eu ter tempo para esta reunião.- Ouso dizer que os Sharpes têm sobrecarregado você com a investigação da morte de seus pais.
- Assassinato. - Jackson corrigiu - Nós determinamos isso com certeza agora.
- Certo. Eu esqueci que Minerva disse que a pistola encontrada no local nunca havia sido disparada. Uma pena que ninguém notou isso 19 anos atrás, ou uma investigação poderia ter sido realizada e, em seguida, poupadouma grande dose de sofrimento.
- A sra. Plumtree pagou qualquer um que poderia ter investigado mais.
Masters suspirou.
- Você não pode culpá-la. Ela pensou que estava impedindo um escândalo.
Jackson fez uma careta. Em vez disso, ela impediu a descoberta da verdade. E foi por isso que ela terminou com cinco netos presosao passado, incapazes de ir em frente com suas vidas. Por isso ela tinha feito seu ultimato: todos tinham de se casar até o final do ano ou nenhum herdaria. Até agora, eles tinham cumprido com a obrigação. Todos, menos um.
Em sua mente surgiu uma imagem de Lady Célia que ele rapidamente reprimiu.
- Onde estão todos?
- Ainda no café da manhã. Eles virão em bando do outro lado do pátio em breve, tenho certeza. Sente-se.
- Eu vou ficar de pé. - ele caminhou até a janela que dava para o pátio carmesim, nomeado por seu piso vermelho.
Estar em Halstead Hall sempre deixava Jackson desconfortável. A enorme mansão gritava“aristocracia”. Tendo passado sua infância em um cortiço de Liverpool antes de se mudar para uma casa geminada em Cheapside aos dez anos, ele achava Halstead Hall muito grande, muito suntuoso e muito cheio de Sharpes.
Depois de quase um ano com eles, como seus clientes, ele ainda não tinha certeza de como se sentia sobre eles. Mesmo agora, quando os viu andando pelo pátio debaixo de um céu de novembro escurecido de nuvens, ele ficou tenso.
Eles não pareciam como se planejassemjogar qualquer coisa sobre ele. Eles pareciam felizes e contentes.

Série Os Demônios de Halstead Hall
1 - A Verdade Sobre Lorde Stoneville
2 - Um Demônio em sua Cama
3 - Como Conquistar uma Lady Relutante
4 - Casando com um Lorde Selvagem
5 - Uma Lady Nunca se Rende
Série Concluída
  

1 de junho de 2015

Louco Desejo

Série Irmãs Dennehy

Ela jamais escaparia da sedução daquele homem...

A gangue dos assaltantes de trens jurava que poderia farejar uma repórter a milhas de distância. 
E talvez tenha sido mesmo o perfume de Mary Michael Dennehy o que a salvou do destino brutal sofrido por seus colegas da redação do jornal, no trem para o Colorado. Em vez de ser morta, ela foi raptada por Ethan Stone, um homem cujo sorriso sarcástico era perturbador, e também estranhamente familiar. 
Michael gostaria de ser indiferente ao magnetismo sensual e aos beijos de Ethan, que lhe despertava uma paixão que era a um só tempo doce e explosiva...Era impossível esquecê-la... nem de seu próprio desejo!
Ethan reconheceu Michael de imediato. Desde que a viu pela primeira vez, na redação do jornal, com seu ar profissional, os lindos olhos verdes atrás dos óculos de aro dourado, ele imaginara como seria beijar aqueles lábios. 
Lábios que ele agora tinha de fazer de tudo para que não se abrissem e falassem o que não deviam, caso ela também o reconhecesse como o detetive disfarçado que ele era. Além do mais, não seria sacrifício algum aproveitar a oportunidade e realizar suas fantasias secretas com aquela mulher que ele nunca conseguira esquecer...

Capítulo Um

Estados Unidos, Outono de 1875
trem349, cujo destino final era a cidade de Sacramento, na Califórnia, atravessava as Montanhas Rochosas rumo ao oeste dos Estados Unidos, região bem menos desenvolvida do que a costa Leste do país.
Incitados pelo condutor, foguistas alimentavam a fornalha da locomotiva com o carvão que produzia vapor, a energia que a punha em movimento. 
Com um apetite insaciável, a engrenagem produzia uma coluna de fumaça que ia assinalando o percurso percorrido por entre as montanhas e também tingindo, com uma fina película de pó preto, os trajes de quem viajava naquele comboio da Union Pacific Transportes.
O trem carregava 158 passageiros, em sua maior parte pessoas que não gastariam mais de um dia ou dois para chegar a seus destinos, as pequenas estações secundárias ao longo do caminho até o outro lado do país. Eram indivíduos que preferiam enfrentar os desconfortos dos vagões da segunda classe a fazer o penoso trajeto pelas encostas e desfiladeiros no lombo de cavalos ou mulas, sobretudo quando a neve vinha mais cedo do que o esperado.
Nesse grupo se encontravam vaqueiros, fazendeiros, famílias de pequenos comerciantes e, principalmente, mineiros à procura de distração em uma parada qualquer. Na terceira classe achavam-se os emigrantes estrangeiros, em sua maioria cidadãos de parcos recursos que, vindos de Nova York, Filadélfia e outras cidades dos estados mais próximos da costa voltada ao Oceano Atlântico, sonhavam com uma vida melhor numa região que prometia um sem-número de oportunidades.
Transportadas como mercadorias, eram pessoas praticamente ignoradas pelos demais viajantes e também pelos funcionários da companhia ferroviária. Na primeira classe, em confortáveis vagões chamados pullman, iam os passageiros mais abastados, em viagem de negócios ou com o intuito de implantar novos empreendimentos no oeste do país. 

Série Irmãs Dennehy
1 - Louco Desejo
2 - Amante do Canalha
3 - Inesquecível
4 - Insinuante!
5 - Fascinação
Série Concluída 

Amante do Canalha

Série Irmãs Dennehy

Embora lhe foi dito que seu pai tinha morrido, Rennie Dennehy recusou-se a acreditar. 

Então, depois de jurar que iria descobrir a verdade que estava escondida em seu estranho desaparecimento, ela foi para os confins do Colorado em busca do único homem que poderia ajudar.
Jarret Sullivan, o caçador de recompensas, um canalha com um sorriso tão irritante quanto irresistível. 
Ambos compartilhavam um passado que Rennie preferiria esquecer, mas ao vê-lo novamente sentiu reacender as chamas de um desejo que não pode silenciar...

Capítulo Um

A noiva não estava corando. O toque de cor em suas bochechas se devia a sua irritação. O brilho em seus olhos, uma cor verde-esmeralda escura, não nascia de ilusão, mas de impaciência, e sua boca carnuda foi reduzida a uma linha séria e severa. Tinha os ombros estreitos rígidos, e sua figura esguia se manteve ereta em uma atitude firme.
 No momento seu encaracolado e rebelde cabelo de um tom ruivo vibrante, que foi domado e agora estava liso, se agarrava ao crânio e depois se trançava na parte de trás de sua cabeça. A mulher parecia pronta para o combate, e não para avançar pelo corredor de uma igreja. Tudo girava em torno dela. Rennie fechou os olhos e agradeceu a escuridão que lhe deu uma paz momentânea. 
Em seguida, tentou pensar em qualquer coisa que não fosse às promessas que não tardariam em compartilhar. Mas era impossível. Não havia mais que imaginar a nave principal, com dezenas de convidados, repetindo as palavras que dissesse o padre... E repeti-las, pensou. Não havia como voltar atrás, mesmo que quisesse. A verdade era que não queria. Hollis Banks... Era um companheiro perfeito, um parceiro, não um marido. A escolha das palavras não a surpreendeu. Seu casamento era um acordo de negócios, e ela admitia isso, mas o orgulho e o bom senso impediram de admitir para os outros.
Ela abriu os olhos. Ainda seguiam a rondá-la..., mas desta vez a visão a fez sorrir. 
De joelhos a frente estava sua irmã, Skye Dennehy fazendo os ajustes de última hora na barra do vestido. Com o pequeno rosto oval sufocado pelos seus encaracolados cachos ruivos que haviam se libertado do laço de fita. Murmurava algo entre os alfinetes que tinha em sua boca, mas ninguém prestava atenção. Maggie, por sua vez, ajustava os ramos de flores novamente para arranjar melhor o buquê. Seus traços, pequenos e delicados, pareciam tensos, e sua boca estava torcida comicamente enquanto se concentrava em seu trabalho. 
Enquanto isso, Mary Francis, com o belo rosto emoldurado pelo seu hábito, acariciou o cabelo de Rennie: ela voltava a colocar os grampos no lugar e ajeitava o véu, enquanto tranquilamente cantarolava a mesma melodia que o organista tocava no salão principal, lembrando a todos, sem querer, que não faltava muito tempo.
A mãe da noiva cobria seus cabelos vermelho escuro com uma echarpe todo rendado. Com a testa franzida de preocupação, Moira alisou o vestido de cetim sem mangas, suas mãos tremiam um pouco. Ocasionalmente observava Rennie com expressão ansiosa. 

Série Irmãs Dennehy
1 - Louco Desejo
2 - Amante do Canalha
3 - Inesquecível
4 - Insinuante!
5 - Fascinação
Série Concluída

31 de maio de 2015

Os Segredos dos Olhos de Lady Clare

Série Cavaleiros de Champagne





Um olhar misterioso...

Quando sir Arthur Ferrer a vê entre os espectadores do Torneio da Noite de Reis, percebe algo de distinto nela. 
Talvez seus olhos... Ele já os vira, não se lembrava de quando nem onde. 
Ao procurar a mulher misteriosa que o havia hipnotizado, ela desaparece. 
Clare fugia de um passado sombrio que jamais revelaria a ninguém. Mas o belo cavaleiro se empenharia em descobrir os segredos guardados em seu olhar.

Capítulo UmJaneiro de 1174 — Chalés na praça dos mercadores de Troyes, Condado de Champagne.
A temperatura estava amena para o mês de janeiro. As janelas tinham sido abertas para iluminar o chalé o máximo possível. Clare ajudou Nicola a se levantar da cama e a levou para o banco à mesa. Com isso ganhou um sorriso de recompensa.
O coração de Clare se enlevou. Nicola estava muito fraca e doente, por isso seus sorrisos eram preciosos.
— Percebi que você recebeu visitas enquanto eu estava no mercado — disse Clare.
Nicola resmungou ao se movimentar e encostar-se à parede de tábuas.
— É verdade. Não foi uma visita qualquer, mas sim de um nobre, que me trouxe um presente. Eu não vou usar, talvez você e Nell gostem. Eu queria contar a você antes de Nell. Não há razão para deixá-la empolgada se você se recusar a ir com ela. Sei o quanto você se preocupa sempre que sai de casa.
— Um presente? — Clare colocou uma manta sobre as pernas de Nicola.
O visitante misterioso, talvez o conde Lucien, tinha feito bem a ela. Havia anos que os olhos de Nicola não brilhavam daquele jeito. Clare esperou que Nicola confirmasse a identidade do visitante. Desde a morte de Geoffrey não havia segredos entre elas.
— Você está confortável? Se a corrente de ar estiver incomodando, posso fechar a janela.
— Não feche não, precisamos aproveitar a luz tão rara nesta época do ano.
Clare tirou o véu que usava sempre que ia ao mercado e o pendurou num gancho, por cima da capa. Os cachos da cor do cobre emolduraram-lhe o rosto. Enquanto trançava os cabelos, olhou para a lareira com o fogo baixo. A fumaça azulada subia na direção de uma abertura no telhado do chalé.
— Quer que eu coloque mais lenha na lareira?
— Clare, não se preocupe, estou bem. Economize a madeira para a noite.
Clare acenou com a cabeça e colocou a cesta que trouxera do mercado sobre a mesa. Dali tirou farinha, queijo, um punhado de peras maduras, cebolas e feijões secos. E graças à generosidade do suserano de Geoffrey, conde Lucien, trouxera também porco salgado e peixe seco.
— E os ovos? — perguntou Nicola.
— Estavam muito caros. Volto amanhã, mas temo que o preço não abaixe até a primavera. — Clare olhou de relance para Nicola. — E então? O que é o presente misterioso?
Nicola alcançou a bolsa em cima da mesa, abriu e jogou uma moeda sobre o tampo de madeira.
— Lorde d’Aveyron esteve aqui de novo.
Toda vez que Clare pensava em Lucien Vernon, conde d’Aveyron, lembrava-se da tolice e da imprudência que Geoffrey havia cometido. Ele tinha feito um pacto maldito com um bando de ladrões. Antes de morrer, Geoffrey havia confessado a Clare sua participação em um roubo para ajudar a mãe. Ela também sabia como ele se arrependera e tentou consertar, mas no momento em que resolvera se livrar do pacto, assinou sua condenação. Os ladrões o mataram.
Não só Clare sabia do conluio de Geoffrey com os ladrões, mas o conde Lucien também. Menos Nicola, que vivia na feliz ignorância do erro fatal do filho. Para Clare era melhor que continuasse assim; por ela, Nicola jamais saberia do que Geoffrey havia feito. Um baque daqueles no estado frágil de Nicola poderia levá-la à morte.
Até aquele dia, o conde Lucien não havia falado nada sobre a transgressão de Geoffrey, mas Clare tinha medo de suas visitas. Geoffrey fora um dos cavaleiros pessoais do conde, que podia deixar escapar alguma coisa.
— Não precisa fazer careta — disse Nicola, empurrando a moeda na direção de Clare. — O conde é um bom homem, que honra a memória de Geoffrey cuidando de mim. Olhe direito, isto não é dinheiro.
Depois de colocar as peras numa tigela ela pegou a moeda; era um pouco maior do que um centavo e tinha sido forjada em prata.
— É algo simbólico.
— Isso mesmo.
O palácio de Troyes havia sido cunhado num dos lados da moeda, e do outro havia a imagem de um cavaleiro portando uma lança. Clare sentiu uma dor no peito e colocou a moeda de volta sobre a mesa.
— Espero que não seja o que estou pensando.
A expressão de alegria do rosto de Nicola se transformou.
— Isso é um convite para assistir ao Torneio da Noite de Reis perto de onde as damas se sentam. Clare, pensei que...

Série Cavaleiros de Champagne
1 - O Campeão De Lady Isobel
2 - Os Segredos Dos Olhos De Lady Clare
3 - A Amante de Lord Gawain
4 - A Desonra de Lady Rowena
5 - Cartas para uma Falsa Dama
Série Concluída

É Primavera em Roma







A noite estava quente, e a lua brilhava sobre as águas calmas do lago que circundava o pequeno templo romano. 

Alina, vítima de uma armadilha, tentava conter o ímpeto do jovem príncipe Alberto, que a cada minuto que passava se tornava mais inconveniente, em seu ritual de sedução. 
"Em meus braços, você se transformará em outra mulher...", ele lhe dizia.  Alina, apavorada, fugiu do templo, rezando para que lorde Teverton chegasse a tempo de salvá-la desse perigoso sedutor!

Capítulo Um

Passando os olhos pela sala, Alina Langley buscava, desesperada, encontrar algo, ainda que de pouco valor, que lhe rendesse algum dinheiro.
Desalentada, constatou que tudo já fora vendido. Nas paredes restavam apenas as manchas mais claras, onde até bem pouco tempo estavam dependurados quadros e lindos espelhos.
Ao notar o canto antes ocupado pela secretaire marchetada, teve vontade de chorar.
— O que posso fazer? — ela perguntou-se.
Era incrível como tudo acontecera tão depressa. Vivia imensamente feliz em seu mundo sem sombras com os pais, e, de repente, foi como se o teto desabasse sobre sua cabeça.
Há um ano sir Oswald, pai de Alina, sofrera uma queda durante uma caçada e em consequência quebrara a espinha. A partir daí o mundo pareceu terminar para Alina e lady Langley.
A pequena família havia sido gloriosamente feliz até o acidente. Embora não fossem ricos, os Langley tinham o suficiente para apreciar seus cavalos magníficos e desfrutar os acres de terra que circundavam a casa ancestral.Sobrevindo a morte de sir Oswald, a esposa e a filha tiveram a desagradável surpresa de se inteirarem de que o falecido contraíra uma verdadeira montanha de dívidas.
Não que sir Oswald tivesse gasto o que possuía numa vida de dissipações. Suas dívidas eram referentes a impostos e contas acumuladas, sendo os maiores credores o fabricante de carruagens e os profissionais que haviam trabalhado na reforma da casa.
O pior foi que sir Oswald investira não apenas seu dinheiro, mas também o da esposa, em ações de companhias que tiveram prejuízos.
Lady Langley não deu importância ao fato de ter perdido o dinheiro. Para ela a vida passou a não ter mais sentido depois da morte do esposo. Alina notava, horrorizada, que a mãe se consumia aos poucos, cheia de saudade e sem ter motivo para viver.
Embora fosse ainda jovem e muito bonita, lady Langley morreu simplesmente por desejar ir para junto do esposo querido.
Alina viu-se sozinha no mundo e, o que era mais assustador, estava sem recursos. Era verdade que possuía aquela casa, mas como haveria de mantê-la? Tudo o que pudera render algum dinheiro fora vendido para saldar as dívidas de sir Oswald.
Mesmo os objetos que lhe eram tão caros Alina teve de vender para comprar alimentos e remédios para a mãe. Estes últimos não fizeram efeito algum, pois lady Langley jamais teve sinal de melhora, uma vez que não desejava viver.
Indo até a janela, Alina ficou olhando o jardim. Os narcisos eram uma linda e enorme mancha dourada sob as árvores. As amendoeiras começavam a florescer e os gramados tinham um belo tom de verde.
O sol brilhava intensamente e o canto dos pássaros enchia o ar de notas maviosas e as abelhas zumbiam sobre as flores. Tudo era muito familiar a Alina.
Ela sentiu que, assim vestida de festa, a natureza tentava dar um pouco de alegria a sua vida abalada. Era como se os pássaros e as abelhinhas quisessem ajudá-la.
— O que posso fazer? — Alina perguntou a algumas cambaxirras que a fitavam de um arbusto cujos galhos se revestiam das folhas novas da primavera.
Surpresa, Alina ouviu o ruído das rodas de uma carruagem chegando à porta da frente e ficou imaginando quem poderia ter vindo visitá-la.
Depois da morte da mãe ela costumava receber visitas de pessoas da vila, que vinham até sua casa a pé.
Ocorreu-lhe que o médico, sempre amigo da família, devia ter vindo vê-la para ajudá-la no que pudesse. Mas no mesmo instante lembrou-se de que ele havia tirado uns dias de férias e estava viajando.
Sem pressa, quase irritada por ver sua solidão perturbada pela chegada de um estranho, Alina deixou a sala e foi para o hall, abrindo ela mesma a porta da frente, pois a criada que cuidava da limpeza já havia saído àquela hora.
Uma carruagem muito elegante estava parada diante dos degraus de entrada. Vendo um rosto na janela do veículo, Alina desceu os degraus correndo, sem esconder um grito de surpresa e alegria.
— Denise! É mesmo você?
A jovem visitante, vestida no rigor da moda, saiu da carruagem e Alina a abraçou.
— Que prazer imenso revê-la, Denise! Cheguei a pensar que você não se lembrava mais de mim!

25 de maio de 2015

Protetor das Terras Altas

Saga das Terras Altas/ Família Murray


"Moça, está dormindo?"
"Ei, moça, estais dormindo?"

O tom de diversão em sua voz a fez levantar a cabeça e sorrir para ele. 
Ilsabeth viu o modo como seus olhos escureceram rapidamente. 
Seu corpo respondeu a esse olhar com um calor que a fez ofegar. 
De repente, ela entendeu por que algumas de suas parentes casadas ​​enrubesciam quando seus homens olhavam para elas. 
Elas estavam vendo aquele olhar nos olhos de seus homens.
Simon amaldiçoou enquanto a puxou suavemente mais perto de seu rosto, incapaz de resistir ao impulso de beijá- la, para provar a boca exuberante que o tentava cada vez que olhava para ele. 
Quando Ilsabeth sorriu para ele, seus olhos suaves e quentes, sua vontade se desintegrou. 
Tudo o que podia pensar era o quanto queria que ela ficasse olhando para ele assim. Era uma loucura.
Ela era sua fraqueza, ele pensou com um toque de alarme. Ele havia passado anos endurecendo o coração, corpo e mente, no entanto, esta pequena mulher com grandes olhos azuis facilmente penetrava sua armadura com um sorriso. Simon sabia que devia correr para longe e rápido, mas, em seguida, seus lábios tocaram os dela, e todos os seus medos foram queimados pelo calor que inundou seu corpo ....

Capítulo Um

Escócia, verão 1479
"Eu me curvo em reverência aos sacrifícios você está disposto a fazer para a nossa grande causa, Walter."
"Não se curve muito baixo, querido primo, pois o meu sacrifício será de curta duração."
"Como assim? Eu acredito que qualquer pessoa acusada de assassinar um homem de um rei está condenada a ser, morta rapidamente, e traição traz um uma morte horrível.
"Ilsabeth estacou, assassinato e traição, palavras paralisando- a no ato de esconder-se de seu noivo. Ela o havia deixado uma hora mais cedo, e, escondida na mata, voltou à sua casa para ver se conseguia descobrir por que ele tinha começado a agir estranhamente.
Outra mulher tinha sido a sua suspeita. Sir Walter Hepbourn era um homem viril e não tinha gasto muito de sua virilidade sobre ela. Ilsabeth tinha começado a suspeitar que ele alimentava vivamente seus apetites viris em outro lugar, e mesmo que eles ainda não fossem casados,tal infidelidade não era algo que ela poderia tolerar.
Assassinato e traição nunca passou pela sua mente. E o assassinato de um homem do rei? Aquilo era traição em si e por si. O simples pensamento de tal crime deu- lhe calafrios na espinha. Porquê Walter iria ter algo a ver com tais crimes, ou mesmo saber o suficiente sobre eles para falar deles?
Mantendo-se nas sombras de grande casa de pedra de Walter, Ilsabeth deitou- se e se aproximou. Walter e seu primo David sentaram-se lado a lado em um grande banco de pedra no final do jardim materno, a voz arrogante de Walter tomada de orgulho. Ambos os homens estavam bebendo e curtindo o início da noite, sem dúvida saboreando a chegada do frescor noturno depois de um dia surpreendentemente quente, ensolarado. Era um lugar estranho falar de tais assuntos escusos como assassinato e traição.
"Tenho a intenção de resgatar minha cara noiva, é claro", disse Walter. "Ela vai ter que fugir da Escócia, mas eu tenho uma casa pequena na costa da França em que eu posso mantê-la. Sua gratidão vai me manter aquecido por muitas noites. "
"Jesus, não estais ainda pensando em se casar com ela, estais? Isto já é ruim o suficiente enquanto apenas uma moça Armstrong, mas então ela será vista como a filha de traidores ".
O choque e a declaração de nojo de cada palavra que David falou picaram o orgulho de Ilsabeth como urtigas mas rapidamente engoliu o suspiro de indignação furiosa.
Walter deu uma risada áspera. "Ainda? Eu nunca pretendi casar com ela. Eu pensei que você entendesse. Ela é uma Armstrong, pelo amor de Deus. Meu pai viraria no túmulo se eu tentasse misturar o sangue da família com o de um desses ladrões baixos. Minha mãe iria em breve se juntar a ele. Não, eu apenas joguei o jogo.
Todavia, ela é um doce bocado e eu não desejo vê-la em seu túmulo até que eu a tenha saboreado ".
"Quer dizer que ainda não a saboreou?"
"Eu tentei, mas rapidamente se tornou claro que alguém lhe ensinou o valor de sua virgindade."
"Ah, bem, eu pensei que tinhas ficado noivo para que pudesses faze- los assumir, a culpa com mais facilidade. "
"Sem dúvida, era a melhor maneira de chegar perto de seus parentes, sim? 

Saga das Terras Altas/ Família Murray
1 - Destinos ao Vento
2 - Em Defesa da Honra
3 - Laços de Amor
4 - Juramento de Amor
5 - Vingança de Amor
6 - A Noiva das Terras Altas
7 - Anjo das Terras Altas
8 - Um Toque Mágico
9 - Senhor das Terras Altas
10 - Guerreiro das Terras Altas
11 - O Campeão das Terras Altas
12 - O Amante das Terras Altas
13 - O Bárbaro das Terras Altas
14 - No Auge da Paixão
15 - O Lobo das Terras Altas
16 - O Pecador das Terras Altas
17 - O Protetor das Terras Altas
18 - Vingador das Terras Altas
19 - Highland Master
20 - Highland Guard
21 - Highland Chieftain
22 - Highland Devil

Ao primeiro olhar o amor

Bela como uma deusa, Salema caminhava pelos salões do castelo. 

Ninguém diria que, sob aquela aparência controlada, se escondia um coração revoltado e opresso. 
Estava ali para ficar noiva do odioso duque de Mountaired. 
Tentara resistir, mas o pai, o prepotente conde de Ledgebourne, lhe batera de forma cruel; para ele, sentimentos não contavam, se estava em jogo uma fabulosa fortuna. 
No auge do desespero, Salema se perguntava como poderia desposar o duque, quando quem amava era Charles, seu filho!

Capítulo Um

1830
Salema não sabia mais o que fazer para retirar seu cãozinho do imenso buraco em que caíra, quando ouviu uma voz atrás de si.
— O que houve? O que está fazendo?
— O que pensa que estou fazendo? — respondeu com maus modos. — Estou tentando tirar meu cachorro daqui!
O homem que lhe falara prontamente apeou do cavalo e se colocou a seu lado.
— Deixe-me tentar.
— Talvez você consiga, pois seus braços são maiores do que os meus — Salema comentou. — O buraco é muito profundo. Como pode existir alguém tão cruel para cavá-lo? Considero isto um ato criminoso!
O homem ajoelhou-se e em seguida se deitou para tentar apanhar o cachorrinho, com um grande esforço conseguiu puxar o animal assustado pela nuca.
A garota deu um grito de felicidade. — Você conseguiu! Você conseguiu! — ela exclamou. , muito obrigada!
Antes que pudesse dizer qualquer outra coisa, o cachorro, que era da raça cocker spaniel, se sacudiu com violência.
A lama e a sujeira que o envolviam passou rapidamente para o rosto de sua dona e para a elegante gravata de seu salvador.
Salema ficou momentaneamente cega devido à lama.
O homem mal conseguiu sufocar uma imprecação.
O spaniel continuou a se sacudir.
Salema limpou os olhos e imediatamente notou as manchas na gravata do desconhecido.
— Eu... sinto muito — ela se desculpou, enquanto procurava um lenço.
O cavalheiro imediatamente lhe estendeu o seu, branco e limpo, o qual hesitou em aceitar.
— Desculpe-me — tornou a dizer -, mas a culpa é toda do proprietário destas terras.
O cavalheiro, que ainda estava sentado no chão, sorriu ao notar a sujeira se espalhar ainda mais no rosto da garota.
— Deixe-me ajudá-la.
Como uma criança obediente, Salema inclinou-se para ele e fechou os olhos. O homem gentilmente retirou a lama de seus olhos e face.
— Está bem melhor agora! — ele exclamou. Pensava naquele instante que ela era a garota mais linda que já tivera a oportunidade de conhecer.
Os raios do sol, que se infiltravam por entre as folhas das árvores, produziam reflexos dourados em seus cabelos.
Os olhos grandes e expressivos dominavam os traços perfeitos de seu rosto. Não eram azuis, como seria de se esperar em uma beldade inglesa, mas verdes com toques dourados.
— Acho que estraguei seu lenço — ela conseguiu dizer.
— Por uma boa causa! — ele replicou, enquanto se colocava em pé e a ajudava a se levantar.
Notou que o traje de montaria dela era de um atraente tom azulado e que a blusa de musseline branca também estava levemente salpicada de lama.
Ela não estava usando chapéu, o que o fez pensar que deveria morar nas proximidades.
Como se Salema lhe adivinhasse os pensamentos, interrompeu-o naquele instante.
— Gostaria de agradecer novamente por sua gentileza. Nunca teria conseguido salvar Rufus do proprietário destas terras, não fosse sua providencial aproximação. O homem deve matar cachorros por esporte, ou então não cavaria armadilhas para apanhá-los!
— Imagina que ele seja tão mau assim? — o cavalheiro perguntou, com uma expressão estranha nos olhos.
— Ainda pior!