29 de janeiro de 2016

Homem de preto

Série Collins Creek



Eles passaram a noite juntos... Em uma prisão no Texas.

Eles se conheceram em circunstâncias estranhas, mas, antes do amanhecer, o xerife Brace Caulfield sabia que Sarah Murphy cabia-lhe em todos os sentidos. 
Esta mulher incrível estava tão determinada a salvar seu sobrinho que estava colocando sua vida em perigo... E a única maneira de protege-  la seria casar com ela.
Suas estrelas deviam ter guiado Sarah Murphy para seguir seu cunhado para Benning, Texas.
 Foi lá que ela conheceu o xerife Brace Caulfield, um homem impressionante e atraente, decidido a protegê-la...

Capítulo Um

Benning, Texas 10 de abril de 1901
Brace Caulfield sacou seu revólver e apontou para o alvo que estava sob uma árvore, em uma clareira ao norte do povoado. Iluminada pelos raios da lua que se infiltrava entre as nuvens, completamente imóvel, a figura vestia uma camisa clara e umas calças escuras que se moldavam a sua esbelta silhueta como uma luva.
Os longos cabelos escuros delatavam seu sexo. Isto e também a estreita cintura e cadeiras arredondadas.
—Posso ver sua estrela. Adiante, xerife, dispare —disse ela—. Quer que avance uns passos e lhe facilite o trabalho?
Brace baixou a arma e murmurou enquanto voltava a embainhá- La.
—Venha até aqui, senhora —disse com dureza.
A mulher obedeceu lentamente. Talvez, pensou Brace, para demonstrar que tinha o controle sobre seus movimentos. Caminhando cuidadosamente pela colina e olhando onde pisava, aproximou- se e se deteve a uns metros.
— Quem é você? —perguntou ele. Sua voz era forte e seu tom, estridente. Jamais havia apontado uma mulher, e se sentia furioso contra aquela desconhecida que o havia obrigado a fazê-lo.
—Não precisa saber —respondeu ela—. Não permanecerei aqui mais tempo do que leve a recuperar meu cavalo e montar.
—Que estava fazendo na cidade, saindo pela porta de trás do hotel?
A havia visto sair e pensara que era um homem. Mas agora podia ver as proeminentes curvas femininas sob a camisa clara. Uma mulher totalmente formada, não a menina por quem a havia tomado uns momentos antes.
—Nada ilegal —disse ela—. Só estava procurando a alguém.
—Quase todo mundo usa a porta principal — replicou ele.
—O homem que estava procurando não quer ser visto. E eu sabia que se abandonasse o hotel o faria pela porta dos fundos.
Brace apoiou a mão na cintura, sobre a pistola que descansava pesadamente contra sua perna, e olhou a mulher com olhos desconfiados.
—Estava procurando um homem —disse, em um tom ainda mais áspero e estridente.
Era uma afirmação, não uma pergunta, e a mulher se limitou a dar de ombros. Não parecia disposta a dar mais informação.
—A quem? —a pressionou ele, suavizando um pouco a voz, ao que, paradoxalmente, o fazia parecer mais ameaçador.
—Não creio que necessite saber —disse ela—. Se vai disparar, adiante. Se não, não tem nenhum motivo para impedir que eu monte em meu cavalo e saia da cidade.
—Deixou seu cavalo atrás quando saiu do hotel —sinalizou ele, tocando com um dedo a aba do chapéu. Com o mesmo dedo apontou à direita, onde as luzes dos locais se alinhavam à saída principal—. Está atado diante do armazém.
A mulher mordeu o lábio e olhou a direção apontada.
—Quem lhe disse?
—Meu ajudante. Pensei que voltaria pela égua, e deixei Jamie vigiando, esperando vê- La aparecer.
Ela se virou bruscamente e começou a andar.
—Então não convém deixa- lo esperar, não é verdade?
Ele pôs- se a andar atrás dela, perguntando- se como não havia reconhecido no instante que a figura dela havia seguido pela cidade que não era um homem. Agora que podia vê- La por trás, via que era impossível não perceber as diferenças.
A mulher caminhou pela calçada, junto aos comércios fechados e as portas oscilantes do saloon, de onde saía o barulho alto de música e vozes. O armazém estava às escuras, pois o dono havia horas se fora, e em frente estava atada a égua, encilhada e pronta para montar.
—Encontrou o homem? —perguntou Brace enquanto ela liberava a sua égua.
A mulher se voltou para ele com as rédeas nas mãos.
—Não. Se houvesse encontrado, haveria ouvido um disparo, xerife. O teria matado —com um rápido movimento estava sentada na sela.
Brace deu um longo passo até ela e agarrou as rédeas.
—Um momento, senhora. Não pode fazer uma declaração como esta e desaparecer.
—Não pode prender- me xerife —disse ela, mas não se moveu. Talvez temesse por em perigo a boca da égua se tentasse arrebatar-lhe as rédeas—. Não burlei nenhuma lei.
—A intenção é razão suficiente para que a interrogue.
Ela sacudiu a cabeça. A luz da lua se refletiu em seus escuros cabelos e sua pele reluziu como o marfim.
— Está tão necessitado assim de uma mulher? 
 
Série Collins Creek
1- Uma Oportunidade para Amar
2- Um Texano Sedutor
3- Irresistível sedução
4- Faltou dizer eu te amo
5- Homem de preto
6- Redenção
Série Concluída

Meu Escandaloso Visconde

Série O Clube Inferno
Conheça os valentes homens do Clube Inferno, que estão enfrentando seu maior desafio.
O casamento!

Sebastian, Visconde de Beauchamp, vive guiado por um código de honra, e agora essa mesma honra lhe diz que deve se casar com a senhorita Carissa Portland.
Não se arrepende de ter roubado um beijo dessa adorável intrometida..., e um adequado castigo por meter aquele delicioso nariz onde não devia. 
Mas agora, flagrado em uma situação comprometedora, sabe que deve torná-la sua esposa. Ele já havia enfrentado o perigo antes... Mas nada comparado a isso!
Carissa não é fofoqueira..., apenas uma..., ‘dama da informação’. E tudo o que ela estava tentando fazer era avisar o libertino Beauchamp sobre um marido furioso. Mas nem sequer ela pode alardear isso para a sociedade, e enquanto sua cabeça lhe diz que Beau é um notório sem-vergonha, o coração – e o corpo – está cativado por aquele perigoso encanto. 
Mas, à medida que Carissa vai se aproximando da espionagem, o segredo que descobre sobre o Clube Inferno pode, inclusive, acabar sendo mais perigoso do que se apaixonar pelo próprio marido.

Capítulo Um

Algumas pessoas neste mundo (tolos) ficavam satisfeitas cuidando da própria vida.
Mas a senhorita Carissa Portland não era uma delas.
Sentada entre as primas, as formidáveis Filhas Denbury, com a preceptora, a senhora Trent, roncando levemente no outro extremo, varreu a audiência com os delicados binóculos de ópera, à qual estavam presentes mais ou menos mil pessoas no sábado à noite, no Teatro Covent Garden.
Sem dúvida, os pequenos dramas, comédias, farsas e joguinhos da audiência eram bem mais interessantes do que qualquer coisa que acontecesse no palco. Além do mais, conhecer todos os demais segredos da alta sociedade parecia a forma mais segura de proteger os próprios.
Examinando os três níveis de palcos dourados, esquadrinhou pausadamente a plateia, enquanto as lentes dos binóculos das outras damas piscavam o olho de volta. Como dominava a linguagem dos sinais, também, procurou aqueles tímidos sinais nos quais uma dama discreta poderia enviar uma mensagem para um amante.
Hmmm..., bem ali. Lady S. – sentada ao lado do marido, havia acabado de abrir o leque com uma batida e fazer um arco para o Coronel W. – que havia acabado de chegar com os companheiros de regimento. O mequetrefe uniformizado sorriu com malícia ao receber o convite. Carissa semicerrou os olhos. O homem tinha olhos verdes, típico. Melhor ter cuidado com ele. Aleatoriamente, escolheu outros diferentes rumores daqui e dali: a Condessa Jeweled, por exemplo, corria à boca pequena que ela estavade namorico com o lacaio; e aquele senhor, político, que havia tido gêmeos com a amante que jurou de pés juntos que não tinha.
Dos extremos opostos da sala, dois ramos de uma mesma família – Feuding – fulminavam uns aos outros com o olhar, enquanto na parte de baixo, um notório caça-dotes jogava um beijo sutil para a herdeira de algum invasor estrangeiro, que aparentemente possuías algumas carvoarias.
Tsc, tsc, pobre homem, pensou, quando a ocasional espionagem recaiu na triste figura de um marido enganado que havia apresentado queixa contra o sedutor da esposa.
Bom, as demais acompanhantes da frisa onde estavam exibiam seus produtos em decotados vestidos e pareciam mais do que dispostas a consolá-lo.
Humpf! – pensou Carissa.
De repente, aquela exploração da plateia chegou a um ponto morto em uma frisa em particular, no segundo nível, à esquerda.
Ela deixou escapar um suspiro. Ele está aqui!
No ato, seu nécio coração começou a bater com força. Oh, meu Deus!
Contornado pela lente do delicado binóculo, lá estava ele, recostado na cadeira, os musculosos braços cruzados sobre o peito...
E o olhar cravado nela!
Um sorriso malicioso se abriu lentamente no rosto dele, e só para confirmar que, oh, sim, viu que ele a comia com os olhos, aquele bonito demônio lhe enviou uma saudação um tanto descarada.
Ela soltou um assobio quase felino e e soltou o impertinente binóculo no colo, como se tivesse se queimado com ele.
Jurou que não voltaria a tocar nele até que o público soltasse uma nova onde de riso.
Oh, que inferno! Remexeu-se no assento, aflita, e olhou em volta inquietamente. É claro que não estavam rindo dela, embora provavelmente ela merecesse.
Ao diabo com ele, com aquele olhar malicioso que a fez se sentir como uma prostituta.
Para a própria consternação, Carissa Portland estava se sentindo secretamente fascinada por um libertino.
Mais uma vez.
De onde vinha aquela fraqueza, aquela suscetibilidade vergonhosa por um homem atraente? Ela estava desesperada para descobrir.
Talvez devesse culpar seu cabelo castanho.
Os ruivos eram conhecidos por ter uma natureza mais apaixonada.
Provavelmente uma bobagem, admitiu, mas soava como uma boa desculpa.
E qual era a desculpa dele? Bom, nem se incomodou em procurar uma. Um semideus de ouro caminhando sobre a terra como um filho desgarrado de Afrodite não precisava de desculpa. Encanto, agudeza, incrivelmente atraente, com um sorriso que poderia derreter as placas de gelo do Mar Nórdico.
Sebastian Walker, Visconde de Beauchamp, poderia ter conseguido o que bem quisesse. Ele era o Conde de Lockwood, conhecido na alta sociedade como Beau.
Os dois haviam se conhecido fazia algumas semanas através de amigos em comum: suas amigas mais próximas, Daphne e Kate, estavam casadas com companheiros dele do Clube Inferno, Lorde Rotherstone e o Duque de Warrington. Frequentavam os mesmos círculos e, é claro, havia ouvido falar sobre a reputação dele. Quase saíra no tapa com ele não fazia muito tempo. O besta havia lhe dado um escandaloso beijo!
Em público!
Série O Clube Inferno
1 - Meu Perverso Marquês
2 - Meu Perigoso Duque
3 - Meu Irresistível Conde
4 - My Ruthless Prince - em revisão
5 - Meu Escandaloso Visconde
6 - My Notorious Gentleman
7 - The Secrets of a Scoundrel

20 de janeiro de 2016

Os Doces Anos



Quando Linnea chega a Álamo não imagina que o homem irritado que a recebe na estação de trem se converterá em seu grande amor. 

Com apenas dezoito anos, a veemente e alegre Linnea é a nova professora e está determinada a conquistar um lugar na família que a acolhe assim como dentro da comunidade. Theodore é um agricultor de trinta e quatro anos que vive com sua mãe e seu filho de 16 anos de idade. 
Tal como outros agricultores, Teddy está principalmente preocupado com a colheita, e quando Linnea vem viver em sua casa, ele se sente invadido e irritado porque ela não respeita as regras tácitas da comunidade. 
Lentamente, em meio às tarefas diárias, um profundo amor surge entre eles. Assustados com a diferença de idade entre ambos, Teddy tenta ficar longe de Linnea. Mas ela está pronta para aceitar o desafio, porque sabe que ele é o seu destino.

Capítulo Um

Não estava adormecida nem acordada: Linnea Brandonberg se achava em um estranho estado de fantasia induzido — desta vez — pelo estalo continuo e rítmico que se transmitia através do chão do trem. Em posição recatada, com os joelhos juntos, olhava frequentemente os pés para admirar os sapatos mais bonitos que já vira, com ponteiras de couro brilhantes e lisos, de couro de cabra negro cobrindo não só os pés, mas também uns quinze centímetros da panturrilha. 
O assombroso era que não possuíam botões nem laços, mas se ajustavam por meio de uma longa tira de elástico forte que ia da metade da tíbia até debaixo do osso do tornozelo, a cada lado. Mas o mais importante era que se tratava dos primeiros sapatos de salto alto que tinha. Só somavam dois centímetros e meio a sua estatura, mas muito mais anos a sua maturidade.
Isso esperava.
Ali estava ele na estação, esperando para recebê-la: um diretor escolar de tirar o fôlego, conduzindo uma elegante carruagem Stanhope para dois, puxada por dois reluzentes baios...
— Senhorita Brandonberg?
Sua voz era rica e cativante e um sorriso deslumbrante iluminava o bonito rosto. Tirou o chapéu alto, deixando ver um cabelo da cor do centeio ao entardecer.
— Senhor Dahl?
— A suas ordens. Estamos encantados em recebê-la, por fim, conosco. Oh, por favor, me permita... levarei sua mala! — Quando colocou a bagagem no baú da carruagem, ela percebeu quão bem se ajustava a jaqueta negra do traje aos ombros bem formados e quando se voltou para ajudá-la a subir, ela
notou que ele usava um colarinho de celuloide novo em honra a ocasião. — Agora, tome cuidado.
Ele tinha umas mãos maravilhosas, de longos e pálidos dedos, que seguraram solícitos as suas quando a ajudou a subir.
— Senhorita Brandonberg, a sua esquerda verá a ópera, nosso estabelecimento mais novo, e espero que, à primeira oportunidade, possamos assistir juntos a uma apresentação.
Um látego fino estalou sobre a cabeça dos animais e eles arrancaram. O cotovelo do homem se chocava levemente com o seu.
— Uma ópera! — Exalou, com feminina surpresa, apoiando com delicadeza os dedos sobre o coração. — Não imaginei que aqui houvesse um teatro de ópera!











19 de janeiro de 2016

Paixão Inesperada

Série Bastion Club


Os homens do Clube Bastion são poderosos, leais e não avessos a superar um perigo se for necessário.


Agora, depois de anos de lealdade em serviços prestados a rainha, cada um deles - um a um - precisa enfrentar o maior perigo de todos... o amor.
O último deles, Jack, Barão de Warnefleet, fugiu de Londres após quase ficar comprometido em um casamento com uma terrível mulher. 
Virando as costas totalmente contra o conceito de casamento, ele volta para o local onde não é visto por anos, determinado a por em prática um plano alternativo para sua vida. Mas então um pouco antes de sua descida, Jack resgata uma surpreendentemente bela dama de um cavalo sem controle. Entretanto, enquanto ele começa a tomar comando a dama continua a segurá-lo. Lady Clarice Altwood não é mansa nem delicada. Ela é a própria antítese das moças com cabeça vazia que ele havia rejeitado. Clarice é notavelmente atraente, inegavelmente capaz e completamente inesquecível. Por que raios ela não está vivendo no campo?
Este enigma é composto por mistério e rapidamente fica claro que Clarice está em perigo. Jack precisa usar cada milimetro de sua astúcia e inteligencia para proteger esta dama altamente independente e apaixonante... que tão rapidamente roubou seu coração.

Capítulo Um

Princípios de maio Povoado de Avening, condado de Gloucester
Flores de maçã na primavera. Julius
—Jack— Warnefleet, barão Warnefleet de Minchinbury, parou seu cavalo sobre uma das colinas que levavam ao vale e contemplou as nuvens brancas e rosadas que envolviam a mansão Avening.
Era a primeira vez que via seu lugar em sete anos; tempo demais. As flores de maçã sempre lhe recordavam as noivas e enquanto as observava com receio, soltou as rédeas e fez seu cavalo cinza, Lutador descer a longa colina.
Parecia que tudo conspirava para recordar-lhe seu fracasso, sua incapacidade de encontrar uma esposa. A mansão Avening estava sem uma senhora desde que a mãe de Jack morreu, quando ele tinha seis anos; seu pai nunca voltara a se casar.
Jack havia passado os últimos treze anos atrás das linhas inimigas na França, lutando pelo rei e a pátria. A morte de seu pai, sete anos atrás, o trouxera de volta ao lugar, mas só durante dois breves dias, o tempo suficiente para assistir ao funeral e deixar a administração de Avening em mãos do velho Griggs, o antigo administrador de seu pai.
Logo, de imediato, o dever voltou a reclamá-lo no outro lado do Canal, de volta aos diversos papéis que representara para desbaratar o transporte marítimo e os contatos comerciais franceses e para debilitar desse modo o Estado francês.
Não era o tipo de batalhas que a maioria das pessoas imaginava que lutaria um comandante da Guarda Real. Junto a um seleto grupo de colegas, também oficiais, o puseram as ordens de um homem muito reservado conhecido como Dalziel, o responsável por todas as operações encobertas inglesas no solo estrangeiro. Nem Jack nem nenhum de seus outros seis colegas sabiam quantos agentes tinha Dalziel sob seu comando, nem o amplo que era o alcance de suas atividades.
O que se sabia era que estas contribuíram diretamente — de fato, foram cruciais — na derrota definitiva de Napoleão.

Um Amor Surpreendente

Série Bastion Club
Os senhores do Clube Bastion têm provado a sua coragem enquanto lutam contra os inimigos da Inglaterra, mas nada os preparou para lidar com o mais formidável dos desafios: o sexo oposto.

Deverell, Visconde Paignton, necessita desesperadamente de uma esposa.
Sem se abalar pelo rebanho casamenteiro, ele procura a ajuda de sua tia, que o direciona a uma dama que ela promete ser perfeita para ele.
Despachado para uma festa no campo para olhar a dama, ele descobre que ela não desfila por entre os convidados, mas fica com o nariz enterrado num livro na biblioteca.
Phoebe Malleson está tentada para se distrair com Deverell, mas casar com ele não é parte de seu plano. Movida por um incidente em seu passado, Phoebe tem uma causa secreta para evitar compromisso.
Infelizmente, dizer a Deverell para ir embora não funciona, e ele rapidamente descobre seu segredo. Mas alguém poderoso que é alvo da sua causa de destructição e está na sua mira.
Phoebe deve aceitar a ajuda de Deverell... embora o custo para os dois pode ser encantador e mortal.

Capítulo Um

Londres, finais de abril de 1816 
— Querido Deverell, acredito que sei exatamente qual a dama adequada para você. — Audrey Deverell ergueu a cabeça e se jogou para trás no banquinho no qual estava sentada, apertando os olhos enquanto olhava fixamente o lenço que pintava, antes de aplicar-lhe uma leve pincelada. Aparentemente satisfeita, tornou a jogar-se para frente e abaixou as vistas para a paleta que segurava em sua mão.
— O que me surpreende é porque demorou tanto para me perguntar. Jocelyn Hubert Deverell, sétimo visconde de Paignton, conhecido por todos simplesmente como Deverell, observou como Audrey escolhia outro tom para sua obra, uma paisagem que ele supunha ser um grande carvalho.
Estava sentado em uma poltrona macia, junto às amplas janelas através das quais o sol vespertino banhava o estúdio de sua tia. Na última vez que a tinha visitado, poucos meses atrás, aquela sala era destinada a cestaria.
Quando, ao chegar, o tinham acompanhado até ali e descobriu a Audrey sentada em um banquinho alto diante de um lenço, com seu esbelto corpo coberto por uma bata de cor parda e uma boina negra sobre seus cachos cinza, Deverell teve de reprimir um sorriso; pois vê-lo sorrir teria sido algo ofensivo e ela não teria gostado porque sempre levava cada um e todos seus extravagantes passatempos a sério.
Audrey, sua única tia paterna e muito mais jovem que seus três irmãos, dos quais o pai de Deverell era o mais velho, se aproximava dos cinqüenta anos e era uma solteirona convicta, com certa tendência à extravagância. Apesar de tudo, sendo como era, uma Deverell e uma mulher endinheirada, sua excentricidade não lhe causava nenhum problema e era um membro aceito da alta sociedade.
Ainda que suas amigas, mais convencionais e casadas há muito tempo, com freqüência manifestavam certa inveja por sua liberdade. Audrey era muito solicitada, no mínimo para dar um toque de cor e brio às festas dessas matronas.
Sua audaz extravagância atraíra Deverell desde pequeno e se sentia muito mais próximo dela que de qualquer outra de suas tias, três por parte de mãe e duas tias políticas. Por essa razão, nesse momento em que estava claro que necessitava o tipo de apoio que as tias proporcionavam aos cavalheiros como ele, recorreu a ela.
Sem dúvida, não esperava uma resposta tão contundente. A cautela o fez hesitar, mas ao recordar sua situação, perguntou: 
— Essa dama...?

Não é só Sedução

Série Bastion Club


Em um momento de descuido, Gervase Tregarth, 6º conde de Crowhurst, jura que vai se casar com a próxima dama elegível que cruzar seu caminho.

Enclausurado em seu castelo que outrora fora de seus ancestrais, em Cornwall, sem nenhuma mulher adequada por milhas de distância, ele jamais espera ter de cumprir sua promessa, não pelo menos até a temporada de Londres começar. 
Mas, então, ele conhece sua vizinha, a muito atraente Madeline Gascoigne. Anos de serviço secreto à Coroa ensinaram a Gervase o valor de ter sempre uma brecha - não haverá casamento se ele e Madeline forem incompatíveis de alguma forma.
Assim, ele se propõe a provar que eles fariam o mais terrível dos casamentos... , atraindo-a nos braços e, finalmente, sua cama.
Desde o primeiro beijo, Gervase descobre que e a teimosa e independente Madeline não é a dócil moça do campo... e que o fogo entre eles vai queimar muito além daquela primeira sedução.

Capítulo Um

Princípios de Julho de 1816 Castelo de Crowhurst, Cornualha
— Como diabos destruíram o moinho? — Gervase Tregarth, sexto conde de Crowhurst, passeava nervoso em frente à lareira, no elegante salão do castelo de Crowhurst. A exasperação de um homem empurrado até os limites da frustração estava em seu rosto, seu tom e cada passada de suas longas pernas. — E tenho que pensar que elas também estavam atrás de tudo o mais? — As valas quebradas, as embarcações arruinadas, a confusão com os grãos, a inexplicável vibração dos sinos da igreja à meia noite? Virou-se e dirigiu o olhar claramente interrogativo a sua madrasta, Sybil, com os duros olhos cor de avelã.
A mulher, sentada no divã com um xale de seda sobre os ombros, olhou-o por sua vez com expressão vazia, como se não compreendesse tudo o que Gervase queria dizer, ainda que ele soubesse que não era assim.
Na realidade, Sybil pensava como poderia responder-lhe, porque sabia que ele estava a ponto de perder a paciência e preferia evitá-lo. Gervase apertou mais ainda os olhos.
— Foram elas, não? Claro que foram elas. Sua voz se tornara um grunhido; os últimos meses de inúteis viagens a Londres para ser chamado de volta à Cornualha ao fim de poucos dias para solucionar alguma inexplicável calamidade, passaram por sua mente crispando ainda mais seus nervos.
— Que demônios acreditam que estão fazendo? Não gritou, mas a força que havia atrás de suas palavras bastaria para fazer soçobrar uma mulher mais forte que Sybil. Gervase respirou forte e tentou reprimir a fúria que brotava em seu interior. Com ― elas se referia as suas três meias-irmãs, as filhas de Sybil, que, nos últimos tempos, se converteram em sua cruz. Belinda, Annabel e Jane puxaram ao pai, assim como Gervase, razão pela qual Sybil, a dócil e afável Sybil ruiva e delicada, era totalmente incapaz de controlá-las.
As três eram mais inteligentes, astutas e agudas do que ela e também mais enérgicas, atrevidas e extrovertidas, em definitivo, mais seguras de si mesmas. Gervase, por sua parte, tinha um caráter similar ao das três jovens, pelo que sempre foram muito unidos.
Como todas adoravam seu único irmão mais velho, ele se acostumara que estivessem sempre ao seu lado, ou ao menos que agissem seguindo uma lógica própria dos Tregarth que ele podia compreender.
Porém, nos últimos seis meses passaram de adoráveis, ainda que travessas jovens descaradas e buliçosas as quais queria tanto, a umas harpias inspiradas pelo demônio, cujo principal objetivo na vida era deixá-lo louco. Sua última pergunta fora retórica.
Se ele não podia compreender o que empurrara suas queridas irmãs a perpetrar aqueles seis meses de tumulto, não acreditava que Sybil pudesse fazê-lo. Mas, para sua surpresa, a doce mulher abaixou os olhos e brincou com as franjas de seu xale.
— Na realidade... — alongou a palavra e o olhou, — creio que é pelo que aconteceu com as jovens Hardesty.
— As jovens Hardesty? — Gervase parou e franziu o rosto, enquanto se esforçava para lembrar-se delas. — AS Hardesty de Helston Grange? Sybil concordou. — Robert Hardesty, lorde Hardesty agora que seu pai faleceu, foi a Londres em setembro e regressou com uma esposa. A recordação que Gervase tinha de Robert Hardesty era a de um imaturo jovem, mas essa imagem datava de doze anos atrás.
—Robert deve ter... Quantos? Vinte e cinco anos?
— Vinte e seis, acredito.
— Um pouco jovem para o casamento, talvez. Ainda assim, suponho, tem que dar uma posição a suas irmãs, uma esposa parece uma incorporação razoável a seu lugar.
— O futuro de suas próprias irmãs era uma das muitas razões pelas quais ele mesmo se sentia obrigado a casar-se.

17 de janeiro de 2016

O Esplendor da Honra





Na corte inglesa medieval, a amável lady Madelyne sofre com os cruéis caprichos de seu perverso irmão, o barão Louddon. 

Para se vingar de um crime revoltante, o barão Duncan ataca as terras de Louddon com seus guerreiros. 
A formosa Madelyne foi o prêmio que ele capturou, porém, ao contemplar a orgulhosa e bela dama, ele jura arriscar sua vida para protegê-la. 
Apesar de seu tosco castelo, Duncan demonstra ser um gentil cavalheiro. Mas quando, afinal, a nobre paixão domina a ambos, Madelyne se entrega com toda a alma. Agora, por amor, Madelyne enfrentará qualquer coisa, tão corajosamente quanto seu senhor, o poderoso e combativo Lobo.

Capítulo Um

Inglaterra, 1099
Pretendiam matá-lo.
O guerreiro estava de pé no centro do pátio deserto, com as mãos atadas às costas e presas por uma corda a um poste que tinha sido enfiado no chão atrás de suas costas. Sua expressão estava desprovida de qualquer emoção, enquanto olhava para frente, aparentemente ignorando seus inimigos.
O prisioneiro não tinha oferecido nenhum tipo de resistência, permitindo que seus captores o despissem até a cintura sem nem sequer levantar um punho ou pronunciar uma única palavra de protesto. 
Sua magnífica capa de inverno, forrada de pele, sua grossa cota, sua camisa de algodão, suas meias e suas botas de couro, tinham-lhe sido arrancadas e jogadas no chão gelado, diante dele. 
A intenção que guiava seus inimigos não podia ser mais clara. O guerreiro morreria, mas sem que sua morte trouxesse nele nenhuma nova marca para acrescentar ao seu corpo, já marcado pelas cicatrizes de batalha. Enquanto sua ávida audiência olhava, o prisioneiro podia contemplar seus trajes, enquanto ia congelando até morrer.
Doze homens o rodeavam. Com as facas desembainhadas para terem coragem, aqueles homens andavam em círculos ao redor do prisioneiro, zombando dele e gritando-lhe insultos e obscenidades, enquanto seus pés, calçados com botas, chutavam o chão em um esforço por manter a gélida temperatura à distância. Mesmo assim, todos, e cada um deles, se mantinham a uma prudente distância do homem, no caso de seu dócil prisioneiro mudar subitamente de ideia e decidir se liberar de suas amarras e atacá-los. 
Não lhes restava nenhuma dúvida de que ele era perfeitamente capaz de tal façanha, porque todos tinham escutado as histórias que se contavam de sua força hercúlea. 
Alguns, inclusive, tinham podido presenciar, em uma ou duas ocasiões, as tremendas proezas que ela era capaz de fazer no curso de uma batalha. E se o prisioneiro se livrasse das cordas que o prendiam ao poste, os homens seriam obrigados a utilizar suas facas, mas não antes de o guerreiro ter enviado três, possivelmente, até mesmo, quatro deles, à morte.
O líder do grupo de doze homens não podia acreditar em sua boa sorte. Tinham capturado o Lobo e não demorariam a presenciar sua morte.
Que engano tão terrível tinha cometido seu prisioneiro ao deixar-se arrastar pela temeridade! Sim, Duncan, o poderoso barão dos feudos de Wexton, tinha entrado na fortaleza de seu inimigo cavalgando completamente só, e sem levar consigo uma única arma com a qual pudesse se defender. Tinha cometido a insensatez de acreditar que Louddon, um barão assim como ele em título, honraria a trégua temporária que havia entre eles.
Tem que estar muito satisfeito com sua própria reputação, pensou o líder deles. Realmente devia se achar tão invencível como afirmavam ser naquelas histórias de grandes batalhas, que até tinham chegado a exagerar em sua figura. Sem dúvida, essa era a razão para o barão de Wexton parecer se sentir tão pouco preocupado pelas terríveis circunstâncias nas quais se encontrava agora.
Uma vaga sensação de inquietação foi-se infiltrando, pouco a pouco, na mente do líder, enquanto contemplava seu prisioneiro. 
Tinham-no despojado de toda sua coragem, fazendo em farrapos o emblema que proclamava seu título e sua dignidade, e assegurando-se de que não ficasse nem um só vestígio do nobre civilizado. 
O barão Louddon queria que seu prisioneiro morresse sem nenhuma dignidade ou honra. E, entretanto, o guerreiro quase nu, que tão orgulhosamente se elevava ante eles, não estava respondendo ao menor dos desejos de Louddon. 
O barão de Wexton não estava se comportando como poder-se-ia esperar de um homem que vai morrer. Não, o prisioneiro não suplicava por sua vida ou choramingava pedindo um rápido final. Tampouco tinha o aspecto de um agonizante. 
Não tinha ficado arrepiado e sua pele não tinha empalidecido, mas sim continuava bronzeada pelo sol e curtida pela exposição à intempérie. Maldição, mas se nem sequer tremia!











16 de janeiro de 2016

Lágrimas Negras

Série Os Greshan
Adriana Worthington e Noelia Kendrick são encontradas, no intervalo de uma semana, assassinadas em idênticas circunstâncias. 

As investigações da polícia apontam para Eugene Bannion, mas sua irmã Thara sabe que é inocente e fará tudo o que esteja em suas mãos para demonstrá-lo. 
Inclusive é capaz de fazer-se passar pela prometida do homem mais dissoluto de toda Londres para conseguir uma entrevista com o juiz que instrui o caso. 
James Gresham saiu da cidade por assuntos de negócios, mas um inconveniente lhe obriga a retornar antes do tempo. 
Não esperava encontrar-se com uma mulher que viu uma só vez e que, para seu assombro, teve a ousadia de fazer-se passar por sua futura esposa. 
Irritado e divertido ao mesmo tempo, decide seguir o jogo enquanto lhe ajuda a procurar o autêntico assassino de quem toda Londres fala. Thara, em seu empenho por demonstrar a inocência de Eugene, não se precaveu de que o barão de Salsbury pode se tornar muito mais perigoso para ela que o criminoso que querem desmascarar.

Capítulo Um

1825, Londres
Thara terminou seu jantar, desejosa de retirar-se para seu quarto o quanto antes. Não gostava dos clientes da estalagem onde encontraram alojamento a caminho de Londres, gente muito linguaruda e com muito álcool na cabeça. Além disso, incomodava-a o obscuro olhar do indivíduo que, desde que entrara no refeitório, não deixara de a observar.
Possivelmente tinha sido uma temeridade viajar com a única companhia de sua criada, mas estava acostumada a valer-se por si mesma e já era tarde para lamentações.
Serenou-lhe o ânimo ao recordar o bebê de sua amiga Selena, a quem tinham ido visitar depois de sua recente maternidade. Embalá-lo entre seus braços, notar o calor daquele corpinho que cheirava a leite azedo e escutar seus gorjeios tinha sido maravilhoso. Até havia sentido um pouco de inveja.
Mas ela tinha optado pelo caminho da independência fazia já quatro anos, depois da morte de seu pai, e não pensava mudar de ideia apesar do bombardeio constante de seus irmãos para que procurasse marido. Em seu leito de morte, tinha prometido a seu progenitor cuidar de Eugene e de Emma, e se tinha proposto a fazer do moço um homem de proveito e conseguir um bom partido à sua irmã.
Por outro lado, estava empenhada em ganhar a vida do mesmo modo que havia feito seu pai, Alfred Bannion, por muito que a sociedade não o entendesse nem admitisse. Não era fácil, é obvio. O fato de ser mulher e, além disso, jovem, não era a melhor carta de apresentação para oferecer seus serviços como detetive. Reconhecia que não era uma ocupação usual para uma dama, mas gostava.
Seu pai lhe havia ensinado tudo que sabia, o que era muito, depois de quatro décadas trabalhando com os Bow Street Runners. Ou talvez ela fosse uma aluna interessada, porque, apesar de seu sexo e sua juventude, tinha conseguido resolver já um par de casos. Não muito importantes, certamente, mas eram um
começo e não conhecia melhor modo de incrementar a exígua herança que lhes coubera para seguir adiante.
Do outro lado do salão, o sujeito que não tinha afastado os olhos dela se recostou em sua cadeira e sacudiu a cabeça como se tratasse de limpá-la. Que diabos continha a última garrafa que bebeu? Certamente veneno, porque lhe tinha subido à cabeça como um raio, e ele até suportava bastante bem o álcool, sempre que não estivesse muito alterado.
Tudo culpa de seu companheiro de viagem, Jersey Ballington. E sua, não podia negar, afinal poderia ter recusado a segunda garrafa. Agora Jersey devia estar caído em sua cama por todo o comprimento, roncando como um bendito, e ele tinha a desagradável sensação de estar flutuando em meio a visões.
Porque aquela moça de cabelos cor mogno e grandes olhos castanhos não poderia ser mais que uma miragem. Isso sim, valia fazer a pena cair sob os eflúvios do álcool com tal poder para desfrutar dessa fantasia.
Roberta Hop, a criada de Thara, cobriu a boca para dissimular um bocejo.
— Suba e vá se deitar — lhe disse ela —, irei em seguida.
— Nem pensar, senhorita, nem pensar. Não vou deixá-la sozinha, não vou deixar. Esse pássaro não para de olhar para a senhorita, não para. 

Série Os Greshan
1 - A Baía da Escocesa
2 - Reinar em Seu Coração
3 - Lágrimas Negras 
Série Concluída

14 de janeiro de 2016

O Pretendente

Série O Clube dos Sobreviventes
Se as circunstâncias fossem diferentes, Philippa Dean ficaria feliz em se apaixonar pelo visconde de Darleigh. Ele é certamente o perfeito cavalheiro e tudo o que seus pais querem: com título, bonito, respeitável. Sua cegueira apenas reforça seu poder e força silenciosos. Mas Filipa não o ama. Seu coração já está tomado e só há uma coisa que ela pode fazer: frustar os planos de os juntar.
Julian Crabbe está desesperado para resgatar a mulher por quem ele se apaixonou há dois anos. Então, ele era uma criança irresponsável, justamente ganhando o desprezo dos pais de Philippa. Agora, ele é um pretendente respeitável e determinado a provar isso antes que seja tarde demais. Infiltrar-se numa festa em casa do visconde? Com prazer. Intrometer-se na relação da temporada? Alegremente. Pois nada pode deter o poder de um amor que não será negado.

Capítulo Um

Philippa Dean estava sentada de lado no assento almofadado da janela em seu quarto, seu local favorito na casa da cidade que o pai havia alugado em Londres durante os meses de primavera para que ela pudesse se apresentar na sociedade. 
Seus pés estavam levantados diante dela; a mão direita, em que segurava uma de suas cartas abertas, caída sobre o joelho. A outra carta permanecia esquecida no colo. Ela estava olhando pela janela para o jardim abaixo, embora não estivesse vendo realmente nem as flores ou a grama e as árvores.
Estava vendo um futuro cheio até à borda de felicidade.
E isso, agora, aquele momento, era o início desse futuro. Era o dia mais feliz de sua vida.
Levantou a mão e olhou de novo para a carta, embora já a soubesse de cor depois de pelo menos uma dúzia de leituras.
Julian estava vindo para Londres.
Ele estaria ali em uma semana, talvez um pouco mais. Certamente não mais do que duas.
E quando papai o visse novamente, iria verificar as mudanças que dois anos haviam feito, e não teria mais nenhuma objeção a ele como pretendente para sua mão. 
Julian teria permissão para cortejá-la abertamente, e após um intervalo decente iria pedir sua mão e depois casar com ela, e viveriam felizes para sempre.
Por um momento sentiu uma pontada de ansiedade, pois o objetivo pretendido ainda não tinha sido alcançado, é claro, e, como sua avó gostava de dizer, ainda muita água correria debaixo da ponte. Mas ela se recusava a permitir que um velho ditado bobo a deixasse desalentada. Tinha esperado dois longos anos por este momento, ou melhor, pelo momento que estava agora ao seu alcance.
Nada, certamente, poderia ou iria dar errado.
Julian tinha mudado. Também era inegavelmente elegível. E agora ela tinha dezoito anos, em vez de dezesseis. Estava em idade de casar. Na verdade, tinha vindo para Londres por essa mesma razão. Era a estação, e a tinham trazido para encontrar um marido elegível.
Papai a amava, assim como mamãe. Queriam que fizesse um bom casamento, é claro.

Série O Clube dos Sobreviventes
1 - A Proposta
1.5 - O Pretendente
2 - O Acordo
3 - A Fuga
O Grupo não continuará a traduzir a série 
porque foi comprada pela Editora Arqueiro.

13 de janeiro de 2016

A Proposta

Série O Clube dos Sobreviventes

Eles formavam um grupo de sobreviventes das guerras napoleônicas, cinco deles ex-oficiais militares que tinham ficado incapacitados por vários ferimentos, sendo enviados à Inglaterra para se recuperarem. 

Todos eles haviam chamado à atenção do Duque de Stanbrook, que lhes enviara à Penderris Hall para tratamento, repouso e convalescença. 
O próprio duque passara da idade de lutar nas guerras, mas seu único filho não. 
Ele lutara e morrera na Península durante os primeiros anos da campanha. O sétimo membro do clube era a viúva de um oficial de vigilância que fora capturado pelo inimigo na Península e morrera sob tortura, a qual ela havia presenciado, pelo menos parcialmente.

Capítulo Um

Gwendoline Grayson, Lady Muir, encolheu os ombros e puxou a capa mais confortavelmente sobre ela. Era um revigorante, tempestuoso dia de março, fazia mais frio pelo fato de ela estar de pé no porto de pesca abaixo da aldeia onde se hospedava.
A maré estava baixa, e alguns barcos de pesca estavam meio tombados na areia molhada, esperando a água voltar e flutuá-los na posição correta novamente.
Ela deveria voltar para casa. Ficara fora por mais de uma hora, e parte dela ansiava pelo calor do fogo e do conforto de uma xícara de chá. Infelizmente, porém, a casa de Vera Parkinson não era dela, apenas a casa onde estava hospedada por um mês. E ela e Vera tinham acabado brigando, ou pelo menos, Vera havia brigado com ela e a transtornara. 
Ela não estava pronta para voltar ainda. Preferia suportar os elementos.
Não podia andar para a esquerda. Um promontório que se projetava impedia seu caminho.
À direita, no entanto, a praia de seixos sob os altos penhascos alongava-se na distância. Haveria ainda várias horas antes de a maré subir alto o suficiente para cobri-las.
Gwen geralmente evitava andar pela água, mesmo tendo vivido perto do mar, na casa da viúva de Newbury Abbey em Dorsetshire. 
Achava as praias muito vastas, os penhascos por demais ameaçadores, o mar muito elementar. Preferia um mundo menor, mais ordenado, sobre o qual ela poderia exercer algum tipo de controle -um jardim de flores cuidadosamente cultivado, por exemplo.
Mas hoje ela precisava ficar longe de Vera por mais algum tempo, e da aldeia e caminhos estreitos onde poderia encontrar algum vizinho de Vera e se sentir obrigada a ter uma conversa animada. Precisava ficar sozinha e a praia de seixos estava deserta, tão longe na distância que ela podia ver até antes da curva. Ela se deixou levar.
Percebeu, depois de uma curta distância, no entanto, porque ninguém mais estava andando por ali. Pois, embora a maioria dos seixos fossem antigos, corroídos suavemente e arredondados por milhares de marés, um número significativo deles era mais recente, e estes eram maiores, mais ásperos, mais irregulares. 
Andar a pé através deles não era fácil e não teria sido mesmo que ela tivesse as duas pernas saudáveis. Assim como era, a perna direita nunca se tinha curado corretamente depois de ser quebrada oito anos atrás, quando foi jogada do cavalo. Ela passou habitualmente a mancar, mesmo em terreno plano.
Não voltaria, embora. Teimosamente, marchou em frente, com cuidado onde colocava os pés. Não estava com nenhuma pressa para chegar a algum lugar, afinal de contas.
Este foi realmente o dia mais horrível de uma quinzena horrível. 
Ela tinha vindo para uma visita de um mês, totalmente por impulso, quando Vera escrevera para informá-la da triste morte, há alguns meses, do marido, que estava doente há vários anos.
Série O Clube dos Sobreviventes
1 - A Proposta
1.5 - O Pretendente
2 - O Acordo
3 - A Fuga
O Grupo não continuará a traduzir a série 
porque foi comprada pela Editora Arqueiro.

9 de janeiro de 2016

Segredos Acidentais de uma Duquesa

Série Irmãs Donovan


Ela era um anjo.

Maxwell Buchanan, o marquês de Hasley, tinha observado muitas mulheres bonitas nos seus trinta anos de vida.
Ele tinha conversado com elas, dançado com elas e deitado com elas. No entanto, nenhuma mulher já havia congelando-o no lugar antes desta noite.
Ele estava extasiado, ignorando as pessoas que passavam por ele, ele olhava para ela, incapaz de afastar seu olhar. 
A figura esbelta, leve, com feições delicadas, cabelos loiros densos, como uma coroa, ela era linda, mas não excepcional, pelo menos para os outros homens que enchiam o salão de baile. 
Tanto quanto Max sabia, a única cabeça que tinha virado quando ela tinha entrado havia sido ele próprio.

Capítulo Um

Sussex,
Sussex no outono era linda. Tendo passado a maior parte de sua vida em uma pequena ilha nas Antilhas, Olivia Donovan nunca havia visto antes estações marcadas com formas tão drásticas. As samambaias que rodeavam a propriedade, que pertencia a seu cunhado, mostravam agora tons intensos de castanho avermelhado. 
As moitas na fronteira da floresta abundavam com bagas vermelhas brilhantes das roseiras silvestres e espinheiros, as árvores exibiam uma riqueza de marrons, vermelhos e amarelos, cores profundas, acolhedoras que devam à Olivia uma sensação de paz e segurança. Antígua nunca tinha mostrado tantas cores diferentes em tal exibição brilhante.
Olivia se virou na janela da sala de desenho para sorrir para suas irmãs. Era tão bom estar juntas novamente, e nunca falhado para enviar a felicidade que surgia através dela quando ela via as outras três amontoadas.
Serena, que tinha mudado seu nome para Margaret, ou Meg, tinha se casado, e Phoebe, ela estava com vinte anos, um ano a menos que Olivia. Serena e Phoebe tinham chegado na Inglaterra no ano anterior.
Jessica e Olivia, vieram despois, tinha chegado no final de julho deste ano. Elas tinham ido direto para Londres e mergulhado no frenesi que era a estação.
Jessica tinha encontrado muitos pretendentes em potencial. Olivia não tinha conhecido ninguém, mas se você perguntasse à suas três irmãs, todas elas iriam dizer que era inteiramente culpa dela.
Ela era muito meticulosa, diriam. Ela era muito tranquila. Ela era muito tímida.
O que ela tinha tentado dizer para elas, repetidamente, era que talvez ela fosse exigente, tranquila e tímida, mas nada disso realmente importava. 
O que mais importava era o simples fato que suas irmãs pareciam serem incapazes de compreender: Nenhum cavalheiro iria querer ela, não uma vez ele soubessem de sua doença. Senhores queria mulheres resistentes, mulheres que eram capazes de terem filhos robustos e fortes. Eles não iriam querer mulheres que poderiam cair doente de uma recaída da malária e morrerem num piscar de olhos. Não mulheres pálidas, magras, propensas à desmaios e febres.
Ela tinha conhecimento desde da mais tenra idade que ela estava destinada a ficar sozinha. Não importava. Sabendo que isso não estavam destinado para ela, tinha desistido de suspirar por casamento e filhos há muito tempo.
Ela estava realmente feliz, totalmente realizada, enquanto estivesse cercada por suas irmãs.
- Droga, Phoebe murmurou, olhando para o relógio na cornija da lareira. Tenho de ir. Margie logo estará com fome, e eu simplesmente não suporto quando a enfermeira tem que alimenta-la.

Série Irmãs Donovan
1 - Confissões de uma Noiva inadequada
1.5 - Uma Noite Perversa
2 - Segredos Acidentais de uma Duquesa
3 - Uma Dama em tentação
Série concluída