10 de agosto de 2015

O Cavaleiro

Série Guardiões das Highlands
O ano de nosso senhor 1311. Por cinco longos anos, Robert the Bruce lutou por seu direito de sentar-se no trono da Escócia.

Mas, desde a sua derrota nas mãos do Inglês em 1306, ele andou fugindo no seu reino como um fora da lei, e muitos abandonaram a esperança de que ele teria sucesso.
No entanto, Bruce teve um retorno triunfante, primeiro ao derrotar o Inglês em Glen Fruin e LoudounHill, e, em seguida, os senhores escoceses, que estavam contra ele em guerra civil.
Depois de uma breve trégua da guerra, Bruce solidificou a sua espera no norte do país no RioTay. A batalha, em seguida, virou-se para o sul: em marchas problemáticas, para os castelos ainda ocupados pelo inimigo, e para o rei Inglês, que invadiu a Escócia, no verão de 1310.
Mas, Edward II da Inglaterra não era nada como o seu pai "Martelo dos Escoceses", e falhou assim a campanha do Inglês, quando Bruce e os seus homens se recusaram a entrar em campo contra o Inglês, travando, invés disso, uma "guerra secreta" de ataques surpresas e emboscadas para devastar o inimigo. No inverno, Edward II foi forçado retirar para as Planícies Inglesas, para lamber as suas feridas, e planejar a marcha para o norte novamente, na Primavera.
Mas, não havia nenhum descanso para Bruce e seus homens. Enquanto se preparavam para a segunda invasão de Edward, puseram-se a expulsar os ocupantes ingleses de alguns dos castelos chave da Escócia. Bruce podia não ter os meios aterrorizantes de cerco que o Inglês tinha para tomar um castelo, mas ele tinha algo tão destrutivo: homens como James Douglas, cuja destreza, habilidade, e ferocidade, se tornariam numa lenda.

Capitulo Um

Douglas, Lanarkshire, no sul da Escócia, fevereiro 1311
Silenciai-vos, silenciai-vos, vosso animalzinho,
Silenciai-vos, silenciai-vos, preocupei-vos,
The Black Douglas não deve pegar-vos.
Sr.Tales Walter Scott, de um avô
James estava voltando para casa! Joanna Dicson esperou ansiosamente ao lado da grande rocha no topo de Pagie Hill. Espalhando-se abaixo dela, agrupada nas margens do rio, estava a aldeia de Douglas. Para o norte, no outro lado da margem do rio, ela podia ver as torres do Castelo dos Douglas ou, como o Inglês que agora tomava conta do castelo, chamava, "o Castelo Perigoso de Douglas." Para o oeste, eram terras do seu pai em Hazelside, e para o leste...
Para o leste era James!
O sorriso dela caiu. Pelo menos, ela pensava que ele estaria vindo do Oriente. Embora James tenha travado sua campanha contra o Inglês a partir de uma base nas florestas a oeste de Selkirk, e tinha ouvido rumores dele estar recentemente no Norte com o rei Robert the Bruce como um membro da sua guarda pessoal. Agora, ele era tão importante e ela estava tão orgulhosa dele. Mas, tinha passado muito tempo desde que ela o tinha visto. Há quase três meses, James tinha passado por aqui, logo retornando para a sua fortaleza ancestral a fim de devastar o Inglês que detinha o seu castelo, ela não podia ter a certeza de seu paradeiro.
Quando seu pai lhe dissera que havia rumores que James estava na área, ela correu até a colina onde eles tinham se conhecido, sabendo que ele iria encontrá-la lá, assim que ele chegasse. Lágrimas de felicidade turvaram a sua visão. Ela não podia esperar para vê-lo. Eles tinham muito que falar. O coração dela inchou com emoção. Ele ia ficar tão feliz.
Quanto tempo ela tinha estado à espera? Uma hora, talvez duas? Seria meio-dia em breve. O estalo de um galho atrás dela fez seu coração pular. Ela virou-se animadamente. Finalmente!—É você?
Aqui. Só que não era ele. Não era James. A onda de emoção que surgiu através dela, de repente desabou.
O homem que se aproximou balançou a cabeça em falso desgosto. —Desculpe desapontá-la, Jo. Sou eu apenas.—Um canto de sua boca se curvou em um sorriso irônico. —Ainda bem que eu não sou um daqueles soldados ingleses de vocês; o olhar de decepção em seu rosto teria mergulhado uma adaga direto através de meu coração.
Joanna sentiu o calor subir-lhe ao rosto. —Eles não são meus soldados ingleses, Thommy. Você sabe que eu nada faço para encorajá-los.
O homem que ela conhecia desde a infância, que estava mais perto dela do que qualquer irmão olhou para ela com um piscar de diversão em seu olhar azul escuro. —Lass, só está lá e você o incentiva. Quem teria pensado que uma coisa tão engraçada de olhar viria a ser uma das moças mais bonitas de Lanarkshire?
—Coisa engraçada?

Série Guardiões das Highlands

9 de agosto de 2015

O Escandaloso, Dissoluto, Nada Bom Sr. Wright





A Senhorita Eliza Cade é uma dama à espera.

Por causa de um erro tolo em sua juventude, não tem permissão para “sair” na sociedade até que suas três irmãs mais velhas estejam casadas.
Mas enquanto está tentando ser boa, continua esbarrando os cotovelos, e, mais desgraçadamente, com os lábios, do notório libertino Harry Wright. 
Cada momento que ela passa com ele, corre o risco da ruína completa. As paixões sensuais que ele desperta nela são tão erradas... Mas Eliza simplesmente não consegue resistir ao irresistível Sr. Wright.

Capítulo Um

Na vigésima sexta noite de abril de 1810
-Não é romântico? - perguntou Georgie. - Ele e Margaret fazem um casal perfeito.
-Eu suponho que sim - disse Eliza, tentando ser diplomática.
Ela inclinou-se para ver melhor. Por que espreitando através de uma abertura nas portas duplas, só podia observar um vislumbre dos dançarinos.
Sir Roland Farnsworth não era exatamente a imagem que Eliza tinha de um romântico. Ele não era nem mesmo sua imagem de um cunhado desejável. Ele era mais sério e cauteloso do que os homens de sua idade deveriam ser. Ele não falou palavras doces a Margaret quando ele se voltou para ela através do salão. Na observação de Eliza, ele não envolvia Margaret — ou qualquer mulher — em uma grande conversa.
Mas tudo isso, ela poderia perdoar—se ele não fosse tão terrivelmente lento.
-Ele certamente esperou muito para pedir a mão de Margaret - disse ela. -Caracóis acasalam mais rápido do que Farnsworths.
Georgie deu-lhe um olhar censurador.
- Eliza.
-Bem, é verdade. Eu assisti.
-Você espionou Sir Roland?
-Não, eu espionei caracóis.
A irmã dela apenas balançou a cabeça dessa forma que dizia, Honestamente, Eliza.
Ela pressionou a testa na fresta entre as portas novamente, olhando o turbilhão colorido de cavalheiros e damas. Em noites como esta, parecia que isto era o mais próximo que ela poderia chegar a dançar entre eles. Ela tinha dezoito anos e ainda se esgueirava por vislumbres pelo buraco da fechadura, tudo por causa de um erro impulsivo—feito anos atrás. Tão miseravelmente injusto.
-Pareça feliz - Georgie insistiu. - Aquela é uma de nós, o que significa uma a menos em seu caminho. Em breve você terá a sua vez.
Oh, certamente. Quando ela tivesse trinta anos, talvez. Ainda tinha que esperar a vez de Philippa. A sonhadora Philippa.
-Peter Everhart está nesse salão de baile. - Ela deixou sua testa bater contra a porta. - Peter Everhart. Ele é tenente agora. Passaram anos desde que ele me viu, e ele vai estar de volta a Portsmouth na próxima semana. Este é o ano em que meus seios finalmente chegaram, e agora ele nunca vai perceber.
-Eliza. Eu acho que você prefere ser notada pela sua personalidade animada.
-Sim. Você poderia pensar isso - ela respondeu. - Eu não sou você.
Ela desejou ser como sua irmã, tão naturalmente paciente e obediente. Tais qualidades teriam sido uma benção, em sua situação.
Mas ela simplesmente não podia ser como Georgie — o gosto pela ousadia e emoção estava muito enraizado em sua natureza. Em uma família grande, uma menina tinha que esculpir seu próprio nicho. Mesmo quando eram crianças, Margaret tinha sido a responsável, enquanto, Philippa tinha a cabeça nas nuvens. Em seguida vinha Georgie, um doce. Eliza era o tempero. Essa era a maneira das coisas serem com as irmãs, não era?
Sua irmã endireitou as luvas.
- Eu fui convidada para dançar a próxima valsa com o coronel Merrivale.



O Santo

Série Guardiões das Highlands
Ano do Senhor de 1308. Depois de dois anos e meio de guerra, a campanha de Robert Bruce foi uma das reações mais importantes da história. 

Apesar de todas as apostas contra sua equipe secreta de guerreiros de elite, chamada de Guarda dos Highlanders, eles o ajudaram a derrotar os britânicos em Glen Trol e Loudon Hill, e os poderosos barões escoceses que se levantaram contra: Comin, MacDowell e MacDougall.
Finalmente, em outubro o Conde de Ross se submete a Bruce, que controla toda a Escócia a partir do norte de Tay.
Seu irmão Edward Bruce auxilia ao sul e Eduardo II, novo rei da Inglaterra, está ocupado tentando subjugar os barões problemáticos, de modo que o Rei Robert goza agora de um merecido descanso após a batalha. Mas sua coroa está longe de estar garantida, é pouco mais do que uma ilusão em um reino cheio de inimigos ainda desconhecidos. Logo ele terá que enfrentar a maior ameaça a sua vida e, mais uma vez, os lendários guerreiros da Guarda dos highlanders chegarão ao seu auxílio para salvá-lo.

Capítulo Um

Dunstaffnage Castle, Dezembro 1308
Você pode conseguir, caramba. Magnus era capaz de resistir praticamente a qualquer tipo de tortura e dor física. Ele teve que se lembrar que ele era um bastardo duro. Isso foi o que ele disse.
Ele continuou a olhar fixo a tigela, concentrando-se nos alimentos para não ver o que acontecia ao redor. Mais presunto e queijo com café da manhã. 
Estava se sentindo sufocado. Apenas cerveja para baixo também. Nem era forte o suficiente para apaziguar o seu desconforto roendo o interior. Se não tivesse apenas passado uma hora da madrugada, Eu teria tomado uísque. Mas certamente ninguém com essa atmosfera festiva teria notado. 
A atmosfera de celebração ecoava das vigas de madeira decorada com ramos de pinheiro para o -juncos que haviam recém recolhido espalhados no chão de pedra. O impressionante salão do Castelo Dunstaffnage era tão brilhante que parecia Beltane, com centenas de velas e lareira queimando atrás dele. Mas o calor no quarto não poderia passar seu escudo frio. 
-Se você continuar fazendo essa cara, nós alteraremos o seu nome para Assassino.
Magnus virou-se para seu companheiro de mesa e olhou para ele. Lachlan MacRuairi tinha uma incrível capacidade de encontrar a fraqueza de alguém. Ele atacava com precisão letal como uma víbora, assim recebeu o seu nome de guerra. Ele era o único membro da Guarda Highlander que tinha adivinhado o seu segredo e nunca deixava passar a oportunidade de lembrá - lo.
-Sim, continuou MacRuairi, balançando a cabeça. Você não parece em nada, com um santo. Você não é suposto ser o mais pacífico e sensato acima de tudo?
Erik MacSorley, o melhor marinheiro nas Ilhas Ocidentais, Ele começou a chamar "santo" como uma brincadeira durante os testes para acesso a Guarda Highlanders. Magnus, ao contrário de seus companheiros de equipe, não passava as noites pelo fogo Falando sobre a próxima mulher em quem ele iria saltar. Nem tinha perdido a calma. Então, quando eles escolheram os nomes de guerra para proteger suas identidades mantiveram o nome de” Santo”.
- Foda-se, MacRuairi.
O muito insensível fez nada, mas sorriu.
-Nós pensamos que você não viria.
Magnus tinha estado fora tanto tempo quanto possível, voluntariado- se para qualquer missão que o afastasse para longe. Mas dois dias atrás, ele tinha deixado Edward Bruce, irmão de recém- nomeado rei e senhor de Galloway, para se juntar ao resto dos Membros da Guarda dos Highlanders em Dunstaffnage e celebrar o casamento de um deles. O casamento de William Gordon, seu melhor amigo e companheiro, com Helen Sutherland.
"Minha Helen."
Não, nada disso. Ela nunca tinha sido sua. Tinha sido uma ilusão. Por três anos ele entrou para a Guarda Highlanders em uma tentativa de escapar de suas memórias. Mas o destino, tinha um senso de ironia cruel. Pouco depois de chegar, ele aprendeu que o seu novo parceiro e Helen tinham acabado de ficar noivos. O Sutherland não perdeu tempo ao para garantir que não mudaria sua mente. Magnus já tinha planejado não se importar com o compromisso. O que não se esperava era que doesse tanto.
Três anos atrás, sabia que este momento chegaria. Ele tinha aceitado. O problema é que, no caso de Gordon não podia pôr a ausente desculpa. Apesar de seu apelido, flagelação não era algo que ele voluntariamente se expunha.
-Onde está Lady Isabella? Ele perguntou em resposta.
MacRuairi franziu os lábios. Ainda era estranho ver o bastardo sem coração sorrir, mas nas últimas semanas, depois de livrar pela segunda vez Lady Isabella MacDuff, ele conquistou seu coração e o fazia com mais freqüência. Ele assumiu que, se um bastardo como MacRuairi encontrou o amor de alguém poderia conceber esperanças.
Qualquer um, mas ele...

Série Guardiões das Highlands

7 de agosto de 2015

A Noiva do Duque

Armadilha de amor

Louisa Wentworth sabe que nunca encontrará um bom partido, por causa da precária condição financeira de sua família. Resignada a permanecer solteira, a linda e orgulhosa dama concorda em ser acompanhante de uma jovem herdeira americana que está à procura de um marido nobre nos conturbados círculos sociais de Londres.
O atraente duque de Hawkhurst precisa se casar com uma herdeira rica para beneficiar a própria família, e a abastada jovem americana, sita. Jenny Rose, é a noiva ideal. Mas a irritante dama de companhia da moça parece determinada a manter os dois afastados. E o pior de tudo é que Hawk se sente muito mais atraído pela estonteantemente bela Louisa do que por Jenny! 
Desesperado, ele arquiteta um plano para forçar Jenny a desposá-lo. Mas quando é a adorável Louisa quem cai em sua sensual armadilha, aquele jogo romântico toma um rumo dos mais inesperados...

Capítulo Um

Londres, 1888

Dama de origem nobre oferece-se como companhia para jovens americanas. Excelentes referências. Favor enviar pedido de entrevista aos cuidados de lady Louisa Wentworth.
O que significa isto?! Louisa esquivou-se da folha de jornal que o irmão agitava à frente dela, zangado. Com uma calma estudada, limpou os lábios com o guardanapo e o pousou ao lado do prato de mingau.
— Um anúncio.
— Um anúncio — repetiu ele, com um sarcasmo que provocou em Louisa um arrepio na espinha. — Para ser dama de companhia!
— Isso mesmo. Inclusive, já tenho uma entrevista marcada para agora de manhã. Portanto eu agradeceria se me deixasse terminar meu desjejum.
— Não vai ser dama de companhia coisa nenhuma!
Louisa sentiu o estômago se apertar. Depois de ter pesado todos os prós e contras daquela decisão, e ter concluído que não dispunha de melhor alternativa, não permitiria que o irmão nem ninguém a impedisse de concretizar aquele plano.
— Tenho vinte e seis anos, Alex. Já sou madura o bastante para tomar minhas próprias decisões. Ser acompanhante é uma posição mais do que respeitável para a filha de um lorde.
— Como pode ser acompanhante se você mesma precisa de uma?
Ela afastou a cadeira da mesa e se pôs em pé para encarar os olhos azuis e faiscantes do irmão. Por um segundo, perguntou-se se os dela adquiriam o mesmo tom escuro em meio à raiva.
— Uma dama precisa manter a própria reputação quando tem a mínima chance de ser cortejada. Não é o meu caso e você sabe muito bem disso!
Alex deixou cair o queixo diante da explosão, porém não retorquiu.
— Não tenho nenhum dote, meu irmão. Já é hora de encararmos a realidade... Não possuímos nada de valor.
— Temos a nós mesmos!
— Permita-me colocar melhor as palavras: você tem seu valor. Pelo menos possui um título. Eu não tenho nada. Nenhum dote, nenhuma propriedade, nenhuma esperança de atrair um marido apenas pelos meus lindos olhos.
— Não é possível que não exista um homem inteligente neste mundo capaz de lhe dar o valor que você merece!

2 de agosto de 2015

Meu Irresistível Conde

Série O Clube Inferno

O Clube Inferno: Em público, essa escandalosa sociedade de aristocratas londrinos é célebre por procurar o prazer e a libertinagem em todas as suas formas. Mas, em privado, são guerreiros que farão qualquer coisa a fim de proteger seu rei e sua pátria...

Outrora ela jurou se casar com Jordan Lennox, conde de Falconridge. Agora ela jura que o esqueceu. 
Depois de tê-la abandonado para viver uma vida repleta de segredos, 
Mara Bryce, lady Pierson, conseguiu se manter à distância, até que o conde aparece em Londres de forma inesperada, fazendo com que ela se apaixone por ele de novo.
Obrigado pelo dever a voltar à vida de Mara, o amor não demora a ser o motivo pelo qual Jordan fique em Londres.
Não conseguu se esquecer daquela tão apaixonada beleza, e nunca quis partir-lhe o coração. Mas essa recém-encontrada felicidade está em perigo..., pois o Clube Inferno exige muito dos seus membros, e a vital missão dele é revelar um mortal complô, que poderia ameaçar a própria vida dos dois...

Capítulo Um

Londres, 
— Tem um homem muito bonito que não para de olhar para você – disse Delillah entre dentes e com voz lânguida, enquanto as duas jovens e elegantes viúvas estavam sentadas em meio à endinheirada multidão reunida nas magníficas salas de leilão Christie’s, em Pall Mall. – Humm... Ele é muito elegante. É louro, tem um olhar ardente. Trajes impecáveis. Vamos lá, dê uma olhada. Vou ficar com ele se você não estiver interessada.
— Shhhh...! Estou tentando me concentrar!
Mara, lady Pierson, ignorou os esforços marotos da amiga para distraí-la, e continuou concentrando a atenção no leiloeiro, que, do alto do púlpito ao fundo da galeria de teto alto, realizava com elegância a venda da grande obra prima de um antigo pintor.
— Oitocentos e cinquenta... Alguém disse oitocentas libras? Oitocentas e cinquenta...
— Você não precisa de outro quadro, querida – opinou Delillah. – O que você precisa de verdade é de um amante, como eu já lhe aconselhei faz muito tempo.
— Eu lhe garanto que isso é a última coisa que preciso.
— Hipócrita...
Mara bufou, e mal prestou atenção à amiga quando o sinalizador subiu de novo. — Outro homem arrogante para me dar ordens? Não, muito obrigada. Acabei de me desvencilhar de um.
— Um amante, querida, é diferente de um marido.
— Bom, isso você sabe muito bem.
Delillah lhe deu um pequeno beliscão no braço por aquela insolência. Mara lhe lançou uma olhada marota de rabo de olho e depois cravou os olhos de novo no fundo da sala.
— Não, minha querida, eu lhe garanto que me viro muito bem sem homem. Tenho quase trinta anos e acabo de encaminhar a minha vida do jeito que me agrada. Por que eu deveria dar chance para algum homem fogoso de arruiná-la?
— Bom, não lhe tiro a razão. Mas os homens fogosos têm sua utilidade, querida. E eu até me atreveria a dizer que você aprenderia a usufruir deles com o tempo.
— Duvido muito. Não tenho talento para essas coisas... Pergunte ao meu marido – e olhou para a mundana amiga com cinismo.
Delillah sorriu de maneira compreensiva.
—Mais uma razão para que você encontre um homem que saiba satisfazer de verdade a uma mulher.
— E por acaso existe tal criatura? – murmurou Mara, observando o leiloeiro com atenção.
— Mas é claro que sim! Eu poderia deixar-lhe meu Cole..., mas não. Depois eu teria que lhe arrancar os olhos!
Mara riu suavemente.
— Não se preocupe. O seu Cole está a salvo de mim. O único homem que me interessa no momento tem dois anos.
— Pode até ser que seja assim, mamãe ursa, mas eu lhe advirto que, agora que terminou o seu período de luto, vão considerá-la presa fácil.
Mara deu de ombros, olhando com inquietude para os que competiam por aquele quadro na sala de leilões.
— Seja lá quem for que tente só vai perder tempo.
— Eu ouvi novecentas?
Mara levantou a raquete numerada mais uma vez, enquanto Delillah deixava escapar um suspiro de tédio.
— Por quê você vai gastar uma fortuna com esse velho e deprimente retrato da esposa de algum mercador alemão? É horrível, e tem o nariz bulboso.
— Arte não é apenas beleza, Delillah. Além do mais, o quadro não é para mim.
Mara fez uma careta diante do elevado preço anunciado pelo leiloeiro.
— Mil libras!

Série O Clube Inferno
1 - Meu Perverso Marquês
2 - Meu Perigoso Duque
3 - Meu Irresistível Conde
4 - My Ruthless Prince - em revisão
5 - Meu Escandaloso Visconde
6 - a revisar

Meu Perigoso Duque

Série O Clube Inferno
Rohan Kilburn, duque de Warrington, é um homem tão imprevisível como temido.

Conhecido como "a Besta" por seu feroz temperamento e seus instintos insaciáveis, quer escapar da maldição que há gerações pesa sobre sua estirpe e para isso, decidiu renunciar ao amor e entregou sua vida e seu destino à missão secretado Clube Inferno.
Alguns contrabandistas que despertaram a ira do duque entregam-lhe um presente inesperado para aplacar sua fúria: uma jovem virginal. Kate Madsen foi sequestrada e obrigada a vestir-se como uma vulgar meretriz, mas Rohan soube ver nela a inocente dama que até esse momento viveu tranquilamente em seu chalé junto ao mar. Homem de honra, Rohan jurou protegê-la e perseguir seus captores, embora para isso tivesse que trair a si mesmo e entregar seu coração a uma formosa refém que nunca havia se apaixonado.

Capítulo Um


Cornualles, 1816
Eles a entregariam como oferenda para algum poderoso e temperamental desconhecido. Kate Madsen não conseguia compreender como sua vida chegou a esse ponto, mas a raiva que a embargava diante de tão horrível destino foi silenciada pela droga que seus sequestradores lhe deram para tomar.
A tintura de papoula aniquilou seu espírito de luta.
A droga subjugou seu caráter meia hora depois de que a obrigaram a beber e sua mente ficou turbada, sossegando as habituais réplicas mordazes que lançava a seus captores e deixaram suas mãos sem forças, quando as esposas dos contrabandistas começaram a aprontá-la para o destino que a esperava.
Apenas consciente e somente capaz de balbuciar torpemente respostas afirmativas ou negativas, mostrou-se inusitadamente dócil enquanto a mulher a banhava e a vestia como uma rameira para seu senhor.
Kate não sabia o que os contrabandistas fizeram para encolerizar o temível duque de Warrington, mas imaginava que seria a virgem sacrificada e que esperavam que ela apaziguasse a ira do duque.
Aquele homem era célebre por seu apetite voraz em questão de mulheres.
Ouvindo isso juntamente com sua experiência em toda espécie de violência, era o motivo pelo que os aldeãos o chamavam de a “Besta” pelas suas costas.
Nada daquilo parecia real. Quando viu seu reflexo no espelho, vestida com aquela minúscula peça de musselina branca que colocaram nela, limitou-se a rir amargamente. Sabia que estava perdida.
Somente o narcótico oferecia a ela um doce refúgio, fazendo com que seus temores caíssem no esquecimento, como a fumaça de uma chaminé, dividida em dois pelo vento invernal que nesse momento fustigava a cidade costeira.
As mulheres quase arrancaram o cabelo dela enquanto desembaraçavam sua longa cabeleira castanha. Orvalharam-na com perfume barato e retrocederam para admirar o trabalho feito.
—Muito bonita —declarou a avantajada esposa de um marinheiro—. Asseada não fica tão mal.
—Sim, a Besta gostará.


Série O Clube Inferno
1 - Meu Perverso Marquês
2 - Meu Perigoso Duque
3 - Meu Irresistível Conde
4 - em revisão
5 - Meu Escandaloso Visconde
6 - a revisar

Meu Perverso Marquês

Série O Clube Inferno

Para a aristocracia londrina, o Clube Inferno é uma escandalosa sociedade composta por membros aos que nenhuma dama que se aprecie gostaria de conhecer. 

Mas apesar de que são publicamente célebres por dedicar-se à libertinagem em todas suas formas, em privado são guerreiros que fariam tudo para proteger a seu rei e a sua pátria. O Marquês de Rotherstone decidiu que chegou o momento de recuperar o bom nome da família. Mas como membro do Clube Inferno, sabe que o único modo de redimir-se ante os olhos da sociedade é casar-se com uma dama de beleza e linhagem impecáveis, cuja reputação esteja acima de toda recriminação.
Alguém muito diferente de Daphne Starling. Certo que é uma bonita tentação, mas um pretendente despeitado arruinou virtualmente sua reputação. Mesmo assim, Max não pôde resistir a seu encanto... ou a provocação de demonstrar que os rumores que circulam por Londres se equivocam. Assim fará o possível para ganhar sua mão... e demonstrar que até mesmo um perverso marquês pode ser o marido perfeito.

Capítulo Um

Entrou no reino das almas perdidas em uma carruagem descoberta de duas rodas levado por um só cavalo. Acompanhada por um lacaio e sua donzela, deixou atrás a segurança da transitada Strand e se aventurou no sombrio labirinto.
O cavalo sacudiu a cabeça a modo de protesto, mas obedeceu ao incentivo de William, entrando com passo nervoso no beco entre os abarrotados edifícios. Por cima deles, parcialmente obscurecidos pela densa névoa matutina, elevavam-se imponentes os grandes blocos de casas vicinais, tão formidáveis como torra medievais. O som dos cascos de seu fiel castrado ressonava em qualquer parte nos imundos tijolos e pedras, mas pouco mais se escutava a essas horas. Aquele bairro mal afamado ganhava vida só de noite. Não havia a menor dúvida de que se encontravam longe dos verdes e cuidados jardins da elegante vila de seu pai.
Aquele não era lugar para uma dama.
Não obstante, naqueles momentos, preocupava-lhe cada vez menos o que o mundo pensasse de Daphne Starling. Perder sua reputação resultou ser estranhamente liberador. Proporcionou-lhe uma nova perspectiva das coisas, e a impulsionou a centrar sua atenção naquilo que mais importava: ajudar as crianças a sair daquele mundo de pesadelo.
Farrapos de névoa passavam junto a sua pequena carruagem descoberta, carregado de sacos com provisões para o orfanato que juntou desde sua visita na semana anterior.
Apesar de levar um tempo frequentando aquele lugar, as condições do bairro continuavam escandalizando-a. Um cão vira-lata, com as costelas marcadas sob a pele, escavava em um montão de lixo em busca de comida. Um fedor insalubre impregnava o ar e nem a brisa fresca nem o sol podiam penetrar nos estreitos e sinuosos becos. As pessoas viviam ali sumidas em uma constante penumbra devido à proximidade dos edifícios, cujas janelas quebradas representavam as vidas de todos aqueles que, simplesmente, renderam-se.
Aqui e lá se viam mendigos dormindo: vultos inertes, sem forma, dispersados junto às valetas. Uma lúgubre atmosfera de desespero se abatia sobre aquele lugar. Daphne sentiu um calafrio e se encolheu no casaco. Possivelmente não deveria estar ali; às vezes se sentia como se levasse uma vida dupla. Mas sabia o que era ficar órfã ainda criança. Ao menos ela ainda tinha o carinho de seu pai, um lar seguro e um prato de comida na mesa. Em qualquer caso, foi sua mãe quem lhe inculcou desde pequena seus deveres para os mais desfavorecidos, como mulher de boa posição que era.


Série O Clube Inferno
1 - Meu Perverso Marquês
2 - Meu Perigoso Duque
3 - Meu Irresistível Conde
4 -  em revisão
5 - Meu Escandaloso Visconde
6 - a revisar

O Caçador

Série Guardiões das Highlands
A centímetros de distância. 

Sua respiração ficou presa. Somente então ela percebeu o que havia feito. Suas mãos agarraram seus braços e seu corpo estava pressionado contra o dele. Intimamente. Peito com peito, quadril com quadril. Ela podia sentir cada centímetro de seu peito e pernas firmes. Podia sentir outra coisa também. Algo que fez sua boca secar, seu coração parar e seu estômago revirar, tudo ao mesmo tempo.
Oh, meu Deus.
O choque a assustou. Era como se cada terminação nervosa em seu corpo tivesse sido atingida por um raio de consciência. Ela abriu sua boca para suspirar, mas o som ficou estrangulado em sua garganta quando seus olhos se encontraram.
Que os céus a ajudassem! Apesar da chuva e do frio, seu corpo se encheu de calor.
Se ela não tivesse sentido a prova de seu desejo, podia vê-lo agora em seus olhos. Ele a queria, e a força disso parecia estar irradiando sob a ponta de seus dedos, fazendo-a tremer com sensações desconhecidas. O coração dela parecia estar batendo muito rápido, a respiração curta e os membros muito pesados.
Ela não conseguia se mover. Foi pega em algo que não entendia, mas não pôde resistir. Não queria resistir.

Capítulo Um

Convento de Coldingham, perto de Berwick-upon-Tweed, Fronteira Inglesa nos idos de abril, 1310.
Ewen não segurava sua língua, o que muito frequentemente causava-lhe problemas.
— Você mandou uma mulher? Por que diabos faria isso?
William Lamberton, Bispo de St. Andrews, eriçou-se, seu rosto vermelho de raiva. Não foi a blasfêmia, Ewen sabia, mas a crítica não tão sutilmente implícita.
Erik MacSorley, chefe das Highlands Ocidentais e o maior marinheiro ao sul da terra de seus ancestrais Vikings, lançou um olhar impaciente a Ewen.
— O que Lamont quis dizer — MacSorley disse, tentando abrandar o importante prelado. — É que com os ingleses apertando sua vigia nas igrejas locais, poderia ser perigoso para a moça.
MacSorley podia não apenas navegar por entre um turbilhão de merda, podia também usar sua lábia para sair de uma e sair cheirando como uma rosa. Eles não poderiam ser mais diferentes a esse respeito. Ewen parecia pisar nisso sempre que caminhava. Não que se importasse. Ele era um guerreiro. Estava acostumado a chafurdar na lama.
Lamberton deu-lhe um olhar que sugeria que aquela lama era exatamente o lugar onde achava que Ewen pertencia — de preferência sob seu calcanhar. O eclesiástico dirigiu-se a MacSorley, ignorando Ewen completamente.
— Irmã Genna é mais do que capaz de cuidar de si mesma.
Ela era uma mulher — e uma freira. Como, nos infernos, Lamberton pensou que uma dócil, doce e inocente poderia defender-se contra cavaleiros Ingleses empenhados em descobrir os pró-Escoceses — mensageiros do clero — como eles tinham sido apelidados?
A Igreja tinha fornecido uma rede de comunicação chave para os escoceses através da primeira fase da guerra, enquanto Bruce lutava para retomar seu reino. Com a guerra novamente no horizonte, os ingleses estavam fazendo o seu melhor para fechar estas rotas de comunicação. Qualquer pessoa do clero, padre, frei ou freira atravessando as fronteiras para a Escócia tinha sido sujeito ao aumento do exame pelas patrulhas inglesas. Até mesmo peregrinos estavam sendo perseguidos.
Talvez sentindo a direção de seus pensamentos, Lachlan MacRuairi interveio antes que Ewen pudesse abrir sua boca e dificultar as coisas com Lamberton.
— Pensei que soubesse que estávamos vindo?
O magro e inofensivo bispo poderia parecer fraco, especialmente em comparação com os quatro guerreiros imponentes que estavam tomando muito da pequena sacristia do convento, mas Lamberton não desafiou o maior rei da Cristandade para colocar Robert the Bruce no trono sem considerável força e coragem.
Ele aprumou-se em toda sua altura, uns bons centímetros abaixo do mais baixo dos quatro soldados (Eoin MacLean, alguns centímetros acima de um metro e oitenta), e olhou de seu longo e fino nariz para um dos homens mais temidos da Escócia, como o nome de guerra “Viper” de MacRuairi atestava.
— Disseram-me para procurá-los na lua nova. Isso foi mais de uma semana atrás.
— Fomos atrasados. — MacRuairi disse sem maiores explicações.
O bispo não perguntou, provavelmente supondo corretamente que teve a ver com a missão secreta para a Guarda das Highlands, o grupo de guerreiros de elite selecionados a dedo por Bruce para formar a maior força de combate já vista, cada guerreiro sendo o melhor do melhor em sua disciplina de guerra.
— Eu não poderia esperar mais. Era imperativo que o rei receba esta mensagem o mais rápido possível.
Apesar de estarem na Inglaterra, não era sobre Eduardo o Plantageneta, o rei inglês, de quem Lamberton falava, mas do rei escocês, Robert the Bruce. Graças aos esforços de Lamberton em ajudar Bruce a chegar ao trono, o bispo ficou preso na Inglaterra por dois anos, e então liberado e confinado à diocese de Durham por mais dois. Embora recentemente tenha sido permitido ao bispo viajar pela Escócia, ele estava de volta à Inglaterra sob a autoridade inglesa. Era onde Bruce precisava que estivesse. O bispo era a fonte central da maioria das informações em um caminho sinuoso para a Escócia através de uma via complexa de igrejas, monastérios e conventos.
— Para onde ela foi? — MacLean perguntou, falando pela primeira vez.
— Para o mosteiro Melrose pelo caminho de Kelso. Ela partiu há uma semana, juntando-se a um pequeno grupo de peregrinos em busca dos poderes curativos da Abadia de Whithorn. Ainda que os ingleses os parem, eles a deixarão seguir caminho uma vez que ouvirem seu sotaque. O que os fariam suspeitar de uma freira italiana?
Os quatro membros da Guarda das Highlands trocaram olhares. Se a mensagem era tão importante quanto o bispo dizia, era melhor garantir que não suspeitassem.
MacSorley, que tinha o comando do pequeno time para essa missão, prendeu o olhar de Ewen:
— Encontre-a.

31 de julho de 2015

Casar Antes de Ir para a Cama com Ele

Série Escola de Senhoritas

Esta maravilhosa conclusão da série escola de senhoritas de Sabrina Jeffries, conta a história de Charlotte Harris, a diretora da amada escola. 

Ao longo da série, os leitores se perguntam sobre a relação de Charlotte com o misterioso correspondente, primo Michael. 
Sua identidade será finalmente revelada neste divertido e sexy final.


Capítulo Um

Richmond, Inglaterra Novembro 1824
Charlotte Harris, diretora e proprietária da escola para senhoritas da senhora Harris, sentada à sua mesa e lendo — duas vezes — a carta que havia escrito implorando ao primo Michael, seu benfeitor anônimo. Então ela parou. Que sentido tinha escrever, quando todas as cartas ao advogado eram devolvidas fechadas? Secou as mãos molhadas na saia. Ele devia saber da situação desesperada em que a escola estava — ele sabia de tudo —. E até seis meses atrás, ele sempre lhe dizia tudo o que sabia. Mas depois dela tanto pressioná-lo sobre sua identidade, ele interrompeu a correspondência. E ela não soube mais uma palavra dele desde então. O temor se apoderou dela instigando o nó que sentiu tantas vezes durante os últimos dias no estômago. Ok, talvez ele tivesse boas razões para estar zangado com ela. 
Ela havia concordado que não o pressionaria sobre a identidade dele. No entanto, como ele poderia abandoná-la depois de tanto tempo? Ele fez parte da fundação da escola há quatorze anos. Na verdade, sem ele não teria nenhuma escola.
Ela provavelmente ainda estaria definhando como uma professora na escola de Chelsea, sonhando com o dia em que pudesse abrir sua própria instituição governada por seu próprio currículo e suas próprias regras. Agora, seu vizinho idiota, Sr. Pritchard, estava prestes a jogar tudo fora.
Ele estava espalhando rumores de que estava prestes a vender a propriedade de Rockhurst, contigua a escola, ao proprietário de uma pista de corrida em Yorkshire. Ela já podia ver aqueles homens brutos reunindo-se para apostar nas corridas, esparramados no gramado da escola e abordando suas meninas. Como poderia o primo Michael ficar parado e deixar isso acontecer? Ele era dono da propriedade.
Não se importava se ela fosse forçada a fechar? Ela engasgou. Isso era o que mais doía — a possibilidade de que estivesse permitindo que isso acontecesse para conseguir lucros mais altos.
Desde o início, o aluguel era menor do que o aplicado por outros proprietários em Richmond, e agora, com os valores das propriedades na área nas alturas, estava ridiculamente baixo. Em todos esses anos, seu misterioso primo nunca aumentou.
Por quê? Ela não tinha certeza. Talvez porque percebeu que ela só poderia pagar um aumento modesto? Isso era especialmente verdadeiro agora que as matriculas haviam reduzido, alimentada pelos escândalos de algumas das alunas do último ano.
Se os rumores sobre uma possível venda da propriedade vizinha resultassem verdadeiros, isso só iria piorar as coisas. 
Ela teria que lutar contra isso. Se tivesse pensado que Rockhurst seria comprada meses atrás, ela e suas amigas teriam várias boas ideias para frustrar o Sr. Pritchard.
Elas poderiam fazer um pedido ao Conselho de Licenciamento de novo, ou...

Série Escola de Senhoritas
1 - Seduzir um Patife
2 - Alguém a Quem Amar
2.5 - Dez Razões para Ficar
3 - A Vingança Escocesa
4 - Um Pilantra em Minha Cama
4.5 - Quando Faíscas Voam
5 - Nunca Pactue com o Diabo
6 - Casar Antes de Ir para a Cama com Ele
6.5 - O Caso Proibido de um Louco 1º de Abril 
Série Concluída


29 de julho de 2015

Era Uma Vez Uma Princesa

Série Família Real Cardinia

Tanya, uma bela e exótica jovem trabalha como uma escrava em uma taberna no Mississipi. 
Não conhece sua origem, desde bebê ficou com um casal, os quais pensava serem seus pais, até que a mulher antes de morrer contou que ela não sabia quem era sua mãe e que está morrera de febre sem esclarecer até mesmo o seu nome. 
Um estrangeiro chega e alega que ela é uma princesa de uma região da Europa Oriental, um local distante – Cardinia – e que ele e seus acompanhantes a levariam de volta. Ela não acredita. Então, eles a sequestram. Ela tenta retornar ao Mississipi, acha que é americana. 
Ela ignora seu sangue real e o príncipe Stefan Barany, tem certeza que ela é a princesa Tatiana Janacek, devido à uma marca feita por seu pai. O príncipe tenta devolve-la ao trono através do casamento.

Capítulo Um

Cardinia, 1835

O principe da coroa da Cardinia se deteve subitamente antes de entrar na sala de espera da quarto real. Maximiliam Daneff o estava esperando só, como um aviso prodigioso da juventude do príncipe e dos castigos que havia recivido, às vezes merecidamente, outras não. Todas as vezes que o tinham chamado para responder por suas maldades, tinha sido nestas residências, sem nenhum assistente de testemunha -  exepto o conde Daneff, que sempre tinha oficiado de mediador entre é temperamentos fortes. Daneff era agora Primeiro-ministro, mas até antes de ter subido a é-se alto cargo tinha sido amigo e assessor do rei.
Suas palavras revelavam o acento que lhe tinha legado uma mãe romena. –aprecia-se seu sentido da oportunidade, sua Majestade. Temia que tivéssemos que  percorrer a campina inteira em busca de acampamentos ciganos para lhe encontrar.
A censura  estava presente em suas palavras, licenciosa como sempre. Max não passava  - muito menos que o próprio rei -  a maneira em que o príncipe às vezes passava seu tempo livre. Mas suas palavras não lhe afetaram do modo habitual, nem lhe acentuaram a cor nem lhe produziram fúria. Foi a forma de lhe chamar –sua Majestade em vez de sua Alteza -  o que chamou a atenção do príncipe e lhe fez empalidecer.
- Deus meu ! Esta morto?
- Não, não! –exclamou Maximilian, horrorizado ao pensar que tinha dado essa impressão - . Mas ... –se deteve, consciente de que o príncipe da coroa não tinha sido adbertido do que ele estava a ponto de lhe comunicar. -  Sandor abdicou, formalmente, e o Grande Visir da Turquia foi testemunha.
A cor volvío a apoderem-se furiosamente da bochechas do príncipe.
E por que não fui convidado nessa ocación tão importante?
- Se creyo talvez se haveria sentido inclinado a protestar ...
- É obvio que o teria feito! Porquê, Max ? seus médicos dizem que seu estado há melhorado. Mentiam em meu benefício?
- Há melhorado, mas ... não viverá muito tempo se retornar a suas obrigações e mesmo assim você sabia -  lhe tinha comunicado -  que o tempo que ficava era limitado. Seu pai fez sessenta e cinco anos. Este problema que afetou seu coração lhe tirou fortaleza. Uns poucos meses mais é quão máximo podemos esperar.
O rosto do príncipe não deixou entrever nenhuma expressão que revelasse a dor que lhe causavam essas palavras. Só fechou os olhos. Haviam-lhe dito o que Max acabava de lhe recordar, mas como faria qualquer filho  ao enfrentar-se à perda do único de susu pais vivo, tinha ignorado as advertências e se obstinado à esperança. Agora tomava consciência de que era uma esperança falsa.

Série Família Real Cardinia
1 - Era Uma Vez Uma Princesa

28 de julho de 2015

Víbora

Série Guardiões das Highlands

Lachan «Víbora» MacRuairi é um dos membros mais destacados da Guarda dos Highlanders: um guerreiro ao qual convém ter a seu lado, mas no qual não se pode confiar desde que uma amarga traição lhe roubou a capacidade de se preocupar com nada ou ninguém.

Agora só professa lealdade a si mesmo, embora tudo muda quando lhe é atribuída a missão de proteger e levar sã e salva Bela MacDuff à coroação do rei.
A orgulhosa e exuberante condessa o desafiará a liderar a maior das batalhas: amar de novo. Lachlan sentiu-se atraído pela estranha emoção que viu nos olhos dela. Curiosidade. Atração.
E o mais perigoso e tentador de todos: possibilidade.
Ele quase pode acreditar que ela queria dizer isso.
Seu olhar caiu sobre sua boca. Ele se inclinou mais perto. Lábios entreabertos, instintivamente. Ele sufocou uma maldição.
O desejo aumentou dentro dele, quente, primitivo e cru.
Ele poderia beijá-la. E Deus, ele queria. Queria tanto que o assustava.
Cristo, ele quase podia sentir o gosto dela em seus lábios.
Ele teve o cuidado de esconder seu desejo após a noite, no lago, mas ainda estava lá, latente apenas sob a superfície.
E ele o sentia agora. Sentia-o levantar-se e prendê-lo em suas garras de aço, tentando puxá-lo.
Sua mão se estendeu. Lentamente. Com cuidado. Como se ela fosse a mais delicada porcelana, seu dedo roçou o lado de seu rosto.
Seu coração preso em seu peito. Jesus! Ele gemeu.
Assim, condenadamente macia. Tão suave e aveludada.
Sua grande mão cheia de cicatrizes de batalha parecia ridícula contra algo tão belo.
Ele inclinou o queixo, sentindo-se cair, atraído pela promessa em seus olhos.
Sua boca desceu... Ele se apegou ao último momento de lucidez...

Comentário revisora Ana Paula G.: Eu me sinto até constrangida de dizer que fiz final neste livro.Na realidade, eu imprimi e li.
Samara, obrigadaaaaaaaaaaa pela excelente revisão, gêmea!!
Mas, voltando a história, eu adoreiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii o homi!!!! Aliás, adoro estes homis de kilt que tem cicatrizes emocionais..tadinho!!!!!!!!!!!!! A heroína também passou por maus bocados, o que no final das contas, acaba revertendo em favor do nosso herói...huahahh..mas não conto porque!!Excelente leitura, como todos desta serie.

Capítulo Um

Balvenie Castle, Moray, meados de Abril 1306
Bella estava distraída, sua mente girando com tudo o que ela tinha que fazer antes de sair.
O broche! Não conseguia esquecer o broche MacDuff para a cerimônia.
Não notou a falta de guardas fora de sua porta até que fosse tarde demais. Um homem pegou-a de surpresa, agarrando-a por trás quando entrou no quarto dela.
Seu coração saltou para sua garganta em estado de choque e pânico, logo percebendo o perigo irradiando a partir do intruso.
Ele era grande e forte e tão flexível como rocha. Mas não seria tomada sem uma luta.
Ela atacou tentando se libertar, mas só fez a seu atacante apertar mais.
Ela tentou gritar, mas sua mão abafava qualquer som.
—Calma— uma voz rouca sussurrou em seu ouvido. —Não vou fazer nenhum dano. Estou aqui para levá-la para Scone.
Ela se acalmou, suas palavras penetrando a névoa de terror. Scone? Mas só iria amanhã Scone.
E os homens de Robert aguardariam por ela na floresta, em seu caminho de volta da igreja, não no castelo.
Seu coração batia descontroladamente enquanto tentava classificá-lo, tentou decidir se iria acreditar nele, ao mesmo tempo consciente da força do braço revestido de couro firmemente em torno de seu peito.
Deus amado, o bárbaro poderia quebrá-la em dois com um duro apertão!
Ficaram ali assim por um minuto em semi-escuridão, imóvel, enquanto ele esperou por suas palavras para afundar.
—Você entende?— A voz grave fez pouco para tranquilizá-la, mas que escolha ela tinha?
Ela não podia nem respirar com a mão cobrindo a boca assim, firmemente. Além disso, ele poderia tê-la matado se era fosse que ele pretendia.
Com esse pensamento agradável filtrando através de sua mente, ela balançou a cabeça. Lentamente - com cautela - ele a soltou.
Uma vez que o ar havia retornado para seus pulmões, Bella virou com raiva e indignação. 
—O que é o significado disto? Que... — Ela engasgou com a visão dele.
Embora apenas pouco de luz fosse transmitida através da janela da torre com a noite, quase caiu, houve suficiente para saber que ela tinha razão para temê-lo.
Ele não era o tipo de homem que qualquer mulher gostaria de estar sozinha no escuro – ou na luz do dia, para qualquer assunto, e seu coração deu um salto involuntário. Bom Deus no céu, poderia este homem realmente ter sido enviado por Robert?
Construído para intimidar, ele era alto, ombros largos e embalados com camadas  e camadas de músculo.
Ele exala em cada centímetro que era um guerreiro poderoso: sólido, forte e mortal.
Mas ele não era um cavaleiro. Um olhar disse-lhe isso.
Ele tinha a aparência de um homem que nasceu para lutar. Não em um cavalo branco, vestido de cota e armadura, mas um bárbaro que gostava de brigar na terra.
Ele parecia ter armas suficientes amarrados a seu corpo para equipar um pequeno exército, incluindo o punho de duas espadas que ela podia ver sobressaindo nas costas. Ele usava uma armadura leve: apenas um cotun couro preto e calças de couro cravejada de pequenos rebites de aço.
Sua cota limitava-se a um capuz para proteger a seu pescoço e nuca.
Mas foram seus olhos que a deteve. Sob o leme de aço  do medonho nasal eram absolutamente acesos, a cor tão penetrante na escuridão, que parecia brilhar.
Ela nunca tinha visto olhos como os dele em toda sua vida. Um calafrio percorreu sua espinha, espalhando-se na superfície de sua pele como uma folha espinhosa de gelo.
Olhos de gato, pensou ela. Feral olhos de gato. Gelados em sua intensidade e inegavelmente predatórios.
—Lachlan MacRuairi— disse ele, respondendo sua pergunta inacabada. —Sinto muito por surpreender você assim, condessa, mas não poderia ter evitado. Nós não temos muito tempo.
Série Guardiões das Highlands

27 de julho de 2015

A Indomável

Série V

Chloe Gresham não esperava uma recepção calorosa, afinal, seu novo guardião era um total desconhecido.

Mas quando Sir Hugo Lattimer adentrou Denholm Manor, depois de uma noite de farra e descobriu que ele estava vinculado a uma jovem pupila incontrolável e bonita, o belo solteiro deixou perfeitamente claro que não queria nada com ela. 
Chloe, no entanto, tinha suas próprias idéias...
Impulsionado por memórias sombrias de um desesperado tormento, a última coisa que Hugo precisava era uma estudante irritante, enfurecedora, imprevisível, e especialmente uma cuja deslumbrante beleza e sensualidade natural desafiavam o seu autocontrole. 
No entanto, ele devia à moça e para isso precisava transformá-la em uma dama e casá-la com um jovem senhor rico, em Londres. E, por Deus, iria fazê-lo... caso pudesse resistir à tentação de levá-la para sua cama... e se também pudesse mantê-la a salvo daqueles que usaria uma jovem inocente para executar uma desavergonhada vingança.

Capítulo Um

Agosto de 1819,
Já tinha avançado a manhã quando o fatigado cavalo percebeu, por fim, o aroma do lar, transpôs a entrada de pedra e entrou pelo acidentado atalho que conduzia à casa senhorial de Denholm Manor.
O animal soprou pelo nariz, levantou a cabeça e, quando a casa branca e negra, protegida em parte pelas árvores, apareceu ante sua vista, pôs-se a trotar. O sol quente iluminava as janelas gradeadas e iluminava as vigas vermelhas do teto alto.
A casa tinha um ar de descuido que se manifestava no caminho com seus sulcos de lodo endurecido invadido de ervas daninhas nos emaranhados arbustos, um triste resto do que tinham sido em outros tempos cercas vivas lindamente podadas.
Hugo Lattimer deteve seu cavalo, sem registrar nada disso. Só percebia que lhe palpitava a cabeça, tinha a boca ressecada e lhe ardiam os olhos. Era incapaz de recordar como havia passado as horas transcorridas desde que saíra de sua casa na noite anterior: certamente, em alguma taverna dos subúrbios de Manchester, bebendo um desses conhaques que queimam as tripas e divertindo-se com alguma rameira, até cair sem sentido. Era seu modo habitual de passar as horas noturnas.
Sem necessidade de receber indicações, o cavalo passou por debaixo do arco de entrada que havia a um lado da casa e entrou no pátio pavimentado. Então Hugo notou que em sua ausência tinha acontecido algo fora do comum.
Piscou, sacudiu a cabeça e observou perplexo, a carruagem de aluguel que descansava ao pé da escadaria de entrada da casa. Visitas... Ele jamais recebia visitas. A porta lateral estava aberta; isto também era pouco usual. Em que diabos estaria pensando Samuel?
Já abria a boca para gritar chamando Samuel quando um cão mestiço saiu saltando pelo vão da porta, ladrando a mais não poder, e desceu os degraus mostrando os dentes, o pelo do pescoço arrepiado, e em uma demonstração de incongruência, meneando a cauda como se lhe desse as boas-vindas.
O cavalo relinchou assustado e escorregou de lado pelas pedras. Hugo lançou uma maldição e o reprimiu. O cão desconhecido saltava ao redor do cavalo e cavaleiro, ladrava e movia a cauda como se estivesse saudando dois amigos que fazia muito não via.
— Samuel! — Vociferou Hugo, saltando de sua montaria e fazendo uma careta quando o violento movimento lhe provocou uma aguda dor na cabeça. Ficou de cócoras, aproximou sua cabeça ao buliçoso cão e explodiu: — Silêncio! — Em um tom tão baixo e feroz que o animal retrocedeu, meneando a cauda, desconcertado, e deixando pender fora de sua boca uma língua muito longa e babosa.
Samuel não aparecia; lançando um xingamento baixo, Hugo soltou as rédeas, deu ao cavalo uma palmada na garupa, sinal conhecido para que se fosse para o estábulo, e subiu os degraus da escadaria lateral de dois em dois, com o cão junto a seus calcanhares e em um bendito silêncio... por hora. Hugo se deteve no grande vestíbulo, com a sinistra sensação de que essa não era sua casa.
Um feixe de luz entrava pela porta aberta do outro lado do enlameado piso; as bolinhas de pó bailavam nos raios que entravam pelas janelas gradeadas; uma grossa capa de pó cobria o aparador de carvalho apoiado contra a parede e a maciça mesa Tudor, da mesma madeira.
Tudo isso estava como sempre. Mas o centro do recinto estava cheio de baús, caixas e artigos variados que, a princípio, Hugo não conseguiu identificar. Depois de uns instantes, sob seu olhar incrédulo, um desses objetos se definiu como uma gaiola com um papagaio.
Depois de havê-lo examinado melhor descobriu que tinha uma só pata. Inclinava a cabeça e lançava uma enxurrada dos mais obscenos insultos que Hugo jamais tinha ouvido em seus dez anos de serviço na Armada de Sua Majestade.
Desconcertado, virou-se lentamente. Sem querer, pisou no rabo do cão e este disparou, se lamentando, e depois a estendeu como um peludo leque sobre o piso.
— Fora.

Série V
1 - Venus
2 - Virtude
3 - A Indomável
4 - Velvet
5 - Valentine
6 - Violet
7 - Vanity
8 - Vice