5 de agosto de 2012

O Herdeiro

Série Windham

Gayle Windham, conde de Westhaven, está decidido a evitar as maquinações casamenteiras de seu pai ficando na sufocante Londres enquanto o resto da alta sociedade parte para o campo.

Westhaven se orgulha de como está bem comandada a sua casa até que a nova governanta, Anna Seaton, confunde suas intenções com uma criada e o deixa inconsciente com o atiçador da lareira. 
Anna é muito culta e refinada para trabalhar como governanta, mas é uma boa enfermeira. 
Quando o afeto entre eles aumenta, Westhaven pensa ter achado uma candidata para o casamento que o agradará e satisfará a seu pai, mas Anna rejeita a proposta. 
Suas origens desconhecidas suportam desagradáveis obrigações, e está decidida a superá-las enquanto ele tenta fazê-la mudar de opinião. 

Comentário revisora Ana Julia: O livro não é ruim, a história até que é boa, mas a escritora enrolou demais, eu cortaria metade do livro, o achei cansativo, repetitivo, mas opinião é opinião, e terá quem gostará com certeza... Boa leitura. 

Capítulo Um 

Gayle Windham, conde de Westhaven, desfrutava relaxadamente do que mais prazer lhe proporcionava: a solidão, a paz e a tranquilidade. 
Os melhores planos eram os mais simples, pensava, enquanto se servia um dedo de brandy. 
Seu irmão teve uma brilhante ideia ao sugerir que o que tinha que fazer era ocultar-se a plena vista. 
Para um homem solteiro, se por acaso fosse pouco, herdeiro de um ducado, era uma batalha perdida evitar às resolvidas debutantes da boa sociedade e suas mães predadoras. 
Recebia convites de todas as partes e uma norma básica da etiqueta exigia que se deixasse ver em todas as partes.
«Mas este verão, não.» Sorriu contente. 
Por uma vez, pensava passar o verão, aquele ano especialmente quente, onde estava, nos desertos limites de Londres. 
Não foi feito para o interminável rosário de festas, passeios em iate e demais reuniões sociais que ocorriam nas residências campestres dos membros da alta sociedade. 
Seu pai frequentava também esse ambiente e Westhaven sabia bem que era melhor não lhe dar vantagem. 
O duque de Moreland era um velho matreiro, resolvido e sem escrúpulos. 
Seu objetivo na vida era conseguir que o herdeiro se casasse e tivesse filhos varões, mas Gayle se orgulhava de ser mais esperto que ele. 
Até o momento, seu pai já havia lhe arranjado um casamento que a família da dama em questão tinha impedido no último momento. 
Com uma vez bastava. Era um filho respeitoso e obediente, consciente de suas responsabilidades, um irmão em que se podia confiar, um herdeiro que se ocupava das propriedades e dos investimentos na qualidade de procurador do pai. 
Entretanto, o que não faria seria deixar-se coagir para que se casasse com uma bonequinha petulante a qual cobriria como se fosse um cão no cio para que lhe desse filhos. 
 O prazer de passar os dias e as noites sem se preocupar em ter que assistir algum aborrecido ato público, já começava a levantar seu ânimo, normalmente reservado. 
Surpreendeu-se notando as coisas, no aroma a rosas e madressilva que flutuava no interior da residência urbana, ou no buquê de flores colocado dentro de uma lareira, apagada nessa época do ano, com o mero propósito de alegrar a vista. 
Suas refeições a sós lhe resultavam mais saborosas. 
Dormia melhor entre os lençóis perfumados de lavanda da cama. 
Tarde da noite, ouvia algum vizinho tocar piano, e também ecos de risadas procedentes de sua própria cozinha pela manhã cedo. 
 «Teria sido um monge exemplar»,

Série Windham
0.5 - O Cortejo
0.6 - O Duque e sua Duquesa
1 - O Herdeiro
2 - O Soldado
3 - O Pianista
4 - O Desejo de Natal de Lady Sophie
5 - O Escandaloso Segredo de Lady Maggie
6 - Um Cavaleiro para Lady Louisa
6.5 - O Presente Ducal
7 - A Indiscrição de Lady Eve
8 - O Retrato de Natal de Lady Jenny
8.5 - Morgan e Archer 
86 - Jonathan e Amy
Série Concluída

4 de agosto de 2012

Um Erro Inconfessável

Trilogia Solteiros e Desavergonhados

Foi um erro inconfessável, uma noite de paixão que decidiram esquecer, até que um diário que deveria ter permanecido escondido volta a uni-los.
Luke, visconde de Altea, retornou da guerra da Espanha disposto a divertir-se como só fazem os cavalheiros solteiros.
Madeleine é uma jovem viúva e mãe exemplar que despreza profundamente a vida que o visconde leva.
Despreza sua frivolidade e sobretudo não perdoa a distância que impôs entre ambos depois de uma inesquecível noite de paixão.
Mas agora Madeleine precisa de alguém como Luke, acostumado a mover-se entre as pessoas de classe baixa, porque está convencida de ter matado um homem cujo cadáver jaz em sua saleta.
Sabe que só ele pode salvá-la.
O que impulsionou à bela Madeleine a atacar o nobre que foi visitá-la? Um diário.
Um diário que ela nem sequer escreveu e que jamais deveria ter saído do quarto conjugal e em cujas páginas seu falecido marido descrevia com detalhes a arte do erotismo que compartilhou com sua esposa durante o pouco tempo que desfrutou do casamento.
Um diário que arrastará Luke e Madeleine para um território familiar e ao mesmo tempo inesperado, infestado de perigos imprevistos e sensações inesquecíveis...

Comentário revisora Joelma: Raramente gosto de um luvinha, dos mocinhos para ser mais exata.
Esse livro, no entanto, me surpreendeu. Gostei especialmente da mocinha, viúva, bem resolvida, que sabe o que quer e não tem medo de enfrentar as consequências para ter o que quer e mesmo tendo sofrido ao perder o marido não tem medo de entregar seu coração novamente e lutar por esse amor.
Ah, tem uma história paralela que acontece com a irmã do mocinho e um primo que tem momentos muito bons.

Capítulo Um

Londres, 1816
Morada de Satã
O assunto se resolveu com um duelo à antiga, sem pistolas nem espadas.
“É culpa minha e só minha”, dizia-se Luke Daudet, visconde de Altea, que ultimamente se mostrava mais inquieto e temerário que nunca tanto com as mulheres quanto nas cartas.
 Pelo visto, sua reputação o precedia. Chegou o momento de pagar por seus erros.
—Sete mil é uma soma de meninos, não de homens. O desafio foi proferido discretamente, mas todos os presentes pareciam ter ouvido.
O homem que tinha na sua frente sorriu.
—Quer dar mais emoção, milord? Restam duas cartas para fechar a mão… por que não subimos um pouco a aposta? Se tiver você coragem, claro. O que lhe parece se fizermos uma aposta à parte você e eu, Altea? O fogo da esplêndida lareira de mármore estava muito forte, a julgar pelo calor sufocante naquela sala mal ventilada.
As grossas cortinas de veludo cheiravam a colônia, tabaco e brandy derramado.
O silêncio se propagava como a névoa em um cemitério; ouvia-se apenas o intenso crepitar da madeira de fundo.
Até os criados uniformizados deixaram de passear com suas bandejas de taças para ficar imóveis na penumbra, contemplando o desenrolar da cena.
“Maldição. Em que grande confusão eu me meti.” Haveria uma forma diplomática de escapar daquela situação insustentável? Ele duvidava, uma vez que, pensando bem, tudo aquilo era fruto irremediável de sua recente entrega ao mais absoluto desenfreio.
Procurando não demonstrar o menor entusiasmo, Luke se limitou a sorrir condescendente.
—De quanta emoção estamos falando? —perguntou cordialmente.
—De muita mais. O que me diz milord? Estefan, o crupier, esperava com suas longas mãos imóveis e as cartas suspensas sobre a castigada toalha de mesa.
Os olhos frios e escuros daquele observador mudo, sempre vestido de preto, impávido e quase tão animado quanto um cadáver, pareciam mostrar uma faísca de interesse, e suas finas sobrancelhas pretas se elevavam curiosas.
Na Morada de Satã não havia limites.
Era célebre por acolher apostas que faziam vacilar até aos mais ricos, um lugar no qual aristocratas e comerciantes se misturavam sem dramas.
Para entrar, bastava ter dinheiro. Luke era rico, embora não fosse o único de seu status naquela sala cheia de fumaça.
—Gostaria de saber o que você considera “uma soma de homens”, senhor. —Luke elevou os ombros com indolência.
Em algum lugar, alguém soltou uma gargalhada nervosa.
Albert Cayne, de meia-idade e bem vestido, assentiu com um aceno brusco. Era um homem corpulento, de olhos vivos e escuros, e o rosto cheio.
Exceto pelo rubor de seu já corado semblante, parecia um cara tranquilo e seguro.
—Por mais visconde que você seja, milord, tentar esgueirar-se assim não está certo. Tudo o que tenho eu mesmo ganhei e, se tiver vontade de investir uma boa soma em uma aposta, eu o farei. O que lhe parece vinte mil ao mais afortunado? “Vinte mil?” Por uma carta? Admirava a coragem daquele homem insensato. A mesa que havia a suas costas, onde se jogava trinta e quarenta, parou de fingir interesse por seu próprio jogo e a sala inteira se viu inundada de repente por um forte murmúrio.
“Abandone.” “Não. Fique. Não seja covarde.” Com uma levíssima inclinação de cabeça, ele aceitou a aposta.
Quando o boato se espalhasse pelas altas esferas londrinas, ele pensou com tristeza enquanto erguia a mão em um gesto deliberadamente lânguido para pedir uma carta, a metade das mães preocupadas em encontrar um bom marido para suas jovens filhas o poria em sua lista negra.
Bom, dava no mesmo. Não tinha interesse em casar.
Escandaloso, nobre e rico era uma boa combinação, embora ao suprimir “rico” se transformasse imediatamente em pouco mais que um cavaleiro e um preguiçoso.
Qualquer homem disposto a dilapidar tão alegremente uma soma semelhante de seus bens terrenos em um jogo de azar não era um bom partido.
Podia permitir-se perder, mas devia admitir que a extravagância o assustasse, assim como seus motivos para realizá-la.
Não o perturbava que algumas senhoritas a menos se abanassem ao vê-lo.
O que realmente o preocupava era o que poderiam pensar sua mãe e suas irmãs.
Isso, ele pensou com certa amargura enquanto levantava a carta, a olhava e voltava a deixá-la sobre a mesa, não era algo que alguém pudesse confessar quando se achava na pior casa de jogo clandestino de toda a Inglaterra.
Cayne também pegou uma carta, e o silvo do suspiro coletivo no momento em que a guardou soou como um balde de água jogado sobre as brasas.
Seu sorriso era enigmático, seu olhar firme.
Mais uma carta.

Trilogia Solteiros e Desavergonhados
1 - Meu Lorde Escândalo
2 - Um Erro Inconfessável
3 - Seu Segredo Pecaminoso
Trilogia Concluída

1 de agosto de 2012

Maiê em...




Com vistas a incentivar a interação com leitores que aqui navegam, a nossa querida Maiê vai estar aqui conosco comentando vários assuntos e dando sugestões de leitura!
Então Galera, curta este novo quadro com a Maiê e manda ver aí nos comentários!


Grande Beijo,

Jenna



Fiquei pensando em um assunto decente para estrear essa coluna, e como escorpiana optei pela boa e velha vingança. 
Particularmente adoro livrinhos com esse tema, se bem que nem sempre dá para engolir as causas e as táticas utilizadas para executar a temida vingança. 
Algumas autoras simplesmente distorcem o conceito. 

Para entender o que estou tentando dizer é só imaginar que se Avenida Brasil fosse um dos nossos romances nesse exato momento a Nina estaria tentando casar com a Carminha e a punindo com uma vida luxuosa. Claro que no livro a Nina seria um cara alto, sexy e muito rico... 

Uma pesquisa completamente imaginária revelou que em 98% dos casos o casamento é usado como vingança. Em 30% dos casos uma ilha grega paradisíaca é o cenário escolhido para se vingar. 
A pesquisa mostrou ainda que os outros métodos preferidos pelos mocinhos para arrasar a vida alheia incluem obrigar o alvo da vingança a se mudar para uma mansão, usar roupas de grife e submeter à pessoa a maravilhosas noites de sexo. 
Graças a Deus, que Avenida Brasil não é um romance, seria terrível demais para a pobre Carminha aguentar todos esses castigos. 

A mesma pesquisa inexistente mostrou também quais são as causas mais comuns dessas vinganças: 40% são motivadas por abandono, 20% porque a família da mocinha sacaneou alguém e 70% porque ela é uma golpista (e quer se aproveitar dele ou de um familiar). É, eu sei, minha matemática é um espetáculo! rs

Funciona mais ou menos assim : A mocinha abandona o homem depois que o pai dela rouba todo o dinheiro dele. 
O rapaz desprezado e assaltado percebe que a mulher que amava não passava de uma golpista. 
Passa muitos anos planejando sua vingança, depois de muito pensar decide chantagear a mulher para que se case com ele, presenteá-la com um guarda roupa novo e obrigá-la a passar uma temporada em companhia de seu peito definido e barriga tanquinho em um local paradisíaco. 
Nos livrinhos históricos a regra muda um pouco, em vez de se casamento, costumam chantagear a moça para que se torne amante deles. 
Não sei vocês, mas eu acho uma suuuper maldade obrigar alguém a se tornar amante de um duque gostosão. 
Se essa fosse a regra das vinganças na vida real eu já teria mandado vinte criancinhas para o lixão e ficaria só esperando a hora de receber meu merecido castigo. Infelizmente até agora não achei um único bilionário, lindo e solteiro querendo se vingar de mim. 
Aliás, fui no Google procurar um bilionário bonitão para ilustrar a coluna e descobri que achar um bilionário lindo é meio difícil. 
Mesmo assim fiz uma listinha para ajudar as amigas, quem quiser se arriscar com uma dessas belezuras tem meu apoio. Só não me culpe se em vez de casamento e ilha grega conseguir um processo e uma matéria no programa da Sônia Abrãao.

Para nossa felicidade trouxe para vocês  três homens lindos  para nem piscarem vendo o gato Ian Somehalder,  que faz o Damon em Vampire Diaries, (e tb é vingativo) 
O Christian Bale que interpreta o Bruce Wayne (bilionário e vingativo) e Jim Caviezel que fez o Conde de Monte Cristo, vingança... 



Ian Somehalder


Christian Bale

Jim Caviezel 

Vai aí três romances sobre vingança que valem a pena serem lidos:

A Maldição do Castelo : Teresa Medeiros
O Mocinho desse livro tem um motivo forte para se vingar, seu alvo é o clã do qual o pai era lidere do qual a mocinha faz parte. 
Sua família foi traída e assassinada e ele se faz passar por um dragão a fim de assustar as pessoas ignorantes da vila e descobrir quem traiu seu pai, o que ele não esperava era receber uma virgem como oferenda. 
O livro é tocante e engraçado.

Garota ingênua encontra um homem mais experiente e rico em uma festa, eles passam uma noite juntos e em seguida ele a trata muito mal. 
Anos mais tarde se reencontram, o mocinho sequer se lembra dela, mas a mocinha não o esqueceu e resolve se vingar. 
O interessante desse livro é que ela não perde a vingança de vista até o final e devolve (quase) na mesma moeda a humilhação que sofreu. 
Mocinha forte e decidida que não perdoa em um passe de mágica. 



Os dois são jovens e estão apaixonados, mas ele é pobre e a família a obriga a casar com outro homem. 
O mocinho vai embora para os Estados Unidos achando que foi rejeitado por motivos fúteis, mas na verdade ela foi chantageada e sofreu muito nas mãos do marido. 
Treze anos depois ele volta e se aproveita das dificuldades que a família dela enfrenta para se vingar.
O livro é forte e os personagens são muito bem construídos. 




Beijos

Maiê









Audácia

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Arrancada dos braços de Cameron Monroe, o homem a quem confiara seu coração, ela foi jogada às garras do cruel e impiedoso lorde Dunstan, o escolhido de seu avô para desposá-la. 
Decidida a fazer valer seus sentimentos e não os desejos insanos do patriarca dos Stanhope, ela o desafiou, mas cedeu a uma ardilosa chantagem para proteger seu amado. 
Ele estava decidido a duelar com o destino... Cameron jamais se esqueceu da humilhação que sofreu. 
Após 15 anos, ele retorna à propriedade dos Stanhope para um ajuste de contas. 
Afinal, tornou-se um homem rico e poderoso, com recursos ilimitados para destruir a família que o renegou. E ele tem somente uma exigência: que Angela se torne sua esposa. 
Mas será que a paixão de Angela e Cameron resistirá a terríveis revelações? 


Capítulo Um 


1885 
Uma carruagem em passo ágil surgiu na curva abaixo. 
Angela, olhando do alto da rocha, cobriu os olhos com a mão para ver melhor. 
Era uma carruagem grande, negra e confortável, muito parecida com a do irmão. Entretanto, Jeremy e Rosemary ainda deviam, com certeza, estar em Londres. 
Era o ponto alto da estação e Jeremy raramente se recolhia ao campo, em Bridbury, especialmente durante essa época. Apesar disso, Angela teve a impressão de vislumbrar uma mancha dourada na lateral, que vista àquela distância podia muito bem ser o brasão da família. 
De qualquer modo, dirigia-se ao castelo. O que mais havia nesta estrada além de Bridbury? 
E quem mais viria numa carruagem a não ser o irmão? 
A não ser, é claro, pensou com um suspiro, que fosse alguém como a tia-avó Hepzibah, para passar algumas semanas com a irmã. 
Tendo suportado a visita da irmã da avó há apenas dois meses, Angela duvidava ser capaz de suportar outra temporada. 
Recolheu os lápis de desenho e o bloco e desceu da rocha, assoviando para os cachorros. 
Sócrates, que perambulava procurando alguma travessura, voltou correndo, as orelhas esvoaçando comicamente. 
Pearl, dormindo a sono solto numa rocha ao sol, simplesmente abriu um dos olhos, sem vontade de fazer o menor esforço até ver que sua dona estava indo para algum lugar.
- Venha logo, seu cachorro preguiçoso - Angela disse ao seu pequeno spaniel. 
- Hora de ir para casa. Por que você não é como Trey? Está vendo? Ele já se levantou e está pronto para partir. 
Trey balançou o rabo, orgulhoso com o elogio, e ela se inclinou acariciando-o e depois cocando atrás das orelhas de Pearl. Nesse momento, 
Sócrates tocou-lhe a mão com a pata e enfiou a cabeça debaixo de seu braço para ser incluído no carinho. - Sócrates, seu cachorro bobo - resmungou afetuosamente. 
- Se existe um cachorro menos merecedor de um nome... Ele respondeu dando-lhe uma lambida na bochecha antes que ela pudesse se afastar. 
- Vamos - disse levantando-se e pegando o bloco e a caixa de lápis. - Vamos ver quem é nosso convidado. Começaram a descer a colina por um atalho. 
Como a estrada era sinuosa, sabia que chegaria logo depois da carruagem. Sócrates encabeçava o cortejo, o rabo peludo balançando, correndo na frente para voltar a cada poucos segundos e fazer contato com eles. Angela continuou em passo lento por causa de Trey. 
Embora ele andasse direito com apenas três patas, não podia manter o passo rápido. 
Pearl, no seu habitual estilo companheiro, permaneceu do outro lado de Angela, distraindo-se de vez em quando com algum cheiro diferente. Ao chegarem a Bridbury, 
Angela constatou ser realmente a carruagem de Jeremy estacionada na porta da frente. 
Os criados ainda descarregavam baús da parte superior. Ela correu escadas acima e atravessou a porta da frente. - Jeremy?
 DOWNLOAD 

29 de julho de 2012

Canção Ardente



Aquela não era a noiva prometida!

Para o audaz Roland St. Sebastian, o decreto do rei que o obrigava a casar-se com a dócil filha de seu inimigo já era ruim o suficiente... mas quando a tímida noiva acabou sendo Elayne, a irmã indomável de sua prometida, a fúria de Roland se tornou ilimitada. 
E embora os beijos da ruiva temperamental quase o deixassem louco de desejo, ele se perguntava se algum dia aprenderia a confiar nela... Ou se Elayne um dia aprenderia a amá-lo!

Capítulo Um

Inglaterra
Roland St. Sebastian, barão de Kirkland, inclinou-se para frente no primeiro ban­co da capela de Penacre. Não estava com a menor disposição de apreciar o rico jogo de luz e cores projetadas pelo enorme vitral, logo atrás do altar, sobre o chão de pedras imaculadamente limpo. Preocupava-se mais com a lenta passagem do tempo.
Esforçando-se para conter a irritação crescente, apoiou o queixo sobre as mãos cruzadas. Entretanto, ao fitar as outras duas figuras, imóveis e silenciosas, seus olhos azuis não foram capazes de disfarçar por completo a impaciência e o desagrado.
Onde estava sua noiva?
Hugh Chalmers, pai da noiva e barão de Penacre, mantinha uma expressão impenetrável enquanto aguardava a chegada da filha junto ao altar ricamente ornamentado. Ao seu lado, o sacerdote, paramentado de acordo com a ocasião festiva, mostrava-se bastante desconfortável.
Quando o padre murmurou algo junto ao ouvido de Hugh, o cavalheiro alto e grisalho mal respondeu, o corpo rígido revelando grande tensão. Todavia Roland o viu lançar um olhar rápido na direção da porta da capela.
Não havia sinal de ninguém.
Obviamente Penacre estava ficando impaciente com a demora da filha. Roland sabia que o velho barão tampouco desejara aquela união, porém a espera pro­longada de nada servia.
John, rei da Inglaterra, decretara que tal casamento fosse realizado com o objetivo de colocar um ponto final nas disputas e discórdias entre as linhagens de Pena­cre e Kirkland.
O rei decidira que a situação chegara ao limite má­ximo quando uma das pequenas propriedades de Ro­land fora invadida e todos os suprimentos armazena­dos destruídos. As provisões eram extremamente ne­cessárias para a sobrevivência dos aldeões durante esse período de carestia que enfrentavam, logo depois do término das guerras, na Terra Santa.
Ele passou as mãos pelos cabelos negros, desejando poder mudar o rumo dos pensamentos. Fora numa das muitas batalhas na Terra Santa que morrera seu irmão, Geoffrey, aquele que deveria ter herdado o título de barão após o falecimento do pai de ambos, no ano anterior.
Roland ainda não se sentia confortável com o fato de ter se tornado o herdeiro do título e das propriedades, embora houvesse assumido a administração das terras antes mesmo da morte de Albert St. Sebastian, em 1200, vitimado pela bebida e pela tristeza, um ano depois do rei Richard haver encontrado seu próprio fim em Châlus-Chabrol. Se não fosse por essa série de eventos trá­gicos, hoje ele não ostentaria título nenhum a não ser o de filho mais novo de um cavaleiro leal ao reino.
Melhor esquecer o que não podia ser mudado e con­centrar-se nas núpcias com Celeste Chalmers. Apesar de ser filha de um inimigo e não a noiva que teria escolhido para si, tratava-se de uma mulher extrema­mente bonita. Vira-a apenas uma vez, durante a audiência com o rei. E quando John anunciara que um casamento seria a melhor solução para as dificuldades atuais, Roland acatara a decisão.
Celeste Chalmers era somente um meio de se atingir um fim. Ele queria paz e prosperidade para suas ter­ras. O rico dote da noiva o ajudaria bastante em seus esforços para reconduzir as propriedades sob seus cui­dados à época de fartura e abundância conhecida antes de o pai haver sucumbido ao inferno da bebida. Além disso, tal casamento pouco mudaria sua vida. O papel de uma esposa resumia-se a manter a cama aquecida para o marido e produzir um herdeiro legítimo. Celeste também emprestaria beleza e graça à sua mesa e aten­deria às suas necessidades sempre que solicitada.
Jamais cometeria o terrível engano de depositar fé e confiança na esposa, como seu pai fizera. Isso se revelara a razão de sua queda.
O amor costumava ser valorizado em excesso, o que era um erro. Por causa do amor, seu pai fora lançado ao chão quando a esposa o abandonara e outra vez, quando permitira que o mesmo sentimento se inter­pusesse entre si e o filho mais velho.
Roland balançou a cabeça e endireitou os ombros, afastando os pensamentos sombrios. Depois tornou a olhar para a porta da capela, impaciente.
Onde estava a mulher com quem iria se casar e por que se julgava no direito de fazê-los esperar daquela maneira aviltante? Sua grande beleza não iria impe­di-la de se curvar à vontade do marido tão logo esti­vessem legalmente unidos.
Irritado, Roland lançou um olhar firme na direção do futuro sogro, observando a expressão frustrada do rosto marcado pelas rugas. Pensaria melhor de um homem que não se deixasse manipular por uma criatura de cabeça oca. Assim que partissem para Kirkland, na manhã seguinte, Celeste Chalmers aprenderia a reconhecer o próprio lugar.
Ele havia chegado ao castelo de Penacre poucas ho­ras atrás, na companhia de apenas quatro de seus cavaleiros mais fiéis. Estivera certo ao presumir que não seria recebido com ódio, porém tampouco encon­trara calorosas boas-vindas.
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A Diabinha e o Highlander

Série Highlanders 
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Só um homem poderia acender a chama em seu coração…

Lady Averill Mortagne aprendeu a controlar seu forte temperamento quando era uma menina, mas se seu pai insiste em fazê-la desfilar diante de outro lorde inglês que olhe com desaprovação para seu cabelo ruivo, esquecerá a boa educação e começará a gritar.
Seus únicos momentos de paz são os que passa com Kade Stewart, o escocês ferido que seu irmão trouxe para sua casa depois das Cruzadas.
Quem imaginaria que um guerreiro escocês seria o único cavalheiro de verdade? Lady Averill ajudou a salvar sua vida e, por isso, Kade estava profundamente agradecido. Ela é, além disso, incrivelmente bela, mas não poderia submeter uma dama tão doce e amável à árdua vida da esposa de um laird do clã Stewart… Ou poderia?
Quando ela enfrenta o perigo ao seu lado, Averill demonstra a Kade que seu coração é tão feroz quanto flamejante são seus cabelos… e que sucumbir a tal paixão seria o paraíso. 


Capítulo Um

—Já disse ao pai que não tivesse muitas ilusões, que não acreditava que o lorde de Montfault estivesse disposto a me aceitar como noiva, mas não me escutou.
Kade ouviu aquelas palavras enquanto despertava e abria lentamente os olhos.
Encontrou-se olhando o que deviam ser as mantas estampadas de uma grande cama.
O material parecia bastante escuro, mas o local também parecia estar às escuras, unicamente iluminado pelo crepitar das chamas da lareira que dançavam por todo o aposento lançando luzes e sombras.
Kade deduziu que devia ser noite, e que estava… em alguma parte.
Não estava seguro de onde exatamente. Tinha a esperança de que fosse o castelo Stewart, o lar de seu clã na Escócia, mas a mulher que falava tinha um acento inglês bem definido, como Kade notou quando ela continuou.
—Ai! O Pai simplesmente não vê o que os outros veem quando me olham.
Aquelas palavras foram ditas com uma combinação de exasperação e tristeza que atraiu seus curiosos olhos até a imprecisa figura sentada junto à cama, uma mulher, sem dúvida.
Não é que pudesse vê-la suficientemente bem para estar seguro, mas a voz era sem dúvida feminina, suave e com um toque rouco.
Era tranquilizadora e gostava bastante de escutá-la, o que era algo bom já que parecia que estava falando com ele. Pelo menos, não havia ninguém mais no aposento a quem pudesse dirigir-se.
—Temo que me vê através dos olhos de um pai e simplesmente não se dá conta de como sou feia e pouco atraente. Suponho que todos os pais acreditam que suas filhas são adoráveis. Isso é bonito, mas às vezes também desejaria que me visse como sou realmente.
Possivelmente assim não tomaria para si os rechaços. Odeio decepcioná-lo.
Kade fechou os olhos um momento, esperando que sua visão clareasse o suficiente para ver o rosto da jovem, mas se encontrava tão tranquilo com eles fechados que se sentiu pouco disposto a voltar a abri-los. Decidindo que os deixaria fechados no momento, ficou quieto e simplesmente a escutou falar, deixando que sua voz deslizasse sobre ele como um doce bálsamo.
—Estava esperando que com você e com meu irmão aqui, o Pai esquecesse seus esforços para me buscar um marido. Cansa-me que me faça desfilar diante dos lairds como um cavalo premiado, especialmente quando todos me acham tão sem graça. Não é que me importe muito os rechaços, mas alguns são um pouco mal educados quando o fazem. Montfault inclusive teve a coragem de dizer aos gritos que não se casaria com o feto do Diabo.
A jovem soltou um pequeno suspiro, e murmurou:
—Já basta deste assunto, que sem dúvida é muito triste.


Série Highlanders 1 - O Diabo das Highlands
2 - Domando a noiva
3 - A Diabinha e o Highlander
Série Concluída

A Casa das Máscaras

Trilogia Aincourt
Ela não esperava amar novamente… 

Mas o destino tinha outros planos! 
Embora casados há sete anos, Rachel e Michael jamais formaram um casal. 
Marcada pelo arrependimento de um tolo ato de rebeldia, Rachel está certa de que não é digna dele. Afinal, tentara fugir dois dias antes do matrimônio. Michael, por sua vez, sofre com a indiferença da esposa. 
Ele a deseja com todas as forças, mas sua insegurança o impede de se aproximar de Rachel. 
Ao longo de anos de solidão, Michael construiu uma vida secreta como investigador. 
Rachel sequer desconfiava das bizarras atividades de seu marido, pois dava como certo que ele tinha uma amante. 
Até que um dia Michael se envolveu em um caso de assassinato. 
E ele estava tão perto de descobrir a verdade que acabou por colocar Rachel em perigo. 
Agora, Michael terá de salvar o amor de sua vida. 
E provar para ela que ninguém jamais a amaria como ele a ama… 

Capítulo Um 

Rachel recostou-se nos suaves encostos aveludados do assento da carruagem e suprimiu um suspiro. 
Deu uma olhada em Gabriela, que estava enroscada num canto do assento, dormindo. 
Ela invejava o sono fácil da juventude da menina. Não tinha conseguido dormir, apesar do ruído surdo e monótono da carruagem. 
Não conseguia se livrar do estranho sentimento de tédio, até mesmo de tristeza, que a atormentara desde a sua partida de Westhampton na manhã anterior. 
Quando Michael a colocou na carruagem, teve um nítido impulso de se virar e dizer que decidira retardar a viagem por mais alguns dias. 
Porém, é claro, isto foi impossível. Já adiara três dias além do que planejara.
Tinha de devolver Gabriela a seus guardiões; eles a esperavam em Darkwater. 
Um grito do lado de fora da carruagem despertou Rachel de seu devaneio, e ela levantou um dos cantos da cortina para olhar para fora. 
Não conseguiu ver nada a não ser a penumbra da noite, com os galhos das árvores próximas proporcionando uma forma mais escura em contraste com o acinzentado. Houve então um grito do cocheiro, e a carruagem seguiu adiante dando guinadas. 
No momento seguinte, Rachel ouviu o repentino disparo de uma arma. Largou a cortina, arfando. 
A voz do cocheiro soou, gritando com os cavalos, e a carruagem fez um movimento brusco e sacolejou até parar. Rachel agarrou o arco de couro ao lado do assento e segurou firme. 
À sua frente, Gabriela soltou um grito de surpresa enquanto tombava ao chão sem-cerimônias. 
A menina escalou seu caminho de volta para o assento e se virou para olhar, com os olhos escancarados, para Rachel. 
— O que foi? — Gabriela sussurrou. — O que aconteceu? 
— Não sei. — Rachel tentou não deixar o medo transparecer. Não podia pensar numa boa razão para o som da arma de fogo ou do cocheiro puxando os animais para parar. 
O que veio à sua mente foram ladrões de estrada, embora parecesse bizarro encontrá-los a esta distância de Londres. Ouviu vozes e virou-se para a porta. Seus dedos se enroscavam na palma da mão. 
Ela seria corajosa, pensou, lembrando-se de que agora tinha Gabriela para cuidar, e tentou imaginar o que sua formidável cunhada Miranda faria — ou sua amiga Jessica, com sua coragem de filha de soldado. 
Mas não pôde conter um breve e desesperado desejo de que Michael tivesse decidido acompanhá-las a Darkwater. 
A porta se abriu, e uma figura vestida de preto entrou. Rachel lutou para manter a expressão neutra.

Trilogia Aincourt
1 - A Mansão dos Segredos
2 - O Castelo das Sombras
3 - A Casa das Máscaras
Trilogia Concluída

26 de julho de 2012

Foi Um Amor Do Futuro


Inglaterra, 1994. 
Quando a amada esposa de Richard Lambert morre, ele acha que nunca vai encontrar o amor novamente. Até que, ao explorar uma torre medieval, ele cai das escadas para outra época... 
Inglaterra, 1214. 
Quando ele acorda, ele está no corpo de seu ancestral, que está perto da morte. 
Tendo sua esposa como enfermeira, ele recupera sua saúde, e ela descobre que ele não é o homem cruel que ela conhecia. 
E ele descobre uma segunda chance - com o seu primeiro e único amor... 


Capítulo Um 


Inglaterra, 1214 
A chuva gelada fazia correr o sangue pelos rostos cinzentos dos moribundos e mortos e se parava nos buracos oculares e bocas abertas. 
O senhor Richard De Lambert, recentemente designado senhor de toda a região que fazia limite com o País de Gales, por sua majestade, o rei John, limpou em sua grossa capa de lã os pedaços de carne que ainda se agarravam à lâmina de sua espada e balançou a cabeça enquanto olhava a matança. 
—Assim aprenderão. Olhou para seu tutelado que estava sentado sobre seu cavalo, em silêncio, com o rosto carrancudo, entre os soldados. —O que foi, Hugh? Nunca espetou um coelho galês? 
Com a ponta de sua espada empurrou o corpo encolhido de uma menina de cabelo escuro. Não tinha mais de cinco ou seis anos. 
De Lambert riu com desprezo pelo evidente mal-estar de Hugh, mostrando uns dentes brancos nivelados em um rosto magro, de pele morena que seria bonito se sua expressão não fosse tão feroz. Hugh estremeceu. Tinha quinze anos e, de não fosse por umas poucas palavras que seus pais disseram diante de um sacerdote, não teria havido necessidade de que De Lambert aparecesse em sua vida ou na de sua meio-irmã. 
Se ele tivesse sido o herdeiro legítimo, em vez de Eleanor, teria demonstrado ao rei, mediante a força das armas, se fosse necessário, que não necessitava um tutor, especialmente um tão ambicioso como este. Baixou o olhar para suas mãos, já cheias de calos e ásperas pelas cicatrizes, e não disse nada. Geoffrey De Courville, capitão dos soldados e ele mesmo filho bastardo de um cavalheiro normando, jogou um olhar ao menino que estava ao seu lado e logo ao céu encoberto e clareou a garganta: 
—Vamos, meu senhor? — Apertou as mãos sobre as rédeas dos arreios de De Lambert e apertou sua própria capa para mais próximo à garganta. 
O garanhão deu coices e chutes, impaciente por retornar a um estábulo quente e à aveia seca. 
—De acordo, Geoffrey. Vamos — De Lambert embainhou a espada e pendurou a capa empapada sobre o ombro. —Tenho um apetite voraz. — Com um impulso montou na sela, seus movimentos eram graciosos e seguros para um homem tão grande.
Ao ver o rosto de seu tutelado, rompeu em risos.
—Tenho que te endurecer, menino. Um homem sem terras tem que ganhar o pão… Certo, Geoffrey? A menos que queira ser um padre. 
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Retorno Ao Morro Dos Ventos Uivantes





Através dos anos, inumeráveis leitores se perguntaram qual foi o destino dos descendentes de Catherine e Heathcliff, os desafortunados protagonistas de o "Morro dos Ventos Uivantes", a célebre novela de Emily Brontë. 


Agora, Anna L'Estrange, prestigiosa autora britânica, retoma com maestria a trágica história. 
Os habitantes de Wutherign Heights (Morro dos Ventos Uivantes) e de Thrushcross Grange - Harenton e Cathy - estão destinados a reviver a ardente paixão juvenil e também as hostilidades de seus antepassados. 
A aparição de Jack, filho natural de Heathcliff e herdeiro do feroz caráter e charme de seu pai, desencadeia o drama. 
Uma vez mais se sente a intensidade da atmosfera de Yorkshire e se vive uma intrincada teia de emoções e violentas paixões. 


Capítulo Um 


Londres1340. 
Igual a meu pai sou um homem de caráter solitário. 
Sou o mais jovem de seus filhos, e o que mais se parece com ele, além disso o favorito, a quem ele prodigalizou todo seu carinho em seus últimos anos. 
Em seu leito de morte foi para mim a quem chamou, antes que a outros, me entregando o manuscrito onde tinha escrito a estranha história do que lhe tinha acontecido nesta localidade a alguns anos, ou os acontecimentos mais importantes que ele registrou, pois a maior parte tinha acontecido antes que se convertesse em inquilino da Granja Thrushcross. 
Meu pai me disse em um sussurro que a história que leria o tinha seguido toda sua vida, e que sempre tinha querido voltar a averiguar o que tinha acontecido. 
Confiou-me esta tarefa, sabendo que eu me sentina igual a ele depois de ler a história. 
Era um pedido estranho, que não tive tempo de obedecer até depois de sua morte, uma vez terminadas todas as formalidades causadas por seu falecimento. 
Como era o mais próximo a ele e ainda vivia na Itália, onde morreu, tive a meu cargo a maior parte das tarefas relativas a seus bens. 
Uma noite, muito tarde, em que estava um pouco cansado, pu-me a folhear o manuscrito que meu pai tinha feito encadernar, com capa de couro, assim estava em perfeito estado de conservação, com suas finas folhas de papel perfeitamente brancas, cobertas com sua formosa letra, sem correções de nenhuma espécie. 
Dava-me conta de que meu pai pensava que o que tinha que dizer era o suficientemente interessante para a posteridade, ou para seus descendentes, para passar em limpo sem narração. 
Eu somente de pensar no trabalho que lhe devia haver custado, despertou minha simpatia e me fez voltar a primeira página e ler com maior atenção o que tão cuidadosamente tinha crédulo ao papel. 
E eu estou aqui, nesta desolada paragem rodeada pelos páramos, quase constantemente envolto na névoa ou banhado por perpétuas chuvas ou açoitado por ventos impetuosos. 
Seria difícil imaginar nada mais distinto ao ensolarado clima em que me criei, e ao obedecer os desejos de meu pai acredito que, como ele quarenta anos antes, devo ter pago a ousadia com minha saúde, pois assim que cheguei a este lugar pesquei um esfriamento que me obrigou a permanecer em casa, afastado de meus vizinhos, a quem tinha vindo a conhecer.
Sim, o manuscrito me interessou, intrigou-me. 
Meu pai me conhecia bem; sabia que era um homem imaginativo, sonhador, ouvinte de histórias, e que me fascinaria a história de amor do Heathcliff, o moço enjeitado, e a encantada Catherine Earnshaw, tempestuosa e aborrecida, e seu final tão curioso e amargo. 
Quem não quereria saber o que tinha passado com a filha de Catherine, de igual nome, e Hareton Earnshaw, o herdeiro de Heathcliff, que foram casar-se em janeiro de 1803, quando meu pai abandonou a Granja Thrushcross e retornou a Londres? 


25 de julho de 2012

Até que a Aurora Dome a Noite



Do refúgio de um orfanato londrino aos mares selvagens do amor… 

Um orfanato seguro e respeitável era para Aurora o único lar que tinha conhecido.
Ensinar ali significava ter segurança e um futuro.

Mas quando uma carta misteriosa chegou, oferecendo um trabalho como dama de companhia, Aurora não desperdiçou a oportunidade, embarcando para a Jamaica com seu único legado: um pequeno lagarto dourado onde estava gravada uma estranha poesia. 
E assim começa a ousada odisseia que a levará até as garras de um desumano corsário. 
Temido pelos homens e desejado pelas mulheres, os olhos verdes de Vashon brilhavam enquanto juravam possuir a inocente beleza de Aurora, que possuía a chave de sua busca. Poderia algo se igualar à obsessão de Vashon por recuperar a legendária esmeralda 
"Estrela de Aran"? Cativa na secreta ilha caribenha Dragonard, Aurora lutará contra suas próprias paixões, decidida a domar ao dragão que despertou seu fogo... 

Comentário revisora Lizzy: Maravilhoso! 
Um romance histórico que possui todos os ingredientes clássicos, com o acréscimo de ser intenso, bem escrito, emotivo, cheio de aventuras, suspense, momentos cômicos e cenas originais. 
Vashon, o herói pirata, é fascinante, ambíguo, sombrio, dominador, movido pelo desejo de vingança. 
Aurora, a heroína, é uma parceira à altura de seu captor e a única capaz de fazê-lo amar novamente. 
Personagens coadjuvantes encantadores e cenários paradisíacos completam a trama. Imperdível. Um dos melhores históricos que já li. 

Comentário revisora Alcimar Silva: Lizzy descreveu bem o livro, eu vou acrescentar que o título é bem apropriado para o enredo do livro, vocês vão ver por que. 
“Um homem forte, de presença impactante, desde o primeiro momento em que o viu” essa é a opinião da mocinha Aurora sobre Vashon e em minha opinião, mau feito o Pica-pau. 
Ele sequestra, ofende, humilha a mocinha, tudo por que quer algo que ela tem... Então ficam nesta frescura: Ele: “Me dá! Eu quero”! 
Ela: “Não dou, não dou e não dou”. 
Apesar disso, vocês vão gostar, o livro é bem dinâmico, uma aventura sem nada igual em busca de uma joia que dá o direito a quem a possuir, acabar com o seu pior inimigo. 
É neste enredo que a história se desenrola. 
Apesar de ser um romance vasto, não é cansativo de ler. Então, aproveitem! 
Beijos, Alcimar.
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22 de julho de 2012

Paixão Em Seus Braços

Série Princesas Esquecidas

Um dos solteiros mais cobiçados e conhecidos da Europa está por fim preparado para se casar… 

Para a muito independente Grier Hadley, ser a filha ilegítima de um dos personagens mais indesejáveis de Londres só tem uma vantagem: um dote substancial e ilícito.
O príncipe Sevastian Maksimi sabe qual é seu dever: tem que encontrar uma jovem dama de boa família, com uma considerável fortuna em seu nome, se casar com ela a toda a pressa e produzir um herdeiro o quanto antes. 
A última coisa que Grier precisa é que um príncipe inalcançável a faça estremecer com seus ardentes beijos e insinuações quentes. No que dizia respeito à Sev, ela carecia da linhagem necessária para se converter em princesa. 
E, entretanto, um só beijo daquela irresistível mulher foi à única coisa necessária para ele perceber que nenhuma outra poderá ocupar seu lugar entre seus braços… 

Comentário revisora Ana Paula G: O que vocês fazem comigo..huahahah...bem, eu não sou muito chegada neste período histórico, mas arrisquei, afinal gosto demais das revisões da Cris..huahaha...Bonita história, realmente, o homi beija bem demaisssssssss....a heroína se acha uma solteirona...o que serei eu, então???Muito gostoso de ler!! 

Capítulo Um 

— Você se refere à senhorita Hadley. 
Com o som de seu nome, Grier deixou de mastigar, sua boca cheia com o terceiro pãozinho açucarado. 
Ou possivelmente o quarto. 
O gosto dessas delícias era o maior destaque de sua tarde, mas escutar seu nome mencionado com tanta zombaria e entre risadas afogadas fez que a comiga tivesse o sabor do pó.
As vozes continuaram e ela se apertou ainda mais contra a coluna, como se pudesse de algum jeito desaparecer dentro do gesso.
— Bom, ela é algo... — O resto de suas palavras se perdeu em um estalo de gargalhadas. Grier inspirou profundamente, sabendo que o que as velhas haviam dito estava longe de ser um elogio.
Sabia com a mesma certeza, que estavam falando dela e não de sua meia irmã;
Não que ela e Cleo não fossem ambas o tema favorito dessas fofoqueiras de risinhos maliciosos, mas de alguma maneira Grier estava colhendo a pior parte da atenção delas enquanto circulavam pela cidade.

Série Princesas Esquecidas
1 - Paixão em Seus Braços
2 - Lessons from a Scandalous Bride
2.5 - The Earl in my Bed
3 - How to Lose a Bride in One Night