29 de junho de 2018

A Desafiante Solteirona do Conde

Série Duques da Guerra
Oliver York retorna da guerra para encontrar seu pai morto, suas finanças em atraso, e a ele mesmo como novo conde de Carlisle. 

Se ele não se casar com uma herdeira - e rápido! - ele e seus arrendatários terão que armar tendas perto do Tâmisa. Ele definitivamente não deveria estar trocando beijos com uma debutante sem dinheiro... não importa o quão cativante ela seja!
A senhorita Grace Halton está na Inglaterra apenas o tempo suficiente para satisfazer os termos de seu dote. Mas um casamento de conveniência não é tão fácil como ela esperava. Na América, sua mãe doente precisa de medicamentos que somente o dote de Grace pode pagar. O que significa que o arrojado conde que ela não pode tirar de sua mente é o único homem que ela não pode deixar entrar em seu coração.

Capítulo Um

 Janeiro de 1816 Londres, Inglaterra 
Poderia ser pior, Lorde Carlisle lembrou a si mesmo enquanto treinava seus olhos semicerrados neste novo campo de batalha. Fazia três anos desde que ele havia posto os pés em um salão de baile. Os estilos tinham mudado e os rostos envelhecidos, mas os bailes de Londres eram tão traiçoeiros como sempre. Ele tentou relaxar. Pelo menos ninguém estava atirando nele.
Quando ele saiu de casa, ele havia sido simplesmente o Sr. Oliver York, herdeiro legítimo de um ditador silencioso a quem ele tinha certeza que viveria para sempre. Cheio de tédio e patriotismo, ele desafiou seu pai e escapou para lutar contra os franceses com seus três melhores amigos. Afinal, qual era a pior coisa que poderia acontecer?
Resposta: Guerra.
Ele perdeu todos os seus três melhores amigos. Edmund tinha sido derrubado por um fuzil inimigo. Xavier não tinha falado uma palavra em meses. E Bartolomeu... Oliver tinha perdido esse amigo quando ele tinha tido a má graça de salvar a vida do homem.
Não que Oliver pudesse culpá-lo. Bart voltou para a Inglaterra sem a perna esquerda e sem o irmão. Ele preferia ter morrido a deixar seu irmão gêmeo morrer. Ele teria tido sucesso nesse esforço, se Oliver não tivesse erguido seu corpo mutilado em seus braços e aberto caminho através do campo de batalha sangrento para os últimos cirurgiões sobreviventes.
Foi um milagre o homem ter sobrevivido. Um milagre ainda maior que ele não apanhasse a primeira lâmina que ele encontrou ao acaso e a atravessasse entre as costelas de Oliver.
Heróis, todos eles. Heróis e assassinos.
Cada um deles tinha sangue em suas mãos. Cicatrizes em seus corações. Não se podia partir o pescoço de outra pessoa com uma baioneta para salvar a si próprio, e em seguida, recomeçar em Londres com corridas de carruagem e apostas bêbadas.
Bêbado, sim. Ele era muito bom embriagado. O álcool era a única coisa que entorpecia a raiva. E a culpa.
Não havia nenhum serviço postal na linha de frente, então ele realmente conseguiu chegar até a porta da frente antes que o resto da notícia o tivesse alcançado.
Ele havia perdido seu pai. Oliver era conde agora. Parabéns!
Seu pai – segundo os jornais de escândalo relataram - tinha chegado a seu fim prematuro na cama de sua última amante, quando seu cozinheiro, inconsciente de sua alergia a frutos do mar, tinha enviado uma bandeja de salada mista com limão e camarão para o quarto dos amantes.
Morte por salada.
E dessa forma, Oliver herdou um condado.
Ele não conhecia um botão sobre ser conde, é claro. Seu pai tinha raramente falado com ele; Oliver, por conseguinte, não estava em posição para substituí-lo. Levaria meses apenas para passar pelos livros diários e correspondências. Quanto mais definir sobre gerar um herdeiro!
Também não estava no mercado por uma esposa. Ele dificilmente poderia ser responsável por uma. Ele estava tendo um tempo bastante difícil lutando com este monstro que era o condado, sem acrescentar um dependente à mistura. Não com seu futuro incerto, e o seu passado um pesadelo.
Homens de sua classe não se casavam por amor. Homens com seu passado não deveriam se casar em absoluto.
A guerra havia lhe ensinado que não havia vulnerabilidade como a de ser impotente para salvar alguém com quem ele se importava. Como seus melhores amigos.
Xavier ainda teve a chance de se recuperar. No momento, ele estava encostado na biblioteca, como uma grande boneca silenciosa, mas Oliver tinha fé que seu amigo apático iria sair de sua fuga.
Essa convicção era precisamente o motivo pelo qual Oliver, salvador de todas as pessoas que não desejavam ser salvas, tinha empurrado seu amigo para uma carruagem e forçado ambos a entrar em um ambiente vivo com luzes e cores. Ele poderia estar morto por dentro, mas ele se recusou a permitir que o mesmo acontecesse com Xavier.
Capitão Xavier Grey uma vez tinha sido o tagarela mais alegre de todos eles. Agora, ele estava à uma respiração irregular da catatonia.
Os cirurgiões estavam perplexos. Ele estava mais morto do que vivo, mas não havia nada visivelmente errado com ele. Talvez tudo o que ele precisasse era de alguma re-assimilação. Vinho. Mulheres. Dança. Uma lembrança do por quê eles tinham lutado, e o que ainda era motivo para viver.
Então, Oliver mandou chamar seu amigo e um exército de alfaiates. Os dois poderiam demonstrar o próprio Brummel. Tinha sido fácil o suficiente conduzir Xavier, já que ele era mudo e flexível como uma estátua de cera. Talvez um pouquinho mais sem vida.
E agora eles estavam em um baile. Um olhar para o rosto de Oliver assegurou que ninguém iria negar-lhes entrada. Mas o que ele iria fazer com Xavier? Ele tinha caído da cadeira quando Oliver tentou sentá-lo no salão de baile com as solteironas, então Oliver tinha sido forçado a acomodá-lo na biblioteca, em uma poltrona com muitos travesseiros.
Isso funcionou. Um pouco. O homem não tinha mudado de posição nas últimas duas horas, e provavelmente iria sentar-se lá como um pedaço de barro direto do Armageddon.
Oliver arrastou-se da biblioteca de volta ao salão de baile. Ele claramente não estava curando Xavier esta noite. Talvez o mais necessitado de vinho, mulheres e dança era o próprio Oliver.
Exceto que o licor de ratafia estava quente, o vinho amargo, a música fora do ritmo. As debutantes somente estavam atraídas para o seu título vergonhosamente adquirido. Os homens só se aproximaram dele para ouvir histórias de guerra salpicadas de sangue. Oliver não tinha nenhuma inclinação para recontar, muito menos reviver.
Salão de Baile Waterloo. A orquestra ensurdecedora, o perfume enjoativo, os redemoinhos de cetim e renda, era um inferno tanto quanto o campo de batalha que ele tinha escapado.
Qualquer um que fantasiava sobre a guerra era um imbecil. Qualquer um que fantasiava sobre herdar um título era um imbecil ainda maior.



27 de junho de 2018

Reivindicando a Moça



Lady Katarina está protegendo a fortaleza irlandesa Rardove para a rainha Elizabeth, que decidiu dá-la para um Lorde Inglês. 
No entanto, o que Aodh Mac Con, que acredita ser o herdeiro legítimo dessas terras, pode fazer a respeito?







Capítulo Um

1589 , Whitehall, Inglaterra
― Eu estou restaurando o título de Rardove.
Os homens do conselho privado da Rainha Elizabeth ergueram suas cabeças em uníssono diante o anúncio surpreendente da rainha.
Restaurar a baronia irlandesa era um desenvolvimento imprevisto.
Mais ao ponto, tinha sido tentado várias vezes antes, mas nunca foi obtido sucesso. Os ingleses que receberam a honra de invadir a Irlanda, enfureceram a zona rural e morreram de formas inquietantemente violentas.
Simplificando, Rardove não podia ser mantido por ingleses.
O que melhorou o ponto para uma dica ainda maior: por que a rainha estava fazendo isso agora?
O título de Rardove tinha sido extinto havia centenas de anos, desde o décimo terceiro século, quando o então senhor de Rardove perdeu a cabeça e tentou explodir metade da Irlanda por meio de uma tintura explosiva lendária — uma ridicula lenda — mas, no caso desta loucura, ele morreu sem problemas, de forma bastante violenta também, nas mãos de um irlandês vingativo e, a lenda continuou a dizer, uma viúva mercantil inglesa vingativa.
A vida em Pale certamente era uma coisa perversa, mesmo na lenda.
Elizabeth tentou restaurar o título uma vez, para um de seus favoritos. A princípio, pareceu ser um sucesso, pois Henri de Macie não parecia ter enfurecido os irlandeses. Na verdade, ele tinha ido na direção oposta e apaixonou-se por um. Então, casou-se com ela. Em seguida, virou traidor para defendê-la. O homem tinha sido superado pela paixão e perdeu a sua cabeça, literalmente.
Tinha sido colocado em uma lança fora da ponte de Londres.
A princesa irlandesa tinha fugido, muito assustada para enfrentar a ira da rainha, deixando para trás uma herdeira perdida de oito anos. O título e as terras mais uma vez voltou para a Coroa, mas a rainha viu algo na jovem. Ela a civilizou o melhor que pôde, então a enviou de volta para Rardove sob a proteção de seu meio-irmão, o filho do barão de um casamento anterior, um intento do homem de restabelecer os títulos do seu pai e arrumar a terra de volta para a Inglaterra, de uma vez por todas.
Ele morreu dentro de cinco anos. Deslizou num penhasco numa manhã de primavera, enquanto se envolvia em combate com um irlandês.
O Conselho dificilmente criticou esse tempo. Tal era o destino dos senhores de Rardove.
A senhora governava lá agora e o manteve pelos últimos sete anos, segurando o castelo desolado em nome da rainha. Tinha feito muito bem, para a surpresa do Conselho. Não a da rainha, no entanto. Elizabeth viu um pouco dela mesma na jovem mulher que permitia manter as terras irlandesas. Para todos os fins, tinha sido um sucesso selvagem.
Até esses recentes rumores de traição.
Qual poderia ser a resposta para a pergunta: Por que agora?
Mas a ferida potencialmente mais funda deste desenvolvimento era… A quem ela iria conceder?
Rardove era vasta, varias áreas de terra. Terra selvagem, terra fértil, terras de lendas e rumores, assoladas por umidez, vento e guerreiros irlandeses.
Certamente ela não cederia isto para um…irlandês?
Certamente não, a pessoa que com intermitência apareceu para servir no Conselho quando ele não estivesse lutando na Armada ou capturando frotas de tesouros espanholas ou envolvido em qualquer outra ação, ele fez tão bem, mas tão bem que capturou a afeição da rainha?
Sooth, seu soberano tinha uma afinidade antinatural para celtas masculinos.
Alto, com cabelo longo e roupas antiquadas — Aodh Mac Con se vestia mais como um pirata do que como um cavalheiro — tinha rumores sobre ele ter sido picado por tinta em todo o corpo, como os pagãos que Raleigh trouxe de volta do Novo Mundo.
Mas este irlandês era potencialmente até mais perigoso que um selvagem, para ele reivindicar que era o herdeiro legítimo da linha extremamente antiga de Rardove, mais longe ainda do que a reivindicação inglesa.
Não. Ela nunca faria uma coisa tão perigosa como dar a Irlanda para um irlandês… Ela daria?
Os homens do Conselho Privado de Elizabeth trocaram olhares desconfortáveis.
Cecil tomou a frente, ele aclarou sua garganta e disse casualmente.
― E quem Sua Majestade está considerando conceder tal benefício?
Ela olhou para cima do feixe de papéis que estava examinando.
― Não estou considerando isto, estou fazendo isto. Bertrand de Bridge.― Ela voltou para os documentos. Os homens trocaram outro olhar surpreso.
― Bertrand, seu interrogador?
Ela assentiu.
― Existem questões de traição em Pale que são inadmissiveis, novamente. Quero que eles se estabeleçam de uma vez por todas. Primeiro seus pais, então seu… Está passando tristes momentos, realmente. Eu acreditei nela quando vocês todos foram contra. Mas ela me fez lembrar de mim mesma.― Havia um leve tremor em sua mão que segurava a caneta. ― Ah, bem. O que deve ser, será. Bertrand a questionará. Se ela provar ser leal, ficar e casar-se com ele. Se não…
O silêncio caiu.
― E… Aodh Mac Con? ― Alguém se aventurou a perguntar.
A rainha parou acima de seu papel, então começou a escrever com sua caneta com um clique decisivo. ― Explicarei isto para ele. Darei a ele…
 

26 de junho de 2018

O Sabor do Céu

Libby Ross escapou da traição e do desengano em Chicago quando chegou a Montana esperando um novo começo, filhos, e um bom lugar para criá-los. 

Em troca, descobriu que tinha sido enganada de novo pelo cowboy que a converteu em sua noiva por correspondência. Ele morreu, deixando-a sem dinheiro, sem um lugar para onde ir, e sem mais recursos que sua própria engenhosidade. Então soube acerca do Rancho A Estrela Polar e seu dono, Tyler Hollins. 
Apesar de toda uma vida de recordações dolorosas, Tyler tinha as mãos cheias de seus problemas mais imediatos. A metade de seu gado tinha se perdido durante o pior inverno registrado e seus cowboys estavam a ponto de abandoná-lo se não fosse capaz de encontrar um cozinheiro decente. Libby Ross atendia os requisitos. 
Ela nunca vira um homem tão atraente com um temperamento tão azedo, mas percebeu o desejo escondido atrás da parede que Ty construíra para manter todos afastados...um desejo tão intenso que quase rompeu o coração da jovem. Chocaram-se desde o início, mas poderiam lutar entre si, ou lutar juntos para ver seus sonhos se tornarem realidade...

Capítulo Um

Libby Ross saiu e fechou cuidadosamente a porta atrás dela, certificando-se que estava corretamente firme. Era algo sem sentido, sabia, mas o fez igualmente. A àquela hora da manhã, fazia frio no terraço amplo e em tão péssimo estado. 
Durante o inverno, aquele lado da casa permanecia na sombra durante a maior parte do dia, mesmo quando o sol brilhava. Aquele fato lhe servira muito durante o mês anterior, sobretudo quando a terra ainda estava congelada. Enquanto pensava, sua mão se apertou espasmodicamente contra sua bolsa, com a qual tinha chegado em setembro passado. 
Não tinha vindo com muito, exceto com a esperança, e de alguma maneira se sentia como se estivesse partindo com menos ainda. Acima, no céu, que parecia não ter fim, as nuvens cobriam o sol. Libby levava com ela apenas os objetos pessoais que trouxera no outono passado, e com os quais enchera o baú depois de subi-lo a uma carreta velha. 
Também levava a Winchester de Ben, que a protegeria se precisasse. Não tinha muita habilidade com a arma, mas pensava que se tivesse de enfrentar a necessidade de usá-la, aprenderia rápido o suficiente. Não tinha mais nada na casa que pudesse lhe interessar ou ser de ajuda. Alguns pedaços quebrados de móveis e uma miscelânea de coisas sem valor que reunidas durante a vida austera de solteiro de Bem, era sua herança como viúva. 
Subiu à carreta e pegou as rédeas, olhando ao ruão magro que tinha demorado mais de uma hora para enganchar. Estava com um aspecto lamentável, e a preocupava ter que fazer aquela viagem até a cidade de Heavenly. Que o cavalo tivesse sobrevivido ao inverno já era um milagre, pelo qual ela estava profundamente agradecida, por ser seu único meio de transporte ali. Mas Libby sabia que teria caminhado, até mesmo se arrastado de joelhos se fosse necessário, só para escapar dali, e de Montana. 
Não tinha muito dinheiro, mas certamente tinha o suficiente para comprar um bilhete para chegar a qualquer parte fora daquele território. Aquele era seu objetivo imediato. Para onde iria, e o que faria quando chegasse seriam preocupações que poderia deixar para mais tarde. Não era um grande plano, mas era o melhor que sua inchada mente podia conceber. 
Seu primeiro destino seria Heavenly, a cidade mais próxima, a vinte e cinco quilômetros ao este. Vira-a somente uma vez, e fora no outono passado quando subira naquela diligência. Enquanto estava na rua piscando contra o sol, com seus olhos de uma jovem de cidade, para a ordinária e decepcionante paisagem com um saloon e algumas lojas que se levantavam da artemisia. Mas depois de meses sem ver outra paisagem, a não ser uma vazia pradaria coberta de neve, no olho de sua mente, Heavenly, Montana, tinha alcançado a altura de sua homônima. Guiando o cavalo para o caminho, não olhou para o casebre miserável onde tinha passado aquele inverno exaustivo e interminável, mas deu uma breve olhada sobre o túmulo de Ben. No dia anterior, depois de terminar seu enterro, marcara o lugar com uma cruz mal feita, com duas colheres de madeira, amarradas em seu cruzamento com uma fita de um de seus aventais. Não era nada luxuoso, mas era o melhor que conseguira fazer, e tudo o que Ben merecia por todas as mentiras que lhe contara para atraí-la até ali. 
De ambos os lados da estrada que conduzia para fora da propriedade, a pradaria estava cheia de abrigos de gado marrons sarnentos e mortos, revelados pela neve derretida. Estremeceu diante da sensação térmica. Parecia como se nunca tivesse se sentido quente o suficiente. Inclinou a cabeça por um instante contra a dor de saber que estava totalmente sozinha no mundo. Rapidamente agitou as rédeas sobre o lombo do cavalo para acelerar sua saída daquele lugar. 

Se Casar com um Laird Escocês

Série Noivas das Highlands
A batalha não é estranha para o Highlander Campbell Sinclair, então quando ele vê um rapaz sendo atacado por bandidos, ele pula para o combate. Ele não contava em ser esfaqueado.

Grato ao garoto por cuidar dele até recuperar a saúde, Cam se oferece para escoltar Jo com segurança até seu destino. Mas quando ele acidentamente se depara com o moço se banhando no rio, Cam descobre que Jo na verdade é Joan... com as mais pecaminosas curvas.
Joan prometeu à mãe que iria entregar um pergaminho ao clã MacKay. Mas viajar sozinha é perigoso, mesmo disfarçada de menino. 
Quando um guerreiro escocês oferece ajuda, ela fica mais que aliviada... até que ele a surpreende com vagarosos beijos e carícias que provam que o disfarce dela não o enganou. Enquanto a paixão deles inflama irão os segredos do pergaminho forçar um casamento... e conduzir a um amor que ela nunca conheceu?

Capítulo Um

Cam ouviu o problema na trilha à frente antes mesmo de vê-lo. Os gritos o fizeram instintivamente diminuir o passo de seu cavalo quando contornou a curva, mas quando viu um rapaz sendo segurado pela gola da camisa e espancado por um homem grande como um touro, Cam pegou sua espada e esporeou o cavalo para que se movesse mais rápido. Um segundo depois alcançou o par.
O baque de suas botas batendo no chão fez o assaltante olhar ao redor apenas a tempo de ver o punho da espada de Cam, pouco antes de bater na cabeça do grande idiota. O sujeito desabou como uma pedra, infelizmente caindo sobre o menino e pousando com força suficiente para gerar um gemido de dor no quase inconsciente rapaz.
Estremecendo em simpatia, Campbell usou sua bota para rolar o vilão de cima do rapaz. No momento em que o peso do homem foi removido, o rapaz abriu os olhos inchados e enegrecidos, e os semicerrou incerto.
— Você está seguro. Cam disse e se inclinou para lhe oferecer a mão para levantar.
Em vez de tomá-la, porém, o rapaz olhou além dele, os olhos inchados alargando-se ligeiramente com horror. Cam instintivamente começou a se endireitar, mas um golpe em sua lombar o fez cambalear. Ele conseguiu evitar pisar no rapaz e recuperou o equilíbrio depois de alguns passos, em seguida, virou-se para enfrentar o seu assaltante.
Assaltantes, Cam corrigiu-se sombriamente quando notou os três homens que agora enfrentava. Todos tinham rostos sujos e usavam roupas esfarrapadas. Nenhum deles era tão grande quanto o homem que ele tinha nocauteado, mas também não eram pequenos e cada um tinha uma arma diferente. 
O careca do lado esquerdo segurava uma clava, aquele com o longo cabelo escuro na direita segurava uma espada velha e enferrujada, e o ruivo no meio segurava uma faca da qual escorria sangue.
Seu sangue, Cam percebeu quando sentiu um líquido quente escorrendo por suas costas e perna. Ele não tinha sido socado nas costas, tinha sido esfaqueado. Com a boca comprimida, ele levantou a espada, puxou uma pequena lâmina da cintura com a mão esquerda e começou a avançar, sabendo que não teria muito tempo antes da perda de sangue enfraquecê-lo.
 Tinha que cuidar dos homens antes que isso acontecesse, ou ele e o menino, sem dúvida, seriam encontrados mortos no lado da estrada quando o próximo viajante passasse por ali.
Cam lançou a faca no homem com a lâmina sangrenta primeiro, esperou tempo suficiente para vê-la se enterrar em seu peito, então balançou sua espada para o homem à direita.
Apesar de suas roupas esfarrapadas e condição imunda, o homem manejava sua espada velha e enferrujada melhor do que Cam esperava. Ou talvez ele mesmo já estivesse enfraquecendo, e isso - combinado com a preocupação de ser atacado por trás pelo terceiro homem a qualquer momento - afetava suas habilidades. Seja qual fosse o caso, demorou ao Cam meia dúzia de golpes de espada para seu adversário finalmente cair.
Espantado que ainda não tivesse recebido meia dúzia de golpes na cabeça e nas costas, Cam virou-se para enfrentar o outro homem, só para encontrá-lo no chão. O menino estava em cima dele, com a lâmina sangrenta do homem ruivo na mão.
— Ele ia te atingir. O rapaz disse defensivamente, deixando cair a lâmina quando olhou para cima para ver Cam observando-o.
Abrindo a boca para agradecer o rapaz, Cam deu um passo adiante, mas sua boca fechou quando se viu de repente de joelhos. Ele olhou para baixo confuso quando sua espada em seguida deslizou de seus dedos, e virou os olhos perplexos para o menino. Mas no momento seguinte, encontrou-se plantado no chão e perdendo a consciência.
Joan olhou para o escocês com espanto. Em um minuto ele parecia forte e bem, lutando contra seus agressores, no próximo estava caído de bruços na estrada. Parando para pegar a faca novamente, ela rapidamente a limpou nas costas do homem morto para remover o sangue, e depois enfiou-a no cinto da cintura e passou por cima dele para chegar ao lado de seu salvador.
Seu olhar encontrou imediatamente a mancha escura na parte de trás do seu kilt e não precisou tocá-lo para saber que era sangue.
Ele tinha sido esfaqueado, Joan percebeu, surpresa com o quão sério o ferimento era. Ela tinha visto o homem ruivo aproximar-se dele por trás com a faca erguida e assumiu que o tinha esfaqueado, mas quando seu salvador lutou tão eficazmente, pensou que talvez tivesse sido apenas uma ferida insignificante. A quantidade de sangue em suas costas e ensopando seu kilt, das nádegas para baixo, no entanto, sugeria que a ferida era ainda mais feia afinal. De fato, agora ela estava espantada que ele conseguiu lutar.
Suspirando, Joan se sentou sobre os calcanhares e olhou ao redor. Tinha certeza que três dos homens estavam mortos, mas o homem que estava batendo nela quando seu salvador chegou estava apenas inconsciente. Brevemente, ela considerou retificar essa situação, mas Joan era uma curandeira. 
Matar um homem inconsciente, mesmo aquele que tinha batido nela momentos atrás, ia contra tudo o que acreditava.
Seu olhar deslizou de volta para seu salvador e Joan levantou o plaid para ver a ferida. Ela teve uma visão de sua bunda primeiramente, mas esta não era a primeira vez que atendia um homem ferido e sua formação a refreou, permitindo-lhe ignorar o seu traseiro nu e, em vez disso, focar sua atenção a lombar dele.
— Droga!



Série Noivas das Highlands
1 - Uma Noiva Inglesa na Escócia
2 - Se Casar com um Laird Escocês
3 - O Highlander encontra uma Esposa
4- Amando um Highlander
5- Rendendo-se ao Highlander

24 de junho de 2018

Vingança

Série Romances Vitorianos
Alexandra vive por seu trabalho como pesquisadora, até encontrar Gabriel, marquês e espião, e as faíscas voam entre os dois.  

Ela decide não vê-lo novamente, e ele, que tem de levá-la para sua cama. E usará qualquer método, mesmo chantagem, se necessário, para levá-la aos seus braços. Imersos em um mistério cheio de mentiras e assassinatos, eles terão que lutar, primeiro para sobreviver e depois para saber o que é mais importante para ambos.

Capítulo Um

Londres, 1852
O corpo jazia imóvel, deitado de lado, sob uma grossa capa de mantas. Na semi escuridão do quarto, iluminada pela luz da lua que entrava pela janela, vislumbrava-se com muita dificuldade uma silhueta. Por acima do lençol, via-se a cabeça de um ancião, coberta por um gorro de dormir. Sua face estava coberta por uma máscara, e debaixo, por uma barba branca, que lhe cobria o resto do rosto. Roncava ligeiramente, indiferente ao estranho, que havia se introduzido em seu quarto uns momentos antes, e que estava imóvel ao lado da cama. 

O assassino ergueu o braço direito para esfaquear o corpo adomercido quando o quarto de repente se transformou em um pandemônio de corridas e gritos. Dois homens o derrubaram. Só então, várias lâmpadas a gás foram ligadas simultaneamente.
Quando o delinquente foi mantido no chão, o velho pulou da cama com agilidade imprópria para a idade. Caminhou até o intruso, observando os dois policiais iluminarem seu rosto com uma das lâmpadas, depois virou-se para o inspetor ao lado dele, segurando outra lâmpada.
— Eu lhe disse James! Sabia que era o sobrinho! Deve-me um jantar no “Pomme de Terre”, eu sabia disso! — a mulher, pois claramente o era por sua voz, tirou a barba com um puxão seco, e logo o gorro de dormir. Ficaram alguns restos de cola no queixo, mas, no todo, seu aspecto era normal, estava completamente vestida. 
O inspetor de polícia, sorria ao vê-la mover-se de um lado a outro com aquela energia, pouco lhe faltava para ficar dando saltos de alegria.
— Está bem, Alexandra, convidarei-te. Embora fosse mais justo que você me convidasse, já que você ganha mais que eu. —queixou- se.
— Oh, não! uma aposta é uma aposta. — agarrou seu revólver debaixo do travesseiro e o meteu na bolsa como se fosse qualquer coisa. Dali tirou um lenço com o qual terminou de limpar os restos de barbicha do queixo — Bom, vou para casa, com um pouco de sorte, minha tia me terá guardado o jantar.
— Não conheci, em minha vida, ninguém, homem ou mulher, que coma tanto como você. — ele a pegou pelo cotovelo — Vamos, eu vou te levar, é tarde. — fez um gesto a um de seus homens, para que se encarregassem do detido. — Vou levar a senhorita Wallace a sua casa, em seguida vou a delegacia de polícia. — Frank, seu segundo em comando, assentiu.
Alexandra seguiu tagarelando pelo caminho, até que subiram no carro, e uma vez dentro, também.
— Este caso era muito importante — lhe olhava com os olhos brilhantes — saiu nos jornais. Agora ninguém pode pôr em dúvida, que posso fazer o mesmo trabalho que um homem — ele assentiu, estava totalmente de acordo com ela. O ancião, que tinha sofrido duas tentativas de assassinato, a contratou, graças em grande parte, a sua amizade com a tia da Alexandra. Ela tinha falado com o James, quando lhe ocorreu a ideia de ficar como isca. Tomou a sério porque já tinha trabalhado com ela um par de vezes antes, e conhecia seu profissionalismo, e que suas ideias, geralmente, eram muito acertadas.
Escutou-a cantarolar olhando pela janela. O fazia ocasionalmente. Quando estava contente.
— E como está o seu irmão?
— Desgostoso! Continua a insistir para que eu pare com isso. Mas eu adoro! — encolheu os ombros — Ele está em St. Ives, mas vem de vez em quando para nos ver. Você me entende verdade James?
— Claro, também gosto do trabalho. — algo no tom de sua voz lhe fez o observar com atenção. Olhou-lhe pela primeira vez à luz essa noite, havia algo diferente nele, era como se lhe ocultasse algo.
— James, o que está errado?
— Eu não sei o que você quer dizer. — encolheu os ombros.
— James… acredito que já nos conhecemos, não me insulte mentindo para mim. Prefiro que você me diga que não pode me dizer. — ele olhou para ela atentamente.
— Se não te contar, acabará por descobrir. Outro dia, meu chefe me chamou para o escritório dele. Recebi ordens para visitar o Marquês de Bute. — Alexandra não conseguiu deixar de estremecer ao escutar o nome. James não era um tolo, ele percebeu.
— Você o viu? — já não estava tão contente.
— Sim, esta manhã. — ele continuou, olhando para ela, como se avaliasse a conveniência de lhe contar tudo. — James por favor!





Série Romances Vitorianos 
1 - Traição
2 - Vingança
3 - Só Você
Série Concluída


23 de junho de 2018

Em meus Sonhos


É uma divertida história de aventuras e amores através do tempo.

Convocado no tempo à Irlanda medieval, o motoqueiro californiano Sammy Bergen, um professor de artes marciais, passeando em sua moto Harley Davidson escuta uma mulher gritando e vai a seu resgate.
Viaja de Los Angeles em 1993, para a Irlanda e 809, durante a época das invasões vikings.
Ali se encontra cara a cara com a mulher de seus sonhos, Brianna, uma linda cantora e maga druida, que o tinha convocado através do tempo por meio de sua música.

Capítulo Um

Irlanda, 805 D.C.
 — Estava cantando enquanto dormia outra vez — lhe disse Donal. Por causa da garganta seca Brianna soube que seu irmão gêmeo dizia a verdade. Sentou-se lentamente, mantendo a áspera manta de lã envolta ao redor de seus ombros. Embora fosse verão, o ar pouco antes do amanhecer era incomodamente frio. Especialmente para alguém que tinha estado sonhando com montanhas pedregosas cobertas com tufos de capim queimados pelo sol. 
— No sonho fazia calor — disse, embora não para Donal, porque não estava prestando atenção enquanto removia as brasas de turfa na lareira central do quarto. Podia ouvir seu pai roncando, ainda, depois da cortina de couro que separava seu quarto do resto da pequena cabana. 
— Tenho fome — disse Donal, seu tom sugerindo mordazmente que ela tinha que fazer algo a respeito, e logo. Brianna sorriu e deu um bocejo que quase quebrava sua mandíbula. Tinha passado a maior parte da noite atendendo um menino febril, cantarolando canções de ninar misturados com feitiços de cura. 
Assim que tinha apoiado a cabeça para descansar em sua cama na casa de seu pai, o sono tinha chegado. Sabia que tinha poucos momentos mais antes que o dia começasse e do início do seu dia de trabalho, assim olhou atentamente as profundas sombras do quarto e saboreou a lembrança do sonho. 
Donal teria sua comida em seguida, mas primeiro queria alguns momentos para si mesmo. Com frequência sonhava com um lugar quente e ensolarado onde se encontrava uma cidade esfumaçada. Montanhas surgiam em seu horizonte, e um oceano verde se prolongava ao Oeste. 
A própria cidade se estendia sobre colinas marrons e em vales com curvas. Não tinha ideia em que parte do mundo existia a cidade esfumaçada, talvez só em seus sonhos. Sabia que sonhava muito, e seus sonhos com frequência se convertiam em visões verdadeiras. 
Não tinha ideia se a cidade era real, só sabia que a cativava. Às vezes isso era aterrador, às vezes reconfortantes. Às vezes captava olhares nas sombras de um homem, mas nunca podia distinguir seu rosto. Seus sonhos sempre a enchiam de saudades, mas do que, ela não sabia. A noite passada seu sonho da cidade tinha sido bom. 
Desta vez quase tinha decifrado o significado das enormes pedras brancas que ficavam no topo de uma das colinas da cidade. A mão de Donal aterrissou em seu ombro no momento em que ouviu o ruído dos anéis de latão quando seu pai afastou a cortina. Seu pai entrou no quarto, tossindo. 
— Há tempo para mim — disse Brianna enquanto arrojava as mantas e ficava de pé. O contato de sua pele nua contra o frio chão de terra a ajudou a despertar por completo. O tempo para devaneios tinha terminado. Alisou sua camisola de linho enrugada pelo sono e se apressou a vestir uma túnica. Preocupar-se-ia em banhar-se e trançar o cabelo mais tarde. 
— Já acendi o fogo para você. É hora de que terminássemos com nosso jejum — disse Donal. Seu pai olhou dentro de uma jarra de barro e lhe ofereceu um olhar de recriminação ligeiramente. — Esqueceu de trazer água fresca ontem à noite, minha querida. Tinha pedido a seu irmão adotivo, Ailill, que trouxesse água antes de passar a noite fora, nos pastos das ovelhas. Claro que o moço se esqueceu. Brianna não disse isso a seu pai. 
Era sua responsabilidade ocupar-se das necessidades da casa. Agora, isso significava alimentar aos homens. Seu pai não concordaria em se atrasar para a missa da manhã, já que ele era o abade do mosteiro de Ban Ean. Papai não comia antes de dizer missa, mas ela sabia que poderia convencê-lo de que um pouco de leite quente misturado com mel lhe faria bem. Brianna pegou um balde e se dirigiu à porta para procurar leite fresco da leiteria comunitária. 
O amanhecer mal se insinuava em fazer uma aparição enquanto atravessava a praça da aldeia. Olhou rapidamente o céu e começou a cantar enquanto seu longo dia começava. **** Na missa, Brianna cantou em voz baixa enquanto todos os outros membros da igreja rezavam.
 














21 de junho de 2018

Para Fazer Contigo o que Queira

O marquês de Rolagh sabe muito bem que papel representará sua esposa em sua vida. 

Ela será o pequeno instrumento que o ajudará a seccionar a carótida de seu mais sanguinário inimigo, o próprio pai da jovem, uma vez que tenha se cansado de brincar com ele. Entretanto, depois de conhecê-la, sente-se deslumbrado por sua impressionante beleza, sua sensualidade inata, sua inegável inteligência, sua força, sua coragem e até sua rebeldia constante. Porém, seu empenho em destruí-la, e com ela ao homem que lhe roubou tudo, anos atrás, não diminuiu nem um pouco apesar do abrasador desejo que o consome cada vez que respira seu intoxicante aroma de gardênias.
Lady Ailena se vê forçada a casar com aquele estranho, arrogante e igualmente protetor, temendo ter escapado de um pai dominador para terminar nas garras de um marido cruel e obsessivo. 
Enquanto luta por sobreviver aos seus contínuos abusos e à perda de tudo que foi importante para ela alguma vez, tentará não permitir que a paixão que ele desperta converta-se em algo mais. Algo que provavelmente permitirá que ele a aniquile...

Capítulo Um

Uma hora mais tarde, o marquês de Rolagh afundou-se na poltrona que presidia a enorme escrivaninha de madeira maciça de seu escritório, enquanto contemplava com uma expressão de estudado aborrecimento como o visconde Crassdanl atravessava a estadia e, sem pedir permissão, desabava languidamente sobre uma das duas cadeiras gêmeas de pele negra situadas em frente a ele.
— Hoje é o grande dia — Comentou seu visitante. Entretanto, não havia verdadeira alegria em suas palavras. Sabia de sobra a opinião daquele homem com respeito aos seus propósitos, comunicara-o em diversas ocasiões e de variadas formas nos últimos meses, mas se não o fizera mudar de opinião até então, tampouco conseguiria agora.
— Sim — demarcou. — É.
— Está impaciente, não é assim? — Um ligeiro sorriso, mais irônico que outra coisa, apareceu em seus lábios.
— Conhece-me bem, Darius, mas estou procurando aproveitar.
— Esticando os últimos momentos, não? — O afiado e duro olhar do marquês não cedeu nem um pouco, nem sequer pareceu levemente envergonhado quando admitiu.
— Sim — Foi tudo o que disse. Os olhos marrons de seu interlocutor suavizaram-se notavelmente.
— É mais do que compreensível, Javo. Se tão somente não a colocasse nisto… — Deteve-se quando o viu levantar a mão lhe pedindo que o deixasse.
— Discutimos sobre isto até não poder mais, Dar, e sabe que minha determinação é firme. Necessito dela para levar a cabo meus planos, e não vou sacrificá-los por nada, nem ninguém. — Seu olhar se afiou. — Nem sequer por ti.
— Sei. — O visconde olhou para outro lado durante um momento, incapaz de suportar o que aqueles olhos expressavam, apesar de estar informado da pesada carga que ocultavam. O amigo pareceu ler seu pensamento, como testemunharam suas seguintes palavras.
— Você melhor do que ninguém entende minhas motivações. É o único que conhece a história completa. — O olhar do visconde tornou a buscá-lo e, desta vez, mostrava uma firmeza que não estivera ali desde que entrara no escritório. Seu sorriso, geralmente zombeteiro e depreciativo, também retornara.
— Tem razão, é claro. É somente que sinto pena da dama. É jovem e inocente, muito diferente dele, e me pergunto por quanto tempo conseguirá permanecer assim estando ao seu lado.
— Não muito, espero. Esse tipo de mulher me aborrece soberanamente.
— Os homens são criaturas aborrecidas — Sentenciou lady Ailena Lusía Sant Montiue, ignorando firmemente as suas duas irmãs que lançavam risadinhas tolas e baixinhas.
— Vamos Lusi, reconheça que possuem seus encantos. — A mais velha delas, Alexandria, enfrentou seus olhos azuis sem piscar, e com um ligeiro sorriso em seus carnudos lábios. — Alguns deles, em todo caso — Cedeu gentilmente.
— O dia que tenha certeza disso lhe farei saber — Respondeu mal-humorada. Tomou um delicado gole de sua xícara de chá enquanto dava voltas no assunto e depois voltou para o mesmo. — Mas até então, temo que teremos que aguentá-los, por mais pedantes, egoístas e superiores que se acreditem. Ao menos até que papai a passe para o lado de vê-la casada, Alexa. — A aludida suspirou, já que sim, estava farta da lista de possíveis pretendentes que seu pai estivera passando sob o nariz durante as últimas semanas.
Parecia que assim que as badaladas do relógio anunciaram seu vigésimo aniversário, o conde metera na cabeça que estava ficando para solteirona e que se fazia imperativo colocar mãos à obra para evitar a todo custo. E não era que ela não quisesse casar-se, mas em seu momento. Agora, o que desejava era viver, não se amarrar a um homem com as características que, com tanta sabedoria, descrevera sua irmã, e adoecer em um matrimônio de conveniência, parindo um filho atrás de outro, a cada ano. Suspirou resignada, desejando pela milésima vez ter nascido varão.
— Não acredito que vá passar, Lusi. Quer vê-la em frente ao altar antes que acabe a temporada.
— Mas para isso só faltam dois meses! — Alexandria olhou-a fixamente durante alguns instantes.
— Exatamente — Foi tudo o que disse. Ailena sentou-se para trás no assento recuperando a compostura, quando pela extremidade do olho observou a expressão de ansiedade de sua irmã mais nova.
— Por que tanta pressa? — Perguntou a irmã do meio das Sant Montiue para a sala em geral. — Que eu saiba, você não mostrou interesse em nenhum cavalheiro em especial.
— Porque não o tenho. Nenhum me chamou a atençãoaté o ponto de querer amarrar-me pelos próximos cinquenta anos. Nem na sua cama, já disse. — Ailena ocultou um sorriso. Sua irmã estava acostumada a enganar a todo mundo. 
Sua incrível beleza clássica e semnenhuma imperfeição realçada por seu cabelo loiro e seus enormes olhos mel claro e uma aura de absoluta fragilidade unidas ao seu porte delicado e maneiras suaves e, totalmente fingidas, davam a impressão de uma dama recatada e dúctil. Mas nada mais longe da realidade. 
A chocante verdade era que lady Alexandria era uma mulher com ideias muito claras, uma cabeça muito bem centrada e um caráter forte e decidido, além de um vocabulário variado e florido. Todas essas… características de sua personalidade ela procurava guardar debaixo de sete chaves na presença de estranhos, mas nunca se reprimia com a família.
Graças a Deus.
— Bem, tendo muito claro esse ponto, o que temos que fazer é decidir o que vamos fazer para jogar por terra os planos de papai. — A habitação ficou em silêncio depois daquelas palavras e não era difícil saber porquê.
— Lusi…, mas vale a ideia… 




Convide-me para Dançar

Série O Clube do Falcão
O Conde do Vaucoeur nunca deveria ter comparecido ao baile, sabendo que Lady Fiona Blackwood estaria ali.

Lady Fiona nunca deveria ter enviado sinais para Lorde Vaucoeur depois de semanas a olhá-la fixamente.
E talvez, se ambos se comportassem como deveriam, nunca se encontrariam, escapando do desastre, encharcados, e um nos braços do outro.
Às vezes, um simples baile em Londres, pode se converter na maior aventura de todas…

Capítulo Um

Não era o Baile da Temporada. Nem sequer era o baile da semana. Nem daquela noite. Era uma mísera festa passada de moda em uma casa desmantelada, na qual compareciam duzentos futuros aspirantes ao “beau monde”, a maioria dos quais nunca vira o interior de uma mansão de Mayfair ou uma sala de estar de Grosvenor Square. 
A chuva golpeava contra as janelas cobertas com cortinas finas, o teto curvado com pintura descascada, era apenas dissimulado pela claridade das poucas velas, e a única razão pela qual Felix Vaucoeur, Conde de Vaucoeur, Cavaleiro da Ordem de São Martín e dono de Rowswith Castle, estava presente, era para ver Fiona Blackwood dançar. 
Novamente. Nas sombras. Sem se deixar notar. Como fizera antes, muitas vezes. Ficaria aborrecido consigo mesmo 
― ou com qualquer outro homem que praticasse semelhante covardia ― se não tivesse um motivo plausível para permanecer oculto. A tragédia era sempre uma boa justificativa para o comportamento grosseiro. Lady Fiona tampouco pertencia a este baile. 
Era deliciosa irmã de um conde escocês. Seu pescoço de marfim deveria estar coberto com diamantes no lugar da singela medalha de ouro que usava agora, e seu cabelo escuro deveria estar preso com pentes de prender cheios de jóias, não com simples faixas, que muito atraentes, cintilassem em branco e prata como seu modesto vestido. E deveria passear de braço dado com duques, não com filhos de comerciantes, por mais bem situados que estivessem. Mas há algumas semanas, Felix havia notado sua amizade com uma jovem senhora, nova em Londres, uma moça da baixa nobreza, com duas tias solteiras sem nenhuma posição para escoltá-la. 
A garota era formosa, embora não fosse uma beleza. Entretanto, quando os expressivos olhos de Lady Fiona se encontravam com os de sua amiga, os olhos de ambas se iluminavam pela diversão. Parecia que, nesta sociedade de segredos e máscaras, elas compartilhavam idênticos corações abertos. 
Ela fizera amizade com uma garota muito abaixo do seu status social, simplesmente pela alegria de fazê-lo. Por isso, estava aqui esta noite, no baile de estreia de sua amiga. E vêla fazia doer o coração de Felix. Ela era a única dama da Grã- Bretanha que não se devia permitir admirar; entretanto, não parecia conseguir se manter afastado dela. 










17 de junho de 2018

Uma Dama Arruinada

Fazia seis anos, ante a indignação de sua família e o deleite da frívola sociedade londrina, que Lady Helen Dehaven recusara casar-se com o homem ao que estava prometida.

Ainda mais surpreendentemente, sua recusa aconteceu após notícias de conduta escandalosa: seu noivo e ela foram descobertos em uma posição muito comprometedora. 
Deixando sua reputação em farrapos e seus motivos um mistério, Helen se retirou a uma vida singela, em um pequeno povoado entre amigos, onde seus segredos permaneceram privados.
Por razões próprias, Stephen Hampton, Lorde Summerdale, está decidido a conhecer a verdade por trás da enredada história da ruína de Helen. Não há nada que odeie tanto quanto o escândalo - nada para empurrar tanto quanto discrição - por isso se surpreende ao descobrir, depois de encontrar Helen, que não pode evitar admirá-la. 
Contra todas suas expectativas, encontra-se perdoando sua história escandalosa em favor de tão somente estar perto dela. Mas o amargo passado não deixará ir tão facilmente ao coração da Helen. Como pode confiar em um homem tão impregnado da cultura da alta sociedade, alguém que oculta tanto? E como pode ele, alguém tão dedicado à aparência do decoro, amar uma mulher arruinada?

Capítulo Um

Setembro, 1820,

O Conde de Whitemarsh
Baird House
Londres
Estimado Whitemarsh,

Já estou instalado em meu lar em Herefordshire, a não mais de uma légua da vila do Bartle-on-the-Glen. Dado que cheguei faz apenas uma semana, não pude obter muito progresso com a tarefa que empreendi a seu pedido para o benefício de nossos mútuos interesses. 
É verdade que a casa do dote está, com efeito, sem hóspede, tal como o advogado de Lady Helen advertiu. Se não tiver êxito com os inescrutáveis aldeãos, temo que minha investigação vá proceder muito lentamente.
Entretanto, chegou a meu conhecimento que certa Madame do Vauteuil habita na vila e é descrita com respeito por quem frequenta a hospedaria como ― Sociedade real ― frase que só posso assumir significa que não se opõe a receber visitas e, espero, está tão interessada em rumores como qualquer membro da Sociedade. Mencionei que os aldeãos não são muito comunicativos. 
Em particular, suas respostas a minhas indagações concernentes a sua irmã são todas similares. Invariavelmente se tornam hostis e desconfiados de qualquer motivo pelo qual a possa estar procurando, enquanto simultaneamente recusam admitir que a conhecesse ou que ouviram falar dela. A informação a respeito de Madame de Vauteuil a obtive por minha conta, já que meus serventes adquiriram uma reputação na aldeia de serem intrusos impertinentes que fazem muitas perguntas.
Espero que você mande notícias imediatamente se tiver algum conhecimento de Madame de Vauteuil, já que seu nome me parece familiar embora não posso recordar de onde. Ela pode ser a única via para encontrar Lady Helen. Já que não tenho outros assuntos urgentes que atender nos próximos meses, e meus negócios se podem dirigir facilmente desde esta localização, estou preparado para residir aqui durante o outono. A propriedade requer melhoras que agora tenho o tempo de fiscalizar. Manterei-o informado com regularidade de meu progresso na busca de sua irmã.
Seu Servo,
Summerdale

Tocaram à porta justo antes da hora do chá. Marie-Anne estava de bom humor, rindo do que tratava de fazer Helen com os bilros.
― Não, não, mademoiselle. Terá que sempre mantê-los em ordem! ― A reprimenda era cheia de humor.
Marie-Anne se inclinou enquanto as duas riam. Suas peritas mãos moveram os bilros às posições corretas no almofadão e tentavam desfazer os nós de fios ao redor dos alfinetes.
Helen se lamentou ― Nunca aprenderei! Vou terminar fazendo um ninho para ratos. ― Dissolveu-se em risadas lamentosas ao ver o resultado de seu esforço. De verdade, era terrível. ― E um ninho para roedores não deveria tomar tanto tempo nem esforço. Nem fio!
Marie-Anne extirpou todo o artefato do almofadão, marco e bilros pendentes do regaço da Helen. Seus dedos começaram a trabalhar ao longo dos fios. Isto lhe parecia uma tarefa um tanto infrutífera a Helen.
― Só necessita um pouco mais de prática, e quando aprender, poderá fazer o ninho de encaixe mais fino para a família de ratos de sua adega, se quiser.
Falavam em francês. Marie-Anne sentia saudades com frequência de sua língua materna, achou mais fácil para comunicar os detalhes de rendas quando ela podia ter certeza do seu vocabulário. A Helen agradava ter a oportunidade de usar essa linguagem. Havia escassas ocasiões para usar francês no Bartle-on-the-Glen, e era agradável escutar seus encantadores e exóticos tons ao tempo que brindava um pouco de conforto a sua amiga.
A pobre Marie-Anne se via perplexa ante a profusão de laços e nós frente a ela. ― Maggie provavelmente sabe fazer um desenho mais singelo, e o encaixe irlandês é igualmente lindo.
E sem dúvida igualmente complicado, pensou Helen chateada enquanto tirava a carta de seu bolso. Seu advogado a tinha dado na última visita, na semana passada.
― Os Huntingdons não virão este outono. Joyce diz que o barão está indisposto. ― Esquadrinhou a página outra vez, como as últimas cem vezes que a escrutinou durante a semana, procurando qualquer sinal de que Joyce estivesse ofendida. Sua amiga era, pelo geral, bastante direta, e Helen não tinha razão para duvidar da enfermidade do barão. De qualquer maneira, não podia esperar que sua amiga escrevesse que era impossível visitá-la porque alguém era uma vergonha.
Marie-Anne levantou a vista de seu regaço consternada. 
― Mas que mau!



Lachlan

Série Highlanders Imortais
Uma segunda chance no amor. 

Ou uma segunda chance na vida. Ela não pode ter os dois.
Quando Kinley Chandler chega abruptamente na Escócia Medieval, não há muito o que ela está deixando para trás. Com o corpo despedaçado e a carreira militar acabada, Kinley resignou-se à morte. Mas no passado, tudo isso muda.
Lachlan McDonnel, o Laird de um Clã de Highlanders imortais, mal pode acreditar em sua boa sorte. 
Não só a moça misteriosa salva sua vida, ela desperta seu coração de uma maneira que ele achava que não é mais possível.
Mas os feitiços de druida que permitem que o Clã de Lachlan viva para sempre têm um lado sombrio também. 
Ele e seus homens sabem muito bem que as pessoas mágicas nunca dão sem tomar. Embora ele tenha jurado protegê-los, o preço de sua lealdade pode finalmente ser muito alto.

Capítulo Um

Kinley Chandler esperava por um dia perfeito. Então, claro, ela conseguiu um. A artemísia cinza-esverdeada e os brilhantes girassóis do mato cobriam os penhascos acima das areias douradas onde ela caminhava. Enquanto a aurora espiava o horizonte, o Pacífico espalhava suas infinitas saias índigas para provocar a costa com babados brancos rendados. Manic, caçadores de mosquitos de cauda negra esvoaçavam em busca de seus cafés da manhã com insetos. Eles proferiam gritos ásperos e felinos quando Kinley se aproximava muito. 
O sol nascente era bom em seu rosto enquanto aquecia a brisa salgada da costa de San Diego. É onde eu deveria estar. Enquanto contornava uma piscina de maré, Kinley se perguntou por que ela não tinha vindo aqui com mais frequência quando estava nos Estados Unidos. Ela nunca havia percorrido toda a trilha de meia milha através da reserva. No topo do penhasco ao longe, acima de uma praia particular, ficava a falsa mansão italiana de um milionário. 
Uma vez isso a incomodou, mas agora isso não a incomodava mais. Ela poderia ficar bem aqui, feliz. Para sempre. - Capitã. - disse uma voz suave, acompanhada por um toque hesitante no antebraço esquerdo de Kinley. - Hora de acordar. A praia da memória de Kinley se apagou quando o nariz se encheu com a colônia sombria de velhas feridas, linho branqueado e desinfetante para as mãos. 
Ela respirava através do medo frenético borbulhando dentro dela enquanto se lembrava de que aquilo era a América, não o Afeganistão, e ela não mais ocupava uma zona de combate, mas uma sala no melhor hospital VA de San Diego. 
Ela não precisava mais lutar. Ela perdeu sua última batalha, e ela seria uma boa perdedora. Abrir os olhos significava ver os azulejos do teto que haviam sido seu único céu nos últimos dois meses. As máquinas conectadas ao corpo dela suniam como peças robóticas. 
Suas telas borradas exibiam números desanimadores. Ela se concentrou neles, pois avaliar sua condição sempre afastava o pânico patético causado por seu PTSD. Ela podia ver que seu pulso estava muito lento e seu corpo muito acelerado. Seu nível de oxigênio no sangue pairava um dígito acima do limite. 
A febre significava que ela provavelmente tinha uma infecção na perna direita mutilada. Se o intestino dela tivesse ficado séptico, já estaria em coma ou morta. Kinley se concentrou no rosto redondo da enfermeira. Um sorriso rápido, alegria forçada, círculos escuros sob os olhos - um esgotamento ou um tesouro em formação. - Hey. - disse Kinley. - Bom dia. - a mulher cansada disse quando começou a separar as linhas e a reorganizar os sacos de líquidos. 
– Sentindo-se pronta para a sua consulta com o novo terapeuta? 
- Mal posso esperar. - disse Kinley. Um enfermeiro empurrou uma cadeira de rodas para o quarto dela, e só quando estacionou ao lado de sua cama ela compreendeu que era para ela. 
- Eu pensei que ela estava vindo para mim desta vez. 
- Ela quer você sentada, capitã. - A enfermeira puxou a roupa de cama.
- Aqui vamos nós. - Ela acenou para o assistente, que ajudou Kinley a se sentar. 
– Um, dois, três. 



Série Highlanders Imortais

16 de junho de 2018

Casei com um Duque

Série Procura-se um Príncipe

O mistério e a ação se combinam perfeitamente com uma grande história de amor, cintilante e apaixonada.

Assim como suas irmãs, Arabella Caulfield está presa a uma antiga profecia que obriga as três órfãs a se casarem com príncipes.
Só assim conseguiriam fugir de um destino infeliz. Arabella tem agora doze dias para chegar a um remoto castelo francês e encontrar seu príncipe.
Para alcançar seu objetivo, a irmã do meio deverá cumprir alguns requisitos como comportar-se como uma dama e não fazer acordos com um capitão arrogante e indubitavelmente irresistível.
 Não enfrentar junto dele os ladrões… nem permitir que ele a beije até fazê-la perder o controle. E, sobretudo, não aceitar sua proposta de casamento. Mas a valente e decidida Arabella não é uma dama qualquer. E Luc Westfall tampouco um capitão comum.
O novo duque de Lycombe precisa de um herdeiro para vencer uma conspiração que poderia destruir sua família. E parece que finalmente conheceu a mulher perfeita para consegui-lo. Poderia seduzir sua dama e convertê-la em duquesa?

Capítulo Um


Plymouth, agosto de 1817
Lucien Westfall, antigo comandante do HMS Victory, conde de Rallis, e herdeiro do duque de Lycombe, estava sentado em uma esquina da taverna. Já fazia muito tempo que havia aprendido que com a esquina às suas costas podia perceber o perigo aproximando-se de qualquer direção. E nesse momento a esquina lhe proporcionava as vantagens derivadas de ter um campo de visão limitado.
Nessa ocasião, o campo de visão limitado continha uma paisagem especialmente interessante.
– Parece um falcão, garoto. – Gavin Stewart, médico de bordo e sacerdote,levantou sua caneca de cerveja. – Essa garota continua olhando para você?
– Não. Está fitando a você. Na realidade, o está fulminado com o olhar. –Luc pegou da mesa a carta do administrador das propriedades de seu tio, dobrou as páginas e as meteu em seu colete. – Creio que quer que vá embora.
– Quer você. Como todas. É pela cicatriz. – Gavin se recostou na cadeira ecoçou as costeletas, negras e ralas. – As mulheres gostam dos homens perigosos.
– Se isso for verdade, está condenado a uma vida solitária, velho amigo. Embora eu suponha que já o estava de qualquer modo.
– Ossos do ofício, pelos votos – disse o sacerdote rindo com alegria. – Ébonita?
– É possível. – Fitava-o interessada com olhos bonitos, brilhantes mesmo àluz das lamparinas que iluminavam a taverna. Tinha o nariz bonito e a boca também. – Apesar de poder ser uma professora. – Levava um lenço que lhe cobria o cabelo por completo, e a capa fechada até o pescoço. Por debaixo aparecia um pescoço branco e longo. – Está tão coberta como uma virgem.
– A mãe de nosso Deus era uma virgem, rapaz – repreendeu-o Gavin. Eacrescentou: – E onde está a diversão quando não tem que se esforçar para conseguir o tesouro? – Luc elevou uma sobrancelha.
– Que tempos aqueles, não, padre?
Gavin soltou uma boa gargalhada.
– Acredito que sim. – Tinha um peito largo como seus antepassados escoceses, e Luc sempre havia relaxado escutando-o rir. – E desde quando você sabe tanto sobre professoras?
Desde que com onze anos Luc escapou da propriedade onde seu tutor retinha a ele e a seu irmão mais novo, e topou com uma escola particular para senhoritas. A diretora, após uma suave reprimenda, devolveu-o a sua casa, onde recebeu um castigo que não teria imaginado nem no pior de seus pesadelos.








Série Procura-se um Príncipe
1 - Casei com um Duque
2 - Me Apaixonei por um Lorde
3 - Me Rendi a um Canalha