14 de julho de 2013

Amante De Ninguém

Série Amantes




Viola Thornhill nunca imaginou como a previsão da cigana seria correta

"Cuidado com um forasteiro alto, bonito e de cabelos escuros...". 
Viola achou que tivesse encontrado a paz em Pinewood Manor, a casa que lhe foi legada pelo falecido conde de Bamber, porque este confiava nela e acreditava que merecia outra chance. 
Mas o Senhor Ferdinand Dudley Trellick viajou a Trellick com o objetivo de tomar posse da mesma casa, que ganhou em um jogo de cartas do jovem Bamber. 
Nem Ferdinand nem Viola estão dispostos a desistir do que eles consideram deles, e embarcar em uma convivência que muitas surpresas lhes trarão. 
Comentário revisora Dani: A mocinha é teimosa, ele é fofo. O romance entre os personagens principais é praticamente impossível, passei grande parte do livro curiosa para saber como a autora iria resolver a situação deles. 

Capítulo Um 

O pitoresco povoado de Trellick, protegido no vale de um rio em Somersetshire, costumava ser um remanso de paz. Entretanto, nesse dia em concreto não era. 

No meio da tarde, todos seus habitantes, além de todos os vizinhos da comarca que se estendia vários quilômetros à volta, pareciam estar no prado do povoado, desfrutando da diversão.
O pau de maio que se elevava no centro do lugar, com as coloridas fitas balançando na brisa, proclamava a natureza da festa. 
Celebravam as festividades de Primeiro de Maio Mais avançada à tarde, os jovens dançariam ao redor do pau com os pares que tivessem escolhido, tal como costumavam a fazer ano após ano com grande vigor e entusiasmo.
Enquanto isso no prado se celebrava as corridas e outras competições, daí que estivesse tão movimentado. Dispostos em torno do prado, os comerciantes ofereciam seus produtos: deliciosos manjares, vistosas bagatelas ou estimulantes jogos de habilidade, força ou sorte.
O tempo colaborava, já que havia sol e nenhuma única nuvem no céu azul. As mulheres e as meninas tinham abandonado os xales e os casacos que usavam pela manhã. 
Alguns homens e a maioria dos meninos usavam somente a camisa porque muitos tinham participado das extenuantes competições.
Haviam tirado mesas e cadeiras do salão paroquial para poder servir o chá e os bolos sem perder nenhum detalhe das celebrações. E, do outro lado do prado do povoado, a estalagem Cabeça do Javali também havia disposto mesas e bancos para comodidade daqueles que preferissem a cerveja ao chá.
Alguns forasteiros que passavam pelo povoado a caminho de algum destino desconhecido se detiveram um momento para observar o festejo e inclusive, em alguns casos, participar antes de retomar o caminho.
Um de ditos forasteiros cavalgava devagar até o prado do povoado pelo caminho principal enquanto Viola Thornhill servia o chá às senhoritas Merrywether. 
Se o homem não tivesse ido a cavalo, Viola não o teria visto por cima das cabeças dos convivas. 
O caso foi que elevou a vista, olhou-o um instante e decidiu observá-lo com mais atenção.
Era evidente que se tratava de um cavalheiro. Mais concretamente de um cavalheiro vestido muito na moda. A jaqueta de montar azul escuro parecia ter sido moldada a sua figura. 
A camisa que usava debaixo era de um branco imaculado. A calça de couro preto se amoldava as longas pernas como uma segunda pele. 
As botas de montar reluziam, e com certeza era obra do melhor dos sapateiros. Mas não foi tanto a roupa como o homem que a usava o que atraiu a atenção de Viola e provocou sua fascinação. 
Era um homem jovem, magro, moreno e bonito. Enquanto o olhava, ele jogou para trás a cartola. E o viu sorrir.
—Senhorita Thornhill — disse a senhorita Prudence Merrywether —, não deveria estar servindo o chá. Deveríamos ser nós quem o servisse a você. Certamente leva todo o dia correndo de um lado para outro.
Viola a tranquilizou com um sorriso amável.
—Mas estou desfrutando. 

 

Série Amantes
1 – Mais que uma Amante
2 – Amante de Ninguém
2.5 – Agora uma Noiva
3 – A Amante Secreta
Série concluída

O Romântico

Série Amantes Indomáveis

Julian Hampton é o quinto membro da série londrina, o enigmático e reservado advogado da família Laclere.

Durante toda sua vida esteve apaixonado por Penelope, agora Condessa de Glasbury.
E, quando soube dos horrores que ela havia suportado nas mãos de seu cruel marido, Julian foi o incentivador de sua fuga para Itália.
Mas jamais se esqueceu do amor de sua infância, da menina que resgatou anos atrás quando era somente uma criança e que floresceu, transformando-se em uma bela mulher.
Quando Penélope retorna em segredo para Londres, é a Julian que ela recorre...
Entretanto, sua confiança nele colocará tanto suas reputações, como suas vidas em perigo.
Penelope, Pen, Condessa de Glasbury passou os últimos anos de sua vida, fugindo de seu depravado marido.
Incapaz de conseguir o divórcio, não só porque seria repudiada pela sociedade, mas sim porque seu marido se nega a conceder finalmente decidiu fugir da Inglaterra.
Mas agora tem que retornar ao seu lar, esperando a ajuda de sua amada família e do homem que sempre esteve a seu lado, quando precisou dele.
Julian Hampton, o solícito advogado de muitas das famílias ricas de Londres, não está interessado em nenhuma das jovens casadouras da sociedade.
É que o frio e reservado Julian tem um segredo que ninguém conhece: passou a maior parte de sua vida adulta apaixonado pela única mulher, que está convencido que jamais poderá ter, uma mulher que roubou seu coração quando era somente um rapaz, uma mulher a quem esteve escrevendo cartas e poemas de amor que nunca enviou...

Comentário revisora SandrinhaDD: Mais um livrinho para as românticas de plantão (...suspiros kkkk).
Um amor platônico, um herói super protetor e honesto. Mocinha casada com um sádico e vive fugindo de suas garras. Uma história muito envolvente, com muito suspense e paixão. Boa leitura.

 Capítulo Um

Para um homem solteiro, não havia uma pessoa no mundo mais perigosa que uma mulher felizmente casada.
Para essas mulheres, um homem sem compromisso, de posição e com propriedades era uma pedra em bruta que sai das paredes da vida.
A sorte de sua própria união, dá-lhes a certeza de que essa pedra bruta deseja ser suavizada.
A mulher casada felizmente, está certa que essa pedra será muito mais feliz se estiver cuidadosamente esculpida em um morteiro como seu marido.
Foi assim, que Julián Hampton encontrou a si mesmo sentado ao lado da faladora viúva Senhora Morrison, quando participava do banquete da Viscondessa Laclere.
Ele não percebeu a forma especial, que a Viscondessa continuava progredindo em sua conversa, mas tampouco perdeu o fio da mesma.
— Sua ocupação deve ser fascinante Sr. Hampton,— disse a bela viúva, quando terminou a descrição muito detalhada de suas férias de verão em Brighton.
— Ser advogado é uma profissão muito aborrecida, na verdade. — Na verdade não era, mas o mundo de lady Morrison nunca entenderia o porquê.
Ela riu e seus olhos brilharam. Virou-se e foi visível totalmente o rosto brilhante.
— Não posso acreditar, que qualquer coisa que se trate de você seja aborrecido, Sr. Hampton.
— Garanto que sou um homem completamente irrelevante. Aborreço tanto a mim mesmo, que apenas consigo permanecer acordado.
— Bem, você não se aborrecendo de mim— disse ela com um sorriso significativo.
Ele se perguntou, sobre as razões que a viscondessa teria ao colocar em seu caminho a esta jovem de cabelos dourados de pouca inteligência, de caráter submisso e loquacidade chata. 
 Já que ele não tinha perseguido às mulheres mais atraentes apresentadas até o momento, a Viscondessa e seus amigos provavelmente acham que não se interessaria por uma companhia interessante em sua casa.
Já que a senhora Laclere abriu seu círculo, para uma mulher que provavelmente não gostava de muito e só para o benefício dele, obedientemente submeteu à senhora Morrison a sua séria consideração.
Ela era atraente mais que suficiente e suspeitava que fosse agradável tê-la na cama. 
Tinha uma fortuna respeitável e belos seios, revelados em parte pelo seu decote. 
Suas formas indicavam que era o tipo de mulher que à maioria dos homens os gostaria.
 Ela era a imagem da esposa perfeita, para um homem que procurasse assegurar a tranquilidade doméstica.
Infelizmente, ele não era esse homem.



Série Amantes Indomáveis
1 - O Sedutor
2 - O Santo
3 - O Encantador
4 - O Pecador
5 - O Romântico




7 de julho de 2013

A Dama E O Libertino

Série Irmãos Ramsden
O preço pela virgindade de Julia Prentiss era de quinze mil libras!

Decidida a não se submeter a um forçado matrimônio, Julia não teve outra opção além de arruinar sua honra.
O libertino Paine Ramsden era famoso por não possuir escrúpulos na hora de seduzir damas inocentes, então, possivelmente ele poderia ajudá-la com seu… problema. 
Entretanto, por mais que Paine fosse merecedor daquela reputação, Julia era uma jovem tão incrivelmente pura que só uma noite com ela bastou para arruinar a... Ele.
A recém-descoberta sensualidade de Julia despertaria nele sentimentos com os quais não estava absolutamente familiarizado.

Capítulo Um

Londres, Maio de 1829.
Não ia ser vendida como se fosse uma égua de luxo em Tattersalls, o mercado popular de cavalos de Londres!
Julia Prentiss passou a mão em seu elegante penteado com um gesto incrédulo, plantada entre seu tio Barnaby e Mortimer Oswalt, o burguês velho e briguento que pediu sua mão, não ia tolerar aquela conversa sobre ela como se não tivesse personalidade própria e fosse incapaz de falar por si mesma.
—É obvio, eu pagaria um excelente dote. Digamos quinze mil libras — Mortimer Oswalt alisou com as duas mãos a frente do seu colete roxo, que o fazia parecer uma uva passa.
Aboletado em sua cadeira, examinava Julia atentamente com seus libidinosos olhos azuis, ainda avermelhados pela última noite de farra na cidade.
Quinze mil libras! Julia reprimiu uma torrente de comentários inapropriados.
Como se atrevia a oferecer dinheiro por ela como se estivesse em uma casa de leilões?
Seu luxurioso olhar lhe dava calafrios. Não suportava imaginar sequer a sensação de suas mãos tocando sua pele.
De todas as formas não fazia sentido pensar em pesadelos que jamais se tornariam realidade.
Julia olhou apavorada para seu tio Barnaby; tinha certeza que ele rechaçaria a oferta, apesar de a conversa ter avançado até esse ponto, afinal, Mortimer Oswalt não pertencia ao mesmo círculo social.
Seu tio era visconde de Lockhart e um importante político da Casa dos Lores. E Oswalt, não era mais que um simples comerciante de Londres, um comerciante muito rico, certamente, mas no fim não passava de um burguês, embora com uma renda anual que deveria triplicar a sua.
O título de visconde não garantia uma grande fortuna, mas eles eram nobres, e os nobres não se casavam com os burgueses.
—Está falando de quinze mil libras? É uma quantia generosa, uma oferta respeitável. Estou seguro de que poderemos chegar a um acordo satisfatório — tio Barnaby esboçou um sorriso resignado, evitando olhá-la. Julia estava aturdida, o que diabos deu em seu tio para que decidisse vendê-la para aquele velho? Já estava na hora dela expressar sua opinião a respeito.
Aquela situação ridícula e repugnante já tinha passado dos limites para seu próprio gosto.
—Declino, respeitosamente.

Série Irmãos Ramsden
0.5 - Grayson Prentiss's Seduction
1 - A Dama e o Libertino 
2 - The Earl's Forbidden Ward
2.5 - Arabian Nights with a Rake
3 - Untamed Rogue, Scandalous Mistress

4 de julho de 2013

O Medalhão dos Lancaster

Série Lancaster
Um corcel negro galopa através do tempo para os sonhos de uma jovem nova-iorquina que anseia a época dos cavalheiros e dos torneios medievais. Um homem guia o cavalo e crava seu olhar na jovem.
A realidade parece sacudir Elizabeth Butler de seu mundo de sonhos. O despertador soa e lhe revela que chegará atrasada para a reunião com um nobre inglês que quer contratar seus serviços como historiadora. Na universidade, seus colegas estão encantados de poder enviar uma representante para que passe alguns meses em um castelo na Inglaterra e com a generosa retribuição que o nobre promete lhes dar. Tudo está preparado para que Ellie viaje de Nova Iorque a Londres: um avião privado, sua equipe de trabalho, seus aposentos no castelo. Só falta que ela firme o contrato. Com inocência e frescura, Ellie aceita a proposta, decidida a mudar de ares; em especial, quando conhece seu novo chefe, lorde Forterque-Hamilton, um homem que lembra o cavaleiro de seus sonhos.
William Forterque-Hamilton não se agrada com o século: nem a roupa, nem as sofisticadas máquinas, nem Internet. William gosta dos cavalos e da guerra. E das mulheres. Um feitiço de seu inimigo, Marian Lancaster, enviou-o ao futuro para tirá-lo do cenário político do século XVI.
Só com o medalhão de Marian ele poderá retornar, uma jóia que encerra o segredo da viagem no tempo. Ellie ignora que ela também é uma Lancaster, e que aquilo que em sua família sempre considerara uma bagatela é uma valiosa pedra. Será suficiente para William lhe roubar o medalhão dos Lancaster para retornar no tempo? E se algo falhasse depois de tudo? Talvez, então, deverá reconhecer que o amor que sente por Ellie é um feitiço muito mais poderoso.

Capítulo Um

—É muito bonita — disse Robert Wilson ao Forterque assim que ela adormeceu.
—É obvio — respondeu o elegante Lorde esticando as pernas em seu amplíssimo jato privado, — é descendente de lady Marian Lancaster. Não podia ser de outra maneira, Robert.
E Robert Wilson sorriu, faiscaram-lhe os olhos pensando que lady Marian Lancaster teria matado a sua própria mãe para ter a frescura e a doçura de Elizabeth Butler. Não, a jovem americana era de longe muito mais formosa que sua famosa parenta inglesa. Ellie era bela e inteligente, e olhava com uma inocência poucas vezes conhecida por Robert Wilson em seu mundo, um mundo em que as mulheres abandonavam a inocência muito cedo, empurradas a um destino implacável, esboçado, muitas vezes cruelmente, por sua própria família.
William Forterque observou então a garota. Ela dormia em uma das poltronas próxima a janela do avião. Tinha aparecido no aeroporto vestindo uns jeans justos e uma camisa rosada que marcava deliciosamente suas generosas formas. Tinha a pele impecável, a cútis de uma menina, o cabelo escuro marcava um rosto perfeito e doce, com esses enormes olhos negros que pareciam observar com uma curiosidade insaciável tudo o que lhe rodeava. Era preciosa e inteligente.
Eles haviam trocado apenas uma palavra, William não queria ter intimidades com ela: era uma Lancaster. Entretanto, não podia evitar olhá-la, agora ela dormia tranquilamente com os óculos em uma mão e seus apontamentos na outra. A suave curva do peito se elevava sutilmente com uma respiração compassada e relaxada que surpreendia a William: ele levava muito tempo sem poder dormir. Observou-a com certa inveja.
Ellie então se moveu um pouco e deixou cair os papéis no chão, a camisa se ajustou sobre seus peitos e William teve uma espetada de desejo imediato. A jovem Lancaster deixava ver através da abertura de sua camiseta um coquete sutiã branco, de renda, que William poderia ter arrancado um bocado com gosto, o peito parecia transbordar a peça de lingerie, e o Lorde teve que ficar de pé para não saltar sobre ela e possuí-la ali mesmo, diante de Robert e Mary Anne Harrington Clark, que não lhe tirava o olho de cima e que nesse momento brincava, coquete, com sua corrente de ouro, enquanto lhe lançava olhadas convidativas.
—Necessita algo, milorde? —perguntou a investigadora observando de rabo de olho para a jovem adormecida.
—Não, obrigado — respondeu bruscamente, nada salvo daquela maravilhosa mulher a que jamais na vida se atreveria a tocar, pensou. Elizabeth Butler estava proibida, ao menos por agora.
William sorriu à dama do museu e se foi a sua dependência privada seguido pelo Robert.
—Me deixe em paz, Robert — lhe disse ao fechar a porta do compartimento para evitar que ele a transpassasse, — eu odeio que me olhe assim.

Série Lancaster
1 - O Medalhão dos Lancaster

30 de junho de 2013

Questão De Prática

Série Irmãs Shelley 
Da: Ala dos empregados. 
Para: O quarto do patrão. 

Meg fugiu para casar, e assim se livrou das regras rígidas de seu pai, um reverendo. 
Ao enviuvar, tudo o que ela mais desejava era voltar a viver com as irmãs. 
Porém, não dispunha de recursos para pagar uma passagem de navio. 
Ao encontrar o major Brandon inconsciente no porto de Bordeaux, aproveitou a chance para fingir ser sua esposa e embarcar com ele para a Inglaterra. 
Meg havia conseguido o que queria; porém precisava ser tão mandona? E irresistível também? 
O tempo passado em guerras pesava na alma de Brandon, de modo que ele não teria serventia como marido. 
Mas poderia aproveitar Meg como sua empregada! 
E, é claro, dar-lhe total acesso ao seu quarto de patrão... 

Capítulo Um 

20 de abril de 1814, Bordeaux
A brisa afunilada pelo estuário do rio Gironde, vinda do mar, era gelada, e Meg se encolheu no xale em tomo dos ombros. 

Havia muito tempo que não comia, e sua mala, onde guardara a pelissa, estava perdida em algum lugar no campo de batalha de Toulouse, numa carroça abandonada. 
Era por isto que tremia, não de medo.
Um grupo de pessoas se aproximava pelo cais, em direção ao navio, ancorado um pouco mais adiante e que iria para a Inglaterra. 
Ela endireitou os ombros e ergueu o queixo. 
Era importante que parecesse respeitável, competente e de modo algum necessitada.
Uma daquelas pessoas, certamente, gostaria de ter um par de mãos disposto a ajudar na viagem de volta em troca de uma passagem. 

Não parecia um plano muito bom, mas era o único que tinha agora.
Um cavalheiro alto de braços dados com uma dama, acompanhados por um valete, uma criada e uma enorme pilha de bagagem... certamente não teriam necessidade dela. 

Um homem de meia-idade, vestido mais modestamente, com uma valise na mão e um secretário ao lado. Um homem de negócios, sem dúvida.
Então mais bagagem. Os porteiros afastaram para o lado uma carroça carregada de bagagem, deixando à vista outro passageiro que se chocou com ela e a fez dar um passo para trás, com um medo supersticioso.
A Morte estava caminhando... não, mancando... pelo cais à luz brilhante do sol de primavera.
Pelo amor de Deus! Meg controlou os nervos. Era um ser humano de carne e osso, claro que era. 
Apenas um homem. Mas um homem muito másculo. Parecia dominar o cais até que ela não conseguiu olhar para mais nada a não ser ele.
Alto e com uma constituição forte, vestido com o uniforme verde-escuro da Rifle Brigade, tinha a cabeça descoberta, a espada no cinto. 
A faixa vermelha de oficial estava manchada e escura e, o que era incomum para um oficial, um rifle pendia de um dos ombros.
A perna esquerda da calça tinha sido cortada para dar espaço ao volumoso curativo bem acima do joelho e batia em tomo da bota preta e alta a cada passo que dava.
Os cabelos eram negros como as penas de um corvo, uma barba nascente escurecia sua mandíbula, e os olhos escuros, sob sobrancelhas pesadas, estavam entrecerrados para se proteger do sol enquanto ele observava o cais com a intensidade de um homem que esperava o fogo inimigo de um franco-atirador.
Seu escrutínio envolveu Meg. Ela se obrigou a devolver o olhar com indiferença e o deixou passar por ela. A experiência lhe ensinara a avaliar rapidamente os homens, um hábito, que não era mais um caso de vida ou morte e o qual talvez devesse abandonar. 
Não que jamais tivesse tido a necessidade de avaliar um homem que parecia tão perigoso.

Série Irmãs Shelley
1 - Questão de Prática
2 - Questão de Ternura
3 - Questão de Desejo
4 - Questão de Inocência
Série Concluída

Questão De Ternura

Série Irmãs Shelley 
A inocente Laurel Vernon passou a viver um terrível pesadelo ao ser seqüestrada e leiloada em um nos bordéis mais famosos de Londres. 

Apenas a lembrança do investigador Patrick Jago lhe dá forças pára suportar tamanha provação. 
Apesar de tê-lo conhecido por poucos dias, ele a fez se sentir protegida e apaixonada. 
Porém, quando Laurel vê Patrick entre os clientes do prostíbulo, fica sem saber se ele viera salvá-la ou apenas satisfazer desejos luxuriosos. 
Somente há uma certeza: Patrick irá arrrematá-la! 

Capítulo Um 

Templo de Vênus, King’s Place, St James’s, Londres, maio de 1814.
O relógio badalou, marcando a hora cheia. Onze horas. Laurel torceu as mãos unidas, sentindo as unhas se enterrarem em suas palmas. Iria acontecer agora.

 Era inevitável, mas ela não se renderia facilmente. Lutaria, e feriria qualquer homem nojento a quem fosse vendida, embora soubesse que aquilo não fosse ajudar em nada.
Desejou ter unhas mais longas. Desejou ter uma faca. E rezou para não chorar.
Laurel se forçou a ficar ereta, não iria se encolher como se fosse uma coisinha estúpida e medrosa. Estava aterrorizada, e admitia isso, mas não ia dar a eles a satisfação de demonstrar. 
Suas mãos tremiam e seu coração estava disparado, mas ela não era uma vítima sem vontade própria, ainda que sua concentração estivesse aos pedaços e que sua imaginação construísse um cenário apavorante atrás do outro. Ficou parada na antecâmara sombria, descalça em sua longa túnica de linho branco, os cabelos soltos e espalhados pelos ombros. 
Patrick, pensou ela, enquanto as duas jovens que a acompanhavam, maquiadas e vestidas em seda escarlate em contraste com o branco virginal, levavam-na pelos braços.
Como era possível que o nome de um homem que conhecera havia apenas alguns dias lhe desse forças? E ainda não conseguira tirá-lo da cabeça.
Patrick, repetia ela incansavelmente, enquanto atravessava uma porta e era levada até uma explosão súbita de barulho e calor, e sentia o cheiro de álcool e fumaça, perfume e comida.
Sua respiração estava entrecortada e seus joelhos tremiam, mas Laurel manteve a cabeça erguida. Patrick. Ele fora um sonho impossível desde o momento em que Laurel o vira pela primeira vez, no quarto da estalagem em Martinsdene. 
Tão alto, sério, um investigador particular, que viera da Cornualha com a missão de encontrar duas mulheres desaparecidas que haviam sido amigas dela um dia. 
Um homem que, sem perceber, a enfraquecera fazendo com que fosse invadida por um desejo que não compreendia.
Laurel passara três dias tentando ajudá-lo em sua busca por Lina e Bella Shelley, mas ele lhe dera a chave para o futuro com notícias sobre sua velha amiga, a irmã delas, Meg, que o contratara.
Enquanto se forçava a manter o queixo erguido e tentava convencer as pernas trêmulas a caminhar, ela se lembrou das ondas repletas de sentimentos que a percorreram ao encarar os olhos dele, naquela terceira tarde, quando ele se preparava para partir. 
Algo no olhar de Patrick falara ao âmago de seu ser, em uma linguagem da qual Laurel não estivera consciente antes. E então, ela percebeu que algo nele a atraíra desde o primeiro momento.
Patrick Jago era calmo, inteligente, e, por alguma alquimia incompreensível, fazia com que ela se sentisse ao mesmo tempo protegida e vulnerável. 
Quando os olhos dele se fixaram nos dela, aquele olhar lhe dissera que ele era um homem, ela era uma mulher, e aquilo era tudo que precisavam saber. 
Ele vai me beijar agora, pensara Laurel quando ele se aproximara. E nada acontecera. 
Talvez estivesse errada e ele não sentisse coisa alguma por ela. 
Talvez ele fosse cavalheiro de mais para se aproveitar de uma jovem inocente que compartilhava uma aventura com ele.
E então Laurel tivera o bom-senso de partir, de fugir, não dele, mas de sua própria fantasia tola de que ali estava o homem por quem esperara a vida inteira.
Porque só poderia tre sido isso... Uma fantasia.

Série Irmãs Shelley
1 - Questão de Prática
2 - Questão de Ternura
3 - Questão de Desejo
4 - Questão de Inocência
Série Concluída

Coração Selvagem





Tess Meredith e Matt Davis cresceram nas belas planícies de Montana. 

Mas uma ameaça pairava sobre a forte amizade que os unia: o preconceito pelo sangue Sioux de Matt. 
Ao buscar a sorte em Chicago, com muito esforço ele conseguiu construir uma nova vida, ainda que atormentado pelo remorso de ter abandonado o amor de uma encantadora menina. 
Até que um dia Tess tem questões a resolver em Chicago.. 
E mais uma vez ela fará parte do mundo de Matt, trazendo de volta o passado que ele tentara por diversas vezes enterrar. 
Assim como Matt, ela carregava as marcas do tempo. Tornara-se uma mulher madura, decidida, a lutar por seus direitos na sociedade.
Mas, acima de tudo, disposta a enfrentar qualquer tipo de hostilidade para ficar ao lado do homem cujo coração selvagem a conquistara... 

Prólogo
  
Montana, Primavera de 1891
Um relâmpago cortou o céu à distância, onde nuvens carrega­das se acumulavam sobre as colinas. Tempestades de primavera com exibições de relâmpagos eram comuns na região e Tess Meredith gostava de contemplá-las, em especial agora, quando ti­nha um companheiro que parecia possuir uma lenda para cada um daqueles fenômenos naturais... e os não naturais, também.
Porém, mais do que contemplar tempestades com seu novo e estimado amigo, ela gostava de cavalgar, caçar, pescar e viver ao ar livre, apreciando a natureza e o que chamava de “aventu­ra”. 

O pai temia que ela jamais conseguisse arrumar um marido. 
Quem se interessaria por uma jovem com tais habilidades, em vez das tradicionais ocupações domésticas?
Naquele dia, Tess parecia bem diferente do seu modo habi­tual e bastante adulta para uma menina de 14 anos de idade. 
Os cabelos loiros, sempre soltos, estavam penteados e presos no alto da cabeça. 
Um vestido longo de algodão e gola alta substituía o macacão com bainha arregaçada e uma camisa do pai. Calçava sapatos de cadarço polidos em vez das botas surradas que cos­tumava usar. 
O pai dera um sorriso radiante ao vê-la, momen­tos antes. 
É claro que não dizia uma palavra para criticar-lhe o modo de se vestir ou as atividades pouco refinadas. Era amável demais para fazer tal coisa. 
Sua bondade, tão profunda e sincera, era o que o tornara um médico maravilhoso, acreditava ela. 
Mui­tos que praticavam a medicina tinham habilidade, mas poucos possuíam aquele seu jeito especial de lidar com os pacientes.
Tess suspirou e olhou para Corvo Caçador, o único homem que conhecia que a tratava como uma igual, não como uma criança tola, ou, pior, uma adolescente tola.
Era um Sioux que vivera em Pine Ridge até cerca de oito meses atrás. Seus ombros, largos e poderosos, não se moviam sob o traje de camurça que usava. 
Os longos e vastos cabelos negros estavam presos em uma trança, ornada por estreitas faixas de pele de arminho, e seu belo rosto anguloso parecia desprovido de expressão.
Fitando-o, Tess sentiu um misto de melancolia e curiosidade. O que ele estaria vendo? Porque parecia observar todos os tipos de coisas ao redor e ao longe, que ela não era capaz de enxergar. Às vezes, era difícil acreditar que ele tinha apenas seis ou sete anos a mais que ela.
— Está com medo? — perguntou-lhe de repente.
— Um guerreiro nunca admite ter medo.
Ela sorriu.

A Máscara Do Amor

Série Club de Saint Row

Encantar, seduzir, cativar... São só umas poucas coisas que uma mulher deve fazer enquanto seduz um Duque.

Rose Danvers mostra seus encantos em um brilhante baile de máscaras com um único homem em mente. 
Seria capaz de arriscar-se a provocar um escândalo por um beijo de Greyden Kane, Duque de Ryeton... 
Embora anseie muito mais, muitíssimo mais... 
A deslumbrante mulher vestida de cor vinho deixa Grey sem fôlego. 
Recorda à protegida beldade que tem a seu encargo, a única que chegou ao seu coração de gelo. 
Mas Rose jamais seria tão indiscreta, nem se deixaria levar pela paixão... 
Acreditando que o abraço proibido seja um erro, Grey sabe que deve se comportar de forma honorável e encontrar um marido para Rose. 
Mas a jovem não se deixará dirigir em nome do decoro, e não descansará até ter levado ao fim sua sedução e ter o Duque em sua cama, casado e muito satisfeito. 
A única coisa que Gray tem que dizer é sim...








Série Club de Saint Row
1 - A Máscara do Amor
2 - Cartas de Amor
3 - Guerra de Amor
Série Concluída

23 de junho de 2013

O Esposo Perfeito





Sir Geoffrey Hamelin arriscou sua vida para salvar a de uma bela e misteriosa dama durante uma perigosa travessia por mar.

Já em terra, Leah de Pecham fica sabendo que seu belo salvador está inconsciente e gravemente ferido.
Ninguém pergunta por ele, ninguém o espera; e ela não quer abandoná-lo à sua sorte.
De modo que o leva para sua casa na Cornualha, onde diz a seu pai e a seu sinistro irmão, Odo, que o moribundo é seu marido.
Graças aos cuidados de Leah, Geoffrey acorda e, embora não possa se lembrar de nada de seu passado, pouco a pouco se recupera de seus ferimentos e dá graças aos céus por ter uma esposa tão atenciosa, sensual e disposta a satisfazer suas necessidades.
Mas a mentira acaba por se revelar, com consequências inimagináveis…
Comentário rfevisora Tania Candida: É um livro florzinha, sem muitas emoções, mas a gente torce para que dê tudo certo para os dois. É bonzinho.

Capítulo Um

Inglaterra, 1333.
Quando já divisavam claramente os brancos escarpados de Dover, Sir Geoffrey Hamelin se agarrou aos cordas da embarcação de um só mastro e rezou para que continuasse a intervenção da divina providência. 
Era um homem alto e corpulento, de músculos sólidos, cujo tamanho por si só tinha bastado para mantê-lo a salvo nas perigosas ruelas estreitas de Paris.
Não obstante, Geoffrey admitia sua vulnerabilidade quando se tentava enfrentar à superioridade da Natureza. 
Achava-se ante um inimigo ao que não podia derrotar, então só podia lutar até ficar em pé.E isso no melhor dos casos. Seria doloroso e humilhante esvaziar suas vísceras no agitado Canal da Mancha, sobretudo quando a tortuosa travessia estava a ponto de terminar e se encontrava na presença de uma das mais formosas criaturas de Deus.
Tinha reparado na formosa dama no momento em que embarcaram em Calais, quando ele ainda era capaz de perceber o que acontecia a seu redor.
Ela possuía um ar muito triste e, pelo que podia ver, encontrava-se sozinha. Era estranho que uma dama viajasse sem acompanhante e isso chamou sua atenção.
Tinha estado a ponto de abordá-la. Entretanto, depois da desagradável experiência de sua primeira e única travessia do Canal, ficou sob a proa para ter um pouco de intimidade.
Durante as escassas horas da humilhante viagem à Inglaterra, preferia sofrer o mortificante mal-estar a sós na adega de carga, o que foi um erro de julgamento.
Tanto de fora como no piso de baixo, fervia-lhe o estômago. Procurando desesperadamente distrair-se, permitiu-se lançar um olhar à enigmática dama.
A mesma brisa que enviava as ondas a golpear contra a embarcação, balançava sua capa negra com capuz, oferecendo sedutoras formas de sua elegante figura embelezada em seda escarlate.
O capuz batia em torno de seu rosto de feições clássicas, acariciado por cabelos que semelhavam fios de ouro. Ao mesmo tempo em que admirava sua beleza, não podia menos que invejar o sentido do equilíbrio dela.
Uma mão de delicados dedos segurava serenamente a amurada enquanto que seus próprios dedos se agarravam até ficarem brancos.
Outra onda sacudiu o navio e seu estômago deu um salto pondo à prova sua força de vontade. Aspirou uma profunda baforada de ar e foi capaz de fazer frente ao desafio do Canal.
Dessa vez. Maldição; odiava os navios, quase tanto como odiava a ideia de abandonar Paris para retornar à propriedade de seu pai.
Só por sua irmã pequena estava disposto a sofrer deste modo, para garantir que seu iminente casamento fosse com um homem com o que ela não tivesse objeções.
Como seu irmão mais velho se encontrava na Itália, correspondia-lhe o dever de proteger Eloise, se pudesse, da avareza de seu pai.
 A lei ditava que uma mulher não podia ser obrigada a casar-se sem dar seu consentimento, mas Geoffrey conhecia muito bem o desdém de seu pai pelas leis que não serviam a seus propósitos.
    




O Escandaloso Segredo De Lady Maggie

Série Windham
Lady Maggie, a filha mais velha e ilegítima do Duque de Moreland, sempre conseguiu manter seus segredos a salvo... até que algumas cartas que ameaçam deixá-los expostos são roubadas.
Com o firme propósito de acabar com esta situação delicada, Lady Maggie usa Benjamin Hazlit, o detetive mais discreto da alta sociedade.
Quando ele descobre que alguém está chantageando a mulher, decide encontrar as cartas assim como o modo de conquistar o coração de Maggie, por mais que ela se esforce para mantê-lo à distância.
Comentário revisora Lú: Sou suspeita para falar, pois são fã da Grace Burrowes. Gostei muito da história, acho que ela sempre consegue misturar muito bem o romance e as intrigas. E o segredo da Maggie nem é tão escandaloso assim.rsrsrsrsrsr Boa leitura!

Capítulo Um

—A maldita, condenada e estúpida coisa tem que estar em algum lugar. —Maggie Windham baixou a colcha da cama e olhou para o armário —. Você procure ali, Evie, e eu me ocuparei do closet.
—Já olhamos no closet — respondeu Eve Windham —. Se não partirmos logo, chegaremos atrasadas para o chá semanal de mamãe, e sua excelência não suporta atrasos.
—Exceto os de sua excelência o duque — replicou Maggie, sentando-se na cama —. Quererá saber por que chegamos tarde e me olhará com essa cara de Oh, Mags!.
—Essa maneira de te olhar não é pior que a Oh, Evie!, Oh, Jenny! ou Oh, Louisa!.
—É pior, acredite — disse Maggie com um suspiro —. Sou a mais velha. Deveria fazer tudo melhor, deveria pensar antes de agir. Acredita que sou a que deve dar o exemplo. Etc, etc, etc. Eve sorriu.
—Eu gosto do exemplo que você dá. Faz o que tem vontade; vai e vem a seu desejo; tem sua própria casa e próprio dinheiro. Definitivamente, leva as rédeas de sua vida. Maggie não devolveu o sorriso.
—Sou uma desgraça, mas uma desgraça bastante feliz, pela parte que me toca. Agora vamos; quando voltar colocarei meu quarto de pernas para o ar.
Evie a segurou pelo braço e, enquanto iam da habitação, passaram ante o espelho de corpo inteiro.
«Um estudo de opostos», pensou Maggie. Eram os dois extremos das filhas Windham: a mais velha e a caçula.
Ninguém em seu são julgamento poderia deduzir que compartilhavam o mesmo pai. Maggie era alta, com um flamejante cabelo vermelho e as fortes proporções dos antepassados celtas de sua mãe, enquanto Evie era pequena, loira e delicada.
Entretanto, ambas tinham em comum os olhos verdes de todos os Windham, assim como Esther, duquesa de Moreland.
—Estará toda a congregação? — perguntou Maggie, enquanto Evie e ela se acomodavam em sua carruagem.
—Uma festa de mulheres. Nossas irmãs já esgotaram suas desculpas de enxaquecas, torções de tornozelo, dores de barriga e períodos, e mamãe arrastará as mais jovens diretamente a Almack. Sophie tem sorte de estar passando uma temporada no campo com o barão dela.
—Não invejo a visita ao Almack. — Mas Maggie sim invejava Sophie pela recente felicidade matrimonial. Invejava-a com silenciosa intensidade.
—Você teve sua vez nos salões de baile, Maggie, embora como evitou o sagrado matrimônio com suas excelências formando fila de candidatos na sua frente é algo que escapa a meu entendimento.
—Pura determinação. Rechaça as propostas uma a uma e, a verdade, Evie, é que papai não está tão ansioso por nos casar como está a duquesa. Ninguém é bom o bastante para suas garotas.
—E então tinha que vir Sophie e estragar tudo se casando com o barão.
Seus olhares se encontraram e puseram-se a rir. Entretanto, Maggie ainda pôde ver a tênue ansiedade nos preciosos olhos verdes de Evie e, por um fugaz instante, soube que a irmã se preocupava que fosse se converter em uma solteirona.
Tinham sido longos e tensos anos evitando rapazinhos com espinhas e cavalheiros viúvos e assim, finalmente, chegou a feliz idade de trinta anos. Para então, seu pai seguia sem mostrar-se disposto a reconhecer a derrota.


Série Windman
0.5 - O Cortejo
0.6 - O Duque e sua Duquesa
1 - O Herdeiro
2 - O Soldado
3 - O Pianista
4 - O Desejo de Natal de Lady Sophie
5 - O Escandaloso Segredo de Lady Maggie
6 - Um Cavaleiro para Lady Louisa
6.5 - O Presente Ducal
7 - A Indiscrição de Lady Eve
8 - O Retrato de Natal de Lady Jenny
8.5 - Morgan e Archer 
86 - Jonathan e Amy
Série Concluída

A Vingança de Lorde Eberlin

Série Os Segredos de Hadley Green

Retornando a Hadley Green após quinze anos, o jovem Lord Eberlin tem apenas um objetivo em mente: vingar a morte de seu pai.

Mas quando ele se reencontra com o belo alvo da sua ardente ira, seus planos tomam um rumo inesperado. . . .
Tobin Scott não voltou a Hadley Green desde que o testemunho de Lily Boudine ajudou a enviar seu pai à forca por ter roubado joias valiosas.
Agora, um homem rico, ele pretende se vingar destruindo Ashwood e sua senhora. Ele oferece a Lily uma escolha entre sua vida e os meios de vida das pessoas que dependem da propriedade.
Ela escolhe o primeiro, certa de que pode manter os perigosos planos de Tobin sob controle.
O envolvimento entre Lily e o atraente Tobin torna-se rapidamente uma delicada dança de sedução, e a jovem percebe que ele não é o homem frio, insensível que tenta parecer. Na verdade, está certa de que seu pai era inocente.
Juntos, eles partem para encontrar as joias que irão restaurar a honra da família de Tobin, e logo descobrem um segredo chocante que mudará suas vidas para sempre.

Comentário revisora Maria Emilia: Eu sou suspeita para falar alguma coisa porque gosto muito do estilo de Julia London. E fiquei muito feliz em fazer esta revisão. O livro flui bem. Tem trechos hots, mas também tem história e personagens interessantes.Espero que vocês gostem tanto quanto eu.E ainda nos deixa com vontade de mais no final.

Capítulo Um

Verão de 1808 Hadley Green, West Sussex. O conde de Eberlin partiu de Londres com a atitude de um homem convencido de seu poder.
Sua residência na cidade se encontrava no elegante distrito de Mayfair e seu cavalo era um robusto árabe cinza que tinha trazido especialmente da Espanha.
Usava um casaco da melhor lã belga, uma camisa e um lenço de seda no pescoço confeccionado por um renomado alfaiate italiano, calças de camurça e umas botas altas de suave couro francês.
Estava muito seguro de si mesmo, era um homem rico e montava seu cavalo como se fosse um rei capitaneando seu exército.
Cinco horas depois, chegou ao alto da colina que se elevava sobre a estrada principal de West Sussex e contemplou a preciosa cidade de Hadley Green, encaixada no vale que se estendia ao pé das encostas, com suas casinhas coroadas por tetos de palha, seus jardins de cores vibrantes e uma animada rua comercial. Toda a pequena cidade estava rodeada de verde.
Ao vê-la, o conde sentiu uma repentina dor no peito e começou a suar, sua pele avermelhou e umedeceu e ficou tonto. Temendo cair do cavalo, agarrou com força as rédeas.
 Acreditava que as lembranças do que tinha passado nesse lugar estariam mortas e enterradas, mas teve que esforçar-se por seguir respirando, enquanto observava como os meninos brincavam no mesmo prado onde enforcaram seu pai, acusado de roubo, há quinze anos.
O conde de Eberlin — ou Tobin Scott, nome pelo qual era conhecido então, filho de Joseph Scott, o carpinteiro— não havia voltado a pisar naquela estrada desde que seu pai morreu.
Tinha esquecido por onde passava e não esperava ver o prado dali. Tampouco supunha que ia reagir daquela forma tão visceral.
Mas ali estava sentindo o despertar daqueles enferrujados e desintegrados sentimentos, apesar de estar convencido de que tinha morrido por dentro, e de que era incapaz de sentir alguma paixão, fosse sombria ou esperançosa.
Enquanto observava o lugar, surpreendeu-se de que sua mente e seu coração pudessem engana-lo daquele modo.
Quase parecia estar vendo outra vez o patíbulo e cheirando o guisado e a cerveja que se vendia naquela manhã em que seu pai foi executado.
Era como se as carroças seguissem ainda alinhadas nas ruas que ficavam atrás das forcas. Uma menina correu pelo prado até os braços de um homem que a agarrou e a sentou sobre seus ombros.
Na execução de seu pai também havia crianças, meninos que brincavam nas margens do prado.
Os espectadores eram os adultos, que tinham chegado cedo para tomar cerveja e comer guisado.
Tobin, que naquela época só tinha treze anos, não tinha nem ideia do quão absurdamente festiva podia ser uma execução.
Quando trouxeram seu pai, a multidão, animada pela bebida, começou a gritar com alegria entre um gole e outro: «Ladrão! Maldito ladrão!»

Série Os Segredos Hadley Green
1 - O Ano em que Vivemos Escandalosamente
1.5 - O Segredo de Natal
2 - A Vingança de Lorde Eberlin
3 - A Sedução de Lady X
4 - A Última Debutante
Série concluída

A Noiva Do Guerreiro

Série Cavaleiros da Britania



Um guerreiro nobre, uma esposa digna. 

Enfim, Brice Fitzwilliam recebera sua recompensa: um título de nobreza e as terras de Thaxted.
Agora, faltava apenas exigir a noiva que lhe fora prometida!
Porém, Gillian de Thaxted não aceitava a humilhação de ser entregue como um prêmio!
Ela jamais se submeteria aos caprichos do inimigo.
Mesmo que seu físico poderoso, seus profundos olhos negros ou o modo carinhoso como a cobria todas as noites amolecessem seu coração.
Afinal, Brice apenas estava cumprindo seu dever como marido.
Entretanto, noite após noite a obrigação se torna um prazer.
Agora, talvez exista um ponto frágil na cota de malha de Brice... e a paixão por sua esposa possa dominá-lo!

Capítulo Um

Floresta Thaxted, nordeste da Inglaterra,  Março de 1067
O chão começou a tremer sob os pés dela e Gillian tentava entender o motivo. O dia estava bonito, apesar do frio do inverno, mas não havia nuvens no céu. 
Ela olhou para cima e não viu nenhum sinal de tempestade que pudesse causar o estrondo ruidoso que escutava.
Puxando o capuz para trás, Gillian foi até a estrada e olhou para um lado e para outro.
Logo ela percebeu a razão de tanto barulho e correu para se esconder de novo no emaranhado de arbustos na beira da estrada.
Feliz por ter encontrado um manto marrom escuro na hora da correria para fugir, ela se cobriu com ele e ficou imóvel enquanto o numeroso grupo de cavaleiros e guerreiros montados passava por ela.
Como viu que eles pararam logo adiante, ela continuou imóvel e tentou não respirar, com medo de ser descoberta e capturada por esses desconhecidos.
Eles falavam numa língua que era uma mistura de francês normando e inglês, mas estavam longe demais e falavam baixo, portanto ficou impossível para ela entender. Gillian permaneceu abaixada e esperou que eles se afastassem.
Quando ouviu alguns homens desmontarem e virem na direção dela, começou a tremer. Ser capturada sozinha nesses tempos difíceis era morte na certa, e Gillian tinha feito de tudo para escapar disso.
A decisão de sair de casa e se esconder no convento não foi tomada às pressas, sem considerar as consequências, mas Gillian tinha poucas alternativas.
Ou ela se casava com um velho que seu irmão, Oremund, havia arranjado, ou com o guerreiro normando que o duque invasor tinha enviado para se apossar de tudo que era dela.
O único jeito era ficar ali escondida e rezar para que os guerreiros fossem logo embora, para que ela pudesse seguir para o convento.
Gillian esperou enquanto os homens pareciam discutir sobre alguma coisa e ficou quieta, tentando não
chamar atenção quando as vozes se aproximavam.
Ouviu que citaram o nome da sua casa, assim como o do seu irmão. Se ao menos falassem seu idioma e mais devagar, talvez ela conseguisse entender melhor o que diziam!
Depois de uma demora que parecia interminável, os homens começaram a se afastar, falando alto para os outros, que não tinham visto nada.
Ela levantou a cabeça com cuidado e viu que eles partiam.
Porém, um dos cavaleiros ficou ali na estrada, não muito longe de onde ela estava. Em vez de seguir os outros, ele tirou o elmo, segurou-o embaixo do braço e se virou.
Gillian levou um susto e quase gritou.
Alto e musculoso, ele era o homem mais bonito que ela já tinha visto, mais até do que seu primo, que era tido como o sonho de toda mulher.
O cabelo louro não estava cortado curto como os normandos costumavam usar, mas era longo e caía solto em torno do rosto.
Pela distância que estava, não dava para ver a cor dos olhos dele, mas o rosto era bem interessante e másculo, apesar de ser normando.
Um normando!
 







Série Cavaleiros da Britania
1 - Noite de Prazer
2 - Senhora do Dominador
3 - A Noiva do Guerreiro
4 - A Filha do Inimigo
Série Concluída