15 de janeiro de 2012

Tramas Da Paixão



Qual seria o verdadeiro Jonathan Chadwick ? 


O homem de inocência juvenil, ou o cínico sofisticado que desprezava a sociedade ? 
Quaisquer que fossem os mistérios que o envolviam. Kathyn Wainwright estava determinada a desvendá-os. Especialmente, quando suas perguntas incessantes acabaram por descobrir uma alma passional no homem a quem ela própria não pôde resistir. 
Jonathan Chadwick jurava que não podia existir mulher mais exasperante do que Kathryn Wainwhight. 
A escritora de uma ultrajante coluna de fofocas parecia obstinada a destruí-lo. 
Mas o desejo que se alastrava entre ambos estava se tornando impossível de ignorar ! 


Capítulo Um 


Londres, setembro de 1889. 
-Siga aquela carruagem! — ordenou Kathryn Wainwright enquanto seu cocheiro dobrava os degraus de sua própria carruagem e fechava a porta. — Certifique-se de que o homem que a conduz não perceba. Quando o ocupante chegar ao destino, prossiga casualmente sem parar. Tudo o que quero saber é aonde está indo. 
— Sim, senhorita — assentiu o criado, sentando-se de volta na boleia. 
Duas horas depois, eles passavam por um vilarejo minúsculo e de aspecto decadente. 
Um quilômetro e meio para além dos arredores do lugarejo, a carruagem à frente entrou por uma estradinha secundária por entre arvoredos. 
Kathryn soube que não poderia continuar seguindo-a sem revelar sua presença, e provavelmente seu propósito, caso a trilha incrustada de raízes não tivesse saída. 
Batendo no teto de sua carruagem, colocou a cabeça pela janela. 
— Prossiga até aquela colina, Thomas. Vamos ver se de lá é possível avistar até onde aquela estradinha leva. 
Quando a carruagem parou no alto da colina indicada, ela pôde, de fato, enxergar os arredores com mais clareza, munida de uma antiga luneta que fora de seu pai. 
Sob o luar, avistou um velho casarão que se situava numa grande clareira por entre os bosques. Não havia o menor sinal de luminosidade nas janelas, nem de moradores no lugar. 
Ficou observando até ver a carruagem dele parando diante da propriedade. 
Jonathan Chadwick desceu, falou com o cocheiro e, então, entrou na casa escura. Kathryn abriu um sorriso triunfante. 
Então, ali era o reduto dele! 
Já o havia seguido antes, mas sempre até uma modesta pensão localizada nas imediações do distrito teatral da cidade. 
E descobrira, depois de ter oferecido um pequeno suborno à senhoria, que ele raramente dormia lá, exceto nas noites em que se apresentava em algum lugar do centro de Londres. 
Chadwick desaparecia durante dias, às vezes por uma semana ou mais, contara-lhe a mulher. Agora ela sabia para onde o misterioso homem ia. 
Concluiu que aquela devia ser a casa de sua família. 
Mas, pelo aspecto deserto da propriedade, devia morar sozinho atualmente. 
A intuição avisava-a de que havia urna boa história ali. 
Talvez os rumores de que Chadwick era de uma família nobre empobrecida fossem verdadeiros. Ninguém parecia saber muito a seu respeito, exceto que fora um menino prodígio no passado, tendo se apresentado em excursões por toda a Europa. 
Então, quando se tornara adulto, desaparecera por completo. 
Havia retornado naquele verão, despertando a curiosidade e o interesse de todos. 
Os salões particulares de Londres e as salas de concerto lutavam para serem agraciados com sua presença, ao passo que o talentoso músico teimava em manter-se quase inacessível. 
A estratégia era das mais convenientes. 
Acabava aceitando apenas as ofertas mais vantajosas. 
Mesmo que sua música não tivesse sido tão maravilhosa quanto de fato o era, o mistério em torno do homem já seria por si só o bastante para torná-lo disputado. 
Sim, havia um grande e antigo mistério envolvendo Jonathan Chadwick, e ela estava determinada a desvendá-lo. 
Entusiasmada com tal perspectiva, sabia exatamente o que tinha que fazer.
— Dê meia-volta, Thomas, e vamos até o vilarejo. Veremos se há alguma hospedaria lá. 
E, de fato, havia uma, um pequeno sobrado quase em ruínas. 
A tabuleta pendia precariamente de correntes desiguais, anunciando: Hospedaria Pata de Coelho. Kathryn desceu depressa da carruagem, entrou e alugou um quarto para si, o único particular disponível. Thomas Boddie, seu cocheiro, protestou num sussurro: 
— Não pode ficar aqui, srta. Kathryn. Olhe para o lugar! Aposto que é um pulguedo. — Olhou ao redor com uma careta e coçou o braço para reforçar o aviso. 
— Ora, Boddie, não me diga que está ficando sensível com a idade. — Ela riu ao ver-lhe a expressão indignada, que o fez parecer ainda mais jovem que os seus vinte e quatro anos. Aguardou até que o dono da hospedaria desaparecesse rumo ao andar de cima, para trocar a roupa de cama, antes de tornar a falar: 
— Quero que me traga um dos cavalos da carruagem depois que estiverem descansados e alimentados. Ah, e me empreste as suas calças.
— As minhas calças, senhorita? 
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Através do Rio Mersey

Série Família Campion
Jean e Vi são gêmeas, mas não podiam ser mais diferentes. Jean está orgulhosa de seu marido honesto e trabalhador e também de seus filhos, porém nunca tem um centavo sobrando. Vi está igualmente orgulhosa do novo papel de seu marido como vereador, da sua elegante casa nova, criando seus filhos para esperarem pelo melhor.
Com o eclodir da guerra, decisões excruciantes devem ser tomadas. Deveriam alistar as crianças mais velhas? Deveriam mandar as crianças mais novas para um lugar mais seguro? Com Isso, todas as certezas caem por terra. Em seguida, a irmã mais nova das gêmeas, a cantora Francine, inesperadamente volta para casa  e desperta o passado, mesmo no meio do perigo iminente.
Essa é uma tremenda saga sobre espírito de luta e intimidade familiar, e a crença de que mesmo que o hoje esteja repleto de destruição e dor, há esperança para um amanhã melhor.

Capítulo Um

Sábado, 19 de agosto de 1939, Wavertree, Liverpool.
—Vamos vocês quatro. Apressem-se, caso contrário, vamos perder a balsa e chegar atrasados. E não se esqueçam de suas máscaras de gás. — Jean Campion chamou seu filho e sua filha, ainda das escadas.
Ela exalou um pequeno suspiro de alívio misturado com irritação quando ouviu a resposta vinda de cima, de sua filha Grace. —Só terminando de pôr as fitas nas tranças das gêmeas, mãe.
Isso foi seguido pelo barulho que Luke fez quando chegou ao térreo.
—Pare de se preocupar, amor. — Seu marido a repreendeu levemente. —Ainda temos tempo para chegar lá, embora não saiba o porquê de sua irmã não poder trazer sua família para Wavertree e comemorar o aniversário de vocês aqui, ao menos uma vez.
—Vi sempre gostou de colocar um pouco de pompa — Jean lembrou seu marido com um pequeno sorriso.
—Mais parece fazer um pouco de exibicionismo — Sam murmurou. —Ela não percebe que o povo tem coisa melhor para fazer com o país à beira da guerra?
Jean deixou sua bolsa num canto e foi até ele, pondo a mão em seu braço.  Sam trabalhava para o corpo de salvamento Liverpool (Liverpool Salvage Corps), uma unidade de comerciantes qualificados originalmente para instalar companhias de seguro na cidade. A corporação se especializara em recuperação de bens e minimização de perdas para os estabelecimentos comerciais danificados pelo fogo e “outros perigos”.
A corporação funcionava próxima à brigada de incêndio de Liverpool e houve muitas noites, ao longo desse último ano, em que Sam teve que participar de reuniões. Treinamentos para ajudar no preparo do corpo de salvamento de Liverpool, no papel importante que teria que exercer, caso a guerra fosse declarada. Além de trabalhar no corpo de salvamento, Sam e seu filho Luke, como tantos outros determinados em fazer sua parte, tinham se alistado meio período na ARP, um dever firmado com o posto local da ARP. O ano foi ocupado com preparos para uma possível guerra com uma chuva de folhetos informativos do Governo, dispondo sobre tudo, desde a retirada das crianças que viviam nas cidades até os sacos de areia destinados aos edifícios vulneráveis, além da promoção de um blecaute com intuito de assegurar que nenhum edifício ficasse visivelmente iluminado, já que as luzes podiam ser usadas pelos aviões bombardeiros do inimigo em busca de alvo durante a noite; a construção de abrigos antiaéreos e mais uma dúzia de precauções.
Guerra! A ameaça dela atravessava o país inteiro como uma sombra escura que todos esperavam que fosse embora. Agora eles não podiam mais esperar, Sam dizia. Não com a crise de Munique e tudo mais.
Cada jardim parecia ter cultivado um abrigo antiaéreo e aqueles que não tinham o espaço para construir um, poderiam se servir dos abrigos públicos. Todo mundo se acostumou à visão dos guardiões da ARP: os avisos dos guardiões da ARP, os reservistas do Exército fazendo suas brocas, as irritações e reclamações das donas de casa por causa do tecido feio do blecaute que cobria suas janelas à noite.
—Vamos, Sam — Jean persuadiu seu marido. —Eu sei como você se sente sobre nossa Vi e eu sei que essas balsas estarão lotadas, estando o dia tão bom e com as crianças ainda fora da escola. Mas nós sempre vamos ao encontro dela no nosso aniversário.
—Sim, vamos, mas isso não faz ser a coisa certa. — Ele concordou, dando a ela o mesmo sorriso que cativou seu coração todos aqueles anos atrás, quando se apaixonou por ele. — Você é uma moça adorável e tudo o que desejaríamos ter. — Ele disse a ela afetuosamente.

Série Família Campion
1 - Através do Rio Mersey
2 - Daughters of Liverpool
3 - The Heart of the Family
4 - Where the Heart Is
5 - When the Lights Go On Again

12 de janeiro de 2012

O Brilho Do Pecado






Cassandra vivia protegida como um pássaro de ouro. Presa ao compromisso de ser a prometida do Duque de Alchester, esperando um casamento arranjado, sem amor nem ilusões. 

Antes de cumprir seu destino, Cassandra desejou provar um pouco da liberdade sonhada. 
Seu coração a impelia a isso, como um desígnio da própria sorte. 
E, no salão proibido, de cortinas vermelhas e sofás macios, ela se transformou em Sandra, a intrigante cantora de olhos violetas... 

Capítulo Um 

1886 
 — Cheguei, mamãe! — Oh, Cassandra, eu estava tão preocupada! Já é muito tarde! 
— Tive problema com um dos cavalos — explicou Cassandra, aproximando-se da mãe na cadeira de rodas em frente à lareira. 
Lady Alice Sherburn olhou para a filha e fez uma exclamação de horror. 
O traje de montaria de Cassandra achava-se coberto de lama, os cabelos em desordem e muito molhados. 
— Estou sã e salva, mamãe — disse a moça — ainda que molhada até os ossos. Levei um tombo e chovia muito. 
— Cassandra! 
— Não se preocupe, mamãe. Não foi uma queda grave e, embora eu possa acordar um pouco dolorida amanhã, não quebrei nenhum osso, tenho certeza. 
— Cassandra, meu amor, se alguma coisa acontecesse a você, eu enlouqueceria. 
— Eu sei, mamãe, por isso vim contar que estava de volta, antes mesmo de subir para me trocar. — Se ao menos não fosse tão irrequieta, minha filha! 
— Garanto que você e papai me detestariam se eu não passasse de um ratinho medroso, escondido dentro da casa o dia todo, ou cavalgando em marcha lenta. 
Lady Alice sorriu. — Jamais imaginei você tendo medo de montar. Vá se por em ordem, seu pai precisa falar.
— Ele terá de esperar um pouco, mamãe. Desço dentro de uma hora. 
— Vou dar o recado a ele — replicou Lady Alice 
— Cassandra, eu...
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Noiva por Engano

Série Cavaleiros Infernais

Oito anos atrás, o Tenente Luke Ripton havia feito um casamento precipitado durante a guerra para proteger uma jovem de uma união forçada. Agora, incapaz de obter a anulação, Luke não tem nenhuma escolha a não ser ir buscar Isabella, a esposa ferozmente independente que ele nunca havia procurado.
E enquanto eles permaneciam juntos rumo ao cumprimento de seus votos, nunca imaginaram que a fúria apaixonada que eles compartilhavam poderia se tornar um outro tipo de paixão...

Capítulo Um

Londres, 1819

— Você é louco, Ripton!
Luke Ripton encolheu os ombros e juntou suas rédeas.
— O curricle pode ser consertado, Jarvis. Pelo menos seus cavalos não estão feridos.
— Não graças a você! — Jarvis rosnou. — Passando por mim desse jeito: você quase arrancou as minhas rodas...
— Mas, não o fiz. — Luke interrompeu friamente. O homem dirigia como uma debutante ansiosa. — Não havia necessidade de se mover tão violentamente. Você apenas tinha que controlar os seus nervos.
— Nervos? Eu te mostrarei uma coisa. — Jarvis começou a ir adiante, apenas para ser contido pelos amigos que haviam vindo ser testemunha – e apostar na corrida.
— Fique calmo, Jarvis. Lorde Ripton ganhou de forma justa e limpa. — Disse um de seus amigos.
— Para começo de conversa, você que foi um tolo em desafiá-lo. — Disse outro, um pouco bêbado demais. — Todo mundo sabe que Ripton não se importa se vive ou morre. E isso faz dele – hic! – insuperável.
Luke deu um toque no chapéu como despedida para seu oponente ainda fumegando e foi embora. Era verdade? Ele se importava se vivia ou morria?
Ele considerou a pergunta enquanto dirigia de volta para a cidade. Não era mentira, ele decidiu enquanto virava para a Rua Upper Brook. Ele não tinha certeza de que merecia viver. Ele havia tentado seu destino frequentemente.
Mas o destino, aparentemente, tinha outros planos para ele.
A carta em seu bolso confirmava isto.
Ele parou do lado de fora da casa da cidade de sua mãe. A casa pertencia a ele, claro – veio com o título que ele herdara quando o tio e os primos tinham se afogados dois anos atrás. Mas, por mais que Luke gostasse de sua mãe e de sua irmã mais nova, ele preferia não viver com elas. A mãe dele tinha o costume de ser superprotetora. Luke preferia seu quarto de solteiro, um apartamento limpo na Rua Clarges, onde ninguém questionava aonde ele ia ou vinha.
— Obrigada, meu Deus! — Lady Ripton exclamou quando Luke entrou na sala de visitas. Ela pediu chá e bolinhos frescos.
Ele beijou a bochecha que ela ofereceu.

Série Cavaleiros Infernais
1 - A Princesa Roubada
2 - A Lady Cativa
3 - Para Pegar Uma Noiva
4 - Casamento Acidental
5 - Noiva por Engano
Série Concluída

11 de janeiro de 2012

Casamento Acidental

Série Cavaleiros Infernais
Quando Nash Renfrew acorda na cama da adorável Maddy Woodford, ele não tem memória.
Nos dias seguintes ao acidente, ele fica encantado pela visão clara dela sobre a vida, mas ele vive para as noites, quando ela se junta a ele castamente, mais ou menos, em sua cama.
Quando a memória dele volta, Nash pede apenas mais uma noite antes de ir embora. Mas essa noite é demais e cria um escândalo que não lhe deixa outra alternativa senão pedi-la em casamento. Com cinco meio-irmãos órfãos aos seus cuidados, Maddy precisa da segurança que Nash a oferece e não pode resistir à promessa de paixão que experimentara em seu abraço. Bem nascida, mas na pobreza, Maddy sabe que não é a esposa que ele planejou ter, mas ele é tudo que ela sempre sonhou. Mas a paixão será o suficiente? Ele é um diplomata que conhece czares, príncipes e grão-duques e ela é apenas uma garota do interior que nunca foi sequer a um baile. Será que o amor deles recém-descoberto poderá sobreviver, ou será que este casamento acidental irá destruir os sonhos dela e a carreira dele?

Capítulo Um

O cavaleiro apareceu no cume, uma silhueta escura cauterizada contra nuvens cor de prata inertes. Ele permaneceu imóvel por um segundo ou dois, inspecionando a cena abaixo, então começou a descer a colina em um passo lento, controlado. Enquanto se movia, um raio ondulou pelos céus assustadoramente.
—Que apocalíptico— Maddy Woodford comentou da entrada de sua cabana. —Seja quem for, sabe como fazer uma entrada.
Lizzie Brown seguiu o olhar dela.
—Cavalheiro— ela pronunciou, abotoando o casaco.
Maddy riu. 
—Como você pode saber? Fazendeiros e comerciantes podem montar bons cavalos, também. Você o conhece?
Lizzie sorriu amplamente e agitou a cabeça.
—Nunca o vi antes, mas ele está atravessando o país, não é? E é uma terra particular. — Ela encolheu os ombros e revirou os olhos. —Apenas um cavalheiro faria isto. Nós do povo não invadimos simplesmente as terras dos outros. As pessoas são exiladas por menos.
—Suponho que sim.
—Com rumo ao Solar Fonthill ou a Whitethorn, creio. — Lizzie acrescentou com um sorriso, — Talvez ele passe direto por você. Você podia ficar no caminho dele, senhorita. Um cavalheiro teria que parar. Nunca se sabe, você pode conseguir um marido bom e rico.
Maddy bufou. 
—Com a minha sorte, ele seria o tipo que passaria sobre mim e nem olharia, e eu ficaria lá estendida...
—Como uma porcaria qualquer no chão!— Lizzie terminou, e ambas riram. —Não, ele pararia, com certeza, especialmente ‘pra’ você, tão bonita e com o cabelo ‘tudu’ arrumado. — Lizzie deu ao cabelo de Maddy um olhar crítico. — Acho que fiz um bom trabalho nele.
Maddy pôs uma mão em seu cabelo recentemente ajeitado. Lizzie a estava usando para praticar.
—Você fez um belo trabalho, Lizzie. Será uma ótima dama de companhia.
—É o que eu espero, Senhorita Maddy. Estou cheia de ficar ordenhando vacas. E a senhora seria uma adorável esposa de um cavalheiro.
—Se ele não descobrisse que eu não tenho um centavo no meu nome. — Maddy riu. —Além disso, não estou certa de que um marido valha à pena tanto trabalho.
O riso morreu no rosto de Lizzie. 
—A senhora ‘tá’ certa.
Maddy a atirou um olhar culpado.
—Oh, Lizzie, sinto muito. Eu não quis dizer — ela falara sem pensar. Lizzie esteve casada por apenas quatro meses quando o marido foi para a cidade com toda a poupança dela e nunca mais voltou.
Lizzie colocou um cachecol ao redor da cabeça e disse com a voz dura:
— Não se importe comigo; a senhora está certa. Gato por lebre, é isso que é o casamento. Nunca se sabe, até que é tarde demais. Homens são problemas, mas se forem problemas ricos, aí sim, vale a pena se viver com eles.
Maddy anuiu com a cabeça em acordo superficial. Ela não concordava. Problema com dinheiro era o pior tipo. E fugir dele era a razão pela qual ela estava aqui, vivendo em uma cabana aos pedaços. Mas Lizzie não sabia disso.
Ninguém sabia. Maddy não ousava dizer a ninguém.

Série Cavaleiros Infernais
1 - A Princesa Roubada
2 - A Lady Cativa
3 - Para Pegar Uma Noiva
4 - Casamento Acidental
5 - Noiva por Engano
Série Concluída

10 de janeiro de 2012

Para pegar uma Noiva

Série Cavaleiros Infernais






Era a desculpa perfeita para adiar um temido casamento de conveniência - sair em uma jornada exótica para perseguir uma jovem lady perdida no Egito por seis anos. 


Rafe Ramsey, filho do Conde de Axebridge, fica totalmente obcecado quando finalmente localiza a linda e viva Ayisha, que tomou um novo nome. 
Mas um misterioso passado fez com que se torne impossível a ela retornar à Inglaterra, e ela está se escondendo por algo muito mais sério do que um noivado não desejado.

Capítulo Um

Egito, 1818

—Ele está aí, o homem que eu te disse— Ali disse, apontando com um dedo pequeno, sujo. —Dizem que o nome dele é Rameses. Dizem que veio da Inglaterra para comprar uma menina, e que pagará em ouro.
Rameses? O nome de um grande rei? Das sombras escuras da ruela Ayisha não teve nenhuma dificuldade em ver o estrangeiro que fazia perguntas; ele era em torno de uma cabeça mais alto do que qualquer outro homem na zona comercial.Rameses. Era um nome estranho para um inglês Ele não era como os outros que tinham vindo atrás dela no passado. Para começar, ele era limpo. E bonito. Não como um garoto bonito—Ayisha sabia tudo sobre garotos bonitos—mas com uma elegância dura e afiada, do tipo austera. Como que esculpido em mármore.
A pele estava ligeiramente bronzeada, mas ainda assim mais pálida do que a maioria das pessoas que ela conhecia. Mais como a própria cor dela debaixo das roupas. Ele usava um chapéu de cor clara para proteger o rosto do sol, mas as roupas eram estrangeiras: inglesas e bem justas, sem deixar uma brisa entrar para esfriar o corpo. O casaco azul escuro era cortado apertado e revelava um par poderoso de ombros. Sob o casaco ele usava uma camisa branca com uma gravata ao redor do pescoço amarrada bem apertado e com um laço complicado.
Muitas roupas, muito apertadas e o pano muito pesado.Ainda assim ele não parecia suado, quente e amarrotado do modo como os ingleses recém chegados ao país normalmente ficavam. Esse homem parecia frio e calmo. Duro.
Ela não pôde evitar e olhou para as calças de cor amarelo-acastanhada moldada aos músculos longos e duros, pernas masculinas dentro de botas pretas cintilantes. Elas eram muito… reveladoras.
Os homens que Ayisha via todos os dias usavam roupas soltas, fluidas, batas ou calças e camisas folgadas, soltas, longas. As roupas não mostravam a forma do corpo. Não assim, quase descaradamente: cada ângulo duro e masculino revelado. Ela tragou.
Se eles o fizessem, ela nunca teria conseguido passar como um menino chamado Azhar por todos estes anos. Ela assistiu os músculos flexionarem enquanto o inglês andava a passos largos pelo pó e caos da zona comercial com o poder flexível de um leão. Ela se sentiu de repente mais quente, embora estivesse de pé na sombra fresca. Rameses. O nome combinava com o homem.


Série Cavaleiros Infernais
1 - A Princesa Roubada
2 - A Lady Cativa
3 - Para Pegar Uma Noiva
4 - Casamento Acidental
5 - Noiva por Engano
Série Concluída

9 de janeiro de 2012

A Lady Cativa

Série Cavaleiros Infernais
Sob o exterior resistente, Harry Morant oculta um coração muito cicatrizado. Sendo o filho bastardo de um conde, as damas de nascimento nobre têm apenas um uso para ele – nas suas camas. Agora, depois de oito anos em guerra, Harry está criando cavalos de corrida e planejando um matrimônio prático e sem emoções. Mas, quando ele compra uma nova propriedade, seus planos cuidadosos são ameaçados por uma paixão inesperada - e entre todas as mulheres - pela filha de um conde.

Capítulo Um

Hampshire, Inglaterra
Novembro de 1817.

Ela parecia uma Madona afogada. Harry Morant não pôde fazer nada além de olhar fixamente. O rosto dela estava voltado para o céu, encharcado, a pele aceitando o chuvisco nublado do mesmo modo como uma flor aceita a chuva. Os cabelos escuros estavam agarrados em mechas ao redor do rosto, descendo como cordas úmidas além dos ombros, misturando-se ao oleado escuro jogado ao redor de seus ombros. Sua aparência, pura e cremosa, brilhava como uma pérola na floresta molhada e escura. Era bruxuleante, pálida, quase extraordinária.
Harry diminuiu a velocidade de seu cavalo, Sabre, e montou para mais perto da carroça abrindo passagem lentamente através de New Forest. Ele manteve Sabre na extremidade da estrada, evitando a lama agitada por carroças e carruagens.
Seu companheiro, Ethan Delaney, deu a ele um olhar surpreso e diminuiu a velocidade de seu cavalo também. Harry não percebeu. Ele só tinha olhos para a mulher.
O rosto dela era fino e estreito, com as maçãs do rosto altas. O nariz era longo e reto, mas a boca era luxuriante, suave e vulnerável. Harry olhou fixamente para a boca e engoliu em seco.
Ela se sentou de volta na carroça, se apertou entre barris e caixotes embalados, espremida entre a bagagem que parecia ter sido feita de última hora. Seus pés oscilaram sobre a estrada. Seus sapatos e a bainha de sua saia estavam cobertos de lama. Ao lado dela estava uma pequena bolsa de carpete.
Um movimento chamou a atenção dele. Meio escondido pela lona, apertado contra a saia dela, havia um Spaniel coberto de lama. Observa Harry cautelosamente mas não fazia nenhum som.
A mulher mostrou pouca consciência da estrada que estava embaixo dela assim como os quatro grandes cavalos da carroça que se moviam na lama tentando se esquivar, se esforçando contra a carga. O corpo dela se ajustava sem pestanejar ao balanço da carroça. Ela não parecia ouvir a série constante de obscenidades que fluía da boca do condutor. Ocasionalmente ela vacilou com o som do chicote que ele usava muito livremente.
Ela não tirou os olhos do céu. Nenhuma vez.
Uma ordenhadeira, talvez, a caminho de uma feira para ser contratada, ou alguma jovem empregada viajando para começar um novo trabalho. Talvez a filha de um transportador. Não, ele decidiu, não era isso—ela não estava bem o suficiente para isto. A menos que o transportador fosse um bruto.
Ela parecia exausta. Seus olhos eram grandes, com círculos escuros e cansados contra a pele pálida. As mãos nuas e sem anéis, se embrenharam nas extremidades do oleado, segurando-o junto do corpo, mantendo grande parte da chuva longe.

Série Cavaleiros Infernais
1 - A Princesa Roubada
2 - A Lady Cativa
3 - Para Pegar Uma Noiva
4 - Casamento Acidental
5 - Noiva por Engano
Série Concluída

Apaixonada pelo Highlander

Trilogia McCabe
Por conta do coração jovem e negligente de Caelen McCabe, seu clã quase foi destruído. 

Agora, priorizando a lealdade à família, ele se compromete a se casar com a noiva rejeitada pelo irmão, Alaric, e, assim, salvar a aliança instável entre os dois clãs. Embora a linda Rionna McDonald seja a esposa perfeita para qualquer homem, Caelen não confia em nenhuma mulher, principalmente naquela doce tentação que o atormenta com um desejo ardente.

Comentário revisora Ana Paula: Adorei fazer a revisão deste livro.Deu trabalho,claro...me deixou quase vesga na telinha do PC, mas valeu a pena!!! 
Amei os irmãos McCabe, que parecem rudes, mas pra tratar as ‘lass’ são de uma delicadeza sem fim,superprotetores e muito imaginativos na hora do bem bom..kkkkk 
Divirtam-se, história linda!!

Capítulo Um

O dia de seu primeiro casamento tinha sido um esplendor da natureza. 
Um atípico dia quente de janeiro. 
Um bálsamo para desorganizar seus cabelos meticulosamente trançados. 
Era como se tudo conspirasse para testemunhar o enlace de duas almas.
Um suspiro profundo saiu da garganta de Rionna McDonald, fazendo com que seu futuro marido erguesse uma sobrancelha.
Como estava o tempo no dia do seu segundo casamento? 
Sombrio e úmido, como se uma tempestade se aproximasse do oeste. Já sentia o frio e o vento soprar as folhas de forma feroz, inexorável. 
Como se a natureza conhecesse sua incerteza sobre o homem que estava ao seu lado, pronto para recitar os votos que o ligariam a ela para sempre.
Um calafrio subiu por sua espinha apesar de estarem em frente a lareira, no grande salão.
Caelen franziu o cenho e aproximou-se de Rionna como para protegê-la do vento que soprava através das peles na janela. 
Ela deu um passo atrás quase sem prensar. 
O homem a deixava nervosa, e raras pessoas conseguiam intimidá-la.
Ele franziu mais ainda seu cenho e voltou sua atenção para o padre.
Rionna lançou um olhar rápido ao redor, tentando ver se alguém tinha percebido aquela troca de olhares. Não queria que pensassem que ela tinha medo de seu novo marido. 
Mesmo que tivesse.
Ewan McCabe, o irmão mais velho e o primeiro homem com o qual ela deveria ter se casado, estava ao lado de seu irmão, com seus braços cruzados acima do tórax largo. 
Parecia ansioso para ver tudo terminar.
Alaric McCabe, o homem com o qual quase se casou, depois que Ewan uniu-se a Mairin Stuart, também parecia impaciente e olhava em direção as escadas como se fosse correr para os degraus a qualquer momento. 
Rionna não podia culpá-lo, entretanto. 
Sua nova esposa, Keeley, estava lá em cima, recuperando-se de um ferimento que quase acabou com sua vida.
A terceira vez tinha que dar certo, não?
O Rei David não estava de pé para a ocasião. 
Ele sentou-se regiamente próximo a grande lareira, assistindo com aprovação como o padre falava sem parar. 
Ao redor dele, também sentados, estavam os grandes proprietários, os lairds das terras vizinhas. Todos esperando pela aliança entre McDonalds e McCabes. 
Uma aliança que estaria selada com o seu casamento com Caelen, o mais jovem e último dos irmãos McCabe.
Era importante salientar o ‘último’ porque se qualquer coisa desse errado com este casamento, não existiria mais Mccabes para casar com ela, e neste momento, seu orgulho não poderia suportar outra rejeição.
Seu olhar passou pelo Rei e lairds e deslocou-se para seu pai com o semblante severo, que sentou-se longe dos guerreiros reunidos, uma expressão desanimada em suas feições.
Por um momento, seus olhares se cruzaram e os lábios de seu pai torceram-se em um grunhido. Rionna não o apoiou em sua pretensão de continuar a ser o laird. 
Era provavelmente deslealdade de sua parte. 
Não estava certa que Caelen McCabe seria um laird melhor, mas seguramente era um homem melhor.
Estava ciente que todos os olhares estavam fixos nela. 
Olhou nervosamente em direção ao sacerdote e percebeu que ele pedia que recitasse seus votos. 
Muito envergonhada, percebeu que não tinha a menor idéia do que o homem disse.
— Esta parte é onde você promete obedecer e permanecer fiel a mim, todos os seus dias —  Caelen recitou.
Suas palavras fizeram correr um frio por sua espinha e ela fixou nele um olhar penetrante.
— E o que exatamente você está me prometendo?

Trilogia McCabe
1 - Na Cama com um Highlander
2 - Seduzida pelo Highlander
3 - Apaixonada pelo Highlander
Trilogia Concluída

8 de janeiro de 2012

A Princesa Roubada

Série Cavaleiros Infernais
O estranho filho mais novo de um conde, Gabriel Renfrew, ganhou glória e honra no campo de batalha, mas agora, sem um propósito, encontra-se deliberadamente cortejando o perigo a todo momento.
Então, uma noite, ele corre com seu cavalo ao longo de um penhasco perigoso ao luar - e se depara com uma bela mulher que obviamente precisa de ajuda.
Uma princesa em fuga, Callie se disfarçou e a seu filho, o príncipe herdeiro, como plebeus, na esperança de protegê-lo daqueles com intenção de roubar o trono. Ela não tem escolha a não ser confiar no ex-oficial que veio em seu socorro, mesmo quando ele insiste que apenas um casamento de conveniência lhe proporcionará a melhor proteção. Mas enquanto seu novo marido pode manter Callie e seu filho a salvo de assassinos, o que ele fará ao coração dela?

Capítulo Um

Dorset, Inglaterra, 1816.

“Melhor não ir para casa pela trilha do precipício, Capitão Renfrew. Está para cair uma tempestade, e sem a lua, o caminho é traiçoeiro”.
Gabriel Renfrew, o último dos Dragões da Luz da Décima Quarta Cavalaria, lançou um olhar apressado para o céu que escurecia e encolheu os ombros. “Há tempo suficiente antes da tempestade chegar. Noite, senhor”. Ele saiu da taverna pequena e aquecida e foi até os estábulos.
Uma mulher loira, animada e peituda, empregada da taverna o seguiu para fora e deslizou um braço amigavelmente através do dele. “Por que se arriscar pela trilha do precipício, Capitão, quando eu tenho uma cama no andar de cima aquecida e confortável?”.
Gabe sorriu. “Obrigado, Sally. É uma oferta generosa, mas eu preciso ir”, ele devia estar ficando velho, Gabe decidiu enquanto montava. Para escolher montar um cavalo pela escuridão gelada, até uma casa vazia, quando poderia montar uma loira cheia de curvas no calor confortável da alcova dela…
Apesar de ele desejar um caso descompromissado, uma simples transa não mais o atraía. E quando o demônio da depressão o atingia, como tinha feito novamente esta noite, nenhuma bebida ou mulher poderiam ajudá-lo.
Nada além da escuridão, da velocidade e do perigo poderiam deixar sua mente e coração desanuviados.
Hoje à noite o diabo da depressão estava importunando-o mais do que nunca. A conversa na taverna tinha chegado até o assunto dos homens que não tinham voltado para casa, para as famílias que se esforçavam para continuar sem eles; contemporâneos de Gabe, meninos com os quais ele tinha crescido, garotos que os tinham seguido, a ele e a Harry, para a guerra. “Eu cuidarei deles”, ele tinha dito tão alegremente quando eles tinham partido…
Mas ele não tinha feito isso.
Por que, entre todos, justo ele tinha retornado? Os outros rapazes tinham sido lamentados, tinha recebido o luto, sentiam a falta deles desesperadamente. Eles eram necessários às suas famílias.
Não Gabe.
Ele galopou mais rápido através das sombras passageiras. O caminho estreito, banhado pela lua desapareceu e nuvens espessas obscureceram a lua cheia. As ondas bateram nas rochas abaixo. A névoa de sal salpicou a pele de Gabriel que montava na tênue linha entre a vida e a morte, como tinha feito tão frequentemente antes, dando ao destino uma chance de mudar de ideia.
Provando a si mesmo, novamente, apesar de tudo, que ele ainda estava vivo. Ainda que não soubesse o porquê.

Série Cavaleiros Infernais
1 - A Princesa Roubada
2 - A Lady Cativa
3 - Para Pegar Uma Noiva
4 - Casamento Acidental
5 - Noiva por Engano
Série Concluída

O Guardião

Série Guardiões Das Hihglands

Tor MacLeod, Chefe: líder das hostes e perito em combate com espada. 
Erik MacSorley, Falcão: navegante e nadador. Gregor MacGregor, Flecha: atirador e arqueiro. 
Eoin Maclean, Assalto: estrategista, ataques de pirataria. 
Ewen Lamont, Caçador: rastreamento e perseguição de homens. 
Lachlan MacRuairi, Víbora: sigilo, infiltração e resgate. 
Magnus MacKay, Santo: guia de montanha e forja de armas. 
William Gordon, Templario: alquimia e explosivos. 
Robert Boyd, Aríete: força física e combate sem armas. 
Alex Seton, Dragão: adagas e combate corpo a corpo. 
Com os ingleses: Arthur Campbell, Guardião: exploração e reconhecimento do terreno.

Comentário revisora Ana Paula G.: Sem dúvida, desta série, foi o que mais gostei.
Arthur é muito fofo, leal e realmente, o coitado faz de tudo para resistir a heroína, a ponto de andar sempre ‘desconfortável’...huahahaha...A Anna é decidida quando resolve testar a resistência do coitado...e claro, acaba conseguindo derrubar,literalmente, o homem! Tem trechos hot e uma história linda! 
A autora promete dez livros desta série e já estou curiosa pelo próximo. 
Adorei! Acho que vocês também vão amar o Arthur! 

Capítulo Um 

Castelo de Dunstaffnage, Argyll, Escócia, 24 de maio de 1308 
«Por favor, que esteja morto. Por favor, que tudo tenha acabado.» 
Anna MacDougall soltou a cesta no chão e se ajoelhou aos pés de seu pai, rezando por ouvir as notícias que poriam ponto final a essa guerra que tinha marcado cada um dos dias de sua existência. 
Literalmente. Anna nasceu em um dia famoso da história da Escócia: em dezenove de março do ano de Nosso Senhor de mil duzentos e oitenta e seis. 
No mesmo dia em que o rei Alexander III quis estar junto a sua jovem esposa e, ignorando o conselho de seus homens, cavalgou naquela noite tormentosa até Kinghorn, no Fife, para escorregar pelo caminho em um escarpado que lhe levaria a morte. 
A luxúria do rei deixou ao país sem um herdeiro direto ao trono, com um resultado de vinte e dois anos de guerra e de conflitos para determinar quem tinha que levar a coroa. 
Houve um momento no que se disputavam ao trono quatorze aspirantes. 
Mas a verdadeira batalha sempre esteve entre os Balliol-Comyn e os the Bruce. 
Quando Robert Bruce decidiu encarregar do tema pessoalmente e assassinou ao líder de seus competidores, John Comyn o Vermelho, primo do pai de Anna, converteu-se para sempre em inimigo de sangue dos MacDougall. 
O desprezo para o Robert Bruce só era comparável com o que lhe inspiravam seus parentes os MacDonald. As ações de Bruce obrigaram aos MacDougall a uma precária aliança com a Inglaterra. Inclusive Eduard Plantageneta era preferível a ter um Bruce no trono. 
Assim rezava pela morte de Robert Bruce. 
Do preciso momento em que chegou a notícia em meio da luta de que Bruce estava no leito de morte afligido de uma misteriosa enfermidade, Anna tinha rezado para que esta o levasse consigo, para que a natureza derrotasse ao inimigo. 
É obvio aquilo de rezar pela morte de um homem era um pecado horrível. 
Seria pecado rezar pela morte de qualquer pessoa, inclusive pela de um assassino sanguinário como Robert Bruce. As monjas da abadia estariam escandalizadas. 
Mas não lhe importava. Não, se aquilo significava o final dessa maldita guerra esquecida de Deus.
Uma guerra que já levara a seu irmão junto a sua prometida e que cobrou seu preço não só em seu ancião avô, Alexander MacDougall, lorde de Argyll, mas também do filho deste, John MacDougall, lorde de Lorn, o pai de Anna. 
Seu pai mal pôde recuperar-se de suas recentes dores no peito. 
Não sabia se agüentaria muito mais. 
Os últimos triunfos de Bruce não fizeram a não ser piorar seu estado. 
Era um homem que odiava perder. Custava acreditar que só fizesse um ano de que aquele rei Hood fugisse com alguns partidários e sua causa claramente perdida. 
E, entretanto, o rei fugitivo estava de volta e conseguia redobrar sua aposta pelo trono da Escócia, em boa parte graças à morte de Eduard I da Inglaterra. 
Assim, já fosse pecaminoso ou não, Anna rezava pela morte de seu inimigo. 
Faria com gosto a penitência por esses malvados pensamentos se aquilo significava proteger a seu pai e a seu clã do homem que queria vê-los mortos. 
Além disso, tal e como as monjas lhe haviam dito incontáveis vezes antes, jamais estivera destinada para a vida monacal. 
Cantava muito. Ria muito. E o mais importante, jamais emprestou tanta devoção ao Senhor como sentia por sua família. 
Anna estudou o rosto de seu pai, escrutinando-o em busca de alguma reação, no momento que este abria o selo da carta e a lia. 
Era tal sua ansiedade que nem sequer se incomodou em chamar seu tabelião. 
Tinha a fortuna de poder encontrar-se com ele a sós em sua câmara depois de que acabasse o conselho com seus homens.
 
Série Guardiões das Highlands
 

Cortesão E Cavaleiro











O amor casto e cortês começava a parecer muito menos sedutor do que a ideia de se deixar levar pela paixão... 


Uma moça tranquila e estudiosa como lady Ivy Rutherford estava feliz observando de fora as intrigas e os escândalos da corte da rainha Leonor. 


Mas então a rainha decidiu que Ivy era a mentora ideal para o renomado conquistador Roger Stancliff. 
Qual era sua incumbência? 
Transformar aquele vigarista em um perfeito cavalheiro. Deveria ser fácil para uma dama refinada como Ivy. 
Mas assim que começaram as lições, Ivy começou a se questionar sobre quem estava educando quem... 


Nota revisora Rosangela: Eu gostei muito do livro.
É leve, ela tenta ensinar o mocinho como se deve respeitar uma dama e não só pensar em sexo e quem acaba só pensando naquilo é ela. Vale a pena ler! 


Capítulo Um 


Poitiers, França Primavera de 1174 
Casou-se por dinheiro, para criar os herdeiros, Chorava entre as sombras, aflita por tantos olhares. 
Ivy Rutherford leu seu novo poema em voz alta com a esperança de que aquelas palavras recém-escritas, tocassem os corações das aborrecidas cortesãs que ocupavam o caramanchão do jardim da rainha Leonor. Respirou fundo para se acalmar antes de continuar recitando. Até que chegou um cavalheiro de comprovada honra, 
Que observou suas lágrimas e sentiu que comovia sua alma. A lança do amor logo penetrou em seu coração. 
Lady Gertrude resmungou enquanto acariciava a cabeça do seu repugnante mascote. — Aposto que isso não foi tudo o que a lança do amor penetrou. 
Um falatório feminino percorreu a corte de Leonor, que estava reunida à sombra do caramanchão passando à tarde. Ivy cravou a vista no pergaminho. 
As palavras que escrevera tremiam ligeiramente sob seu punho fechado, enquanto as cortesãs da rainha riam. 
Desejava que terminasse o esforço de ler sua nova criação, então continuou assim que o ruído acabou. E Vênus revelou a beleza de sua arte... Mais risadas. 
— Já é suficiente! Marie, condessa de Champagne, levantou-se de seu assento entre os botões das flores e sossegou a audiência, franzindo o cenho. 
Alta e elegante, Marie também escrevia poesia e talvez compreendesse a dificuldade dos trabalhos artísticos melhor que suas companheiras. 
— Ivy teve a amabilidade de nos entreter esta tarde. O mínimo que podemos fazer é cumprimentá-la com a cortesia do silêncio. 
Embora agradecesse os esforços da condessa, Ivy sentira durante sua breve estadia na corte, que as damas da rainha se lançariam como abutres sobre qualquer criatura o suficientemente fraca que precisasse que a defendessem. 
Seu silencioso desdém ecoou nos ouvidos de Ivy tão claramente, como o gorjeio do solitário rouxinol que revoava no beiral do caramanchão: 
«Como se atreve ela, a filha de um comerciante, se dar esses ares de nobreza?» 
Da primeira fila, a corpulenta e esnobe lady Gertrude apelou à rainha. 
— Desde quando, nós, membros da ilustre corte de sua majestade, temos que fingir que nos entretém uma arte inferior? Ivy sentiu a crueldade — e a verdade — daquele golpe e lamentou a sua vulnerabilidade ante aquela crítica. 
Seus poemas significavam um mundo para ela. 
A vida na corte da rainha Leonor proporcionava-lhe uma oportunidade de satisfazer o que era mais importante na sua vida: sua arte. 
A rainha arqueou uma sobrancelha em um gesto de censura em direção a Gertrude. 
— Não tente me agradar. Não há desculpa para comportar-se de modo vulgar em minha corte. Ivy inclinou a cabeça para esconder um sorriso. 
Não porque a importasse muito que colocasse Gertrude em seu lugar, mas sim, porque adorava ver a rainha em ação. 
Poucos podiam enfrentar Leonor de Aquitania. 
Aquela mulher era tudo o que Ivy desejava ser: independente, segura de si mesma e inteligente. Além disso, aos cinquenta e dois anos, depois de ter passado a metade desse tempo como rainha de um território ou de outro, Leonor nunca derramou uma só lágrima em público, nem sequer quando fofocavam que seu marido estava tendo uma aventura diante de seu próprio nariz. 
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Um Homem Inesquecível







Ele era a sua única esperança! 


Rebecca Tinsdale estava desesperada: seu filho fora seqüestrado! 
O xerife Luke Scanlin era o único que podia salvar a criança das mãos dos bandidos. 
Mas como confiar nesse homem, se ele já arruinara a vida de Rebecca? 




No passado, Luke desperdiçara sua chance de ser feliz. Agora, porém, não deixaria Rebecca escapar. 
Ela lhe pertencia... para sempre. 


Capítulo Um 


Califórnia, 1880.
Luke Scanlin apeou do cavalo e enrolou as rédeas no anel de metal liso que saia da barra grossa de ferro e madeira, onde se amarravam os animais. 
Nuvens escuras e ameaçadoras, anunciando tempestade, vagavam pelo céu. Gotas de chuva respingavam em seu rosto. 
O cabelo, molhado, estava colado ao pescoço. 
Ele tremeu, mais por reflexo do que por causa do frio. 
E não pode evitar uma dúvida: como seria sua vida em San Francisco? 
Três dias. Já estava na cidade há três dias, e a chuva o perseguira desde que descera do trem, vindo de Cheyenne. Agora, tornava a cair. 
Diabos, pelo jeito nunca mais ir parar de chover! 
Olhou para a casa dela, um pouco mais a frente, e concluiu que lembrava uma fortaleza medieval. Era cinzenta, e intimidadora, como um castelo antigo. 
Com seus três andares, mostrava-se tão imponente e impressionante quanto as demais mansões que circundavam a rua Califórnia. 
Um sorriso malicioso desenhou-se em sua boca. Uma princesa precisava realmente de um castelo. Mas, se ela era uma princesa, então o que ele era? 
Luke Scanlin podia ser tudo, mas com certeza ninguém se atreveria a chamá-lo de príncipe. 
A chuva aumentou, escorrendo pelo chapéu de brim e alcançando-lhe o pescoço. 
— Droga — ele murmurou enquanto sacudia o colarinho manchado de barro. 
Estava com frio, molhado e desarrumado. 
Mesmo assim parou em frente a casa e ficou olhando para ela. 
A mão descansou na barra, dois dedos em volta do ferro gelado, segurando as rédeas de couro. Tivera que montar, cavalgar e desmontar umas cem vezes nos últimos sessenta minutos. 
Seus músculos estavam tensos, doloridos. 
Decidiu que era melhor dar meia volta e sair dali. 
Chegou a virar-se, mas parou em seguida. Achou a situação patética. 
Ali estava ele, como um colegial, com medo de entrar e vê-la... mas afinal, a atitude era compreensível. 
Aquela não era uma mulher comum. Tratava-se da mulher que amava. 
O irônico era que, quando Luke a deixara, oito anos atrás, estava certo de ter tomado a decisão correta. Não fazia idéia, na época, que passaria todo esse tempo pensando nela. 
A brisa trazia o cheiro da água salgada da baía e a chuva se intensificava, ensopando a calça de lã preta e a bota de couro coberta de lama. 
Carvalhos sussurravam ao sabor do vento, jogando suas ultimas folhas douradas ao longo da rua.
A seu lado, o cavalo relinchou, protestando contra o fato de ser obrigado a ficar debaixo da tempestade. 
— Quieto, Scoundrel. Agüente mais um pouco.
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Seduzida pelo Highlander

Trilogia McCabe

Um guerreiro é pego entre um casamento por dever e um amor proibido no livro dois da sensual trilogia de Maya narrando a história de três irmãos indomáveis.

Ferozmente leal a seu irmão mais velho, Alaric McCabe lidera seu clã na luta pelos seus direitos de nascença.
Agora ele está preparado para casar por dever também. 
Mas em seu caminho para pedir a mão de Rionna McDonald, filha de um chefe vizinho, ele sofre uma emboscada e é dado por morto. 

Milagrosamente, sua vida é salva pelo toque suave de um anjo das Highlands, uma bela e corajosa dama que colocará à prova sua lealdade para com seu clã, sua honra e seus mais profundos desejos .
Banida de seu próprio clã, Keeley McDonald foi traída por aqueles a quem amava e confiava.
Quando o guerreiro ferido cai de seu cavalo, ela fica atraída por seu corpo forte.
O lampejo pecaminoso nos olhos verdes dele acende uma paixão que os seguirá até a casa de Alaric, onde o amor proibido entre eles os levará ao mais profundos prazeres carnais.
Mas conforme Ele trairá os laços de sangue pela mulher que ama?

Comentário revisora Ana Paula G.: Confesso a vocês que nunca tinha lido livros da Maya Banks.Acho que quem faz o livro tão bom é o Alaric...a mocinha me deu raiva quase o tempo todo, aceitando tudo, ficar em segundo plano,sabendo que ele vai ter que casar com outra.
Mas a história em si e muito linda!!
E os trechos hot são tudo, muito bem descritos, para viajar mesmoo!!!! Adorei!!!

Capítulo Um

Alaric McCabe olhou para a vastidão das terras McCabe enquanto uma indecisão o afligia. Respirou o ar frio e olhou para o céu.
Não nevaria neste dia. Mas em breve.
O outono já estava deixando as highlands. O ar mais frio e os dias mais curtos sinalizavam isso.
Depois de tantos anos de luta para sobreviver, para reconstruir seu clã, seu irmão Ewan fez grandes progressos em restaurar McCabe à sua antiga glória.
Neste inverno, seu clã não passaria fome.
Seus filhos não ficariam sem uma roupa adequada.
Era a vez de Alaric fazer sua parte pelo clã. Em pouco tempo, viajaria para a fortaleza McDonald para pedir formalmente a mão de Rionna McDonald em casamento.
Seria apenas uma cerimônia.
O acordo já havia sido assinado semanas antes.
O velho laird queria que Alaric passasse um tempo entre os McDonalds, um clã do qual Alaric pertenceria quando se casar com a filha McDonald, a única herdeira.
Mesmo agora, o pátio estava vivo com a atividade de um contingente de soldados McCabe que se preparavam para fazer a viagem com Alaric.
Ewan, o irmão mais velho de Alaric e laird do clã McCabe, queria enviar seus homens mais confiáveis para acompanhar Alaric em sua viagem, mas Alaric recusou.
Ainda havia perigo para a mulher de Ewan, Mairin, que estava grávida.
Enquanto Duncan Cameron estiver vivo, ele representava uma ameaça para os McCabes. Ele cobiçava tudo o que era de Ewan – a esposa, o conseqüente controle sobre as terras de Neamh Alainn, um legado trazido pelo casamento com Mairin, a filha do antigo rei da Escócia.
E agora, devido à frágil paz nas terras altas e a ameaça que Duncan Cameron representava não só aos clãs vizinhos, mas ao trono do rei Davi, Alaric concordou com o casamento que iria consolidar uma aliança entre os McCabes e o clã cujas terras estavam entre Neamh Alainn e as terras de McCabe.
Era um bom acordo.


Trilogia McCabe
1 - Na Cama com um Highlander
2 - Seduzida pelo Highlander
3 - Apaixonada pelo Highlander
Trilogia Concluída