10 de março de 2012

Inesperada Paixão





Ela deveria dizer "não"... Mas disse "sim"! 


Somente uma aguda curiosidade poderia compelir Fredrick Smith a procurar descobrir a verdade sobre o pai que o abandonou. 
E somente uma tempestade torrencial poderia obrigá-lo a parar numa hospedaria no meio do caminho. 
Porém, ali ele encontra um verdadeiro tesouro, uma mulher linda, cujos trajes antiquados e austeros não escondem o corpo escultural e a sensualidade latente. 


Em pouco tempo, o poder de sedução de Fredrick derrete a barreira de gelo que Portia Walker ergueu ao seu redor, fazendo-a sorrir e suspirar... 
No momento em que Fredrick entra na hospedaria de Portia, com as roupas molhadas, o rosto másculo e perfeito e os penetrantes olhos cinzentos, ela toma consciência do perigo que aquele homem representa. 
Depois de viver situações dolorosas, Portia jurou que nunca mais um homem controlaria seu destino outra vez. Mas os juramentos enfraquecem diante de um desejo avassalador, que promete. 


Capítulo Um 


Aconstrução na Lombard Street erguia-se, imponente, com um belo jardim, em um bairro respeitável. 
O proprietário, o Sr. Dunnington, era um homem reservado. 
Até mesmo os conhecidos mais íntimos pouco sabiam acerca do cavalheiro. 
Nada além de que fora tutor, tinha recebido uma pequena herança e, depois de comprar aquela casa, a convertera em uma escola exclusiva para rapazes de nascimento ilegítimo. 
Bastardos, alguns os chamariam, mas com dinheiro para assegurar que recebessem uma educação adequada e meios suficientes para seguir uma carreira decente. 
Além de lecionar, o Sr. Dunnington sempre havia sido um intrigante mistério.
 É claro que ninguém podia imaginar quanto. Por certo, nem os três cavalheiros que se encontravam sentados na biblioteca da casa naquele exato momento. 
A primeira vista, tinham pouco em comum, a não ser pelo fato de que eram do tipo de enlouquecer a mais exigente das mulheres. 
Raoul Charlebois, apoiado de modo descontraído na escrivaninha de mogno, talvez fosse o mais cativante dos três. Não por seus cabelos loiros nem pelo corpo esbelto. 
Os movimentos graciosos e as feições clássicas pareciam hipnotizantes. 
Não era de admirar que fosse o ator mais célebre de Londres. 
Ian Breckford, por sua vez, era bem sucedido em tudo o que fazia. 
Excelente espadachim e cavaleiro veloz fizera fortuna nas mesas de jogo. 
As mulheres o chamavam de Casanova. 
Um autêntico hedonista, admirado e invejado por todos os homens de Londres. Fredrick Smith não possuía a beleza loira de Raoul, tampouco o charme moreno de Ian. Seus cabelos eram cor de mel, com leves ondulados sobre as orelhas e a nuca. 
As feições, delicadamente esculpidas, eram a ruína de sua existên¬cia desde menino. 
Que garoto queria parecer um querubim? 
Por sorte, a idade conseguira acrescentar um inconfundível ar de masculinidade às grossas sobrancelhas, às maçãs do rosto angulosas e ao nariz reto. 
Nada, contudo, poderia alterar os olhos, que eram de um tom incomum de cinza. 
O físico exibia músculos rijos, realçados pela roupa elegante que usava. 
Não que ele aprovasse os estilos mais recentes. Não havia nada de simpático nos sapatos pretos que comprara na última hora para ir ao funeral. 
Apertavam tanto seus pés que ele começava a temer que a circulação sangüínea fosse comprometida. 
Se soubesse que aquele compromisso ia lhe tomar boa parte do dia, teria usado suas confortáveis botas de couro. 
Havia se passado quase uma hora desde que o pequeno, irritante e exigente advogado deixara a sala, mas o silêncio permanecia tão pesado quanto no momento em que o testamento fora lido. Sentado próximo às chamas crepitantes que lutavam contra o frio de fim de janeiro, Fredrick tomou um gole do bom conhaque que tivera a excelente idéia de trazer. Já imaginava que o dia seria difícil. 
O Sr. Dunnington havia sido mais que um professor para ele e os dois companheiros. 
Fora um pai, um mentor, o esteio de suas vidas. 
Mesmo após terem partido daquela casa em busca de fortuna, nunca perderam o contato com o homem que lhes tinha dado algo que nenhum deles esperara ter: uma família. Algo raro e precioso para um bastardo. 
Saber do falecimento de Dunnington havia aberto uma imensa ferida em seu coração. 
O estalar de faíscas na lareira foi suficiente para arrancar os três cavalheiros do entorpecimento em que se encontravam. 
Raoul se ergueu e cruzou o espaço até a janela. — Inacreditável — murmurou. 
— Essa palavra resume a situação muito bem — disse Fredrick, seco. Ian pigarreou. 
— O velho sempre foi meio maluco, e já desconfiávamos que escondesse algum mistério do passado, mas isso... Maldição! 
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Entre O Sonho E A Realidade

Um Volta no Tempo !
Estados Unidos, 1899
Sonho de uma noite de outono... 
Com a chegada do outono, a produtora de televisão Leigh Hunter percebeu que sua carreira de sucesso estava começando a perder o esplendor. 
No entanto, quando certa abóbora que ela comprou para comemorar o feriado de Halloween a transportou para o ano de 1899, o sereno e atraente Matthew Sutton logo lhe mostrou que o amor verdadeiro era um bem muito mais precioso do que uma carreira bem-sucedida. 
Mas será que o mundo simples e pacato de Ben, da virada para o século vinte, poderia se tornar também o mundo de Leigh?... 


 Capítulo Um 


A abóbora é como uma mulher grávida: redonda e cheia de promessas. 
— Ian acariciou a superfície abaulada da abóbora com a mão áspera e enrugada pelo tempo. 
Um par de sobrancelhas grisalhas e uma mecha de cabelos brancos como a neve misturaram-se para sombrear o sorriso largo. 
Leigh Hunter sorriu, apesar do mau humor. — Isso foi muito poético, Ian, mas mesmo assim não pretendo comprar uma abóbora para o Halloween. É uma comemoração boba e muito perigosa. 
— Boba? O que tem de boba? Quem foi que disse isso? 
— Seu sotaque era inconfundível: uma mistura de algo do Velho Mundo, escocês talvez, com um toque nova-iorquino.
 — E isto tudo... Não é bobo? — Ele apontou para a floresta de arranha-céus que impedia a luz do sol de iluminar as ruas de Manhattan e para o mar de pessoas correndo de um lado para o outro. Se havia algo que destoava das ruas de Manhattan era a sua carroça surrada, com as laterais de madeira desgastadas pelo uso e o toldo de lona rasgado. 
Comparada aos carrinhos de aço brilhante dos vendedores ambulantes, parecia que a sua tinha caído nas ruas de Nova York, vinda de outro tempo e lugar. 
— Isso, sim, é inútil. — Ele chacoalhou um maço de aipos em sua direção, as folhinhas verdes debatendo-se como se fossem asinhas de frango. — O que o aipo tem de bom? — Apontou a multidão apressada. 
— E essas pessoas passando, então? Olhe bem para o rosto de cada uma. — Imitou os rostos carrancudos. — Como seriam as coisas sem as bobagens desta vida? 
— De qualquer forma, hoje, só vou levar tomates — ela resolveu, reprimindo um sorriso. Com um suspiro resignado, Ian colocou o aipo de volta, apanhou a abóbora e a colocou com cuidado sobre um engradado forrado. 
— Você não precisa de tomates — resmungou enquanto abria um saco de papel. — Mas, sim, de imaginação, impetuosidade... Deveria se soltar um pouco. 
— Ora, não seja tolo! Tenho imaginação o suficiente, afinal, sou produtora de televisão. Criatividade é a minha melhor qualidade. 
Ao dizer tais palavras, Leigh se perguntou por que estava discutindo sobre algo de que tinha certeza. 
Ninguém conseguira chegar ao comando das redes de canais de televisão tão rápido quanto ela. 
E muito menos alcançar vinte pontos de audiência, batendo todos os programas televisivos, como fizera. 
Mesmo assim, enquanto enumerava mentalmente todas as suas conquistas, a ponta de verdade oculta nas palavras de Ian a assombrou. 
Com uma piscadela, ele lhe entregou o saquinho de papel. 
— De todo modo guardarei a abóbora para você. — Ergueu um dedo longo e fino. — Ainda vai mudar de ideia. Tenha certeza. 
Leigh apanhou o saquinho, observando as manchas senis na pele do homem. Ian era um dos poucos fiéis a seus princípios naquele mundo tão cheio de mudanças. 
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Ilusão





Ela sabia iludir como ninguém... mas em seu coração se ocultava a verdade. 


Lady Isabella jamais imaginou que as coisas chegariam a tal ponto. 
Não bastasse o risco de ser presa por dívidas que não contraiu, ainda precisa se casar às pressas com Marcus, conde de Stockhaven, o homem que amou e perdeu tantos anos atrás... e que jamais a perdoou por partir. 
Agora, ele pretende se vingar exigindo que seu casamento seja consumado! 


Enquanto as más línguas de Londres observam em busca de diversão, Isabella luta para manter um educado distanciamento em seu casamento. 
Contudo, quanto mais desafia a determinação de Marcus, mais forte se torna sua paixão. 
Dessa vez, serão ambos consumidos pelo desejo... mas deixarão nascer um amor maior do que ousariam sonhar? 


Capítulo Um 


Londres, junho de 1816. 
Era um inferno de lugar para procurar um marido. 
A maioria das mulheres ajuizadas, tendo uma escolha no mercado casamenteiro, preferiria sem pestanejar a familiaridade polida do Almack's às qualificações mais duvidosas de Fleet Prison. 
A princesa Isabella Di Cassilis não podia se dar a tal luxo. A princesa Isabella estava desesperada. 
Ela explicara para o carcereiro que tinha exigências muito específicas. 
Precisava se casar com um homem que devesse tanto dinheiro que assumir seu compromisso financeiro de vinte mil libras representaria apenas uma gota no oceano das dívidas dele. Precisava de um sujeito pobre, porém que fosse forte, visto que não queria que ele morresse e deixasse para ela as próprias dívidas, assim como as dela, e precisava dele agora. 
Não importava para Isabella que ficaria arruinada se esta escapadela viesse a público. 
Já estava além da ruína. 
Os membros mais exigentes da elite da sociedade já haviam fechado as portas para ela; portanto, que mal faria um pouquinho mais de escândalo? 
Ela poderia até ser bem-sucedida na notável façanha de se ver arruinada duas vezes durante a mesma vida. 
Sem dúvida, uma conquista considerável para uma dama de apenas 29 anos de idade. Isabella Standish não nascera para ser a princesa de um país europeu, nem mesmo um tão insignificante quanto Cassilis. 
Seu pai havia sido um membro de pouca importância da elite da sociedade, que tinha aspirações de vir a ser importante, mas que jamais fora capaz de alcançar suas ambições.
 O avô havia sido o peixeiro do rei George III, nobilitado pelo monarca em um de seus rompantes de loucura, após provar um pedaço de truta arco-íris excepcionalmente saboroso. 
Sendo assim, o título da família não só era recém-criado como, também, era motivo de piada, para a grande humilhação do segundo lorde Standish, o pai de Isabella. 
Para o azar de Isabella, aos 17 anos, passeando pela Bond Street, na véspera de seu casamento, ela chamara a atenção do experiente príncipe Ernest Rudolph Christian Ludwig Di Cassilis, que se encantara com sua beleza e seus modos impecáveis. 
O príncipe Ernest, na mesma hora, fizera uma contraproposta pela mão dela em casamento. 
Fora uma proposta que o pai dela se viu pouco inclinado a recusar, visto que estava à beira da falência graças às suas extravagâncias. 
A chegada do príncipe Ernest foi muito oportuna para lorde Standish, embora não para a filha deste. 
O casamento, celebrado alguns dias mais tarde, não fora o que Isabella idealizara. 
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Toque-me

Trilogia Família Langley
Poderoso desejo! 

Criada nas índias Ocidentais, Thea Selwyn é o oposto das donzelas inglesas que Pierson Drake conhece. 

A espontaneidade e o espírito independente de Thea o fascinam. 
Os olhos inocentes e expressivos o encantam. 
O corpo esbelto e sensual é um convite ao pecado, e a intensa reação dela a seu toque é uma tentação irresistível... 
Durante a viagem que os leva de um paraíso tropical aos sofisticados salões de baile londrinos, Thea e Pierson são arrebatados por uma paixão ilícita. 
Thea sabe que assim que chegarem à Inglaterra seu segredo será revelado, e teme que Pierson se afaste dela para sempre. 
O que Thea não sabe é que Pierson também guarda um segredo que o impede de sonhar com a felicidade... 
A menos que ambos aprendam a confiar um no outro e acreditem que sempre é possível dar uma chance ao amor! 

Capítulo Um 


10 de novembro de 1797 


O que seria de mim se Deus não tivesse me abençoado com uma dádiva chamada Thea ?

Sua doce inocência alegra meu coração, depois de ter sido destroçado pela crueldade de Langley. Rezo para que Thea jamais se apaixone por um homem como seu pai. 
Como pude amá-lo tanto, um dia? Minha fraqueza me atormenta. 
Vou ensiná-la a ser mais esperta e mais forte do que a mãe. índias Ocidentais Inglesas, Vinte e três anos depois 
A saia do vestido de Thea ondulava ao redor dos tornozelos, refrescando-lhe as pernas à medida que caminhava pelo depósito. 
O teto alto e o interior escuro não eram suficientes para amenizar o escaldante calor caribenho. Gotas de suor escorriam-lhe entre os seios. 
Tinha ímpetos de enxugá-las com a barra do vestido, mas anos de ensinamentos de bons modos com sua aristocrática mãe a impediam de fazer isso. 
Mamãe, se a senhora estivesse aqui, também se sentiria tentada. 
Mas Anna Selwyn não estava mais ali. Thea sentiu um aperto no coração. 
Dez anos já haviam se passado, e ela ainda chorava a perda daquela mulher forte e determinada que lhe dera a vida. 
— Boa tarde, srta. Thea. Ela parou ao ouvir a voz de Whiskey Jim e sorriu. 
— Boa tarde, capitão. Ele piscou o olho são, e o tapa-olho que cobria o outro olho enrugou-se com o sorriso dele. Thea abanou-se com as mãos. 
— Está muito quente hoje.

Trilogia Família Langley
1 - Toque-me
2 - Beija-me
3 - Renda-se
Trilogia Concluída

8 de março de 2012

Dragonfyre

Série Vale dos Druidas
Ela é a única que pode tirá-lo da escuridão...

Como comandante do exército Fae, Aimery é usado para rastrear o mal e pôr um fim a ele. Quando um dos raros e preciosos dragões azuis é morto e um ovo roubado, Aimery é condenado a encontrar o assassino. Ele nunca imaginou que seria um de seus amigos mais próximos.

Kyndra é uma sacerdotisa da Ordem do Dragão que jurou proteger todos os dragões no reino Fae. Ela é enviada pela sacerdotisa para acompanhar Aimery e retornar com o assassino para a execução.
Aimery sente-se imediatamente atraído pela sacerdotisa espadachim, mas sabe que não pode ter Kyndra, por ela fez um juramento para os dragões, o que a impede de ser tocada por qualquer homem. Porém ele se surpreende ao perceber nela o mesmo desejo e paixão por ele
No entanto, ao rastrear o assassino de outro reino, a vida de Aimery estará em jogo e Kyndra dará a ele o amor que não pode negar, a fim de salvá-lo...

Capítulo Um

Cais das Caveiras,
Casa do magnífico dragão azul.
—Cuidado, idiotas!— Isran rosnou. Ele cerrou os punhos enquanto observava os dois homens que lentamente carregavam o pesado e grande ovo branco das profundezas escuras da caverna do dragão.
Ele esperou milênios pela chance de ter o bem mais precioso dos reverenciados dragões azuis. O ovo valia uma fortuna, mas não era dinheiro o que Isran procurava. Não, ele queria algo muito maior do que mera moeda.
Ele queria o poder.
Como Fae, sentia o pulsar da magia do coração de seu reino. A magia estava no céu e na água. Estava no próprio ar que respirava. Mas nunca seria suficiente. Apenas um gosto pela magia negra foi o que bastou para lhe mostrar o que o esperava. Desde então, havia traçado e planejado o seu caminho através das fileiras dos Fae mais poderosos. Os poucos que adivinharam suas intenções logo se encontraram mortos.
O coração de Isran trovejava em seu peito conforme o ovo se aproximava. Ele tinha o dom de enganar as pessoas e ganhar sua confiança. Ninguém tinha deduzido que era a pessoa por trás das mortes. Oh, havia sido questionado, mas até então havia aprendido a disfarçar, assim, nem mesmo o mais poderoso Fae tinha visto o que realmente era.
Ele sorriu quando pensou na reunião que o Rei Theron tinha convocado na noite anterior. Theron queria sua ajuda para encontrar o assassino. Por pouco Isran não rolou rindo de quão facilmente ele conseguiu seu intento.
Seu maior plano, no entanto, estava em andamento. No momento em que acabasse ninguém, nem mesmo o comandante temido do exército Fae, Aimery, seria capaz de resistir a sua investida de poder.

7 de março de 2012

O Nobre e a Plebéia

Série Orfãos de St. James
Um duque sedutor. 

Frannie Darling foi uma menina de rua que cresceu rodeada de ladrões, delinquentes e marginais perigosos. 

Mas embora tenha sobrevivido a esses tempos difíceis de infância e adolescência, e tenha se tornado uma mulher de incomparável beleza. 
Frannie não quer envolvimento com os homens que se interessam por ela, os cavalheiros que frequentam a casa de jogos onde ela trabalha. 
Frannie é perfeitamente capaz de tomar conta de si mesma e sabe se cuidar... isto é, até ela retornar ao submundo onde cresceu, e descobrir que, de fato, é um lugar muito perigoso... 
Diversão sim, casamento não. 
É assim que pensa Sterling Mabry, o duque de Greystone. 
Frannie, porém, abomina aristocratas arrogantes e egoístas que só pensam em seu próprio prazer. 
Mas então por que o simples pensamento de um encontro ilícito com o atraente duque a deixa trêmula do desejo? 
E por que seu solitário coração anseia por se entregar para sempre àquele homem? 

Capítulo Um 


Londres, 1851. 

Sterling Mabry, o oitavo duque de Greystone, não soube dizer por que a notara. 
Mais tarde ele refletiria se não tinha sido atraído pelo vermelho vibrante de seus cabelos. 
Ou talvez fosse o fato de ela encontrar-se no altar ao lado de Catherine, irmã dele, que se casava com Lucian Langdon, conde de Claybourne. 
Ou talvez, quem sabe, fosse a maneira súbita — durante a recepção na residência recém-adquirida do cunhado — com que três homens se aproximaram dela, cada um reivindicando seu território, da mesma maneira como acontecia entre os leões da África que ele vira. 
Surpreendeu-o nenhum deles ter rugido. 
Ao lado da janela da sala de estar, com a taça de champanhe na mão e à espera do brinde obrigatório que liberaria sua volta para casa, Sterling observou o sorriso tímido com que ela conversava e a maneira como inclinava a cabeça de lado, como se partilhasse de um segredo escandaloso. 
Ele desejou saber do que se tratava e mesmo sem escutá-la pela distância que se encontrava, imaginou se a voz seria doce como a de um anjo ou se ela cantava como uma sereia, pois os três pareciam hipnotizados pela jovem. 
Era óbvio que eles tinham em comum algo de muito especial, pois foi possível ver a afeição que ela demonstrava, em um seu rosto adorável e expressivo, por cada um deles. 
Sterling pouco se interessou por aqueles homens, exceto pelo papel que deveriam desempenhar na vida dela. O primeiro ele conhecia muito bem. 
Tratava-se de Jack Dodger, proprietário do notório clube masculino aonde Sterling ia com frequência desde sua volta a Londres. 
O segundo, o mais alto e corpulento dos três, era uma criatura que ele não gostaria de encontrar em uma viela à noite... 

Série Órfãos de St. James
1 - Na Cama com o Diabo
2 - Desejando o Demônio
3 - O Nobre e a Plebeia
4 - Prazeres à Meia-Noite
5 - The Last Wicked Scoundrel

Inocência Revelada


Ele era um homem com segredos. 

Ela, uma mulher cheia de mentiras. Lady Katrine de Gravere aceitou, a seu pesar, dar proteção àquele misterioso e sedutor comerciante. 
Em troca receberia lã suficiente para encher seus teares. Dormindo sob o mesmo teto, sempre com a tentação de acariciar seu cabelo vermelho como o fogo, Renard se perguntava se aquela inocente tecelã suspeitaria quais eram os verdadeiros motivos pelos quais ele estava ali. Em uma cidade em que ninguém parecia ser quem era em realidade, Katrine o fazia desejar coisas proibidas para ele. 
Mas, podia confiar que ela não o traísse? 

Capítulo Um 

Flandres, Países Baixos. Primavera de 1337 

As sombras ocultavam o rosto do desconhecido, mas apesar dos fortes batimentos de seu coração, Katrine ouviu a ameaça que havia em sua voz. 
—Você decide — disse ele. —Posso lhe conseguir a lã que necessitam, mas se deixar passar a oportunidade... — o ligeiro movimento de seus ombros tampou os raios de sol matutinos que penetravam na estadia. 
—Há muitos outros compradores que estarão dispostos. —Todos os tecelões de Gante estarão dispostos. 
Katrine tratou de ocultar o tremor de sua voz. Não era nenhum segredo. 
Privada da lã que era seu sustento, aquela cidade, que se dedicava à fabricação de tecidos e roupa, morreria de fome. 
Por isso, de um modo temerário, Katrine aceitou escutar aquele desconhecido que afirmava poder achar lã para seus teares. 
Ele não a necessitava, mas ela sim necessitava de sua lã. Desesperadamente. 
Com os braços cruzados, o contrabandista se apoiou contra a parede, invadindo o espaço como se lhe pertencesse. 
—Decida senhora. Faça um trato comigo ou morra de fome. 
Contra o tear, Katrine sentiu a madeira lhe apertando a coluna como as estacas da fogueira de um mártir. Acariciou os fios em busca de um pouco de força, estes estremeceram sob seus dedos. 
Ao levantar o olhar, tentou interpretar o que via em seus olhos, mas o sol deixava o rosto dele na escuridão. 
Não devia ceder muito cedo ou não poderia negociar com ele. 
—Sua voz não tem acento de Gante — não sabia nada daquele homem, nem sequer como se chamava. 
—De onde você é? Um raio de sol iluminou uma mecha de seu cabelo avermelhado. 
A princípio não disse nada e Katrine começava a perguntar-se se a teria ouvido quando por fim respondeu: 
 —Nasci em Brabante. A resposta parecia confiável. 
O ducado vizinho era um dos seis feudos que se agrupavam junto ao canal que afastava a Inglaterra da França. 
Ao menos assim poderia descobrir que produtos ele oferecia. 
Com os dedos escondidos entre as dobras da saia, Katrine beliscou o tecido, o qual lhe deu certo consolo. 
 —Minha marca aparece só em materiais de primeira qualidade. Compro com muito cuidado. Esse seu tecido é inglês ou espanhol? —Inglês. 
—Muito bem — com as mãos entrelaçadas no colo, Katrine começou a caminhar de um lado para outro, enquanto considerava as diferentes opções que tinha ante si. 
Era melhor não perguntar como tinha caído em suas mãos aquele tecido. 
O rei inglês tinha requisitado todos os carregamentos que chegaram a Flandres nos últimos nove meses. 
De onde são as ovelhas? Prefiro os rebanhos cistercienses aos de Tintern Abbey, embora aceitaria lã de Yorkshire. 
—Aceitaria?— Perguntou ele, com um irônico sorriso desenhado nos lábios. 
— Aceitaria algo que eu lhes ofereça. Não têm outra escolha. 
"Santa Catalina, o que devo fazer?" 
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Magia na Highland

Série Vale dos Druidas
Uma promessa feita...

Durante séculos Frang manteve um segredo: ele é imortal.
Embora seja uma maldição em vez de uma bênção.
Sua imortalidade foi dada a ele para lhe ensinar uma lição e em vez de permanecer jovem, a maldição transformou-o à imagem de um homem velho.
Ele esperou ansioso o dia em que poderia voltar a ser um mortal, mas quando esse dia chegou e teve que deixar seu amado Vale dos Druidas, de repente descobriu que não quer ser mortal depois de tudo.
Um segredo guardado... Kenna possui um grande segredo, que se descoberto poderia tê-la queimada na fogueira: ela não é apenas uma curandeira, ela é um Druida.
Este é um segredo que ela tem enterrado dentro dela. Até Frang. Ele oferece liberdade para os druidas, uma promessa muito inebriante para ignorar. 

Comentário revisora Milla:  Adorei fazer a revisão do livro. É uma história gostosa que envolve o medo e a confiança. 
Teve horas que quis sacudir a mocinha e o mocinho tinha uma paciência de Jó. Mas quando a paixão explode tudo se transforma.
Boa Leitura a Todas.

Capítulo Um

Lorem, Noroeste da Escócia
Fall 1625
Era muito tempo para ele se lembrar, Frang tinha ansiado em se livrar da maldição que o tornou imortal, na guarda do Vale dos Druidas liderando os druidas. Quantos anos se passaram desde que ele parou nas pacíficas pedras mágicas do Vale?
Muitos.
E não importa mais. Ele havia deixado suas pedras, mas elas não eram realmente suas. Ele havia guardado os druidas o melhor que podia com a ajuda dos proprietários das terras, os MacInnes.
Frang passou a mão pelo seu rosto e suspirou alto. Inúmeras pessoas ele tinha visto morrer, muito antes de seu tempo. Ele tinha visto o amor perdido e o amor encontrado, inimigos vencidos e ainda viu o inimigo invadir um castelo para matar crianças inocentes.
Mas estava tudo no passado agora.
Ele olhou para as águas do lago o seu reflexo. Ele tinha se acostumado a ver o cabelo branco comprido e a barba. Parecia... estranho, ele olhou de novo como tinha sido naquele dia fatídico 300 anos antes.
Frang sentou-se sobre os calcanhares e olhou por cima do ombro. Sua necessidade de retornar ao Vale era forte. Com o término da profecia, já não era necessário, mas isso não importava. Ele poderia voltar agora. Ninguém iria reconhecê-lo. Mas ele sabia que era apenas uma ilusão. Seu tempo no Vale como Druida tinha acabado. Ele precisava aceitar isso.
Um movimento suave encheu o ar, a única coisa que o alertou que não estava mais sozinho. Lentamente Frang levantou-se e virou para enfrentar o seu amigo de longa data.
— Aimery... — disse ele com um sorriso acolhedor. 

Série O Vale dos Druídas
1 - Bruma das Highland
2 - Noites em Highland
3 - O Amanhecer nas Highlands
4 - Incêndio em Highland
5 - Magia na Highland
6 - Dragonfyre
Série Concluída

4 de março de 2012

Enfeitiçada

Gabriel d’Aubrigny, cavalheiro francês e antigo espião às ordens do serviço secreto britânico, volta para a Inglaterra com uma bolsa de ouro e planos para começar uma nova vida. 


Sua sorte desaparece como a brum quando uma mulher encapuzada tira todas suas posses com uma pistola em uma emboscada, numa noite sem lua. 
Sem um níquel, Gabriel tem que recorrer contra sua vontade a seu antigo chefe, sir Alaric. 
Sua missão: descobrir a identidade da pessoa que está usando de magia negra para dobrar a vontade do príncipe herdeiro. 


Para isso deverá fazer-se passar por um nobre endinheirado e chegar ao círculo do príncipe. 
Depois de roubar um atraente viajante, Anne Tremaine usa a nova fortuna para fazer-se passar por uma enriquecida viúva e introduzir-se na alta sociedade londrina. 
Desta maneira pretende desmascarar o homem que arrasou seu povoado chefiando um bando de mercenários há alguns anos, acabando com a vida de muitos de seus entes queridos. 
Mas seu caminho volta a cruzar com o de Gabriel, que a atrai, enfeitiça-a com sua magia... 
Mas que não deixa de ser perigoso, já que seu toque acende o seu desejo, mas um deslize pode enviá-la ao cadafalso. 


Comentário revisora Aline: O livrinho é bom, fácil de ler. O mocinho um francês lindinho querendo recomeçar fazendo as pazes com a família e com o destino. 
A mocinha corre atrás de vingança, pois lhe tiraram tudo o que lhe restou na vida. 
Ele, sarcástico, sendo obrigado a fazer o que não queria. Ela, sagaz, se obrigando a fazer a única coisa que podia. 
Um casal forte. E ainda com uma pitada de magia. Um bom livrinho 


Capítulo Um 


Maio de 1799 


Gabriel já tinha problemas, e isso porque acabara de chegar à terra firme. Retirou sua casaca de viagem de cima da bainha da espada. 
Era evidente que o que tinha começado com um ensolarado passeio pelo porto de Southampton até sua estalagem se converteu em algo diferente. 
Quatro marinheiros bêbados e fedorentos o olhavam com expressões carrancudas enquanto bloqueavam a rua com um semicírculo irregular. 
Reconheceu os homens do navio que o havia trazido para a Inglaterra. A bordo tinham sido meros rostos entre a tripulação. 
Agora pareciam um conjunto dos Pecados Capitais que saíram a passeio. Gabriel olhou ao seu redor fazendo uma careta. 
O tortuoso labirinto de ruas pavimentadas estava, de repente, deserto; as pessoas das docas se dissipavam ante a possibilidade de uma briga. Estava sozinho. 
— Voltamos a nos encontrar, francesote - disse o líder. Gabriel encolheu os ombros. 
— Parece lógico, dado que estavam me seguindo. O homem esteve cercando-o enquanto Gabriel dava instruções para que enviassem seu baú do cais à estalagem. 
Mantendo-se sempre à vista, aproximando-se pouco a pouco. 
Por quê? Assalto era a resposta mais simples. 
Devagar, a mão de Gabriel se fechou sobre o punho da espada. 
Era impossível fazer que o gesto de pegar a espada parecesse desembaraçado, mas ainda não estava ansioso para lançar o primeiro golpe. Reduzir marinheiros britânicos a pequenos pedaços de carne dificilmente era a forma em que Gabriel queria renovar sua amizade com a Inglaterra. 
— Não vai nos ensinar boas maneiras, francesote? 
Dar alguns golpes pelos comedores de alho? O homem e seus amigos deram um passo à frente. Gabriel deu um passo para trás, girando em uma rua um pouco mais larga. 
A esgrima requeria espaço, e se assegurou de ter espaço suficiente. 
— Não sou seu inimigo. Não luto com a armada francesa e não estou em guerra com vocês — respondeu tentando parecer razoável. 
— Não lhes parece que fala bem? — interveio outro dos marinheiros
— Quase tão bem como um inglês. Estavam aproximando-se, fazendo com que retrocedesse. 
Uma calma letal limpou a mente de Gabriel. Inclusive o enjoo pela travessia agitada tinha desaparecido. 
Pelo visto, a ameaça de violência era um remédio eficaz contra as náuseas. 
Aprendiam-se coisas novas a cada dia. — É obvio que está em guerra conosco, francesote 
— replicou o líder, que cuspiu aos pés de Gabriel— Deveria ter-lhe atirado pela amurada ontem à noite. — Possivelmente lamente esse descuido.
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O Conde Apaixonado

Série Nobres Apaixonados
Ele a pegou de surpresa... 

Quando um conde, nu em pelo, entra de repente pela janela de seu quarto, Elizabeth Runyon faz a coisa mais apropriada a fazer: ela grita, com toda a força de seus pulmões. 
Mas... a verdade é que ela já está farta de ser apropriada e certinha. Ela quer ser atrevida. 
Ousada, até. Não se deixará levar pelo impulso de vestir a camisola. 
Só dessa vez, Elizabeth será uma moça bastante audaciosa. 
Ela retribuiu o favor. Robert Hamilton, conde de Westbrooke, não tem intenção de ser persuadido a se casar com uma mulher detestável, e se for preciso fugir, sem roupa, pelo telhado, ele não hesitará em fazer isso. Ainda bem que ele encontra uma janela aberta. e a nua, ligeiramente embriagada e absolutamente encantadora lady Elizabeth! 
Oh, Senhor... Se eles forem pegos juntos, é possível que ele tenha de se casar com ela. 
A ideia é mais do que agradável... e a tentação é irresistível... 

Capítulo Um 

Robert Hamilton, o conde de Westbrooke, tinha o sono leve. 
Abriu os olhos assim que sentiu um movimento em seu colchão, e virou-se para ver o que o perturbara. 
Dois seios desnudos e muito grandes se agitavam diante de seu nariz. Diabos! 
Olhou para cima, a fim de identificar a quem eles pertenciam. 
Lady Felicity Brookton. Ela o fitou, erguendo a sobrancelha enquanto enchia os pulmões, preparando-se para gritar. 
Que inferno! Ele pulou da cama e saiu pela janela. 
Não havia tempo para superficialidades como calças ou sapatos. Assim que ela começasse a guinchar, a casa inteira bateria em sua porta. 
Ele, com certeza, se veria preso a uma armadilha diante do vigário, e seria obrigado a encarar Felicity na mesa do desjejum todas as manhãs para o resto da vida.
Haveria uma descrição mais sucinta do inferno? 
Ele passou as pernas pelo parapeito e caiu no telhado do pórtico, conforme ela emitia o primeiro grito. 
A superfície cortante machucou seus pés descalços, mas a dor não era nada se comparada ao pânico que o assolava. P
recisava escapar. Graças a Deus, tinha avaliado os arredores quando chegara para a festa de Tynweith. 
Transformara em um hábito a verificação de rotas de fuga, uma vez que as damas haviam se tornado persistentes demais. 
Se elas soubessem... Bem, se estava sendo forçado a fugir despido da própria cama, talvez estivesse na hora de tomar uma atitude. 
Um boato plantado com cuidado talvez fosse suficiente para conter a maioria das donzelas em busca de casamento. Virando-se, olhou para sua janela. 
Ou talvez elas ficassem felizes em obter seu dinheiro e título sem ter que compartilhar sua cama em troca. Estremeceu ao sentir a brisa de primavera. 
Não podia permanecer ali. A qualquer momento, um dos hóspedes escutaria os gritos de Felicity, olharia pela janela e se perguntaria o que o conde de Westbrooke estava fazendo parado e sem roupas do lado de fora. 
Diabos, todos achariam saber exatamente o que ele estivera fazendo. Seria pego!

Série Nobres Apaixonados
1 - O Duque Apaixonado
2 - O Barão Apaixonado
2.5 - O Lorde Apaixonado
3 - O Marquês Apaixonado
4 - O Conde Apaixonado
5 - O Visconde Apaixonado
6 - O Cavalheiro Exposto
6.5 - Príncipe Apaixonado
7 - O Rei Apaixonado
Série Concluída

Em Nome Do Amor















Quem seria a jovem misteriosa que viera morar no Castelo? 


O rosto do Marquês se aproximou perigosamente, fazendo com que Ilita tremesse de excitação. 


Ele a puxou para seus braços e, antes que ela pudesse perceber o que acontecia, ou mesmo antes que pudesse tomar fôlego, seus lábios se uniram aos do Marquês. 
Agora, Ilita teria de assumir sua verdadeira identidade. 
E, fazendo isso, teria que deixá-lo! 


Capítulo Um 


Londres, 1886 
Assim que o trem entrou na Estação Victoria, em Londres, soltando fumaça e vapor, Ilita teve um súbito impulso de se agarrar a irmã Angélica, mas este pensamento pareceu-lhe ridículo. [
No convento, jamais gostara da irmã Angélica, a encarregada da lavanderia, cuja função era ensinar às garotas as tarefas mais enfadonhas, como costurar, remendar e cerzir. 
Naquele momento, porém, o rosto da irmã, marcado pelo tempo, pelo menos era familiar. 
Ilita não fazia idéia do que reservava o futuro, a não ser o vazio do desconhecido. 
"Se papai estivesse aqui, seria maravilhoso voltar à Inglaterra", pensou a jovem tristemente. 
Sua companheira de viagem, a filha do Embaixador da Itália junto à Corte de St. James, achava-se de pé ao lado da janela, e começou a gritar, 
— Já vi mamãe! Ela está ali na plataforma! Oh, irmã Angélica, por favor, desça o vidro da janela!— Farei isso quando for o momento, minha criança — replicou a irmã — Sua mãe veio até aqui para encontrá-la, pode ficar tranquila que a encontrará. 
A garota italiana não ouviu o que a religiosa disse. 
Ilita pensava com tristeza que nenhum parente viria recebê-la, e sim algum dos empregados da tia. 
Parecia impossível que, ao voltar ao seu país, a única parente que Ilita iria ver seria uma tia, que vira apenas uma vez e que dera a impressão de ser uma pessoa desagradável, que não gostava dela nem de seu pai. 
"Talvez ela fique contente ao me ver agora", dizia a si mesma, tentando levantar o moral. 
Seu instinto, porém, dizia que isso era improvável. 
Durante toda a viagem de trem, de Florença até a Inglaterra, Ilita pensou no que havia acontecido com ela e imaginou como tudo seria diferente se o destino não tivesse sido tão cruel, abatendo-a daquele modo devastador. 
Agora, poderia estar indo para Darrington Park, onde iria morar com o pai. No entanto, seu pai estava morto. 
Parecia incrível, mas o irmão caçula do pai de Ilita, que o sucedera como sexto Conde de Darrington, morrera também há poucos meses, e restava apenas seu filho, um adolescente ainda, para continuar a tradição familiar. 
Jamais passara pela cabeça de Marcus Darrington-Coombe, o pai de Ilita, que herdaria a imensa casa em Buckinghamshire e o condado, dos quais a família sempre havia sido extremamente orgulhosa. 
Dos três filhos do Conde de Darrington, 
Marcus era o segundo. com a morte do Conde, o título passaria para o filho mais velho. 
Assim, Marcus decidiu que viveria com a pequena renda que o pai dava e iria explorar o mundo.
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O Marquês Apaixonado

Série Nobres Apaixonados
Inglaterra, 1815 

Como dizer "eu te amo?"... 


Ao fazer o pedido de casamento Charles Draysmith foi tão romântico quanto um juiz dando uma sentença. 

Tudo bem que Emma Peterson é apenas a filha do vigário, e ele o novo marquês de Knightsdale, e talvez prefira se casar com ela do que enfrentar a horda de moças solteiras e suas mães casamenteiras... 
Mas quando ele sugere que está tão somente interessado no ato de "encomendar" um herdeiro... 
Ah, isso já é demais para uma dama de verdade... 
Deve haver algo de estranho com uma mulher que atira um bibelô em um homem que demonstra seus interesses. 
Talvez o modo como Charles fez o pedido não tenha sido dos mais românticos, mas parecia a solução perfeita. 
Ele conseguiria uma esposa, Emma conquistaria uma posição na sociedade... 
Tudo muito simples e prático. 
Só que as coisas não tão simples como parecem... pois para convencer Emma a se casar, 
Charles terá de fazer algo muito difícil: confessar que está perdidamente apaixonado... 

Capítulo Um


Por que Paul tinha de morrer? O major Charles Draysmith estava parado diante da imponente construção de pedra, as gotas de chuva escorrendo por seu rosto enquanto ele fitava a imponente fachada de pedra. 

Não queria entrar. Tinha adiado sua vinda, permanecendo em Londres o máximo que pudera, encontrando-se com o advogado e com os banqueiros que cuidavam das finanças de Paul, providenciando todos os detalhes da sucessão... e odiando cada minuto. 
Cada "pois não, milorde" era como se outro pedaço de sua vida lhe fosse roubado. . Graças a um ladrão italiano anônimo, ele era agora o marquês de Knightsdale. 
Não podia continuar parado ali, indefinidamente. 
Logo tia Bea chegaria para preparar a festa, com suas carruagens cheias de criados e sua gata peluda e enjoada. No dia seguinte, uma horda de moças solteiras aristocráticas e suas mães invadiriam Knightsdale. 
O medo rasgou-lhe as entranhas, e suas mãos começaram a suar, como sempre acontecia antes de cada batalha que ele tivera de enfrentar na Espanha. 
Queria dar meia-volta e sair correndo. Mas bateu na porta. 
— Bom dia, milorde. — Será mesmo um bom dia, Lambert? Charles permitiu que o mordomo o ajudasse com o sobretudo encharcado. Já fazia dez anos que ele não via o homem.
Desde o casamento de Paul.
 Charles tinha acabado de sair da universidade na última vez que estivera em casa. Agora estava com trinta anos, porém envelhecido pela tragédia da guerra. 
— Poderia mandar alguém cuidar do meu cavalo, por favor? — Certamente, milorde. Lady Beatrice veio com o senhor? 
— Não, eu vim na frente. Eu... Que barulho foi esse?—Charles jurou ter ouvido o que parecia ser um estrondo distante de artilharia. 
— Creio que seja a Srta. Peterson milorde, com lady Isabelle e lady Claire. 
— O que elas estão fazendo? — Charles seguiu em direção à escadaria. 
O barulho vinha do andar superior. — Creio que estão jogando boliche, milorde. Na galeria principal. 
Ele arqueou as sobrancelhas ao ouvir outro estrondo, um grito agudo e um latido. 
Alguém estaria ferido? 
Charles disparou, subindo dois degraus de cada vez. A galeria principal, se ainda se lembrava bem, tinha vários bustos de mármore muito pesados dos antepassados dos Draysmith. 
Se algum tivesse caído sobre uma das meninas... 
E aquele latido? Havia um cachorro, também? 
O que a tal da Srta. Peterson estava pensando? Seria ela a governanta? Peterson era o sobrenome do reverendo, o que o levou a concluir que as sobrinhas estavam em boas mãos. Charles chegou ao corredor bem a tempo de ver um pequeno terrier malhado trombando com o pedestal do busto do tio-avô Randall. 
Emma Peterson deu um salto para amparar a estátua no exato momento em que um homem berrou da escadaria. 
A surpresa ao ouvir uma voz masculina foi tanta que ela quase caiu sobre a escultura. 
Seria possível que o Sr. Lambert tivesse permitido que um maluco entrasse na casa? 
— O que acha que está fazendo, permitindo que esse animal corra solto dessa maneira? Uma das meninas poderia ter sido esmagada pela estátua de mármore! 
Emma enrijeceu. 
Quem era aquele homem para entrar de repente, esbravejando e repreendendo? Ela ajeitou os óculos sobre o nariz. 
Seria alguém conhecido? A voz parecia levemente familiar. 
Se ao menos pudesse vê-lo mais de perto... 
Os ombros largos e a fisionomia autoritária indicaram que se tratava de alguém acostumado a dar ordens. E se ele se mostrasse ameaçador? S
e gritasse, será que alguém viria socorrê-la? — Prinny não pretendia machucar ninguém, senhor. — Atrás de Emma, a valente Isabelle encarou o intruso. 
— É claro que ele não tinha intenção de ferir ninguém.

Série Nobres Apaixonados
1 - O Duque Apaixonado
2 - O Barão Apaixonado
2.5 - O Lorde Apaixonado
3 - O Marquês Apaixonado
4 - O Conde Apaixonado
5 - O Visconde Apaixonado
6 - O Cavalheiro Exposto
6.5 - Príncipe Apaixonado
7 - O Rei Apaixonado
Série Concluída

3 de março de 2012

Desejo Sagrado

Série The Dumont
Aterrorizada pelos rumores sobre as atividades sombrias de seu noivo, lady Joanna fugiu antes do casamento e pediu santuário em uma igreja. 

No entanto, lorde Braden, conhecido como o feiticeiro de Wynwydd, conseguiu encontrá-la. 

Embora estivesse decidido a trazê-la de volta, conseguiria fazê-la se render ao seu maior encanto... e levá-la ao altar? 

Capítulo Um 


Fronteira do País de Gales Abril, Ano do Nosso Senhor, 1201 

— Corte. — Mas, milady... — Precisa fazer isso por mim, Enyd. Tenho medo de que minhas mãos tremam demais e eu corte minhas orelhas junto com os cabelos. 
A tentativa de Joanna em acalmar a criada com aquele gracejo não funcionou. 
Embora Enyd agora segurasse a tesoura, a recusa em seu rosto continuava a mesma. 
— Mas nunca os cortou, milady. Nunca, desde que era pequenina — Enyd disse, arrancando-a de seus pensamentos. 
— Não existe outra maneira? As dores retornaram e Joanna lutou contra a fraqueza que sentia. Tinha muito pouco tempo. 
A viagem para Wynwydd duraria apenas mais um dia, e então seu destino estaria selado. Finalmente sucumbindo às surras, dissera aos pais as palavras que tanto queriam ouvir. 
Com a intensidade e a freqüência dos açoites aumentando, Joanna sabia que sua teimosia em recusar o casamento acabaria por matá-la. 
Bem, se tivesse que morrer, ao menos escolheria quando e onde. 
E não seria sob as garras daquele feiticeiro, que amaldiçoaria sua alma enquanto a levava à morte. 
Morreria na Escócia, junto de sua irmã. 
Ela levou a mão ao rosto e sentiu que ficava mais quente. 
O tempo corria e o pequeno grupo de religiosos que seguia pára o norte, voltando para o lar, partiria ao amanhecer. 
A mistura de ervas que recebera para aliviar a febre não estava fazendo efeito. 
E, pela sensação de que algo escorria por suas pernas, sabia que uma ou mais feridas estavam abertas e sangravam novamente. 
— Enyd, se você me ama, fará isso por mim e depois irá embora. Se não souber de meus planos, meus pais não poderão culpá-la por nada. Ou torturá-la até contar alguma coisa. 
As lágrimas desciam pelo rosto da velha criada ao erguer a tesoura para cortar-lhe os cabelos que, intocados por 18 anos, agora pendiam numa longa trança sobre o ombro. 
Joanna fechou os olhos quando as lâminas afiadas encontraram os fios. 
Engolindo o próprio sofrimento, esperou que a criada terminasse. 
Enyd segurou a longa trança de cabelos escuros nas mãos, meneando a cabeça. 
— O maior tesouro de uma dama — ela murmurou, com tristeza, enquanto a entregava a Joanna. Um tesouro que dificilmente passaria despercebido. 
Seu disfarce seria a diferença entre a vida e a morte. Depois de lamentar por um instante sobre o quanto sua vida poderia ter sido diferente, Joanna virou o rosto para a mulher que cuidava dela desde criança, sempre com carinho no rosto e na voz. Enyd envolveu Joanna nos braços, e a dor fez com que ela se retesasse. 
Mas não querendo perder aquele momento, abraçou-a com força, aproveitando o conforto que a mulher lhe oferecia enquanto podia. 
Então, soltando-a, Joanna se afastou e indicou a porta do quarto com a cabeça. 
Sem qualquer palavra, Enyd saiu, e Joanna cuidou de reunir tudo de que precisaria para a viagem. Havia trocado um bracelete por roupas e algumas poucas moedas, o que chamaria menos atenção. Puxando a trouxa que estava debaixo das cobertas da cama, apressou-se em tirar o vestido e a túnica. Vestiu as longas meias e as prendeu ao cinto para que ficassem no lugar. 
Pegou uma camisa feminina em seu baú de viagem, rasgou-a em tiras e amarrou os seios da melhor maneira que pôde. 
Ao menos desta vez, não ser voluptuosa era uma benção. 
Trocar as bandagens das pernas demorou alguns minutos, mas ela continuava atenta a qualquer ruído, temerosa de que o resto de sua comitiva acordasse. Equilibrando-se num pé e depois no outro, conseguiu amarrar as botas de couro. 
Por fim, jogou as poucas peças de roupa e as jóias que encontrou na sacola que também conseguira na troca, e puxou o capuz que estava caído ao redor de seu pescoço, cobrindo o rosto o máximo que conseguia. 
Olhando ao redor, procurando por qualquer coisa que tivesse ficado para trás ou que pudesse denunciar seus planos, concluiu que não havia mais nada ali. 
Joanna sabia que deveria se sentir um pouco culpada pelo que estava fazendo. 
Qualquer mulher temente a Deus o faria.
Mas a chance de escapar da sentença de morte que seu casamento significava e construir uma vida ao lado da irmã na Escócia lhe dava novas esperanças. 
Seus pais, que jamais haviam zelado por ela, teriam que lidar com o feiticeiro de Wynwydd sozinhos.

Série The Dumont
1 - Coração Honrado/O Preço do Desejo
2 - A Noiva do Normando/Noiva sem Passado
3 - A Noiva sem Nome
3.5 - Amor à Primeira Vista
4 - The King's Mistress
5 - Desejo Sagrado/Escolha Honrada

26 de fevereiro de 2012

Série Notorious

1 - Sedução

Como o libertino mais conhecido da Regência de Londres, Lorde Damien Sinclair procurou apenas o seu próprio prazer, até que sua amada irmã mais nova, Olivia, foi ferida e sua reputação arruinada durante um encontro proibido. Agora Damien fará qualquer coisa para destruir o jovem nobre culpado de ferir Olivia... E Vanessa Wyndham protegerá seu irmão insensato a todo custo, mesmo que isso signifique entrar num negócio ilícito com o perigosamente belo "Lord Pecado". Quando Vanessa se oferece para ser acompanhante da irmã inválida de Lorde Pecado, Damian concorda, com uma condição escandalosa: ele perdoará a dívida de seu irmão se ela concordar em se tornar sua amante. E assim começa a sedução.
Mas, uma vez terminado o caso, irão escapar com o coração intacto?

2 - Paixão
Para evitar casar-se com um calhorda com o dobro de sua idade, depois de que seu prometido morrera na guerra, Lady Aurora Demming viaja, junto com seu primo, para as colônias. 

Ali conhecerá Nicholas Sabine, capitão de um navio americano acusado de traição e pirataria que foi condenado a morrer na forca no dia seguinte. 
Do primeiro momento que vê seus olhos, tenta salvá-lo, embora pouco possa fazer em sua posição. 
Mas Nicholas a deixará assombrada quando a pede um estranho favor: que se case com ele, para converter-se em sua viúva, e cuidar de sua irmã mais nova já que, no momento em que o executarem, ficará sem ninguém que para cuida - lá. 
Aurora aceita, em parte intrigada por este homem e em parte para poder evitar o casamento arrumado. 


3 - Desejo

Lucian, conde de Wycliffe, é um famoso amante e um perfeito espião. 
Sempre evitou o casamento, até que um atrito com a morte faz com que ele deseje um filho que leve seu nome. 
Desde que os perversos sensuais Luziam começou espreitar o atrativo Brynn Caldwell em uma praia da Cornualles, sabe que encontrou à mulher com a qual deseja casar-se. 
Brynn acredita que a fascinação que o notório crápula sente por ela se deve a uma maldição centenária que condena às mulheres de sua família e que acabará com a vida de Luziam. 
As circunstâncias a empurram a casar-se com o conde de Wycliff, e embora Brynn entregasse seu corpo, não se atreveu a dar seu coração. 
O conde de Wycliff se verá envolto em perigos e traições comprometedor, mas não duvidará jamais em arriscar sua vida para ganhar o esquivo coração de sua esposa.



4 - Êxtase
Depois de ver sua mãe consumir-se e perder tudo por um amor não correspondido, Raven jura a si mesmo que só se casará para recuperar a posição social de sua família. 

O único capricho que se permite é sonhar com um amante, um pirata que só existe em seus sonhos e que a enche de amor e paixão. 
Entretanto, o estudado plano de Raven vem abaixo quando é seqüestrada e se vê obrigada a salvar sua honra casando-se com o Kell, seu enigmático resgatador. 
Para ambos será um casamento de conveniência: ele poderá salvar a honra de sua família e ela salvar-se da desonra. 
Mas apesar de estar destinada a não amar, Kell está convencido de que será capaz de liberar o resistente coração de Raven assim que caia sob seu sedutor feitiço... 
As carícias de Kell prometem a Raven um êxtase que supera suas mais descabeladas fantasias.


5 - Prazer

Jeremy Der North, marquês de Wolverton, é um espião e um brilhante. 

Agora frio e calculista, no passado tinha sido um jovem apaixonado, disposto a fugir e deixar tudo por sua amada. 
Mas a traição desta o levou a alistar-se no exército e a fechar para sempre seu coração. 
Anos mais tarde, Der se vê forçado a recordar Julienne, seu primeiro e único amor, para poder apanhar um misterioso assassino. Julienne não esqueceu os turvos sucessos que desencadeou, e jamais poderá perdoar pela culpa. 
O reencontro do casal desatara muitas paixões e um perigoso jogo de sedução. No final, juntos descobrirão o que Der negou toda sua vida: que não há maior prazer que o verdadeiro amor.



Série Notorious 
1 - Sedução
2 - Paixão 
3 - Desejo 
4 - Êxtase 
5 - Prazer
Série Concluída