28 de maio de 2012

Vinculada ao Príncipe Lobo

Trilogia A Lenda de Faol
Scottish Highlands, 1703 

Como o novo Alfa de Faol, um clã lendário e possuindo o poder do lobo, Eoin Tolmach sabe que deve colocar as necessidades de seu povo antes das suas próprias. No entanto, o antigo guerreiro não consegue resistir ao desafio de resgatar ele mesmo a herdeira Freya Ogilvie que foi sequestrada, nem à atração inesperada por ela. 
Eoin admira sua coragem e beleza sensual, mas ela não confia em seus próprios instintos passionais. 
Eoin agora enfrenta seu maior desafio: convencer Freya a saciar seus mútuos desejos.


Comentário revisora Elenita: Este livro é sobre Eoin, o irmão de Struan, o mocinho do livro 1. 
Tanto quanto seu irmão, Eoin é viril, apaixonado, carinhoso, fiel, enfim, é um macho pra ninguém botar defeito... rs. 
Tem algumas cenas hots, habilmente descritas para não serem muito explícitas, como convém à época. 
A cena que mais chama a atenção é a final, onde ela é vinculada e reivindicada... 
É uma história de amor, de coragem, de superação dela e dele também. Recomendo. Muito bom. 

Prólogo 

Diz a lenda que numa noite escura de tempestade, séculos atrás, uma pequena embarcação de madeira começou a ter dificuldades ao largo da costa ocidental das Highlands e quebrou o casco no afloramento de rochas vicioso chamado Beathach, ou a Besta. 
Todos a bordo, naquela noite tempestuosa, estavam perdidos, com exceção de um bebê de colo e único filho do mítico guerreiro Highland conhecido como 
‘O Destemido’. Ainda aninhado na cesta de junco tecido em que estava dormindo, a criança foi milagrosamente levada e desembarcou na terra remota, a ilha desabitada de Kentarra. 
Ali ele foi encontrado por uma matilha de lobos que, em vez de arrancar sua garganta, amamentou-o e o criou como um dos seus, iniciando-o em seus caminhos, impregnando-o com suas qualidades. 
Ele sobreviveu e cresceu até se tornar homem. 
Um homem com o espírito do lobo que reside dentro dele. 
Ele finalmente aprendeu a dominar sua besta interior. 
E ele aprendeu como e quando propagar a sua terrível força. 
A partir deste indivíduo extraordinário, desenvolveu-se uma raça de guerreiros ferozes, os Faol, com seu lema de clã arrepiante: 
Faiceallach! Tha mise an seo! Cuidado! 
Porque eu estou chegando! 
Os Faol são temidos e reverenciados em igual medida por toda a Escócia. 
Famosos por suas habilidades em batalha e com a fama de serem irresistíveis para as mulheres mortais, eles vivem numa simbiose inquieta com seus vizinhos das Terras Altas. 
Sua casa é no reino remoto da ilha de Kentarra, onde sua cultura única, é ferozmente protegida. 
Os Faol raramente caminham entre os humanos, exceto nas ocasiões em que um latifundiário os contrata para implantar suas proezas na batalha e ajudar a sua causa. Tais solicitações são muitas vezes rejeitadas, pois os Faol não são simples mercenários. 
Seu código determina que eles ofereçam os seus serviços apenas para causas justas e utilizem os recursos para o bem do grupo. 
Embora o preço exigido seja alto, só a uns poucos privilegiados são concedidos os seus serviços e não há dúvida sobre a vitória. 
Mas coitado do proprietário que deixe de honrar sua parte no acordo, pois para os Faol não existe coisa mais preciosa que a palavra dada. 
Eles cobram o que foi acordado, seja como for, ou quem for. 


Trilogia A Lenda de Faol
1 - Reivindicada pelo Príncipe Lobo
2 - Vinculada ao Príncipe Lobo
3 - O Highlander e a Princesa Lobo
Trilogia Concluída

26 de maio de 2012

Uma Relação Perigosa

Série Radwell
Ela era uma dama convencional, ele um ladrão singular...

Constance Townley, a duquesa de Wellford, sempre tinha tido um comportamento impecável. Assim, por que de repente sentia um selvagem desejo de rebelar-se? 
Anthony de Portnay Smythe era uma figura misteriosa. 
Um cavalheiro de dia que roubava segredos para o governo de noite. Quando Constance encontrou um homem em seu dormitório no meio da noite, seu primeiro instinto foi pedir ajuda, mas algo a deteve. 
O ladrão se desculpou e se despediu elegantemente, lhe roubando um beijo... E Constance soube que essa não seria a última vez que veria aquele fascinante pilantra... 

Comentário revisora M Emilia: Gostei deste livro. Nunca tinha lido nada desta autora antes e me surpreendi. Um livro leve, com enredo. Bons diálogos, situações interessantes e saiu da situação padrão dos livros da regência: a mocinha é viúva e o mocinho um ladrão! 

Capítulo Um 

Anthony de Portnay Smythe estava sentado em sua mesa habitual no canto mais escuro do pub Blade and Scabbard. 
A lã cinza de sua jaqueta se fundia com as sombras que o rodeavam, fazendo com que fosse virtualmente invisível para o resto. 
Dissimuladamente, já que o contrário seria tremendamente grosseiro, podia observar os outros clientes: batedores de carteira, ladrões, criminosos mesquinhos e receptadores de bens roubados. Desordeiros e, pelo que lhe dizia respeito, assassinos. Claro que teve muito cuidado. 
A habitual sensação de encontrar-se cômodo em um lugar, como em sua casa, resultou anormalmente desconcertante. 
Deixou cair o trabalho de uma boa semana sobre a mesa e o empurrou para seu velho amigo, Edgar. 
«Sócio de negócios», recordou-se. 
Embora fizesse anos que se conheciam, seria um engano qualificar como «amizade» sua relação com Edgar. 
—Rubis — Tony remexeu as gemas com o dedo, fazendo com que resplandecessem sob a luz da vela que cintilava sobre a mesa— Pedras soltas. É mais fácil comercializar com elas. Nem sequer tem que arrancá-las do engaste. Já fizeram o trabalho. 
—Lixo — respondeu Edgar— Daqui posso ver que as pedras têm defeitos. Cinquenta pelo lote. Aí era onde Tony tinha que apontar que as pedras eram um grande investimento, roubadas do escritório de um marquês. 
O homem havia sido péssimo julgando personalidades, mas excelente julgando joias. 
Depois, Tony lhe faria uma contra oferta de cem, e Edgar tentaria convencê-lo do contrário. 
Mas de repente, ele cansou-se de todo esse assunto e empurrou as pedras sobre a mesa. 
—Cinquenta. Edgar o olhou com receio. 
—Cinquenta? O que você sabe que eu não sei? 
—Mais do que posso contar em uma noite, Edgar. Muito mais. Mas não sei nada sobre as pedras com o que deva preocupar-se. Agora, me dê o dinheiro. 
O jogo não consistia nisso e, portanto, Edgar se negou a admitir que tivesse ganhado. 
—Sessenta então. 
—Muito bem. Sessenta — Tony sorriu e estendeu a mão para receber o dinheiro. 
Edgar apertou os olhos e o olhou, como se tentando descobrir a verdade. 
—Você se rendeu com muita facilidade. 
Foi como uma larga e dura batalha no bando de Tony. 
Os entendimentos dessa noite não eram mais que uma batalha no final de uma guerra. Suspirou. 
—Tenho que regatear? Muito bem. Setenta e cinco e nenhum penny a menos. —Não poderia te oferecer mais de setenta. 
—Feito

Série Radwell
1 - A Duquesa Rebelde
2 - Uma Proposta Imprópria
3 - Uma Relação Perigosa
4 - Seduzindo um Estranho
Série Concluída

Highlander Perverso

Série Espada Negra

Alguns argumentariam que nascer MacLeod era um destino pior que a morte. 

Mas Quinn MacLeod o via como uma honra. Isso até que foi incapaz de salvar sua esposa e filho da destruição que varreu todo o mundo que conhecia e amava.

Quando se tornou quase impossível para Quinn suprimir o deus dentro de si, ele decide que precisa de algum tempo longe de seus irmãos, apenas para ser capturado pela pervesa inimiga Deirdre . 
Marcail Douglas esteve abrigada num vale isolado nas profundezas das montanhas toda a sua vida. 
A pequena comunidade onde ela cresceu. 
A magia era um modo de vida. 
Sabia que o povo de sua aldei a protegia, mas nunca soube por que exatamente. 
Sua avó só dizia que ela era especial, que carregava algo dentro dela que poderia salvar o mundo. 
Mas a aldeia é atacada e Marcail é jogada no Poço para que Guerreiros a matem. 
Uma vez que Quinn inala o cheiro dela, sabe que precisa salvá-la. 
Estava à espera de seus irmãos para libertá-lo como sabia que aconteceria, mas com Marcail, tudo mudou. 

Capítulo Um 

Cairn Toul Mountain, Highlands da Escócia Julho 1603

Deirdre estava na sacada com vista para a caverna que compunha seu grande salão. 
Lá não havia janelas altas para deixar entrar a luz solar pois estavam no fundo da montanha. 
Em vez disso, haviam vários candelabros grandes e ovais pendurados no teto arqueado acima deles derramando sua luz. 
No espaço aberto o brilho das velas não podia alcançar todos os lugares. 
E era assim que ela gostava. Wyrran com sua pálida pele amarela se misturavam com seus guerreiros de todas as cores imagináveis. 
Pareciam um arco-íris abaixo, mas ela só via o puro poder destrutivo que esses Guerreiros tinham o potencial de criar. 
Eram homens com deuses primitivos dentro deles, cada um com um poder diferente que os distinguiam dos outros. 
E eram dela para governar. Os Guerreiros olhavam para ela, sua enlevada atenção, enquanto esperavam para ouvir por que os convocou. 
—Ouçam-me. Sintam-me. Toquem-meeee ... — Impotente para ignorar a chamada da montanha, Deirdre fechou os olhos e se perdeu no canto das pedras. Esqueceu os guerreiros e por que os chamou para ela e colocou a mão sobre o túmulo de rocha ao lado dela. Sucumbiu ao doce esquecimento que as rochas lhe davam, sempre deram. 
E sempre dariam. Era assim desde seu décimo inverno. Ela acordou para ouvir o chamado da montanha acenando para ela. 
Saiu da sua casa e olhou para a montanha distante, sabendo que um dia faria a viagem para o alto pico. Aquele dia foi há eras atrás, mas ainda podia sentir o cheiro do pão cozido da mãe, ainda sentir o chicote que seu pai usava em seu traseiro por não fazer suas magias corretamente. 
E ainda podia ainda ver os olhos da irmã olhando para ela. Sempre observando. 
Mesmo numa idade tão jovem, Deirdre tinha mais poder que qualquer drough em sua pequena comunidade. 
Ela o escondeu bem, pois qualquer drough cujo poder era tão grande era morto instantaneamente. 
Porque os droughs se alinhavam com o mal e criavam magia negra, e seu poder podia ser imenso — e mortal. Deirdre tinha planos. 
Então esperou, e aprendeu. 
Os druidas só se dividiram em duas facções por um curto período de tempo antes que chamassem os deuses de sua prisão no inferno, mas nesse tempo, os droughs não se misturavam com os confiantes mie. 
O mie com seu discurso de bondade e de magia pura deixava Deirdre doente. 
Algumas comunidades de drough se uniram. 
A de Deirdre foi uma das últimas. Seu pequeno grupo era majoritariamente família e agregados, mas a luta pelo poder passou a ser diária. 
Em seu décimo oitavo ano Deirdre ofereceu seu sangue no ritual para se tornar uma drough. 
Quando seu sangue escorreu dos cortes em seus pulsos, uma dor lancinante a cortou. 
Naquele instante, viu seu futuro enquanto a magia negra e o mal invadia sua alma e a reclamava para si mesma. No dia seguinte, começou a caçar os pergaminhos que sabia que sua tia mantinha ocultos. 
Ouviu o sussurrar dos anciãos sobre eles algumas noites, como se a simples menção dos pergaminhos fizesse os mie descerem sobre eles. 
Uma vez que encontrou os pergaminhos tomados dos mie soube por que os anciãos sussurravam, com seus olhares furtivos em busca de ouvintes. 
Dentro dos pergaminhos estavam laminados feitiços que deveriam ser destruídos. 
Deirdre sorriu enquanto ela enfiou um em particular em sua manga e se virou para ir embora. 
—Como se atreve! 
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Série Espada Negra
1– O Beijo do Demônio
2– O Pergaminho Oculto
3– Highlander Perverso
4– Highlander Selvagem
5– O Amuleto Secreto
6– O Highlander Escuro
Série Concluída















O Pecado de Madeleine

Série Desventuras no Matrimônio
Para o bem ou para o mal... 

Cansada de ser cortejada por seu dinheiro, Madeleine Castleigh desistiu de encontrar o verdadeiro amor. Porém, durante a fuga para se casar com um entediante, mas honrado filantropo, a carruagem em que viaja é abordada por um nobre em fuga. 
Maddie fica alarmada, especialmente ao se deparar com Jack Martingale, justamente o tipo de homem atraente que ela jurou evitar... 
Perseguido por um poderoso duque determinado a vingar-se e armado de um exército particular,Jack não tem escolha a não ser confiscar a carruagem de Maddie. Ele promete partir assim que chegarem ao local do casamento, em Gretna Green, só que ele não contava em se sentir cada dia mais apaixonado pela beldade de olhos azuis. 
Quando o inesperado aparecimento do pai de Maddie e os enganos de um sacerdote bêbado alteram os planos de todo mundo, Maddie fica furiosa... até que descobre que os beijos de Blackthorne despertam nela uma paixão com a qual há muito tempo ela deixara de sonhar...

Capítulo Um

 Londres, 1801
Maddie iria aproveitar a noite ao máximo, nem que morresse por isso. 
E era provável que morresse, mesmo. Ela balançou a cabeça com força. 
Aquela não era a maneira positiva de pensar. 
Quando se esperava o pior, era isso que acontecia. 
Mas não havia nada de bom em se vestir de homem e perambular por Londres no meio da noite. 
A menos que quisesse ser raptada. 
Pense de modo positivo!, comandou para si mesma. 
Não gostava de usar roupas masculinas, mas pelo menos eram confortáveis. 
Não gostava de se esgueirar no meio da noite, porém assim não precisava levar uma sombrinha para se proteger do sol. 
E detestava subir em janelas, se arriscar a sofrer a ira de seu pai ou cair nas mãos dos criminosos que andavam pelos becos de Londres, mas... Deus! 
Ela ia ser assassinada e não havia nada de positivo nisso! Assim pensando, Maddie apertou ainda mais o braço de Catie e se apressou a seguir as outras duas primas aventureiras, Ashley e Josie. 
Acima, a lua parecia uma foice prateada no céu sem estrelas. 
As casas altas com terraços em Mayfair, com suas fachadas brancas com canteiros de flores, no momento pareciam sombras ameaçadoras, fitando-a com os olhos vazios de suas janelas. 
Maddie tentou fixar a atenção nos cabelos de Ashley. 
A névoa londrina obscurecia tudo a não ser o que estivesse a um palmo do nariz, mas as longas tranças douradas de Ashley pareciam reluzir. 
A prima virou uma esquina, e Maddie apertou o braço de Catie.  Depressa — sussurrou, não desejando perder Ashley de vista. 
Ela e Catie dobraram a mesma esquina e voltaram a ver os cabelos brilhantes de Ashley que esperava pelas duas. A névoa não penetrara naquele lado, e Maddie pôde ver as residências e o pequeno parque arborizado de Berkeley Square. 
Estavam quase em casa. Não iria morrer, afinal. 
— Está tudo bem? — perguntou Catie. 
— Tudo maravilhoso — replicou Maddie, desejando não tremer tanto. — Por que pergunta? 
— Está apertando meu braço com tanta força que vou ficar marcada. 
— Perdão. — Maddie afrouxou o aperto. 
— Não tem importância — murmurou Catie.

Série Desventuras no Matrimônio
1 - A Noiva Ideal
2 - Ao Encontro da Paixão
3 - O Pecado de Madeleine
4 - The Pirate Takes a Bride

25 de maio de 2012

Ao Encontro da Paixão

Série Desventuras no Matrimônio
Na trilha da fortuna... 

Josie Hale está determinada a viver de acordo com a fama escandalosa de seus antepassados. 
De posse da metade de um mapa do tesouro que pertenceu a seu avô, ela está a meio caminho da fortuna. Infelizmente, a outra metade do mapa pertence ao conde Stephen Doubleday, um renomado libertino, e inimigo jurado de sua família. 
E Josie fará qualquer coisa para pôr as mãos naquele mapa... nem que, para isso, tenha de seduzir o belo conde... 
E uma paixão além dos sonhos... 
Para Stephen, essa história de mapa do tesouro nunca passou de conto de fadas. 
Mas para quem está na mais completa ruína financeira, a ideia de uma fortuna escondida até que é bem atraente, sem falar na companhia de uma mulher linda e sedutora... 
Talvez valha a pena enfrentar alguns perigos inesperados para encontrar o mais precioso de todos os tesouros: um amor ardente e
eterno...

Capítulo Um

Londres, 1801
Josephine Hale, de oito anos de idade, deixou escapar um sopro de ar e passou a cabeça e os ombros pela janela que havia acabado de pular. 
Como sempre, olhar para baixo lhe dava vertigens. 
Tinha a sensação de estar caindo, despencando de cabeça para o solo lá embaixo. 
Ela fechou os olhos e se segurou no batente. 
Não seja boba, censurou-se, lembrando-se do que o avô sempre lhe dizia: Seja corajosa. 
Abriu os olhos e sentiu o ar da noite castigando seus braços magros e o rosto fino. Ignorando o frio, Josephine estendeu a mão para a prima, Madeleine Fullbright. 
Os olhos azuis de Madeleine refletiam o medo, e seus cabelos castanhos e longos dançavam ao vento. 
— Vamos, Maddie. Segure minha mão! Madeleine olhou para Josie, depois para o chão, três andares abaixo. 
— Se eu me soltar, vou cair! 
A menina mantinha os pés apoiados no parapeito do edifício e se agarrava ao lençol que as primas haviam amarrado e jogado para fora da janela do quarto antes, no início da noite. 
— Não vai cair, Maddie! Eu não vou deixar. 
— É o que você sempre diz — Madeleine resmungou. 
— E você nunca caiu. — Maddie, depressa! — cochichou Ashley Brittany do chão. 
Ela e a prima, Catherine Fullbright, seguravam a outra ponta do lençol. 
Lado a lado, as duas eram como o dia e a noite. 
Ashley era loira, de olhos verdes como o mar; era extrovertida e estava sempre alegre e bem-humorada. Catherine era morena, de olhos escuros; tímida e reservada, raramente dava um sorriso. 
Madeleine e Catherine eram parecidas, mas Josie e Ashley se destacavam, Ashley pelos cabelos claros e a pele de porcelana, e Josie pelos cabelos avermelhados e brilhantes e pelos olhos verdes. 
Ela também era mais alta e mais esguia do que as outras. — Depressa, Maddie! Estou com frio — reclamou Catie. Josie a silenciou com uma exclamação abafada e olhou por cima de um ombro. 
Fazia dois anos que as meninas fugiam por aquela mesma janela, mas não eram exatamente discretas. Principalmente Ashley e Maddie, que não sabiam falar baixo. 
Mais uma vez, Josie estendeu a mão para Maddie, que fechou os olhos e a agarrou. Josie ajudou Maddie e as outras a subir pelo lençol e entrar pela janela. 
Assim que a janela foi fechada, Josie arrancou o tapa-olho de pirata e caiu deitada sobre a cama de Maddie. 
— Estou exausta! Ashley juntou-se a ela. 
— Eu também! 
— Mas é um cansaço bom — Josie opinou, apoiando-se sobre um cotovelo para olhar para Catie. 
— Mal posso esperar para crescer. Os piratas vivem fazendo esse tipo de coisa. 
— Não — protestou Catie. — Os piratas roubam do tesouro de Sua Majestade e dos cidadãos honestos. Bebem demais, provocam brigas, perdem os olhos, e por isso precisam usar tapa-olho. 
— Ah! Quanta bobagem!

Série Desventuras no Matrimônio
1 - A Noiva Ideal
2 - Ao Encontro da Paixão
3 - O Pecado de Madeleine
4 - The Pirate Takes a Bride

24 de maio de 2012

A Noiva Ideal

Série Desventuras no Matrimônio
Amar não estava em seus planos... 

Catherine jurou nunca se casar, depois de testemunhar, nas atitudes do próprio pai, como um marido podia se comportar mal. Infelizmente, seu ganacioso pai se recusava a permitir que a filha mais nova se casasse antes dela, e arquitetou um plano sórdido, que resultou em Catherine subindo ao altar com o noivo da irmã... 
Para atingir seus objetivos, Quint Childers, precisava de uma esposa que fosse graciosa, amável, a anfitriã perfeita. 
Certamente, não uma jovem teimosa e insolente como Catherine Fullbright. 
Por isso mesmo, ele não entendia por que se sentia tão atraído por ela. 
Conquistar o amor daquela dama notável seria um desafio, uma vez que ela nem mesmo simpatizava com ele. 
Se bem que o brilho naqueles exóticos olhos cor de mel devia significar alguma coisa... 
E Quint suspeitava de que fosse um intenso desejo contido...

Capítulo Um

Londres, 1801
— Não! Papai, por favor! Catherine socava as paredes do quartinho sob a escada, onde fora colocada de castigo. Contudo, mal conseguia fazer barulho, estava trancada no minúsculo espaço havia muito tempo, e se sentia fraca de tanto chorar. 
Mas era assim que o pai sempre a descrevia... Uma fraca. — Por favor... — ela insistiu, mas ninguém foi socorrê-la. Ninguém se importava com ela. 
Encolheu-se o máximo possível, mantendo os joelhos bem colados ao peito, para dar espaço aos ratos. 
á tinha dez anos, não deveria estar tão assustada! 
A mãe sempre dizia para agir como uma mocinha, mas, quanto mais as lágrimas escorriam, mais se desesperava. De repente, ouviu um barulho e abriu os olhos. 
Seria imaginação, ou... 
— Catie, você está aí? Era sua prima, Josephine Hale. Reconheceria aquela voz em qualquer lugar, era capaz de descrever cada detalhe de seu rosto, mesmo sem enxergá-la. 
Josie era muito alta para uma criança de oito anos, e magra também, tinha cabelos vermelhos e muitas sardas. Naquele momento, por certo, usava um tapa-olho, não por ter problemas de visão, mas pelo desejo de se tornar uma pirata um dia. 
— Estou aqui — Catie respondeu. Logo atrás vinha Ashley Brittany, segurando um castiçal com uma vela acesa. Também tinha oito anos, e era a garota mais linda que Catie já conhecera. 
Com cabelos loiros encaracolados, grandes olhos verdes, pele de porcelana e boca em forma de coração; era mais bela que a deusa Atena, cujo retrato Catie vira um dia em um livro de escola. 
— Viemos salvá-la! Josie alcançou a prima, que pulou e a abraçou com força. 
— Como souberam que eu estava aqui? 
— Hoje de manhã, na igreja, sua irmã estava zombando de seus gritos. Então logo imaginamos o que tinha acontecido, e viemos o mais rápido possível. Desculpe por não termos conseguido chegar antes — Ashley respondeu. 
Catie engoliu em seco. Era tarde de domingo? Então ficara trancada debaixo da escada por quase dois dias!

Série Desventuras do Matrimônio
1 - A Noiva Ideal
2 - Ao Encontro da Paixão
3 - O Pecado de Madeleine
4 - The Pirate Takes a Bride

20 de maio de 2012

A Farsa da Condessa



Quero deixar bem claro que não foi minha a ideia de criar uma armadilha para o melhor partido da Inglaterra, o conde de Greystone, se casar comigo.


Meu tio, lorde Charlwood, é que estava por trás dessa pequena tramoia. 
Se meu pai não tivesse sido morto e me deixado aos cuidados de Charlwood, nada disso teria acontecido... De repente, eu era lady Greystone, uma condessa e uma senhora casada. 
Aprender a ser condessa não foi tão difícil. 
Aprender a ser casada teria sido bem mais fácil se eu não corresse o risco de me apaixonar perdidamente pela única pessoa que estava além do meu alcance... meu marido! 
Bem, se eu não podia conquistar o amor de Adrian, pelo menos eu estava determinada a me vingar, pelo meu pai. Eu jurei desmascarar o assassino dele, e não me importava de correr perigo para alcançar meu objetivo. Portanto, se você, caríssima leitora, está curiosa para saber como eu me saí dessa, leia esta história... 


Capítulo Um 


Tudo começou com a morte de meu pai. Mesmo que eu vivesse cem anos, nunca me esqueceria daquele dia. 
O céu estava cinza-chumbo, e os ramos desfolhados das árvores, escuros de umidade. 
Os homens carregaram-no para dentro de nosso alojamento, e seu rosto estava cinzento como o céu. 
— Algum maldito tolo estava caçando no bosque, srta. Cathleen — disse Paddy, com a face marcada pelo tempo vermelha de emoção e frio. 
— Ele não deve ter visto o sr. Daniel cavalgando. Freddie foi chamar o médico. 
— Papai. — Ajoelhei-me ao lado da cama. O tecido que havia sido a camisa de Paddy fora embolado e apertado sobre a ferida em seu peito, e encontrava-se ensopado de sangue. 
Seus olhos se agitaram ante o som da minha voz. Os cílios se ergueram e, pela última vez, fitei aquele azul brilhante e familiar. 
— Kate... Jesus... Estou liquidado. — Ele fechou os olhos. — Papai! — Eu estava o mais perto que já havia chegado da histeria. Porém, obriguei-me a manter a voz firme. 
— O médico está vindo. O senhor ficará bem. 
— Eu não... achei que ele... suspeitasse... que eu sabia — meu pai murmurou. 
— Não achou que quem suspeitasse, papai? — Minha voz soou aguda. — O senhor sabe quem atirou? Ele não respondeu de imediato. 
— Papai? 
— Não sei... quem... — Ele abriu os olhos de novo e fitou Paddy. 
— Mande chamar... Charlwood. O irmão de Lizzie. — Houve um silêncio enquanto ele recuperava o fôlego. — Para tomar conta de Kate. 
— Ninguém vai tomar conta de mim — falei. — Apenas fique quieto e espere o médico. O senhor ficará bem, papai. 
Os olhos azuis mantiveram-se fixos no velho criado, que o acompanhava desde a infância. 
— Paddy? — Estou bem aqui, sr. Daniel. 
— Prometa... — Houve mais um instante de silêncio enquanto ele respirava com dificuldade. 
O esforço agonizante fez-me cravar as unhas nas palmas. — Prometa que vai buscar... Charlwood. 
— Vou, sim, fazer isso, sr. Daniel. — A suave voz do irlandês foi firme. — Não se preocupe. Vou assegurar que tomem conta da srta. Kate. 
O peito manchado de sangue arfava. Olhei freneticamente na direção da janela do pequeno e gasto alojamento. 
Não havia som de cavalos indicando a chegada do médico. O único ruído no aposento era o da agourenta respiração de meu pai. 
— Não fale, papai — eu disse. — O médico chegará logo. Ele me fitou mais uma vez. 
— Fui um mau pai, Kate — ele murmurou. — Mas... eu amo você. Seus olhos se fecharam, e nunca mais se abriram. 
Minha primeira reação foi de raiva cegante e absoluta. 
Na verdade, criei tamanha comoção que o magistrado local instituiu uma busca pelo assassino de meu pai. Porém, a procura foi infrutífera. Então o pesar se estabeleceu. Eu não chorei. 
Havia pranteado a morte de minha mãe, mas tinha apenas dez anos na época; era jovem demais para perceber a futilidade das lágrimas. 
Isso foi algo que aprendi ao longo dos anos. 
Chorar não a trouxera de volta, e tampouco traria meu pai. 
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Lady Ártico

Saga Familia Cynster






Dyan e Fiona passaram toda a infância, unidos em busca de travessuras, e pouco a pouco seus sentimentos se fizeram cada vez mais fortes, até que ele tentou declarar-se... mas algo saiu mal, devido a um mal-entendido por ambas as partes, e passaram dez anos separados.

Durante este tempo Dyan viajou por todo o continente levando uma vida dissoluta. 
Agora retornou a Inglaterra para converter-se em Duque e cumprir com a obrigação, que todo membro da nobreza, que se aprecie, tem encomendada, casar e assegurar um herdeiro que continue com a linhagem. 
Fiona, por sua parte, viu como as esperanças que tinha por terminar junto ao amor de sua vida, se desfazerem em pedaços. 
O destino tornou a uni-los e em circunstâncias bastante incomuns. 
Passaram a noite na casa de uns velhos amigos que se dedicam a dar festas um tanto "subidas de tom"

Comentário revisora Faby: Gostei da mocinha decidida e do cavalheiro persistente. Um amor tão antigo que precisou de apenas uma noite para explodir e fazer-nos pegar fogo junto com o casal. 
Só acho que faltou um pouco de pimenta para a escritora com relação a festa "subida de tom"; mas isso terá que ficar por conta da sua imaginação. Divirta-se.

Capítulo Um 

— Se acredita que a família vai continuar permitindo semelhantes mostras de hedonismo libertino, agora que passou a ocupar o posto de seu irmão, fique você preparado! 
Vai casar-se! E tal como é devido! 
Com as palavras de sua tia avó ainda ressonando em seus ouvidos, palavras que foram acompanhadas por golpes de bastão. 
Dyan Saint Laurent Dare, muito a seu pesar, Duque de Darke, ia a lombos de seu cavalo cinza pela trilha do bosque. 
Passado New Forest, o bosque se fazia o suficientemente espesso para poder ocultar-se nele. 
Cavalgava num ritmo temerário, reflexo de seu estado de ânimo; o demônio que levava dentro, queria sair. Os cascos do cavalo ruço retumbavam contra o chão maltratado: Dyan queria perder-se no ritmo da velocidade. 
Depois de passar uma tarde inteira escutando as queixas de seus parentes, se sentia enlouquecer, e certa agitação subjacente parecia ameaçar os limites de seu caráter. 
Maldito Robert! Por que teve que morrer? E de uma mera inflamação dos pulmões. Dyan conteve um ofego, sentia-se culpado. 
Sempre se sentiu muito apegado ao seu irmão mais velho; apesar de só levarem dois anos. Robert parecia ter quarenta quando só tinha vinte. 
O caráter formal e conservador de Robert sempre protegeram a personalidade mais enérgica e vigorosa de Dyan, por não dizer dissoluta, de sua excessivamente puritana família. 
Agora Robert estava morto; e ele na linha de fogo. Essa era a razão pela qual fugia de Darke Abbey, sua casa, e deixava para trás seus sofridos parentes. 
Precisava sair, tomar ar, antes de chegar a cometer um delito grave: Como estrangular a sua tia avó. 
A tolerância não se contava entre suas virtudes; sempre o descreveram como impaciente e inconstante. 
Nem nos momentos mais críticos, tolerou intromissões em sua vida, e devia encontrar a forma mais cortês de comunicar a suas tias, tios e, sobre tudo, a sua tia avó Augusta.
Claro que eles continuavam vendo-o como um jovenzinho. Ocuparam sua casa com a intenção de lhe convencer do imoral de seus atos. 
Todos eles acreditavam que o matrimônio seria sua salvação; acreditavam que, assegurar a sucessão era todo um acerto de contas a conservar seus muitos talentos. 
Deixaram claro que, se casando com uma doce e dócil dama curaria sua inquietação. 
Mas não o conheciam. Eram muito poucos os que o conheciam. 
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Saga Familia Cynster
1-  Diabo
2- O Juramento de um libertino - revisão final
3- Seu Nome é Escândalo
4- A Proposta de um libertino
5-.Um Amor Secreto
6. Tudo sobre o amor
7- Tudo sobre a paixão
8- A Promessa em um Beijo 
9- Uma Noite Selvagem — em revisão final
10- Sombras ao Amanhecer –  idem
11- A Amante Perfeita –  idem
12- A Noiva Ideal -  ode,
13-  A Verdade Sobre o Amor - idem
14-  Puro Sangue -    idem
15- The Taste of Innocence
16- As Razões do Coração - em revisão final
17- O sabor da Tentação -    idem

A Verdade Sobre Lorde Stoneville

Série Os Demônios de Halstead Hall
Oliver Sharpe, marquês de Stoneville, é há anos sendo o libertino mais célebre de Londres. 

Farta de seu comportamento, sua avó ameaça deserdá-lo se não domar sua selvagem conduta e se casar no prazo de um ano.
Indignado, Oliver decide contratar uma mulher de um bordel para que se faça passar por sua prometida a fim de demonstrar que não podem forçá-lo a casar-se. 
Quando conhece Maria Butterfield, uma formosa americana que está procurando seu prometido nos lugares mais insólitos, sabe que é perfeita para seu plano. 
Mas não passa muito tempo antes que Oliver se sinta disposto a arriscar tudo para fazer de Maria sua… Inclusive seu coração e o sombrio segredo que esconde.

Comentário revisora Ana Mayara: Eu gostei do livrinho. A mocinha é corajosa, divertida e sabe o que quer. Detalha para o primo dela, que é uma figura! 
O mocinho é um charme, o típico libertino pegador que não tá nem aí, que quando conhece a mocinha fica louco por ela e não consegue nem olhar pro lado. Mas o rapaz sofreu muito, e, no decorrer do livro vamos descobrindo por que. Os irmãos dele são muito doidos, e avó então... Uma leitura divertida, com uma ou outra ceninha hot. Recomendo! 

Capítulo Um 

Ealing, 1825 
Oliver tinha o olhar perdido na paisagem que se via através da janela da biblioteca de Halstead Hall. 
O triste dia invernal o deprimia ainda mais, enquanto tentava escapar daquelas lembranças tão dolorosas que normalmente mantinha afastadas graças a sua inquebrável couraça. 
Entretanto, aqui lhe custava mais controlar aquelas emoções do que na cidade, onde podia distrair-se com prostitutas e com grandes doses de vinho. 
Embora a verdade fosse que na cidade tampouco conseguia distrair-se por muito tempo. 
Apesar de terem transcorrido dezenove anos do escândalo, ainda podia ouvir rumores às suas costas. 
A avó disse aos convidados, aquela noite, que mamãe foi ao pavilhão de caça para ficar sozinha e adormeceu, que despertou sobressaltada ao ouvir um ruído e pensou que se tratava de um ladrão, e, em um ataque de pânico, disparou no sujeito entre as sombras, apenas para descobrir imediatamente, que se tratava de seu marido. Então, em pleno estado de consternação e dor, mamãe tirou sua própria vida. 
Era uma versão duvidosa que tentava encobrir um assassinato e um suicídio, e os rumores nunca cessaram desde o momento em que os convidados começaram a especular com veemência. 
A avó ordenou tanto a ele como a seus irmãos que não falassem do tema com ninguém, sequer entre eles. 
A avó lhes disse que era para sossegar os rumores, mas Oliver frequentemente se perguntava se, em realidade, o fazia porque culpava a si mesma pela tragédia. 
Se não, por que infringira a ordem nos últimos meses para interrogá-lo a respeito dos motivos da briga entre ele e sua mãe, naquele fatídico dia? 
Oliver não lhe respondeu, é obvio. 
Só de pensar em confessar a verdade, lhe removia o estômago. 
Oliver se virou subitamente, e se afastou da janela, para perambular com passo intranquilo ao redor da mesa onde se achavam sentados seus irmãos à espera da avó. 
Por isso precisamente evitava ir a Halstead Hall, porque esse lugar sempre o punha excessivamente emotivo. 
Por que razão sua avó decidiu convocar aquela reunião precisamente ali? 
Oliver manteve a casa fechada durante anos. Cheirava a umidade e ferrugem; além disso, as estadias estavam tão gélidas como o Pólo Norte. 
A única sala em que os móveis não estavam cobertos com lençóis para protegê-los do pó era o gabinete onde o administrador de Oliver se encarregava de administrar o imóvel. 
Na biblioteca tiveram de retirar os lençóis protetores para poder levar a cabo aquela reunião, um encontro que a avó poderia perfeitamente convocar em sua casa da cidade. 
Sob circunstâncias normais, Oliver teria rechaçado a petição de reunir toda a família naquela propriedade desabitada. 
Mas desde o acidente que seu irmão Gabriel sofreu três dias antes, a relação entre os cinco irmãos e a avó era mais tensa que nunca, algo que evidenciava o inusitado silêncio dela a respeito do tema que queria abordar na reunião. 
Seguro que tramava algo, e Oliver suspeitava que não fosse do agrado de nenhum deles. 
—Que tal o ombro? — perguntou a Gabe sua irmã Minerva. —O que você acha? — resmungou Gabe, a contra gosto. 
O curativo aparecia por debaixo de uma enrugada jaqueta negra de montar a cavalo, e seu cabelo castanho cinzento estava revolto como de costume — Dói como um demônio. 
—Bom, tampouco é necessário que fale comigo assim. Eu não sou quem quase se mata nessa absurda corrida. 
Com seus vinte e oito anos, Minerva era a mediana dos irmãos — quatro anos mais jovem que Jarret, dois anos maior que Gabe, e quatro anos mais velha que Celia, a caçula da família. 
Mas, em seu papel de irmã maior, mostrava uma predisposição a exercer o papel de mãe do clã. 
Inclusive, se parecia fisicamente a sua mãe, com a pele branca, o cabelo castanho com mechas douradas e os olhos de uma tonalidade verde escura como os de Gabe. 

Série Os Demônios de Halstead Hall
1 - A Verdade sobre Lorde Stoneville
2 - Um Demônio em sua Cama
3 - Como Conquistar uma Lady Relutante
4 - Casando com um Lorde Selvagem
5 - Uma Lady Nunca se Rende
Série Concluída

19 de maio de 2012

Dois Destinos

Série Beije-me
Espião durante as Guerras Napoleônicas, sir Douglas Drury é um homem marcado pela desconfiança. 
De seu terrível passado, ele ainda carrega cicatrizes e inimigos. 
Ao ser emboscado em uma ruela de Londres, sir Douglas é inesperadamente salvo da morte certa. 
Contudo, logo sua gratidão se transforma em desapontamento. 
Sua vida foi salva por uma mulher... e francesa! Juliette Bergerine sempre procurou ser discreta. 
Mesmo assim, sua vida está em perigo. 
E agora, ela e Drury precisam buscar refúgio em uma mansão em Mayfair. 
Uma vez lá, a convivência forçada acaba por transformar o antagonismo inicial em um inesperado fascínio... 
E uma irresistível atração! 

Capítulo Um 

Levando em consideração toda a vida de Drury, suponho que realmente não deveria me surpreender. 
Mas é pena que a jovem mulher seja francesa. 
Todos nós sabemos como ele se sente sobre os franceses. — De a coleção de cartas de lorde Bromwell, famoso naturalista e autor de The Spiders Web, Londres, Ofegante, Juliette Bergerine acordou em meio aos lençóis amarrotados e olhou para o teto manchado acima dela. 
Fora um sonho, apenas um sonho. Não estava na França, não estava de volta à fazenda, e Gaston LaRoche se achava muito distante. 
A guerra terminara, Napoleão fora derrotado. 
Estava em Londres. Estava segura. Estava sozinha. 
Mas... O que era aquele som de passos arrastados? Podiam ser ratos nas paredes, mas pareciam distantes demais. E aquele barulho? 
Um grito de dor vindo do beco sobre o qual sua janela se debruçava? 
Afastando os lençóis e o fino cobertor, Juliette se levantou da cama estreita e correu para a janela, erguendo a vidraça ao máximo. 
Vestida apenas com a combinação, ela estremeceu. 
O ar de setembro era frio e permeado dos cheiros de carvão queimado, lixo e estéreo. 
A meia lua iluminava o prédio meio arruinado do outro lado do beco e também o chão. 
Quatro homens com porretes, ou algum outro tipo de arma, cercavam um, outro homem que tinha as costas contra a parede de seu prédio. 
Observou com horror enquanto os quatro se aproximavam do sujeito, claramente prontos para atacá-lo. 
O homem solitário se agachou, disposto a se defender, a cabeça de cabelos negros se movendo de um lado para o outro enquanto esperava que o atacassem. 
Ela abriu a boca para gritar por socorro, então hesitou. Não conhecia aqueles homens; nem os atacantes, nem sua vítima. 
No bairro onde morava, todos podiam ser homens maus, envolvidos numa disputa sobre ganhos de roubos, ou aquilo podia ser uma briga entre ladrões. 
O que aconteceria se interferisse? Deveria mesmo tentar? 
No entanto, eram quatro contra um; por isso, não fechou a janela e, um momento depois, ficou contente por não tê-lo feito, porque o homem que estava sendo atacado praguejou... Em francês. 
Um compatriota!

Série Beije-me
1 - Kiss Me Quick
2 - Kiss Me Again
3 - Dois Destinos
4 - The Viscount's Kiss

15 de maio de 2012

A Promessa

Dinastia Warenne
Orgulho… depois de sua assombrosa travessia de volta a Inglaterra desde a China, o momento de triunfo que experimentou Alexi de Warenne se desvaneceu rapidamente. 

Em sua festa de boas-vindas, sua amiga de infância, Elysse Ou’Neill, começou a paquerar com um de seus amigos, obviamente para castigá-lo pelo tempo que tinha passado no mar. 
Mas quando Alexi encontrou Elysse resistindo desesperadamente nos braços daquele homem, aconteceu a tragédia. 
Em poucos dias Alexi teve que casar-se com ela para salvar sua honra… e logo abandoná-la. 
E engano… Elysse de Warenne reinava nos círculos da alta sociedade com sua inteligência e sua elegância, mas os rumores de que era uma esposa abandonada a perseguiam sem piedade. 
Elysse nunca ia reconhecer a verdade: que não tinha visto seu marido há seis anos, e que nem sequer tinham consumado seu casamento! 
Quando Alexi voltou inesperadamente para a Inglaterra, Elysse decidiu fazer o que fosse necessário para recuperar seu marido e ocupar o lugar que era seu no coração daquele homem. 

Nota revisora Ana Paula G.: Podem falar o que quiser de mim... que eu odeio Regência, e por ai afora.. Mas NUNCA passei tanta raiva quanto senti ao ler este livro.Concordo com as meninas.
Ele é um ordinário safado...Mas não culpo somente o Alexi pela situação do casamento deles. 
A Elysse é uma chata, completamente escrava das aparências.Até quase o final do livro, ela somente pensa em não dar o que falar aos outros. Somente lá pelo final que ela realmente resolve reconquistar o marido.
Ele pode ser mulherengo, mas ela não fez ABSOLUTAMENTE NADA em seis anos parq tentar consertar o casamento deles.Ao contrário, paquerou com todos os homens,deixou que pensassem que era uma piriguete..huahaha..Não ...o Alexi teve toda a razão para fazer o que fez.Que heroína chata e sem personalidade! E eu que achava a Ariella,de UM AMOR PERIGOSO enjoada e capacho...não tinha lido o da Elysse ainda! 

Capítulo Um 

Askeaton, Irlanda 23 de março de 1833 
Fazia mais de dois anos que Alexi não voltava para casa, mas para Elysse O’Neill tinha parecido uma eternidade. Sorriu ao olhar-se no espelho de seu quarto. 
Acabava de arrumar-se para a ocasião, e sabia que sua emoção era evidente: estava ruborizada e tinha os olhos brilhantes. 
Sentia entusiasmo, porque, por fim, Alexi De Warenne tinha voltado para casa. Estava impaciente por escutar a narração de suas aventuras! 
Perguntou-se se ele perceberia de que já era uma mulher adulta. 
Durante aqueles dois anos tinha tido uma dúzia de pretendentes, por não mencionar que tinha recebido cinco pedidos de casamento. 
Sorriu de novo. Aquele vestido de cor verde clara favorecia muito seus olhos de cor violeta. 
Estava acostumada a suscitar a admiração masculina. 
Os rapazes tinham começado a olhá-la quando ainda era uma adolescente. Alexi também. 
Perguntou-se o que pensaria dela naquele momento. 
Não estava certa de motivo pelo qual queria que ele olhasse para ela aquela noite. 
Afinal, somente eram amigos. Impulsivamente puxou o vestido para baixo para mostrar um pouco mais de decote. Alexi nunca tinha viajado tão longe. 
Elysse se perguntou se ele teria mudado. 
Quando partiu para o Canadá em busca de peles, ela não sabia que passariam anos antes que voltasse, mas recordava sua despedida como se tivesse acontecido no dia anterior. 
Ele a havia olhado seu sorriso de galo de briga e tinha perguntado: 
— Vai estar usando um anel quando eu voltar? 
— Eu sempre uso anéis. — tinha respondido ela, flertando. Entretanto, perguntou-se se algum inglês a conquistaria antes que ele voltasse. Tomara! 
— Não me refiro aos diamantes. — tinha replicado ele, com as pálpebras fechadas pela metade para ocultar o brilho de seus olhos a Elysse. 
Ela encolheu seus ombros. — Eu não posso evitar ter tantos pretendentes, Alexi. Certamente haverá mais ofertas de casamento, e meu pai saberá qual deve aceitar por mim. 
— Sim, suponho que Devlin se assegurará de que tenha um bom casamento. Ficaram se olhando. 
Algum dia, seu pai encontraria um bom par para ela. 
Ela tinha ouvido seus pais falando daquilo, e sabia que eles queriam que fosse um casamento por amor. 
Isso seria perfeito. 
— Se ninguém se interessar, me sentiria muito ofendida. — disse ela. 
— Não parece suficiente estar sempre rodeada de admiradores? 
— Espero estar casada quando cumprir os dezoito anos! — exclamou Elysse. 
Seu décimo oitavo aniversário seria no outono, seis meses mais tarde, enquanto Alexi estaria no Canadá. 
Ao pensar nisto, seu coração se encolheu de uma maneira estranha. 
Com desconcerto, tentou afastar-se daquele sentimento de medo e sorriu alegremente. Pegou as mãos dele. 
— O que vai me trazer desta vez? Sempre trazia um presente para ela quando voltava das travessias. 
Depois de uma pausa, Alexi respondeu brandamente. — Vou trazer uma pele de zibelina da Rússia, Elysse. Ela ficou surpreendida. 
— Mas se vai ao Canadá. 
— Sei aonde vou. E vou trazer uma pele de zibelina da Rússia para você. Elysse o tinha olhado com receio. Estava segura de que estava brincando com ela. 
Ele tinha somente dado um sorriso para ela. 
Depois, Alexi se despediu de resto de sua família e saiu da casa, enquanto ela entrava apressadamente a tomar chá no salão, onde sempre a esperavam, com impaciência, seus mais recentes admiradores…









Dinastia Warrene

1 - O Conquistador
2 - A Promessa da Rosa
3 - O Jogo
4 - O Prêmio
5 - A Farsa
6 - A Noiva Roubada
7 - A Filha do Pirata
8 - A Noiva Perfeita
9 - Um Amor Perigoso
10 - Uma Atração Impossível
11 - A Promessa
12 - Casa dos Sonhos
13 - Amor Escandaloso
14 - Depois da Inocência
Série concluída