22 de julho de 2012

Desejo Selvagem

Série Some Like It
Era para ser seu maior disfarce...

Pamela Darby precisa de um homem, de preferência um rude escocês com mais força do que cérebro.
Decidida a salvar sua irmã, impedindo que tenha que vender sua virtude, a esperta beldade precisa contar com um musculoso espécime que se faça passar pelo herdeiro desaparecido de um ducado.
Pamela planeja cobrar uma generosa recompensa e após isso, se afastar dele.
Por sorte para a descarada beldade, pode ser que o sedutor ladrão de olhos prateados, que acaba de deter sua carruagem seja seu homem…
Connor Kincaid renunciou a seu sonho de reinstaurar a honra de seu clã.
E agora esta valente inglesa lhe pede que tome parte em uma perigosa charada que poderia fazer com que ambos acabassem na forca.
Connor, que nunca foi homem capaz de resistir a um bom desafio ou a atração de uma bela mulher, faz um pacto com o diabo que poderia selar o destino dos dois.
O ladrão e a beldade viajam a Londres como inimigos e aliados.

Comentário revisora  Ana Julia: Realmente o livro é uma graça, a leitura flui, é um florzinha que conta a história do irmão da mocinha do livro anterior, Connor, que se faz passar pelo filho perdido de um duque por sua herança, e Pamela nossa mocinha, filha de uma atriz que o coloca “nessa enrascada”.
O livro é divertido, envolvente, cativante. Boa leitura.

Capítulo Um

Highlands escocesas 1814.
 —Não necessito de um homem. — declarou Pamela Darby. Disse com a mesma naturalidade e convicção com que poderia ter dito «Necessito um pedaço de fita para arrumar a borda de meu vestido» ou «Necessito um nabo fresco para o guisado desta noite».
Sentada no assento de frente do carro, sua meia-irmã Sophie levantou a vista do desgastado exemplar de La Belle Assemblée.
A revista já estava antiga após duas temporadas, mas isso não impedia Sophie de suspirar olhando os coloridos modelos de vestidos ou ler atentamente as recomendações sobre o tom de ruge que faria mais atraentes as bochechas de uma dama.
—O que preciso —continuou Pamela — «precisamos» — emendou — não é um homem qualquer, a não ser um moço escocês alto e forte que tenha mais força muscular que cérebro. Um moço — acrescentou, enrouquecendo a voz e imitando tão bem o cantante e miserável acento escocês que teria orgulhado a Bonnie, o príncipe Carlos — que se deixe dirigir por duas ardilosas moças mais espertas que ele.
—E essas moças seríamos nós, suponho? —disse Sophie, arqueando uma sobrancelha em gesto de cumplicidade; enrugou o nariz e se moveu inquieta no desgastado assento, pois o carro iniciou outro lance pedregoso do caminho que lhes insultava a inteligência chamando-se assim
— E como pensa encontrar? Pedimos ao chofer que pare no seguinte povoado e coloque um folheto? Compreendendo que sua irmã lhe seguiria o jogo com essa tola ideia,
Pamela mordeu o lábio, pensativa:
—Mmm, não é má ideia. Não tinha me ocorrido à questão do folheto. Por exemplo, um que diga: «Procura-se: Escocês lerdo, de pescoço gordo, para que se faça passar pelo herdeiro de um duque perdido há muitos anos». Talvez poderíamos colocar um na praça do mercado de cada povoado que vamos passando.
—Como o que vimos no último povoado, advertindo que há um perigoso bandoleiro, com um preço por sua cabeça, que aterroriza estas mesmas estradas, roubando viajantes e violando mulheres inocentes?
As burlonas palavras de Sophie fizeram cair bruscamente Pamela do voo da fantasia às duras pedras da realidade. Recordava muito bem o folheto.
Acompanhava o tosco desenho de um homem mascarado de mandíbula dura, uma pistola na mão e um brilho de crueldade nos olhos.
Sem querer se sentiu atraída e passou brandamente as pontas dos dedos pela bochecha direita seguindo o contorno de uma atrativa covinha incongruente com o resto dos traços.
Não pôde evitar pensar o que podia levar um homem a desafiar a lei e os mandamentos de Deus roubando o que desejava em lugar de comprá-lo. 
Quando Sophie se aproximou se apressou a dar as costas ao folheto, não fora que esta descobrisse na acerado olhar do bandoleiro um reflexo do crescente desespero que ela sentia. 
A lembrança desse olhar lhe fez baixar um estremecimento pela espinha. 
Sabia angustiosamente bem que duas mulheres sozinhas viajando por essas terras inóspitas de clima cru se expunham a ser alvos bem mais que olhadas desconfiadas e desaprovadoras. 
Mas careciam dos meios para empregar criados que lhes dessem um ar de respeitabilidade ou a cavaleiros que protegessem o carro que alugaram ao desembarcar da diligência pública em Edimburgo. 
Simplesmente teriam que confiar no ancião chofer e seu velho mosquete para que lhes defendesse a vida e a virtude. 
Obrigou-se a esboçar um alegre sorriso. 
—Pelo que me disseram destes selvagens highlanders, inclinam-se mais a violar suas ovelhas que às mulheres. 

Série Some Like It
1 - Paixão Diabólica
2 - Desejo Selvagem
Série Concluída

A Voz do Coração

Theodosia Worth adorava sua irmã Lillian por isso a jovem estava disposta a sacrificar-se.

Lillian e seu marido Upton não haviam podido ter filhos o que enchia de tristeza a sua irmã, assim Theodosia decidiu que conceberia um filho e o entregaria ao casal.
Com essa idéia em mente viaja de Boston ao oeste para encontrar-se com um investigador que lhe desse trabalho e ao mesmo tempo ela espera, aceite ser o pai do bebê.
Mas se apresenta um obstáculo em seu caminho, o homem que deve levá-la até o povoado de Templeton onde se encontra o investigador, Roman Montana.
Theodosia sempre metida em seus livros e investigações não conhece o que é o desejo nem a atração até que conhece o atraente rancheiro. A partir desse momento todos os planos da jovem virão abaixo…Para Roman a jovem não é mais que um obstáculo em sua vida, mas necessita o dinheiro desse trabalho para poder cumprir seu sonho de ter um rancho. O que não espera é que essa bostoniana insofrível derrube as barreiras de seu coração.

Capítulo Um

- Doutor Wallaby, estaria disposto a me fecundar?
Alheia às horrorizados olhares dos passageiros mais próximos a bordo do trem, Theodosia abraçou a gaiola do louro contra seu peito, recostou-se no assento e examinou como soava sua pergunta. Desde que tinha deixado Boston cinco dias atrás, tinha estado meditando a respeito daquele pedido tão peculiar. Agora sentia a necessidade de escutá-lo com seus próprios ouvidos.
Mordiscando o lábio inferior, olhou pela janela e viu um bosque de enormes nogueiras americanas. A prímula e os cardos pintavam a borda do arvoredo de vivos matizes de rosa e arroxeado, e mariposas amarelas revoavam por cima das flores como borbulhas convertidas em ouro pelo beijo do sol.
Mas a beleza da paisagem começou a desvanecer-se lentamente. Não podia concentrar-se em nada que não fosse o estimável doutor Wallaby. De fato, Theodosia imaginava que via o rosto do célebre cientista nos reflexos do vidro da janela.
- Doutor Wallaby - começou a ensaiar de novo -, é necessário que eu conceba um filho. Você cumpre todos os requisitos no referente à paternidade do bebê, e me agradaria que aceitasse ser o pai.
O ato requerido para a concepção é, claro, um mero procedimento científico, e não acredito que me equivoque ao pensar que pode levar-se a cabo de um modo totalmente objetivo e, sem dúvida, em um tempo relativamente curto.
Murmúrios de assombro e cochichos encheram o compartimento. Theodosia fixou sua atenção em seus companheiros de viagem e se deu conta de que a observavam boquiabertos.
- Me desculpem por tê-los incomodado. Falava comigo mesma.
- Falava comigo mesma - repetiu João Batista. - Awk! - Chiou o louro e orvalhou a saia azul escuro de Theodosia.
Arrulhando a seu pássaro, ela enfrentou diretamente os olhares de todos.
- Permitam que me explique. Sou de opinião de que o ouvido deve escutar os pensamentos antes que a mente seja capaz de compreender todo seu significado e mantê-los em uma ordem separada e precisa. E se o pensamento de alguém se refere a um problema específico, é bastante provável que o mesmo problema se resolva se o pronunciamos em voz alta. Essa é a razão pela qual falo comigo mesma.
João Batista mostrou o bico entre os barrotes de sua gaiola.
- Essa é a razão pela qual falo comigo mesma - imitou.
Theodosia pulverizou algumas sementes de girassol na gaiola da ave e voltou a dirigir sua atenção a janela. Enquanto acariciava seu pequeno broche de rubis em forma de coração e as delicadas correntinhas de ouro que penduravam dele, notou que o trem diminuía a marcha. Estavam chegando a Oates Junction. Ela pinçou em sua bolsa de rede e tirou a folha de papel com o nome do indivíduo que o doutor Wallaby tinha disposto que a escoltasse até Templeton. “Roman Montana - leu. - Alto. Cabelo longo e moreno. Olhos azuis.”Theodosia supunha que o senhor Montana estaria na estação esperando-a, mas se preparou para a possibilidade de que não fosse assim. Upton lhe tinha explicado que no Sul as pessoas eram mais lentas, que seu estilo de vida era pausado. Não estava segura dos motivos que havia atrás dessa lentidão, mas decidiu que provavelmente Roman Montana chegaria tarde.
A sombra de irritação que sentiu a impulsionou a tomar uns momentos para analisar seu estado de ânimo. O trem nem sequer se deteve por completo, e ela já se impacientava ao pensar em Roman Montana. - Theodosia - se repreendeu em voz alta - a impaciência é um sentimento que raramente resulta vantajoso e freqüentemente leva a verdadeira irritação. Se efetivamente Roman Montana for pouco pontual, aceitará com serenidade e terá em conta que nem todo mundo é tão pontual como você.
No instante em que pronunciava essa declaração, o trem se deteve entre bufos. Theodosia calçou as luvas e afastou Montana de sua mente. Depois de tudo, recordou a si mesma, não tinha viajado de Boston para gozar da companhia de um texano apático de cabelo comprido chamado Roman Montana.
Theodosia soprou e quase se asfixiou com o calor abrasador que invadiu seu peito.
 - Diria-se que há um fogo invisível no ar do Texas.
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Um Futuro De Esperança

Saga da Família Lester


Jack Lester tem que encontrar uma noiva. . .

Mas onde ele poderia encontrar a mulher perfeita? 
Ela tem que ser amável, atraente, ter boa conversa. . . e o mais importante, tem que aceitá-lo como ele é: diabolicamente bonito, charmoso e, tanto quanto se sabe, pobre como um rato de igreja! 
Se a sociedade de Londres descobre a sua riqueza escondida, ele nunca vai encontrar a mulher certa.
O coração de Jack dispara quando ele põe os olhos em Sophie Winterton. 
Ela é tudo que ele deseja e mais... porém ele é pego em sua própria armadilha. 
Acreditando que Jack precisa se casar com uma mulher rica, Sophie rejeita todos os seus avanços, certa de que ele nunca iria se casar com uma moça pobre como ela. 
Num jogo de gato e rato, poderá Jack convencê-la que é a mulher que ele quer e que ele é o marido que ela merece? 



Saga da Família Lester
1. As Razões do Amor
2. Um Futuro de Esperança
3. Armadilha de Amor
4. Uma Esposa à sua Medida
Série Concluída

16 de julho de 2012

A Dama e o Libertino

O senhor do vício...

Quintus MacLachlann é do tipo arrogante que jamais se desculpa.
Quando recebe a missão de fingir estar casado a fim de sé infiltrar na sociedade de Edimburgo, ele saboreou a chance de ser o marido de Esme, que, embora belíssima, o detesta. ... e a senhora da virtude?
Esme não esconde sua profunda antipatia pelo desonrado libertino.
Ele é a última pessoa no mundo que ela consideraria se casar, simular um casamento ou qualquer outra coisa.
Mas ser forçada a atuar como esposa de um homem tão sedutor quanto ele pode criar sentimentos reais de desejo...

Capítulo Um

Londres Fevereiro, 1817
Esme McCallan andava impacientemente de um lado para o outro no escritório de advocacia em Staple Inn.
De trás da porta fechada, podia ouvir as vozes sussurradas e passos de clientes chegando para se reunirem com outros advogados.
Alguns dos passos eram tão ligeiros quanto os de Esme, outros lentos, arrastados e derrotados.
Nenhum deles pertencia ao seu irmão.
Esme detestava esperar, como Jamie sabia muito bem, todavia já eram quase 3h30 de uma tarde gelada e úmida, e Jamie ainda não chegara lá para encontrá-la, embora tivesse sido ele quem marcara o horário.
Só havia uma coisa que podia irritá-la mais e... 
Aconteceu. Quintus MacLachlann entrou no escritório sem ao menos bater à porta antes.
É claro que ela não o ouvira aproximar-se; o homem se movia tão silenciosamente quanto um gato.
Vestindo um casaco de lã marrom, colete azul, camisa branca aberta no colarinho e calça bege larga, alguém poderia facilmente presumir que ele era filho de camponeses e ganhava seu sustento lutando boxe.
Apenas sua voz e seus modos prepotentes de lorde sugeriam que ele era alguma outra coisa.
Se não a verdade: que era o filho imoral e renegado de um nobre escocês, e que desperdiçara todas as vantagens que sua família rica e posição haviam lhe proporcionado.
— Onde está Jamie? — perguntou ele com aquela combinação de arrogância e familiaridade que ela achava particularmente irritante.
— Eu não sei — replicou Esme enquanto se sentava na beirada da pequena cadeira preta e oval que seu irmão mantinha para clientes.
Ela alisou uma prega no colo de seu casaco de pele marrom e ajustou sua touca sem adornos, de modo que esta ficasse mais propriamente centrada em seus cabelos castanhos. — Isso não se parece com ele — observou MacLachlann desnecessariamente enquanto se recostava contra as prateleiras que guardavam os livros de advocacia de Jamie. 
— Ele ia encontrar alguém? 
— Eu não sei — repetiu ela, silenciosamente censurando-se por sua ignorância. — Não estou informada de todos os compromissos que meu irmão faz. 
Os lábios carnudos de MacLachlann se curvaram num sorriso insolente, e seus olhos azuis brilharam com divertimento.
— O quê? A mãe galinha não sabe sobre cada passo que seus pintinhos dão? 
— Não sou mãe de Jamie, e uma vez que Jamie é um homem adulto, com uma cabeça boa e uma educação que ele não desperdiçou, então não, eu não controlo todos os passos dele. 
Suas palavras não produziram efeito sobre o perdulário, que continuou sorrindo como um tolo. 
― Não? Bem, Jamie não está com uma mulher, de qualquer forma, a menos que ela seja uma cliente. Ele nunca se dá ao luxo desse tipo de coisa durante o dia. 
Os lábios de Esme se apertaram. 
— Então há mais alguma coisa que a mãe galinha não sabe, certo? — falou MacLachlann com uma risada que a fez se sentir como se tivesse entrado em algum tipo de estabelecimento onde todas as espécies de indecência ocorriam... Provavelmente o tipo de lugar que MacLachlann mais frequentava, talvez até mesmo o lugar onde passava todas as suas noites. 
— A vida privada de meu irmão não é da minha conta — disse ela, sentando-se ainda mais ereta e dando a MacLachlann um olhar cáustico. — Se eu estivesse por dentro de todos os assuntos de Jamie, saberia por que ele contratou um malandro como você. 
O brilho nos olhos azuis de MacLachlann revelou outro tipo de fogo. 
— Isso teve a intenção de machucar, docinho de coco? — perguntou ele, enfatizando seu sotaque irlandês e usando uma expressão para chamá-la que ela odiava com todas as suas forças. — Em caso positivo, você não teve sucesso. Já fui insultado de maneiras que curvariam os dedos de seus pés dentro de botas de sola grossa.
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15 de julho de 2012

Segredos de um Cavalheiro

Série Willowmere
Eve Hawthorne se casou jovem com um encantador oficial do exército, porém, pobre. 

Ao enviuvar herdou pouco mais que algumas bagatelas. 
Estava tão desesperada para se livrar de sua déspota madrasta, que aceitou trabalhar como acompanhante das primas americanas do Conde de Stewkesbury, mas temeu por sua reputação após flertar com um bonito cavalheiro que era ninguém além de Fitz, o irmão do Conde. 
Tentar demonstrar que era uma mulher responsável, enquanto Fitz a provocava sem descanso, já era duro por si só, mas a aparição de um chantagista que parecia muito interessado em seu primeiro casamento, piorou ainda mais a situação. 
Como o conde estava fora, só podia pedir ajuda a Fitz, mas não sabia se confiar naquele solteiro inveterado poderia ser prejudicial ao seu coração... 

Comentário revisora Marilda: Continuação digna do primeiro livro. Envolvente e bastante divertido. 
A mocinha, com algumas palavras duras, consegue transformar o mocinho num cavalheiro muito responsável e correto. 
Dura tarefa, já que o rapaz só pensava em curtir a vida loucamente. 
Mais uma das primas americanas do conde encontra o amor, e apesar de todos os contras, conseguem também o final feliz merecido. Como tudo dá certo nesses livrinhos!!! Gostei e recomendo. 

Capítulo Um 

Eve Hawthorne partiria em questão de dias, e já começava a saborear o gosto da liberdade. 
Adeus aos sermões de uma madrasta que era apenas oito anos mais velha que ela, adeus aos frios olhares de desaprovação que recebia toda vez que fazia algum comentário que era considerado frívolo, adeus aos absurdos intentos de casá-la com qualquer viúvo ou solteiro que, na opinião de sua esperançosa madrasta, pudesse estar disposto a se casar com ela. 
 O marido de Eve, o comandante Bruce Hawthorne, estava morto há dois anos e além de deixá-la só aos vinte e seis anos, deixou-a também na mais completa miséria. 
Os Hawthorne eram bastante esbanjadores, e como Bruce era o filho caçula do segundo filho de um conde e só podia dispor de seu soldo como militar, teve dificuldades para viver de acordo com suas possibilidades; de fato, como o pouco dinheiro que sobrou após a sua morte, Eve não conseguiu quitar todas as dívidas que deixara pendentes e foi obrigada a vender os móveis e a maioria de seus pertences para pagar os credores, e depois teve que se conformar em voltar a morar novamente na casa de seu pai. 
 Voltar a depender do reverendo Childe, após oito anos de casamento, oito anos nos quais foi dona de sua vida e de sua própria casa, já teria sido duro o suficiente, mas como ele voltou a ser casar novamente vários anos atrás, não só estava vivendo da caridade de seu pai, mas também da caridade de sua madrasta, e nenhuma das duas estava contente com a situação. 
Como estava decidida a se entender bem com ela durante aqueles últimos dias, sem o habitual morde e assopra, obrigou-se a olhá-la com um sorriso cortês e comentou: 
 — Está um dia lindo, Imogene. A temperatura está muito agradável, embora seja setembro. Julian já assistiu às aulas de hoje. Já te falei como se saiu bem no latim? Eve percebeu que não foi feliz com o comentário assim que as palavras saíram de sua boca. 
Mesmo que Imogene Childe se orgulhasse da inteligência e da educação de seu filho, invejava-a, porque não possuía a educação clássica que ela recebeu pelas mãos de seu pai. 
Não gostava que a recordassem que sua enteada colaborava com o aprendizado de Julian enquanto ela, sua própria mãe, não podia fazer o mesmo.
 — Estou ciente de como Julian está avançado nessa matéria, mas não conseguiu isso deixando de lado seus estudos e saindo para brincar 

Série Willowmere
1 - Segredos de uma Dama
2 - Segredos de um Cavalheiro
3 - Um Caso sem Fim
Série Cnoncluída

A Vingança do Conde

No Amor e na Guerra , vale tudo...

Deidre Fenton está determinada a ajudar seu incorrigível irmão a livrar-se de sua mais recente aventura, um romance com uma famosa atriz a qual, segundo os rumores, tem carta branca com o infame Conde de Rathbourne.
Apesar das lembranças da noite em que o Conde quase a fez perder a cabeça, de fúria e de paixão, Deidre pretende regularizar a situação do irmão e depois encontrar um homem bom e íntegro para se casar.
Ela não quer amor, e muito menos a dor de um coração partido.
Mestre da estratégia no campo de batalha e fora dele, Rathbourne descobre que tentar derrubar as defesas de uma mulher, que se recusa a acreditar em finais felizes é como tentar vencer uma batalha morro acima.
Depois de esperar cinco anos para por Deidre em seu devido lugar, sua casa, sua cama e seu coração, Rathbourne pretende usar seu poder de persuasão para vencer aquela batalha junto da mulher que ama.

Capítulo Um

Londres e Bruxelas,
O olhar indolente de Lorde Rathbourne passou pelos fre­qüentadores barulhentos do salão de jantar e então voltou a fixar-se em seu acompanhante.
— Desculpe-me, Wendon, não estava ouvindo.
O Visconde Wendon, que tinha a mesma idade de seu amigo, apesar de apresentar feições mais infantis, agora se recostava a sua cadeira, a qual balançava precariamente sobre as duas pernas de trás. Fez com que ela voltasse à posição normal, no chão acarpetado e apoiou os cotovelos sobre a toalha de linho cor de creme da mesa.
— Eu disse apenas, Gareth, que, a não ser no regimento, nós, veteranos, nos tornamos indistintos em nossas paten­tes e postos, para qualquer propósito e intenção. Venho ten­tando chamar a atenção de nosso estimado taverneiro, mas sem sucesso. Imagino que o pobre homem possa ter seus motivos para se sentir atarantado, com tantos homens que­rendo abrigo em sua casa, mas será que o infeliz não conse­gue enxergar a qualidade quando esta se apresenta a seus olhos? Aqui estamos nós, dois pares do reino, e totalmente negligenciados como se fôssemos dois simples camponeses!
A reclamação bem humorada trouxe uma sombra de sor­riso aos lábios do pensativo Conde.
— Fale por si mesmo — ele respondeu e, voltando-se, olhou diretamente para o taverneiro, e fez um movimento quase imperceptível com os dedos.
Em questão de segundos, o homem estava ao seu lado, murmurando desculpas, e ano­tando o pedido da refeição que ele e Wendon queriam, a me­lhor que a casa poderia oferecer.
— Ensopado de carne! — continuou reclamando o Visconde quando o homem se afastou — Comíamos melhor quando estávamos servindo com Wellington! — Ele se interrompeu ao ver a expressão espantada de Rathbourne e acrescentou depressa — Bem, em certas ocasiões, pelo menos.
— Sim, muito poucas e raras — Rathbourne reclinou-se na cadeira e serviu mais uma taça de Burgundi ao amigo.
Levando a taça até diante do nariz, Wendon aspirou o buquê do vinho, murmurando,
— Maravilhoso! Fico imaginando... Acha que se impor­tavam conosco enquanto estávamos passando os melhores anos de nossas vidas naquelas trilhas esquálidas pela pe­nínsula, perseguindo os distantes exércitos de Bonaparte?
— Nem sempre distantes — Rathbourne corrigiu, sem sorrir — Temos sorte. Voltamos inteiros. Milhares não con­seguiram tal proeza.
Wendon assentiu e, segundos depois, indagou,
— Sente falta daquilo tudo?
— Do quê? Da fome, da exaustão, das execuções, a selvageria desnecessária, a perda de amigos que conhecia desde os tempos de escola. O que acha?
— Bem, então por que não pediu baixa?
Rathbourne esperou que a tensão em seus ombros rela­xasse um pouco para responder,
— Quem sabe? Idealismo de juventude, talvez. Lealdade aos companheiros. Sentido de dever para com o Rei e o país. Já faz tanto tempo! Mal me lembro. Às vezes tenho de me lembrar que a guerra acabou que não sou um oficial autocrático, cujas ordens devem ser imediatamente obedecidas. Acho que ainda vai demorar para que eu consiga recupe­rar modos mais civilizados e voltar a ser como antes. Tenho bem pouca experiência como Cavalheiro galante.
O Visconde soltou uma risada e algumas cabeças se voltaram para olhá-lo com certa reprovação. Baixou a voz para comentar,
— Gareth, seu patife!

Um Higlander Nunca Se Rende

Série MacGregors

O desejo é a arma mais mortífera de todas… 

Hábil com a espada e ardilosa, a rebelde escocesa Claire Stuart não pode ser domada. 

E nada pode impedi-la de resgatar sua querida irmã e salvar ambas de um matrimônio arranjado, nem sequer o belohighlander que jura proteger Claire. 
Seu olhar ardente e seus beijos apaixonados a levam a beira da rendição, mas ela não pertence a homem nenhum... 
Graham Grant tem a todas as moças que pode desejar. Mas jamais conheceu a nenhuma tão teimosa ou bonita quanto Claire...Nem a nenhuma com uns planos tão desesperados e perigosos. 
Ao lhe dar sua ajuda poderia trair sua própria honra seu país e algo muito mais importante. Graham não pode reclamá-la. 
Mas todo o seu ser grita: tome-a, a faça sua, lhe ensine o prazer e jamais a deixe partir.

Capítulo Um 

Escócia Outono de 1659 

Tudo saiu terrivelmente errado. O que mais temia se cumpriu. 
O fedor de vinho barato e cerveja enchia a taverna como uma densa névoa, e se instalava sobre a mesa onde Graham Grant, primeiro no comando do poderoso clã MacGregor, estava sentado olhando seu amigo, o décimo primeiro Conde de Argyll, engolindo sua quarta caneca de cerveja. −Este assunto de Connor Stuart pesa sobre você. 
Robert golpeou a mesa com a caneca e dirigiu seu olhar de pálpebras pesadas para ele: 
−Por que diz isso? 
−Está se embebedando, e mastiga mais do que posso suportar nos últimos tempos. 
−Só tomei quatro canecas −respondeu Robert com uma careta
−. Eu te vi beber mais do que o dobro disso. Seu sorriso zombador não necessitava de nenhuma explicação, mas Graham a deu de qualquer jeito. 
−Sou um Highlander – ele disse e levou a caneca a sua boca. −Posso beber tanto como qualquer de vocês −Robert se virou em sua cadeira, cambaleou, se recompôs, e tentou chamar a atenção de uma garçonete morena. Teve êxito, mas Lashai, com um pronunciado decote, olhou para Graham. 
Graham a olhou dos pés a cabeça, pensando que era uma pena ter que manda-la embora, mas a ultima coisa que seu amigo necessitava era de mais cerveja. 
Um movimento sutil com a cabeça era tudo o que ela precisava para ir em frente, fingindo não ter visto o sinal de Robert. 
−Maldição! −disse Robert, e chamou outra garota. 
−Rob. −O que? −Me olhe −Graham falou muito sério, e Robert obedeceu−. Não ser capaz de encontrar Stuart não é nada do qual se deva envergonhar. O homem é tão esquivo quanto Callum. Pegue uma moça para a noite e esqueça seu dever. 
Robert jogou a caneca, passou a mão por seu cabelo escuro e deu um olhar a Graham que dizia que seu amigo nunca poderia entender o que sentia. 
−Graham, o general Monck me ordenou encontrá-lo. Desde que era menino quis servir ao reino. E agora que me concedem essa honra, falhei. 
−A quem lhe falhou, Rob? −perguntou-lhe Graham e piscou o olho a uma formosa para uma moça que chamou sua atenção. 
Esticou suas longas pernas nuas diante dele, cruzando suas botas pelos tornozelos, e bebeu o resto de sua cerveja
−. Oliver Cromwell morreu. Richard, seu filho pacifista, foi expulso de sua posição pelos tiranos militares que afirmam odiar o despotismo e, entretanto lutam pelo poder para governar o país. 
−Mas alguém tem que nos liderar, Graham. O general Monck foi um dos guerreiros mais temíveis de Cromwell no Novo Modelo de Exército. 
−Sim −Graham lhe deu a razão sarcasticamente−. Tão grandes foram suas vitórias sobre os realistas na Escócia que o velho Lorde Protetor o nomeou governador do país que tão habilmente havia submetido. Seu país− adicionou Graham com um olhar mordaz. 
−Isso foi ha muitos anos − Robert assinalou −. Ele foi justo com nosso povo e rechaçou a dissolução do Parlamento. 
Graham bocejou. −Além disso, o mais provável é que John Lambert obtenha o título. Lembre-se, ele manda sobre todas as forças militares na Inglaterra.
Uma visão captou o olhar de Graham, o distraindo, por sorte, da tediosa paixão de seu amigo pela política: a encantadora Lianne. 
A moça penetrou em seus pensamentos em várias ocasiões desde que saiu de sua cama na noite anterior. Lançou um olhar abrasivo sobre seu corpo enquanto ela se aproximava de sua mesa, levando uma jarra de cerveja. 
Aqui estava o tipo de paixão que Rob necessitava. 
Quando Graham saiu de sua casa em Skye ha dois anos com o recém-renomado Conde de Argyll, foi com a promessa de ensinar ao senhor com cara de pêssego como manter o equilíbrio entre o prazer e a obrigação. 
Robert ainda tinha que experimentar os prazeres que uma moça podia oferecer. 
Graham fixou seus olhos nele. O que diabos estava esperando?O amor? 
Graham quase bufou em voz alta. Não havia lugar para o amor na vida de um guerreiro. 
Um homem era ou um marido ou um grande guerreiro. Não se podia ser as duas coisas de uma vez. Graham fizera sua escolha fazia muito tempo.
Era um grande guerreiro porque não temia à morte. Não tinha nada a perder, nenhuma vida para destruir. 
O inferno…

Série MacGregors
1 - O Lord da Névoa
2 - Um Higlander Nunca Se Rende
Série Concluída

A Fera das Highlands

Trilogia Highlanders

Este é o segundo livro desta série de noivas roubadas e conta a história do Laird Connor Lindsey ede Brina Chattan, uma candidata a freira.

Comentário revisora Cacau:Confesso que não havia percebido que a série teria um tema fixo que no caso são as noivas serem levadas a força por seus parceiros, e que também não sou muito fã de séries de livros que repetem o mesmo assunto em todas as histórias, daí achei o início do livro meio monótono pois esperava uma história diferente e com mais pegação. 
Quando Brinna é sequestrada novamente, o rumo do livro muda e comecei a gostar bem mais dos acontecimentos pois a ação se intensifica, apesar da pegação continuar pouca :-).
No final também são apresentados alguns personagens bem interessantes que pelo visto terão seus próprios livros.

Capítulo Um

— Venha, minha beleza, vamos ver se podemos impressionar alguém esta noite com nossa habilidade. Brina deu um leve tapa na égua ao lado do pescoço do animal, e este sacudiu sua crina sedosa.
Ela sufocou uma risada antes que aquele gesto traísse àqueles em torno o quanto estava ansiosa para deixar o castelo de seu pai.
Ela subiu nas costas da égua, e o animal soltou um som mais alto de excitação. Brina apertou o animal com suas coxas e inclinou-se sobre seu pescoço.
— Eu concordo minha beleza. Ficar parado é muito chato. Brina manteve a voz baixa e deu liberdade a égua. O animal fez o caminho em direção ao portão, ganhando velocidade rapidamente.
Brina permitiu que seu riso escapasse, assim que ela e a égua cruzaram o pesado portão de ferro que ainda estava levantado.
— Não permaneça fora por muito tempo... O crepúsculo está quase caindo... — O soldado Chattan alocado para guardar a entrada principal do Castelo Chattan gritou para ela, mas Brina nem sequer virou a cabeça para reconhecer o homem.
Estar prometida para a igreja tinha algumas vantagens afinal de contas.
Seu manto sem cor voou atrás dela, porque a roupa era simples e carecia de qualquer detalhe que pudesse lisonjear sua figura.
Havia apenas duas fitas pequenas que se abotoavam nas suas costas, a fim de impedir que o feitio do vestido fosse demasiado incômodo.
— Mais rápido... A égua pareceu entendê-la e a levou ao terreno rochoso com avidez.
O vento estava fresco, quase frio demais para o Outono. Brina inclinou-se e sorriu enquanto se movia em uníssono com o cavalo.
A luz estava desaparecendo rapidamente, mas a noite que se aproximava não lhe causava nenhum pouco de preocupação.
Ela era uma noiva de Cristo, o vestido simples que usava era mais poderoso até do que o fato de seu pai ser o laird dos Chattan. Ninguém iria mexer com ela, mesmo após o dia se transformar em noite.
Mas aquela segurança vinha com um preço, assim como todas as coisas na vida.
Ela endireitou-se enquanto a égua se aproximava da mata, e viu o homem de seu pai esperando por ela. Bran tinha servido como soldado por muitos anos, e ele tinha idade suficiente para ser seu pai.
Ele franziu a testa para ela enquanto deslizava do lombo da égua.
— Você cavalga rápido demais. Brina acariciou o pescoço do cavalo por um momento, silenciando as primeiras palavras que vieram aos seus lábios.
— O que isso importa Bran? Estou prometida para a igreja, e não noiva como minhas irmãs.
Ninguém se importa se cavalgo montada. Se ela tivesse sido a primeira ou segunda filha de Robert Chattan, haveria muitos que argumentariam contra ela cavalgar montada como um homem, porque a maioria das parteiras concordava que fazer isso iria deixaria uma mulher estéril. Bran grunhiu.
— É a velocidade com a qual você cavalga que a maioria das pessoas consideraria muito intrépida para uma futura freira. Brina não conseguiu mascarar o seu sorriso.
— Mas eu serei uma freira das Highlands, não uma daquelas freiras Inglesas que tem medo de suas próprias sombras. O Soldado de seu pai sorriu.
— Sim, você é isso, tudo bem, e tenho pena daqueles que se esquecerem disso quando você estiver na abadia treinando para se tornar a madre superiora.


Trilogia Highlanders
1 - Para Conquistar um Highlander
2 - A Fera das Highlands
3 - O Highlander Mais Quente
Trilogia Concluída

8 de julho de 2012

Dominando Meu Viking

Sigurd Thorgest nunca perdoará aquela garota irritante por forçá-lo a andar pela aldeia viking sem roupas. O que Sigurd e Hilde têm em comum? 
Absolutamente nada... 
Eles se odeiam, gostariam de arrancar as tripas um do outro...E eles estão casados?...Um com o outro. 
Quando Hilde é sequestrada e Sigurd é forçado a comprá-la de volta por um preço elevado, decide ensinar sua jovem esposa as tarefas árduas de sua nova condição...  


Comentário revisora Célia Carvalho:De todos os vikings que revisei, esta é de longe a historia mais engraçada. Estou começando a achar que as escritoras não sabem o que quer dizer "povos bárbaros" ...rss, mas, enfim, a histórinha é ótima e divertida. 
Uma mocinha independente e atrapalhada e um viking arrogante natural, porque, realmente, é 
"O" gostosão da aldeia, além de ser o líder. 
Esta mistura rende momentos hilários e tenho certeza de que " quarenta e poucas" de vocês irão adorar a " coisinha" , ops!! Quero dizer , o livro... kkkkk 


Capítulo Um 


Costa de Svealand, 867 dC. 
Sigurd Thorgest estava no alto, olhando para o gelado fiorde¹ que se estendia à sua frente. 
Cada centímetro de sua pele nua estava arrepiada sob o ar frio da primavera precoce. 
Ele esperava que Nerthus, a Deusa do Sol brilhasse calorosamente sobre eles em breve. 
Os ataques das últimas luas tinham sido rentáveis, dando a ele e seus guerreiros um saque grande o suficiente para prover o seu clã por semanas. 
E eles voltaram, também, com cinco novas escravas para vender. Ele não precisava de mais para si próprio, já que possuía seis. 
O suficiente para satisfazer suas necessidades. Sigurd não era um homem ganancioso Ah, sim. 
Eles comemoraram muito sua boa sorte, razão pela qual Sigurd estava agora pronto para dar esse mergulho gelado. Sigurd bufou e, então, gemeu enquanto o interior de seu crânio pulsava. 
Tinha encontrado diversão com duas de suas servas e uma merda de uma boa quantidade de cerveja, e estava sofrendo um pouco por abusar, talvez um pouco demais. 1 - Fiorde – uma longa e estreita lagoa entre precipícios altos, tipicamente formada pelo desgelo do mar, predominante na Noruega. 
Bem, pelo menos a sua ceia ficou onde estava, não como a de Ivar, que derramou todo o conteúdo de suas entranhas. Foi muito divertido 
Um poderoso rugido saiu da garganta Sigurd, quando saiu correndo para a água. 
Ele sentiu suas bolas recuarem no recesso de sua virilha para escapar da explosão gelada. 
Ele não as culpava. Estava um frio de gelar os ossos. 
Aaaggh! Sigurd emergiu do fiorde sentindo-se muito mais revigorado. 
E, também, gelado como um iceberg. 
Caminhou para a árvore onde havia pendurado suas roupas procurando por elas. 
Elas tinham sumido. Estupefato ele procurou no chão e então nas árvores a sua volta, pensando que pudesse ter ser confundido sobre onde as tinha colocado. 
 Não, suas roupas definitivamente não estavam ali. 
Um riso baixo chegou aos seus ouvidos e ele virou a cabeça na direção do som. 
- Moça! - ele berrou. - Maldita garota! 
Sigurd começou a perseguição, correndo em direção à figura que ele vira escondida entre as árvores. 
Em resposta os olhos dela se arregalaram e ela correu para longe. 
 - Traga seu traseiro para cá, mulher! 
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Te Esperarei por toda minha Vida

O que ocorreria se uma mulher do século XXI, como você, viajasse no tempo ao século XVII?

Descubra mergulhando nas páginas desta história com Montse e suas duas amigas, Julia e Juana; espanholas morando em Londres. Uma rifa, um prêmio, uma viagem, uma cidade: Edimburgo. Terra de lendas e escoceses. 
Ali, naquele momento, naquele lugar, ocorrerá algo que mudará para sempre a vida da protagonista e suas amigas. Quer saber o que acontece? Gosta de sorrir e se divertir? Deseja se apaixonar? Então, não tem outra opção além de ler este livro. Divirta-se! 

Comentário revisora Ana Julia: Confesso que livros sobre viagem no tempo não são muito do meu agrado, mas este me surpreendeu, é engraçado ver as situações que nossas protagonistas criam, está mais para um florzinha, mas foi agradável de ler. Espero que gostem. Boa leitura 

Aberdeen, Escócia, 1429. 
Alannah Carmichael corria assustada pelo empapado e verde descampado, segurando sua avançada barriga de gravidez com as mãos. 
Keeva, a feiticeira, seguia-a com a maldade ardendo em seu rosto desejoso de vingança. 
Um dia antes, no castelo de Aberdeen, o enlace entre Sean Roberts e lady Marian Mctouch se transformou em fatalidade. 
Por engano, durante os festejos, uma flecha dos Carmichael tinha acabado com a vida de Brendan, o filho de Keeva. Para trás ficaram os dias de plácida vida e as noites de quietude. Keeva tinha perdido seu adorado filho e sua fúria era implacável. 
— Se detenha Alannah, não têm escapatória. — chiou Keeva com os olhos acesos pela vingança. 
A jovem assustada, não queria deixar de correr, mas o esgotamento provocado pelo peso do bebê em seu ventre e a proximidade do escarpado fez-lhe parar. 
Se seguisse avançando cairia no mar. Estava encurralada. Não podia fugir. Por isso, e sabendo que ia morrer, voltou-se para sua perseguidora e, olhando-a aos olhos, gritou com aprumo: 
— Juro, Keeva, que até morta não descansarei até vingar a morte de meu marido. Por que o matou? Por quê? 
—Porque o amava. Como eu a meu filho. 
Delirante, a feiticeira se aproximou dela e segurou com força o pendente que Alannah levava no pescoço, arrancando-o de um forte puxão.
— Me devolva a joia dos Carmichael. 
Aquele meio coração esculpido em pedra branca era junto com a outra metade que seu defunto marido ainda levava no pescoço, a joia mais apreciada de seu clã. 
O desespero da jovem fez a feiticeira rir, enlouquecida pelos acontecimentos dos últimos dias, aproximou-se até quase lhe roçar o rosto com seu fôlego. 
—Não, Alannah, não lhe devolverei. — ela vaiou. 
—Me mate, mas deixe meu filho viver! 
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O Rei de Paus

HISTÓRICO APIMENTADO
Série No País das Maravilhas
Faz muito tempo, quando só era uma adolescente recém-saída do instituto sem nenhuma experiência, Awai Steele se casou com um homem brutal. 

E uma vez que conseguiu escapar dele jurou a si mesma que nunca mais se submeteria a nenhum outro homem. 
Agora dirige uma bem-sucedida empresa e é conhecida por seu árduo trabalho e por ter uns ovários de ferro. 
E em sua vida secreta como Dominatrix , é conhecida como Ama. 
Mas quando Ty, o Rei de Paus, leva Awai a seu mágico mundo, o canalha muito bonito e musculoso consegue o que ninguém tinha obtido e Awai se dá conta de que ser a submissa de um Rei tem algumas vantagens...LEIA aqui 
Série No País das Maravilhas
1 - O Rei de Copas
2 - O Rei de Espadas
3 - O Rei de Ouros
4 - O Rei de Paus
Série Concluída

A Teia do Destino





Egito Antigo, a.C.
A dama Farah

Ágil como um felino, Farah era um dos mistérios mais intrigantes do Egito. E Philip sabia que tinha de possuí-la, apesar de ter herdado a condição de sacerdotisa absolutamente intocável.
Capitão Philip Tauron
O guerreiro ignorante não conhecia nada do mundo de Farah, mas ele era magnífico, apesar de sua arrogância, e provocava-lhe um desejo que ela não podia negar...


Capítulo Um

Egito Antigo, a.C.
Ele viu primeiro a moça.
Tão graciosa e veloz como um cabrito montês, ela corria ao longo da base dos penhascos vermelhos nos limites do deserto. O vento grudava sua túnica curta de linho ao corpo, modelando cada curva.
Philip levantou a mão a fim de parar a cavalaria que, atrás dele, marchava a pé para poupar as montarias, caso tivessem de travar batalha. A satisfação estampou-se em seu semblante ao observar a moça. A menos de uma semana nessa terra antiga do Nilo,
a maneira de as mulheres se vestirem o chocava. E excitava. Afinal, ele era homem.
As damas, exibindo perucas elaboradas e túnicas de linho transparente que, ao lado de seus senhores, tinham ido recepcionar o exército de Alexandre, haviam
prendido o olhar dos macedônios tanto quanto as escravas de busto nu e apenas fieiras de contas à volta dos quadris. Mas nenhuma delas havia surpreendido
Philip com a força desta moça seminua.
Sem dúvida, ela era de uma graciosidade ímpar. Apesar da distância, podia ver os seios eretos, o pescoço longo e as pernas esguias. Uma trança de cabelos negros, tão grossa quando o pulso de um homem, balançava-se a suas costas enquanto ela corria pela terra vermelha.
A satisfação sentida por Philip, ao admirá-la, dava uma sensação bem mais agradável do que a dor no ombro onde ele sofrera um ferimento em Issus. Nessa batalha, uma espada persa tinha atravessado sua couraça e, por pouco, não lhe tirara o braço. Viu-se dominado pelo prazer e sentiu a ereção. Estava há tempo demais empenhado em batalhas e marchas, reconheceu. Nem se lembrava mais da última vez em que
relaxara nos braços de uma mulher. Por isso, a visão da moça o excitava tanto.
Por que estaria ela correndo?, indagou-se. Ao vê-la virar a cabeça para trás, teve a resposta.
O núbio, ao lado de Philip, ficou tenso.
— Um caracol, senhor! Um lince do deserto a persegue!

O Segredo Do Duque


Adrian, eu posso suportar tudo isso. 

Estou disposta a continuar neste casamento recebendo nada além de um olhar gentil. 
Estou mesmo disposta a deixar para trás os sonhos de ter um marido que me ame. 
Mas não vou me deitar a seu lado e fingir que estou feliz Você não se importa com as liberdades que tomei? 
Você as receberá de bom grado?Ela não podia admitir verdades tão constrangedoras. Não podia... 
Ele levantou-lhe o queixo e ela achou ter visto um brilho de júbilo nos olhos cor de mel. 
Como uma mulher poderia não apreciar estar nua com um homem daquele?
Miranda segurou-lhe o cabelo. Puxando-lhe a cabeça, beijou-o, saboreando o conhaque em sua língua e deixando que ele provasse o sabor da sua. 
Sem respiração, assentiu para ele em resposta à pergunta que ainda a incomodava. 
—Eu as receberia de bom grado, Adrian. Dessa vez foi ele quem a beijou e ela agarrou as lapelas do seu, sobretudo para manter-se equilibrada... 

Capítulo Um 

— Vire a cabeça, por favor, Vossa Alteza.
Adrian Warfield, duque de Windmere, suportou ser apalpado em silêncio. 

Graças ao título e à posição, três dos mais renomados médicos ingleses estavam em sua casa, e seus modos refinados impediam-no de deixar escapar as blasfêmias que gostaria de proferir. 
Caso não conseguissem dar-lhe respostas, seu futuro, o de sua família e do ducado seriam sombrios. Permitindo que cada um deles o examinasse, Adrian impacientou-se ao perceber que os exames se arrastavam por tanto tempo. 
Finalmente, afastaram-se e ele ajeitou a camisa e o colete. Esperou os pronunciamentos. Agruparam-se ao lado da mesa, cochichando entre si.
— Bem, doutores, qual é o diagnóstico? — Ele não gostou das expressões. O silêncio aumentou e ele acabou botando para fora um dos impropérios que até então segurara. — Que diabos! Comecem logo com isso.
Entreolharam-se antes de encará-lo.
— Vossa Alteza, nenhuma novidade quanto a seu estado — disse o Dr. Penworthy. As espessas sobrancelhas agitavam-se, fazendo-o parecer com um esquilo. Piorou? — Adrian preparou-se para o pior.
— Sim, mas não o suficiente para nos preocuparmos demais com as mudanças apresentadas. — O Dr. Lloyd pegou um pequeno caderno de notas. — Um ou dois ajustes nos tônicos para aliviar os sintomas.
Adrian afastou-se, permitindo ao Dr. Lloyd sentar-se para prescrever as instruções ao farmacêutico. Os Drs. Penworthy e Wilkins voltaram a entreolhar-se e permi­tiram que o Dr. Lloyd falasse por eles.
— Vossa Alteza, não deixe que essas mudanças o afetem tanto. Sabemos que o nervosismo irá piorar o estado de seus pulmões. — Os três concordaram e Adrian olhou com raiva cada um deles. O Dr. Lloyd en­tregou-lhe a receita. — Vá para uma estação de águas no verão e irá sentir-se um novo homem. — Fechando os olhos por um instante, Adrian lutou para controlar a frustração. 
Não queria dar a impressão de ser uma pes­soa nervosa como haviam mencionado. Não precisava demonstrar a vontade de estrangular um por um. 
Sentia pulsar dentro de si uma raiva potente e crescente. Com uma astúcia que o surpreendeu, os três fitaram-no dire­tamente. Sabia quão impotente ele se sentia devido à sua condição. 
E nenhum homem gostava de se sentir impotente.
— Estamos de saída, Vossa Alteza — disse o Dr. Wilkins calmamente. — Estaremos à sua disposição se necessário.

 

Almas em Chamas


A mais escandalosa das paixões.

A guerra deixou uma cicatriz na face do conde de Ashby... e também em sua alma. Mas, antes de ser gravemente ferido e se esquivar da sociedade, o destemido nobre fora um notório conquistador... É então que Izabel Aubrey, uma linda dama da aristocracia, ousa se aproximar do nobre recluso e decide ajudá-lo a superar a aversão que tem de si mesmo. Flerta com ele... e o conde corresponde. 
Ela o convida para um baile de máscaras, ao qual ele aceita ir... só para arrebatá-la com um apaixonado beijo. 
O problema é que Izabel já tem um noivo e, apesar de sua atração pelo conde, sabe que precisa rejeitá-lo. No entanto, nada nesse mundo é mais forte do que a paixão que acaba por levá-la para a cama dele. Nada do que conhece é mais erótico ou excitante. 
Agora Asbhy pede que Izabel fique com ele, embora isso possa significar sua ruína. Ela sabe que não deve dizer sim, e o conde mascarado não permite que ela diga não. 
Para conquistar seu corpo e seu coração, ele dá início ao um plano ultrajante, que só mesmo um sedutor poderia arquitetar... e ao qual mulher nenhuma poderia resistir.

Capítulo Um

Londres, 1817
Izabel Aubrey respirou fundo e subiu os degraus da frente da Lancaster House. A residência particular do conde de Ashby situava-se em Park Lane, a região mais nobre de Mayfair. Durante anos passara por ali, sabendo que ele se encontrava em algum lugar do continente europeu, arriscando a própria vida, lutando contra Napoleão. Então, dois anos antes, logo após a batalha de Waterloo, soubera que o conde havia voltado.
Com o coração acelerado, bateu a aldrava de metal contra a porta. Um mordomo gorducho atendeu pouco depois.
— Bom dia, senhorita. Em que posso ajudá-la? Izabel sorriu.
— Bom dia. Vim falar com o seu senhor. O mordomo sacudiu a cabeça calva.
— Milorde não recebe visitas, senhorita. Desculpe-me e tenha um bom dia. — A porta foi batida suavemente na cara de Izabel.
Decepcionada, ela recuou.
Havia se preocupado tanto em disfarçar as emoções que, não lhe ocorrera que Ashby poderia recusar-se a vê-la. O conde se recusava a ver qualquer pessoa, não especificamente ela.
— Não é melhor voltamos, senhorita? — indagou Lucy, a criada, lá da calçada, onde aguardava obedientemente. Izabel olhou para trás, Com exceção de um vendedor de frutas, a rua estava vazia. Ainda era cedo para as pessoas terem deixado suas camas macias. Porém precisava estar atenta aos madrugadores dementes que costumavam cavalgar pelo parque. — Vamos ter problemas se alguém nos vir nos degraus do Gárgula — acrescentou a aflita criada, olhando para os lados.
— Por favor, não o chame assim. Milorde merece a nossa piedade, não o nosso escárnio.
Lucy tinha razão. Se os rumores de que ela fizera uma visita pessoal ao Gárgula se espalhassem, a mãe teria um ataque, e o irmão mais velho, o visconde de Stilgoe, a casaria com o primeiro homem com quem Izabel dançasse a valsa. Havia esgotado todo o seu repertório de desculpas para justificar seu comportamento impróprio, quando rejeitara cinco pedidos de casamento.
Pense! 
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