9 de julho de 2019

Uma Proposta Secreta

Série Noivas Secretas
Depois de ler um panfleto escandaloso intitulado «Segredos de uma Noite de Núpcias», a Srta. Amélia Templeton desistiu de seu noivado.

Mas sua mãe está decidida a ver a filha casada antes do final da temporada. Amélia cumprirá seu dever. Desta vez, ela tem uma lista dos homens mais velhos e mais titulados na cidade que estão procurando por uma esposa. 
Ela vai se casar com um deles. Mas antes precisa superar o medo de uma noite de núpcias. Ela pede a ajuda do Sr. Thaddeus Hammond, um mero senhor que está cheio de escândalos, mas pior, era o melhor amigo de seu irmão falecido. Thad nunca contou a história do que aconteceu na noite em que o irmão de Amélia morreu, mas ele a fez uma promessa. Então ela faz a ele uma proposta escandalosa: passar a noite com ela para mostrar os verdadeiros segredos de uma noite de núpcias.

Capítulo Um 

Londres, junho de 1816
Amélia Templeton apoiou a mão no queixo e bateu o bico da pena no papel que estava na mesa à sua frente. Ela passou a manhã inteira preparando a lista que agora estava olhando para ela como um desafio. Mas Amélia ficou satisfeita com o resultado. Três nomes. (Bem, quatro, mas o quarto não contava de verdade.) Nomes dos três homens que ela estava mirando para… casar. E desta vez, desta vez, ela não falharia. Mamãe queria um título na família e Amélia ‒ sempre obediente, sempre adequada ‒ pretendia entregar. Com esses três nomes, ela não poderia falhar. Esfregou um dedo na lista, borrando a tinta um pouco.
Número um, o Duque de Stanford.
Número dois, o Marquês de Bartholomew.
E o número três, o Conde de Highland.
Os quais eram extremamente qualificados, extremamente titulados e ‒ o mais importante ‒ excessivamente p-o-b-r-e-s. O que os tornava o trio perfeito. Papai tinha dinheiro para dar, afinal. Amélia estava sentada em cima de um dote indecentemente grande. Um que, com certeza, atrairia esses cavalheiros. Qual deles não importava. Amélia deixou seu olhar deslizar para o quarto nome da lista. Ele apertou seu coração. Trouxe a sua mente lembranças. Recordações...
— Você já terminou sua tarefa? — Amélia pulou quando a mãe entrou na sala de visitas, as saias se enrugando. Ela arqueou uma sobrancelha julgadora para sua única filha.
A mãe nunca deixava de assustá-la. Ela ficou na frente dela, batendo o pé no chão de mármore e olhando para Amélia com os braços cruzados. A mulher sempre cheirava a amido. O cheiro queimava o nariz de Amélia. Com o coração firmemente preso em sua garganta, Amélia rapidamente arrancou o quarto nome do final da lista. Não deixaria sua mãe ver esse nome. De modo algum. Amélia enfiou o pedaço de papel no bolso do vestido da manhã. Então rapidamente se levantou e correu para encarar a mãe.
— Sim, mamãe. — Amélia assentiu, engolindo em seco. — Eu acabei de terminar.
Os olhos de falcão da mãe descansavam no papel. — Deixe-me ver. — Ela estendeu a mão e permitiu que Amélia pressionasse o papel nela. A mãe virou o papel. Seu olhar examinou a página. Uma sobrancelha cinza-loira ainda arqueada.
— O Conde de Highland. — Ela entoou. — Certamente uma escolha boa e decente. Suas conexões são impecáveis.
E ele tem quase sessenta anos. Mas Amélia soltou um suspiro de alívio. Graças a Deus, a mãe aprovou. O Conde era o título de menor prestígio da lista e Amélia estava com medo de que a mãe o rejeitasse. Amélia havia perdido um Marquês, afinal. Um pequeno Conde o substituiria? Aparentemente sim, então.
Sua mãe lhe deu um olhar severo. 
— Pare de torcer as mãos. — Ela ordenou, antes de voltar sua atenção para a lista. — O Marquês de Bartholomew. — Um sorriso lento se espalhou pelo rosto da mãe. — Excelente. Se você o conquistar, o Marquês de Colton vai lamentar o dia em que a deixou ir. Seu rosto cuidadosamente em branco, Amélia assentiu. 
— Sim, mamãe. — Ela odiava quando a mãe lembrava do Marquês de Colton. Mas depois do que Amélia fez ‒ chorar para não noivar com um dos nobres mais elegíveis de Londres ‒ ela teve sorte de que a mãe ainda estivesse falando com ela. Algumas menções de Lorde Colton seriam tomadas com cuidado. O Marquês de Bartholomew também era muito mais velho que Amélia, mas não importava. O que ser jovem e atraente tem a ver com o negócio do casamento, afinal? Bem, pelo menos para os homens… injusto, injusto, injusto. Mas típico, típico, típico.
Os olhos da mãe viram o último nome da lista. Ela respirou fundo. 
— O Duque de Stanford? — Sua voz quase pingou de antecipação. Mamãe estava salivando? Amélia poderia jurar que viu um pouco de saliva nas laterais da boca da mãe. 
— O Duque… — Mamãe repetiu, seus olhos se arregalando. Ela olhou para fora ‒ não vendo ‒ pela janela para os jardins. 
— Você poderia ser a Duquesa de Stanford… 









Série Noivas Secretas
1- Segredos de uma Noite de Nupcias
1.5- Uma Proposta Secreta

A Tentação do Príncipe


Inveja, inveja, falsas aparências, amor... 

Pode Moritz superar a tentação de ignorar a única mulher que ele quer? Annika teve azar. Ela é a filha bastarda de um aristocrata e está trancada num orfanato sombrio em Praga. Ela é uma mulher esperta e inteligente. Ela prometeu nunca se casar. Ela nunca permitirá que um homem a governe. Mas então ela conhece-o. O príncipe Moritz Nikolai Petrov. Um homem atraente e sedutor. Demasiado fascinante apesar dos seus segredos. Moritz se encarrega da tutela da filha bastarda de seu amigo. Não é algo que o agrade porque é considerado por todos como irresponsável e egocêntrico. Nem ele quer desistir de sua vida de mulheres e festas. Mas ela é linda e atraente, jovem e inocente. E com sua chegada a sua vida toma um rumo inesperado. Ambos devem aprender a se conhecer. Ambos devem viver juntos com promessas ou sem elas. E, ao mesmo tempo, eles terão que lutar contra um inimigo que ameaça manchar sua possível felicidade.

Capítulo Um

A cidade de Praga era um manto coberto de neve apesar de estar no mês de fevereiro. Parecia que esse ano a primavera não tinha nenhum desejo de fazer sua presença e ao príncipe Moritz Nikolai Petrov não incomodava absolutamente. 
Pelo contrário, adorava os dias frios nos quais podia refugiar-se em sua casa ao calor de um bom fogo, com um copo de grüner veltliner1 na mão. E se a companhia era feminina, não podia pedir mais. Naquele momento nem estava em sua casa nem estava acompanhado por nenhuma mulher. 
Por alguma estranha razão seu tio Cameron precisava falar com ele e o tinha chamado no vestíbulo do restaurante onde se reuniram várias vezes. Nikolai era um homem muito bonito. Tinha querido a natureza o dotar de um rosto forte e varonil que fazia tremer as pernas das mulheres mais confiantes. 
Seu cabelo, cacheado e comprido sobre seus ombros, era ouro com finas mechas prateadas. Os fios brancos, muito adiantados para seus trinta e quatro anos, longe de aparentar mais idade lhe conferiam uma beleza incomum, deixavam-no mais atraente. 
Seus traços eram poderosos, maçãs do rosto firmes, elegantes sobrancelhas de um ligeiro tom mais escuro que o cabelo, um rosto bronzeado onde seus olhos, de um tom verde-esmeralda, contrastavam como um farol na escuridão da noite.
 — Príncipe Petrov, deseja que o acompanhe até a mesa? — O maître do restaurante perguntou, recebendo-o com uma firme reverência. 
— Estou esperando alguém, — respondeu tirando o relógio do bolso de seu casaco. Abriu a tampa de madrepérola — deve estar a ponto de chegar. O maître limpou a garganta. 
— Se desejar pode ocupar aquelas poltronas — assinalou um par de poltronas situadas em frente a uma lareira junto à janela. 
Dali via-se a rua e a margem do rio Moldava. Suas águas prateadas sob o céu plúmbeo pareciam um espelho embaçado. Nikolai assentiu. Dirigia-se para onde o maître tinha indicado quando Cameron ingressou no vestíbulo sacudindo o casaco. 
— Nikolai! Já está aqui!

3 de julho de 2019

O Cisne Esmeralda

Série Bracelete Mágico
Em uma noite pavorosa, duas meninas de berço nobre são separadas. 

Uma delas, Maude, acaba se convertendo na frágil e manipuladora pupila do elegante Gareth, Conde de Harcourt e a outra, Miranda, se transforma em uma astuta e encantadora moleca que ganha a vida como artista itinerante pelas ruas.
Harcourt se encontra casualmente com Miranda e, diante da espantosa semelhança entre as irmãs, inventa um ambicioso plano: fazer com que Miranda ocupe o lugar de Maude e conquiste o rei da França. Ou seja, converter o patinho feio em um lindo cisne. Mas se sair tudo bem, pode ser que Miranda se converta em algo irresistível... inclusive para Harcourt.

Capítulo Um

Dover, Inglaterra, 1591.
A semelhança era extraordinária. Gareth Harcourt, atraído, abriu caminho até situar-se em frente à multidão, junto ao cenário que um grupo de artistas de rua montara no cais do porto de Dover.
Tinha os olhos do mesmo azul da cor do céu; a cútis, da mesma cor creme, e os cabelos, do mesmo tom de marrom escuro, e até os mesmos reflexos avermelhados sob a luz do sol. Mas a semelhança terminava ali, porque enquanto os cabelos escuros de Maude caíam em uma nuvem de cachos, confeccionados diariamente a base de envoltórios e presilhas, os que coroavam a cabeça da acrobata estavam cortados em um corte reto que parecia ter sido feito, mais com o auxílio de uma tigela que com as ferramentas mais sofisticadas de uma cabeleireira.
Gareth contemplou divertido, como a diminuta figura atuava sobre uma estreita viga colocada sobre dois postes a uma altura considerável do solo. Agia naquela altura de seis pés, como se estivesse no chão, fazendo cambalhotas laterais, andando sobre as mãos e realizando saltos mortais para trás, em uma série deslumbrante de manobras que levantavam gritos de admiração entre o público.
Gareth pensou que o corpo de Maude era mais ou menos esbelto, com pequenas diferenças: Maude era mais pálida, mais fina e menos desenvolvida. A acrobata, apoiada sobre as mãos, com a saia laranja brilhante caindo-lhe sobre a cabeça, mostrava umas panturrilhas firmes, vestidas por uma questão de decência em umas calças muito justas, de couro, e a força de seus braços aparecia, quando eles suportavam o peso de seu corpo. Levantou um braço e saudou alegremente antes de voltar a se agarrar à viga com as duas mãos, balançando-se para um lado e dando cambalhotas o tempo todo, mudando a posição das mãos com grande velocidade e fazendo com que sua saia laranja brilhante se convertesse em uma mancha de cor ao representar uma espécie de roda de Santa Catarina.
No alto do giro se jogou para trás, executou um impecável salto mortal, aterrissou sobre os dois pés, se jogou para trás curvando-se como um arco e se endireitou, e sua saia voltou ao seu lugar rodeando-a enquanto fazia uma triunfal reverência.
Gareth se viu aplaudindo com os outros. O rosto dela estava vermelho pelo esforço, seus olhos estavam ardendo, as gotas de suor aglomerando-se em sua ampla frente e um sorriso exultante. Levou dois dedos à boca e assoviou. Aquele som penetrante fez aparecer sem saber de onde, um macaquinho com uma jaqueta vermelha e um boné que ostentava uma pena laranja brilhante.
O animal tirou o boné e saltou intencionalmente entre os espectadores com gestos que pareceram um tanto obscenos para Gareth, que jogou uma moeda de prata dentro daquele boné estendido, recebendo como resposta uma saudação simiesca.
Um menino de uns seis ou sete anos saudou freneticamente a jovem no final do cenário, onde estava sentado, e arrastando dolorosamente um pé disforme, cambaleou para ela. A jovem o pegou imediatamente nos braços e dançou com ele pelo cenário.
Gareth pensou que era extraordinário o modo como imbuía a pobre criança de sua graça e desenvoltura, fazendo-a se esquecer de seu defeito e transformando seu rosto em uma imagem de puro deleite. Irradiava exuberância e energia, e as transmitia ao menino que segurava nos braços. Ao deixá-lo sobre uma banqueta em um canto, seu corpinho encurvado voltou a perder o ânimo, mas ainda sorria quando o macaco voltou saltando ao cenário estendendo o boné.
A jovem virou seu conteúdo em uma bolsa de couro que levava na cintura, jogou um beijo jovial ao público, voltou a afundar o boné na cabeça do animal e com um salto mortal para trás abandonou o cenário.
A semelhança é assombrosa, Gareth pensou outra vez. Em tudo menos na personalidade, se corrigiu.
Maude tinha menos energia que qualquer pessoa que ele conhecia. Passava os dias deitada sobre um divã acolchoado de madeira, lendo folhetos religiosos e aplicando sais ao pequeno nariz, cuja ponta, geralmente, estava rosado. Quando conseguiam convencê-la a se mexer, revolvia tudo, arrastando lenços e xales, rodeada de um acre halo medicinal devido aos infinitos remédios e tônicos para os nervos que lhe dava sua velha enfermeira. Falava com uma voz tão tênue e suave que mantinha sua audiência na expectativa de que não resistiria até o final da frase.
Mas Gareth era consciente de que sua prima, apesar de toda sua aparente fragilidade, escondia sob sua pálida aparência uma vontade de ferro. A jovem Maude sabia perfeitamente como satisfazer seus caprichos, e se tivesse algo que ela ignorasse sobre chantagem emocional, então seria algo que não valia a pena ser conhecido. Aquilo a convertia em uma oponente digna de Imogen...








Série Bracelete Mágico
1- O Sapatinho de Cristal
2- A Rosa de Prata
3- O Cisne Esmeralda
Série concluída

2 de julho de 2019

Conde de Sunderland

Série Club dos Condes (Multiautores)

Ele herdou o título de libertino.
Ela se esconde por trás de sua independência...

O destino aceita o desafio. Grace Beaumont viu o que o amor poderia fazer com uma mulher. Sua mãe sacrificou sua vida para produzir o filho e herdeiro cobiçado. Um pai devastado e um irmão recém-nascido a forçam a assumir o papel de Lady Boldon na idade de quinze anos. Mas Grace encontra consolo na liberdade e poder de seu novo status, menos o marido.
Christopher Roker fez um nome para si mesmo nas forças armadas. O rigor e o pragmatismo do exército combinam com ele. Quando um trágico acidente coloca Kit em um papel que ele nunca quis ou esperava, seu mundo colide com outro tipo de dever. Retornando à Inglaterra para suas novas responsabilidades, o Wicked Earls Club se torna um refúgio do brilho e da malícia da sociedade londrina, mas não consegue aliviar seu vazio.
Christopher Roker, o Conde de Sunderland, foi cercado por fedelhas de caça ao título toda a sua vida. É um ponto de orgulho ser o membro mais antigo do Wicked Earls Club. Mas se ele tem que gerar um herdeiro, talvez ele possa encontrar um simples país para ficar escondido...Precisando de uma fuga da lembrança e da reputação de seu falecido irmão, Kit visita a propriedade da família durante o verão. Lady Grace, uma bela visitante de uma propriedade vizinha, torna-se uma distração bem-vinda. Quando a chance de voltar para o exército se torna uma possibilidade válida, o Conde se vê vacilando entre sua antiga vida e a atração de uma mulher excepcional e um pouco relutante.

Cspítulo Um

Início de maio de 1814, Londres, Inglaterra
Lorde Christopher Roker deu um tapa no seu irmão gêmeo, o Conde de Sunderland, nas costas.
— Um ataque de melancolia dos diabos no dia do seu casamento, hein? Venha agora, a noiva parece um artigo importante para mim.
— Ela não é a mulher de minha escolha. Eu sou mais que um noivo sem vontade. Eu sou completamente insolente. — Carson enfiou a camisa de linho branco nas calças cinza claro, deu um puxão no colete e ajustou a gravata novamente. — No entanto, nossos pais estão delirantemente felizes com a união, porque ela é filha de um Marquês.
— Você fez o seu próprio nome. — Christopher sacudiu a cabeça e apertou o ombro do irmão. — O jogo e as mulheres têm um papel quando você é rapaz, e outro quando se é um homem. Por Cristo, passamos dos trinta.
— Como saberia que me apaixonaria, e que minha reputação me assombraria? — Carson foi até uma mesa de carvalho polida e serviu dois copos de conhaque da garrafa de cristal. Ele entregou um para Christopher. — Ou que a mulher que roubou meu coração teria um pai hipócrita que me despreza?
— Quantas vezes eu te avisei para puxar as rédeas? Há sempre consequências para as ações de uma pessoa. Você será o Marquês de Falsbury algum dia. É hora de você aceitar a responsabilidade. — Ele tomou um gole do líquido âmbar enquanto Carson engolia o seu e servia outro. — É um pouco cedo para isso, não é? Talvez você queira ir mais devagar.
Sunderland afundou pesadamente em uma cadeira, empurrando os dedos por um emaranhado de ondas negras.
— Kit, troque de lugar comigo. Case com a fedelha e pegue o título. Você deveria ter sido o herdeiro de qualquer maneira. Você é mais adequado para esse tipo de vida do que eu.
— Tivemos essa conversa quando tínhamos doze anos, e você queria ser um Xeique1 e viver no deserto. E então novamente aos dezesseis anos, quando você queria fugir e se juntar à Marinha Real. — Ele sorriu e sentou-se em frente a Carson. — Além disso, mamãe saberia imediatamente.
— Ela ficaria quieta por seu querido Christopher. Você sempre foi o favorito dela. — Ele inclinou a cabeça para trás e engoliu o segundo copo de conhaque. — Um pouco de coragem para a cerimônia.
— Haverá muito tempo para isso depois.
— Eu senti sua falta, irmão. Estou com ciúmes do exército e de suas longas ausências.


Série Club dos Condes (Multiautores)
1-  Conde de Sussex
2-  Conde de Westcliff
3-  Conde de Wainthorpe
4- Conde de Sunderland
5- Conde de Basingstoke




25 de junho de 2019

A Última Debutante

Série Os Segredos de Hadley Green

Quando Daria Babcock chega à casa de sua avó Mamie, a última pessoa que ela espera encontrar lá é um Highlander encorpado e seminu. 

A jovem duvida que Mamie tenha encontrado o pobre homem ferido na floresta, como ela quer fazê-la acreditar, nem confia no belo Laird, que insiste que não se lembra do que aconteceu.
Mas Daria viajou para a Escócia em busca de aventura, e depois que o misterioso estranho a sequestra, seus desejos começam a se tornar realidade. Quem será o cativo e quem será o captor quando Daria virar a mesa e roubar o coração do escocês sexy?
As Terras Altas se torna o cenário ideal para a conclusão de uma das séries mais aclamadas de Julia London.

Capítulo Um

Dundavie, as Terras Altas Escocesas, 1811.
Jamie Campbell não ficou alarmado quando a velha apontou uma arma para sua cabeça, mas um pouco irritado. Ele acabara de desmontar ao lado de sua cerca quando a porta da casa se abriu e a mulher apareceu com um bacamarte.
Jamie teve muitos problemas durante as últimas semanas. Tudo foi para o inferno quando seu irmão, Geordie, travou um duelo contra Cormag Brodie e estava prestes a mata- lo. Logicamente, isso fez com que Isabella, a irmã de Cormag e noiva de Jamie, desfizesse o noivado. Isso teria sido quase o suficiente para levar um homem à garrafa mais próxima de uísque de malte, mas para piorar tudo isso, Jamie descobriu que seu tio Hamish ― que a cada dia piorava ― gastara todas as suas economias. Esse dinheiro era tudo que Jamie tinha para ajudar seu clã, pessoas que tinham visto o seu sustento diminuir devido à invasão de suas pequenas terras pelas ovelhas de Lorde Murchison; Como resultado, muitos tinham saído em busca de melhores ocupações em Glasgow e além.
Durante os nove anos em que Jamie atuou como o Laird de Campbell em Dundavie, ele tentou guiá-los em favor dos ventos da mudança, ao mesmo tempo em que aderiu o máximo possível a seu modo de vida. Os Brodie eram essenciais para o seu plano, então a coisa toda era muito irritante, assim como aquela mulher e sua arma. Jamie veio de uma longa linhagem de Campbell das Highlands, homens cuja coragem havia sido testada na guerra, durante fomes e em meio a grandes mudanças. Eles não eram do tipo de homens que se desencorajavam por duelos ou compromissos desfeitos, nem uma velha com um bacamarte que tremia um pouco enquanto lutava para segurá-lo.
― Isso não é necessário. ― Jamie disse parando do outro lado da cerca. Ele levantou as duas mãos para mostrar que estava desarmado.
― Uma vez que esta é a minha propriedade, eu serei a única a decidir. ― A mulher respondeu com um sotaque inglês seco.
Outra Sassenach. Outra inglesa safada. Maria, rainha dos escoceses! Jamie ficou furioso.
― O que você veio fazer aqui, senhor?
O que ele tinha ido fazer lá? Ele nascera e crescera naquelas colinas, as conhecia muito bem, todas as estradas, todos os riachos, todas as árvores. O que diabos ela estava fazendo lá? Ach, eu não deveria ter vindo. Normalmente, Jamie não agia assim, de maneira apressada. No mínimo, ele deveria ter sido acompanhado por Duff, seu primo e braço direito.
Mas o velho Willie dissera-lhe que a mulher que morava naquela casinha nas terras de Brodie era a mesma que iludiu Hamish, e isso deixara Jamie um pouco sanguinário. Que tipo de pessoa se aproveitava de um velho que não estava bem da cabeça? 







Série Patifes do Mar

03- Nos Braços de um Marquês

Eles são titulados. Ricos. Poderosos. E bonitos como o pecado...

Um misterioso lorde arrisca tudo para salvar a única mulher que
ele amou.
Ela nunca se esqueceu dele...
A senhorita Octavia Pierce é espirituosa, bem-recebida e espantosamente solteira. Ainda assim, ela é muito bem sucedida na sociedade para permanecer na prateleira para sempre, e sua família espera que Octavia finalmente faça o casamento perfeito. O que eles não sabem é que anos antes Octavia foi escandalosamente tentada pelo único homem capaz de devastá-la — o homem agora conhecido como o Marquês de Doreé. Ele fará qualquer coisa para salvá-la. Um terceiro filho, que nunca teve a intenção de herdar o título, Lorde Ben Doreé abandonou seu passado e se acostumou a sua nova e ilustre posição de riqueza e poder. Mas ele nunca se esqueceu de Octavia, e agora ela precisa desesperadamente de sua ajuda em um assunto perigoso e clandestino. Embora ela alegue que colocou as lembranças da paixão que compartilharam atrás de si, Ben está determinado a tê-la novamente em seus braços — e em sua cama.


02- Capturada por Um Lorde ladino


Mova-se, Robin Hood...Ela não se casaria com ninguém...

Serena Carlyle sonha com um feliz para sempre. Firme na
condição de solteira aos vinte e cinco anos, entretanto, ela está
determinada a encontrar o par perfeito para sua linda irmã
mais nova. Que melhor perspectiva do que o vizinho, o rico, descontraído e belo Conde de Savege? Agora Serena pode pedir sua ajuda para deter um bando local de contrabandistas. Então, uma noite, fugindo de mais um baile decepcionante, Serena se encontra presa e sozinha com um estranho... Até que ele a capturou - corpo e alma.
Seu beijo foi irresistível, sua carícia inesquecível, mas ele
esconde um segredo devastador. O Robin Hood do mar, Alex Savege é o descarado pirata Redstone, confiscando os navios de nobres mimados para pagar uma dívida antiga.
Serena precisa de um herói, mas seu coração está no mais grave perigo - pois logo será capturada por um homem tão habilidoso em sedução quanto ele é na pilhagem.








Série Patifes do Mar

1- Arrebatado por um Beijo
1.5- Desejos de uma Lady
02- Capturada por Um Lorde ladino
03- Nos Braços de um Marquês
Série concluída

19 de junho de 2019

A Rosa de Prata

Série Bracelete Mágico

A jovem Ariel Ravenspeare havia sido educada para odiar o conde de Hawkesmoor e tudo o que ele representa.

Ambas as famílias são inimigas declaradas durante gerações.
Contudo, uma coisa é odiar, outra muito distinta é levar a cabo um plano que seus cruéis irmãos querem que ela faça, arrastrando Hawkesmoor para um casamento que irá destruí-lo e em que eles vão usá-la como isca.
Obrigada a casar, Ariel se encontrará inesperadamente com um homem difícil de manipular, surpreendente e muito bonito.

Capítulo Um

Londres, 1709.

A rainha Anne deixou cair o corpo volumoso na grande cadeira, pontuada por laços dourados e veludo carmesim, que presidia a longa mesa no Grande Salão do Palácio de Westminster. Suas damas estavam dispostas de ambos os lados e seguravam a cauda carmesim de seu vestido de noite em dobras graciosas, cobrindo discretamente os pés inchados, engessados ​​e enfaixados que cuidadosamente se erguia sobre um banquinho de veludo.
Apesar de suas atenções, a rainha estremeceu de dor. A gota estava fazendo com que ela experimentasse o pior dos momentos.
Enquanto estavam sentados em seus assentos, os homens na sala estavam alertas, conscientes de que sua soberana podia ser irritada, intransigente e provavelmente caprichosa durante o conselho do dia.
— Estou bem. Podem me deixar. — A rainha dirigiu o leque fechado para as senhoras, que depois de um arco afastaram-se da cadeira de dossel atrás da tapeçaria que separava a câmara do conselho da antecâmara.
A rainha deu um gole ávido do revigorante cálice de vinho. Sua cor estava mais vermelha e seus olhos estavam inflamados e irritados, quase enterrados em dobras de carne heterogênea. Seu cabelo estava despenteado e sua túnica estava solta sobre o corpo sem uma faixa; Seus olhos estavam pesados ​​de dor. Ela olhou através da mesa franzindo a testa enquanto examinava cada um dos cavaleiros.
Finalmente, seu olhar caiu sobre um homem no final. Um homem de trinta e poucos anos, cabelos curtos e escuros, cuja poderosa armadura estava coberta por um manto escuro e calças de veludo cinza. Suas mãos grandes e magras estavam descansando sobre a mesa, e ela podia ver os dedos proeminentes e as unhas curtas e arqueadas. Eram mãos de espadachim, endurecidas com os calos de mais de uma batalha nos campos da Europa.
— Lorde Hawkesmoor, damos as boas-vindas a você. Você nos traz um relatório do Duque de Marlborough.
Simon Hawkesmoor fez uma reverência na cadeira.
— E isso agrada Sua Majestade. Sua Graça me impôs a tarefa de fazer um relatório completo sobre a batalha de Malplaquet. — Sua voz era baixa e profunda, estranhamente melodiosa, e vinha de um rosto escabroso desfigurado por uma ferida, uma cicatriz em sua bochecha.
— Eu confio que seus males estão se curando, senhor.
Lorde Hawkesmoor se curvou novamente.
— Eles estão razoavelmente bem, senhora. — Entregou um papel lacrado a um criado e entregou-o à rainha, que quebrou o lacre e leu em silêncio por alguns minutos. Então jogou isso de lado.
— Nosso general fala principalmente de suas façanhas no campo de batalha, Lorde Hawkesmoor. Lamento profundamente que seus males impedem o seu retorno ao seu lado. — O Duque de Marlborough também implorou a sua soberana que recompensasse as habilidades e a devoção do conde, mas a rainha Anne não era conhecida por sua generosidade.
Ela bebeu novamente da taça. Uma nova pontada de dor franziu sua testa e seu olhar melancólico vagou de volta em ambos os lados da mesa até que se estabeleceu em um homem de pele escura com feições angulosas e olhos cinza. Ele usava uma grande peruca e um terno com brocados de esmeralda o que contrastava surpreendentemente com o aspecto de lorde Hawkesmoor, sentado frente a ela. Por outra parte, os Ravenspeare, diferente dos Hawkesmoor, não haviam sido contaminados pela fria sobriedade dos puritanos.
Em 1649, o avô de Simon Hawkesmoor condenou o rei à morte. Sua família se destacou sob o protetorado de Oliver Cromwell e, com a Restauração, sua punição foi tão severa quanto a que os Chrechnechnians anteriormente impuseram aos monarquistas. Agora os dias de conflito estavam longe, pelo menos em público, porque em particular a rainha sabia que eles continuavam. E não havia duas famílias mais profundamente inimigas do que as linhagens de Hawkesmoor e Ravenspeare.
Ela sorriu, embora fosse mais uma careta do que uma expressão agradável. Sua camareira, Sarah, a duquesa de Marlborough, teve uma ideia mais do que feliz. 
Não era tarefa de uma monarca promover a paz e a felicidade entre seus súditos, pelo menos entre aqueles que ocupavam altos cargos na corte? E não era por sua vez o trabalho do monarca recompensar aqueles que a serviram bem, sem ter consumido suas despesas pessoais? A duquesa havia elaborado um plano elegante para gratificar ao duque de Marlborough, recompensando o conde de Hawkesmoor, sem custar à rainha mais de um vestido de noite, ou talvez um pouco por uma noiva... Além disso, em uma única pincelada criaria uma aliança entre duas famílias em guerra.
— Senhor Ravenspeare, você tem uma irmã jovem, eu entendo.
Ranulf, conde de Ravenspeare, pareceu surpreso.
— Sim, Sua Majestade. Lady Ariel.
— Quantos anos têm?
— Mais ou menos vinte anos. — Os olhos castanhos de Ranulf se estreitaram.
— E não esta casada... Ainda sem compromisso?








Série Bracelete Mágico
1- O Sapatinho de Cristal
2- A Rosa de Prata
3- O Cisne Esmeralda
Série concluída

18 de junho de 2019

Sedução nas terras Altas

Sequestrada pelo notório Laird das Terras Altas Ian McCray e mantida prisioneira para troca, Lady Leanna Arlington deveria estar apavorada, mas seu sequestrador a ajudou a escapar de um casamento indesejado. Agora, ela deve persuadir o escocês viril a mantê-la com ele...






Capitulo Um

Os intrusos entraram pela janela, apesar da altura em que se encontrava, bem acima das águas do lago. Sem entender, no início, o que estava acontecendo, Leanna Arlington piscou, percebendo com um sobressalto que seu quarto estava cheio de figuras escuras e de que o que na verdade a acordara era uma mão enluvada pressionada firmemente em sua boca.
— Não. — A ordem foi firme, concisa.
E ela compreendeu, pois algo naquele aviso masculino lhe dizia que o homem debruçado sobre si na penumbra falava muito a sério. Com os olhos arregalados, ela obedientemente lutou contra o desejo de gritar, seu coração começando a correr, seu corpo rígido sob o lençol fino. Estava muito quente e ela usava a camisola mais diáfana, o que parecia lógico quando ela se preparou para dormir, mas agora não era uma boa escolha, especialmente quando o lençol que cobria seu corpo foi arrancado e ela foi erguida e amarrada sem cerimônia. Seus braços foram puxados para trás, a mão implacável ainda sobre sua boca, e ela sentiu laços serem apertados ao redor de seus tornozelos e pulsos, vários homens trabalhando ao mesmo tempo. Um pedaço de pano foi enfiado em sua boca e preso com uma tira em volta da cabeça.
Para seu horror, o homem alto que a despertou a jogou por cima do ombro e voltou para a janela. Lá fora, brilhava estrelas no céu de veludo escuro.
Que o Senhor a ajudasse, a água estava a dezenas de metros. Seu coração, já batendo contra suas costelas, começou a doer e ela começou a lutar pela primeira vez, choramingando através da mordaça.
— Nada de barulho, milady. — As palavras dele pareciam letalmente suaves. — Relaxe, não a deixarei cair.
Relaxar… 

Casamento Warehaven

Série Warehaven

Quando Brigit de Warehaven lança um feitiço simples para revelar a verdadeira identidade de seu amor, ela nunca esperava se casar com ele naquela mesma noite! 

Mas até que as traquinagens das vésperas dos dias dos mortos se acabem, Randall FitzHenry não pode verdadeiramente reivindicar o coração de sua noiva.


Capítulo Um

27 de outubro de 1117 – Warehaven mantém a ilha de Wict.
Nuvens flutuavam firmemente na direção da lua quase cheia, como dedos fantasmagóricos alcançando o céu. Sir Randall FitzHenry, filho bastardo do rei, esperava em silêncio sob os carvalhos imponentes.
Logo o brilho pálido escureceria. Então, sob o manto da escuridão, ele e seus homens invadiriam Warehaven Keep.
Como ele havia feito muitas vezes na última hora, ele olhou para o estreito campo que separava a floresta pesada da fortaleza. Através dos portões abertos, Randall podia ver a chama ainda rugindo da fogueira no pátio.
Por três noites consecutivas, os gritos e risos dos que dançavam em volta da fogueira haviam se espalhado pelo campo. Atrás das vozes batia o pulso rítmico da bateria de tambor.
A primeira parte de sua missão seria fácil. Não havia batalhas na ilha desde o dia de seu avô, de modo que a fortaleza era pouco protegida, como evidenciado pelos portões abertos. Warehaven seria conquistada antes que os habitantes soubessem que estavam sob ataque.
Seus espiões tinham feito seus trabalhos. Eles lhe trouxeram o mapa da fortaleza, os nomes e as descrições dos responsáveis e os planos para as festividades de cada noite.
Ele olhou para o céu. Esta tarefa tinha sido abençoada, a prova estava nas nuvens esforçando-se para apagar a luz da lua. Randall sabia que seus homens estavam em seus lugares. Assim que a escuridão chegasse ao céu, eles renderiam os homens que guardavam os portões.
Ele acenou com a cabeça para os gritos alegres dos celebrantes de Warehaven. Deixá-los-ia serem feliz agora. Pois esta seria a última noite em que eles praticavam seus ritos pagãos.
Eles não mais, vergonhosamente, deixariam de lado suas inibições para dançarem e se misturarem tão descaradamente em público diante de fogueiras.
E não mais fariam alguma caça selvagem. Um arrepio percorreu sua espinha com a lembrança de contemplar a mulher que haviam sacrificado. Machucada, rasgada e quebrada, ela morrera em agonia, seus olhos cegos estavam arregalados, um grito congelado para sempre em seus lábios.
Sim, ele encontraria esse veado da floresta — esse suposto deus.


Série Warehaven
0.5 -Casamento Warehaven
1 - O Homem dos Meus Sonhos/Aliança com o Passado
2 - Cativa do Guerreiro
3 - At the Warrior's Mercy

Amante de Outono

Série Oeste I
No frio intenso do outono, corações devastados renascerão.

Retornando ao seu rancho no Wyoming, no final da Guerra Civil, Elyssa Sutton o encontra despojado pelos fora da lei e cobiçado por homens determinados. No entanto, a jovem orgulhosa jura nunca mais abandonar sua casa em Ruby Mountain, embora isso signifique recrutar a ajuda de um estranho e perigoso desconhecido que vive apenas pela vingança. Hunter Maxwell sofreu com a selvageria dos fora da lei e a falta de fé de uma mulher. E não confiará em nenhuma mulher, nem descansará até que os invasores que destruíram sua família paguem por seus crimes. Uma mulher necessitada, um homem sofrido. Agora, com fogo e fúria, devem lutar como alguém que luta por algo querido, alguma coisa perdida... e, por uma paixão que nem sonhavam que poderiam viver.

Capítulo Um

Nevada, outono de 1868
— Ouvi que precisa de um capataz que saiba manejar uma arma. A voz na escuridão surpreendeu Elyssa Sutton, e esperava que seu rosto não mostrasse a centelha de medo que a dominou. 
O desconhecido havia saído do nada, sem aviso prévio, silencioso como uma sombra. Ela olhou para o homem que estava parado na beirada do terraço da casa. 
Era uma silhueta obscura afastada da dourada luz do lampião que emanava através das janelas. Embaixo da aba de seu chapéu, os olhos eram como cristais negros transparentes, sem emoções, assim como a sua expressão. Uma tempestade de inverno seria morna comparada com os olhos daquele homem, pensou Elyssa inquieta, mordendo o lábio inferior. Atrás daquele pensamento veio outro. 
Entretanto, era irresistível, de um modo perigoso. Quase elegante. Ao seu lado, outros homens pareceriam meninos. Elyssa franziu o cenho. Nunca observava os homens de modo especial. Para ela eram apenas esbanjadores filhos dos nobres britânicos, marinheiros, soldados, vaqueiros, cozinheiros, ou foragidos. 
Nos meses desde que Elyssa havia regressado aos Estados Unidos contrariando os desejos de seu tio, encontrara mais de um renegado branco. O S. Ladder era um antigo rancho nas Montanhas Rubi. Aquilo atraia os exploradores, caçadores de tesouros espanhóis, e as caravanas de esperançosos colonos de passagem para o Oregon, e os renegados que se aproveitavam de todos eles. 
Os Culpeppers eram os piores de um infame grupo de foragidos. Se alguém pode fazer frente ao bando dos Culpeppers, é este homem, pensou Elyssa com ironia. A pergunta era: como me descartarei do capataz depois que ele se ocupar dos Culpeppers. 
— Senhorita Sutton? — O forasteiro perguntou, com voz profunda. Quando falou, ele entrou na luz do lampião, como se tivesse percebido o mal-estar dela por não ser capaz de ver seu rosto claramente. 
— Estou pensando. — Elyssa respondeu. Ela deixou o silêncio aumentar enquanto estudava abertamente o forasteiro. Pensou se conseguiria se atrever a aceitar o desafio que ele representava. 
A ideia deixou sua boca seca. Umedeceu os lábios e respirou fundo, depois se concentrou no homem que aparecera na escuridão, em vez de se perguntar pelo temerário impulso que sentia de enfrentar aquele perigoso homem em seu próprio terreno.

 






Série Os Vallerands

2- Somente o teu Amor 

Celia Vallerand, recém-casada com um aristocrata, reza para que a libertem das garras dos sangrentos piratas que a raptaram quando ia em um barco a caminho de Nova Orleans. 

Apesar da escassa estima que sente pela vida, e dando por certa a morte de seu amado esposo, a bela e reservada mocinha francesa teme acima de tudo o elegante corsário que arriscou sua vida para possuí-la: o mais famoso pirata do Caribe, a quem todos chamam de Griffin. Embora não queira reconhecer, Celia sente que o rude renegado desperta nela desejos tão perigosos como irresistíveis. Porém ele é, na realidade, um homem aprisionado em uma trama de mentiras, que esconde um segredo que poderia privá-lo do amor da jovem que acendeu sua paixão e escravizou seu coração...



1- Um Casamento entre estranhos

Nova Orleans, início do século XIX. 

Lysette Kersaint, uma resoluta crioula fugindo de um padrasto violento e um casamento de conveniência, encontra proteção na casa de Maximilien Vallerand, um notório libertino que, segundo rumores, assassinou sua esposa adúltera.
A atração entre Max e Lysette não demora a nascer, mas eles devem enfrentar os mistérios do passado de Max.

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Série Os Vallerands
1- Um Casamento entre estranhos
2- Somente o teu Amor


Um Homem para Safira

Série Joias da Nobreza
Safira Loughy sempre se considerou uma mulher sensata,
incapaz de cometer um ato que pudesse significar um
escândalo.

Entretanto, uma insensatez levou à outra e uma situação desesperada a fez tomar uma decisão precipitada: pedir ao homem que a sequestrou por engano que se case com
ela. Julian, conde de Granard, estava consternado, seu pai
tinha deixado muitas dívidas em herança e estava a ponto de
afogar-se nelas. Quando seus imprudentes irmãos decidiram
sequestrar uma condessa para obrigá-la a devolver umas joias
que lhes roubou, não pôde ser maior a sua surpresa ao dar-se
conta de que quem tinham sequestrado não era a condessa, e
sim uma jovem solteira, que embora a sociedade dissesse o
contrário, devia estar louca, pois lhe pediu em matrimônio.
Seu orgulho se negou àquele absurdo, mas a mulher
conseguiu convencê-lo a fugir para Gretna Green, dando início
ao que nenhum dos dois esperava que fosse uma formosa
história de amor.

Capítulo Um

Safira Loughy sempre se considerou uma mulher sensata e inteligente, por isso, sabia que devia casar-se logo, antes que as propostas desaparecessem. Aos seus quase vinte e um anos era consciente de que a sociedade estava a pouco de declará-la solteirona, e não por falta de pretendentes, pois sua beleza loira se encarregou de lhe proporcionar vários. 
Tampouco era porque não desejasse casar-se, porque desejava; e agora que suas primas, quase da mesma idade, Topázio e Rubi, já o tinham feito, ela se sentia um pouco sozinha.
Tinha Esmeralda, sua prima de dezesseis anos, mas não era o mesmo. Tinha que contrair matrimônio, só que não o tinha feito pelo simples motivo de que não tinha encontrado o homem adequado. 
A união sagrada entre duas pessoas não era uma decisão que se pudesse tomar levianamente. Devia-se pensar bem antes de aceitar qualquer proposta, já que o matrimônio duraria toda a vida. 
O dia que decidisse casar-se tinha que estar completamente segura de que a pessoa escolhida era a indicada. Não esperava amor, mas sim respeito, fidelidade e, pelo menos, sentir um pouco de afeto por esta pessoa. Até agora tinha ido a incontáveis bailes, mas nenhum candidato que Rowena se esforçou em lhe apresentar lhe parecia indicado; sempre tinham um ou outro defeito que fazia com que os tirasse da lista que não existia. 
Alguns eram beberrões, outros jogadores, libertinos, caça-dotes, outros não sabiam apreciar uma boa conversação e pretendiam que ela só falasse de moda e clima, e outros não lhe interessavam. Suspirando se aproximou da janela e deixou que o ar frio da noite lhe acariciasse o rosto. 



Série Joias da Nobreza
01- Uma Noite com Rubi 
02- Os Segredos de Topázio
03- Um Homem para Safira

16 de junho de 2019

Céu azul, negra noite


A vida de Elise de Bois, filha ilegítima do Rei Henrique II da Inglaterra, mudou no dia em que conheceu Sir 

Bryan Stede, inigualável guerreiro, nobre de escassa fortuna e fiel a seu senhor. Bryan acredita que a moça tem algo a ver com a morte de seu Rei e a trata com brutalidade. Isso fez nascer neles um rancor alimentado pelos mal-entendidos. Mas indevidamente seus destinos se cruzam uma e outra vez... Até que o Rei decide casá-los.
Entre a Inglaterra e a Palestina das Cruzadas, o mundo medieval com sua fascinação e sua dureza é  testemunha de uma história de amor tão intensa como tempestuosa, que constitui a mais inesquecível das leituras.

Julho de 1189, O Castelo de Chinan.
A chuva se converteu em uma miserável garoa. Já fazia muito tempo que tinha encharcado a capa de Elise, um singelo objeto de lã que ainda assim resultava mais apropriada para a peregrinação que se dispunha a fazer naquela noite. O capuz se estendia sobre suas feições e ocultava a suntuoso comprimento de seus cachos dourados avermelhados, nos quais poderia em um momento como aquele, ter atraído o olhar de certos homens.
Um momento como aquele...
O barulho surdo das gotas de chuva que se chocavam contra o pomo da sela de seu cavalo, era como uma sucessão de pequenos marteladas desferidos sobre seu coração. O rei estava morto. Henrique II, pela graça de Deus, rei da Inglaterra, Duque da Normandia e Conde de Anjou tinha morrido. E apesar de tudo o que ele tinha sido, belo, valente, carregado de vitórias... ou cruel, velho e derrotado, Elise o tinha amado com uma devoção singela e cega que muito poucas mulheres poderiam dar.
Ela o tinha entendido de uma maneira que muito poucas mulheres poderiam ter feito isso. Tinha conhecido, e tinha estudado avidamente quanto pôde a respeito dele. Henrique, o neto de outro Henrique, o último filho de Guillermo o Conquistador, tinha nascido sendo o herdeiro de Anjou... e da Normandia. Seu pai tinha lutado para que tivesse Normandia, e sua mãe tinha lutado para lhe entregar a Inglaterra. Ela acabou falhando, e então Henrique travou uma longa e dura batalha com o Esteban da Inglaterra para se apropriar da herança com a morte de Esteban. Através de Leonor da Aquitânia, chegou, conseguir todas aquelas vastas posses no  Sul da França.
Não tinha sido unicamente o Rei da Inglaterra, porque também era um monarca europeu das mais altas dimensões. Pela Normandia, Aquitânia, Anjou e o Maine, devia fidelidade ao Rei francês, mas Henrique foi o governante indiscutível. Até que o jovem Rei da França, Felipe Augusto, e os mesmos filhos de Henrique, se rebelaram contra a mão severa com que os controlava.



14 de junho de 2019

O Coração da Donzela

Cidade de Paris, ano de 1252

O romance começa com o misterioso desaparecimento da filha de um rico ourives: Agnes Boudelle, chamada "a bela de Paris", no dia de Natal, do ano de 1252, de nosso Senhor.
O xerife André Fabourg é o responsável por investigar o enigmático evento e descobrirá que o desaparecimento da jovem está ligado a uma joia rara, trazida do Oriente na última cruzada: a pedra mágica.
Um rubi com incríveis poderes curativos. 

Encontrar a dama com vida e recuperar a pedra será a sua missão, mas eventos inesperados irão se interpor aos seus planos. O Coração da Donzela é um romance medieval onde a vida dos seus protagonistas: a bela Agnes, o Conde Louis de Montpellier e o ambicioso Arsène de Gauvine, estará interligada a um inesperado desenlace. É também, um retrato vívido da Idade Média, no qual a superstição, a magia e a feitiçaria se misturam com o amor e a ambição.

Capítulo Um

Cidade de Paris — Natal do ano de Nosso Senhor, 1252.

Era Natal, a festa mais esperada do ano e os cidadãos parisienses se preparavam para se reunir com suas famílias e amigos, mas antes deveriam assistir à missa da manhã. Todos estavam alegres e despreocupados, embora tremessem, pois o frio era tão intenso que, provavelmente, em poucos dias começaria a nevar.

A neve deixaria o caminho intransitável e os cristãos rezavam para que isso não ocorresse, pois o número de viajantes e penitentes aumentava a cada instante nesse dia tão especial.
A jovem Agnes Boudelle foi à missa da manhã, escoltada cuidadosamente por quatro servos robustos.
Era uma das jovens mais belas da cidade, filha de um dos ourives mais honesto e próspero. 
No entanto, nesse dia, o frio intenso obrigava-a a cobrir sua beleza por completo: o capuz de sua capa de linho ocultava a volumosa cabeleira dourada e seus olhos imensos e cor de Safira, seu olhar inocente ia fixo no solo em atitude piedosa e modesta, e enquanto sua mão sustentava uma cruz ia murmurando uma oração em silêncio.
— Se apressem, por favor — disse Agnes olhando a seus servos. Deveriam chegar à missa antes de congelarem no frio. Era Natal e tinha prometido a seus pais não se demorar.
Estes apressaram o passo e a jovem se atreveu a olhar ao seu redor como se procurasse alguém.
Seus olhos detiveram-se com desgosto em um certo jovem ousado, cuja aparência física inquietava-a excessivamente.
— É ele, outra vez — murmurou para si, movendo suas botinhas de couro rapidamente.
Olhares lascivos a viam passar, olhos que não pensavam em nada sublime nem santo, e que percorriam a capa em busca daquele peito cheio e generoso e da cintura esbelta, ambos cobertos com um casaco e uma longa capa de lã.
Mas um par de olhos castanhos não se apartaram da bela de Paris, como a chamavam na cidade. Por mais que esta fosse escoltada por meia dúzia de criados, decidiu se arriscar e não só a seguiu com o olhar (cheio de crescente desejo), mas o jovem deu alguns passos e a seguiu, vestido com uma longa capa de arminho que ocultava as ricas roupas de sua posição; o filho de uns dos mercadores mais ricos de Paris. Seus olhos tinham um brilho e em seus lábios uma expressão de lascívia.
Fazia tempo Philippe Guillaume perseguia a jovem casta, mas a mesma lhe ignorava quando não o olhava com frieza ou fúria. Dita atitude só acendia ainda mais o interesse do filho do mercador.
— Oh, Feliz Natal, formosa Agnes — cumprimentou-a a seu passo.
Agnes olhou-o sobressaltada, conhecia bem a esse pícaro, era o filho do rico mercador Guillaume, alto, delgado, com um espesso e brilhante cabelo castanho lhe cobrindo o pescoço por completo; o olhar escuro tinha malícia e algo mais que a jovem não chegava a compreender ainda. Era belo, ou isso dizia sua amiga Matilde, mas a ela não agradava.
— Bom dia, Philippe — viu-se obrigada a dizer, e quando quis avançar ele impediu o seu avanço, vestido com sua rica capa de arminho e aquela grossa medalha de ouro que todos os membros de sua família ostentavam com arrogância.
— Afaste-se, senhor! — disse-lhe um de seus criados mais robustos, enquanto os outros pareciam procurar adagas em suas vestes.
Mas Philippe não estava só, três amigos de má vida o acompanhavam, esses eram estudantes nada aplicados, desalinhados e bêbados chamados “goliardos[”.
— Só queria conversar com a donzela umas palavras — disse enquanto seus amigos se acercavam devagar.
Agnes interveio fazendo um gesto a seus criados de que conservassem a calma.
— Não posso falar com você Philippe Guillaume, tenho pressa.
Os olhos castanhos não se apartaram dos seus, pareciam capazes de assombrá-la, mas finalmente se rendeu e fazendo uma longa reverência a deixou passar, enquanto seus amigos grosseiros murmuravam algo inaudível. O filho do mercador a viu partir, afastar-se como uma visão luminosa e soltou um suspiro. Não era o único enamorado da jovem, mas sim o mais constante.
— Amigo confrade, escreverei uma canção sobre a bela Agnes Boudelle — disse-lhe Jean, um de seus amigos chamando sua atenção. Era um jovem muito alto, levemente encurvado e vestia sempre uma longa capa de penitente, ainda que não fosse mais que um estudante desertor de Pádua. Seus olhos amarelos também se deleitavam contemplando a bela de Paris, enfurecendo Philippe, que lhe deu um pontapé e um empurrão.
— Não se atrevam. Já disse a vocês que será minha antes que chegue a Páscoa — ele advertiu...