11 de setembro de 2019

Cativo do Destino

Trilogia Destino
Noah Yates acredita plenamente nas alegrias de uma família feliz e de uma boa esposa. 

Mas essa não é a vida para ele. Não, ele prefere navegar pelos mares selvagens em busca de aventura, sem amarras.
Mas então o impensável acontece. . . ele se encontra literalmente amarrado. Em uma cama. Por uma mulher. E Pilar não é apenas uma mulher comum. Ela é descendente de piratas. E depois de dar-lhe uma das piores noites de sua vida, ela rouba seu navio! 
Agora Noah está à caça e não vai parar por nada até encontrar essa mulher extraordinária. . . e torná-la sua.

Capítulo Um

Verão de 1887, Havana, Cuba
Pilar Banderas examinou a enorme quantidade de navios ancorados no porto lotado de Havana. Ela precisava roubar um navio. Disfarçada de velha e usando um lenço de cabeça gasto, uma blusa disforme e uma saia empoeirada, ela se inclinou sobre uma bengala e continuou sua caminhada lenta pelas docas.
Dois navios de dois mastros pertencentes à odiada marinha espanhola, foram rapidamente descartados como candidatos devido ao seu tamanho e à garantia de punição caso ela fosse pega a bordo. Havia outros navios em volta, ambos com design e tonelagem menores, mas estes exigiam mais membros da tripulação do que ela tinha acesso, então ela rapidamente os eliminou também. 
O candidato mais provável era uma escuna de dois mastros chamada Alanza. Tendo navegado em navios semelhantes no passado, ela sabia que seria fácil fazer a viagem para Santo Domingo para encontrar com o traficante de armas, e não precisaria de uma grande tripulação. Ela estava de olho nesse desde o início de sua vigilância no dia anterior, e quanto mais ela observava, mais ela se convencia. 
Pela informação reunida de amigos dentro da cidade, ela sabia que o dono do Alanza era um americano rico chamado Noah Yates, e que ele ancorava em Havana anualmente para vender sedas orientais, especiarias e outros produtos exóticos, àqueles que tinham dinheiro para desperdiçar com extravagâncias. 
Ontem à noite, ele fora visto escoltando uma das belezas da cidade para o teatro e depois de levá-la para casa, passara algumas horas em um salão de apostas popular, onde ganhou uma quantia considerável de ouro. Se ele perdesse seu navio, ele era, sem dúvida, suficientemente rico para encomendar outro, então ela não sentiria nenhum remorso.
Pilar era uma araña, uma “aranha”, uma das muitas que reunia informações em nome dos rebeldes cubanos determinados a livrar sua amada ilha do domínio espanhol. 
A última tentativa de independência, conhecida como a Guerra dos Dez Anos, terminou em 1878 com uma rendição negociada pelos rebeldes, mas ela e seus compatriotas estavam convencidos de que a próxima campanha seria um sucesso, principalmente devido à proeza do líder rebelde General José Antonio Maceo, carinhosamente chamado de Titã de Bronze por seus seguidores devido a cor de sua pele e seu destemor no campo de batalha.
Se decidindo pelo Alanza, ela abriu caminho através da multidão e voltou para o banquinho de três pernas que marcava seu lugar na doca movimentada, onde cubanos de todos os matizes, idades e tamanhos vendiam tudo; de comida e bebida a medalhas religiosas, em um esforço para complementar sua renda insignificante, tudo sob os olhos atentos do crescente número de soldados espanhóis em patrulha. 
Nos últimos meses, centenas de novas tropas foram trazidas para ajudar a manter a bota da coroa no pescoço do povo. Em um esforço descarado para reprimir a crescente tensão, milhares de pessoas ligadas aos rebeldes foram cercadas e forçadas a campos miseráveis, cheios de desespero, doenças e pouca comida. Mas em vez de quebrar o espírito do movimento, os apelos à liberdade estavam se intensificando com o amanhecer de cada novo dia.
Apesar da tensão subjacente da ilha, o ar perto das docas estava vivo com o cheiro de alimento cozinhando em pequenos braseiros, os sons de vendedores ambulantes e músicos e o cheiro picante do mar.
─ Onde está seu distintivo, velha?
Pilar lentamente ergueu o olhar para o homem que falara com um tom zombeteiro, e o olhou por um momento. Ele tinha um rosto fino e claro, estava vestido com um terno apertado de corte espanhol e seu cabelo estava liso de pomada.
─ Que distintivo? ─ ela perguntou enquanto arrumava o peixe que estava vendendo como parte de sua artimanha.
─ O emblema que lhe dá o direito de estar nas docas.
A corrupção em Havana era tão difundida que até os mendigos eram obrigados a pagar um suborno para mendigar.
─ Eu não preciso de um.








Trilogia Destino
1 - Abraço do Destino
2- Rendida ao Destino
3- Cativo do Destino
Concluída

10 de setembro de 2019

Duquesa do Meu Coração

O casamento de Jillian foi um pesadelo, a notícia da morte do marido um desejo realizado. 

Ela se recusa a se curvar para a sociedade e fingir lamentar. E seu melhor amigo, Case, estará ao seu lado enquanto desafia as regras da sociedade e tem seu primeiro gosto de liberdade. Justin, oitavo duque de Whittington, está determinado a salvar o nome de sua família do escândalo que seu irmão Case está criando, mas a adorável Jillian não é a inimiga que ele esperava. Tanto vulnerável quanto irritante, ele nunca conheceu outra mulher como ela. Mas quando faíscas voam entre eles, Justin percebe que ele deve ajudar a salvar Jillian de seu passado antes que eles possam ter um futuro. 

Capítulo Um

Londres Novembro de 1818
Justin Devlin, oitavo duque de Whittington, atirou o artigo com desgosto. Geralmente não era dado a ler jornalecos de fofoca, mas um deles estava estrategicamente colocado em sua mesa. Edward era provavelmente o culpado. Apertou a ponte do nariz entre o polegar e o indicador, enquanto a outra mão segurava a parte de trás do pescoço, massageando os músculos tensos.
Ele tinha ancorado no porto no dia anterior e meses de fadiga se escondiam sob a aparência. Recuando de sua mesa, ele se levantou e caminhou até o armário de bebidas, onde serviu um conhaque. Ele engoliu o conteúdo de um só gole e pousou o copo com um baque surdo. Case passou dos limites. Atolado em escândalo. Escândalo... era uma palavra nunca antes associada ao nome de sua família, mas agora seu irmão mais novo conseguira mudar tudo em poucos meses.
A condessa de Penroth. Seu marido morrera tragicamente há menos de um ano, quando seu navio afundou no mar e, em vez de lamentá-lo, apareceu noite após noite em bailes da sociedade no braço de seu irmão. Sua recusa em guardar... não, respeitar os rituais de luto, era sem precedentes na sociedade londrina. Tal comportamento era além de deplorável. Ele e Case eram próximos. Com apenas dois anos de diferença, eles cresceram como companheiros inseparáveis.
Ele conhecia Case melhor do que qualquer outra pessoa, ou pelo menos pensava. Certamente havia uma explicação perfeitamente razoável para a participação de seu irmão em todo este desastre.
— Sua graça, sua carruagem está pronta. Justin se virou para ver Edward, o mordomo de sua família por três gerações, parado solenemente na porta. Sua idade era um segredo altamente guardado, mas Justin jurava que ele tinha que ter mais de cem anos.
maioria dos mordomos era mencionada pelo sobrenome, mas Justin nem sabia qual era. Ele tinha sido simplesmente Edward desde que o avô de Justin o contratou mais de cinquenta anos atrás.
— Obrigado, edward. Vou ao clube almoçar e depois cavalgar.
— Muito bem, sua graça. O jantar será servido no horário habitual, a menos que você tenha outros desejos.


Série The V. Col

1 - Duquesa do Meu Coração
2- Sua Majestade Meu Amor
3- Além da Noite

3 de setembro de 2019

Aconteceu sob o Visco

Série Noivas Secretas
Pode o felizes para sempre começar com um beijo de Natal?

Quando Oliver Townsende escapa para a casa de um amigo para uma festa de Natal, ele pretende evitar as hordas de pessoas dispostas a perseguir seus passos em Londres desde que ele herdou um ducado. 
Ele logo percebe que um pouco da paz e quietude natalina é demais para ele. Quando ele encontra a Srta. Cerian Blake, que está se esquivando de seus indesejados admiradores, os dois decidem unir forças e fingir uma paixão para manter seus pretendentes afastados. Mas quando um ramo de visco é envolvido, será que suas brincadeiras de Natal se transformarão num amor para durar todas as estações?

Capítulo Um

Oxfordshire, dezembro de 1817
Caçado é o que ele estava sendo. Caçado como uma raposa. E assim como uma raposa, ele foi forçado a… fugir.
Oliver Townsende deslizou pelo piso de mármore perfeitamente polido no vestíbulo da casa de campo de Lorde Medford. Ele contornou a imponente coluna no canto e seguiu pelo corredor mais próximo. Atrás dele, a batida de sapatilhas no chão de madeira indicava que seu voo não era em vão. Ele estava, de fato, ainda sendo perseguido.
Ele olhou para a direita. Por Júpiter, aquele gato estava correndo ao lado dele? Ele resistiu ao impulso de esfregar os olhos. Ele olhou de novo. Sim. Havia de fato um felino peludo brincando à sua direita. Medford possuía um gato? E mais importante, quem era que o gato esperava evitar? Certamente não a mesma jovem?
Oliver sorriu para si mesmo enquanto continuava seu voo. Por que exatamente ele concordou em participar da festa de Natal na casa de Medford? Sim, ele se tornara amigo do «Lorde Perfeito» e da sua esposa Kate no último ano, desde que Kate fora absolvida do assassinato de seu primo. Oliver herdara o ducado, e sabia melhor que ninguém como era ser caçado na sociedade. Ele era um jovem duque solteiro, pelo amor de Deus. É claro que a festa na casa de Medford estaria cheia de jovens solteiras com o coração preparado para se tornarem duquesas. Daí a corrida.
Oliver e o gato dobraram a curva no corredor, as passadas das sandálias de Lady Selina Kinsey ainda ecoando em algum lugar atrás deles. Ela estava chegando perto dele. Ele podia perceber isso com o aumento constante das passadas. Se ele não a conhecesse melhor, ele acharia que a filha do conde tinha levantado suas saias para correr atrás dele. Essa jovem em particular de alguma forma o pegara sob um ramo de visco. Ela exigiu um beijo não tão sutilmente logo antes de Oliver ter arrancado, sem cerimônia, a planta ofensiva do batente da porta em que estava pendurada. Resmungando alguma coisa sobre como ele tinha certeza de que Lady Medford estava procurando por esse ramo em particular, ele havia fugido tão rápido quanto suas pernas podiam. Só para perceber logo depois que Lady Selina não era de desistir facilmente.
Não havia mais nada a fazer. Ele precisava encontrar uma maneira de deixar essa festa educadamente. Lady Selina era apenas uma das várias jovens que se recusaram a aceitar um não como resposta. E suas mães? Essas formidáveis matronas eram ainda piores.
Oliver quase deslizou pela próxima curva antes de perceber que o gato havia parado de correr e estava sentado ao lado de uma pequena porta embutida na parede, lambendo a pata como se não estivesse acontecendo nada. O brilho de uma maçaneta de latão chamou a atenção de Oliver. Ele examinou a porta. O armário da prataria! Um excelente lugar para esconder. Lady Selina nunca pensaria que um duque se esconderia dentro do armário da prataria. Por favor, tomara que não esteja trancado.
Ele abriu a porta com a mão desocupada. Ah. Aberto. Que sorte. Sem dúvida, os servos de Medford eram perfeitos demais para sequer pensar em roubar o mordomo. Oliver patinou dentro do armário. O gato seguiu-o rapidamente, contorcendo o rabo com orgulho. Oliver fechou a porta atrás dele, encostou-se à madeira sólida com a palma da mão vazia (a outra ainda segurava o galho de visco), e desejou que sua respiração voltasse ao normal.
Estava escuro no armário e um pouco abafado. Cheirava a polimento de prata e a cheiro de metal. Nem um pouco de poeira, no entanto. É claro que o «Lorde Perfeito» não teria o armário da prataria empoeirado.
— É melhor você não miar e me entregar, gato — ele avisou em um sussurro.








Rendida ao Destino

Trilogia Destino
A criança que ele não sabia que tinha...

Andrew Yates chegara a uma decisão: era hora de parar com a vida imprudente e começar uma família. Mas procurar uma noiva não é tão simples quanto ele esperava, e muitas das respeitáveis mulheres que ele conhecera... faltava algo. 
Então a bela e resoluta Wilhelmina "Billie" Wells chega ao rancho da família com uma criança nos braços, alegando que Drew é o pai!
A mulher que ele não sabia que amava...Billie não teve escolha senão aparecer em Destiny em busca do Drew. Pelo bem do filho deles, ela está disposta a deixá-lo com o pai para que o menino possa ter uma vida melhor, mas então, antes que ela possa piscar, está dizendo "eu aceito" diante de um padre em um casamento de conveniência. Tudo o que Billie e Drew têm em comum é o ardor que os uniu, mas sua paixão ardente pode levar a um amor eterno?

Capítulo Um

Julho 1885, São Francisco
O orgasmo de Billie a atravessou como um relâmpago. À medida que se expandiu e ganhou velocidade, seu corpo sacudiu com um trovão ecoante e sua garganta se abriu em um grito rouco. O homem indolente abaixo dela sorriu com uma suave satisfação e com as mãos guiando os quadris dela manteve seus golpes poderosos.
Este era apenas um dos muitos orgasmos com que ele a presenteou nas ultimas horas, e enquanto a ressonância continuou a banhá-la como ondas em um mar tempestuoso, ela sentiu-o à beira de seu próprio fim, mas sabia que ele não se renderia até que não sobrasse nada de ambos. Como se estivesse lendo sua mente, ele aliviou a um ritmo mais lento para dar-lhe um momento de descanso, mas continuou a envolvê-la com lânguidas e tentadoras estocadas.
O corpo longo e magro dele era perfeito para isso e ela amava cada delicioso centímetro, especialmente aquele que a estava empalando e a fazendo cavalgar. Mãos fascinantes percorreram de sua cintura para cima, para circular sobre os pontos duros de seus seios, parando um momento para provocar e se demorar antes de recapturar sua cintura e aumentar o ritmo, até que a grande cama começou a balançar e gemer novamente. 
Nenhum homem lhe correspondia em vigor ou na alegria que ele tinha na crua e quente luxúria, e ela adorava isso nele também. Justamente quando ela pensou que poderia desmaiar de glória, ele grunhiu em espanhol e rapidamente virou-a de costas. 
O assalto erótico continuou. O calor no quarto combinava com o calor que emanava de seus corpos. Ela estava coberta de suor. Ele também estava. Ele levantou as pernas dela, puxou-a para mais perto com um aperto em seus tornozelos e mergulhou dentro e fora de sua carne como um beija-flor escandaloso buscando o mais devasso dos néctares. Segundos depois, o seu próprio orgasmo explodiu e seu corpo se partiu estremecendo em uma resposta carnal.
Mais tarde, deitada desossada em seus braços, ela estava muito saciada para se mover. Ao contrário dos outros homens que ela entretinha, ele sempre a mantinha por perto depois de tudo finalizado. Ela sentiu o beijo suave que ele colocou contra sua testa úmida.
—Obrigado, — ele sussurrou.
—O prazer é meu.
Humor retumbou no peito dele.
—Você é o prazer, Mina.
O nome dela era Wilhelmina. A maioria a chamava de Billie, mas este homem notável lhe dera um nome único só dele: Mina. Ser tratada como tal sempre abria um espaço dentro de seu coração,que não tinha motivo de existir, porque o relacionamento deles era baseado unicamente em dinheiro, nada mais.
Deixando de lado o pensamento melancólico, ela se esgueirou para fora da cama e foi para trás do biombo para tirar sua esponja e lavar-se. Ver buracos na esponja fez seus olhos se arregalarem, e ela rapidamente olhou por cima do ombro como se ele pudesse estar observando.Fazendo uma nota mental para gastar mais em sua proteção futuramente, porque a última coisa que ela precisava em sua linha de trabalho era uma criança, ela descartou a esponja, limpou-se e retornou para ficar ao lado da cama.
—Você deveria me deixar trocar os lençóis.
Ele levantou-se sobre um cotovelo. Andrew Antonio Yates era o homem mais bonito na terra, e seu sorriso sedutor também residia em um lugar secreto no coração dela.
—Nós simplesmente vamos suja-los novamente.
—Você tem um ponto, — ela respondeu, sentando-se na beira do colchão de pelúcia. —Com você por aqui nenhuma quantidade de roupa de cama limpa é suficiente, eu aprendi.
—Isso tem muito a ver com a minha companhia.— Suas mãos encontraram sua cintura e gentilmente a puxaram de volta para que ela pudesse se deitar ao lado dele novamente. —Que tal uma refeição? Estou faminto.
Eles estavam em uma das suítes mais caras em um dos hotéis mais caros de São Francisco. Sem o patrocínio dele, nunca teriam permitido que uma garota como ela entrasse em um lugar como aquele.
—Isso seria bom já que eu estou faminta também.








Trilogia Destino
1 - Abraço do Destino
2- Rendida ao Destino
3- Cativo do Destino

2 de setembro de 2019

Conde de Basingstoke

Série Club dos Condes (Multiautores)
Lady Phoebe Woodson sonha em ser escritora e pratica diariamente em seu diário secreto.

O herói em todos os seus contos é Nathan Carruthers, Conde de Basingstoke. Os rumores em torno de suas atribuições perversas estão além de qualquer coisa que ela poderia sonhar, e de uma vez reforçada por suas fantasias selvagens, ela criou um amante que nenhum homem poderia se comparar.
Basingstoke ignorou os rumores sobre seus escândalos românticos em sua maior parte, aceitando-os como parte de ser um cavalheiro solteiro com um título. De certa forma, isso impediu que as mães casamenteiras empurrassem suas filhas para o seu alcance. Agora ele chegou a uma idade em que gostaria de se casar, mas, infelizmente, elas estão afastando a mulher que ele ama Lady Phoebe. Quando Basingstoke descobre o diário de Lady Phoebe, ele a culpa por criar os rumores.  achucado até os ossos, ele não quer mais nada com ela. Desolada, ela vai em busca do verdadeiro fofoqueiro. Ela pode provar sua inocência e recuperar o amor de Basingstoke?

Capítulo Um

Maio de 1815, Londres
Poderia uma oferta estar no futuro próximo para Lady PW? Poderia, se os rumores forem verdade. Um conde particularmente escandaloso foi visto visitando-a nesta manhã com um buquê nas mãos, um sinal óbvio de suas intenções.
Lady Phoebe Woodson fechou o diário e colocou-o na mesinha ao lado da cadeira, afagou a capa de couro e, então, alinhou cuidadosamente o tinteiro para o lado.
— Você parecia tão linda dançando com Hartshorne na noite passada, Marjorie. Aqueles brincos de safira que você usava combinavam com seus olhos.
— Estou extremamente feliz com ele. Ainda tenho dificuldade em acreditar que nos casamos há quase sete meses. Pensar há um ano, eu estava pronta para casar com outra pessoa. — Marjorie suspirou e olhou para a janela, com o rosto brilhando à luz do sol que entrava pelo vidro, que destacava seus cachos curtos e negros.
— Vocês dois são perfeitos um para o outro. Agora é a minha vez. Eu devo encontrar o homem perfeito para mim. Tenho vinte e quatro anos e ainda sou solteira, não é chocante? Papai tem me dado olhares severos, quando passa cada dia, sem um cavalheiro mandando flores ou pedindo para caminhar comigo no Hyde Park. Este ano, prometo não voltar ao campo sem aceitar uma proposta.
Na verdade, Phoebe já havia encontrado o homem que desejava com todo o coração. Ela afastou os flertes de três homens ao longo dos anos, incapaz de considerar ninguém além dele, Nathan Carruthers, conde de Basingstoke. Com suas feições maliciosamente belas e olhos castanhos brilhantes, ele era o homem mais lindo que ela conhecia.
Pelo menos, ela assumiu que seus olhos eram castanhos, e eles devem brilhar, dado como seu sorriso iluminava o seu rosto. Ela nunca esteve perto o suficiente para ter certeza. Nunca dançou com ele, nem fingiu tropeçar para que ela pudesse cair em seus braços.
Um profundo suspiro escapou quando seus ombros caíram.
Seu problema era conseguir que Basingstoke a notasse. Eles tinham sido apresentados há três anos, mas pelo que ela sabia, ele prontamente a esquecera.
— Acha que ele vai ao baile de Lady Albright hoje à noite? — Perguntou Phoebe.
— Quem? Hart não estará lá. Ele mencionou conhecer um amigo em seu clube.
— Tola, eu esqueço que você não pode ouvir o que eu penso. — As amigas riram. — Nós nos conhecemos há tanto tempo que às vezes acredito que sei exatamente o que você está pensando.
— Ah, agora eu entendo.


Série Club dos Condes (Multiautores)
1-  Conde de Sussex
2-  Conde de Westcliff
3-  Conde de Wainthorpe
4- Conde de Sunderland
5- Conde de Basingstoke
6- Conde de Weston


1 de setembro de 2019

Saga Despertar

03 - O Falcão do Tamisa

Justin Sinclair não teve uma infância fácil, embora ao longo dos anos tenha conseguido tudo o que não teve na infância. 

Apesar de ter dinheiro, amigos e todas as diversões que seu negócio lhe traz, o mais reputado bordel de Londres, o desejo de vingança contra seu pai, um conhecido nobre, não diminuiu. Após a morte de seu avô materno herda o título da família. Não se importando nem um pouco com quem deve chegar à frente, nem mesmo a jovem e inocente Srta. Laverton, não cessará seus esforços para empreender sua vingança contra seu pai em seu próprio território, a alta sociedade.

02 - Perdida em seus braços


O Capitão Robert Newman, conseguiu o objetivo que o estimulou ao longo de sua vida, ser o próspero proprietário de uma compania de navegação e conviver com a alta sociedade londrina.

Mas não é capaz de lidar com os olhares depreciativos que lhe lançam nos salões de baile. Acreditando, erroneamente, que é devido a sua falta de sangue azul decide aceitar a proposta de um Conde, que lhe oferece a mãode sua filha em troca do ansiado título que acredita necessitar. Tricia, filha do Conde Richmond, é uma jovem rebelde e mimada. Nos últimos tempos sua alegria se dissipou graças ao comportamento desastroso de seu pai, que dilapidadou a herança familiar deixando-os na ruína.
Quando descobre seu plano de casá-la com um desconhecido toma uma decisão que mudará sua vida e a levará a viver uma aventura inesperada. Poderá Robert resistir ao que sente pela sedutora clandestina que está em seu barco? Conseguirá Tricia lutar contra a tormenta que o destino lhe apresentará?


Série Saga Despertar
1 - Despertar com seu Amor
2 - Perdida em seus braços
3 - O Falcão do Tamisa




27 de agosto de 2019

A Mulher para o Capitão Jack

Série Bastion Club
Eles se encontram em um confronto de espadas, banhados pela luz do luar da costa leste da Grã-Bretanha: o Capitão Jack, com seus belos traços esculpidos em prata e sombra, e seu poderoso físico obrigaram "Kit" Cranmer a se render. 

Ele era seu amante ideal que se transformava em realidade, e o comando dele sobre a gangue de contrabandista era absoluto. O seu olhar sagaz penetrou seu disfarce como o “rapaz” líder de uma gangue rival com facilidade alarmante, e a "punição" dele veio com beijos que deixou sua modéstia de donzela vir por terra. De repente, Kit descobre que está muito satisfeita em explorar com Jack os prazeres convencionalmente reservados para mulheres casadas... sem saber que forças perigosas ela está desencadeando. Pois, mesmo enquanto Kit se deleita em galopes à meia-noite e encontros na cabana, o Capitão Jack está montando uma armadilha sutil que colocará fim a sua liberdade... para atá-la a ele com um anel, uma promessa... e laços de devoção e desejo.

Capítulo Um

Maio de 1811, Oeste de Norfolk
Kit Cranmer estava sentada com o nariz na janela da carruagem, banqueteando-se com os marcos da memória. O pináculo no topo da Alfândega em Kings Lynn e a antiga fortaleza do Castelo Rising ficaram para trás deles. Adiante estava a curva para Wolferton; Cranmer estava finalmente perto. Flâmulas de vermelho crepuscular e dourado coloriam o céu em boas-vindas; a sensação de voltar para casa ficou mais forte a cada milha. Com um suspiro triunfante, Kit sentou contra as almofadas e deu graças mais uma vez por sua liberdade. Ela permaneceu habitada, presa e confinada em Londres por muito tempo.
Dez minutos depois, a entrada para o parque surgia à frente no anoitecer, o brasão Cranmer estendia-se em cada poste. Os portões estavam abertos; a carruagem girou completamente. Kit endireitou e balançou a velha Elmina acordando-a que, em seguida, sentou-se, de repente tensa.
O cascalho se esmagou sob as rodas; a carruagem embalou até parar. A porta foi aberta.
Seu avô estava diante dela, sua cabeça erguida orgulhosa, sua cabeleira leonina posta em relevo pelas tochas que ladeavam as grandes portas. Por um momento suspenso, entreolharam-se um para o outro, amor, esperança e lembrança da dor refletido repetidamente entre eles.
— Kit?
E os anos revertidos. Com um sufoco.
— Vovô! — Kit lançou-se nos braços de Spencer Cranmer.
— Kit. Oh, Kit! — Lorde Cranmer de Cranmer Hall, com sua neta amada presa contra seu peito, não conseguia encontrar outras palavras. Durante seis anos ele esperou que ela voltasse; ele mal podia acreditar que ela era real.
Elmina e a governanta, a Sra. Fogg, conduziram o par emocionado para o interior, deixando-os no sofá da sala, diante do fogo ardente.
Eventualmente, Spencer se endireitou e enxugou os olhos com um lenço grande.
— Kit, menina querida, estou tão feliz em te ver.
Kit olhou para cima, sem vergonha das lágrimas suspensas em seus longos cílios castanhos. Ela ainda não tinha recuperado a sua voz, então sorriu sua resposta.
Spencer devolveu o sorriso.
— Eu sei que é egoísmo da minha parte desejar você aqui, suas tias salientaram anos atrás, quando você decidiu ir para Londres. Eu tinha desistido de esperar que voltasse. Eu tinha certeza de que casaria com algum cavalheiro elegante e esquecesse tudo sobre Cranmer e seu velho avô.
O sorriso de Kit desapareceu. Franzindo a testa ligeiramente, ela se contorceu para se sentar reto.
— O que quer dizer, vovô? Eu nunca quis ir para Londres, minhas tias me disseram que eu tinha que fazê-lo. Afirmaram que você queria que eu conseguisse uma boa união e como sou a única garota da família, era o meu dever honrar o nome Cranmer e, mais ainda, para os meus tios. — O último foi dito com desprezo.
O olhar pálido de Spencer aguçou. Suas espessas sobrancelhas brancas se encontraram em uma expressão estrondosa.
— O quê?
Kit estremeceu.
— Não grite. — Ela tinha esquecido o seu temperamento. De acordo com Dr. Thrushborne, sua saúde dependia de não o perder com muita frequência.
Levantando-se, ela foi até a lareira e puxou o cordão da campainha.
— Deixe-me pensar. — Seu olhar sobre as chamas, ela franziu a testa, os eventos há muito tempo repetindo em sua mente. — Quando vovó morreu, você se trancou, e eu não estava com você. Tia Isobel e tia Margery conversaram com você. Então, elas vieram e me disseram que eu tinha que ir com elas, que os meus tios deveriam ser os meus guardiões e eles me preparariam e me apresentariam e assim por diante. — Ela olhou diretamente para Spencer. — Isso era tudo o que eu sabia.
O brilho zangado nos velhos olhos, segurando os dela tão atentamente era toda prova que Kit precisava da dissimulação de suas tias.
— Aquelas coniventes cadelas! Aquelas bruxas vestidas de sedas e peles. Essas harpias infernais! As duas não são nada mais...

26 de agosto de 2019

Doce Tormento

Série Oeste I
Órfã com tenra idade Sarah Kennedy aprendeu a depender unicamente de si mesma, reservando todo o amor para seu irmão menor e para os falcões feridos aos quais cuida e devolve à liberdade. 

Para Case Maxwell, um duro pistoleiro, a vida ensinou que a justiça é cega, a ser um lutador letal e a não amar nada, nem ninguém, que possa morrer, porém quando um enfrentamento com seus inimigos o deixa à beira da morte, se encontrará, como qualquer outra criatura: com os ternos e não desejados cuidados de Sarah. O destino uniu a cuidadora e o guerreiro; duas almas atormentadas por um perigoso presente e pelos amargos fantasmas do passado. Porém, a intensa emoção a qual tanto Case quanto Sarah temem, a paixão que os faz arder, é a única coisa que os pode salvar… e fazer que enfrentem ao maior perigo de todos: o amor. 

Capítulo Um

Inverno de 1868, Território de Utah
— Não se mexa; nem mesmo respire.
O lento e implacável tom daquele homem foi suficiente para congelar Sarah Kennedy em seu lugar. Mesmo que, se aquela voz não tivesse conseguido, o peso do sólido corpo masculino que quase a amassava o teria feito. A jovem não podia se mover nem respirar. Estava de boca para baixo, presa contra a pedra fria do chão de uma caverna na beira de um precipício, embaixo do corpo daquele estranho que a cobria da cabeça aos pés. 
Deus, é enorme, pensou temerosa. Alto e sem um grama de gordura. Muito grande. Inclusive se aquele desconhecido tivesse lhe dado uma oportunidade, teria sido impossível lutar contra ele. No entanto, apesar de seu tamanho, era tão rápido e silencioso quanto um falcão. Até aquele momento, ela não escutara nada que a fizesse suspeitar de alguma presença estranha na pequena caverna onde se escondia. 
O corpo do estranho estava tão frio quanto a pedra que amassava o peito e os quadris de Sarah. Na verdade, ela era plenamente consciente dele, apesar da grossura de suas roupas de inverno. 
A mão direita masculina, grande e enluvada, apertava sua boca de tal modo que não poderia se mover ou tentar mordê-la por mais que tivesse tentado. Não gastou forças em uma inútil luta. Um casamento desastrado lhe ensinara que uma mulher, mesmo jovem e sadia, não possuia muitas oportunidades contra um homem de seu mesmo peso e altura. Além do que, o estranho que a aprisionava estava longe de ter o seu mesmo peso e altura. E aquilo não era o pior. 
Apesar do vento seco do inverno, a mão esquerda de seu captor estava descoberta e segurava um revólver que parecia ter sido muito usado. Então, como se o desconhecido soubesse que Sarah não tentaria lutar contra ele, diminuiu um pouco a pressão da sua mão; o suficiente para deixá-la respirar. Porém não o suficiente para lhe permitir gritar. 
— Não lhe farei mal. — Murmurou ele contra seu ouvido. É um corno, pensou ela. Aquilo era o que de melhor os homens sabiam fazer: ferir as mulheres. Em silêncio, tentou lutar contra o medo e as náuseas que apertavam seu estômago. — Fique tranquila, pequena. — Sussurrou o estranho. — Não maltrato as mulheres, os cavalos, nem os cachorros. Sarah não voltara a ouvir aquele ditado desde a morte de seu pai, e se surpreendeu; até mesmo a fez sentir uma faísca de esperança. 
— Mas, se aqueles Culpeppers reunidos ali embaixo conseguirem pôr as mãos sobre você, — continuou o desconhecido — a farão desejar a morte. E, acredite, suas súplicas serão respondidas, ainda que não tão rápido quanto você desejaria. 
Um calafrio percorreu o corpo de Sarah; um calafrio que nada tinha a ver com a noite de inverno ou a gelada rocha sobre a qual se encontrava. 
— Concorde se me entende. — Ele ordenou. Apesar do educado acento com o qual pronunciou aquelas palavras, sua voz era baixa, lenta, e tinha um fio de aço. Ela fez um gesto afirmativo com a cabeça. — Agora, concorde outra vez se acredita em mim. — Acrescentou ele secamente. O absurdo desejo de rir que a invadiu de repente, a surpreendeu. Histeria, pensou. Seja forte.








22 de agosto de 2019

Segredos de um Casamento Escandaloso

Série Noivas Secretas
Um crime notório

Uma duquesa aguardando julgamento pelo assassinato de seu marido é a fofoca mais deliciosa que a sociedade ouviu em anos. Mas para Kate Townsende, a mulher em questão, poderia ser uma questão de vida ou morte. Quando um nobre astuto e bonito se oferece para publicar seu lado da história enquanto organiza para um advogado pegar seu caso, ela é tentada por muito mais que a chance de se defender…
Um desejo chocante
James Bancroft, visconde de Medford, diz a si mesmo que só está interessado em um panfleto de best-seller, mas a determinação teimosa de Kate é cativante. Poderia a viúva acusada dizer a verdade? No início, James não tem certeza de nada além de seu crescente desejo por ela, mas em pouco tempo ele está disposto a arriscar muito mais do que sua reputação para tornar essa beleza infame em sua esposa…

Capítulo Um

A Torre de Londres, dezembro de 1816

A grande porta de metal da cela se abriu e Kate fechou os olhos. Ela deu um passo à frente, convocada de uma cela fria e úmida para outra. Ela tinha uma visita. Sua primeira desde que ela foi levada para a prisão.
Ela abriu os olhos. A dura luz do inverno penetrava pela única janela da antecâmara. O guarda da torre tinha uma expressão vazia no rosto. Ele e os outros guardas sempre lhe davam o benefício do respeito devido ao seu título. Se eles gostassem ou não.
O guarda se afastou, revelando o outro ocupante da sala. Interessante. Seu visitante era um homem. Ela estreitou os olhos para ele. Quem era ele e o que ele queria com ela? Ele ficou de costas para ela. Ele era alto, isso ela podia discernir. Alto e envolto em sombras.
O cheiro de mofo e decadência, abundante na Torre, fez seu estômago apertar. O implacável vento do inverno açoitava a pedra, levantando arrepios em seus braços. Ela estremeceu e agarrou o xale com mais força ao redor dos ombros.
— Você tem dez minutos e nem um minuto a mais. — Anunciou o carcereiro antes de abrir a porta e fechá-la atrás dele enquanto saía. O barulho alto e o subsequente clique selaram Kate e o estranho na pequena sala juntos. Ela deu um passo para trás. Uma pequena mesa bamba descansava entre eles. Ela estava feliz por esse pouco de separação, pelo menos. Quem quer que fosse o homem, as suas roupas marcavam-no como um cavalheiro. Ele deveria se comportar como um.
O homem alto se virou para cumprimentá-la. Ele tirou o chapéu, mas ela ainda não conseguia distinguir o rosto dele. Ele usava um sobretudo de lã cinza escuro de considerável despesa. Um feixe perdido de luz solar flutuava através do ar sujo, deixado pela pequena janela aninhada na parede de pedra em frente a eles.
Ele executou uma reverência perfeita. — Sua Graça?
Kate se encolheu. Oh, como ela detestava esse título.
— Curvando-se para um prisioneiro? — Ela perguntou em uma voz contida com um pouco de ironia.
— Você não é um cavalheiro?
Ele sorriu e um conjunto de dentes perfeitamente brancos brilhou na escuridão.
— Você ainda é uma duquesa, Sua Graça.
Ela empurrou o capuz da cabeça e deu um passo hesitante para a frente. Os olhos do estranho queimaram por um momento e ele respirou fundo.
O estômago de Kate se apertou. Sem dúvida, ela parecia um susto. Ela não tomava banho há dias e só podia imaginar seu próprio cheiro. Seu cabelo, normalmente empilhado sobre a cabeça, era uma massa de cachos ruivos ao redor dos ombros. Ela podia estar suja e em apuros, mas ela não estava quebrada. Se recusou a deixar o estranho ver que sua reação a afetou. Levantou o queixo e olhou para ele cautelosamente.
Ele se adiantou então, para a luz, e Kate estreitou os olhos no rosto, avaliando rapidamente cada detalhe. Ela não o conhecia. Mas quem quer que fosse, o homem era bonito. Devastadoramente. Talvez em seus trinta e poucos anos, ele tinha cabelos castanhos escuros, um nariz perfeitamente reto, uma mandíbula quadrada. Mas seus olhos eram o que realmente cativava. Cor acastanhada, quase verde, avaliando, conhecendo, olhos inteligentes. Eles roubaram sua respiração. Seu olhar se moveu para baixo, onde o mais leve indício de um sorriso repousava em lábios masculinos habilmente moldados.
— Você sabe quem eu sou? — Sua voz estilhaçou o frio calmo como um martelo batendo no gelo.
Ela o olhou com um olhar firme. — Você é um advogado? Veio por minha defesa?
O homem franziu a testa. — Você ainda não teve acesso a um advogado?
Ela endireitou os ombros. — Eu estive esperando.
Os olhos cativantes do desconhecido olhavam para ela com calma. — Pelo que entendi, você está presa há semanas. Acho difícil acreditar que uma senhora da sua estirpe ainda não tenha encontrado um advogado.
Ela ergueu o queixo. — Seja como for, eu não tenho.
— Eu sinto muito em desapontá-la, Sua Graça, mas não, eu não sou um advogado.
— Não é um advogado? Então quem é você e por que veio me visitar? Por favor, não me diga que é apenas para ver o espetáculo de uma duquesa acusada de assassinato.
Seu olhar permaneceu fixo em seu rosto, seus olhos ainda avaliando, cautelosos. — Estou aqui para ajudá-la, Sua Graça.
— Me ajudar? — Ela zombou, dando um passo à frente para ver mais de perto o homem. — Duvido disso. Ajude-se talvez. Diga-me, por quanto você subornou o carcereiro para que você visse a duquesa infame que atirou em seu marido?








Série Noivas Secretas
1- Segredos de uma Noite de Nupcias
1.5- Uma Proposta Secreta
2- Segredos de uma Noiva Fugitiva
2.5- Um Caso Secreto
3-  Segredos de um casamento escandaloso
3.5- Aconteceu sob o Visco
Série concluída

21 de agosto de 2019

À Disposição do Guerreiro

Série Warehaven

Enganada e sozinha, Beatrice de Warehaven é forçada a fugir diretamente para os poderosos braços do temido guerreiro Gregor de Roul.

Ele a acompanha para casa, embora não antes de um beijo inflamar a verdadeira paixão entre eles.
Se Gregor quiser ganhar sua liberdade, ele deve obedecer a uma última ordem real e invadir Warehaven e se casar com Beatrice. 
Sua traição ganhará o ódio de Beatrice, mas Gregor está preparado para entrar em batalha com essa beleza teimosa e terminar o que começou com sua noiva inocente!

Capítulo Um

Sul de Derbyshire, Julho 1145
— Você não deve lutar comigo sobre isso. Você não vai ganhar.
Beatrice de Warehaven olhava chocada para o homem que a confrontava tão ousadamente na privacidade de sua tenda.
Charles de Wardham tinha sido o amor de sua vida. Com seus membros magros, rosto imaculado sem cicatrizes de feridas de guerra, cabelos loiros e modos enganosamente gentis e cuidadosos, ele facilmente conquistaria seu coração.
Como era possível que esse fosse o mesmo homem por quem ela se apaixonara tão desesperadamente há quase três anos?
Ela encarou com mais força seus pálidos olhos azuis, tentando ver através da névoa de desânimo que nublava sua visão. Ela uma vez se perguntou se era possível se afogar em seu olhar. Agora ela ficaria espantada se não se congelasse até a morte sob seu olhar gelado e inabalável.
Seu coração doeu fisicamente machucado como se tivesse sido estilhaçado por um aríete, quando se deu conta de que seus pais estavam certos em sua avaliação sobre esse homem. Eles não confiaram nele e estavam certos de que algo sombriamente sinistro estava sob seu exterior ameno. Ela fora tão insensata em não ver a verdade no julgamento deles. Achava-se certa o suficiente para que não lhes desse atenção, permitindo que ele a acompanhasse de volta a Warehaven sem o conhecimento de sua família.
— Venha, Beatrice.
Nem seu tom de voz calmo e firme, nem o sorriso que nunca atingiu seus olhos, a enganaram. Nunca mais ela seria enganada por um homem, qualquer homem, mas especialmente não por este. Ela sabia que não haveria nada de gentil em seu toque. Mesmo se houvesse algum indício de delicadeza, ela não se entregaria a ele antes de se casarem e, desde então, estava certa de que nunca se casariam, dividir sua cama não era uma opção.
Um frio amargo de traição correu por sua espinha. Ela se afastou de seu braço estendido e gritou:
— Edythe!



Série Warehaven
0.5 -Casamento Warehaven
1 - O Homem dos Meus Sonhos/Aliança com o Passado
2 - Cativa do Guerreiro
3- À Disposição do Guerreiro - (tb 01- Série Lobos Guerreiros)
Série concluída





O Conflito do Highlander

Série Lords de Dunkeld
Um arrogante e corajoso Highlander... uma moça deslumbrante e inteligente.. e um tutor de sangue frio que fará de tudo para conseguir o que ele deseja há muito tempo...

 Beleza com uma pitada de loucura? Ambeal McDonnell está acostumada com as coisas boas da vida, embora tenha sido criada por um falcoeiro espirituoso após a morte de sua mãe. Seu pai é rico e um poderoso Thane, com pouco tempo para ela, além de planejar seu futuro desde a infância. 
Agora que sua escolha original escolheu outra noiva e quebrou o acordo, McDonnell deseja casar sua linda filha com o seu tutelado, um homem cruel com mais planos para sua herança do que para com Ambeal. Agora ele só tem que desacreditar Ambeal para que ela diga sim e fique limitada aos olhos de seu pai amoroso... Um guerreiro Highlander com um plano ousado... 

Capítulo Um

A fortaleza estava escura e sombria. Ambeal a olhava de onde ela e Alf pararam ao lado do portão de água na lateral da parte de trás do castelo. Não havia sentinelas nas ameias, o que era um sinal de que o pai enviara a maioria das tropas para procurá-las. Boa. Isso facilitará a entrada. Ambeal olhou em volta e para Alf, ele estava logo atrás dela, também estudando as muralhas. Ele colocou a mão no seu ombro e ela estremeceu, gostando da sensação de sua proximidade. 
— A ameia está vazia hoje à noite, — ele comentou. Amabel assentiu. 
— Sim. De fato. — Este portão, — continuou ele, caminhando até o portão.
 — Está sempre aberto? 
— Às vezes, — Ambeal admitiu. Se era sempre ou não só hoje, ela não fazia ideia. Respondendo a pergunta, Alf colocou a mão e levantou o trinco. 
— Fechado. Ambeal reprimiu um suspiro frustrado. — O que podemos fazer? Alf franziu o cenho.
 — Eu tenho uma ideia. 
— Oh? — Existe por perto uma pedra ou algo assim? Ambeal franziu a testa e se abaixou, pegando um seixo claro que ela podia ver na escuridão suave. — Isso está perto o suficiente do que você quer? Ele riu. — Perfeito. — Ele pegou dela e as pontas dos dedos se roçaram. Ambeal mordeu o lábio, sentindo o calor de seu toque vibrar através de seu corpo. 
— Bem, — ele continuou, curvando-se perto do portão, — se você puder me ajudar a pegar grama seca, folhas ou algo do tipo? 
— Muito bem. — Ela se abaixou, passando as mãos finas pelo chão quase obscurecido, engolida pela sombra do muro de pedra alto. Ela voltou alguns momentos depois, com um pouco de grama seca e folhas em suas mãos. 
— Você pode empilhá-los aqui? — Alf perguntou, apontando para a base do portão. Ambeal assentiu e se ajoelhou graciosamente ao lado dele, formando a fogueira perto da madeira do portão. 
— Aqui. Agora, nós precisamos de uma isca ou qualquer coisa próximo a isso. — Ele murmurou para si mesmo e se curvou. Ambeal observou, franzindo a testa, enquanto pegava o sporran no cinto e tirava uma pedra. Então ela entendeu. 
Era uma pedra de fogo. Golpeando com a pedra que ele pediu, fez faíscas. As faíscas pegaram nas folhas e logo tiveram uma pequena fogueira, crepitando e brilhando. Atrás dela, o cavalo de Ambeal, Lily, soprou, lembrando-a de que os cavalos não gostam muito do cheiro de fumaça. 
— Shhh, moça, — ela sussurrou. — Está tudo bem. É apenas um pouco de fogo. — Mm. — Alf assentiu. — Agora precisamos de alguns ramos maiores. Você pode pegar? Ambeal assentiu e, juntando sua longa saia de linho na mão esquerda, dirigiu-se ao bosque próximo para buscar galhos de pinheiro. Ela voltou com um braço cheio, os galhos variando da largura de um dedo até a largura do antebraço. Alf levantou uma sobrancelha. 
— Muito bem, amor. 








Série Lords de Dunkeld

1- Coração de um Hinghlander
2- O Desafio do Highlander
3- O Highlander Herói
4- O Highlander Amaldiçoado
5- O Dilema do Highlander
6- O Despertar do Highlander 
6.5 - O Conflito do Highlander
7- O Highlander Agente Secreto
7.5- O Cavaleiro Highlander


20 de agosto de 2019

O Legado do Texas

Trilogia Texas
Rawley Cooper amava Faith Leigh desde que se lembrava. 

Mas a crueldade de sua infância o assombra e ele sabe que não merece Faith. Quando ela vai até ele na noite de seu décimo nono aniversário, ambos cedem a tentação. Mas o beijo trocado reafirma o que ele sempre soube: ele não poderá nunca tê-la em seus braços. Para proteger seu coração, ele empacota suas coisas e vai para o oeste.
Faith sempre adorou o garoto que seus pais acolheram e criaram. Mas ela não tem a certeza de que pode, alguma vez, perdoá-lo por sair da sua vida justo quando ela mais precisava dele. Quando um telegrama urgente o força a voltar, seis anos mais tarde, Rawley descobre que Faith é agora uma mulher a ser levada em conta.
Enquanto velhos sentimentos voltam à vida e novas paixões tomam posse, ambos devem confrontar segredos de seu passado ou arriscar perder um legado de amor.

Capítulo um

Agosto de 1909
O telegrama o encontrou em Cheyenne, as palavras simples e diretas ao ponto: Eu preciso de você em casa. Com amor, mamãe.
Ele cavalgou até o rancho onde estivera trabalhando como capataz, se demitiu, empacotou seus parcos pertences, os levou depressa ao depósito ferroviário, e subiu no primeiro trem que o levaria ate onde ele precisava estar o mais rápido possível. Leighton, Texas; uma cidade, uma vez descrita como estando no lado mais afastado de lugar nenhum, mas quando ele partiu, estava plena de atividade e promessas. O caminho de ferro tinha mudado seu destino.
Não, isso não era propriamente certo, ele meditou, enquanto se sentava ao lado de uma janela, no pesado trem e observava a vastidão vazia passar. Dallas Leigh tinha criado a cidade, a partir do nada, atraiu os barões dos caminhos de ferro para garantir que uma linha ferroviária passasse por sua cidade para aumentar suas chances de prosperar, e ao fazê-lo, tinha alterado a paisagem e as vidas de muito boa gente. Ele, junto com sua esposa, tinha mudado a vida de Rawley Cooper, também, o haviam retirado do buraco do inferno que havia sido sua infância e, lhe dado mais oportunidades do que ele merecia. Esta foi a razão pela qual Rawley não hesitou em deixar tudo para trás quando recebeu o telegrama.
Embora, se fosse honesto consigo mesmo, tinha que admitir que estava mais do que pronto para voltar. Ele sentia falta do lugar, sentia falta do povo. Sentia falta de Faith.
Ele esperara que o tempo e a distância a fizessem sumir de suas memórias, mas ela estava tão presente como sempre, e não se passava uma noite em que ele não sonhava com ela.
Faith Leigh era a mulher mais bonita em quem ele já tinha posto os olhos, embora não a tivesse visto sempre sob este prisma. Quando ela nascera — enrugada, vermelha e berrando mais do que qualquer bezerro que ele tinha ouvido até aquele momento — ele proclamou que ela era tão feia que doía. Mas ela conseguiu rapidamente esgueirar-se para dentro do seu coração — não que ele tenha ficado muito satisfeito com isso.
Ele era, provavelmente, entre uma década e uma dúzia de anos mais velho que ela.

Sua verdadeira idade era uma incógnita, porque o homem que se intitulara pai de Rawley, não prestara muita atenção aos detalhes de sua vida. Não foi até que Rawley foi viver com Dallas e Cordelia Leigh, que ele aprendeu que as pessoas contavam o tempo que passavam nesta Terra. Desde que eles o acolheram em uma noite fria em Dezembro de 1881, esta tornou-se a data em que eles honravam seu nascimento. Ele não podia negar que era um bom dia para um pouco de folia, porque marcava o momento em que sua vida se transformou de uma mera existência em uma vivência real.
Quanto a Faith, sua chegada fora em Maio de 1884, devidamente anotada e registrada na Bíblia da família. A última vez que a tinha visto fora há seis anos, na noite em que ela fez dezenove anos, depois de uma celebração que, sem dúvida, fizera um bom número de homens — e, possivelmente, algumas mulheres — saudarem o novo amanhecer com uma cabeça dolorida. Ele também suspeitava que um punhado de cowboys havia acordado com um pouco de dor no coração, porque havia algo em Faith que fazia um homem desejar por coisas que nunca poderia possuir.




Trilogia Texas
1 - Destino Texano
2 - Glória Texana
3 - Esplendor Texano
3.5 - O Legado do Texas
Série concluída