24 de outubro de 2011

Os Perigos Do Amor





Uma emocionante história de amor, sedução e aventura no Marrocos.

O emprego de Melinda como secretária da rica americana Lileth Schuster dura pouco, pois, quando ambas chegam ao Marrocos, a arrogante senhora a despede por achar muito mais interessante a companhia do sexo oposto.

Sozinha, Melina vê-se, de repente, vivendo uma fantástica aventura onde deve arriscar tanto a vida como o coração ao conhecer um amor arrebatador...

Capítulo Um

A sra. Schuster ficou de pé, afastou-se da escrivaninha que ficava perto da janela e falou rudemente com sua secretária:
— Além de incompetente, você é atrevida. Aqui está o salário de uma semana, srta. Lindsay.
O quarto de seu hotel já está pago para os próximos dois dias.
Melina pegou o envelope automaticamente.
Não deixou de refletir que a representação da sra. Schuster estava sendo teatral demais.
Era evidente que ela havia premeditado aquela cena e até a ensaiara.
Motivo mesmo para despedi-la, aquela mulher egoísta não tinha, e o que alegava era uma injustiça.
Inconformada, Melina defendeu-se:
— Não compreendo. A senhora está dizendo que me recomendou para voltar às duas horas, mas não me lembro de ouvi-la fazer tal recomendação. E, lamento dizê-lo, mas a senhora também não me pediu para trazer livro nenhum da biblioteca do hotel.
— Você não me ouve e não presta atenção ao que eu digo. É esse o seu mal — replicou a sra. Schuster.
— É claro que lhe pedi para trazer-me o livro de Rom Lamdau sobre Marrocos e exigi que estivesse de volta às duas horas. Entretanto, não há necessidade de voltarmos a esse assunto. Estas foram apenas mais duas faltas suas, entre os diversos incidentes ocorridos nos últimos quinze dias. Portanto, não posso continuar com os seus serviços. Eu a trouxe para cá imaginando que você teria consideração comigo e cuidaria dos meus interesses.
— Sra. Schuster, está sendo injusta! — Melina protestou. — Vim com a senhora para Tânger como secretária e também para dirigir seu carro. Tenho plena consciência de que até o momento, não deixei de cumprir a minha obrigação.
— O que, convenhamos, é bem pouco.

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Felicidade Sob Suspeita





Teresa, filha de um rico construtor de navios, tinha tudo para ser feliz: era amada por seus pais, tinha amigos nobres que a cobriam de mimos, tivera uma educação esmerada e sua inteligência e bondade encantava a todos.

Quando seu pai lhe pediu que salvasse Harry, o jovem conde de Lambourne, da ruína de um casamento com uma atriz interesseira, aceitou a incumbência.
Mal sabia que estava assinando seu triste destino ao particular deste complô.
Viu-se numa armadilha perigosa, condenada a viver para sempre sem amor!

Capítulo Um

1821
Eram onze horas quando o marquês de Walstoke, elegante e muito bonito, apesar dos quase sessenta anos, entrou na sala da diretoria.
Sentado à cabeceira da mesa de reuniões, sir Hubert Bryan censurou-o:
— Está muito atrasado!
— Sim, é verdade, mas só deixei a festa da duquesa às duas — justificou-se o recém-chegado.
— A festa esteve boa? — indagou sir Hubert em outro tom.
— Ótima! — respondeu o marquês enquanto se dirigia para o seu lugar, caminhando com altivez, seriedade e imponência, maneiras que, evidentemente, fariam quem o visse reconhecer de imediato um aristocrata.
De fato, o marquês orgulhava-se sobremaneira de seus antepassados e de suas tradições.
No entanto, dez anos atrás ele havia estado com grandes dificuldades financeiras.
Não que fosse inteiramente culpado de seu empobrecimento.
A guerra com Napoleão arruinara inúmeros senhores de terras.
Com tantos homens lutando em Portugal e na Espanha, os campos ficaram praticamente abandonados.
Havia falta de mão-de-obra para os devidos consertos e a manutenção das propriedades.
As casas passaram a apresentar goteiras, as sebes, antes tão bem cuidadas, foram crescendo sem controle e desajeitadas.
Na ocasião, o marquês tivera a boa sorte de tornar-se amigo de sir Hubert Bryan, um dos mais eminentes homens de negócios do país.
Hubert Bryan, ou "Hue" Bryan, como seus inimigos o chamavam, começara a vida em Liverpool como assistente do proprietário de uma das maiores companhias de navios. /
Trabalhando arduamente conseguira alcançar o mais alto posto na empresa, para então tornar-se o dono da mesma.
Com apenas vinte e cinco anos já era um homem extremamente rico e possuidor de personalidade marcante que impressionava todos aqueles que o conheciam.
Inteiramente por acaso, num almoço oferecido em homenagem ao duque de Dorset pelas autoridades municipais de Liverpool, o jovem Hubert Bryan ficara conhecendo a filha de Sua Alteza, por quem se apaixonou pela primeira vez na vida.
Em condições normais o altivo duque teria ignorado o Sr. Bryan por considerá-lo pessoa de bem pouca importância.

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O Amor É Meu ?






Onde o amor pode ser encontrado?

Em um castelo vitoriano, feio e arruinado, moram o conde de Lynbrooke e a família que incluí as filhas gêmeas Xandra e Olga, a linda e famosa lady Tória, filha mais velha, e o sobrinho Michael, temperamental e inquieto.

O jovem e brilhante inventor Charles Drayton vai ao castelo pela primeira vez para ver Michael, mas é por causa de Tória que suas visitas se repetem.
Impulsivamente, por razões que só Tória conhece, ela aceita casar-se com Charles. Porém, o desastre marca o dia do casamento e o perigo ameaça a lua-de-mel do casal, e a felicidade, por fim, resulta de uma guinada do destino.

Capítulo Um

O carro do Ministério da Aeronáutica passou rapidamente pelas ruas de Londres e alcançou a zona rural.
Era sábado e Charles Drayton tinha planejado passar o fim de semana na sua casa de campo, em Worcestershire, cavalgando ou percorrendo a propriedade, a pé, com seu administrador.
Em vez disso, estava a caminho do Castelo de Lynbrooke onde iria examinar uma invenção, a qual, ele supunha, não teria a menor utilidade.
Verdade que ele se protestara ao saber que seria obrigado a mudar seus planos para o fim de semana, porém seu chefe mostrara-se irredutível.
É um pedido pessoal do ministro, Drayton — argumentara o chefe. — Eu sei que isso é um transtorno para você, mas a visita ao castelo será breve.
Charles dissera a si mesmo que detestava pessoas que se aproveitavam da amizade com ministros para pedir favores.
Se o conde de Lynbrooke queria que examinassem a invenção do sobrinho, por que não o fazia pelos canais competentes?
Por que recorriam a ele?

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FUGA PARA MAR
Barbara Cartland

A magia de uma amizade que podia se transformar em amor.

Lady Alba e o conde de Willon, ameaçados por um implacável destino que exigia que se casassem com pessoas a quem não amavam, se tornaram cúmplices e, durante uma noite de tempestade, fugiram.
A cada festa que frequentavam, em cada porto que paravam, buscavam, ansiosos, entre as pessoas, aquela que finalmente os despeitaria para o amor.
Porém, o que queriam estava muito perto… Só eles não conseguiam ver!

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O DESTINO DE LUCY
Barbara Cartland

Lucy descobriu que amar também podia ser uma grande aventura!

Sião, 1868.
Ser esposa de alguém, mesmo de mentira, era algo que revoltava lady Lucy, que fora criada como um rapaz desde pequena.
Mas o desafio de conhecer países exóticos e misteriosos como Sião e Gibraltar não podia ser desprezado.
Além de tudo, lorde Ivan Templeton, como ela, tinha horror ao casamento.
Apenas deveriam fingir ser casados.
Porém, pouco depois de chegarem, Ivan foi ferido gravemente por um tiro.
Lucy se desvelou em sua cabeceira, cuidando, velando aquele jovem corajoso e belo.
E, quando tudo passou, uma lágrima rolou por seu rosto.
Era tempo de voltar, a aventura acabara e também a paz em seu coração…
Estava apaixonada!

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23 de outubro de 2011

A Farsa Da Princesa





Teleere, 1817.

Adorável impostora.

Megan O'Shay é muitas coisas: uma atendente de bar, uma mulher linda e esperta, e uma notória ladra.
Ela obtém, no entanto, muito mais do que esperava no dia em que surrupia de um certo cavalheiro o seu relógio de bolso, e o atraente lorde sai em sua perseguição!


Mas não é na jóia roubada que Nicol está interessado... é em Megan.


Nicol Argyle, o visconde de Newburn, finalmente encontrou o que estava procurando: uma mulher tão parecida com sua suserana, a princesa Tatiana, que Sua Alteza poderá se ausentar por algum tempo numa missão secreta, enquanto a falsa princesa ocupa seu lugar.
Antes, porém, ele terá de transformar uma astuta ladra em uma perfeita monarca, ministrando-lhe aulas de etiqueta, protocolo e dança, ao mesmo tempo que tenta resistir ao brilho apaixonado nos olhos dela e à tentação de seus lábios sensuais.
Porque Megan é uma mestra em sua arte... e Nicol suspeita fortemente que ela pretende roubar seu coração...

Capítulo Um

Somershire, nas colinas do sul de Teleere,

Megan estava cansada. Seus dedos doeram quando os enfiou nas mangas do capote esfarrapado, e seu olho roxo ainda estava ardendo.
Costurar nunca a tinha entusiasmado.
Era tedioso e, ainda por cima, ela tinha de atravessar um bairro perigoso para entregar as roupas.
Porém, aceitava todo e qualquer emprego honesto que conseguisse encontrar.
Também fazia trabalhos desonestos.
Não era algo de que se orgulhasse, mas podia conviver com a falta de orgulho.
Já com o estômago vazio, não conseguiria sobreviver.
E Megan queria viver. Era isso o que fazia: sobrevivia. Era forte. Era assim que sua mãe costumava descrevê-la.
“Vai dar tudo certo”, dizia ela com voz fraca, na escuridão do casebre em ruínas. “Vai dar tudo certo, meu amor, porque você é uma menina forte... forte e esperta, como seu pai.”
Ela acariciara o rosto de Meg com os olhos afogados em lágrimas.
Até na hora da morte, Megan pudera vê-los reluzir. “Vai dar tudo certo”, ela dissera mais uma vez antes de expirar, silenciosamente, sem lamentos, do jeito como tinha vivido.
Megan engoliu em seco. Era melhor se apressar, ou chegaria atrasada na estalagem. Trabalho pesado.
O tempo todo em pé, e seus pés já estavam doendo por causa da corrida através da cidade.
O calçamento ressoava sob seus passos.
Seu hálito se transformava em arabescos de fumaça no ar frio do inverno, e seu estômago roncava alto, mas ela ignorava, fosse a agressividade do frio, fosse o tormento da fome, para se concentrar nas moedas que ganharia.
Talvez não devesse deixar de jantar.
Tinha emagrecido desde que haviam lhe quebrado as costelas, mas se não comesse, economizaria cada uma de suas novas e encantadoras moedas.
Ela as tinha embrulhado num pano e escondido no sapato, depois de ter aprendido a não conservá-las na bolsinha.
Bolsinhas podiam ser perdidas. Ou roubadas.
Algumas escoriações e o salário de um dia perdido haviam lhe ensinado isso, alguns anos antes.
Mas, naquela época, ainda não tinha superado os doze anos e tinha sarado rapidamente. O último incidente, porém, não tinha sido tão agradável; mas, pelo menos, seus atormentadores estavam bem-vestidos.
Megan olhou para os lados, nervosa, e estremeceu.

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Sedonia
1. The Princess and Her Pirate
2. A Farsa da Princesa
3. Seducing A Princess

Desejo Rebelde





De todos os duques da Inglaterra, Jered Marcus Benton, duque de Bradford, era o mais abastado, o mais atraente... e o mais arrogante.

E, entre todas as damas de Londres, ele escolheu apenas uma para lhe prestar a mais terna obediência: Caroline Richmond.
Nativa do Estado de Boston, nos Estados Unidos, ela era extraordinariamente bela, dona de um passado misterioso e espírito fogoso. 
Deixou-se atrair pelo poderoso duque, sem se deixar intimidar por sua soberba, com o objetivo de conquistar o coração do rapaz de forma definitiva.
Mas Bradford não era homem de se deixar dobrar por mulher alguma, até uma conspiração mortal aproximá-lo tentadoramente de Caroline.
A partir daí, unidos contra um inimigo comum, eles descobrem o poder da magnífica atração que os uniu...
Um desejo nascido em meio ao perigo, mas destinado a arder até transformar-se em amor!

Capítulo Um

Inglaterra, 1788
Ela sentou-se na cama e esfregou os olhos, para espantar o sono. — Babá? — murmurou, no silêncio súbito. 
Olhou para a cadeira de balanço ao lado da lareira, do outro lado do quarto, e viu que estava vazia.
Voltou a encolher-se sob o acolchoado de penas, tremendo de frio e medo.
A babá não estava onde devia estar.
As brasas que aos poucos morriam na lareira estavam de um laranja intenso na escuridão, fazendo a menina imaginar olhos de demónios e bruxas quando as fitava. Decidiu, então, não olhar para elas. Passou a fitar as janelas duplas, mas os olhos a seguiram, aterrorizando-a ao projetar sombras fantasmagóricas de gigantes e monstros nas janelas, dando vida aos galhos desprovidos de folhas que roçavam as vidraças.
— Babá? — repetiu a pequena, baixinho, já à beira das lágrimas.
Ouviu a voz de seu pai.
Ele gritava, e, embora parecesse ríspido e inflexível, a menina imediatamente deixou de sentir medo.
Ela não estava só. O pai estava por perto, e ela sentiu-se segura.
Agora que se acalmara, ficou curiosa.
Já morava naquela casa fazia um mês e até aquele momento não tinha visto nenhum visitante.
O pai dela estava gritando com alguém, e a menina queria ver e ouvir o que estava acontecendo.
Quando chegou ao patamar das escadas, deteve-se.
Tinha ouvido a voz de outro homem.
O estranho tinha começado a berrar, arrotando insultos ruidosamente, e fazendo os olhos azuis da menina arregalarem de surpresa e medo.
Ela espreitou o andar de baixo, oculta pela balaustrada, e viu o pai de frente para o estranho.
De onde estava, no alto da escada, enxergou outra silhueta, parcialmente escondida pelas sombras do vestíbulo.
— Recebeste as advertências, Braxton! - berrou o estranho em tom gutural. — Fomos regiamente recompensados para garantir que não causes mais tumulto.
O estranho empunhava uma pistola muito parecida com a que seu pai costumava trazer consigo para sua própria proteção.
E a menina viu que ele estava apontando a arma para o seu paizinho.

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O Visitante Misterioso





Em seu refúgio na casa de Rafaella Wentmore, Walt Chester, ferido, passou a narrar-lhe sua luta contra os traidores da patria que conspiravam nas sombras!

Apelando para a coragem de Rafaella, Walt suplicou-lhe que levasse ao quartel-general uma mensagem urgente, que poderia salvar muitas vidas.

Porem, ela intuiu que o belo desconhecido guardava um segredo vital, e que so o revelaria quando tivesse uma prova de sua total lealdade a causa inglesa!

Capítulo Um

1813
Rafaella cavalgou até os estábulos e desmontou.
Não havia ninguém à vista, motivo pelo qual deduziu que o cavalariço provavelmente estaria trabalhando no jardim.
Devido à guerra lhes restaram poucos empregados, e todos que puderam permanecer, assumiram duas funções em lugar de apenas uma.
Colocou o cavalo na cocheira e desafivelou a sela.
Depositou-a sobre uma barra de madeira que ficava na passagem, e voltou para retirar os arreios.
Verificou, em seguida, se havia forragem suficiente na manjedoura e água fresca no balde.
—Você foi um bom menino! — Ela acariciou o pescoço do animal. — Se houver tempo, tornaremos a sair esta tarde.
O movimento que Heron fez com a cabeça lhe deu certeza de que fora compreendida.
Ele empurrou-a delicadamente com o focinho antes que saísse.
A caminho de casa, Rafaella cogitou que o dia estava bonito demais, e que era uma pena ter de entrar.
Ela tinha, porém, muitas tarefas a fazer.
Sua mãe estava doente.
Embora a nanny, a velha babá, constituísse uma ajuda inestimável, ainda sobravam dezenas de afazeres para Rafaella.
A Sra. Wentmore estava incapacitada de deixar o quarto.
Conforme Rafaella se distanciava dos estábulos e se aproximava da casa, sentia pequenos arrepios percorrê-la.
Nada poderia se comparar a ela em beleza pensou.
Os tijolos que haviam adquirido uma tonalidade rósea com o transcorrer dos anos, o telhado de duas águas, e as chaminés imponentes, características da era elisabetana.
A casa estava nas mãos da família Wentmore há muitas gerações.
Seu pai, que lutava na península ao lado de Wellington, deveria estar contando os dias para poder retornar, ela imaginou.
— Se ao menos esta guerra horrível terminasse logo, nós poderíamos ficar todos juntos e voltar a ser felizes como antes — Rafaella falou consigo mesma.
Uma pontada de medo trespassou-lhe o coração ao súbito pensamento de que seu pai tombasse em alguma batalha.
Essa desgraça já ocorrera em muitos lares do vilarejo.

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22 de outubro de 2011

O Falcão E A Pomba



O lorde de São Giorgio só procurava para sua irmã Bianca mantimentos escassos e pior vestimenta.

Assim quando o bonito e conhecido mercenário Piero de Manfredini pediu sua mão em matrimônio, Bianca reagiu com assombro e cólera ao feito de que seu irmão a ameaçasse a enviando a um convento se rechaçava a proposta.

Inteligente e ambicioso, Piero estava praticando o ardiloso jogo de enrolar a sua nova esposa com o único fim de solucionar um desacordo com sua família.

Mas conforme avançava o jogo, a voluntariosa Bianca ia confundindo-o, fazendo que seu coração se abrisse ao impensável.
Seria possível que o resultado do jogo não cumprisse com suas expectativas e em troca lhe mostrasse os aspectos mais íntimos do amor duradouro?

Comentário Da Revisora Inicial Kelly : Lindo simplesmente lindo é tudo o que eu tenho para dizer desse romance entre duas pessoas totalmente diferentes que se casam e vencem todas as dificuldades.
A história é por uma vez emocionante e hilariante, com cenas de fazer rolar de rir, e também de emocionar. Vale à pena ler esse romance.

Capítulo Um

Bianca de São Giorgio estava ajoelhada limpando uma mancha do chão de pedra do vestíbulo exterior da torre, que dominava a pequena cidade de São Giorgio, o centro do senhorio de seu irmão, quando chegaram Pietro de Manfredini e seu séquito, naquele luminoso dia de 1430.
Tinha saído das desmanteladas dependências que habitavam ela e seu irmão para ver que a mancha, que tinha visto com antecedência esse dia, seguia ali, imóvel, e que Lucia, a faxineira, tinha jogado água a seu redor e estava a ponto de afastar-se.
Bianca tinha emitido um grunhido de exasperação e tinha deixado claro sua opinião a Lucia.
—Muito difícil de limpar para uma pobre garota, Madonna — tinha balbuciado Lucia ressentidamente.
—Dê-me seu avental, o balde, a escova e o sabão — tinha respondido Bianca com brutalidade. Depois tinha se ajoelhado no chão para eliminar a ofensiva mancha ela mesma.
Não havia nenhuma tarefa na torre—não podia denominar-se castelo— por humilde que fosse que Bianca não tinha realizado em algum momento de sua vida.
As nobres pobres tinham que chegar a esses extremos para manter as aparências, em especial se eram tão ferozmente orgulhosas como Bianca e tinham um irmão tão indolente como Bernardo, que desconhecia o significado da palavra orgulho.
Alguém tinha que ocupar-se de que São Giorgio e a torre não degenerassem até converter-se em um desses senhorios de aspecto tão indefeso que um grupo mercenário ou um vizinho ambicioso decidissem atacá-lo sem prévio aviso.
Estava tão absorta em sua tarefa, que logo se estendeu para incluir o resto do sujo chão, que não ouviu os ruídos que indicavam a chegada de alguém importante.
Tampouco ouviu os passos aproximar-se, mas, inclusive se o tivesse feito teria pensado que se tratava de algum dos homens de armas de seu irmão.
Quando finalmente notou sua presença, estava tão convencida de que eram soldados de São Giorgio e de que, como era habitual, pisoteariam tudo se não lhes desse um grito, que Bianca seguiu esfregando sem elevar a cabeça.
—Parte daqui — gritou por cima do ombro sem elegância alguma — Não ponham seus enormes pés em meu trabalho, se souberem o que os convém!

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O Protetor

Série Medieval

—Quando você negociar com um homem, nunca olhe para ele assim — ele avisou em voz baixa. — Ele vai ver isso como um desafio, e sentir a necessidade de colocar você no seu lugar de mulher.

— E que lugar é esse?

Faíscas voaram de seus olhos.

— Esse — Com um movimento rápido ele a puxou para frente e moldou-a contra a sua força e calor.
Ela lutou contra a reação esmagadora de seu corpo, mas as mãos que levantou para afastá-lo de repente, agarraram seus ombros tão firmemente como ele a segurava. Ela desistiu de sua vontade, e do seu controle.
Seus dedos afastaram o tecido, e ele abaixou a boca para a sua pele exposta. Seus beijos suaves lançavam faíscas quentes através dela, ela respirou fundo e agarrou seus ombros mais apertado. Ele acariciou-lhe os cabelos com os dedos e segurou sua cabeça enquanto levava seus lábios aos dela.
Foi seu primeiro beijo de verdade e a abalou completamente...

Comentário de Leitura Final Ana Júlia: O livro é mais um presente que me foi dado, um livro belo, que te leva a várias emoções, Anna é uma moça forte, corajosa, mas que se sente diferente, Morvan um cavaleiro que a resgata em vários aspectos, aliás, acho que ambos se resgatam... Excelente leitura...

Capítulo Um

1348
Foi um inferno de um caminho para o filho de Hugh Fitzwaryn morrer.
Morto por uma multidão de camponeses bretões em uma casa que fedia a vacas e esterco.
Morvan chutou um banco até a parede que dava para a porta da maloca.
Afundou-se sobre ele e descansou a espada no colo.
À sua direita, na área de estabilidade da casa, o seu corcel bufou e escoiceou, despertou com o perigo.
À sua esquerda, em uma cama perto da lareira, o jovem William gemeu de dor e loucura.
Este fim seria provavelmente uma misericórdia para William.
Melhor enfrentar uma morte rápida do que suportar a agonia que queimava o seu cérebro e seu corpo deformado com feridas pretas.
De onde tinham vindo este punhado de camponeses que gritavam xingamentos e ameaças? Ele não podia ouvi-las distintamente, as paredes da maloca eram de pedra e, a porta e uma pequena janela estavam fechadas.
A única luz na câmara veio do fogo que ele havia construído na lareira quando tinha arrastado William para dentro.
Toda a aldeia tinha parecido abandonada quando trouxe seus homens para cá em busca de abrigo para William.
A doença havia se manifestado ontem, apenas a tempo para o guarda do portão de Brest negar-lhes a entrada no porto da cidade.
E assim eles continuaram para o norte ao longo da estrada costeira.
Foi só depois que ele enviou seus homens de volta para Brest que os aldeões tinham surgido.
Ele tinha pregado um pano preto de aviso na porta, e assim que souberam que a doença se escondia dentro.
Estes camponeses tinham o direito de estar com raiva.
A morte já tinha o seu curso na Bretanha, e eles conheciam muito bem o perigo deitado na maloca.
Ele olhou para o telhado de colmo acima dele.
Eles não correriam o risco de entrar. Seria o fogo.
Só lhes faltava surgir o líder que iria despertá-los para isso.E a noite.Sempre era mais fácil fazer essas coisas à noite.
Ele poderia ter deixado o escudeiro e ir embora, é claro.
Isso passou por sua cabeça, pensou que era indigno.
Mas ele tinha segurado William em seu cavalo e a doença o reivindicaria também.Os homens esperariam por ele na última encruzilhada como planejado, iriam esperar, ele sabia, o dia inteiro ou até mais.
Mas se ele fosse para eles iria levar a morte com ele.
Melhor ficar e morrer aqui. John iria receber os homens de volta a Brest do outro lado do mar na Inglaterra.
Eles não gostam muito de John, mas o seguiriam longe.
O ruído de fora se alterou. O clamor caiu para pausas e gritos.
Uma voz gritou e, em seguida, a multidão respondeu.
Eles tinham encontrado o seu líder.


Série Medieval
1 - By Possession
2 - By Design
3 - Stealing Heaven
4 - O Acordo
5 - O Protetor
6 - O Lord das Mil Noites
6.5 - A Interrupted Tapestry

A Ladra E O Conde






Uma mulher como poucas...

Kate estava acostumada ao lado mais cruel da vida.

Criada num orfanato, ela sobreviveu como batedora de carteiras nas ruas de Londres.
Por isso, quando seu mundo colidiu com o dos ricos numa tentativa frustrada de assalto, ela se preparou para nada menos que a prisão.

Em vez disso, porém, viu-se alvo da bondade e gentileza de um homem muito rico... e descobriu-se desejando seu coração...


Quando Alec Breckridge decidiu ajudar aquela encantadora menina de rua, não imaginava que se sentiria tão atraído, e muito menos que fosse ele quem teria de conquistar a confiança dela.
Agora, à medida que um perigoso segredo ameaça separá-lo de Kate, ele arriscará qualquer coisa para provar seu amor à mulher que roubou seu coração... Uma mulher como poucas...

Capítulo Um

Londres, Inglaterra
— Pelo amor de Deus, vá direto ao assunto! — Alec pediu com impaciência. — Fica dando voltas, Anthony, e eu tenho muito a fazer — completou, encarando o amigo que, relaxado, o fitava com um copo de uísque na mão.
— Como se fosse o único que trabalha — replicou Anthony Whitfield, a indolência combinando com os trajes elegantes.
— Todos sabemos que trabalhar não faz parte da sua rotina — replicou Alec com um suspiro.
Apreciava a companhia de Anthony, duque de Glassboro e seu melhor amigo, mas embora admirasse seu humor e inteligência, sabia que o nobre devotava a vida ao prazer pessoal e nada mais.
— Por que diz isso? — protestou o duque. — Tenho andado muito ocupado ultimamente.
— É mesmo? Com o quê?
— Ora, um contingente de mulheres que pede minha atenção. Dá um trabalho enorme atender a todas... Não me sobra tempo para mais nada.
— Eu não me referia a seu harém. Falava de trabalho de verdade, como tomar decisões e tocar negócios adiante.
— Por Deus, homem! Por que eu faria algo tão inútil? Meu pai, que Deus o tenha, deixou-me uma herança tão grande que levarei o restante da vida para gastar. Seria uma pena eu subir ao paraíso sem ter aproveitado a vida aqui embaixo.
— O paraíso não costuma receber depravados.
— Tenho dinheiro demais para ir a qualquer outro lugar que não seja o paraíso.
Alec sorriu, complacente.
Apesar de amigos, eles eram muito diferentes.
Anthony apreciava ir a festas, beber, jogar.
Ele, ao contrário, só trabalhava. Na verdade, até demais.
Ainda era difícil acreditar que fazia apenas quinze anos que o pai de repente tombara morto durante o desjejum.
Conversavam à mesa, em uma manhã como tantas outras, quando Edward Breckridge, sétimo conde de Somerset, respirou fundo, fechou os olhos e despencou para a frente, caindo com o rosto sobre o prato.
Ele, Alec, fora criado para administrar os negócios do pai, mas não estivera preparado para mudança tão brusca, sobretudo porque mal havia completado dezessete anos na época.
Bem que gostaria de ter tido ainda alguns anos de vida frívola, sem a responsabilidade de administrar o patrimônio da família...

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20 de outubro de 2011

Seu Único Desejo









Com astúcia e sigilo, Lizbeth Ives, filha do nobre e respeitado verdugo da Torre de Londres, frustra uma execução que devia levar a cabo seu pai e ajuda Broderick Maxwell, um espião escocês acusado injustamente de traição a escapar.

Consumidos pelo medo e guiados pela paixão, fogem para o norte num cavalo roubado… Só um corvo os acompanha em sua viagem.
Seria um mau presságio?
Não podem deter-se.
Se os capturarem, serão executados.
E se conseguirem chegar à Escócia, ele a reclamarácomo sua… para sempre.

Comentário revisora Maristela: Simplesmente Maravilhoso!!!!
Por motivos inexplicáveis, extraterrenos ou celestiais, alguém pode até não gostar do livro, mas A Cena do Casamento irá deixar todos suados, febril, hot..hot!
E pra quem gosta de imaginar lugares inimagináveis para namorar kkkkkkkkkkkkkkkkkkk, vai deslizar na maionese, e sonharrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr, em uma das inúmeras cenas hot do livro.
Vejam só: “Era o animal que controlava o ritmo de sua união!”, detalhe: o animal é um cavalo!Leiam e sonhem!

Capítulo Um

Londres, Páscoa de 1483
«Se meu pai não me proteger, estou morta.»
Lizbeth Ives baixou aos tropeções o último lance de escada e caiu no chão de joelhos. Ao longe, ouvia os passos dos guardas correndo.
Ao olhar para trás, a luz das tochas que se aproximavam projetavam estranhas sombras nas paredes de pedra e o coração disparou.
Levantou-se engatinhando e puxou a gola da capa com força, ocultando o documento que guardava no sutiã do vestido.
Enquanto corria a assaltavam imagens de sua cabeça sobre a tora do verdugo.
A garganta ardia ao respirar.
O corredor parecia mais longo, mais estreito e mais escuro que quando era menina.
Ao dobrar a esquina, a cabeça começou a dar voltas.
Fechou os olhos com força durante um instante para tentar controlar o medo.
Ao engolir a saliva, o amargo aroma dos calabouços chegou ao nariz, um aroma ao qual nunca se acostumava, apesar dos anos que passara na Torre.
Dois homens, que conhecia desde que era pequena, ficaram em pé ao vê-la aproximar-se da porta em forma de arco que guardavam. Lizbeth obrigou-se a manter um caminhar tranqüilo e regular.
—Bom dia, lady Ives —a saudou um dos guardas, inclinando a cabeça.
—Senhores —respondeu ela, com uma leve reverencia — preciso falar com meu pai.
—Está ocupado —replicou o mais alto— Não gosta que o interrompam, milady.
—Então me arriscarei a sofrer sua fúria. Fiquem de lado e me deixem passar.
—A autoridade de sua voz os surpreendeu, como a ela mesma, mas não tinha tempo a perder.
Os valentões de lorde Hollister chegariam a qualquer momento.
—Como desejar. —Os homens se afastaram, permitindo a passagem.
Lizbeth entrou no hall e correu o ferrolho.
Uma simples vela de sebo iluminava o curto corredor que se estendia diante dela.
Só dez passos mais.
Segurou com força o rosário de sua mãe, passando as contas de cristal para marcar os passos que a separavam da porta da câmara.
O som do látego de seu pai rompeu o silêncio e revirou-lhe as vísceras.
Pôs a mão sobre a garganta.
Amaldiçoou-se por ser tão covarde e, pela enésima vez, desejou ser a filha do ferreiro ou do moleiro.
Enrolou o rosário no pulso, sacudiu as mãos e apertou os punhos para que deixassem de tremer.
Seu pai não sentiria compaixão por uma covarde.
Armou-se de coragem e abriu a pesada porta.
Imediatamente, levou a mão ao rosto pelo aroma de carne queimada que assaltou seu nariz.
Colocou a barra de ferro que bloqueava a porta nos suportes e se voltou para seu pai.
Este não se deu conta de sua chegada. Não se teria dado conta nem que uma árvore tivesse caído à suas costas.
Segurava o látego que acabava de deixar uma marca carmesim nas costas de um homem.
—Confesse e jure lealdade ao soberano da Inglaterra ou morre por sua teimosia —exigiu seu pai com voz malvada, fria e cruel.
Lizbeth odiava o personagem que se ocultava atrás daquela capa negra.
—Não confesso nada.



O Feiticeiro Do Deserto





Sir Gervásio Carew passou a odiar e desprezar as mulheres quando sua mulher fugiu com outro homem.

Ele partiu para o deserto, amargurado e desiludido e passou a se dedicar à cura dos homens das tribos.
Seu caminho cruzou o de Marny, Lady Geraldine, que apesar de sofrer nas mãos de um marido bruto, permanecia leal.
Em meio a tempestades de areia e lutas com assassinos árabes, Carew descobre que aquela mulher indefesa precisava ser resgatada, fugiria com ela e faria tudo para protegê-la, pois sentia que começava a amar novamente...

Capítulo Um

Caía a tarde. O sol poente, vivo demais para aquela quadra do ano, aquecia as ladeiras de um pequeno espigão ao sul da Serra do Pequeno Atlas, no norte da África, dando tons avermelhados às manchas de terra nua e às rochas escalvadas, onde, de espaço a espaço, vicejavam raquíticas moitas de ervas pela montanha.
Os raios mais fortes coavam-se pela folhagem de um bosque de oliveiras da baixada, onde se viam três cavalos amarrados e que preguiçosamente abanavam com as caudas as moscas importunas, escarvando, de vez em quando, a terra dura.
A dez milhas para o lado do poente, encontra-se a rumorosa Blidah, já com ares de cidade européia.
Mas ali tudo era profunda quietude e solidão, embora não a mesma de pleno deserto.
O silêncio era interrompido apenas pelo arrulhar de pombos e pelo tênue murmúrio de vozes.
A pequena distância dos cavalos, e bem abrigado dos raios solares, um homem, deitado de costas no chão macio, parecia adormecido, com as mãos cruzadas sobre a cabeça, e o rosto quase escondido pelas abas de um chapéu colonial, do qual emergia um velho cachimbo grotesco e quilotado, seguro firmemente entre os dentes, mesmo durante o sono.
Entre os clientes e amigos íntimos de William Chalmers, havia quem dissesse positivamente que esse detestável e antiquado cachimbo de espuma, tesouro de recordações dos dias de interno num hospital, ocupava em sua afeição o segundo lugar, pois o primeiro cabia à adorada esposa, que ali também estava, sentada, junto dele.
Viva e de aparência juvenil, apesar dos cabelos já grisalhos, ela se reclinava preguiçosa e languidamente numa pedra, conversando animada e gentilmente com um terceiro companheiro, tipo reforçado e de aparência marcial, estendido a fio a seus pés.
Havia entre ambos tal semelhança no modo de falar e nos gestos, que logo se adivinhava certo graus de parentesco.
A Sra. Chalmers interrompeu abruptamente

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18 de outubro de 2011

Uma Dama Espanhola

Trilogia Sinclair

Honrado, corajoso, galante...

Sebastian Sinclair espelhava-se em tudo no exemplo de seus irmãos, até quando chegou o momento de perseguir um amor intenso e quase impossível.
Certamente o sentimento em seu coração não poderia ser outro, pois levou-o a salvar uma linda e corajosa dama espanhola prisioneira dos desejos malévolos de outro homem!
Mi corazón, ela suspirou. Meu coração...
Ao pronunciar aquelas palavras, Pilar sentiu a doçura que continham e soube que Sebastian Sinclair as merecia, pelo pois o valente oficial inglês tivera a coragem de arrebatá-la das garras de um homem monstruoso e casara-se com ela para preservar sua honra!

Capítulo Um

Madri, 1814 
— Desejo lembrá-los que estamos aqui como representantes do príncipe regente — disse o duque de Wellington, os olhos penetrantes examinando cada um dos oficiais. — Não preciso lhes dizer a honra e responsabilidade que isso representa. Como se fosse uma parada militar, sua equipe o seguiu pelas maciças portas de madeira, descendo a escada da residência que fizeram questão de oferecer para receber o ex-comandante das Forças Militares britânicas na Ibéria, e no momento enviado especial à corte espanhola.
No pátio, carruagens esperavam Wellington e sua comitiva para levá-los à festa que se realizaria no palácio real.
— Vai encontrar um bando de nobres espanhóis esta noite, determinados a voltar o relógio para cinco anos atrás — murmurou Wetherly.
— Diplomacia não é o seu forte, Harry — redargüiu Sebastian. — Deixe que Wellington cuide disso. Pelo menos sabe a mensagem que devemos entregar a Ferdinando e seus conselheiros. — Pelo menos que não deixem a Inquisição começar a queimar pessoas de novo. E razoável. Wellington fora enviado pelo governo inglês para aconselhar a corte espanhola que seria loucura tentar desfazer as reformas instituídas no país durante o exílio de seu rei. Entretanto, ninguém, muito menos o enviado especial, esperava que a missão tivesse êxito.
— De qualquer modo Wellington dará seu recado — continuou Wetherly —, e eles que decidam se obedecem ou não. Sabiam que Arthur Wellesley, no momento duque de Wellington, jamais suportara tolos. Tendo obtido enorme popularidade com a derrota de Napoleão, não mudaria de atitude agora. — Confesso que não estava com saudade de Madri. Não se compara à gloriosa Paris na primavera — falou Wetherly.
— As gloriosas dançarinas do Teatro Opera, quer dizer — replicou Sebastian em tom de zombaria. — Está com ciúme, meu caro. Não tenho culpa se a mais bonita de todas me preferiu. Era o tipo de brincadeira que faziam um com o outro ao longo de muitos anos de amizade. Cada qual proclamava a própria superioridade junto às mulheres, a capacidade de suportar a bebida e a perícia nas lutas. Dessa vez, entretanto, fez-se um pequeno silêncio após o comentário desajeitado do visconde, que tentou se desculpar. ]
— Sabe que não é verdade, Sin. Nenhuma mulher jamais me preferiu a você. Nem mesmo depois....
— ...que destruíram meu rosto? Sebastian riu e passou o braço pelo ombro do amigo, em um gesto de conciliação.
— Não quis dizer isso — tartamudeou Harry. — Só porque todos fingem não perceber, a realidade não muda. — Sinclair tocou a cicatriz avermelhada que atravessava sua face. — E bobagem tentar esconder o sol com a peneira. Sempre se referia ao ferimento em tom de zombaria, e ria em resposta a algum comentário. A maioria das pessoas pensava que o recebera em um ataque de bandidos, e apenas uns poucos amigos conheciam a verdade sobre o incidente no rio.
— Ainda é o oficial mais charmoso — disse Harry com generosidade.
— E você o maior mentiroso. Não consigo entender como Wellington o suporta.
— Continua me mantendo por perto porque sou muito divertido.
— E a mim por causa da grande beleza — replicou Sebastian, zombando de si mesmo.

Trilogia Sinclair
1 - Uma Mulher de Coragem
2 - Sonhos Secretos
3 - Uma Dama Espanhola
Trilogia Concluída

17 de outubro de 2011

Sonhos Secretos

Trilogia Sinclair

Uma mudança no destino…

O major Edward Sinclair sabia, por experiência própria, que a guerra fazia com que os homens agissem de maneira estranha. Mas ser nomeado tutor da filha do homem responsável pelo fim de sua carreira – e quase de sua vida – ultrapassa todos os limites.
Agora Annelise Darlington estava sob sua responsabilidade, ele se viu imaginando um futuro com o qual fazia muito tempo deixara de sonhar...

Isolada em um internato longínquo, Annelise Darlington crescera sem conhecer outro tipo de vida. 
Até o destino jogá-la nos braços fortes de Edward Sinclair, um nobre torturado, cujo passado ameaçava o sonho secreto de Annelise de que algum dia ele correspondesse ao seu amor e se tornasse o marido perfeito.

Capítulo Um


— Como disse? — perguntou Annelise Darlignton, olhando para cima. 

Estava ajoelhada no chão de pedras diante de Sally Eddington, segurando a barra da saia da garota.
Tentava diminuir a barra do vestido para que não arrastasse no chão enquanto a menina cami­nhava. E realizava a tarefa com a garota vestida, o que era bem mais difícil. Sendo assim, sua con­centração a impediu de escutar a primeira parte da mensagem que a diretora lhe mandara.
— E seu tutor — disse Margaret Rhodes, com toda importância. — Veio buscá-la para passar o Natal com ele.
— Que ótima notícia, Sally — disse Annelise, dando o último ponto no tecido. Depois enfiou a agulha pela última vez, dando um nó. E arreben­tou a linha com os dentes. — Eu não imaginei que você fosse embora hoje.
Para ser bem sincera, ela nem sabia que Sally tinha um tutor. No ano anterior, a menina pas­sara as férias na escola. 

Havia poucas alunas que o faziam, e como a própria Annelise sempre fora uma delas, conhecia a história de quase todas as colegas.
A perda da mãe, normalmente por complicações no parto. Um novo casamento do pai, talvez. Ou o desinteresse dele.
Annelise acreditava enquadrar-se na última ca­tegoria, mas já parara de pensar na falta de in­teresse do pai havia muito tempo. Na verdade, era grata pela educação que ele lhe proporcionara, mesmo não sendo presente. 

E naquela semana a sra. Kemp tinha lhe oferecido um cargo de pro­fessora para o próximo ano letivo.
Nesse caso, jamais teria de deixar aquela escola que tanto adorava, pensou, ajeitando a saia da pequena Sally. Depois beijou-lhe o rosto sardento.
— Eu não vou embora — falou Sally, não en­tendendo nada.
— Não estou falando da menina, Annelise — disse Margaret. — Ele veio buscar você.
Incrédula, Annelise virou-se para a jovem.
— Eu?
— E a Sra. Kemp falou para você ir logo e não o deixar esperando.
Annelise abriu a boca para protestar, mas logo a fechou. Afinal de contas, qualquer coisa que acontecesse seria diferente da rotina de suas tar­des, quando assistia algumas aulas e limpava o nariz das meninas menores. Ou elas estavam brincando ou alguém tinha se enganado. Entretanto, em ambos os casos, seria uma grande novidade. Se fosse uma travessura, as outras se divertiriam à sua custa, o que não a incomodava. E caso não fosse, o engano de certo já teria sido desfeito quando chegasse na diretoria. Até lá...
— E claro — disse ela, alegre. — Não pretendo deixá-lo esperando. Ele deve ter vindo de Londres.
— Não sei — confidenciou Margaret —, mas chegou em uma linda carruagem com os cavalos mais maravilhosos que já vi.— A Sra. Kemp não aprovaria escutá-la falando assim, Margaret.


Trilogia Sinclair
1 - Uma Mulher de Coragem
2 - Sonhos Secretos
3 - Uma Dama Espanhola
Trilogia Concluída

Paixão Selvagem

Trilogia Lordes Perdidos
Uma promessa para sempre! 

Exteriormente, Lauren Fairfield é um modelo de mulher nobre e sofisticada. 
Em seu coração, porém, ela anseia por um amor perdido... Por isso Lauren quase desmaia quando descobre que o atraente cavalheiro recém-chegado à Londres, é ninguém mais ninguém menos que Tom Warner, o rapaz por quem ela um dia se apaixonou! 
Tom está em Londres para reivindicar o título de conde de Sachse, e também para honrar um juramento feito no passado à uma linda jovem, uma promessa escandalosa que nenhuma dama de respeito ousaria cumprir... 
O futuro de Tom é a aristocracia, e Lauren jamais poderia amar um nobre pedante e dominador. Mas a chama que ela um dia acendeu no coração de Tom ainda arde, e ele não descansará enquanto não provar à orgulhosa e relutante beldade que "para sempre" é uma promessa a ser cumprida... 

Capítulo Um 

Londres, 1880 
— Disseram que é diabolicamente bonito. — E também assustadoramente incivilizado! 
— Não me surpreendo. Afinal, é americano, não é? 
— Na verdade, não. Pode ter crescido na América do Norte, mas o sangue dele é tão inglês quanto o seu e o meu. — Ainda bem. — Ouvi dizer também que ele tem mais dinheiro que a rainha. 
— Pois ouso falar que vai precisar de todo esse dinheiro para arranjar uma esposa. Qual de nós desejaria se casar com um selvagem? Quem na verdade? Sentada na sala de estar da casa do padrasto, Lauren Fairfield observava as jovens falando da vida alheia. 
Apesar de ter nascido na América do Norte, procurava se portar como uma dama inglesa discreta, não expressando o que realmente pensava sobre tudo aquilo. Não contribuíra com nenhuma palavra àquela conversa ridícula, pura especulação, baseada em mexericos. 
O que Lauren sabia era que aquelas jovens fariam exatamente o contrário do que declaravam. Tudo o que mais queriam era se casar com esse selvagem rico, bonito e solteiro. Se o matrimônio não fosse possível, desejariam ao menos viver uma aventura com esse homem. 
Lauren tinha de se esforçar para continuar ali, fingindo que estava adorando a inesperada reunião. Lembrou-se de como havia sido difícil que essas mesmas jovens a aceitassem no grupo. Quantas gafes cometera quando ainda não tinha se ajustado aos costumes da sociedade inglesa. A sala foi tomada pelo silêncio por alguns instantes. Finalmente, Lady Blythe estendeu a mão e tocou a de Lauren
 — Oh, minha querida, nós a ofendemos ao nos referir à natureza bárbara dos americanos? — Não pretendíamos fazê-lo — Cassandra acrescentou. —Ninguém nem sequer imaginaria que você também é americana, por isso vivemos nos esquecendo desse detalhe. O que eu diria ser um grande elogio. Transformou-se em um exemplo de dama inglesa. As outras moças concordaram imediatamente. 
Como elas, Lauren vestia-se de acordo com a moda mais recente: uma elegante saia que acentuava a cintura fina e estreitava os quadris. Suspeitava que essa moda não favorecia Lady Blythe e tampouco Cassandra. As duas não ficavam bem de saia justa. 
Que pensamento mais cruel. Lauren não gostava de ficar observando os pontos fracos das conhecidas. Mas como reprimir seu lado americano, que apreciava o pensamento livre? Respirou fundo. Talvez estivesse cansada de se portar como uma dama. Não estava naquela sala por vontade própria. As regras da boa educação a mandavam agir como anfitriã. 
As quatro jovens nobres, ricas e ainda solteiras haviam aparecido sem qualquer convite, justificando a inesperada visita com a desculpa esfarrapada de que queriam comentar a novidade que vinha escandalizando Londres inteira. Lauren tinha sido obrigada a recebê-las, já que a mãe e as irmãs estavam fazendo compras. 
—Fico profundamente encantada de saber que me têm em tão alto conceito — Lauren respondeu, mais por hábito do que por qualquer outra coisa. Ela e as irmãs tinham passado horas e horas praticando reações fingidas ao ouvirem os falsos elogios na corte, assim as respostas pareceriam pelo menos sinceras. 
Algumas vezes, Lauren sentia-se descontente demais com o rumo que sua vida tomara. Tudo parecia fazer parte de uma encenação teatral, com as falas previamente escritas e ensaiadas. Vez por outra, às escondidas, fazia alguma travessura e sentiase refeita com isso.
 — Não há nada pior do que um americano não educado. — Quem expôs essa opinião nada simpática foi Cassandra.

Trilogia Lordes Perdidos
1 - Para Amar Outra Vez
2 -  Navegando pela Tentação
3 - Paixão Selvagem

16 de outubro de 2011

O Cavaleiro da Meia-Noite






Ela era sua cativa. Ele era o único homem que a proibiram de ter...

Ano 1855 — Califórnia.

Logo que o alto e atraente espanhol, Ramón De La Guerra, desceu de seu cavalo para lhe oferecer uma rosa, Caralee McConnell soube que na Califórnia se deparava com o perigo.
Decidida a agradar seu tio, que a salvou da pobreza, deve resignar-se a casar-se com o homem que ele escolheu para ela... E ignorar seu coração.

Atrás dos olhos escuros de Ramón de La Guerra pulsa a lembrança de suas terras, roubadas, pelo tio dessa bela americana. Ramón jurou reclamá-las.
Cavalgando pelas noites como um cruel bandido rapta Caralee e a leva para sua guarida na montanha... Mas ali…

Comentário revisora Ana Catarina : Eu gostei muito do livrinho.
Cheio de emoções, o mocinho é uma espécie de Zorro – TDB - cafajeste, ela é uma bobona apaixonadíssima por ele.
Ela quase chega ser uma rainha-sado, pois o obriga a se casar com ela, espontaneamente mediante o trabuco do tio dela. Ele se casa, sem-querer-QUERENDO.
Mas isso, vamos entendendo no decorrer da história.
Teve momentos que tive raiva dela outras dele. Mas eu amo romance assim, repleto de emoções. Muito bacana mesmo! Boa leitura!

Capítulo Um

Conchas de prata. Caralee McConnell deteve a vista nos adornos resplandecentes que brilhavam a luz da tocha.
Os círculos brilhantes pareciam condecorações colocadas ao longo das longas e esbeltas pernas do espanhol.
Vestia uma curta jaqueta de cavaleiro, bordada até seus largos ombros, com fio de prata.
Ao extremo de suas rodeadas calças de montar um brilho de cetim vermelho ressaltava sobre as cuidadas botas negras, feitas do mais fino couro cordovês.
Carly observava o alto cavalheiro espanhol, que se mantinha na sombra, conversando animadamente, no pátio, com seu tio, Fletcher Austin, e com outros homens.
Inclusive na escuridão, sob os enormes beirais de carvalho esculpido da grande casa de tijolo cru, podia distinguir seu esplêndido perfil que a luz e as sombras acentuavam.
Carly sabia quem era, é obvio. Oopesh, uma das criadas indígenas, lhe havia dito.
E Candelária, sua jovem criada, parecia deprimir-se cada vez que se mencionava seu nome.
Dom Ramón De La Guerra era o proprietário de um pequeno terreno contíguo ao Rancho dos Carvalhos, a fazenda de seu tio e a nova casa de Carly.
Ela nunca tinha conhecido um verdadeiro cavalheiro espanhol, embora ao fim, este homem era seu vizinho.
Ajustou a fita de cetim verde escuro que levava no pescoço e alisou a parte dianteira de seu decotado vestido de seda verde esmeralda, cuja ampla saia seguia os cânones da última moda.
Era um presente de seu tio, quem afirmou ter escolhido a cor para que ressaltasse o verde de seus olhos e os matizes castanhos de seu cabelo.
Era o vestido mais formoso que já havia tido.
As fileiras de laços de volantes destacavam sua finíssima cintura.
Também, pensava com acanhamento destacavam seus altos e redondos seios.
Este vestido lhe dava a confiança que necessitava, ajudavam-na a esquecer que somente era a filha de um mineiro da Pensilvânia.
Carly se aproximou dos homens.
Um tal Hollingworth estava falando. Era um fazendeiro cujas terras se estendiam para o norte.
—Não sei o que pensam vocês — dizia — mas já suportei muito tempo esta insolência. Este homem é um bandido. Não é melhor que Murieta, ou que este Jack García nem a nenhum outro desprezível bandoleiro que tenha rondado por estas colinas. Esse bastardo merece que o enforquem.
—O enforcaremos — escutou que dizia seu tio. —Disso pode estar certo...

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A Vingança Escocesa

Série Escola de Senhoritas
A visita de lady Venetia Campbell à casa em que passou a infância na Escócia dá uma dramática virada quando é raptada e tem uma arma apontada pelo inimigo de seu pai.

Sir Lachlan Ross é extremamente temido sob o disfarce do açoite escocês, mas Venetia recorda de seu antigo vizinho como um bonito jovem cujas atenções desejava.
Agora, o atraente Lachlan, que se converteu em um homem perversamente bonito, é ainda mais inebriante... e muito mais perigoso.
Embora Lachlan a trate como inimiga, seus beijos ardentes dizem outra coisa.
E apesar de seu plano de utilizá-la como arma contra seu pai, Venetia está decidida que a sede de vingança do escocês seja derrotada por um desejo ainda mais poderoso...


Capítulo Um

Londres, Inglaterra, maio de 1822

Querida Charlotte:
A meus ouvidos chegou o rumor de que sua antiga pupila, lady Venetia, rechaçou novamente outro pretendente mais que recomendável. Se quer minha opinião a respeito, simplesmente como um observador desinteressado, considero que lady Venetia tomou muito ao pé da letra suas lições para ricas herdeiras. Se não mudar de atitude, acabará convertida em uma solteirona, só e amargurada.
Seu primo
Michael

"As filhas existem só para tornar nossas vidas miseráveis."
Isso era o que Quentin Campbell pensava, o conde de Duncannon, pelas constantes dores de cabeça que sua filha de vinte e quatro anos lhe causava. Havia matriculado Venetia na escola de senhoritas administrada pela senhora Charlotte Harris com a esperança de que a tornassem mais dócil, mais maleável, mas em troca sua filha abandonara a instituição convertida em uma jovem ainda mais rebelde.
Pelo visto, Venetia não só herdou os adoráveis traços da mãe, mas também sua insolência. E o conde já mostrou suficiente paciência suportando o temperamento da esposa, que Deus a tivesse em sua glória.
A encontrou na cozinha da mansão que a família Duncannon possuía em Londres, concentrada na elaboração de uma dessas beberagens horripilantes que tanto gostava de preparar para ele.
— Como se atreve a rechaçar um pretendente como o visconde, após eu lhe dar permissão para cortejá-la? — ele gritou.
Tão fria como um lago das Terras Altas, a preciosa região montanhosa do norte da Escócia chamada Highland, Venetia continuou amassando uma flor de tom lilás até convertê-la em pó.
— Se tivesse me consultado antes de lhe dar permissão...
— Consultá-la? Para que? Para dar a oportunidade de rechaçar outro pretendente ideal? — O conde lançou um bufo exasperado. — O que é que a ofendeu desta vez? Seu comportamento galante? Seu sorriso obsequioso?
Sua aparência cavalheiresca?
— Eu não gosto dele — declarou Venetia com o típico sorriso zombador que tanto desgostava o pai.
— Ah! Então você não gosta dele! O visconde é bonito e elegante, e possui uma imensa fortuna...
— Igual a minha bolsa. — Venetia verteu o pó lilás em um copo cheio de água e começou a mexer a mistura. — Infelizmente, minha bolsa de mão tem mais personalidade e certamente mais inteligência.
Esse era precisamente o problema: os homens fugiam apavorados ante a esmagadora inteligência de sua filha.

Série Escola de Senhoritas
1 - Seduzir um Patife
2 - Alguém a Quem Amar
2.5 - Dez Razões para Ficar
3 - A Vingança Escocesa
4 - Um Pilantra em Minha Cama
4.5 - Quando Faíscas Voam
5 - Nunca Pactue com o Diabo
6 - Casar Antes de Ir para a Cama com Ele
6.5 - O Caso Proibido de um Louco 1º de Abril 
Série Concluída

Alguém a Quem Amar

Série Escola de Senhoritas
Casar-se? Jamais!

Isso poria fim ao trabalho de Louisa North com seu grupo de damas reformistas e a verdade é que ela aprecia muito sua independência, apesar dos constantes protestos do pai, o rei.
Assim, quando Simon Tremaine, o imponente duque de Foxmoor por quem uma vez esteve apaixonada - e quem ela obrigou a exilar da Inglaterra - retorna da Índia com a intenção de casar-se com ela, Louisa não pode mostrar-se mais cética.
De verdade a quer, ou simplesmente deseja vingar-se?
Resulta difícil resistir aos perigosos encantos de Simon, porque a chama entre eles ainda continua viva, com tanta paixão como sempre.
Mas quando descobre os motivos ocultos que ele tem para casar-se com ela, junto com os terríveis segredos que encobrem seu passado, Louisa jura que o fará pagar muito caro a afronta...
O preço será, nem mais nem menos, o próprio coração do duque.


Capítulo Um

Londres, abril de 1821

Querido primo Michael:
Conhece o duque de Foxmoor, que recentemente retornou a Inglaterra? Ouvi comentários tão díspares sobre o escândalo que rodeou sua partida, que realmente não sei o que acreditar. As duas damas mais afetadas, lady Draker e Louisa, a irmã de lorde Draker, não comentam nada a respeito. Menciona algo o duque, em seus encontros sociais com outros cavalheiros?
Sua devota amiga,
Charlotte

Nada mudara nesses sete anos.
E tudo parecia diferente, ao mesmo tempo.
Da galeria de granito ereta sobre os jardins da fastuosa mansão de sua irmã Regina, Simon Tremaine, o duque de Foxmoor, escrutinava os convidados. Possivelmente era ele mesmo quem mudara. Antes de aceitar o cargo de governador geral da Índia, teria se sentido como peixe na água nessa magnífica festa que congregava à flor e nata da sociedade inglesa.
Entretanto, agora se sentia como um intruso em seu próprio país.
Um estrepitoso gritinho ressonou em seu ouvido, recordando que ele não era o único personagem estranho nesse lugar, Simon elevou o braço para coçar a barriga de seu macaco de estimação.
— Sim, Raji, as festas aqui, são decididamente muito diferentes das que organizava o governador de Calcutá em sua casa, não é?
Nem rastro de orquestras compostas por nativos que tocavam com mais entusiasmo que habilidade, nem de suculentos pratos cozidos com curry e sopas condimentadas com pimenta, nem de palmeiras tropicais carregadas de cocos gigantescos.
Ali tudo era questão dos harpistas que amenizavam a noite com uma fina distinção, de molhos franceses e de arbustos podados com um incrível esmero e salpicados por mil rosas de cor amarela pálida. E de um sem-fim de caras novas às quais ainda devia vincular com um nome; uma verdadeira legião de novos membros do Parlamento congregados nessa festa com o fim de celebrar o aniversário do filho bastardo do rei.
— Regina poderia ter me avisado que pensava convidar todos os membros do Parlamento, sem exceção, à festa de seu marido — se queixou ao Raji. — Surpreende-me que Draker tenha consentido com essa festa; ainda recordo o tempo em que meu cunhado teria impedido a entrada em seu imóvel a essa multidão de interesseiros.
Simon se dirigiu para a escada que conduzia aos jardins admiravelmente iluminados, mas ficou paralisado quando divisou à mulher com o cabelo preto que se achava de pé, ao final das escadas.
Tratava-se de Louisa North, a irmã do Draker e como Draker, também era filha ilegítima do rei. E a responsável por seu desterro. Regina havia comentado que a cunhada iria à festa. Entretanto, pensar que veria Louisa e vê-la em carne e osso eram duas coisas completamente diferentes.
Especialmente porque estava belíssima. Como em resposta a repentina tensão de seu dono, Raji começou a tagarelar sem parar. Simon assentiu.
— Sim, antes era muito bonita. Mas agora...

Série Escola de Senhoritas
1 - Seduzir um Patife
2 - Alguém a Quem Amar
2.5 - Dez Razões para Ficar
3 - A Vingança Escocesa
4 - Um Pilantra em Minha Cama
4.5 - Quando Faíscas Voam
5 - Nunca Pactue com o Diabo
6 - Casar Antes de Ir para a Cama com Ele
6.5 - O Caso Proibido de um Louco 1º de Abril
Série Concluída