17 de fevereiro de 2013

O Pianista

Série Windham
Valentine Windham, o filho mais novo do duque de Moreland, é um virtuoso do piano.
Sua única paixão é a música, assim quando recebe a notícia de que padece de uma doença que o impedirá de continuar tocando, decide refugiar-se no campo e passar sozinho o resto de sua atormentada existência.
Ali se encontra com Ellen Markham, uma misteriosa e jovem viúva que parece tão solitária e desesperada como ele.
Logo sua tristeza se transformará em paixão, mas Ellen guarda um segredo terrível que poderia destruir ambos. Juntos descobrirão que não é possível fugir do passado, embora, às vezes, esquecê-lo pode nos ajudar a descobrir do que realmente precisamos.

Capítulo Um

— Meu conselho é que pare de tocar piano. 
Lorde Valentine Windham não se moveu nem mudou de expressão quando ouviu seu amigo —um hábil e experiente médico— ditar a sentença. Ser o mais novo de cinco filhos varões e chamar-se Valentine, pelo amor de Deus, o ajudou a desenvolver reflexos rápidos, uma exuberante musculatura e uma invejável ar de indiferença. 
Que o chamasse de bebê cada vez que mostrava um ápice de ternura o fez desdobrar uma vontade de ferro e lhe proporcionou a habilidade de suportar quase qualquer golpe sem alterar-se. 
Mas aquilo... O que David lhe pedia era diabólico. Renunciar à única amante a qual ele se entregou, a única coisa na qual era feliz e competente. 
Abandonar o lar que havia construído para proteger sua alma das brincadeiras do pai, o nervosismo de sua mãe e a incapacidade de seus irmãos de compreender o que a música significava para ele. 
Fechou os olhos e inspirou profundamente, com esforço. 
 —Durante quanto tempo terei que renunciar a minha arte? 
Silêncio. Até que Val abriu os olhos e olhou a mão esquerda, inchada e muito roxa, imóvel sobre o regaço.
A seu lado, David fingia observar os prados e a campina que os rodeava. 
 —Possivelmente para sempre. Talvez fique curado, mas só com repouso absoluto. Não se trata de dias, nem de semanas, e pode ser que com o tempo, perca parte da destreza que possui agora. Se tenta retomar a música muito cedo, é provável que sua mão piore. 
 —Meses? 
Um mês era uma eternidade quando se deseja fazer a única coisa que lhe é negada. 
 —Pelo menos. E já que estamos tão animados, terá que vigiar a outra mão se por acaso ocorre o mesmo. Se pararmos o mal a tempo, é possível que não seja necessário um tratamento tão intenso. 
 —As duas mãos? —Val fechou os olhos outra vez e afundou os ombros, sentado na mureta de pedra que rodeava o precioso e não tão pequeno jardim da casa que David tinha em Kent. 
—Talvez estejam afetadas ambas as mãos. A esquerda está pior devido à fratura que sofreu quando pequeno e que não cuidou na época. Também é possível que seja destro e por isso a direita fortaleceu mais. 
Valentine saiu de sua abstração e tratou de analisar as palavras do amigo. 
 —Então, a esquerda está fraca? 
 —Não é exatamente uma debilidade —respondeu David, visconde de Fairly, franzindo os lábios—. O que me parece é que sofre de gota ou reumatismo. Está inflamada e isso é o que provoca dor. A prova consistirá em ver se melhora com descanso. Mas embora assim seja, não deve tomar isso como sinal de que pode voltar a passar horas ao piano, Valentine. 
—Então, do que será sinal?

Série Windham
0.5 - O Cortejo
0.6 - O Duque e sua Duquesa
1 - O Herdeiro
2 - O Soldado
3 - O Pianista
4 - O Desejo de Natal de Lady Sophie
5 - O Escandaloso Segredo de Lady Maggie
6 - Um Cavaleiro para Lady Louisa
6.5 - O Presente Ducal
7 - A Indiscrição de Lady Eve
8 - O Retrato de Natal de Lady Jenny
8.5 - Morgan e Archer 
86 - Jonathan e Amy
Série Concluída
 

Série Irmãos Deveraux

1- Impulsivo Amor





Illinois e Louisiana, 1868

Roan Devereaux conseguia conquistar qualquer mulher rebelde com um olhar e um toque... Katherine Cassidy era um desafio e tanto: charmosa e arisca, mulher demais para a maioria dos homens... e exatamente o que ele precisava. 
Homens eram criaturas impulsivas, pensava Katherine, e Roan confirmara sua tese ao pedi-la em casamento. Uma idéia louca, mas não menos louca que o som de seu coração cantando “sim” em resposta!


2- O Sedutor



Nenhum Incêndio Florestal propagaria tanto calor aquela paixão repentina e voraz!

Sul dos Estados Unidos, 1869.
Shay Devereaux era um homem solitário, amargurado e sem esperanças, até que uma súplica feita em leito de morte, o enviara para os braços de Jenny Pennington, a única mulher capaz de restaurar-lhe a alma e o coração!
Embora a guerra a tivesse marcado de forma profunda e secreta, Jenny negava-se a se dar por vencida. Então, repentinamente, Shay Devereaux surgiu em sua vida, despertando sua feminilidade outra vez. 
Agora, será que este homem sem passado lhe traria um futuro repleto de amor?


3- Uma Proposta quase indecente



Como poderia casar-se e ir para a cama com ele sem uma única promessa de amor?

O agente incógnito Gage Morgan estava mais do que acostumado a lidar com delinqüentes, mas Lily Devereaux não, e necessitava de proteção. 
Será que Gage poderia deixá-la ir-se embora quando tivessem feito os seus votos, cumprindo assim o acordo matrimonial?
A música e os segredos eram os escudos com que Lily se protegia do mundo. Um grave problema tinha-a deixado arruinada e, por isso, era obrigada a ganhar a vida a cantar a bordo de um barco que percorria o rio. Mas esse era o menor dos seus problemas desde que o jogador Gage Morgan aparecera na sua vida



Série Irmãos Deveraux
1- Impulsivo Amor
2- O Sedutor
3- Uma Proposta quase indecente
Série Concluída

15 de fevereiro de 2013

Boa Noiteee!!! 

O Meu Blog está com cara nova...eu fiz o que pude para deixar ele mais funcional, espero que venha a agradar vocês e convidando a participarem mais comentando os livros que estão lendo.

 grande beijo!

Jenna

13 de fevereiro de 2013

O Ano em que Vivemos Escandalosamente

Os Segredos de Hadley Green

Quando Declan O'Conner, conde de Donnelly, chega a Hadley Green para conhecer a nova condessa de Ashwood, basta-lhe apenas um olhar para perceber que a bela nobre que o recebe não é quem deveria ser. Para tentar fugir a um casamento indesejável, Keira Hannigan assumiu a identidade da verdadeira condessa, sua prima, em viagem pelo estrangeiro. Intrigado com o segredo que rodeia a mentirosa sedutora, Declan decide não a desmascarar e até concorda em ajudá-la a lançar luz sobre o mistério que envolve as preciosas joias desaparecidas de Ashwood. A situação, no entanto, precipita-se rapidamente quando um chantagista obscuro ameaça revelar o escândalo e o conde percebe que deve proteger Keira a todo custo.

Comentário da revisora Déia: Como comentou a Sandrinha, é o primeiro de uma série, onde se começa a desvendar os vários segredos de um pequeno povoado. 
Eu gostei bastante da história, mas com certeza é como um ‘prólogo’ para os próximos, já que nos apresenta vários personagens e suas tramas. 
Tem trechinhos hots.rsrsrsrs.Não são muitos,mas vale a pena!

Capítulo Um

Irlanda, 1808 
Uma evidente corrente de excitação se apoderou de todos os moradores de Lisdoon, a mansão dos Hannigan. 
Encontravam-se capturados em um torvelinho de frenética atividade, preparando a viagem de Lily Boudine para Itália. Itália! 
Sua prima, Keira Hannigan, quase não acreditava na boa sorte de Lily. Por muito tempo, Keira sonhava visitar lugares como esse; via a si mesmo passeando pelas praças, admirando a arte e a arquitetura, e também aos cavalheiros italianos.
Mas estava certa que ela jamais poderia deixar à costa oeste da Irlanda, porque seus pais pareciam decididos a vê-la casada. Lily ia viajar como acompanhante contratada da senhora Canavan. 
Com esta ia também seu filho, o muito belo e desejável senhor Conor Canavan. Lily tinha conseguido esse emprego graças a sua ardilosa diplomacia, já que estava decidida a ter uma aventura amorosa com seu filho. O fato do senhor Canavan não ter conhecimento que estava a ponto de participar de uma aventura amorosa, não desanimava absolutamente a Lily, que se mostrava despreocupada. 
—Aprecia-me, Keira — tinha confidenciado um dia, enquanto examinava sua perfeita tez diante o espelho. — Sem dúvida se sentirá aliviado ao saber que eu também o aprecio. Não me surpreenderia que se declarasse, enquanto estamos na Itália.
Lily estava muito segura de si mesmo; de fato, as duas primas possuíam uma autoestima saudável. 
Ambas eram consideradas muito bonitas em todo o condado de Galway e não faltavam pretendentes. 
A mãe de Keira sempre dizia que foram cortadas do mesmo tecido. 
Keira nunca esquecerá a primeira vez que viu Lily, quinze anos atrás. Sua mãe tinha lhe advertido que fosse muito amável com ela, porque era uma pobre órfã. 
Keira imaginava que qualquer órfão seria fraco, se vestiria com farrapos e teria profundas olheiras de saúde delicada. 
Esperava que suas únicas posses fossem um sujo e esfarrapado urso de pelúcia e uma bacia de madeira. Mas Lily não era nada parecido.
Pelo contrário, sua aparência era tão exótica que a deixou encantada. 
Demorou apenas um ano; Lily falava com um leve sotaque, encantando os ouvidos irlandeses de Keira, e usava um vestido de seda carmesim. 
Tinha o cabelo negro, como ela, mas sedoso e liso, enquanto que os de Keira eram encaracolados. 
Olhos verdes, como os seus, mas puxando para um tom um pouco cinza, não como o verde escuro da Irlanda, como o pai da Keira lhe dizia que eram seus olhos. 
Lily esboçava um grande sorriso quando desceu da carruagem e estendeu a mão para que o pai de Keira a beijasse. 
—Como está você? —disse, com uma correta reverência. —Sou Lily Boudine. Keira achou que estava vendo uma princesa, não uma órfã. 

Série Os Segredos de Hadley Green
1 - O Ano Em Que Vivemos Escandalosamente
1.5 - O Segredo de Natal
2 - A Vingança de Lorde Eberlin
3 - A Sedução de Lady X
4 - A Última Debutante
Série concluída

11 de fevereiro de 2013

Uma Proposta Imprópria

Série Radwell 
Ele seria sua perdição… Ou sua redenção.

O brutal pai da senhorita Esme Canville estava decidido a casá-la; mas ela não se submeteria docilmente a seus intuitos.
Em lugar disso, ofereceu-se a um famoso mulherengo, St. John Radwell, para desfrutar da liberdade de ser sua amante.
Entretanto, St. John estava tentando se reformar e se negou a seduzir uma virgem.
Mas Esme era decidida, bela e extraordinariamente tentadora.

Comentário revisora Waléria : O livro é uma gracinha, quase um florzinha. Mostra uma mulher que apesar de sofrer muito com seu pai que tentou de todas as formas mostrar que ela era inferior, mas ela não se deixou vencer, superou as dificuldades e tentou uma forma de conseguir recuperar a sua dignidade.

Encontrou um TDB cheio de problemas e de bolsos vazios, mas o amor acabou vencendo entre outras coisas que ocorreram para juntar os dois.
O livro é uma delícia, não dá vontade de para de ler. Espero que gostem como eu gostei.

Capítulo Um

—Se estiver com frio, senhorita Esme, posso pedir a um lacaio que avive o fogo.
Esme Canville resistiu ao impulso de fechar o xale um pouco mais.
—Não, Meg, estou cômoda. Não necessito de nada. Me encontro perfeitamente bem.
A criada seguiu andando pelo quarto, ordenando coisas que estavam ordenadas há várias horas antes.
—Está segura, senhorita? Faz um pouco de frio…
A resposta de Esme foi firme, mas não tanto para despertar sua curiosidade.
—Estou segura. Já pode ir. Dedicarei a manhã para ler.
Esme se perguntou por que a criada a olhava com tanto interesse, mas não tinha como saber.
Meg era nova e completamente leal ao senhor da casa; não podia considerá-la uma aliada, mas esperava que tampouco fosse sua inimiga.
Além disso, se seu pai pediu que o informassem sobre qualquer comportamento incomum, seria melhor que não levantasse suspeitas.
Sentou-se no sofá e pegou um livro.
Meg duvidou antes de falar outra vez.
—Se é o que deseja… Mas faz frio de verdade.
Esme reagiu com tanta altivez como pôde. Não podia permitir que uma criada tomasse decisões por ela.
—Eu o encontro tonificante, e muito econômico. Sei que meu pai desaprovaria que esbanjasse carvão pela manhã quando a tarde esquentará as estadias.
Meg assentiu sempre disposta a aprovar qualquer das decisões da senhorita Canville.
—Se for o desejo de seu pai… Mas se precisar de mim, só têm que chamar.
—Assim farei, certamente. Pode ir, Meg.
A donzela saiu do quarto. Esme suspirou, aliviada, e correu à lareira. Meg tomava suas responsabilidades novas com excesso de zelo.
Esme preferia que Bess seguisse em seu posto, mas seu pai considerava que as duas mulheres se levavam muito bem; assim, quando o serviço a sua senhora entrou em contradição com a obediência devida a seu senhor, a despediu. E agora, a muita mais cooperativa Meg se empenhava em avivar o fogo quando ninguém o pedia.
Esme tirou o xale, jogou-o sobre os restos apagados da lareira e se ajoelhou, dando graças aos criados pela limpeza do chão.
Sabia que o xale se mancharia de cinza, mas era de cor cinza e não se notaria.
Depois, abriu a grade, apertou bochecha contra os tijolos do fundo e ouviu vozes no escritório de seu pai, que se encontrava justo debaixo e compartilhava a lareira apagada com seu quarto.
Fechou os olhos e tentou concentrar-se.
—Agradeço que veio. Não duvido que encontraremos um acordo satisfatório para todas as partes —dizia seu pai nesse momento.
—Mas, sem manter um só encontro? Está seguro de que…?
A voz do visitante se apagou quando se afastou da lareira.
Esme chiou frustrada. Se não ficavam quietos, não poderia ouvir.
—Esse encontro seria desnecessário. Ela fará o que eu mande. Além disso, já viu seu retrato em miniatura, não é certo? Asseguro que é fidedigno.
Esme levou uma mão ao cabelo. Seu pai tinha razão ao afirmar que o retrato fazia justiça; mas o pintaram tempos atrás e agora, a seus vinte anos, já não era aquela jovenzinha de olhos inocentes de antes.
—Sim, é encantador — disse o homem, que se aproximou outra vez à lareira— E devo acrescentar que de acordo com meu gosto…

Série Radwell
1 - A Duquesa Rebelde
2 - Uma Proposta Imprópria
3 - Uma Relação Perigosa
4 - Seduzindo um Estranho
Série Concluída




O Engano





Houve uma época em que Olympia Wingfield estava livre para dedicar todo o seu tempo a sua verdadeira paixão: o estudo de lendas antigas e tesouros perdidos. 

Mas agora, com três sobrinhos endiabrados para criar, sobrava pouquíssimo tempo para a bela e distraída jovem continuar com suas investigações. 
Tudo parece estar sem controle, quando inesperadamente um lindo estranho aparece na biblioteca de Olympia, sem aviso prévio e passa a organizar seu mundo caótico. 
Alto e moreno, com longos cabelos negros, revoltos pelo vento, Jared Chillhurst é a personificação dos sonhos mais exóticos de Olympia. 
Um pirata ousado, disfarçado em trajes de professor, cujos beijos e histórias de viagens rapidamente ganham seu coração. No entanto, muito em breve, a inocente Olympia vai descobrir que o enigmático, sensual e perverso Sr. Chillhurst não é um humilde tutor, mas um futuro conde com uma riqueza de segredos, do tipo que poderá levá-los, tanto em uma busca perigosa por um tesouro escondido quanto a um amor mais valioso do que o ouro. 

Comentário revisora Ana Paula G.: Confesso que uma das coisas que admiro na Amanda é sua capacidade de criar histórias aparentemente simples, mas super criativas.
Sempre tem algo acontecendo, por mais que o romance pareça simples.
Uma bela estória de amor com um dos ingredientes que adoro em uma autora: um humor afiado que nos prende do princípio ao fim! Excelente! 

Capítulo Um 

 ─Tenho também outro livro que pode lhe parecer muito interessante, Sr. Draycott. ─Olympia equilibrava-se com um pé sobre a escada da biblioteca, enquanto, com o outro, se apoiava na beira de uma prateleira e se esticava para alcançar um volume que estava na parte mais alta do armário. 
─Este também contém informação fascinante sobre a lenda da Ilha do Ouro. E, me parece que existe mais um, que deveria examinar. 
─Por favor, tome cuidado, Srta. Wingfield. ─Reginald Draycott sustentava a escada por ambos os lados, para mantê-la equilibrada. Observava Olympia, que voltava a esticar-se para pegar outro livro em uma prateleira alta. ─Certamente vai cair se não tomar cuidado. 
 ─Não se preocupe. Asseguro-lhe que estou acostumada com estas coisas. Bom, eu utilizei esta obra quando escrevi meu último relatório para a publicação trimestral da Sociedade de Viagens e Exploração. É muito útil porque contém dados sobre os hábitos incomuns dos habitantes de certas ilhas dos mares do sul. ─Você é muito amável por me emprestá-lo Srta. Wingfield, mas realmente estou muito preocupado por vê-la nessa posição sobre a escada. 
─Não se inquiete, senhor. ─Olympia olhou Draycott com um sorriso tranquilizador, mas notou que o homem tinha uma expressão muito estranha. 
Seus olhos pálidos e cansados estavam imóveis e tinha a boca aberta. 
─Está passando mal, Sr. Draycott? 
─Não, absolutamente, querida. ─Draycott umedeceu os lábios e continuou olhando-a fixamente. 
─Tem certeza? Parece que está nauseado. Caso seja o seu desejo, posso descer estes livros em outro momento. 
─Oh, não! Não poderia esperar mais outro dia. Juro-lhe que estou bem. A verdade é que você reavivou minha curiosidade sobre a lenda da Ilha do Ouro, querida. Não poderia sair daqui sem mais material para estudar. 
─Bom, então, se tem certeza... Este livro trata sobre os fascinantes costumes da lendária Ilha do Ouro. Pessoalmente, sempre achei os costumes de outras terras fascinantes. 
 ─De verdade? 
─Oh, sim! 
 DOWNLOAD









10 de fevereiro de 2013

O Beijo Encantado

Série Contos de Fadas 


Forçada pela madrasta a ir a um baile, Kate conhece um príncipe... e decide que ele é tudo menos encantado.

Segue-se um esgrimir de vontades, mas ambos sabem que a atração irresistível que sentem um pelo outro não os levará a lado nenhum. Gabriel está prometido a outra mulher
— uma princesa que o ajudará a alcançar as suas ambições implacáveis.
Gabriel gosta da noiva, o que é uma surpresa agradável, mas não a ama.
Obviamente, deve cortejar a sua futura princesa, e não a beldade espirituosa e pobre que se recusa a mostrar-se embevecida.
Apesar das madrinhas e dos sapatinhos de cristal, este é um conto de fadas em que o destino conspira para destruir qualquer oportunidade de Kate e Gabriel poderem ser felizes para sempre.
A menos que um príncipe abdique de tudo o que o torna nobre...
A menos que o dote de um coração indisciplinado triunfe sobre uma fortuna...
A menos que um beijo encantado ao bater da meia-noite mude tudo.

Capítulo Um  

Casa Yarrow,
Residência de Mrs. Mariana Daltry, da sua filha Victoria, e de Miss Katherine Daltry.
Miss Katherine Daltry, conhecida praticamente por toda a gente como Kate, desceu do cavalo a ferver de raiva.
Deve dizer-se que esse estado não lhe era estranho. Antes de o pai morrer, sete anos atrás, sentia-se por vezes irritada com a nova madrasta. Mas só depois de ele ter partido e de a nova Mrs. Daltry — que mantivera esse apelido durante uns escassos meses — começar a dar ordens é que Kate aprendeu realmente o significado de raiva.
A raiva estava a ver os arrendatários da propriedade a serem obrigados a pagar a renda a dobrar, ou a deixar as casas em que tinham vivido toda a sua vida. A raiva estava a ver as colheitas a definharem e as sebes a crescerem de mais porque a madrasta dava com relutância o dinheiro necessário para manter a propriedade. A raiva estava a ver o dinheiro do pai a ser esbanjado em vestidos e chapéus novos e coisas supérfluas... Tantas que a madrasta e a meia-irmã não arranjavam dias suficientes no ano para usá-las todas.
Raiva.
Eram os olhares compadecidos que recebia de conhecidos que já não a encontravam ao jantar. Era a ser relegada para um quarto no sótão, com móveis decadentes que anunciavam o valor relativo que ela tinha entre os residentes na casa. Era a aversão por si própria pelo facto de não conseguir abandonar a casa e resignar-se com isso. Era raiva alimentada por humilhação e desespero e pela certeza absoluta de que o pai devia estar a dar voltas no túmulo.
Subiu pesadamente as escadas da frente arregaçando as mangas para a batalha, como o pai teria dito.
— Olá, Cherryderry — disse ela, quando o seu querido velho mordomo abriu a porta. — Agora faz de lacaio?
— Ela Própria mandou os lacaios a Londres chamar um médico — disse Cherryderry. — Para ser exato, dois médicos.
— Está a ter uma crise, não?
Kate tirou as luvas com muito cuidado uma vez que o cabedal estava a separar-se do forro em volta do pulso. Houvera tempos em que podia realmente ter-se interrogado se a madrasta (conhecida entre o pessoal como Ela Própria) fingia estar doente, mas agora já não. Não, depois de tantos anos de alarmes falsos e vozes a gritarem a meio da noite sobre ataques... Que em geral acabavam por ser indigestão.
Embora, como Cherryderry comentara uma vez, uma pessoa possa ter esperança.
— Desta vez não se trata de Ela Própria. É do rosto de Miss Victoria, acho eu.
O Beijo Encantando – Eloisa James
— A dentada?
Ele acenou com a cabeça.
— Está a fazer descair o lábio, disse-nos a criada dela esta manhã. Também tem um inchaço nesse sítio.
Apesar de se sentir amarga, Kate teve um acesso de compaixão. A pobre Victoria não tinha muito a seu favor para além de uma cara bonita e de vestidos ainda mais bonitos; o coração da sua meia-irmã ficaria despedaçado se ela ficasse desfigurada para sempre.
— Tenho de falar com Ela Própria sobre a mulher do vigário — disse ela, entregando a peliça a Cherryderry. — Ou melhor, sobre a mulher do antigo vigário. Depois da morte dele, mudei a família para a casa mais afastada.
— Caso infeliz — disse o mordomo. — Especialmente num vigário. Parece que um vigário não devia pôr termo à vida.
— Deixou-a com quatro filhos — disse Kate.
— Repare bem, não é fácil para um homem ultrapassar a perda de um membro.
— Bem, agora os filhos têm de ultrapassar a perda dele — disse ela com frieza. — Já para não mencionar o facto de a minha madrasta ter mandado ontem uma ordem de despejo à viúva.
Cherryderry franziu o sobrolho.
— Ela Própria diz que a menina tem de ir jantar com elas esta noite.
Kate parou a meio da escada.
— Ela disse o quê?
— Que a menina tem de ir jantar com elas hoje à noite. E Lorde Dimsdale vem jantar.
— Deve estar a brincar, Cherryderry.
Mas o mordomo abanou a cabeça.
— Ela disse isso. E mais, concluiu que as ratazanas de Miss Victoria também têm de ir, mas por qualquer razão exilou-as para o quarto da menina.
Kate fechou os olhos por um momento. Um dia que tinha começado mal só estava a piorar. Detestava a matilha dos cãezinhos da meia-irmã, afetuosamente, ou não tão afetuosamente, conhecidos por toda a gente como as ratazanas. Também detestava Algernon Bennett, Lorde Dimsdale, o noivo da meia-irmã. Sorria com demasiada facilidade. E odiava ainda mais a ideia de se sentar a jantar en famille.


Série Contos de Fadas
1 - O Beijo encantado
1.5 - Storming the Castle - sem ebook
2 - Milagre de amor
2.5 - Winning the Wallflower - sem ebook
3 - The Duke is Mine - idem próximos
4 - The Ugly Duchess
4.5 - Seduced by a Pirate
5 - Once Upon a Tower
5.5 - With This Kiss

Os Perigos de Perseguir um Duque

Série Debutantes Desesperadas
 


Quando as moças da família Fairchild descobrem que seu padrasto fugiu com a fortuna da sua falecida mãe, Ava, a mais velha, persegue o notoriamente rico e devasso Jared Broderick, o Marquês de Middleton e herdeiro de um ducado.

 Para a sua surpresa e deleite, o marquês lhe propõe casamento.
Mas depois de sua noite de núpcias apaixonada, Ava descobre que Jared tem segundas intenções.
Não só ele esperava que ela lhe desse um herdeiro, enquanto ele continuava a desfrutar de uma vida desonesta, mas Ava também suspeita que ela é um peão na busca de seu marido por vingança.
Casamentos de conveniência funcionam para alguns, mas um vínculo sem amor não é o que Ava deseja.
Ela, então, elabora um plano ousado para enfrentar os demônios de seu marido, para que ele possa ser livre para escolher dar-lhe o seu coração por uma única razão: porque ela é a única mulher que ele sempre vai realmente desejar.

Julia London nos brinda com uma trilogia sexy, romântica e emocionante em que três jovens senhoras aristocráticas descobrem que foram destituídas de recursos e ficam meio desesperadas para manter as aparências... e encontrar os maridos de seus sonhos.

Comentário revisora:  A história é bem leve e despretensiosa. Não tem momentos de conflitos pesados ou externos para serem resolvidos. 
O conflito é entre o casal e a aceitação de um pelo outro. É uma história bem gostosa de ler e a gente acaba se apaixonando pelos personagens e torcendo por eles... Principalmente pelo mocinho.

Série Debutantes Desesperadas
1 - Os Perigos de Perseguir um Duque
2 - Os Perigos de Perseguir um Príncipe
3 - Os Perigos de Enganar um Visconde
3.5 - School for Heiresses

Tapete Vermelho















Lançamento Romance M.S.Fayes 

Uma jovem garota brasileira resolve se aventurar em um curso de inglês no exterior. Na poderosa LA. Em meio ao itinerário de passeios mesclados com estudos, el...

 Para Comprar este livro clik nos links abaixo e terá todas as informações.

Livraria Travessa

Livraria Cultura

Promessas de Amor



Paixão que liberta...

Sara Waverly acata a decisão do pai de casá-la com o autoritário e implicante Jacob Talbert. 

O sofrimento estampado nos olhos de Jacob tocam o coração de Sara tão intensamente quanto a presença dele lhe desperta toda a sua feminilidade.
Poderia a delicada Sara ajudar Jacob a libertar-se das lembranças de um passado doloroso e juntos encontrarem o amor?
Assim que vê a linda e jovem Sara tendo à sua frente quatro andarilhos inescrupulosos, Jacob não hesita em salvá-la. 
Homem obstinado, com a alma ferida pela guerra, ele apaixona-se pela pequenina Sara que é tão pura e virtuosa quanto ele é pecador. No entanto, Jacob tem um desafio pela frente: exorcizar os medos que guardam seu coração antes de reivindicar seu direito à felicidade que o amor de Sara promete...

Capítulo Um

Território do Colorado do Norte, Primavera, 1867
Jacob puxou as rédeas do cavalo para observar a cena que se passava a poucos metros do lugar onde se encontrava. A moça era muito bonita. Ou melhor, linda de fazer um homem perder a cabeça.
Não parecia amedrontada, mas isso não queria dizer que não estivesse com medo. Ele tinha visto soldados ianques tão aterrorizados que chegavam perder toda expressão. Pareciam autômatos ao marchar contra os Rebeldes.
Os olhos cor de âmbar da moça eram um pouco mais escuros do que os cabelos, na forma de penteados formando uma única trança, longa e grossa, caída sobre o ombro. Moça pequenina, de­licada. Parecia frágil demais para enfrentar aqueles quatro homens imundos que a encaravam como se ela fosse um prato de carne sobre a mesa.
- Podemos ajudar seu pai com o maior prazer, mocinha - disse um dos homens esfregando a mão entre as pernas, num gesto indecente. - Só pedimos em troca um pouco de gentileza.
Automaticamente Jacob segurou com força a coronha do rifle Spencer. Sua vontade era descer do cavalo e descarregar o tambor da arma na garganta do atrevido, mas decidiu esperar.
- Sim, doçura, tudo o que queremos é passar um tempinho com você - disse o segundo homem, baixinho, e tão bêbado que mal parava em pé.
O terceiro homem, querendo participar do jogo, puxou o bai­xinho para trás.
- Isso mesmo, lindeza. Somos cavalheiros à procura do con­forto de uma mulher.
Jacob estreitou os olhos e avaliou cada um daqueles homens. Os três que haviam exposto suas intenções eram quase da mesma altura e gorduchos. Deviam ter sido fortes quando jovens, mas agora tinham mais gordura do que músculos. Percebendo que o quarto homem, alto e magro, era o líder do grupo, Jacob concen­trou nele sua atenção.
Com a mão esquerda, Jacob ergueu a aba do chapéu para ter uma visão melhor da rua. O vento forte e gélido indicava que o inverno ainda não cedera lugar à primavera.
A moça havia notado a presença do cavaleiro. Prova disso era que arregalou os olhos quando ele entrara na sua linha de visão. Como se não desejasse vê-lo, porém, com o olhar dela se voltara para os quatro rufiões, de pé, à sua frente.
Naquele breve segundo Jacob vira uma terna inocência refle­tida nos suaves e aveludados olhos. O sol da tarde emprestava aos cabelos da jovem um arco-íris de tons terrosos. Ao longo da grossa trança dançavam matizes de rico castanho-avermelhado e brilhante castanho-dourado, uma beleza elemental que atraía a atenção de qualquer homem com olhos para ver. Jacob sentiu um estremecimento na boca do estômago; algo como uma semente que forçava o solo congelado para libertar-se.
Ao ouvir um comentário lascivo sobre qual seria o tamanho dos seios da moça, Jacob voltou à realidade. Encheu os pulmões de ar, sentindo o mau cheiro dos corpos imundos e de uísque. Permaneceu imóvel, observando os sorrisos obscenos dos ho­mens. Quando o segundo deles adiantou-se e estendeu a mão para tocar a longa trança, a moça esquivou-se, trêmula.
- O que há, mocinha? Está com medo do velho Morgan?

5 de fevereiro de 2013

Por um punhado de Ouro

 













Julian Dare não era só lindo e rico: também era o 
herdeiro de um condado. 
Então, do que precisa um homem que tem tudo? 
A inocente Verity Ewing se propôs a oferecer seu coração, o presente mais apreciado de todos.

Comentário revisora Déia: Os livros desta antologia são curtinhos, mas gostosos de ler...histórias românticas, com bom enredo e sentimento.Gostei do Julian, um mocinho que, de fato, tem tudo, mas no fundo não é feliz...claro,né, é romance! Estava faltando a Verity na vida dele...Muito gostoso de ler!

Capítulo Um

O cavalheiro relaxado diante da lareira, na sala de estar de sua residência londrina, parecia um pouco acabado.
A calça cinza, que chegava à altura do joelho, e as meias brancas eram da seda mais fina, mas estas últimas estavam enrugadas, e há algum tempo havia ficado descalço. Despojou-se do terno de cauda longa que se ajustava a sua figura como uma segunda pele ao vesti-lo horas antes e que agora estava jogado com descuido na outra poltrona.
O colete, ricamente bordado, estava desabotoado.
E a gravata, que o valete havia demorado mais de meia hora em arrumar com amoroso esmero, pendurava assimetricamente sobre seu ombro esquerdo.
Passou tantas vezes os dedos pela cabeça que o cabelo escuro, cortado com estudado desalinho, como mandava a moda, parecia sujo e desgrenhado.
Tinha os olhos entreabertos e um pouco avermelhados. Um copo vazio pendurava de sua mão, sobre o braço da poltrona.
Julian Der, visconde Folingsby, estava indubitavelmente bêbado.
E, além disso, zangado. Beber em excesso não se contava entre seus vícios.
O jogo, sim.
E as mulheres. E levar uma vida temerária.
Mas a bebida não. Sempre tinha procurado fugir de hábitos que pudessem se transformar em vícios.
Tinha intenção de “sentar a cabeça” algum dia, como dizia seu pai; de deixar de “ser inútil”, outra expressão do conde de Grantham.
E seria extremamente incômodo ter que enfrentar um vício quando chegasse esse momento. Para ele, o jogo não era uma droga. Nem tampouco as mulheres.
Embora fosse muito aficionado a ambas as coisas.
Bocejou e se perguntou que hora seria. Por sorte, não tinha amanhecido ainda: era dezembro e a luz do dia não se dignava fazer ato de presença até bem entrada a manhã. Mas devia ser muito mais de meia-noite.
Muito mais. Foi embora da festa de sua irmã antes que o relógio desse as doze, depois passou pelo White’s e por um ou dois bordeis… quantos haviam sido? Onde se jogava e bebia forte.
Devia se levantar da poltrona e ir à cama, mas não tinha forças.
Assim, teria que chamar o valete e que ele o levasse arrastado até o leito.
Entretanto, nem sequer possuía forças para ficar em pé e puxar a campainha.
De todos os modos, não poderia dormir. Sabia por experiência que, quando estava bêbado, uma posição aproximadamente vertical era preferível a uma horizontal.
Por que raios tinha bebido tanto?
 DOWNLOAD









Antologia Coração de Natal
1- Por um punhado de Ouro

A Lua Do Dragão

Série Filhos da Lua


Quando Eirik, o único homem dragão vivo, e príncipe dos Ean, matou seu irmão, Ciara foi deixada sozinha para enfrentar seus sonhos proféticos. 

Agora, a fim de encontrar a pedra sagrada dos lobos e salvar todos os Chrechte da destruição, ela precisa da ajuda do seu rival. 
Eirik estava somente protegendo as crianças do seu povo, mas aquele dia na floresta também deixou uma marca nele. 
Controlar o fogo do seu dragão é a coisa mais difícil que ele já fez — até que ele e Ciara são forçados a não somente enfrentar seu compartilhado tumultuoso passado, mas um laço sagrado mais forte do que eles percebem. 
Como adversários declarados e companheiros predestinados, suas indagações os conduzem para um mundo de grande perigo, e uma paixão mais quente que o fogo do dragão. 

Capítulo Um 

 —Tive outro sonho sobre a pedra sagrada dos lobos. — Ciara esperou até que sua mãe comeu seu mingau de aveia e retornou a seu minúsculo quarto para, mais uma vez, olhar fixamente a parede como se esta segurasse o significado da vida, para compartilhar este pouco de informação com seu irmão. 
Sua cabeça estalou e suas mãos se sossegaram na amolação de sua espada.
Olhos de lobo do mesmo verde profundo como o dela próprio se enfocaram em Ciara, caladamente exigindo que ela continuasse. Costumava ser um jogo. 
Ou pelo menos ela estivera segura de que era. Antes. Antes da morte de Da e do declínio de Mum. 
Agora, Ciara sabia que por qualquer razão, seu irmão acreditava que os sonhos dela eram a salvação de seu povo. 
Galen dizia que as velhas histórias eram verdade, que os lobos uma vez tiveram uma pedra mágica, usada na chegada da cerimônia da maioridade, para deixá-los mais fortes. 
Até para tornar alguns em conriocht… lobisomens — não meramente uma pessoa que podia se transformar em um lobo, como se este dom não fosse espantoso o suficiente para seu povo. 
Não, as velhas histórias reivindicavam que alguns se transformariam em conriocht, meio homem-meio lobo e maior do que qualquer outro. 
Gigantes que não poderiam ser superados em batalha, até mesmo por outros lobos. 
Certamente não pelos Éan. Ela não sabia se acreditava nisto. 
E se acreditava, se ela queria ajudar tal coisa a acontecer. Mas Ciara amava seu irmão e passar o dia procurando pela pedra com pistas de seu sonho ainda era uma alegria. 
Apesar de como Galen mudara nestes últimos dois anos. 
—O Faolchú Chridhe. — Ele sussurrou o nome antigo, dado para a pedra por seu povo em histórias mais antigas do que a história dos lobos com os clãs, em uma voz atada com temor. O coração do lobo… como eles poderiam tê-lo perdido, como um povo, se realmente existiu? 
—O que você sonhou? — ele exigiu, seus olhos de esmeralda cintilando com o brilho de um fanático. 
Medo que ela não entendia deslizou abaixo por sua espinha, fazendo suas mãos tremerem enquanto ela guardava seus pratos matutinos. Pois uma coisa de que ela nunca duvidou era que seu irmão a amava. 
—Era como os outros — Ciara forçou por entre os lábios, de repente secos, sua garganta apertada com aquele medo inexplicável. —Eu vi uma pedra que poderia ter sido uma esmeralda, exceto pelo fato de que era tão grande quanto um punho de laird. 
— Seguramente nenhuma esmeralda daquele tamanho existia em nenhum lugar no mundo. 
—Estava em um altar de pedra escura, em uma caverna que brilhava com uma luz verde pálida como eu nunca vi antes. 
—O brilho, isto é novo. Não era, mas ela o achou muito fantástico para mencionar antes. A recente pressão de Galen por mais e mais informações, a guiou para admiti-lo agora, entretanto. 
—Onde estava a caverna? — Ele perguntava isto toda vez, como se fazendo assim, a faria saber. 
Nunca fez. Entretanto, ela tentou dizer a ele tudo que podia lembrar que poderia ajudar. 
 —Senti como se eu estivesse profunda na Terra. 
 —Você sentiu? — ele perguntou com uma dúvida que a aborrecia, embora ela nunca o dissesse. 
—Sim. —Você podia ver a entrada para a caverna? —Não, senti como se estivesse atrás de mim, mas não podia me afastar do Faolchú Chridhe em meu sonho. 

Série Filhos da Lua
0.5 - Corra com a Lua
1 - Lua que Desperta

2 - Desejo da Lua
3 - Lua Ardente
3.5 - Êxtase sob a Lua
4 - A Lua do Dragão
5 - Guerreiros da Lua
Série Concluída

4 de fevereiro de 2013

Indiscreta





Benedict Wincross entra na vida de Camilla Ferrand tão rápido quanto puxa o gatilho de sua arma.

Seria ele um seqüestrador?
Um ladrão?
Por que Camilla começou a fazer parte da vida dele sem nem se dar conta disso?
Embora Benedict não seja um perfeito gentleman, Camilla percebe que ele é exatamente o tipo de homem de que ela precisa: um noivo temporário para satisfazer as exigências de seu avô, o Conde de Chevington.
Por outro lado, Benedict também tem seus interesses em jogo. E um deles é conseguir passe livre em Chevington Park, propriedade da família de Camilla, para conduzir uma investigação secreta sobre corrupção. Benedict e Camilla tem seus objetivos particulares, mas não estão preparados para enfrentarem a paixão forte e inesperada que surge entre eles e que é capaz de colocar ambos em grande perigo.

Capítulo Um

1812
Ela estava perdida.
Camilla suspeitava disso há algum tempo e, agora, ao empurrar a cortina para o lado e mirar a noite, teve certeza. Sua carruagem estava coberta pela neblina. Parecia estar no meio de uma nuvem. Não tinha a menor idéia de sua localização. A carruagem poderia estar a dez metros da casa de seu avô ou na ponta de um penhasco.
— Que que eu faço, moça? — perguntou o cocheiro do alto do veículo.
— Vamos esperar um pouco. — Seria tolice insistir nessa neblina tão densa. Não dava para imaginar onde iriam parar. — Deixe-me pensar.
Com um suspiro, deixou a cortina cair e recostou-se no assento acolchoado. 
Fora tudo culpa dela, ela sabia. Se ao menos não estivesse tão mergulhada nos pensamentos, tão imersa em seus problemas, talvez tivesse percebido a névoa se adensando ou notado que o cocheiro contratado, sem conhecer o terreno local, havia tomado um caminho errado. 
Na verdade, ela deveria ter parado no vilarejo e contratado um mensageiro local para mostrar o caminho ao cocheiro. Em vez disso, ficara se torturando em busca de um meio de se livrar de seu dilema, tão concentrada na armadilha que havia imposto a si mesma com sua mentira — por que vovô contara para tia Beryl? que não tinha prestado a menor atenção, ao rumo tomado pelo cocheiro. Bem, agora teria de pagar por sua desatenção.
Camilla abriu a porta da carruagem e olhou para fora. 
Não conseguia nem ver as cabeças dos cavalos com clareza. Olhou para a estrada. 
Podia enxergá-la o suficiente para dar-se conta de que não era maior do que uma trilha no urzal, certamente não era a estrada que levava a Chevington Park; Deus sabe para onde o cocheiro londrino os havia levado.
Enrolando seu manto em torno de si e amarrando-o no pescoço, desceu com leveza. 
O cocheiro olhou ao redor e, em seguida, para ela.
— Mas o que a senhorita está fazendo? — moveu-se como se fosse descer. —Ainda nem baixei os degraus.
Camilla acenou de volta.
— Tudo bem. Não precisa se incomodar. Já desci. Vou dar uma olhada ao redor.
O cocheiro pareceu preocupado:
— Olhe, moça, é melhor não andar muito. Não dá pra ver um palmo na frente do nariz, com esse tempo.
E acrescentou, com amargor:
— Maldito lugar: Dorset.
DOWNLOAD 

Nunca Ninguém Mais


Série Família Collingwood


Lorde Alexander Collingwood herdou recentemente o condado de Kent.

Essas terras são o que mais importam a ele, porém, deve renunciar a elas: estão comprometidas pelas dívidas que seu pai deixou, e ele já não pode mantê-las.
Apenas uma possibilidade lhe ocorre para salvar seu patrimônio: casar-se com uma moça de qualquer família burguesa, sem linhagem, que proporcione um bom dote. 
Gabriele Ferguson é filha de um poderoso comerciante: aos olhos de quase todos, ela é uma moça superficial, apenas preocupada com vestidos, bailes e o flerte, embora, perdidamente apaixonada por Alexander.
Mesmo que lorde Collingwood deteste a frivolidade, tudo a indica como a candidata perfeita.
Quando ele, desesperado, pede a mão de Gabriele sem que ela suspeite que ele precisa do dote, o panorama está traçado para que a autora nos apresente uma nova versão da batalha dos sexos.
No meio de uma convivência forçada e de um casamento que não escolheram, terão que provar o quanto poderão se aproximar e eliminar o abismo que os separa.


Capítulo Um

Londres, janeiro de 1869
Alexander Collingwood permanecia sentado na enorme poltrona que coroava o escritório da residência de Knightsbridge.
Tudo nesse lugar recordava seu pai: as escuras estantes de madeira repletas de livros, os quadros com cenas de caça e heróis mitológicos, a ordem perfeita dos utensílios sobre a mesa.
Inclusive, aparentemente, ele podia sentir a fragrância dos charutos que ele sempre fumava, mas, apesar da familiaridade de tudo que o rodeava, ele se sentia alheio e tinha a sensação que, na verdade, jamais o tinha conhecido verdadeiramente.
O senhor Emerick, o velho advogado que cuidava dos negócios da família desde que ele podia se lembrar, acabava de partir, e ele ainda não tinha se recuperado da surpresa que recebeu: na teoria, eles se reuniram para ler o testamento de seu pai, e foi exatamente assim, tudo que constava no documento era previsível: Alexander Julian Collingwood, o primogênito do conde de Kent, herdava todas as propriedades e o título familiar, bem como a responsabilidade de tutelar e manter economicamente Tyler, seu irmão, mas não parou por aí, o semblante sério e circunspecto do senhor Emerick deveria ter dado a ele uma pista de que alguma coisa não estava bem: quando o ancião se dispôs a explicar a situação real na qual seu pai tinha deixado suas finanças, Alex achou que teria um ataque do coração.
Embora seu rosto continuasse aristocraticamente impassível, apenas uma súbita palidez atestava a maneira como ele recebeu a notícia: o sério e eficiente lorde Collingwood, um homem que jamais agiu de maneira incorreta e que era o pilar da pequena comunidade do condado de Kent onde se situava a residência familiar, foi um viciado no jogo.
Por um breve momento, ele deixou que a culpa se apoderasse dele; talvez se tivesse passado mais tempo com seu pai, teria sido capaz de impedir que ele se entregasse ao vício.

Série Família Collingwood
1 - Nunca Ninguém Mais 
2 - Não Apenas um Sonho

Tradução GRH