5 de março de 2013

Amante Honrada

Trilogia Amantes

O financista de Londres Rafe Pendragon tem reputação de cruel; e, a exótica beleza, Julianna Hawthorne, está decidida a resolver definitivamente a dívida que seu irmão tem com ele. 
Cativada pelo magnífico aspecto varonil de Rafe, enfraquecida por sua embriagadora mescla de perigo e sensualidade, Julianna audazmente está de acordo com os escandalosos termos de Rafe: seis meses como sua amante. 
Quando os intensos olhos verdes de Rafe perfuram seu corpo e o faz arder, Julianna só pode imaginar que emoções poderão liberar seu beijo.
Rendido aos prazeres da sedução e do prazer carnal, Rafe nunca esperou que o amor fosse o preço a pagar por seu trato. 
Quando se dá conta de que um inimigo vingativo pode fazer mal a Julianna devido a seu enlace clandestino que poderia ser exposto, Rafe deve escolher entre amá-la e protegê-la. Para salvar sua amante honrada, Rafe deve arriscar o que ele já perdeu: seu coração.

Capítulo Um

Londres, 1812
A carruagem de aluguel se deteve.
Lady Juliana Hawthorne se inclinou para diante e espiou pela janela da carruagem, ficando surpreendida pelo que achou. Em lugar da medíocre e ordinária casa contígua que esperava, erguia-se uma imponente residência urbana; seus três pisos quase bloqueavam a visão do nublado céu lá encima. 
Limpa e elegante, a residência de estilo georgiano ostentava uma fachada de pedra, um fino corrimão de ferro verde, e uma brilhante porta branca que parecia pintada recentemente.
Possivelmente o cocheiro se equivocara de endereço, pensou. Certamente aquela formosa casa não podia pertencer ao homem a quem tinha vindo ver. Com mãos trêmulas, recolheu sua bolsa de seda e tirou um pequeno quadrado de papel com o endereço do financista.
Bloomsbury Square, 36.
Seu olhar se dirigiu de novo à casa, os números três e seis claramente expostos um junto ao outro sobre a porta.
O coração lhe deu um tombo. Não, não havia nenhum engano. Gostasse ou não, este devia ser de verdade o domicílio do vilão.
Estendeu ao cocheiro um generoso punhado de moedas, com a promessa de mais com a finalidade de assegurar-se que a esperasse até que seus assuntos ali dentro concluíssem. 
Em uma vizinhança tão tranqüila e residencial como aquela, achar outra carruagem de aluguel teria sido impossível. E ela não se atreveu a trazer sua própria carruagem privada, aquela com o brasão da família de seu finado marido, proeminentemente ornamentada em um lado. Ninguém, absolutamente ninguém de seus conhecidos, devia saber jamais que tinha estado naquele lugar.
Antes de ter a oportunidade de trocar de idéia e deixar que o medo a fizesse escapulir-se de retorno a casa como um tímido camundongo, obrigou-se a desembarcar da carruagem.

Trilogia Amantes
1 - Amante Honrada
2 - Amante por Acidente
3 - Sua Amante Favorita
Trilogia Concluída

4 de março de 2013

Primeiro Vem O Casamento

Série Família Huxtable Quintet

Elliott Wallace, Visconde Lyngate, acaba de adquirir involuntariamente a tutela de Stephen Huxtable, o novo jovem Conde de Merton. 

Se ele se casasse com a irmã mais velha de Stephen, conseguiria uma esposa elegível, conforme precisava. 

Além disso, com o casamento ela seria capaz de lançar suas irmãs mais novas na sociedade, futuramente. 
Seria um arranjo confortável. 
No entanto, Vanessa, a irmã do meio, pensa ao contrário. 
Margaret ama outro homem e tem um acordo secreto com ele. 
Sendo assim, Vanessa se oferece em sacrifício. 

Capítulo Um 


Todos em um raio de oito quilometros da vila de Throckbridge em Shropshire estavam aguardando ansiosamente pela semana que antecede quatorze de fevereiro. 

Alguém — a identidade exata da pessoa era indefinida, embora pelo menos meia dúzia a tivesse reivindicado para si — sugeriu que uma festa fosse realizada na hospedaria da vila este ano, para a celebração do Dia de São Valentim, uma vez que parecia ter passado uma eternidade desde o Natal. E o verão — ocasião da festa anual e do baile em Rundle Park — estava longe de se chegar. 
A sugestão foi feita pela Sra. Waddle, a mulher do boticário, ou pelo Sr. Moffett, mordomo do Sir Humphrey, ou pela Srta Aylesford, a solteirona irmã do vigário, ou por uma das várias outras pessoas que falaram que tinham dito isso — ninguém conseguia explicar o porquê de tal entretenimento nunca ter sido pensado antes. 
Mas já que tinha sido pensado neste ano, ninguém tinha dúvidas de que a celebração do dia dos namorados se tornaria um evento anual no vilarejo. 
Todos concordaram que a ideia era boa, até mesmo — ou talvez, especialmente, — as crianças que não tinham idade suficiente para participar este ano, apesar dos efusivos protestos dizendo que tinham sido os adultos que tinham feito as regras. 
A mais jovem participante era Melinda Rotherhyde, com 15 anos de idade que tinha permissão para ir à festa só porque era a mais nova da prole Rotherhyde e não havia nenhuma possibilidade de deixá-la sozinha em casa. 
Fora autorizada a participar, segundo algumas efusivas vozes que protestaram, porque os Rotherhydes sempre foram indulgentes com todos os seus descendentes. 
O mais jovem do sexo masculino era Stephen Huxtable. Tinha apenas 17 anos, embora não houvesse dúvidas sobre seu comparecimento à festa. 
Apesar de sua juventude, era um dos favoritos das mulheres de todas as idades. 
Melinda, em particular, tinha suspirado por ele desde o momento em que, há três anos, tinha sido forçada a renunciá-lo como amigo frequente, porque a mãe dela tinha considerado que não era mais adequado estarem brincando juntos, considerando suas diferenças de sexo e idade. 
No dia da celebração, choveu intermitantemente durante todo o dia, mas nada pior que isso, apesar da sombria previsão de seis metros de neve que o idoso Sr. Fuller tinha profetizado com muita firmeza, acenando a cabeça depois da igreja, no domingo passado. 
Os espaços da hospedaria foram limpos e varridos, as arandelas da parede equipadas com velas novas, lareiras foram acesas nas grandes salas e o piano testado para ver se ainda estava afinado — embora ninguém tivesse pensado no que aconteceria caso não estivesse, já que o afinador vivia a trinta quilometros de distância. 
O Sr. Rigg trouxe seu violino, o afinou, e tocou por um tempo para acostumar seus dedos a sensação da sala e sua acústica.
As mulheres trouxeram comida em quantidade suficiente para encher cinco mil pessoas que estariam tão cheias que ficariam prostradas por uma semana — ou mais, como declarou Sr. Rigg enquanto provava uma torta doce e algumas fatias de queijo antes de receber, de sua enteada, alguns tapinhas de advertência na mão. 
Por toda a vila, mulheres e meninas, durante todo o dia, mudaram de ideia meia dúzia de vezes sobre os vestidos que usariam antes de inevitavelmente resolver optar pela primeira coisa que tinham escolhido antes. 
Quase todas as mulheres solteiras com idade inferior a 30 anos e um número a mais de pessoas com mais idade sonhavam com o dia de São Valentim e com as possibilidades de romance que esse dia podia trazer este ano, se apenas...Bem, se apenas alguns Adonis aparecessem não sei de onde e se ajoelhassem sob seus pés. 

Série Família Huxtable Quintet
1 - Primeiro Vem o Casamento
2 - Então Venha me Seduzir
3 - Por Fim Chega o Amor
4 - Seduzindo Um Anjo
5 - Uma Aventura Secreta
Série Concluída

3 de março de 2013

Coração Fiel

Série Clã MacKenzie
 






Virgínia MacKenzie desapareceu há dez anos. Cameron, seu noivo, teve de viajar para a França e Virgínia não iria permitir que se separasse dela.

Comprou uma passagem de navio que a levasse para junto de seu amado, mas o capitão decidiu que seria mais vantajoso para ele levá-la até as colônias americanas e vendê-la ao dono de uma plantação.
Durante todo esse tempo, Cameron continuou procurando pelo seu verdadeiro amor, inclusive quando o resto da família de Virgínia já tinha desistido devido ao tempo e ao desânimo.
Justo agora, no momento em que começa a perder a esperança de encontrá-la, é quando Cameron acha um indício que pode levar até ela.
Entretanto, Virgínia já não é mais a menina doce e inocente de quando desapareceu.
Converteu-se em uma jovem formosa e com muitas lembranças dolorosas, muitas das quais deseja esconder, quando descobre que, enfim, poderá retornar junto das pessoas que ama. Cameron terá que derrubar a parede de segredos se deseja fazê-la feliz

Comentário revisora Cléria Janice: Uma boa história, com personagens interessantes e sem enrolação.
A protagonista é sofrida, mas não se torna chata por isso. 
O mocinho é um fofo.Gostei bastante das irmãs e fiquei com vontade de ler os outros livros.Só achei uma pena não ser mais hot. No fim, é um bom livro, embora não seja especialmente o meu tipo preferido.

Capítulo Um

Porto do Glasgow 1789
Cameron jogou a bolsa de lona ao ombro e entrou no cais do porto de Glasgow. Não havia ninguém esperando por ele, só uma casa elegante com uns criados leais. 
Quando comparava a realidade de sua vida com as expectativas de sua juventude, encontrava-a vazia e o entristecia dar-se conta disso.
A lembrança de Virgínia já não lhe causava dor, a não ser só um profundo sentimento de perda. Virgínia desaparecera sem deixar rastro, umas horas depois de que ele empreendeu aquela primeira viagem a China, fazia quase dez anos. 
Pensando que poderia haver-se metido no navio de Cameron, seu pai enviou um navio em perseguição ao Highland Dream. Cameron, ao inteirar-se de seu desaparecimento, quis retornar e procurá-la, mas o duque de Ross proibiu-lhe cancelar a custosa viagem. 
O duque estava seguro de que poderia encontrar a sua filha perdida.
Equivocaram-se, é obvio, e Cameron aprendeu a viver com a alma cheia de remorsos.
— Aposto uma libra que Agnes tem outro filho — disse MacAdoo, seu companheiro, referindo-se à filha mais velha de Lachlan MacKenzie, que casara há cinco anos com o conde de Cathcart.
Caminharam ombro a ombro como faziam em todos os portos do mundo. 
MacAdoo Dundas, seis anos mais velho que Cameron, era seu melhor amigo e confidente. Cresceram juntos no castelo de Roward, que era lar ancestral do clã Cameron de sua mãe, os Cameron de Lochiel. Ambos passaram um ano na corte inglesa. 
Juntos fizeram farra e viveram muitas aventuras. Ambos choraram o desaparecimento de Virgínia. Apostando em quase tudo.
Cameron aumentou a aposta.
— Minha libra diz que desta vez vai dar uma filha a Cathcart.
MacAdoo levantou seu saco de marinheiro que levava sua mais preciosa posse: uma gaita de fole. 
Com ela, era capaz de conquistar à moça mais reticente ou fazer que os olhos do mais curtido dos marinheiros se enchessem de lágrimas com uma habilidade que inclusive os highlanders de mais idade invejavam.
— Por isso, deixou que aquela vendedora atraente em Calais lhe vendesse uma bonita boneca, em vez de um jogo de soldados — disse MacAdoo, com um largo sorriso.
O presente estava guardado na bolsa de Cameron junto com uma lembrança que tinha um significado especial para ele: o cachecol de seda que Virgínia lhe entregou tantos anos atrás. Além de uma constante tristeza, isso era a única coisa que restara dela. 
O tecido já estava amarelado e gasto pelo tempo, mas a lembrança que Cameron tinha da jovem seguia viva em sua memória.
A imagem do símbolo de Virgínia apareceu em sua mente com a mesma intensidade de quando viu pela primeira vez o delicado círculo de corações atravessado por uma flecha.
Cameron parou em seco e piscou. A imagem tinha sido real. 
Diante dele havia uma muralha de barris. Gravado a fogo na madeira de um deles se via o símbolo desenhado por Virgínia MacKenzie por quase uma década.
O coração disparou, e a cerveja que bebera com sua tripulação poucos minutos antes queimou no estômago. 
Ninguém mais viu esse símbolo, antes que Virgínia desaparecesse. 
Disse-lhe que era um presente secreto por ocasião do casamento. 
Bordou esse cachecol para ele à luz de velas. Depois de seu desaparecimento, quando Cameron contou ao duque de Ross todos os detalhes daquele último encontro nos estábulos de Rosshaven, este confessou que estava no mezanino de onde ouviu sem querer a discussão entre ambos, mas que não chegou a ver o desenho de Virgínia.
Cameron pensou que nunca voltaria a ver esse símbolo.
— O que aconteceu? —perguntou MacAdoo.
Cameron assinalou o desenho com a mão tremula.
— Por são Ninian bendito!


Série Clã MacKenzie
1. Os Fios do Destino 
2 - O Duque das Highlands
3 - Traída
4 - Seduzida
5 - Coração Fiel
Série concluída

28 de fevereiro de 2013

Maiê em...



Entre Novelas e Romances

Além de gostar de romances também sou uma grande consumidora de filmes, séries e novelas. 
Como noveleira venho me sentindo frustrada ultimamente, não tenho conseguido assistir nenhuma das que estão no ar e em grande parte devido aos protagonistas masculinos. 
Cadê os mocinhos pelos quais é fácil suspirar? Nos romances eles são muito fáceis de encontrar, mas na televisão são artigo de luxo. 
Em Salve Jorge temos o exemplo clássico do mocinho que não funciona mais, pelo menos para mim. 
Theo é possessivo, apaixonado e bonitão, mesmo assim é um chato. Pode isso Arnaldo?
Na minha humilde opinião o problema do Theo e de vários mocinhos que não agradaram muito está na parte politicamente-chata de sua personalidade. 
O Theo é sempre sério, correto (mesmo se não está) e quando deita no sofá e pede um sanduíche para a mamãe vejo todo o seu charme escorrer pelo ralo. 
Já Morena é uma boa mocinha, corajosa e intensa, só não tenho paciência para sua dificuldade em discar 190 e com três palavras acabar com todos os seus problemas... 

Curiosamente os clichês dos nossos amados livrinhos são ignorados pela maioria dos autores de novela. 
Quando são usados os resultados geralmente são ótimos, um bom exemplo é a novela Duas Caras. 
O vilão, vivido por Dalton Vigh, passa a ser o mocinho, depois que descobre que tinha um filho com a ex-mulher. 
Outro problema das novelas brasileiras é o excesso de personagens, Salve Jorge começou com nada menos que 90. 

A Vida da Gente (novela das seis de 2011, pela qual sou apaixonada) tinha metade disso e todos os núcleos tinham boas histórias, além de um clichê gigante como premissa: Um triângulo amoroso, daqueles. 
Se a Vida da Gente fosse um livrinho, seria daqueles de chorar até não poder mais. 
Nos melhores romances o casal vai descobrindo o sentimento aos poucos, mesmo que a atração seja explosiva, não se dão conta que estão apaixonados logo de cara (pelo menos não as duas partes) e nós, as leitoras ficamos torcendo pelos encontros e pelo momento em que a descoberta aconteça. 
Nas novelas, poucas vezes isso é explorado. É sempre um arrebatador amor a primeira vista. 
Se o casal é chato, pode apostar que levaram menos de um capítulo para se apaixonar e declarar. 
Nos livros, homens mais velhos podem ser muito charmosos e atraentes, mas aposto que quando você lê um romance desse tipo não imagina Tony Ramos ou José Meyer. Nada contra, são grandes atores, mas não agüento a Globo querer vender galãs geriátricos a força. 
Eu sei bem que livros e televisão são veículos diferentes, mas bons personagens e bons enredos possuem elementos universais.

Um herói romântico que defenda sua amada é sempre muito mais interessante que aquele que deixa ela ser enganada, traficada, chantageada e despachada para Turquia duas vezes, sem perceber nada. Fala sério... Que mulher trocaria um irmão De Burgh ou um membro da Irmandade da Adaga Negra por um Theo da vida? Nem que viesse com cavalo e farda de brinde! 

Bjs Maiê 

Como falei de novelas, nada mais justo que alguns dos atores mais bonitos da televisão, para ilustrar esse post. Thiago Lacerda, Ricardo Pereira, Rodrigo Hilbert, Paulo Rocha, Cauã Reymond e Reynaldo Gianecchini








Pra vocês três livrinhos bem legais:

Se passa no Velho Oeste, a mocinha é muito pobre e vive com um pai violento.
Sem opção, vê um anúncio de um viúvo que procura uma esposa e resolve se candidatar.
O mocinho é o homem que a levará até seu futuro marido, ele é arrogante e demora bastante para perceber o quanto a mocinha é especial. O livro tem várias reviravoltas e é bem interessante.

Li esse livro em uma noite só. A mocinha é adorável e muito atrevida. Ela é uma costureira que vive na Inglaterra, sua família é nobre, com péssima fama e perdeu tudo durante a Revolução Francesa. Ela e as irmãs são ambiciosas e sabem se virar muito bem sozinhas.
Para conquistar uma nova cliente ela se aproxima do futuro noivo da mulher:O Duque de Clevedon. 
A atração é imediata e os jogos de sedução entre os dois são bem sofisticados.

Adora essa autora e me diverti muito lendo esse livro.
A mocinha é secretária de um nobre que tem uma editora.
Ela é super eficiente, controlada e quer ser escritora. 
Um dia ela descobre que o seu patrão nunca leu nenhum dos manuscritos que mandou para ele.
Furiosa, se demite e vai trabalhar para a concorrência, deixando o mundo dele de pernas para o ar.
O casal principal é hilário e tem uma relação muito fofa.

PS: Quem gosta de comédias românticas não pode perder "O Lado Bom da Vida" com Jennifer Lawrence e Bradley Cooper.

Maiê

24 de fevereiro de 2013

Dama de Ouros

Série Irmãs Copeland

Condessa sob pressão! 

Lady Diana Copeland partiu para Londres de imediato quando soube que seu guardião, lorde Faulkner, desejava desposar uma das irmãs Copeland. Determinada a não mais adiar sua decisão, ela iria declarar olho no olho exatamente aquilo que pensava acerca de sua proposta ultrajante! 
Afinal, suas duas irmãs haviam sido mais astutas e partiram antes de receberem a oferta... 
Entretanto, Diana se surpreende quando encontra a sua espera um homem magnífico com um brilho sagaz no olhar, e não o velho tolo e pomposo que imaginava ser. Respirando fundo, Diana luta para não sé deixar seduzir pelo poderoso magnetismo de lorde Faulkner... 
Pois agora corria o risco de cometer um erro irreversível: ser tornar sua condessa!

Capítulo Um

 — Bom deus, Nathaniel, o que você fez consigo mesmo?! — exclamou lorde Gabriel Faulkner, conde de Westbourne, com menos que sua autoconfiança arrogante.
Gabriel tinha parado abruptamente junto à porta do quarto assim que vira seu amigo prostrado na cama. O rosto de lorde Nathaniel Thorne, conde de Osbourne, estava repleto de cortes e arranhões, e uma bandagem larga circulando o peito desnudo musculoso atestava para a possibilidade de diversas costelas quebradas.
Gabriel recuperou-se o bastante para se virar e fazer uma cortesia para a mulher parada no corredor ao seu lado:
— Não foi nada, meu lorde. — A sra. Gertrude Wilson, tia de Osbourne, dispensou seu pedido de desculpas rapidamente. — Eu sofri dos mesmos sentimentos de choque ao ver a extensão dos ferimentos de meu sobrinho pela primeira vez, quatro dias atrás.
— Vocês dois podem parar de falar de mim como se eu não estivesse aqui? — O paciente estava obviamente menos que satisfeito com a situação.
— O médico falou que você precisa descansar, Nathaniel — instruiu sua tia seriamente, antes de voltar sua atenção para Gabriel. — Deixarei vocês dois conversarem agora, meu lorde. Porém, por apenas dez minutos — avisou ela. — Como você vê, Nathaniel está precisando mais de paz e tranqüilidade do que de conversa. — Virou-se no corredor. — Venha, Betsy — acrescentou. — Está na hora da caminhada de Hector.
Gabriel ficou curioso com aquele último comentá¬rio, até que outra figura saiu das sombras do corredor: uma jovem esbelta, com cachos cor de ébano emoldurando um rosto oval com lindos olhos azuis, segurando um pequeno cachorro branco nos braços.
— Se eu tiver de sofrer muitos mais destes mimos, provavelmente torcerei o pescoço de alguém — resmungou Nathaniel assim que sua tia e a dama de companhia dela desapareceram, e os dois cavalheiros finalmente foram deixados sozinhos no quarto. — É tão bom ver você, Gabe — acrescentou mais calorosamente, enquanto se esforçava para se sentar, sua expressão indicando, apesar de suas negações, que aquele era um exercício doloroso.
— Fique onde está, homem. — Gabriel atravessou para o lado da cama de seu amigo, a usual fisionomia determinada agora de volta ao rosto arrogantemente bonito, dominado por olhos azuis meia-noite.
Alto e forte, e vestido com paletó preto, camisa branca e calça cinza acima de botas pretas, o conde de Westbourne tinha toda a aparência de ser um elegante cavalheiro inglês, apesar de ter passado os últimos oito anos viajando pela Europa.
Osbourne relaxou contra os muitos travesseiros atrás de si.
— Eu teria pensado que você pretendia ir direta¬mente para Shoreley Park quando chegou de Veneza, em vez de vir para Londres, Gabe. O que me leva a perguntar...
— Acredito que sua tia o aconselhou a descansar, Nate — murmurou Gabriel, arqueando uma sobrancelha arrogante.
Osbourne fez uma careta.
— Tendo me removido de minha própria casa e me trazido para este excesso de mimo, acredito que mi¬nha tia Gertrude me amarraria à cama e recusaria a entrada de todos os visitantes, se pudesse.
Apesar das reclamações de seu amigo, Gabriel percebeu que a tia de Nate tinha feito a coisa certa, uma vez que Nate obviamente sentia dor cada vez que se movia, e não podia cuidar de si mesmo.
— O que aconteceu com você, Nate? — perguntou ele, enquanto acomodava seu corpo alto e elegante na cadeira posicionada ao lado da cama.
O outro homem fez uma careta.
— Bem, apesar do que você disse assim que me viu, eu certamente não fiz isso comigo mesmo.
Tendo servido com Osbourne no exército do rei por cinco anos, Gabriel sabia melhor do que a maio¬ria das pessoas quão proficiente Osbourne era tanto com uma espada quanto com um revólver.
— Como isso aconteceu então?
— Um pequeno...

Série Irmãs Copeland
0.5 - A Wickedly Plesurable Wager
1 - Dama de Copas
2 - Dama de Ouro
3 - Dama de Espadas

O Desejo Do Demônio








Um desejo impetuoso ... uma abrasadora paixão ... 

Um Amor Eterno... 
Dos mais profundos desejos humanos se forma a aliança tempestuosa da bela jovem Lady Elysia Demarice e Sir Alex Trevegne. 
 Das profundezas das emoções mais cruas - luxúria, ciúmes e ódio - pois embora Alex se case com Elysia, ele não pode possuí-la totalmente. 
Em meio ao choque de vontades conflitantes se forma uma das maiores histórias de amor já escritas! 

Comentário revisora Ana Paula G.: Eu não vou arregar,não!!! Que homem mais sacana!! Ou estou na TPM...mas fiquei com um ódio dele, das coisas que ele faz ela passar....Detestei o que ele fez pra fazer ‘ciuminho’ pra mocinha!!!
O livro é bom, prende a atenção...e antes que eu esqueça:queria muito, mas muitoooo mesmo que este homem pagasse com juros e correção tudo o que fez pra Elysia!E agradeço a Déia por compartilhar a revisão deste livro...sozinha não conseguiria!!!! 

Capítulo Um 

No alto do céu de uma tarde carregada de tormenta, uma livre e animada cotovia voava graciosamente; sua sombra, com as asas estendidas, atravessava com rapidez a colorida campina outonal. 
Seu canto atravessou o silêncio primaveril do bosque, enquanto o alegre grito cruzava o ar frio; as claras notas penetravam sob o denso teto de ramos e, ao chegar ao brando chão do bosque, coberto de lama, o som foi absorvido pelo brilhante tapete de folhas caídas. 
 Os bosques pareceram ganhar vida, com o zumbido, o piar e o falatório das ocupadas criaturas da floresta, que satisfeitas reuniam alimento para o próximo inverno, até que outro som se introduziu à conversa sem sentido e provocou um sufocado silêncio no calor. 
Uma inquieta espera pairava sobre o bosque quando o ameaçador ruído dos cães de caça e o retumbar dos cascos dos cavalos lançaram seu eco da distância. 
 Os falantes pássaros voaram e os esquilos de caudas espessas correram para proteger os ninhos, quando uma figura emergiu entre as árvores, quebrando ramos à medida que avançava para a clareira. 
 —Adiante! —A risada de Ribald seguiu ao grito de caça
—. Onde se colocou essa moça? Maldição! Não a perca de vista agora, homem! 
As vozes excitadas se dirigiram para uma figura imóvel, que a galvanizou para a ação, e os gritos se fizeram mais fortes à medida que os cavaleiros se aproximavam. 
Depois as vozes se fundiram em um som ameaçador, ao mesclar-se com o ofegar dos cavalos. 
 Quando se aproximavam, Elysia quase pôde sentir o fôlego quente contra sua nuca, no momento em que recolheu suas saias e saltou rapidamente por cima de uma árvore caída. 
Deteve-se, fez uma pausa para recuperar o fôlego, soprando pesadamente, ao apoiar-se contra outra árvore. 
Podia ouvir o grito dos homens quando procuravam entre as matas, não muito longe, golpeando para ver se descobriam seu esconderijo. 
Estremeceu-se para ouvir o grunhido e o ofego dos cães, e viu movimento entre as árvores quando os cavaleiros marchavam em direção a ela: cada segundo se aproximavam mais. 
 Permaneceu quieta, petrificada de terror, movendo os olhos como um animal encurralado que busca escapar. De repente viu o tronco oco da árvore caída, a abertura oculta parcialmente pelas densas samambaias e plantas silvestres que cresciam ao redor dela. 
Meteu-se com rapidez na fresca escuridão que a protegia. Arrastando-se sobre as samambaias, acomodou-as, e depois se deitou no fundo podre e úmido. 
Estremeceu-se ao sentir a seu redor o movimento dos diminutos habitantes da árvore. 
A respiração de Elysia parou dolorosamente em sua garganta, para ouvir o retumbar dos cascos dos cavalos que vinham diretamente para ela fazendo tremer o chão sob seu corpo, a tal ponto que chegou a acreditar que ia morrer ali, pisoteada. 
 —Maldito imbecil! Deixou-a escapar! 
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Assim Como O Céu

Quarteto Smythe Smith


Honoria Smythe-Smith é parte do famoso quarteto musical Smythe-Smith, embora não se engane e saiba que o dito quarteto carece sequer do menor sentido musical e tem esperanças postas que esta seja a última vez que se submeta a semelhante humilhação. 

Esta será sua temporada e com um pouco de sorte conseguirá um marido. 

Durante um jantar, põe seus olhos em Gregory Bridgerton, um dos mais jovens da família Bridgerton. Sabe que não está apaixonada, mas ele parece uma opção mais que válida. 
Marcus Holroyd é o melhor amigo do irmão de Honoria, 
Daniel, que vive exilado na Italia. 
Ele prometeu olhar por ela e leva suas responsabilidades muito seriamente. 
Odeia Londres e durante toda a temporada, permaneceu vigilante e intermediou quando acreditava que o pretendente não era o adequado.
Honoria e Marcus compartilham uma amizade, pouco atípica, fruto dos anos que se conhecem e que o torna parte da família.
Entretanto, um desafortunado acidente faz que ambos repensem sua relação e encontrem a maneira de confrontar o que surge entre eles, se tiverem coragem suficiente.
Honoria Smythe-Smith
a) É verdadeiramente uma má violinista.
b) Ainda se incomoda de que a chamassem de Percevejo quando era uma menina.
c) Não está apaixonada pelo melhor amigo de seu irmão mais velho.
d) Todas as alternativas anteriores.
Marcus Holroyd 
a) É o Conde de Chatteris.
b) É infelizmente propenso a torcer um tornozelo.
c) Não está apaixonado pela irmã mais nova de seu melhor amigo.
d) Todas as alternativas anteriores.
Juntos Eles: 
a) Comem enormes porções de bolo de chocolate.
b) Sobrevivem a uma febre mortal e a pior noite musical do mundo.
c) Apaixonam-se desesperadamente. 


Comentário revisora Mima: Como sempre Julia Quinn é perfeita! Ela tem essa forma de nos fazer se sentir em casa, com o jeito de colocar seus personagens primários e secundários interligados, independente a que série estes pertençam. 

É como se observássemos uma comunidade inteira ao mesmo tempo.
Sempre tive curiosidade pelas meninas do Quarteto de Cordas mais famoso de Londres, pela péssima atuação.
Agora finalmente a autora nos trouxe suas histórias. Adorei o livro!




Quarteto Smythe Smith
1 - Assim Como o Céu
2 - Uma Noite Como Esta
3 - A Soma de todos os Beijos
4 - Os Segredos de Richard Kenworthy
Série Concluída


 

O Toque do Viking

Série Ragnarsson 
Confiaria em um demônio viking?

Sua vida foi destroçada e Wulfgar Ragnarsson tinha decidido viver só o momento, enganando a morte e forjando sua lenda como mercenário.
Seu coração se tornou de gelo, mas lady Anwyn, uma valente viúva que necessitava de sua proteção, estava fazendo com que este gelo derretesse.
Anwyn estava disposta a arriscar tudo para salvar seu filho, e aquele guerreiro viking a ensinaria que nem todos os homens eram monstros, embora ele parecesse incapaz de amar…

Comentário revisora Maristela: Meninas amei a historia!!! Depois de um período tenso de tanto chicotes, palmadas e algemas, ai vai um livrinho que a Zel vai amar, muito romantismo e cavalheirismo.
Um viking romântico e cavalheiro na medida certa e TDB, aprovadissimo! Vocês vão adorar!!!

Capítulo Um


East Anglia, Ano 896 DC.
Wulfgar estava de pé na proa do navio, estudando atentamente a curva de areia amarela e as dunas suaves atrás, mas a pequena baía estava deserta; só as gaivotas navegavam em suas correntes de ar. Umas nuvens pesadas pendiam baixas sobre a terra, restos da tormenta da noite anterior. Os únicos sons eram o do vento e o vaivém da maré na costa, onde a areia quente e uma linha de algas e restos de madeira davam fé ao seu passo.
—Este lugar vai servir — disse— embarcaremos aqui.
Hermund, de pé a seu lado, concordou.
—Reconhece esta costa?
—Acredito que estamos na Anglia, embora seja difícil ter certeza.
—Certamente tudo parece tranquilo, meu senhor.
—Em qualquer caso, enviaremos uma patrulha para inspecionar.
—Perfeito.
Wulfgar deu a ordem uns minutos mais tarde e a quilha  do navio encalhou na areia. 
A tripulação recoou os remos e Wulfgar, junto com meia dúzia de homens, saltaram pela amurada à água e nadaram até a margem. Sem perder um minuto cruzaram a praia e subiram pelas dunas. 
Mais adiante os aguardava uma extensão de urzes salpicados por uma grama áspera e alongada. À distância se viam manchas de árvores.
—Servirá.
Hermund observou a paisagem que os rodeava com um ar pensativo em seu rosto sulcado de rugas e a seus olhos cinza com um olhar agudo não parecia escapar nada. 
Aos trinta e três era seis anos mais velho que seu companheiro e alguns fios de cinza já apareciam entre seu cabelo castanho, mas a deferência com que tratava ao outro homem revelava a posição que cada um deles ocupava no mundo.
—Sim, meu senhor. De qualquer maneira, esses campos terão seu dono.
—Posicionaremos vigilância.
—Também há a possibilidade de que os habitantes locais sejam amistosos.
—Talvez, embora não tenha pensado em ficar o suficiente para conhecê-los. Temos um encontro.
—Rollo não porá objeções. Necessita de guerreiros e quer aos melhores.
—E os terá, sempre que pagar generosamente por esse privilegio.
Hermund sorriu.
—É obvio.
Voltaram para navio. Os homens já haviam se organizaram em grupos e arrastavam a embarcação sobre a areia.
—Fomos bem nestes últimos seis anos — continuou Hermund— Se a sorte nos acompanhar, poderemos nos retirar logo.
Wulfgar não respondeu, mas seu silêncio não se devia a que estivesse distraído. 
Tinha escutado Hermund e interiormente tinha lhe dado razão. 
Capitaneava um esquadrão de guerreiros cuja reputação os precedia e garantia o pagamento da quantidade que pedissem por seus serviços, uma soma que sempre era abonada sem regatear . 
E a sorte os tinha acompanhado nesse sentido, até tal ponto que havia quem dissesse que seu líder estava abençoado porque sempre saía ileso dos combates. 
Não tinha medo de morrer. Inclusive houve um tempo em que procurou morrer, mas a morte parecia zombar perversamente dele, aproximando-se no fragor da batalha, mas ficando sempre longe de seu alcance. 
Já tinha se resignado com sua sorte e agora se dedicava a contemplar com cinismo como aumentavam suas riquezas.
Com os pensamentos de seu chefe, Hermund examinava os danos sofridos pelo navio.
—Uma vela rasgada, o leme danificado…

Série Ragnarsson
1 - A Desafiante Noiva do Viking
2 - O Toque Do Viking
3 - Defiantin the Viking's Bed
4 - Surrender to the Viking

18 de fevereiro de 2013

A Saga de um Amor

Na querida Escócia, entre o presente Sec XXI e o passado Sec XIV idade média a inimizade entre clãs, acontece neste romance mais para contemporâneo que histórico, vale à pena ler!





Eles só precisavam se encontrar...


Patrick MacLeod é perseguido por seu passado, por acontecimentos sobre os quais não tem controle e por desejos que ele daria tudo para mudar.
Não tem coração romântico, nem tempo para resgatar donzelas.
Até que conhece uma mulher que lhe toca o coração e alvoroça-lhe a alma, fazendo-o acreditar que o amor é possível, afinal!
Para Madelyn Phillips, a Escócia é um país de fantasia, cheio de magia, paixão e belos lordes das Terras Altas... Infelizmente, nas férias de seus sonhos, vê-se sem carro, sem bagagem e com o chato do ex-noivo a lhe pegar no pé! Quando já se desanimava, avista um escocês cheio de segredos e saudade, e tem a certeza de que encontrou seu destino!

Capítulo Um

Escócia no outono
Havia na língua materna palavras capazes de conjurar pensamentos e sentimentos mais românticos?
Madelyn Phillips deixou a bagagem escorregar até o chão, fechou os olhos e respirou fundo. Não, aquelas eram as palavras exatas, aquele era o país, e tinha duas semanas inteiras pela frente sem nada para fazer senão se divertir. Visitar as Terras Altas com o ar já carregado do frescor do outono era um sonho que se realizava.
— Ande, mocinha.
Madelyn deslocou-se, ajudada por um empurrãozinho do homem a suas costas.
Só então percebeu que estava bloqueando a saída da estação ferroviária. Mas tinha uma boa desculpa: aquele fora um longo dia. Ou melhor, sua viagem iniciada nos Estados Unidos já durava uns dois dias... nem sabia mais. Tinha a impressão de que não dormia na horizontal havia semanas.
Puxando a mala com uma das rodinhas emperrada, deteve-se à porta, olhou e sorriu ao notar as pessoas dirigindo do lado errado da rua. Em meio às conversas, suspirou de prazer ante o ritmo cantante.
Era melhor do que ousara esperar, e ousara esperar muito!
Então, sem poder evitar, bocejou, esfregou os olhos, ao que sacudiu a cabeça para se reanimar. Não tinha tempo para dormir. Havia muito para ver, muito a fazer.
O repouso podia esperar. Desencostando-se da parede, ajeitou nos ombros as alças da bolsa de mão e da caixa do violino, segurou firme no cabo da mala que já não rolava e encaminhou-se à locadora de automóveis.
Meia hora e vários olhares dúbios depois, talvez porque ela bocejasse demais, tomava posse de um molho de chaves e de um mapa bastante tosco das Terras Altas.
Guardou-o, esperando não precisar consultá-lo, já que pegara instruções de como chegar à hospedaria com o proprietário em pessoa.



Série Macleod
4- A Saga de um amor

17 de fevereiro de 2013

Seduzida Pelo Risco







Naufrágio e escândalo!

Náufraga em uma ilha, Averil Heydon está aterrorizada. Mas ser resgatada pelo capitão Luc d'Aunay não a acalma nem um pouco!
Averil, embora virgem, sabe que apaixonar-se por Luc é perigoso, mas não pode negar a atração que os rodeia... Depois de provar pela primeira vez o sabor do desejo selvagem nos braços de Luc, Averil é obrigada a voltar para á sociedade e seguir os costumes.
Porém, talvez ela seja surpreendida pela audácia de Luc ao fazer uma proposta escandalosa, mas que lhe dará o direito de viver intensamente a sensualidade recém-despertada...

Capítulo Um


16 de março de 1809, ilhas Scilly
Parecia um sonho. O tipo de sonho que se tem pouco antes de acordar. Ela estava encharcada e gelada. 
A escotilha devia ter se aberto durante a noite, pois ela sentia um grande desconforto.
— Olhe, Jack, é uma sereia.
— Que nada. Ela tem pernas, não tem? E nenhuma cauda. Como é que se faz amor com uma sereia se ela não tem pernas?
Não era sonho, era um pesadelo. Acorde. Os olhos não abriam. Sentia frio, dor, medo. Pavor.
— Acha que a mulher está morta?
Um terror inexplicável percorreu seu corpo. Será que eu morri? Será que estou no inferno? Parecem demônios à minha volta. Acho melhor não me mexer.
— Ela me parece bem fresca. Acho que vai servir, mesmo não estando muito acordada. Não me deito com uma mulher há cinco semanas.
— Nenhum de nós, estúpido — A voz grossa parecia estar mais perto.
Não! Será que ela gritou em voz alta? Averil estava bem consciente, e logo as lembranças voltaram, e ela compreendeu o terror que estava vivendo: o naufrágio do navio seguido de uma grande onda de água gelada e a certeza de que ia morrer.
Mas ela não estava morta. Podia sentir que estava sobre areia fria e úmida, sentia vento na sua pele e pequenas marolas batendo nos seus pés. Seus olhos cheios de sal estavam fechados para esse pesadelo, e o corpo todo doía, como se tivesse rolado dentro de um barril. Com o vento batendo na sua pele... Foi então que ela se deu conta de que estava nua e que as vozes eram de homens de verdade que se aproximavam e que pretendiam... Melhor não se mexer.
Alguma coisa a cutucou com força nas costelas, fazendo-a se encolher, morta de medo, querendo gritar, mas algo lhe dizia que devia ficar calada.
— Ela está viva! Isto é que é sorte — Era a voz do primeiro homem, todo feliz.
Ela se encolheu toda, como um ouriço sem espinhos.
— Acha que podemos levá-la para trás das rochas antes que os outros a vejam? Não quero ter de dividir com eles, pelo menos, não até usá-la bastante.
— Não! — Ela se sentou rapidamente na areia e, com os braços, tentou esconder sua nudez.
O pior de tudo era que ela não conseguia enxergar nada. Então fez um esforço para abrir os olhos, apesar de todo o sal.
Os seus algozes estavam a dois metros de distância, olhando para ela com expressão de cobiça. Averil se apavorou. Um dos homens era grande, com uma barriga protuberante de quem bebia muita cerveja, braços musculosos e pernas que pareciam dois troncos de árvore. O outro, mais magro, devia ser o tal que a chutou.
— Vem para cá, belezinha — disse o menor dos dois com uma voz que a deixou aterrorizada. 
— Nós vamos aquecê-la, não é, Harry?
— Prefiro morrer
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O Amuleto Secreto

Série Espada Negra
 




Ele podia sentir sua magia... 

Enviado a uma perigosa missão no sombrio mundo dos Druidas, Galen deve encontrar uma ancestral relíquia para vencer os inimigos do Castelo MacLeod. 
Mas o que descobre é algo muito mais poderoso e infinitamente mais perigoso. 
Uma jovem Druidesa cuja beleza é tão cativante como a magia... 
Poderá libertar a alma daquela mulher? 
Reaghan é a mulher mais encantadora que Galen já conheceu e a mais enigmática. 
Ela é imune ao poder dele de ler a mente. 
Ele a faz se sentir segura. 
Mas Reaghan guarda dentro de si um segredo poderoso que pode destruir a ambos. 
E se Galen espera estreitar todas as noites em seus braços esta cativante mulher, deverá vencer a escuridão que se abate sobre ela todos os dias... 

Comentário revisora Ana Claudia: Como sou apaixonada por essa série não tenho muito a dizer, só que é mais um livro delicioso que prende a atenção do começo ao fim. Leiam que vale muito a pena! 

Capítulo Um 

Lago Awe, sudoeste da Escócia. Verão de 1603 
Se havia algo que Galen Shaw reconhecia, era a magia. E só havia uma razão para que existisse essa magia: os druidas. 
 Sorriu, olhou para seu companheiro, Logan Hamilton, e se deu conta de que estavam perto dos druidas. Muito perto. Logan e ele pareciam simples viajantes, mas na realidade eram guerreiros, seres imortais com deuses primitivos encerrados em seu interior. 
Tudo começou séculos atrás, quando Roma invadiu a Grã-Bretanha. 
Os celtas, incapazes de derrotar os romanos, tinham pedido ajuda aos druidas. 
Como resposta, estes invocaram antigos deuses enterrados nas profundezas do inferno, deuses tão sanguinários e violentos que o próprio demônio os tinha confinado. 
 Uma vez libertados, escolheram os guerreiros mais fortes de cada clã e se mesclaram com eles, tornando-se um só ser. 
Uma vez unidos aos deuses, os guerreiros, agora imortais, tinham poderes que os faziam incontroláveis. Implacáveis. Sanguinários. 
 Os romanos foram derrotados. Entretanto, depois que estes partiram, os druidas foram incapazes de separar os deuses dos homens, por mais magia que empregassem. 
Puderam apenas adormecê-los para evitar que dominassem os guerreiros. 
 Mas o infinito poder dos deuses permitiu-lhes passar de geração em geração, escolhendo sempre os guerreiros mais fortes e valentes. 
Dessa maneira esperavam o momento em que pudessem voltar a percorrer a terra como conquistadores. Assim foi até que uma druidesa malvada, uma drough chamada Deirdre, começou a libertar os deuses, transformando homens em guerreiros. 
Galen e Logan, assim como alguns outros guerreiros, lutavam contra Deirdre e seu desejo de dominar o mundo. Os guerreiros do castelo MacLeod tinham tido sorte. 
Tinham matado a drough ou, ao menos, tinham acreditado nisso, mas sua magia negra era mais forte do que pensavam. 
Continuava viva, e por isso Galen e Logan estavam procurando um grupo de druidas que poderia ter a chave para revelar uma antiga relíquia que poderiam usar contra Deirdre. 
—A magia está se tornando mais forte — disse Logan. Ultrapassou Galen e subiu ao topo de uma colina. Galen esfregou o rosto com uma mão e suspirou. 
Estavam viajando há dias e, graças a sua velocidade sobrenatural, tinham avançado o dobro do que teria feito um mortal. 
Mas isso não impedia que sentisse um desassossego que lhe aguilhoava a alma. 
 Não pôde evitar pensar que estava a ponto de ocorrer algo importante e crucial. Não sabia se a ele, a Logan ou a seus esforços para deter Deirdre. E isso era o que mais o incomodava. 
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Série Espada Negra
1– O Beijo do Demônio
2– O Pergaminho Oculto
3– Highlander Perverso
4– Highlander Selvagem
5– O Amuleto Secreto
6– O Highlander Escuro
Série Concluída