27 de novembro de 2015

Minha Bela Sedutora

Série Instrutoras 
Caroline Ritter namoradeira e debutante desgraçada, que desamparada e desesperada, assume uma posição ensinando Jude Durant,  o Conde de Huntington, como apanhar uma esposa, e descobre que às vezes o professor se torna aluno em uma improvável sedução.


Capítulo Um

A Distinta Academia de Instrutoras Londres, 1849. 
 A Senhorita Caroline Ritter apertou um punhado de sua úmida e gasta saia. “Eu preciso procurar um método para me sustentar”. Adorna, Lady Bucknell, proprietária da Distinta Academia de Instrutoras, colocou a mão em sua mesa e olhou fixamente para a jovem sentada diante dela. Lá fora, a chuva de Março açoitava as janelas, a neve ocasional lembrava que o inverno ainda não tinha diminuído em Londres.
Mais forte a senhorita Ritter disse “Em outras palavras, eu preciso de um emprego”. Imobilizando-a com seu olhar direto, Adorna perguntou,
“Quais são suas habilidades Senhorita Ritter?”. A Senhorita Ritter hesitou um momento. Adorna tentou tornar mais fácil para ela
“O que você faz melhor?”.
“Flertar”, ela disse prontamente. Adorna acreditou nela. Ela tinha visto muitas jovens buscarem seus estudos na Distinta Academia de Instrutoras, todas elas necessitando de assistência, mas ela nunca sentiu uma afinidade como sentia agora com a senhorita Caroline Ritter.
 Aquela jovem era bonita. Sua pela suavemente bronzeada lembrou a história repetida dos Ritters – que quatrocentos anos atrás o Sr. Ritter trouxe para casa uma noiva de alguma localidade exótica, e desde então as mulheres da família tinham sido sedutoras que levavam os homens a perdição.
A senhorita Ritter certamente seguiu a regra. Ela era alta, quase desengonçada, com longos braços e dedos delgados, ela ainda se movia com uma graça que agradava aos olhos. Seus seios altos e sua cintura fina naturalmente chamariam a atenção de qualquer homem, e a sua voz, baixa e quente, davam a impressão de interesse e gentileza
Ela tinha recolhido seu cabelo liso e castanho em um coque severo na base do seu pescoço, mas alguns fios tinham escapado do seu confinamento, e as mechas ruivas encaixavam em seu rosto marcante como um pôr do sol no verão. Seu queixo largo dava a impressão de desafio, e seus cílios e sobrancelhas escuras decoravam seus sonolentos olhos verdes azulados fortalecendo a impressão de uma beleza incomum e delicada.
 Adorna nunca tinha visto um rosto tão belo até aquele dia, trinta anos atrás, quando ela se contemplou em um espelho e percebeu que ela era um diamante de primeira grandeza. No entanto, o tempo tinha alterado o seu rosto, então agora a senhorita
Caroline Ritter poderia com certeza ser considerada a mais linda mulher da Inglaterra. Inclinando-se para trás na cadeira, Adorna disse em voz alta o que estava pensando. 
"Eu me lembro de você. Três anos atrás você era um furor." 
“E eu ouvi sobre você”. Caroline olhou diretamente para Adorna. “Você foi a debutante mais famosa do seu tempo”. Em retribuição, Adorna permitiu que um leve sorriso cruzasse seus lábios. 
“Eu era”.

Série Instrutoras
1 - Aquela Noite Escandalosa
2 - Entregue
3 - Comprometida
4 - Seduzida
5 - Em Meus Sonhos
6 - Entre Seus Braços
7 - Provocação de te Amar
7.5 - O Terceiro Pretendente
8 - Minha Bela Sedutora
9 - Na Cama com o Duque
10- Capturada por um Principe
11- Uma Esposa Pirata para Mim
Série concluída

19 de novembro de 2015

Um Escocês Sedutor

Série Escândalos nas Highlands


Enquanto participava do casamento de sua tia em Inverness, Julia Prentiss é surpreendida por um homem que a sequestra para poder se apoderar de sua fortuna.

Julia consegue escapar de sua propriedade nas Highlands, apenas para encontrar-se sozinha, perdida, e caçada em uma terra estranha. 
Quando se depara com um homem nu em um lago, acha que sua sorte tem ido de mal a pior... Ou não?
Duncan Lenox vive rodeado de inimigos, um MacLawry em uma terra de Campbells. 
Com três irmãs em casa, que contam com ele, se tornou um homem muito cauteloso. Mas quando uma ruiva beleza inglesa não tem a quem recorrer, ele se sente obrigado a ajudar. 
Quando os dois são forçados a passar a noite em uma casa abandonada, enquanto uma tempestade os assola e inimigos os cercam, eles encontram uma paixão mútua que poderia salvar, ou desgraçar, ambos.

Capítulo Um

Julia Prentiss sentou-se na estrada conforme a cauda de sua égua desaparecia em torno de uma grande pilha de pedras. Em outras circunstâncias, ela provavelmente teria pensado que a vista era bonita, um cavalo preto galopando, sem cavaleiro, no laranja e púrpura do pôr do sol cheio de nuvens. 
Era precisamente o tipo de coisa que tinha imaginado quando ela sugeriu uma visita de verão à Escócia para o casamento de sua tia como um presente de Natal perfeito. 
Tocou a bainha de seu vestido azul rasgado e fez uma careta. Aquilo não era sequer remotamente o que ela tinha pensado.
Nada nos últimos cinco dias, de fato, parecia, como qualquer espécie de presente de Natal que ela teria pedido. Não em mil anos. Então, ela supôs que não deveria ter se surpreendido ao ser arremessada para o chão agora. Tudo corria perfeitamente, juntamente com o pesadelo horrível que este presente tinha se tornado.
Uma vez que recuperou o fôlego, mexeu os dedos das mãos e os dedos dos pés. Seu traseiro com certeza estaria ferido amanhã, mas nada parecia estar quebrado, o que também foi o primeiro pedaço de sorte que ela tinha conseguido nos últimos cinco dias. 
Provavelmente, também seria o último bocado de sorte que ela iria ver. Certamente não podia arriscar ficar no lado da estrada esperando por um rosto amigável. Era muito mais provável que a próxima pessoa que visse seria decididamente hostil.

Série Escândalos nas Highlands
0.5 - Um Escocês Sedutor
1 - O Diabo Veste Kilt
2 -  Um Libertino com Sotaque
3 - Louco, Mau e Perigoso em Tartã
4 - Alguns Gostam de Escoceses
Série Concluída


Férias Barbara Cartland



Beijo de um Estranho
De repente ele a segurou pelo queixo, fazendo-a erguer o rosto. Beijou-a. 
Shenda ficou tão atônita, que não conseguiu se mover. Foi um beijo delicado e suave e, antes que ela pudesse recuperar o fôlego, ele já havia se afastado e montado em seu cavalo. Ela ficou vendo-o desaparecer por entre as árvores do bosque, imaginando estar sonhando. 
Como poderia ter sido beijada pela primeira vez em sua vida por um completo desconhecido? Perturbada, Shenda queria ver de novo o fascinante estranho…




A Deusa grega
Lorde Warburton achou que estava delirando ao olhar para dentro do caixão deixado a bordo de seu iate. Viu uma figura tão linda que só poderia ser a estátua da deusa Afrodite que ele vinha buscando há tanto tempo e que fazia parte de seus sonhos… 
Demorou alguns segundos para perceber que à sua frente não estava uma estátua de mármore, mas sim uma bela mulher adormecida. Assombrado com o que via, o lorde queria saber quem era e de onde vinha a misteriosa clandestina!

Baixar  na Biblioteca em Títulos.

Existe uma pasta só Edição Extra Férias 



15 de novembro de 2015

A Baía da Escocesa

Série Os Greshan
















Capítulo Um

Inglaterra, 1820
A chuva o estava encharcando e Adam Brenton, Visconde de Teriwood, sentiu frio. Um frio espantoso. Mas não pelo ar gélido, que formava redemoinhos com sua capa ao redor de suas pernas, mas pelo cano negro apontado a sua cabeça.
Sobrepondo-se ao assombro que o paralisava e tentando conservar a calma, olhou o sujeito que apontava a pistola. Um músculo lhe contraiu junto ao lábio superior, único indício que sentia a pressão do medo. Deu uma olhada rápida às longínquas e difusas figuras que trabalhavam sem descanso um pouco mais à frente.
Agora, pouco lhe importava o ir e vir dos marinheiros que descarregavam na praia, ainda que soubesse que eram contrabandistas. Não era uma ocupação incomum naqueles tempos. Muitos traziam mercadorias da França, e as autoridades, tão necessitadas de certos artigos quanto o povo, olhavam para o outro lado.
Mas naquela ocasião, não se tratava somente de contrabando. Não, ao menos, para o homem que agora lhe apontava a arma. Tinha-o visto entregar uma pasta ao capitão do veleiro francês. Por isso se encontrava em tão delicada
situação. Sua estupidez permitiu que o descobrissem e agora... Não, definitivamente, a palavra para o desgraçado era «traidor».
Consciente da ameaça que enfrentava, desfilaram por sua cabeça mil imagens. Um torvelinho em sequência de toda sua vida em poucos segundos, que lhe pareceram eternos. Uma furiosa frustração se apoderou dele, porque teve consciência de que ia morrer, justo quando acabava de encontrar um motivo pelo qual aferrar-se à vida, uma razão pela qual lutar.
— Suponho que não há maneira de arrumar isto, como cavalheiros.
Disse para ganhar tempo, só um pouco mais de tempo, arranhar segundos à morte.
— Não, Brenton. Não há.










Série Os Greshan
1- A Baía da Escocesa



9 de novembro de 2015

Coleção Barbara Cartland



Fugindo da Russia
Linda, exótica e perigosamente ingênua, a princesa Tana Kerenska não imaginou que fugir da Rússia do cruel czar Alexandre III fosse uma tarefa tão difícil, que colocaria em risco sua própria vida e a do adido britânico, o visconde Bredon. 
Arrastado pela bela Tana para uma fantástica fuga, perseguido sem trégua por homens dominados pelo ódio e pelo poder, o visconde foi ainda obrigado a desposar a misteriosa princesa para poder viver!

Feitos um para o Outro
À frente do seu tempo, Elza queria ser mais do que uma bela debutante!
Cansada da vida fútil na sociedade londrina, lady Elza decide voltar para sua casa no campo. 
O acaso, porém, faz com que sua vida tome um rumo totalmente inesperado: Varin, seu primo em segundo grau, que acabara de conhecer, recebe a missão de ir a São Petersburgo para colher informações secretas, e é aconselhado a viajar com uma mulher que se faça passar por sua esposa. 
Como o sonho de Elza é conhecer o mundo, ela se oferece para acompanhar o duque. Só não imaginava que fosse descobrir, nessa viagem, que ela e seu primo haviam sido feitos um para o outro...




Cavaleiro do Prazer

Série Todos os Homens do Rei
A maior paixão

Lady Isobel Hume é uma espadachim experiente que sabe como escolher suas batalhas. Quando o rei pede que ela se case com um nobre frânces para formar uma aliança política, ela concorda. Mas isso antes que o diabolicamente encantador Sir Stephen Carleton capturasse seu coração - e a tentasse para trair seu noivo, seu rei e seu país.

Vale o maior risco

Sir Stephen Carleton aprecia suas muitas admiradoras - até que ele se dedica a ganhar a adorável Isobel. Quando uma ameaça contra o rei conduz Isobel a um perigo mortal, Stephen deve provar que ele é mais que um cavaleiro do prazer... e que o amor pode conquistar tudo.

Capítulo Um

Northumberland, Inglaterra, Setembro de 1417
O frio do chão se filtrou através dos joelhos de Isobel. Casa osso e cada músculo lhe doíam devido a isso. Não foi o frio, no entanto, o que fez com que ela fizesse uma pausa nas orações. Mais uma vez, olhou para o corpo coberto por uma túnica, rodeado por velas altas e oscilantes.
Quando o olhar chegou ao ventre, alto e largo debaixo do tecido, um pequeno suspiro lhe escapou. O corpo era, sem dúvida, de Lorde Hume.
Essa necessidade de se certificar era infantil. Castigando-se pelo erro cometido, Isobel voltou às orações. Estava cumprindo com o último dever para com o marido.
E então estaria livre dele.
Quando abriu os olhos mais tarde, deu de cara com o rosto franzido do capelão do castelo, inclinando-se sobre ela.
— Preciso falar com a senhora – disse sem se desculpar.
ela assentiu com a cabeça e conteve o fôlego até que ele endireitou o corpo. Será que ele nunca tomava banho? Fedia tanto quanto Hume.
Fosse o que fosse que o sacerdote tinha para lhe dizer devia ser importante. Como confessor do marido, tinha motivos para saber que a alma de Hume precisava de cada oração. Todavia, não queria deixar que os servos o velassem sem ela. Apesar das moedas extras que havia lhes dado, suspenderiam as orações assim que a porta se fechasse atrás dela.
Hume não havia sido um senhor muito querido.
Quando foi se levantar, as pernas fraquejaram e o sacerdote teve que segurar seu braço para que ela não caísse. Ela permitiu que ele a levasse para fora da torre onde ficava a pequena capela do castelo. Ao pisar no pátio perto do muro externo do castelo, uma lufada de vento atravessou seu xale e vestido. Esperou, tremendo, enquanto o Padre Dunne lutava com o vento para fechar a pesada porta de madeira.
Assim que chegou junto dela, perguntou:
— O que há, Padre Dunne?
O padre puxou o capuz sobre o rosto, pegou-lhe o braço e começou a andar para a torre.
— Por favor, vamos conversar lá dentro.
— É claro.
O solo congelado rangeu sob seus pés. Pensando no resplandecente fogo da lareira no vestíbulo, Isobel acelerou os passos. Um pouco de comida lhe faria bem também. Havia perdido a refeição do meio-dia.
Enquanto iam subindo os degraus do torreão, notou que dois deles estavam rachados. Acrescentou esse reparo à lista mental. O castelo era seu agora. Não mais teria que pedir permissão a Hume para se encarregar do que precisava ser feito.
Quando entrou no vestíbulo, viu seu vizinho mais próximo esquentando as mãos no fogo da lareira. Dirigiu ao Padre Dunne um olhar agudo. O sacerdote estava extremamente enganado se pensava que a chegada de Bartholomew Graham fosse motivo suficiente para tirá-la do velório.
— Isobel!

Série Todos os Homens do Rei
1 - Cavaleiro do Desejo
2 - Cavaleiro do Prazer
3 - Cavaleiro da Paixão
Série concluída

7 de novembro de 2015

Traição






Rachel Howland nunca imaginou que o homem ao qual tinha entregue sua inocência, sua confiança e todo seu amor, pudesse traí-la de uma maneira tão cruel e abandoná-la a própria sorte. 

Profundamente ferida, foge sem olhar para trás, em busca de um lugar onde chorar sua solidão e, possivelmente...Elaborar sua vingança.
Noel Magnus, um dos membros mais enriquecidos da alta sociedade, converteu-se em um homem duro e implacável que não duvida em aumentar seu poder à custa do que fosse necessário. Mas quando suas ações repercutem sobre Rachel e a fazem fugir, iniciará uma feroz perseguição para recuperar a qualquer preço à mulher que ama, a que significa tudo para ele... A única mulher cujas lágrimas lhe rompem o coração...

Capítulo Um

Ilha de Herschel, mar de Beaufort, Canadá, 13 de fevereiro de 1857.
-Noel Magnus... Não... Conseguiu - sussurrou o homem entrecortadamente. Olhou para trás como se esperasse que o próprio Satanás estivesse sorrindo as suas costas.
Seus amigos se apinhavam ao redor do pedaço de madeira que fazia às vezes de mesa no único botequim ao norte do paralelo sessenta. As ásperas mãos deformadas pelo gelo segurava com firmeza a jarra de cerveja caseira. Não concordaram nem discordaram. Pareciam paralisados com aquelas palavras. Essas palavras impronunciáveis.
-Ele não é dos que falham - murmurou outro. Em seguida apoiou a escura cabeça nas mãos e percorreu freneticamente com o olhar o pequeno chiqueiro que se fazia chamar de Ice Maiden, ou botequim da donzela de gelo - Jurou a lady Franklin que encontraria seu marido e ficou muitos anos no norte buscando-o. Além disso, existe a recompensa... Esse enorme montão de ouro; essa doce fragrância do Paraíso. Não diga agora que tudo está perdido.
-Este lugar selvagem ainda não venceu ao Magnus. -Um jovem com o cabelo de um dourado claro muito curto se agachou desafiante envolto em uma grosa jaqueta de couro.
Ninguém prestava atenção aos constantes gritos do vento que soprava com sua voz de barítono contra as paredes de troncos. Umas grossas camadas de gelo cobriam os dois quadrados de vidro que faziam as vezes de janelas no verão, mas nem sequer isso pareceu intimidar ao jovem; nem mesmo os ameaçadores pedaços de gelo que formavam estalactites do batente das janelas até as tábuas de madeira do chão, apesar de que as portinhas exteriores estavam fechadas a semanas para proteger da interminável noite aos loucos ocupantes do botequim.
- Verão que os rumores de sua morte vindos do Fort Garry são falsos. Magnus voltará logo. Nossa donzela de gelo fará com que retorne. Acaso nosso grande amigo Magnus preferiria uma morte lenta e horrível antes de voltar a ver semelhante beleza? -Um último homem, Alexander Mclntyre, de rosto velho e desgastado, esforçou-se por observar o escuro rosto de uma mulher do outro lado da cabana.
Era uma jovem de pele pálida e a única pessoa presente no botequim além deles, mas não prestava nenhuma atenção à conversa. Em vez disso, estava apoiada na improvisada placa que servia de balcão e olhava pensativa os pequenos blocos de gelo que caiam como cogumelos pelas frestas das paredes.
A donzela de gelo estava vestida como uma nativa. Um manto amauti a cobria dos pés a cabeça; de fato, vestia aquela grossa capa como se fosse o unico tipo de roupa que tivesse vestido a vida toda. 
Umas grossas meias-calças de lã e umas mukluks, botas feitas de pele de urso polar típicas do lugar, completavam sua vestimenta junto à antiga pistola de faísca que levava presa ao áspero cinturão de pele.
Um cavalheiro inglês não familiarizado com os costumes do norte certamente teria se impactado com o aspecto da jovem, mas o desconcerto inicial seria superado pelo enfeitiço que, sem dúvida, aquela mulher o teria feito cair. 
O desbotado manto amauti parecia feito especialmente para ela, já que o objeto era da mesma cor que seu cabelo loiro. O enorme capuz debruado com pele a suas costas também despertava uma espécie de fascinação que afetava inclusive aos ali pressentes. 
O capuz expunha torpemente seus rebeldes cachos dourados, além de indicar que não estava casada. 
O manto amauti era um objeto desenhado para que as mulheres levassem seus bebês no enorme capuz, mas no dela não havia nenhum e, às vezes, os homens mais jovens que freqüentavam o lugar gostavam de imaginar que uma expressão de tristeza sobrevoava o rosto da garota quando olhava para trás.
Em qualquer outra sociedade, aos vinte e sete anos, solteira e sem filhos, Rachel Ophelia Howland seria considerada uma solteirona. Mas, nesse lugar esquecido da mão de Deus, não havia nem um só homem em quilômetros que não estivesse disposto a dar uma perna por ter a oportunidade de dar um filho à senhorita Rachel.









3 de novembro de 2015

Um Amor Notório

Série Solteironas De Swanlea

Helena Laverrick estava com seu juízo afetado! 

O único homem que poderia ajudá-la a encontrar sua irmã mais nova que fugira era o infame Daniel Brennan, o homem que jogou com suas emoções no ano anterior e, em seguida, a deixou. 
Ele costumava ser um contrabandista. Embora o Guia de etiqueta da senhora Nunley, para jovens senhoritas nunca iria aprovar, Helena é forçada a ir atrás dos fugitivos na companhia de Daniel.
Mas ela sente algo estranhamente libertador por estar com ele e um delicioso arrepio adverte Helena que mais do que sua reputação pode estar em perigo.
Daniel é contra a maioria das regras das encantadoras e empertigadas jovens, para ele são ridículas, mas quando ela insiste que ele deve apresentá-la como sua esposa para salvar as aparências, ele imediatamente prevê as delicias de partilharem um quarto de dormir. A inesperada paixão latente sob o adequado exterior rigoroso inflama seu desejo, e a vulnerabilidade escondida sob seu controle o faz querer ainda mais. 
No entanto, Helena é uma lady, e ele é o filho de um salteador. Como ele pode pedir a ela para compartilhar de seu mundo?

Capítulo Um

Londres, Outubro de 1815
O herói sobre o qual agora falo. Cresceu adequado e em linha reta. Como o Álamo sublime. Seu corpo estava completo. Seu crescimento foi como um abeto Adornado por tufos ascendendo, ao ar Balançando sobre seus ombros amplos As madeixas de cabelo amarelo do outono.  Uma jovem senhora bem-educada evita a mera sugestão de um comportamento escandaloso!
Helena Laverick não poderia deixar de lembrar onde estava enquanto observava o corredor deserto da hospedariaem St. Giles. Por que ela estava prestes a quebrar uma das regra mais uma vez ... flagrante.
Sua irmã Rosalind sempre havia criticado o ultrapassado livro de instruções favorito de sua mãe, o Guia de Etiqueta Para Jovens Senhoras da senhora Nunley.
Segundo a filosofia de Rosalind bastava seguir as regras da senhora Nunley, quando possível, mas ignorá-las quando fosse impraticável. Helena geralmente considerava ultrajante essa desculpa de ignorar qualquer uma das regras de comportamento.
Mas, neste caso, ela tinha que aceitar a transgressão, à seu favor um ponto, sua irmã mais nova, Juliet, fez uma loucura se colocando em apuros, tornando impossível para Helena não quebrar algumas regras.
E por se aventurar nesta moradia estranha, onde os ratos arranhavam tudo ao seu redor e velas de sebo queimavam inundando o ar com o odor de carneiro queimado, ela estava quebrando muito pouco as regras.
Jovens senhoras bem-educadas não faziam viagens longas sozinhas, ela já havia quebrado a regra número um, quando ela viajou sozinha para Londres, partindo de Warwick Shire.
Rosalind e seu marido, Griff Knighton, estavam em lua-de- mel no Continente e seu pai incapaz de sair da cama, alguém tinha de lidar com aquela situação confusa.
Uma jovem senhora bem-educada nunca deveria aparecer em público sem uma serva ou dama de companhia por ser algo inadmissível à sua honra.
Todavia, naquela situação, quanto menor número de pessoas envolvidas em sua missão secreta, melhor. Servos tinham uma tendência de falar demais.
Sua mão estava apoiada em sua bengala com a qual bateu porta de carvalho,bastante marcada,que estava na frente dela, a que pertencia ao senhor Daniel Brennan que trabalhou para seu cunhado, e que era um homem solteiro. 

Série Solteironas de Swanlea
1 - Um Amor Perigoso
2 - Um Amor Notório
3 - Depois do Sequestro
4 - A Dança da Sedução
5 - Casada com o Visconde
Série concluída

2 de novembro de 2015

A Amante de Lorde Gawain

Série Cavaleiros de Champagne

Dever, honra, verdade e valor!

O fruto proibido é sempre mais doce.
Elise mantém seus segredos bem guardados. 
Poucas pessoas sabem que ela é Blanchefleur le Fay, uma célebre cantora. Mas não é só isso que ela esconde... 
Sua filha é o resultado de um breve e intenso caso com Gawain, o conde de Meaux. 
Prometido para outra, ele está na cidade para conhecer sua noiva. 
Entretanto, não consegue esquecer aquela mulher com voz hipnotizante. E quando Gawain reencontra a amante, sabe que precisa escolher entre o dever e o desejo proibido.

Capítulo Um

Agosto de 1174 — um acampamento nas proximidades de Troyes, no condado de Champagne.
A comuna de Troyes estava extremamente movimentada... O mercado de verão estava em seu auge, e cada hospedaria e pensão encontrava-se lotada com comerciantes e suas esposas. Acrobatas e cantores se acotovelavam, a fim de conseguirem os melhores pontos nas praças do mercado. 
Mercenários e batedores de carteiras vagavam pelas ruas estreitas, procurando a rota mais curta para um lucro fácil. Na verdade, tanta gente chegara à cidade que um acampamento temporário tinha sido montado num campo do lado de fora das paredes da cidade. 
O acampamento era conhecido como Cidade dos Estrangeiros, e linha após linha de tendas empoeiradas preenchia cada centímetro do campo.
Uma tenda destacava-se das demais. Um pouco maior do que as outras, mais um pavilhão do que uma tenda, a lona era roxa e pintada com estrelas prateadas.
Dentro do pavilhão roxo, Elise estava sentada num banco ao lado do berço de Pearl, gentilmente balançando um pano diante do rosto de sua filha. Era meio-dia, e mesmo para agosto, o clima estava excepcionalmente quente. Elise movimentou os ombros. Seu vestido estava grudando na pele, e ela parecia estar sentada há horas. Felizmente, os olhos de Pearl estavam finalmente se fechando.
Vozes do lado de fora fizeram Elise estreitar seu olhar para a entrada do pavilhão. André estava de volta, ela podia ouvi-lo conversando com Vivienne, que estava dando de mamar para o bebê Bruno na sombra do toldo da tenda.
Elise esperou, abanando Pearl com gentileza. Se André tivesse novidades, ele logo lhe contaria. Como era esperado, um momento depois, André entrou na tenda.
— Elise, eu consegui! — exclamou ele, os olhos brilhando. Ele colocou seu lute sobre seu saco de dormir. — Blanchefleur le Fay está agendada para cantar no palácio. No Harvest Banquet.
— O palácio? Você já marcou uma performance no palácio? Meu Deus, isso foi rápido. — Elise mordiscou o lábio. — Só espero que eu esteja pronta.
— É claro que você está pronta. Eu nunca a ouvi com uma voz melhor. O assistente do conde Henry ficou muito feliz em saber que Blanchefleur está na cidade. O palácio real de Champagne irá adorar você.
— Faz um tempo desde a última vez que me apresentei. Eu tive medo de já ter sido esquecida.
— Esquecida? Blanchefleur le Fay? Isso é muito improvável. Elise, esta é a apresentação de uma vida. Eu não posso pensar num melhor cenário para Blanchefleur pisar do que num palco.
Elise olhou para Pearl. Dormindo. Cuidadosamente, ela dobrou o pano que estivera usando para abaná-la, e sorriu para esconder seu nervosismo.
— Fez um bom trabalho, André. Obrigada.
— Você poderia parecer um pouco mais feliz — disse André, observando-a.
— Está nervosa sobre cantar em Champagne.
— Bobagem! 

Série Cavaleiros de Champagne
1 - O Campeão De Lady Isobel
2 - Os Segredos dos Olhos de Lady Clare
3 - A Amante de Lorde Gawain
4 - A Desonra de Lady Rowena
5 - Cartas para uma Falsa Dama
Série Concluída

Coleção Barbara Cartland


Desafio de Amor
Para salvar o conde, Lara teve de enfrentar uma horrível maldição.
Era madrugada e o silêncio imperava no castelo de Dornoch. Lara acordou sobressaltada. 
Obedecendo sua intuição, apanhou o revólver que usava para se defender e, num impulso, correu até o quarto do conde. Ao abrir a porta, se deparou com uma cena terrível: um criminoso tentava sufocar Bruce de Dornoch. Encontrando forças no amor que sentia pelo conde, Lara empunhou a arma e… atirou!


Fuga para Índia
Doces revelações durante uma viagem marcada pela desconfiança e pelo temor.
A rica herdeira Zarina Bryden voltou para sua casa no campo pensando que lá era o seu lugar, onde sempre fora feliz e de onde só deveria sair para conhecer o mundo ao lado de um esposo muito amado. 
Porém, algo estava sendo tramado à revelia de Zarina, que faria com que tivesse de mudar suas determinações: ela foi obrigada a casar-se com um duque que tinha idade para ser seu avô! 
Decidida a tomar as rédeas de seu destino, Zarina fugiu com Rolfe, um amigo de infância, para a Índia...








31 de outubro de 2015

Aurelian




A princesa Aurelia é a seguinte na linha de sucessão no reino de Tyralt, mas ela preferia ser uma entre a multidão, livre para aprender e viajar e... não casar-se com o próximo príncipe tirânico que venha cortejá-la.

Naturalmente, o rei quer que Aurelia se case por motivos políticos. Aurelia quer casar-se por amor.
E alguém do reino a quer...morta.
Para investigar e proteger Aurelia está Robert, filho do anterior espião do rei e um dos mais antigos amigos de Aurelia.
Enquanto Aurelia e Robert descobrem lentamente as pistas sobre quem a está ameaçando, sua amizade se converte em um romance. Com tudo pendendo de um fio — sua vida, seu reino e seu coração — Aurelia se vê forçada a encarregar-se do assunto por si mesma, sem importar o preço.

Capítulo Um

Intrigas Palacianas
Durante a noite da festa de Apresentação na Sociedade de sua irmã mais nova, Aurelia quase morreu. De tédio. Seu tornozelo coçava como se uma única formiga andasse em sua pele por acidente. Ela se contorcia e olhava sem expressão o piso do salão de banquetes. Se pelo menos ela não usasse seda roxa com laço duro no fundo. Ela tinha muita vontade de se abaixar e coçar, mas os anos de Treinamento Real não tinham sido completamente perdidos. Ela não podia fazer um movimento tão dramático enquanto o seu pai falava.
O rei estava em pé na cabeceira da mesa do banquete, seus olhos pálidos olhando para os convidados. Sua coroa de ouro alisou o cabelo prematuramente grisalho sob o seu peso, e só seu bigode se moveu quando falou.
— Lealdade e respeito são os maiores atributos de uma jovem mulher...
Por favor. Aurelia ergueu os olhos para a pintura a fresco no teto.
A parte traseira de sua cadeira dourada mordia suas escápulas, e o calor gerado pelos corpos próximos estava fazendo a pintura em suas bochechas brilhar. A empregada havia desafiado ela a colocar maquiagem, e Aurelia nunca tinha rejeitado um desafio em seus dezessete anos.
O pensamento era um verdadeiro processo nessa atmosfera abafada. Cada Lorde e Lady do reino decidiu acompanhar a festa de apresentação de Melony? Onde está a atração em ver a irmã mais nova de Aurelia dançar com cada homem no salão? E porque todos os entediantes membros insistem em participar da comemoração?
Aurelia alcançou seu prato de sobremesa e esmagou as migalhas do bolo que restou sob o seu garfo. O cheiro maravilhoso de chocolate se misturou com a multidão de perfumes que exalados dos convidados. As mangas de brocado e casacas fizeram barulho quando o discurso se alargou, e as barbatanas do espartilho de Aurelia perfuravam seu diafragma. Respira, ela disse a si mesma. Esta será uma noite longa, mas finalmente terminará.







Traduções 4Love
Próximo


26 de outubro de 2015

Coleção Barbara Cartland


A Magia vem do Coração
As janelas do salão estavam abertas, deixando ver a primeira estrela lutando para fazer seu brilho prevalecer no céu. Sabine a olhava e sentia que seus destinos eram semelhantes. 
Ela também estava lutando contra a perfídia de Isobel, sua madrasta, que a forçara a um casamento odioso com o duque de Dallwin. Só que Isobel não podia imaginar que o soturno desespero que tentara impingir-lhe se revertesse em luz e esperança. Sabine, como uma estrela resplendente, mudou seu fardo, tornando-o auspicioso!



Por Amor ou dinheiro
Uma batalha entre razão e coração...
Sir Robin volta da Índia para a Inglaterra pouco antes da morte do pai decidido a fazer a irmã se casar com um milionário americano, magnata do petróleo. Mas o destino tem seus caprichos.
Alena apaixona-se por Vincent, um artista pobre, que vive exclusivamente de sua arte. 
Disposta a lutar pelo grande amor de sua vida. Alena sabe que, além de ter de escolher entre o amor e o dinheiro, ainda terá de vencer a forte oposição do irmão, que não aceita sua união com um pobretão.
O futuro, porém, guarda mistérios e surpresas que os dois amantes nem sequer imaginam...




Índias Brancas II

Série Índias Brancas
Em 1879, Buenos Aires vive seu momento mais conturbado. 

Roca prepara a campanha para o deserto a fim de concorrer à presidência da Nação. 
Laura Escalante, mulher de destaque da vida cultural e política de sua cidade nunca esqueceu o índio Nahueltruz Guor, convertido no excêntrico Lorenzo Dionisio Rosas, volta a sua terra depois de seis anos para vingar-se de quem o traiu e quebrou seu coração. Este encontro irá perturbar a ambos. Eles nunca mais serão os mesmos.

Capítulo Um

A amante do doutor Riglos
A missa recém começava e as vozes se elevavam para cantar o Kyrie eléison1. Laura Escalante o entoava com vontade, movida mais por sua inclinação ao canto que por sua devoção religiosa. 
O coro de meninos e os dramáticos acordes do órgão, que inundavam as naves da Catedral Metropolitana, levaram-na a aceitar que, apesar de tudo, dona Luisa del Solar tinha razão ao se opor em comemorar o segundo aniversário da morte de Julián Riglos na capela da baronesa, como era conhecida a capela da casa de La Santíssima Trinidad, construída a mando da bisavó de Laura, Pilar de Mora y Aragón, esposa de Abelardo Montes, barão de Pontevedra. Embora a rua já levasse o nome de San Martín, na mansão dos Montes os portenhos2 ainda a chamavam de La Santíssima Trinidad.
- Querida - havia interposto dona Luisa dias atrás - como você pensa reunir todas as pessoas que participarão do aniversário de Juliancito na capela da baronesa, que, apertados, só admite umas vinte pessoas? Sabe quão querido e apreciado ele era, todos seus amigos vão querer estar ali, além dos seus parentes, dos meus e dos dele.
Apesar de Julián Riglos ter voltado a se casar depois da morte de Catalina del Solar, para dona Luisa ele continuava sendo Juliancito, seu adorado genro. 
Que ele o tivesse feito com Laurita Escalante só exaltou o carinho e grande respeito que ela tinha por ele. Por isso, a matrona portenha se acreditava com direito de fazer e desfazer quando se tratasse de honrar a memória de Juliancito, e Laura permitia. Dona Luisa del Solar, sentada junto a ela no primeiro banco, entoava as estrofes de Gloria com a voz estridente e desafinada, pronunciando pessimamente o latim, sem se intimidar, ao contrário, demonstrava a segurança e superioridade de uma soprano.
Laura levou o leque à boca para esconder um sorriso, afinal de contas, ninguém aprovaria que a viúva risse na missa de seu finado marido.
De fato, as amizades e conhecidos de Laura Escalante já estavam curados do espanto, e se a jovem viúva começasse a rir às gargalhadas enquanto o sacerdote pronunciasse o sermão, não teriam se surpreendido. Da Escalante esperavam qualquer coisa. 
Por acaso ela não tinha dado o que falar, exatamente há dois anos, ao se negar a usar luto quando faleceu seu esposo Julián?

Série Índias Brancas
1 - Índias Brancas I
2 - Índias Brancas II
Série Concluída

23 de outubro de 2015

A Tentação de seu Toque

Série Irmãos Burke

Maximillian Burke sempre se orgulhou de ser o homem que toda mãe gostaria que sua filha se casasse. Mas depois que o canalha do seu irmão foge com a noiva de Max, ele descobre que é mais satisfatório ser um ladino do que o perfeito cavalheiro. Forçado a fugir de Londres depois de um duelo que deu errado, ele busca refúgio na Mansão Cadgwyck, na costa solitária da Cornualha, um lugar selvagem e primitivo como seu temperamento atual. A mansão decadente vem com seu próprio fantasma, mas por incrível que pareça, não é a Dama Branca de Cadgwyck que assombra os sonhos acalorados de Max - mas sua sensata empregada doméstica.

A última coisa que a governanta Anne Spencer precisa é de um novo mestre, especialmente um tão infeliz e lindo como o Conde de Dravenwood. Mesmo enquanto ela planeja se livrar de seu novo empregador, se vê irresistivelmente atraída por seus braços fortes e musculosos. Quando Max promete resolver o mistério do fantasma de Cadgwyck, ele não percebe que vai colocar ambos os seus corações em risco e tentá-los a se render a um prazer tão delicioso quanto perigoso.

Capítulo Um

Maximillian Burke era um homem muito mau.
Enquanto observava um fio de fumaça que subia do cano da arma em punho tentou descobrir exatamente quando ele assumiu o papel de vilão nessa farsa em que havia se tornado sua vida. Ele sempre tinha sido honrado, formal, que pesava tudo, cada passo que e o cuidando de evitar até mesmo a possibilidade de um tropeço. Ele passara a vida todo esforço para ser o filho que qualquer pai teria ficado orgulhoso. 
O homem com quem qualquer mãe quer ver sua filha casada.
Pelo menos, isso é o que todos pensavam.
Era seu irmão mais novo Ashton, que estava lá fora, entrando em brigas, desafiando para um duelo gritando bêbado, e ele ocasionalmente havia enfrentado um pelotão de fuzilamento por roubar uma relíquia preciosa, ou uma mulher, um potentado Oriente Médio. 
Agora, no entanto, Ash estava abrigado em Dryden Hall, a casa ancestral da família, com sua esposa amorosa e filha pequena tagarela e bonita. Uma filha que, dizia-se, tinha sido agraciada com cabelos loiros e olhos verdes sorridentes de sua mãe. A filha que devia ter sido a sua.
Maximillian fechou os olhos por um instante, como se isso pudesse apagar a imagem da sobrinha que nunca conheceria.
Enquanto seu irmão desfrutava da felicidade doméstica que ele deveria ter compartilhado com a mulher que ele amou a maior parte de sua vida, ele estava em um prado gelado ao amanhecer no Hyde Park, com botas de luxo afundado na grama molhada e o homem que tinha disparado
deitado no chão, gemendo, vinte pés de distância. Ash teria rido de sua situação, apesar de que a causa eram as mentiras derramadas por um bêbado sobre o bom nome de sua irmã.
Max parecia incapaz de se lembrar que já não o preocupava defender a honra de Clarinda.
Quando ele abriu os olhos, os olhos cinzentos pareciam duros como diamante.
-Levante- se! E pare de choramingar, cretino! Disse ao homem que estava chafurdando na grama. A ferida não é mortal. Eu só atingi o ombro.
Agarrando o braço com os dedos manchados de sangue, o jovem dândi olhou para si próprio. Sua respiração ofegante e os tremores de seu lábio inferior que Max temia, estava prestes a quebrar a chorar.
-Não há necessidade de ser tão rude, meu senhor. Ainda dói no momento.
Max soltou um suspiro exasperado, e entregou a arma para o tenente da Companhia das Índias Orientais, que tinha convencido, quase forçado a ser seu padrinho e atravessou a grama em ritmo firme e tranqüilo.
Ele ajudou o ferido a levantar, fazendo um enorme esforço para não apertar sua mão.
-Vai doer-lhe ainda mais se ficar aqui, choramingando, até um xerife vir e nos prender em Newgate por duelarmos. E provavelmente será infectado com tanta imundície que acabará por perder o braço.
Quando cruzaram a relva molhada, o jovem se apoiou pesadamente sobre ele.
-Não era minha intenção ofendê-lo, meu senhor. Pensei que me agradeceria, em vez de atirar por ter a audácia de dizer em voz alta o que todo mundo leva tempo resmungando às suas costas. É verdade que a senhora em questão o deixou aos pés do altar. E por seu irmão, nem menos!
Max sua voz deliberadamente despojou- se de toda a emoção, ciente do efeito paralisante que surtia sempre entre seus subordinados.
-Minha cunhada é uma mulher de extraordinária coragem e fibra moral excepcional. Se eu o ouvir voltar a falar mal dela, mesmo não mais que um sussurro, irei atrás você de e terminarei o que começamos aqui hoje.

Série Irmãos Burke
1 - O Prazer de seu Beijo
2 - A Tentação de seu Toque
Série Concluída










20 de outubro de 2015

Liberdade




Gades é a escrava do romano que devastou sua cidade, o homem que assassinou seus amigos, familiares e conhecidos. 

Ela odeia seu dono, embora nunca tenha sofrido abuso, deixou-a aos cuidados do vilicus da vila, um ancião liberto chamado Orseis, que cuidava dela e da pequena Claudia, a quem Gades se sente obrigada a proteger.
Marco Valerio, de origem plebeia, volta para casa convertido em Pretor. 
Após inúmeras façanhas no campo de batalha, para conquistar novos territórios e um lugar entre a classe aristocrática, ele decide parar por um tempo em busca de um pouco de paz e sossego. 
Mas os deuses parecem divertir-se muito com ele, ao fazê-lo desejar com uma intensidade desconhecida a uma das escravas hispânicas que não se lembrava de ter em sua casa e que tinha tentado assassiná-lo.
Surge entre eles uma estranha relação de mestre e escravo, homem e mulher, inimigo contra inimigo. Desde o início, ele faz com que pareça que tem o poder absoluto sobre o seu corpo e sua pessoa, embora ela não se entregue facilmente, e apesar de ter de submeter-se a vontade do Romano, sempre consegue fazer algo que lhe dá uma pequena vitória entre a luta de vontades. 
Algo inesperado faz com que seja forçado a libertá-la, apesar de que seu coração se recuse a deixá-la ir.
Em pleno século II antes de Cristo, com a primeira revolta de escravos como pano de fundo, esta é a história de um pretor romano, uma escrava hispânica, um amor e um ódio, Marco e Gades. Destinados ao amor, condenados a enfrentar-se.

Capítulo Um

Sabínia, 134 a.C.
-Vamos moça, não te entretenha—gritava outra vez Orseis - O senhor está a ponto de retornar e a vila deve estar preparada, sobre tudo seu dormitório. Faz muito tempo que Marco está fora de casa e tudo deve estar impecável a sua volta.
Gades arrumou os lençóis na cama do amo ou, melhor dizendo, da besta, como mentalmente se dirigia a pessoa que as tinha rebaixado ao status de escravas, o que não significava outra coisa que ser um simples objeto, a mera propriedade de alguém, uma coisa sem outra finalidade do que o uso e desfrute de seu proprietário. Felizmente seu amo se esqueceu delas no primeiro momento, deixando-as ao cuidado do ancião Orseis, que se encontrava a cargo de tudo referente à vila com exceção da gestão dos vinhedos. 
O ancião tinha sido um escravo de origem grega, presente do pai da besta a este quando era um adolescente, e a quem, surpreendentemente, o amo tinha concedido à alforria. Suspirou com pesar, ansiando a liberdade. Poderiam alcançá-las algum dia? Duvidava-o. Seu dono nunca as libertaria e isso era algo do que estava bastante segura, embora não saberia dizer por que.
Por muito que tentasse não conseguia compreender o motivo pelo qual Orseis nunca havia querido abandonar o romano, ficando junto a ele uma vez adquirida a condição de liberto, em troca de um salário, depois de tudo se tratava de um assassino, por muito bem que pagasse seus serviços, e duvidava de que tratasse com justiça a seus trabalhadores, muito menos a seus escravos. 
Se ela algum dia alcançasse a liberdade, não duvidaria em retornar ao que fora seu lar na Hispânia, ajudaria a reconstruir sua cidade e procuraria a seu pai e a qualquer sobrevivente daquele funesto dia, no qual o romano apareceu em suas vidas para destruir tudo. 
Tentaria refazer sua vida, começar de novo… Já basta Gades! Recriminou-se apertando os lábios movida pela frustração. Melhor pensar no que está acontecendo agora. Esticou os lençóis com mais força do que a desejada, depois de tudo, para elas tinha sido um bote salva-vidas que o grego estivesse na casa quando as trouxeram e por isso estava agradecida aos deuses. 
Para que questionar os motivos do ancião em sua decisão de ficar junto à besta romana? A deusa Juno o tinha designado para que velasse por elas e aquilo não era a não ser um sinal dos deuses de que condenavam o ocorrido há alguns anos.
Só rezava para que Orseis também pudesse as manter a salvo dele.
Enquanto colocava o último almofadão as lembranças voltaram para ela como tantas vezes. Depois do massacre de Baelo-Claudia tinham sido levadas em um navio rumo a Lácio e, apesar de que em um primeiro momento acreditou que as venderiam em um leilão público, como a todos os outros, foram transportadas até Sabínia, a morada da besta, onde as deixaram aos cuidados de Orseis.