5 de novembro de 2016

Se Ele for Tentado

Série Irmãs Wherlocke
Lady Olympia Wherlocke tem o dom da clarividência.

Quando Lady Agatha Mallam pede a Olympia para localizar seu irmão para que ele possa resgatá-la de um casamento arranjado, ela sabe exatamente onde encontrar Lorde Brant Mallam, conde de Fieldgate. 
O que acontece em seguida é algo que ela nunca imaginou...
Desde que sua noiva morreu, Lorde Brant Mallam afogou sua tristeza com vinho e mulheres. 
Seus caminhos dissolutos só encorajaram sua calculadora mãe. 
Mas com a ajuda da encantadora Olympia, ele inventa um ousado plano para acabar com as tramas tortuosas de sua mãe para sua irmã. Embora cada passo em seu arrojado esquema funcione com perfeição, os pecados do passado poderiam desvendar um desejo crescente que nem Olympia ou Brant pode controlar...

Capítulo Um

Londres, Outono, 1790
Lady Olympia Wherlocke odiava mulheres chorosas. Quanto mais jovem fosse a mulher chorando, mais ela odiava. Todos os seus instintos maternais vinham a tona e ela não desejava se sentir maternal. Era muito jovem para se sentir assim sobre uma jovem mulher que parecia estar quase pronta para ir à caça de um marido, pelo menos em um ano ou dois. 
Os enormes olhos cinza-azulados da jovem mulher parada em sua porta estavam cheios de lágrimas, de modo que, Olympia achava que a torrente de lágrimas começaria a qualquer momento.
Quando ela notou a garota parada sozinha em frente a porta, Olympia teve de segurar uma maldição. 
O traje caro que a garota usava e seu jeito refinado eram de qualidade. 
A capa que ela usava em uma vã tentativa de se disfarçar valeria no mercado de usados o suficiente para alimentar uma família pobre por um ano, talvez até mais. Deveria ter uma donzela a acompanhando, até um lacaio, um lacaio armado ou dois.
―Eu preciso falar com Ashton, Lorde Radmoor―. Disse a garota.
―Ele não está aqui― respondeu Olympia. Relanceando os olhos acima e abaixo para as sombras do crepúsculo na rua e vendo que essa pequena confrontação começava a atrair muita atenção. 
A família dela estava lentamente comprando todas as casas da rua mas ainda existia um bom número de estranhos vivendo por perto. Pessoas que não eram leais a ela ou a sua família e não hesitariam em fofocar sobre eles.
―Venha para dentro― Olympia ofereceu enquanto pegava a garota pelo braço fino e a puxava para dentro da casa. ―Você não quer realmente
discutir quaisquer que sejam seus problemas na rua― Ela disse enquanto guiava sua não convidada visita até a sala.
―Oh, não, claro que não― A garota sussurrou enquanto rapidamente sentava na cadeira que Olympia indicou a ela. ―Algumas palavras de nossa conversa poderiam chegar aos ouvidos de mamãe.
Se a garota estava preocupada com uma coisa dessas não era bom sinal, Olympia pensou. Isso implicava que essa jovem lady poderia estar a procura de alguém que arrastar para o meio de uma batalha entre ela e a mãe. 
Olympia se ocupou servindo chá a visitante, lamentando-se brevemente pelo fato de ter de compartilhar o chá e o bolo que havia planejado aproveitar sozinha quietamente. Como seria maravilhoso um tempo sozinha com seus próprios pensamentos e nenhum sinal de problema no horizonte.
―Poderia me dizer exatamente quem é você?― Ela perguntou a garota e viu suas até então pálidas bochechas enrubescerem com obvio embaraço.
―Eu sou lady Agatha Mallam, irmã de Brant Mallam, Conde de Fieldsgate―. Ela respondeu.
Não foi fácil, mas Olympia lutou com a vontade de pegar a xícara de chá que havia servido a ela e manda-la de volta para a rua. E não era porque Lorde Fieldgate se fez incrivelmente notório nos últimos anos, até mesmo em sua própria família havia sua parcela de vagabundos e libertinos. Mas porque a mãe dessa jovem lady era uma mulher que Olympia gostaria de evitar a todo custo. 

Série Irmãs Wherlocke
1 - A Vidente
2 - A Sensitiva
3 - A Intuitiva
4 - O Escolhido
5 - Se Ele for Tentado
6 - Se Ele se Atrever
7 - If He's Noble

3 de novembro de 2016

Contos de Amor


















1- O castelo Warden
Isabela sempre sonhara em conhecer a Escócia, mas nunca imaginou que, ao conhecer o lugar tão querido de sua avó, encontraria seu eterno amor.

2- A Outra vida de Elina
Elina era uma jovem feliz. 
Uma viagem recreativa se tornaria o maior pesadelo de sua vida. Mas no meio de tanto infortúnio ela encontraria a promessa de um grande amor.

**Prestigiem Autora Brasileira comentando aqui no blog!
Na Biblioteca Títulos: Contos de Amor




28 de outubro de 2016

Louco Jack

Série Família Sherbrook
Em Mad Jack vai encontrar duas das pessoas mais puras na Londres de 1811.

Mad Jack é, na realidade Winifrede Levering Bascombe, que, felizmente, tem seu nome mudado muito rapidamente na história. 
Ela chega a Londres disfarçada de valete com as tias, Mathilda e Maude, para implorar o auxílio de Lord Cliffe, Grayson St. Cyre.
Entre vários acontecimentos engraçados, St. Cyre descobre o engano de 
Jack, e também descobre sentimentos que ele nunca imaginou que possuía. No meio de toda a risada, no entanto, esconde-se um segredo mortal que está pronto para saltar e esmagar Jack e Gray.

Capítulo Um

St. Cyre Town House, Londres, 1811, 25 de março

Grayson Albemarle St. Cyre, Barão de Cliffe, lia a única página mais uma vez, em seguida, a amassou em sua mão e jogou na lareira. Enquanto observava o papel dobrar lentamente em torno das bordas e explodir em chamas brilhantes, ele pensou, algumas cartas, não possuem muitas palavras, mas a maioria são cruéis e malévolas.
Saiu da sala de estar e foi pelo longo corredor em direção à parte de trás de sua casa. Abriu a porta para a biblioteca, a sua sala, tudo sombrio e quente, cheia de livros e pouco mais. As pesadas e escuras cortinas de veludo dourado estavam firmemente fechadas para a noite, o fogo estava baixo e lento porque nenhum dos funcionários sabia que ele estaria vindo para aquela sala naquele momento.
Todos pensavam que tinha saído cinco minutos antes para visitar sua amante.
Pensou na carta maldita e amaldiçoou, mas não tão fluentemente quanto seu pai fazia quando estava tão bêbado que mal conseguia andar. Sentou-se em sua mesa, pegou um pedaço de papel da gaveta de cima, mergulhou a pena no tinteiro, e escreveu:
Se eu receber uma outra ameaça de você, vou tratá-lo como merece. Eu vou bater em você até que fique sem sentido e deixá-lo em uma vala para morrer.
Assinou suas iniciais GSC e lentamente dobrou o papel, deslizando-o em um envelope. Caminhou até a elegante mesa espanhola, que estava contra a parede no hall de entrada, e colocou o envelope na antiga bandeja de prata, que seu mordomo, Quincy, limpava todos os dias, à uma hora da tarde, sem falhar.
Ele se perguntou, quando andou na fria e clara noite de início da primavera, para o apartamento de sua doce Jenny o que aconteceria agora.
Provavelmente nada. Homens do tipo de Clyde Barrister eram covardes.
Não havia nada mais a dizer, maldita. Estava ofegante de raiva com ela, a pequena cadela ingrata. Ele não se conteve. Levantou a mão para bater nela, em seguida, se segurou. — Se eu bater em você, Carlton irá perceber e, talvez, não a queira.
Ela gemeu, sua cabeça para baixo, seu cabelo longo disperso, emaranhado e suado caindo dos lados de seu rosto.
— Finalmente calada, não é? Eu nunca pensei que iria vê-la muda como uma árvore. É refrescante por uma vez não ter que ouvir suas queixas e ver esses seus olhares. Silêncio e submissão são muito charmosos em mulheres, em você especialmente, embora só agora o esteja vendo pela primeira vez. Bem, talvez tenha acabado, eh? Sim, você finalmente desistiu. Não vai contra mim.
Ela não disse uma palavra. Quando ele pegou seu queixo com a mão e forçou sua cabeça para cima, havia lágrimas em seus olhos. Mas ainda assim ele franziu a testa. Olhou duro para ela, ainda respirando agitado por seu ritmo e gritos. Mas seu rosto já não estava tão corado como tinha estado um minuto antes, e sua voz não tremeu de raiva quando falou. —Você vai se casar com Sir Carlton Avery. Ele vai voltar amanhã de manhã. Vai sorrir timidamente para ele e dizer-lhe que é uma honra se tornar sua esposa. Dei-lhe a minha bênção. Os preceitos de casamento estão acordados. Tudo está feito.








Série Família Sherbrook

23 de outubro de 2016

Sangue de Guerreiro

Série Guerreiros da Irlanda
Lutando por honra e amor!

Um jogo mortal!
Devido às cicatrizes físicas e emocionais, lady Taryn acreditava que ninguém a tomaria como esposa.
Ainda assim, está determinada a livrar sua família das garras de um lorde implacável.
Para isso, pede ajuda ao poderoso guerreiro Killian MacDubh. Tendo nascido um bastardo, ele sempre sonhou em ficar frente a frente com o homem que o abandonara. 
Aceitar a missão era a oportunidade perfeita para confrontá-lo. 
Dona de uma rara beleza, Taryn logo vira uma inesperada distração para Killian. E quando traidores são revelados, o amor proibido que sente por ela se torna a única coisa pela qual ele pretende lutar.


Capítulo Um

Irlanda — 1172
A irmãde Killian MacDubh estava à beira da morte.
Para ele era um fato, apesar de que todos o negavam. Carice ainda era a mulher mais bonita em Éireann, mas seu corpo estava frágil. Eram raras as vezes que ela saía da cama, e quando o fazia, precisava ser carregada de volta. A doença tinha piorado muito havia alguns anos e ela estava definhando desde então. Ela havia mandado uma mensagem para que ele viesse vê-la, mas não havia mencionado o motivo.
Do lado de fora a chuva continuava a cair, mas a tempestade maior estava no coração de Killian. A ansiedade era latente, como se uma ameaça invisível pairasse sobre todos eles. A sensação ruim tinha durado o dia inteiro, mas ele ainda não havia conseguido identificá-la. Ele estava com a túnica e as calças justas ensopadas em pé à porta do Salão Nobre. Assim que entrou, Brian Faoilin fez uma careta de desaprovação, como se um cão de rua tivesse entrado na casa. 
O líder do clã desprezava até o ar que Killian respirava. Apesar de ter permitido que Iona ficasse com o filho bastardo, que trouxera com ela, Brian os forçava a viver entre os fuidir. Durante toda a vida, Killian havia dormido junto com os cães e comido as migalhas que restavam das refeições nas mesas. 
Ele era proibido de ter qualquer direito no clã e não podia possuir nenhum pedaço de terra. A provação devia tê-lo ensinado seu lugar, mas, em vez disso, ele nutriu o ressentimento e jurou que haveria de chegar o dia que ninguém mais o chamaria de escravo. 
Ele ansiava por uma vida onde as pessoas o vissem com respeito, e não desdém.
Durante muito tempo ele treinou com os melhores guerreiros de Éireann, com a intenção de abandonar o clã e se tornar um mercenário. Era melhor ter uma vida nômade do jeito que quisesse do que se continuasse ali.
No entanto, seus planos precisaram ser adiados quando Carice ficou doente e implorou para que ele não a deixasse. Se não fosse por ela, ele já estaria bem longe. Mas ela era o que restava de sua família e sua vida estava por um fio. Assim, ele jurou que permaneceria ao seu lado até o final.
O líder do clã cochichou com um dos guardas, Seorse, amigo de Killian, certamente dando ordens para expulsá-lo dali. Seorse atravessou o salão com uma expressão de pesar.
— Você sabe que não pode entrar sem ser chamado, Killian.
— Claro que não. — Ele tinha de permanecer do lado de fora, na chuva e no meio da lama e do estrume dos animais.
Brian se recusava terminantemente a permitir que Killian fosse membro do clã. Ele tinha de trabalhar no estábulo, obedecendo ordens.
Mas, dessa vez, Killian cruzou os braços e não se moveu.
— Você vai me jogar para fora? — perguntou ele num tom frio de voz, pois estava cansado de ser tratado como o bastardo que era. A frustração comprimiu seu coração e ele permaneceu imóvel.
— Não provoque uma briga — avisou Seorse. — Se quiser, abrigue-se na torre, mas não cause mais problemas. Mais tarde levo comida para você.
— Você acha que estou preocupado em causar confusão? — perguntou Killian com um meio-sorriso.
Ele gostava de lutar e tinha conquistado o lugar de um dos melhores guerreiros entre os homens do clã. Por baixo da túnica de pelo, ele vestia uma cota de malha que havia tirado de um normando durante uma invasão. Infelizmente não possuía uma espada, mas sabia usar os pulsos muito bem, tanto que já tinha quebrado ossos de outros combatentes durante as lutas. Brian ganhava uma pedra na bota toda vez em que ele ganhava um jogo, ou se saía melhor do que outro membro do clã.
— O que você está fazendo aqui, Killian? — Seorse baixou o tom de voz para perguntar.
— Carice mandou me chamar.
Seorse meneou a cabeça.
— Ela está pior hoje. Acho que não conseguirá sair do quarto. A noite foi muito difícil, ela enjoou demais e mal está comendo.
Killian sentiu uma dor no peito ao pensar na irmã morrendo de fome diante de seus olhos, sem tolerar alimento algum. Por ordens da curandeira, Carice devia ingerir apenas pão e comida bem simples para acalmar o estômago. Mas não estava adiantando.
— Leve-me até ela.
— Você sabe que não posso. Brian me deu ordem para escoltá-lo para fora.
Apesar de se dirigir para a porta, Killian não tinha intenções de sair… 

Série Guerreiros da Irlanda
1 - Sangue de Guerreiro
2 - Alma de Guerreiro
Série Concluída

22 de outubro de 2016

Uma Mulher Misteriosa

Série Damas Rua da Lanterna
Sob as saias austeras de seu vestido, Beatrice Lockwood esconde uma arma.

Não pode ser de outra forma, porque Beatrice é uma acompanhante com uma missão secreta - tão secreta como seu passado - e deve estar preparada para lutar pela vida ou morte a qualquer momento. No entanto, quando se dispõe a impedir um crime nos jardins de uma mansão onde se está celebrando um baile, ela recebe ajuda inesperada de um homem de voz hipnoticamente serena. Depois de entregar o seu cartão, o estranho desaparece nas sombras, deixando-a intrigada. Joshua Gage, que é responsável de investigações secretas para a Coroa, também está intrigado. 
Ele tem um interesse especial nessa beleza ruiva, suspeita de roubo e assassinato, e talvez também culpada de fraude pela venda de seus serviços como médium...

Capítulo Um

O calcanhar de uma das suas botas altas e abotoadas escorregou em contato com a trilha de sangue que fluiu por baixo da porta. Beatrice Lockwood esteve a ponto de perder o equilíbrio. Conteve a respiração e conseguiu agarrar a maçaneta da porta a tempo de ficar de pé.
Não precisava usar seus poderes. Sabia que o que iria encontrar do outro lado da porta deixaria em sua consciência uma impressão indelével. No entanto, o horror que se ia acumulando nela acendeu sua visão interior. 
Abaixou a vista ao chão e viu a violenta energia daquelas pegadas. O botão também tinha traços sombriamente iridescentes. As correntes paranormais borbotavam com uma luz doentia que gelou seu sangue.
Queria sair correndo, gritando no meio da noite, mas não podia virar as costas para o homem que lhe tinha oferecido sua amizade e que lhe havia proporcionado uma carreira lucrativa e respeitável.
Tremendo, abriu a porta do gabinete do Dr. Roland Fleming. 
Alguém tinha quase apagado a luz da lâmpada de gás do interior, mas ainda assim conseguiu distinguir o homem que estava deitado e sangrando no chão.
Roland sempre gostou de andar na moda com trajes feitos sob medida, ternos, gravatas e lenços atados com elegância. Seus cabelos grisalhos e encaracolados moldados de acordo com as últimas tendências, com costeletas e o bigode perfeitamente aparado. 
O título de doutor havia-o outorgado ele mesmo, mas tinha explicado a Beatrice que, na realidade, era um homem do mundo do espetáculo. Com essa personalidade carismática e a presença
imponente, assegurava sempre um bom atendimento em suas palestras sobre fenômenos paranormais.
Mas naquela noite, tanto as finas dobras da camisa de linho branca, como o casaco de lã azul escuro, estavam ensopados em sangue. Beatrice correu até ele e abriu a camisa com as mãos trêmulas.
Não levou muito tempo para encontrar a profunda ferida no peito. O sangue jorrava. Pela cor, supôs que era uma ferida mortal. Mesmo assim, apertou as mãos firmemente sobre a pele rasgada.
— Roland — sussurrou. — Meu Deus! O que aconteceu?
Roland gemeu e abriu os olhos, olhos cinzentos, baços, assombrados pelo choque. Mas quando ele a reconheceu, algo que poderia muito bem ser pânico superou brevemente a onda de morte que se abatia sobre ele. Agarrou o pulso de Beatrice com uma mão sangrenta.
— Beatrice — disse com uma voz enrouquecida pelo esforço. Ouviu um terrível tremor vindo de seu peito. — Ele veio por você. Eu disse a ele que não estava. Mas ele não acreditou em mim.
— Quem veio por mim?

Série Damas Rua da Lanterna 
1 - Jardins de Cristal
2 - A Mulher Misteriosa
Serie Concluída



16 de outubro de 2016

O Que o Duque Deseja

Série Homens do Duque
Maximilian Cale, o Duque de Lyons, há muito tempo enterrara sua tristeza por ter perdido seu irmão mais velho, Peter, que foi declarado morto depois de ser sequestrado. 

Quando uma nota misteriosa chega de Tristan Bonnaud afirmando que o irmão do Duque está vivo, leva Max direto para a cativante Lisette Bonnaud, filha ilegítima de um visconde e a irmã de Tristan. 
Logo ele e Lisette estão viajando para Paris passando por marido e mulher, em busca de Tristan, que desapareceu. E quanto mais tempo ele passa com Lisette, mais fácil é para Max ver que a linha entre o ducado e o desejo é mais fácil de atravessar do que ele imaginava ...

Capítulo Um

Covent Garden, Londres, Abril 1828
Não havia uma única carta de Tristan em todo o lote.
Enquanto a manhã nublada se iluminou para um cinza menos sombrio, Lisette jogou a correpondência sobre a mesa no escritório de Dom. Típico. Quando ela deixou Paris, Tristan tinha prometido escrever-lhe uma vez por semana. Mas, embora começasse bem, dois meses haviam passado sem mais do que uma linha vinda dele.
Ela estava dividida entre a preocupação sobre o que tinha parado o fluxo de cartas, e um desejo de amarrar seu irmão irresponsável por seus dedos dos pés e deixá-lo ver o que era ser deixado pendurado.
- Você tem certeza que não quer me acompanhar para Edimburgo neste caso? - Perguntou Dom. - Poderia tomar notas para mim.
Lisette olhou para ver seu meio-irmão descansando na porta. Aos trinta e um anos, era mais magro e mais duro do que quando eram jovens, e agora tinha uma cicatriz na bochecha da qual não falava, que viera de Deus sabe onde. Mas ele ainda estava com ela.
A maior parte do tempo. Ela fez uma careta. Às vezes, podia ser tão mal como Tristan.
Desde que Dom a tinha recolhido ali vinda da França há seis meses, ela trabalhara duro para transformar sua casa alugada da cidade em um lar. Só porque também servia como o Instituto de Investigações Manton não significava que tinha de ser fria e impessoal. Mas o que lhe tinham valido seus esforços? Nada, apenas um outro homem para governar seu comportamento.
Sentando-se na cadeira, ela levantou uma sobrancelha. - Você não precisa de mim para tomar notas, lembra de tudo palavra por palavra.
- Mas você é melhor em descrições do que eu. Percebe coisas sobre as pessoas que eu não faço.
Ela revirou os olhos. - Só irei se você me deixar fazer mais do que descrever as coisas e fazer-lhe um chá.
 olhou-a com cautela. - Como o quê?
- Entrevistar testemunhas. Seguir suspeitos. Transportar uma pistola.
Para seu crédito, ele não riu. Tristan teria rido. E, em seguida, tentaria, de novo, encontrar um marido adequado no meio dos seus arrogantes amigos soldados em Paris, que agiam como se uma bastarda meio-inglesa como ela devesse ficar grata por todas as migalhas de sua atenção.
Em vez disso, Dom pareceu considerar quando entrou na sala. - Você sabe como usar uma pistola?
- Sim. Vidocq me mostrou. - Apenas uma vez, antes de Tristan acabar com as lições, mas Dom não precisava saber disso.
Ele já estava xingando Eugène Vidocq, o ex-chefe da polícia secreta francesa. - Eu não posso acreditar que o nosso irmão permitiu que estivesse em qualquer lugar perto desse canalha.
Ela encolheu os ombros. - Nós precisávamos do dinheiro. E Vidocq precisava de alguém na Sûreté Nationale em quem pudesse confiar para organizar todos os seus índices de cartões contendo descrições de criminosos. Foi uma boa posição.
E, para sua surpresa, ela gostara. Após a morte de Maman, três anos atrás, quando Lisette mudara-se para Paris para viver com Tristan, ela ansiava por um trabalho útil para levar sua mente fora de sua dor. Vidocq tinha-o oferecido. Ela aprendera sobre investigação de crimes com ele. Vidocq tinha até proposto contratá-la como agente para a Sûreté, como tinha feito com outras mulheres, mas Tristan tinha se recusado a permitir.
Ela bufou. Tristan pensava que era perfeitamente certo para ele ser um agente da Sûreté de todos estes anos, mas sua irmã era para ser mantida envolta em algodão até encontrar um marido. O que era mais improvável a cada ano. Ela já tinha vinte e seis anos, pelo amor de Deus!
- Qual é a sua resposta, Dom? - Ela incitou seu meio-irmão. - Se eu for com você, vai me deixar fazer mais do que tomar notas?
- Não desta vez, mas talvez um dia…
- Isso é o que Tristan sempre disse. - Ela fungou. - Enquanto isso, ele estava tramando pelas minhas costas para me casar, e quando isso não funcionou, me despachou para Londres com você.
- Pelo que eu sou profundamente grato - disse Dom com um leve sorriso.
- Não tente me distrair com elogios. Eu também não vou me casar com qualquer uma das suas escolhas para marido.
- Bom - disse ele alegremente. - Porque eu não tenho nenhuma. Sou muito egoísta para querer perdê-la para um marido. Preciso de você aqui.
Ela olhou para ele com incerteza. - Você só está brincando.
- Não, querida, não estou. Você tem uma riqueza de informações sobre os métodos de Vidocq armazenados em sua cabeça inteligente. Seria louco em casar você e perder tudo isso.
Lisette suavizou. Dom tinha estado muito mais confortável com ela, aprendendo seu negócio, do que ela esperava. Talvez fosse porque tinha lutado tão duro para ganhá-lo, depois de George e ele terem rompido completamente. Ou talvez fosse porque lembrava sua infância com carinho.
Seja qual for o caso, ela iria permitir-lhe algum tempo. Talvez, eventualmente, ele iria considerar dar-lhe funções mais amplas. Deveres mais emocionantes. Ela poderia, finalmente, começar a viajar, para satisfazer o desejo que tinha herdado do pai. Era uma medida do quanto

Série Homens do Duque

8 de outubro de 2016

Escândalo

Era a quarta temporada de Lady Annabelle Weymouth e ela não conseguiu encontrar um marido, mas a verdade era que não conseguia esquecer Robert Wilts, conde de Dain e, desta vez, a temporada seria radicalmente diferente porque ele estava procurando uma esposa. 

As pressões fizeram com que Robert tivesse que se casasse imediatamente e, apesar de preferir escolher uma mulher que apreciasse, não estava disposto a prolongar  a situação.
Annabelle sabia que Robert não gostaria de casar com ela, ainda mais se tivesse conhecimento de seus segredos, mas ela não tinha nada a perder, assim como provocar um escândalo? 
Seria o conde de Dain tão diferente dos outros homens?

Capítulo Um

Londres, finais de maio de 1851
O verão tinha chegado muito cedo. Um calor impróprio da época castigava Londres, convertendo as ruas em desertos no meio da tarde e os vendedores de gelo em homens afortunados.
Para desgraça de Annabelle Weymouth, o ritmo da temporada social não se viu reduzido nem um pouco. As aristocratas não iam deixar que algo tão vulgar como o clima interferisse em seus planos.
Incomodada, agitou-se de novo, fazendo que a delicada cadeira de salão rangesse sob seu peso. Como se sua feminilidade necessitasse outro insulto! 
Já suava como um camponês ao sol e o lenço que passava uma e outra vez pela fronte não conseguia aliviá-la absolutamente.
Desejou ter atendido a sua mãe por essa vez. A viscondessa viúva lhe tinha ordenado levar um leque e, em um estúpido ato de rebeldia, tinha-o esquecido de propósito em cima da cama.
Arrependia-se desde que tinha posto os pés no abarrotado salão de baile.
A orquestra, oculta por uma série de adornos florais bem dispostos, tocava naquele momento uma peça animada. Os assentos para as damas tinham sido colocados junto às paredes, do outro lado do salão.
O baile tinha sido anunciado sem jantar seguindo a moda francesa, mas apesar disso garçons uniformizados circulavam entre os convidados com bandejas de aperitivos e bebidas.
Sobre eles flutuavam centenas de velas acesas que outorgavam ao ambiente uma iluminação cálida. Ou, ao menos, essa devia ter sido a intenção da anfitriã. Certamente a boa mulher não tinha contado com que o calor das chamas, somado ao da multidão, converteria sua festa em um coquetel às portas do inferno.
Annabelle contemplava o animado salão com a mesma emoção a que assistiria a uma sessão do parlamento.
Levava várias horas naquele tedioso evento e o único bem que tinha conseguido, era perder de vista sua mãe. E, sem dúvida, a viscondessa não demoraria para voltar, arrastando atrás dela algum avoado jovem com a ideia de apresentar-lhe.
Como se após quatro fatídicas temporadas sociais Annabelle não conhecesse já todos e cada um dos filhos e filhas, primos, sobrinhos, cunhados e plantas de jardim de todas as famílias aristocráticas do país.
A ponto de completar vinte e quatro anos, não entendia como podia sua mãe manter viva a esperança. De verdade acreditava que encontraria marido? Era tão absurdo que, se fazê-lo não fosse arriscar-se a horas de recriminações maternas, riria.
Durante suas duas primeiras temporadas tinha sido convidada a muitos eventos, dançava com regularidade e tinha feito muitos amigos. Mas, depois da terceira, só algumas anfitriãs especialmente boas lhe conseguiam par.
Durante o mês que transcorria desde o início de sua quarta — e, esperava, última — temporada social, não tinha obtido nenhum convite para dançar.
De fato, se fosse sincera consigo mesma, nem sequer tinha sido olhada com interesse por algum cavalheiro, tornando-se invisível por vários momentos.
Depois de quatro anos exibindo-se como um cavalo bem treinado na
feira, sem conseguir uma só proposta de matrimônio, não entendia o que esperava sua mãe que acontecesse. Estavam gastando um dinheiro que não tinham, ao manter um nível de vida que não ia contribuir-lhes em nada.
Deteve seus pensamentos antes que estes deslizassem naquela direção. Uma dama jamais pensava em dinheiro. Claro que uma dama, supunha Annabelle, tinha tanto dinheiro que não sentia a necessidade de pensar nisso, além de um pai, um irmão ou um marido que se encarregasse de lutar com aquela questão tão mundana.
O que demonstrava que havia muito pouco de verdadeira dama nela. 


4 de outubro de 2016

Época de Caça



Christian Villiers, o Marquês de Grayston, retorna para a Inglaterra, depois de uma vida de exílio no Continente, determinado a arruinar o homem responsável pelo suicídio da sua amada irmã. 

Seduzir a noiva pretendida pelo seu inimigo parece ser o caminho mais rápido para a vingança.
Mas seduzir Elise, Lady Middleton, pelo pecado, será mais difícil do que Greyston pensara. 
Durante uma elaborada festa de campo, Grayston percebe que encontrou o seu par na ardente e apaixonada Elise, e então ele deve decidir se um momento de vingança vale a pena arriscar uma vida de amor.

Capítulo Um

Dryden
Ele era um homem jovem com olhos experientes. Olhos que tinham visto uma quantidade enorme de problemas, e estavam à procura de mais, a menos que o gerente tenha perdido a sensibilidade para reconhecê-lo. 
O cavalheiro tinha entrado no Hart e Lebre com uma tempestade furiosa em seu encalço, a aba de seu chapéu voando atrás dele, como se tivesse fugido das portas do inferno. Sua montaria parecia um reflexo de si mesmo. Grande e preto, com malvados olhos brancos, o animal dirigiu-se ao pátio, levantando poeira e cascalho a cada relâmpago, até que finalmente o homem o acalmou, e passou as rédeas para o cavalariço.
Agora, horas mais tarde, vento e chuva batiam na porta de madeira da pousada balançando-a para frente e para trás emitindo um chiado doloroso que vinha da dobradiça enferrujada. Em algum lugar distante, uma persiana começou a bater. Outra rajada enviou salpicos de chuva através das janelas da frente forçando uma brisa húmida a descer pela
chaminé. A fuligem enviada pela corrente de ar invadiu a taverna, mas o cavalheiro taciturno esparramado perto da lareira mal a percebia.
O gerente fez uma pausa no seu trabalho, um polimento cuidadoso de um jarro de estanho.
— Uma terrível maldita tempestade — ele meditou, olhando criticamente para o fundo — ruim para a colheita, não acha?
Mas, o cavalheiro não parecia propenso a conversar. Na verdade, ele mal levantou os olhos da sua tarefa, o que parecia ser um estranho, solitário, jogo de cartas.
Curioso, o gerente se inclinou sobre o balcão e apoiou-se cuidadosamente em seu pulso esquerdo, que estava envolvido por uma tala. 
O homem perto da lareira embaralhou as cartas habilmente e então jogou-as sobre a mesa de madeira rusticamente trabalhada, jogando com seus adversários imaginários com a mão de um especialista. Vinte e um? De novo e de novo o homem repetia o processo, movimentos metódicos, concentração absoluta.
Com uma graça indolente que só os verdadeiramente libertinos parecem possuir, o homem ocupava todo o comprimento da mesa, um ombro curvado para o lado, uma perna apoiada casualmente para cima. 
Seus olhos, quando não estavam focados atentamente sobre a mesa, eram frios e apertados. Sua mandíbula estava rígida, sombreada com barba. 
Com dedos longos, rápidos e ágeis começou a distribuir as cartas habilmente como qualquer outro homem perito em facas, manuseando-as como uma arma.
Seu tipo não era desconhecido para o gerente da estalagem. Milhares de jovens irrequietos por ganhar algum dinheiro saem de suas vilas nesta
época do ano, passando de uma região para outra, para a temporada de caça e criando todo tipo de problemas. Mas este parecia diferente. Mais perigoso. Mais concentrado. Definitivamente não estava brincando. Sim, um jovem com olhos de velho. Tinha chegado sozinho à Estalagem Hart e Hare e em poucas palavras reservou um quarto com banheira - o último de seus quartos - e não conversou com ninguém.
Uma hora mais tarde, no entanto, ele regressou do seu quarto para pedir uma refeição e uma garrafa de conhaque. Desde aquela hora até agora continuava a beber e a jogar. Baralhando e bebendo. Ocasionalmente, acendia um dos seus charutos castanhos malcheirosos. Agora, com a noite chegando quase ao fim, e os outros hóspedes já recolhidos em seus quartos, o rapaz não mostrava sinais de fadiga nem de embriaguez. Na verdade, ele não demonstrava emoção alguma. Era arrepiante.
Gentilmente, o gerente limpou a garganta. Seu pulso quebrado doía como o diabo, e ele queria a sua cama. Em resposta, o hóspede levantou o olhar da sua tarefa e lançou-lhe um olhar indolente, de cara fechada. Mas naquele momento, a porta abriu-se para entrar uma rajada de chuva, um facho de luz, e uma lã verde de pelo de animal. Os dois homens voltaram os olhos de uma só vez para a porta.
— Meu Deus! — disse uma voz suave, refinada — Será que esta chuva infernal nunca acaba?
Ela era bonita. Erguendo os olhos de suas cartas, Grayston notou de imediato. Apesar de seu chapéu encharcado, e o manto húmido que pesava em seus ombros, qualquer homem com dois olhos podia ver que ela era inigualável. Fios molhados dos cabelos dourados agarravam-se ao seu pescoço, e seus impressionantes olhos azuis mostravam um cansaço óbvio.
— Meu Deus! — ela disse, agitando seu guarda-chuva — Eu estou encharcando seu chão. — cuidadosamente, colocou o guarda-chuva ao lado da porta.
Grayston observou enquanto o gerente se dirigia rapidamente por trás do bar e pegava uma lamparina.
— Não quer retirar essa capa molhada, senhora? — ele perguntou suavemente, a convidando para uma mesa mais distante de Grayston quanto era possível — não está um tempo assustador? Lamento dizer que o pessoal da cozinha já recolheu, mas eu poderia servir-lhe uma boa xícara de chá e uma torrada.
Assim que colocou o lampião sobre a mesa, ela retirou o chapéu para revelar um maço de cabelos dourados.
— Dois quartos, por favor. — disse ela, com uma voz que era suave e rouca — meus servos...


3 de outubro de 2016

Coleção Barbara Cartland



 Um Conto de Fadas  Moderno
Uma lady linda e corajosa desejada por muitos homens...menos por aquele a quem amava.
1897, Inglaterra
Uma viagem pelo mar em direção à Grécia.
A gata borralheira ao contrário, pensara lady Verônica Garson ao conhecer o marquês de Hilchester. 

Aceita como cozinheira em seu iate Hipocampo, viu-se perdidamente apaixonada por seu patrão. Embora ele lhe desse toda atenção, e seus olhos demonstrassem um interesse fora do comum, Verônica temia que um romance nascido na dependência dos criados jamais passasse dali. A não ser que contasse a verdade sobre sua origem ao marquês. Mas será que ele acreditaria nela?



"Coleção Barbara Cartland"
Um Conto de Fadas Moderno - 434

A Noiva do Cavaleiro

Série Prêmio de Cavaleiro
Promessa de felicidade...

Ao ver o lado sensível do severo sir Roland de Dunborough, Mavis de DeLac se enche de esperança de que seu casamento arranjado será bem-sucedido. 
Quando a noite de núpcias é incendiada pelo desejo que sentem, ela ousa sonhar que a alegria durará para sempre. 
Contudo, Roland está convencido de que não poderia fazê-la feliz. E volta a ser o homem frio e distante de sempre. 
Porém, Mavis está determinada a provar que o marido não é uma pessoa amarga. E durante a viagem para proteger a herança de Roland, ela irá libertar o amor que esse nobre cavaleiro enterrou tão profundamente dentro de si.

Capítulo Um

Inglaterra, 1214
Duas moças estavam no quarto que já haviam compartilhado um dia, cercadas por baús de madeira com artigos de enxoval. Uma delas tinha cabelos escuros e estava com um vestido de lã marrom. A outra era mais clara e bonita, e vestia um fino vestido de seda verde. Era o dia do casamento dela.
— Você não precisa se casar com ele, Mavis — disse Tamsin à prima querida. — Seu pai pode ter dito alguma coisa, ou até ameaçado, mas você tem o direito de recusar. Nem ele, nem a Igreja, nem a lei podem forçar você a se casar contra a vontade. Rheged e eu adoraríamos lhe dar refúgio ou levá-la para onde quiser ir.
— Não, por favor, não precisa — Mavis interrompeu, sorrindo e balançando a cabeça.
Tamsin não estava no solário quando o pai dela havia proposto o casamento entre a filha e sir Roland de Dunborough. Mas ela estava e emendou, confiante: — Dei meu consentimento, vou casar por vontade própria, Tamsin, e estou feliz. Acho que você está enganada sobre sir Roland. Sei como eram o irmão e o pai, mas ele é diferente…
— Como você pode ter tanta certeza? — Tamsin perguntou. — Você acabou de conhecê-lo.
— Quando estávamos no solário com meu pai, sir Roland me pediu em casamento. Ele me deu a chance de recusar, Tamsin. Tenho certeza de que independentemente do acordo que fez com o meu pai, ele me liberaria se eu pedisse. E, tem mais, ele não estava me encarando como uma mercadoria, imaginando se tinha feito um bom negócio, nem como um troféu. Acho que ele estava até… Ansioso.
— Ansioso? — Tamsin repetiu sem acreditar. — Sir Roland?
— Não me importo de como ele é chamado. Vi alguma coisa nele que o diferencia de qualquer outro homem que já conheci e acho que podemos ser felizes. Ah, Tamsin, sei que para muitas pessoas ele pode parecer duro, frio e arrogante, mas, quando estávamos no solário com meu pai, ele não foi nada disso. Ao contrário, ele foi educado e gentil… Bem diferente do jeito como se comporta no salão nobre diante de outras pessoas e muito diferente do pai e do irmão.
— Você já ficou sozinha com ele?
Mavis não conseguiu encarar o olhar resoluto da prima.
— Não, nunca ficamos sozinhos.
Aquilo não era bem verdade, mas a única vez em que ficara sozinha no mesmo ambiente que Roland, ele não a tinha visto. Ela estava escondida no estábulo, enquanto ele conversava em voz baixa e carinhosa com o cavalo dele.
Mavis nunca tinha dito a ninguém que estava ali naquela manhã preparando-se para fugir em vez de obedecer à ordem do pai e se casar. Vê-lo daquele jeito com o animal era uma lembrança boa, um segredo que só ela sabia e que não queria dividir com ninguém. Mesmo porque sir Roland não ficaria muito feliz se soubesse que ela contara a alguém sobre sua conversa com um cavalo.
Tamsin segurou com firmeza as mãos da prima enquanto a encarava.
— Você se encontrou com o pai de Roland duas vezes e uma vez com o irmão mais velho, e agora quando eles estavam se esforçando para se comportar bem. Meu marido já passou alguns dias no castelo deles. Ele os conhece bem, Mavis, e me contou como sir Blane era cruel com todo mundo, incluindo os filhos. Ele riu a valer quando Broderick e Gerrard zombaram de Roland, e o xingou dos maiores impropérios quando o filho não reagiu.
— Ele não reagiu mesmo.
— É por isso que Rheged acha que ele é o melhor da família. Não que ele não saiba lutar. Rheged o viu numa disputa. Enquanto o irmão lutava com ousadia, até mesmo divertindo-se, Roland lutava para vencer.
— Não vejo nada errado nisso.
— Imagino que não seja ruim numa batalha, mas há muito o que se considerar. Não era segredo para ninguém que sir Blane estimulava a disputa e a hostilidade entre os filhos. Ele não diz nem mesmo qual dos dois, Roland ou Gerrard, nasceu primeiro. Sendo assim, nunca ninguém saberá qual dos dois será o herdeiro, caso alguma coisa acontecesse com Broderick.

Série Prêmio de Cavaleiro
1 - O Castelo do Lobo
2 - A Noiva do Cavaleiro

O Castelo do Lobo

Série Prêmio de Cavaleiro      

Apaixonada por seu protetor.

Obrigada a se casar com um homem a quem abomina, Thomasina terá que se valer de toda a sua virtude e coragem para colocar os deveres de família acima da própria felicidade. Até que sua vida muda de rumo ao ser raptada durante uma terrível invasão! 
Cativa do lendário Lobo de Gales, não tarda para Thomasina sentir uma irresistível atração pelo homem protegido pela pesada armadura. 
Embora tenha abduzido Tamsin em nome da vingança, Rheged não consegue abafar a voz de seus instintos de proteção. Mas amá-la poderia tornar ainda maior a ira dos inimigos do Lobo!

Capítulo Um

Inglaterra, 1214
A luz tremeluzente dos tocheiros e das velas de cera de abelha no salão nobre do castelo DeLac sombreavam as tapeçarias com estampas de caçadas e guerras, penduradas à parede. A lareira estava acesa, aquecendo o salão do frio da tarde de setembro.
Dos dois lados da lareira, cavaleiros e damas sentavam-se às mesas perto do palanque, onde lorde DeLac, sua filha e os convidados mais importantes compartilhavam a refeição da noite.
Cachorros circulavam pelas mesas, procurando pedaços de comida que caíam no piso de pedra. Um menestrel franzino, vestido de azul, entoava uma canção com a voz trêmula, que versava sobre um cavaleiro que enfrentava uma batalha para salvar seu amor perdido.
Sir Rheged de Cwn Bron, não estava interessado na refeição, nem na canção ou nos outros convidados. Que os nobres passassem o resto da noite se divertindo com bebidas, danças e músicas, enquanto ele descansaria para o torneio do dia seguinte. 
Assim, levantou-se, ajeitou a sobreveste preta e seguiu para a porta de onde espiou aqueles que competiriam com ele no torneio, uma disputa que mais parecia uma batalha de verdade do que uma competição entre cavaleiros. Alguns deles, como o rapaz animado vestido de veludo verde brilhante, ou o velho cavaleiro que cochilava de tanto vinho, seriam fáceis de vencer, um por ser jovem demais e sem experiência, outro velho demais para se mover com agilidade. Havia outros que tinham vindo mais para se divertir nas competições do que para ganhar o prêmio.
O prêmio estava dentro de uma caixa de ouro, cravejada de pedras, uma das razões pelas quais Rheged estava ali, além do pagamento em armas e cavalos daqueles que derrotaria na disputa. Ele era um veterano de muitas batalhas, acostumado a participar de torneios, quando testava suas habilidades.
Conforme ele seguia pelo corredor, outros cavaleiros comentavam a seu respeito:
— Esse não é o Lobo de Gales? — perguntou um normando bêbado.
— Por Deus, é ele mesmo! — murmurou outro.
— Por que ele não corta o cabelo? — perguntou uma mulher. — Ele parece um selvagem.
— Minha querida, ele é um galês — respondeu outro nobre com desdém. — Todos eles são selvagens.
Houve uma época em que Rheged se incomodava com aqueles comentários e insultos. Mas agora o que importava era vencer nos campos. Se acreditassem que ele lutaria com a determinação de um selvagem por causa do cabelo, tanto melhor.
O céu não tinha nenhuma nuvem quando Rheged saiu para respirar ar puro. A lua cheia iluminava os campos como se fosse dia, embora o vento anunciasse chuva. Mas, não seria uma tempestade, nada que justificasse adiar o torneio.
Um facho de luz, saindo de uma porta semiaberta de uma construção baixa adjacente ao salão nobre, iluminou os pedregulhos do pátio. Era a porta da cozinha, de onde vinha o som de panelas se chocando e conversas dos criados.
Dali saiu uma mulher de vestido escuro com uma sobreveste mais clara por cima, carregando uma cesta grande e fechando a porta com os quadris. Rheged reconheceu lady Thomasina, a sobrinha do anfitrião, vestida como uma freira com uma longa trança descendo-lhe pelas costas. Quando a conheceu, Rheged tinha ficado impressionado pela inteligência que reluzia em seus olhos castanhos. A responsabilidade de gerenciar a casa devia ser da linda filha de lorde DeLac, Mavis, quando na verdade a tarefa ficava por conta de Thomasina.
Rheged a observou cruzar o pátio até um portão menor que antecedia o portão duplo. Nem mesmo o vestido simples escondia a altivez e elegância natural dela. Os guardas abriram o portão para ela passar. O burburinho de vozes dos pobres famintos, ansiosos pelos restos da festança, remeteu Rheged à infância.
— Obrigada, milady!
— Deus a abençoe, milady!
— Há comida suficiente para todos — disse ela. — Venha, Bob, leve um pouco para sua mãe.
Naquela noite ninguém se machucaria numa possível briga pelos restos da festa e ninguém ficaria com fome.
Houve uma época que Rheged também passara fome e desesperado por um pedaço de pão ou carne fizera parte dos pedintes. Naquela época, a comida era jogada no pátio como se aqueles pobres famintos não merecessem nem o olhar de uma pessoa. A tarefa era sempre executada por um homem, nunca por uma mulher.
Encostado à parede, Rheged fechou os olhos, tentando afastar a lembrança daqueles dias de fome, solidão e desespero. Já fazia longos anos. Agora ele era um cavaleiro, dono de propriedades. Não era rico, mas com o tempo e esforço... 

Série Prêmio de Cavaleiro
1 -  O Castelo do Lobo
2 - A Noiva do Cavaleiro

25 de setembro de 2016

O Herdeiro de Edenbrooke

Série Edenbrooke


Philip Wyndham nunca invejou o irmão mais velho por ser o herdeiro de Edenbrooke. 

Ele prefere ser dono do seu destino e viver sem as obrigações impostas por essa posição. 
No entanto, quando seu irmão morre inesperadamente, sua vida é virada do avesso e seu dever exige que ele abandone a vida com a qual sempre sonhou.
Entre outras coisas, ele deve se casar e, portanto, encontrar uma esposa adequada. 
Torna-se o solteiro mais cobiçado em Londres, um papel que, às vezes, pode deixá-lo cansado. Sente-se como uma raposa perseguida por um bando de jovens casadeiras que parecem sempre desmaiar em seus braços…Finalmente, ele decide fugir e, por uma reviravolta do destino, acaba em uma estalagem de estrada, onde conhecerá a incomparável Marianne Daventry.

Capítulo Um

Espanha, 1811
—Comandante Wyndham?
Levantei a vista do mapa que estava desdobrado ao longo da mesa. Acabávamos de relatar a batalha e estávamos mergulhados na análise da estratégia para a campanha do dia seguinte. Esfreguei os músculos do pescoço, doloridos depois de tanto tempo inclinado sobre o mapa, e assim que me ergui e me voltei para a voz que tinha me chamado, senti o cansaço. Na porta da tenda, havia um soldado que elevava a mão em uma saudação militar.
—Uma carta, senhor —disse, estendendo-a em sua mão enluvada.
Tomei um momento para confirmar que, de fato, era a letra de minha mãe. Uma sensação de alívio me tomou: “Sã e salva!” Era a típica reação de um soldado quando transcorre muito tempo entre uma carta e outra. Em vez de rasgar o envelope e abrir a carta ali mesmo, como desejava, deslizei-a, a contragosto, no bolso de meu casaco. 
Um soldado, mesmo um oficial, faz dúzias de sacrifícios ao dia. Apenas percebia alguns deles, mas, daquele, era muito consciente.
—Uma carta de casa? —perguntou o comandante Colton, ao ver que minha mão, pendente do bolso, segurava o tesouro inesperado.
Assenti, e depois afastei por completo a questão de minha mente, na tentativa de dar as costas a um amanhecer que, entretanto, esperava com ânsia. A aurora chegaria logo, em nosso caso, literalmente, e era nosso dever preparar uma estratégia. Concentrei minha atenção novamente no mapa antes
que as velas e eu apagássemos a qualquer rajada de brisa quente que entrasse na tenda; uma rajada que, na verdade, não poderia secar o suor que me escorrera pelas costas durante todo o dia. A Espanha tinha suas coisas boas, mas o clima quente do final do verão não era uma delas.
Depois que entrei em minha própria tenda, uma hora mais tarde, tirei a carta do bolso e a coloquei com delicadeza em minha cama de armar. Depois, desabotoei o casaco, joguei-o a um lado e tirei a camisa empapada de suor. Aqueles dias tão duros, de combate árduo, faziam que a velha cicatriz no ombro estremecesse e me recordasse que tudo tem um preço. Embora não fosse um preço muito alto. Feriram-me em uma missão e tinha aquela cicatriz, mas também obtive uma distinção por ser o comandante mais jovem no exército de Sua Majestade.
Girei os ombros de um lado para o outro para aliviar os músculos endurecidos e, por um momento, sonhei com os campos típicos da Inglaterra: ventos úmidos, ar frio e uma chuva gelada e incessante.
Enquanto tentava voltar de meu sonho, inclinei-me sobre uma bacia, joguei água no rosto e deixei que escorresse pelo peito. Penteei o cabelo com os dedos úmidos, que me frisava muito mais na Espanha que na Inglaterra, e suspirei com alívio quando uma leve brisa penetrou pela porta aberta da tenda. Por fim, tirei as botas, joguei-me sobre a cama e relaxei.
Então, tomei a carta e a aproximei da vela. A escuridão era total no exterior e os sons do acampamento foram se apagando até se converterem em roncos distantes, que se misturavam com a marcha imperturbável e tranquila da patrulha noturna.
Podia adivinhar o que conteria a carta: em primeiro lugar e mais destacado, as preocupações maternais por Charles, meu irmão mais velho. Era opressivo, arrogante e insuportável; tinha herdado tudo depois da morte de meu pai e estava vivendo a vida flagrante e improdutiva de um homem rico com um título.
 No fundo, sentia muito pouca simpatia pelo que minha mãe chamava «seus problemas». Com um pouco de sorte, também contaria algo interessante sobre William, meu irmão menor, que estudava em Oxford. 
Louisa apareceria no papel da teimosa filha caçula, que crescia sendo muito bonita para seu próprio bem. Talvez houvesse notícias sobre as propriedades, os arrendatários ou algum parente longínquo. 
Em resumo, aquela carta me levaria para casa, junto a uma mãe que sentia saudade do filho que estava há anos no exército. Talvez meus irmãos discutissem meu status de filho favorito, mas, a essas alturas, nada podia quebrar minha autoconfiança.
Rompi o lacre, desdobrei o papel e sorri de antemão... 

Série Edenbrooke
0.5 - O Herdeiro de Edenbrooke
1 - Edenbrooke
Série Concluída

Coleção Barbara Cartland


Somente Amor
O destino pregou uma peça em lady Vanessa...
Linda, porém pobre, Vanessa Kilburn não perdera seu ideal romântico de se casar por amor. Mas, com a família em dificuldade, ela precisava se casar com um homem rico. 
Durante um baile, conheceu o marquês de Lansdowne e se apaixonou por ele, mas precisou guardar no fundo do coração seu sentimento. Afinal, o marquês também procurava por uma noiva rica. E Vanessa não tinha nada para oferecer a ele... além de amor!


Um Anjo em meu caminho
"Quero ser amada o que sou e não pela fortuna que herdei!"
1860, Inglaterra.
Linda e rica, Lívia Ashdown é a debutante de maior sucesso em Londres. A fim de resolver seus problemas financeiros, a condessa de Sturton, mãe de um dos pretendentes que desejam desposar Lívia, decide sequestrá-la. Presa no castelo da Condessa, que não a alimenta com a intenção de forçá-la a se casar com o filho, Lívia não tem esperanças de sair de lá. Até que, como um anjo, Ivan aparece para libertá-la!



"Coleção Barbara Cartland"
Somente Amor  - 421
Um Anjo em meu caminho - 385

17 de setembro de 2016

O Duque em Negação

APIMENTADO HISTÓRICO


Sebastian Lewis jamais teve expectativa de se tornar um duque. 

Mas com a morte repentina de seu primo e tio, a posição de Sebastian muda. 
Ele está determinado a cumprir as suas novas responsabilidades com graça, mesmo que isso signifique se casar novamente, e mesmo os atrativos das mulheres, tantas vezes elogiado pelos poetas, não lhe interessa.
O Capitão William Carlisle, recentemente retornou da Índia, fica exaltado quando conhece Sebastian leia mais