12 de junho de 2019

Segredos de uma Noite de Nupcias

Série Noivas Secretas 
Como impedir um casamento

Jovem, viúva, e sem dinheiro, Lily Andrews, a Condessa de Merrill, tem opiniões fortes sobre o casamento. 

Quando ela lê um certo anúncio de compromisso no Times, decide entrar em ação. 
Ela não permitirá que outra infeliz garota fique presa a um homem, um salafrário, que partiu o coração dela cinco anos atrás. Anonimamente ela escreve e distribui um folheto intitulado «Segredos de uma Noite de Núpcias», sabendo que chegará às mãos inocentes da noiva…
Como seduzir uma viúva - Devon Morgan, o Marquês de Colton, deseja uma boa esposa e mãe para o filho, alguém completamente diferente de Lily Andrews, a beleza insensível que o levou cinco anos atrás a persegui-la loucamente só para rejeitá-lo. Quando a nova noiva de Devon chorou após ler um certo folheto escandaloso, ele jurou caçar o autor e fazê-lo pagar. Mas quando ele descobre que é sua ex-noiva, Lily, ele lança um desafio: escreva uma retração ou prepare-se para ser seduzida e descobrir quão maravilhosa uma noite de núpcias pode ser…


Capítulo Um

Londres, abril de 1816
Bum. Bum. Bum.
Os golpes na porta ecoavam pelo foyer. Lily escutou tudo do estúdio, onde se debruçava nas sombrias contas pela centésima vez.
— Eu exijo ver a condessa, — uma voz masculina profunda trovejou.
Lily deixou de rabiscar. Olhou para Leopold, o desprezível terrier marrom que estava deitado em uma almofada aos pés dela.
— Exige? Céus. —Ela balançou a cabeça. — Qual dos meus ditos admiradores está aqui hoje?
Devolvendo a atenção dela à razão, ela resmungou, — Quem saberia? Aparentemente, viúvas de vinte e dois anos são alvo de raiva esta temporada. Quer dizer, as viúvas de vinte e dois anos segundo dizem valem uma pequena fortuna.
Leopold levantou a cabeça e latiu. Lily mordeu o lábio.
— Ou poderia ser um cobrador de dívidas.
Evans apareceu na entrada. Lily considerou o velho amigo com um suspiro cansado.
—Então quem é? Um caçador de fortuna ou um credor?
— Milady, Lorde Colton está no salão branco. Ele teima em vê-la.
Lily se endireitou toda.
— Colton?
— O Marquês de Colton, —Evans esclareceu, enquanto limpava a garganta.
Leopold ganiu como se reconhecesse o nome. Evans deu para o cachorro uma olhada duvidosa indicativa da relação estressante que os dois tinham compartilhado durante os últimos anos.
Lily esfregou a pena com a qual escrevia contra o nariz, as sobrancelhas se juntaram.
— Hmm. Este é um acontecimento interessante.
Ela agradeceu a Evans por estar acordado para atender a porta. O mordomo tinha uma propensão infeliz de cair adormecido em horas inesperadas. Embora ela suspeitasse que o barulho o tinha acordado.
Deixando a pena na mesa, ela ficou de pé e passou as palmas da mão na sua gasta saia cinza.
— Diga a Lorde Colton que o verei num instante, Evans. — Ela assentiu, desfrutando o aperto de antecipação que sentiu no estômago.
Devon Morgan, Marquês de Colton, na casa dela. Bem. Claro que ela apreciava uma distração das contas deprimentes da casa, mas havia algo mais. Ela apreciava a distração dos imbecis, com sorriso dissimulado, que apareciam na porta dela cheirando a água-de-colônia barata e desespero. Lorde Colton poderia ser um problema, mas não havia nada de desesperado nele.
Ela bateu palmas e o companheiro canino seguiu atrás dela. Ela e Leo subiram a escada. Lily silenciou o pequeno sorriso que apareceu em seus lábios. Oh, sim. Ela sabia exatamente por que Lorde Colton estava sentado no salão dela. Embora não tivesse esperado ver isso tão cedo.
Quinze minutos depois, Lily se dirigiu ao corredor principal, pisando nos tapetes esfarrapados que ela não podia substituir. Tinha mudado o vestido cinza puído por um vestido matutino mais escuro que guardava para visitas.
Ela respirou fundo e empurrou as portas duplas do salão branco com ambas as mãos. Deixou as portas se fecharem atrás dela enquanto o olhar esquadrinhou o salão. Estava graciosamente enfeitado com cadeiras de pau-rosado delicadas, castiçais de prata esterlina, e vasos antigos adoráveis cheios de flores frescas. A única sala da casa bem decorada. Outra concessão para as aparências.
Lily endireitou os ombros. O sorriso confiante que tinha colado no rosto desmentia o nó de nervoso no estômago. Ela cruzou as mãos serenamente — um truque que a mãe lhe ensinou tempos atrás — e fez sua entrada no salão.
Lorde Colton sentado em uma cadeira estofada, diante da janela, de perfil para ela. Tinha virado a cabeça ao som de sua entrada. O semblante dele era de raiva pouco controlada. Mas anos de educação não podiam ser negados. Ele se levantou para cumprimentá-la.
Lily segurou a respiração. Meu Deus, ela não via o Marquês de Colton há uma eternidade. Ele sempre tinha sido formoso “como ela poderia esquecer?”, mas não se lembrava dele sendo tão bonito.
Ele tinha facilmente mais de um metro e oitenta de altura, com cabelo ligeiramente ondulado, preto feito corvo. As maçãs do rosto cinzeladas e uma boca perfeitamente esculpida que poderiam demorar na memória de alguém, se ela estivesse interessada em tais coisas que, decididamente, não era o caso de Lily. Mas o mais intrigante de tudo eram os olhos. Profundos, escuros, e marrom café, eles brilhavam com uma inteligência desconcertante e eram emoldurados por longos e abundantes cílios que tinham seu próprio apelo.
Lily apertou os lábios. Oh, sim, o Marquês de Colton era alto, sombrio e bonito. Três coisas demais para a paz de espírito de Lily.
Ela olhou em direção a ele, encontrando seus olhos, e sua raiva pareceu diminuir um pouco. Seus ombros se assentaram e sua postura se tornou menos rígida.
— Lorde Colton. — Ela fez uma reverência e suas saias escuras se acumularam ao redor de seus tornozelos..
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Série Noivas Secretas

1- Segredos de uma Noite de Nupcias
1.5- Uma Proposta Secreta


O Duque

Série The Devill’s Duke

Quando Amarantha e Gabriel se conheceram, as suas vidas eram muito diferentes. 

Ela era apenas uma jovem a caminho da América para se casar com um pregador protestante. Ele era marinheiro, e não podia acreditar na beldade perante si. Numa noite de tempestade, com a pequena cidade em risco, encontraram um no outro a segurança que o mundo nunca lhes poderia dar. Mas a sorte nem sempre protege os apaixonados. 
Pouco tempo depois, prestes a cancelar o casamento com o pregador, Amarantha recebeu a notícia de que Gabriel tinha morrido no mar, numa última missão antes de voltar para tomá-la como esposa. De coração partido, decidiu avançar com o casamento. Agora, Amarantha é viúva. Dirige-se à Escócia em busca da sua cunhada desaparecida, Penny, e espanta-se com as histórias surpreendentes do Duque do Diabo, e laird daquelas terras. Um duque satânico, capaz das piores violências, dedicado a uma vida de prazeres profanos e maldades. Enorme é a surpresa de Amarantha quando descobre a sua identidade. É Gabriel. E está vivo. Amarantha não é capaz de conciliar essas duas imagens no seu coração. O Gabriel que conhecera era carinhoso e respeitara a sua inocência. Este Gabriel é odiado e temido por todos. Amarantha precisa saber. Precisa descobrir a verdade sobre o Duque do Diabo. 

Capítulo Um


Agosto de 1817 Willows Hall, Shropshire Querida Filha Emily Uma acompanhante foi contratada!

O navio partiu! Sua irmã foi embora!! Estou fora de mim e disse as suas outras irmãs que, se alguma vez olharem para um pregador, o pai renegará todas elas. Que pena que o homem se pareça tanto com o homem em que ela formou seu plano de infância!
Se ao menos ele tivesse cabelos negros e um semblante sombrio, nossa querida Amarantha nunca teria olhado duas vezes para aquele inadequado senhor com a sua missão miserável! Eu amaldiçoaria inteiramente cachos dourados se não fosse pela deliciosa lavagem de limão, que Sally prepara para minha toilette, que tem efeitos soberbos sobre os meus cabelos.
Os pretendentes de Amarantha estão profundamente aborrecidos. Ao ouvirem a notícia, o pobre Eustace, filho de Lady Witherspoon, chorou e sentiu um distúrbio tão forte de temperamento que não deixou seu quarto por dois dias inteiros. Sir Roger anunciou sua intenção de navegar atrás dela imediatamente. (Seu pai sentiu a necessidade de lembrá-lo de como, no verão passado, na festa do barco, ele ficou doente com o balanço, e Sir Roger explicou que foi devido ter comido quatro tortas de limão naquele dia, em vez de suas três habituais.) O poema de Lord Brill
— Desamparo Perante a Perda de uma Flor de Morangueiro, — que eu anexo aqui, fala por si. No entanto, receio que nenhuma das suas lágrimas viris a traga para casa! Também junto uma mensagem do teu pai. Está devastado não só por tê-la perdido para Londres, mas também à nossa querida Amarantha para as miseráveis colónias!!
Eu vou chorar até adormecer esta noite e passar a semana inteira na cama com as cortinas fechadas, consolando-me, apenas, no conhecimento de que Manchester é agora o governador daquela ilha miserável, e sua duquesa é extremamente elegante, apesar de agora ser uma colonialista. Nossa querida Amarantha simplesmente deve se agarrar a ela para orientação. Venha até Hall em breve. Estamos perdidos e uma visita nos animaria.









Série The Devill’s Duke

01- O Espadachim
02- O Conde
02,5 - O Pirata e Eu
03 - O Duque
04- O Príncipe

Conde de Wainthorpe

Série Club dos Condes (Multiautores)

Ela poderia amar um libertino impenitente que a ganhou em uma aposta?

Ele não apostou em perder o coração quando a ganhou nas mesas de jogo.
Pierce, Conde de Wainthorpe, finalmente frustrou seu pior inimigo. Exceto, que ele não pode se divertir com sua vitória depois de vencer a defesa de seu inimigo em uma aposta que o ganhador leva tudo. Se Pierce se recusasse a assumir a tutela de Bianca Salisbury, a beleza de cabelo ruivo com um temperamento correspondente ao fogo, ela poderia encontrar-se vendida pelo o maior lance. O segredo vergonhoso que ela guarda torna impossível amar um ladino. Desesperada para escapar do canalha do seu primo, Bianca Salisbury se aventura em Londres para encontrar um marido ou um emprego. Em vez disso, ela é ganhada em um jogo por um libertino notório. Ela corre o risco de ser comprometida e aceita a proteção do Conde de Wainthorpe ou fugir dele e de seu guardião. Mas sem dinheiro e um lugar para ir, ela teme que terá o mesmo destino trágico de sua mãe.
Para proteger Bianca de seu primo, Pierce a convence a deixá-lo levá-la para sua isolada propriedade rural. Nem ele nem Bianca estão preparados para a crescente atração entre eles e temem o dia em que ele retorne a Londres, enquanto ela permanecerá escondida. Pierce conseguirá persuadir uma cautelosa Bianca a confiar em um patife reformado, ou ele partirá, deixando seu coração e amor para trás?

Capítulo Um

18 de maio de 1817, Londres, Inglaterra
Por Deus. Finalmente, Pierce tinha o canalha.
Preguiçosamente roçando o polegar ao longo das bordas inferiores de suas cartas do baralho, ele ergueu o olhar para encontrar o olhar triunfante de Bertram Normand, o décimo segundo barão Fairfax. Consciente de manter sua expressão entediada, Pierce olhou com indiferença para o antigo soldado. Sua atenção demorou-se por uma fração de segundo na cicatriz em forma de lua crescente, estragando a mão direita de Fairfax, antes de dirigir sua atenção mais uma vez ao rosto corado de seu oponente.
— Bem, Wainthorpe? — Fairfax ofegou. — Pronto para admitir a derrota?
Os outros jogadores, James, o amável conde de Pembroke e Alistair, conde de Benton, trocaram um olhar rápido. Eles sentiram que isso era mais do que um simples jogo de Loo?1
A transpiração na testa do barão, assim como o repetido disparar de sua língua para umedecer os cantos de sua boca, expôs a excitação do homem mais velho. Do brilho astuto em seus olhos azuis injetados, ele pensava que tinha ganho essa mão.
Recém-titulado, endividado até as sobrancelhas, as propriedades hipotecadas por suas cornijas2 e mísulas3 e possuidor de uma sede insaciável por bebidas alcoólicas, Fairfax precisava vencer. Estava desesperado para isso, na verdade.
Pierce, por outro lado, não estava.
Já era um conde e sucessor de um ducado, ele também herdara de sua mãe uma soma substancial da East Indian Munda. O que o tornou rico e, o mais importante, poderoso. E obcecado em retribuir as ações do homem sentado à sua frente.
Três pares de olhos — dois agradáveis, embora um pouco vítreos do cálido conhaque fornecido por Lady Lockhart, — espiavam Pierce em expectativa, do outro lado.


Série Club dos Condes (Multiautores)
1-  Conde de Sussex
2-  Conde de Westcliff
3-  Conde de Wainthorpe
4- Conde de Sunderland


Submetida ao Libertino

Série Castelo da Devassidão

Desesperada para salvar sua prima da ruína certa com um notório libertino, a Srta. Heloise Merrill se passa por sua prima e toma seu lugar no infame “Chateau of Debauchery”.

Heloise pretende convencer o libertino — Lorde Cadwell, Conde de Blythe — a voltar suas atenções para outro lugar. 
O que ela não pretende é ser estendida sobre suas pernas e ser espancada!
Privado de sua desejada convidada, Sebastian Cadwell pretende fornecer à intrometida Merrill uma bem merecida desforra. Mas quando sua mão atinge o adorável traseiro dela, ele descobre que quer fazer mais do que apenas administrar uma leve surra. Ele quer amarrá-la e segurá-la. Em resumo, ele quer sua submissão total.

Capítulo Um

A escuridão da noite encobria as nuvens e obscurecia a vista de tudo, exceto as sombras. A mulher solitária em pé nos portões, com as mãos trêmulas e inquietas, puxou o véu sobre o rosto, para garantir sua privacidade. Cada pequeno ruído, desde a agitação das folhas nas árvores, a corrida de algum animal pequeno, até o atrito das pedras a seus pés, faziam-na saltar.
A qualquer momento ela esperava sua prima descer sobre ela com os olhos em chamas, denunciando sua traição e renunciando à irmandade que haviam compartilhado nos últimos anos.
Heloise Merrill se encolheu e olhou para o caminho, tanto por medo como desesperada para que a carruagem chegasse. Sua prima Josephine não iria entender que, se não fosse a afeição que as duas compartilhavam, Heloise não estaria em uma estrada aberta sozinha no meio da noite, fingindo ser ela.
Ela puxou o véu.
Será que os lacaios se dariam conta de que ela não era Josephine Merrill? Só sua forma física já poderia traí-la. Josephine possuía um corpo esguio, delicado, com ombros inclinados, enquanto Heloise tinha ombros quadrados e carne de sobra sobre seus braços e cintura.
O véu escondia seu rosto redondo, com
bochechas cheias e boca rosada. Josephine tinha uma fisionomia afilada no queixo, lábios largos, um nariz arrebitado e sobrancelhas finas e arqueadas.
O brilho de uma lanterna se aproximou. Heloise quis que seus pés ficassem e não a levassem de volta à segurança da casa que dividia com sua prima e seu tio, Jonathan Merrill, que gentilmente tinha levado Heloise anos atrás, quando seus pais tinham morrido.
Infelizmente, seu tio não estaria em casa por uma semana, deixando Heloise, a mais velha, responsável pela casa. Sentira-se tentada a chamá-lo imediatamente quando descobriu o bilhete destinado a Josephine, um convite para três noites desavergonhadas com Sebastian Cadwell, o Conde de Blythe, mas desistiu, pois seu tio não teria sido capaz de voltar a tempo. Josephine nunca poderia perdoá-la, mas ela não podia permitir que sua prima jogasse fora uma vida promissora por uma fantasia juvenil com um homem perigoso, um dos piores libertinos da Inglaterra.
— Srta. Merrill? — perguntou o cocheiro descendo de sua posição elevada.
Depois de se forçar a expirar, Heloise assentiu. Aceitando sua ajuda com os olhos desviados, como se o motorista pudesse ver através do véu, ela entrou na carruagem.
Um chicote rachou o ar, e o transporte marchou em frente. Seriam várias horas antes que ela chegasse ao seu destino, o Château Follet, assim chamado por sua proprietária, uma expatriada francesa.
Alguns apelidaram de Château de Devassidão.
Quantas vítimas o conde tinha reivindicado? Heloise se perguntou, incapaz de se acomodar confortavelmente no rico tecido dos assentos da carruagem. Nem o condutor nem o lacaio tinham zombado dela ou indicado de qualquer maneira que eles pensavam que ela era uma mulher devassa. Eles nem sequer perguntaram por que ela viajava sem uma maleta ou valise. Seria porque eles estavam acostumados a pegar as mulheres no meio da noite para o seu mestre? Heloise estremeceu ao pensar quão perto Josephine tinha estado de arruinar-se, e essa perspectiva permaneceria até que Heloise voltasse bem sucedida. Ela simplesmente tinha que ter sucesso. Ela tentara argumentar com Josephine, mas havia falhado.
—O que tem o conde de Blythe para recomendar a si mesmo, além de uma boa aparência? — Heloise havia perguntado.
—Você não entenderia, Heloise, — Josephine tinha respondido.
—O que eu não entenderia? — ela tinha pressionado.
Jogando seus cachos loiros luxuriantes, Josephine tinha respondido:
—Os caminhos de um homem e uma mulher.


Série Castelo da Devassidão
1- Submetida ao Libertino
2- Submetendo a Lord Rockwell
3- Submetendo-se a seus lordes hippies
4 Submetendo-se ao Marques
5- Submissão no Natal
6- Submissão no Natal, O epílogo
7 à 11- Submetendo ao Barão
12- Dezembro da devassidão
Série concluída


11 de junho de 2019

O Sapatinho de Cristal

Série Bracelete Mágico     
Os padrinhos de Cordélia Brandenburg organizavam seu casamento com um homem a quem nunca havia visto. 

Um matrimônio que a levaria para Versalhes, longe das rígidas normas da casa onde passou sua infância. Como presente de noivado, ganhou um bracelete com um pequeno sapatinho de cristal como pingente. Muito adequado a seu futuro conto de fadas.
Mas Cordélia, jovem, espirituosa e completamente adorável, não demorará em encontrar problemas. Descobrirá horrorizada que seu marido é um tirano totalmente insuportável, que não se deterá frente a nada para satisfazer seus retorcidos desejos. No caminho, indo ao encontro de seu futuro marido, Cordélia irá acompanhada do sensual, galante e de olhar dourado, visconde Leo Kierston. Para ela será amor à primeira vista, mas Leo a vê como uma menina mimada.

Capítulo Um

O cortejo de carruagens douradas levadas por cavalos adornados com capas coloridas e com penachos de plumas, e o séquito de oficiais resplandecentes em seus uniformes azuis e dourado de Versalhes, atravessou as portas douradas do palácio e se deteve no centro da grande praça.
— Olha essas duas carruagens! — exclamou uma moça loira perigosamente inclinada numa janela, dirigindo-se à sua companheira que estava ao seu lado. — Elas vão me acompanhar à França, qual prefere Cordélia, a vermelha ou a azul?
— Não vejo muita diferença, — respondeu lady Cordélia. — Mas é ridículo. Lá vem o marquês de Dufort, entrando na cidade como se tivesse feito toda a viagem da França, quando ele saiu de Viena há apenas uma hora.
— É o protocolo, – respondeu escandalizada a arquiduquesa Maria Antônia, – Assim deve acontecer. O embaixador francês deve entrar em Viena como se viesse de Versalhes. Deve pedir, formalmente, minha mão à minha mãe em nome do delfim da França. Logo, me casarei por procuração antes de viajar à França.
— Qualquer um diria que não estavas comprometida com o delfim faz três anos, — fez constar Cordélia. — Grande confusão se armaria caso a imperatriz negasse o pedido ao embaixador, — disse risonha e maliciosa, mas a sua companheira pareceu não achar graça nenhuma.
— Não seja absurda, Cordélia. Não permitirei tanta impertinência quando for rainha da França, – disse franzindo o nariz.
— Tendo em conta que seu futuro esposo tem apenas dezesseis anos, suponho que terás que esperar um pouco antes de converter-se em rainha, — contradisse Cordélia, completamente indiferente à irritação de sua amiga “real”.
— Oh, bah! É uma desmancha prazeres. Quando me converter em delfina, serei a Senhora mais importante e popular de Versalhes, – Toinette se envolveu em um torvelinho de seda carmesim, enquanto fazia girar o aro de sua armação. Com um gesto exuberante, começou a dançar pelo quarto executando impecavelmente os passos de um minueto com seus pés calçados em delicadas sapatilhas.
Cordélia lhe lançou um rápido olhar por cima do ombro, mas voltou a olhar a cena muito mais interessante que se desenrolava no pátio abaixo. Toinette era uma bailarina de talento e não desperdiçava jamais uma oportunidade de mostrar.
— Olha! Quem será? — murmurou Cordélia com um repentino toque de interesse na voz.
— Quem? Onde? — Toinette voltou rapidamente à janela, afastou Cordélia para um lado, criando um forte contraste ao contrapor sua cabeleira dourada com a de sua amiga, negra como azeviche.
— Ali! Está desmontando do garanhão branco. Um Lipizzaner acredito.
— Sim, deve ser. Olhe que linhas, — as duas moças eram apaixonadas amazonas e por um momento, o cavalo lhes interessou mais que o ginete.
O homem tirou as luvas e olhou ao redor. Era alto, delgado, vestia um traje escuro de montar e uma capa curta com borda vermelha, solta nos ombros. Como se tivesse se dado conta de ser observado, ergueu os olhos até a fachada de cor creme do palácio. Deu um passo atrás e voltou a olhar, protegendo os olhos do sol com a mão.
— Entra, — disse a arquiduquesa. — Nos viu.
— E o que tem?








Série Bracelete Mágico
1- O Sapatinho de Cristal
2- A Rosa de Prata
3- O Cisne Esmeralda
Série concluída

10 de junho de 2019

O Sonho de uma Bruxa

Elisa Mallo é uma órfã que vive em uma pequena casa no bispado e vive do conhecimento de uma curandeira, que sua avó legou a ela antes de morrer. 

Isso lhe dá uma renda estável para pagar o aluguel, além de poupar para realizar seu maior sonho: comprar a terra e a casa onde nasceu. Tudo está bem canalizado até que o prefeito contrate um médico de renome, que faz Elisa temer pelo futuro.
Andrés de la Vera passou anos tentando evitar o destino que sua família aristocrática tem para ele: casar com uma jovem de alta linhagem com quem estabelecer uma aliança familiar. É por isso que ele não pensa nisso quando aceita o posto de médico tão longe de Madri. No entanto, lá ele vai entender que seus diplomas universitários são de pouca utilidade, já que todas as pessoas confiam nas artes mágicas de cura de uma bruxa. Mas ele não acredita em magia, muito menos em bruxas.

Capítulo Um

Norte da Espanha, 1868
Elisa Mallo voltou ao início para se certificar que tinha lido corretamente “Dois dentes de alho”, pronunciou em voz alta, enquanto passava seu dedo pela intrincada caligrafia de sua avó.
Esticou o marcador de páginas de seda ao longo da amarelada folha e fechou o livro para, após virá-lo e ler na capa: Feitiços de amor, verificar que não se equivocara com o volume.
— Alho? — repetiu, retornando à página marcada e se perguntando em que demônios pensaria sua avó quando escreveu o feitiço. 
Como teria lhe ocorrido usar um ingrediente tão mal cheiroso para um feitiço de amor. Toda boa feiticeira sabia que não existia nada melhor para afastar o mal olhado, as invejas e outras simpatias. Mas, qual homem voltaria com uma amante que cheirasse a alho?
Estalou a língua e negou com a cabeça, decidida a mudá-lo. 
Depois de comprovar que o pequeno armário onde guardava os ingredientes de seus remédios estava bem sortido, Elisa molhou a grande pena de ave no tinteiro e copiou o feitiço em uma pequena folha. 
Substituiria o alho por umas folhinhas de alecrim, dotadas igualmente de poderes contra as antipatias, ainda que com mais garantias de êxito para sua cliente que o bulbo mal cheiroso. E a cliente em questão precisaria de todas as ajudas possíveis. Pois o caso de Justina de Olegário, a bela esposa de Olegário Sánchez, o lojista, levava várias semanas protagonizando todas as fofocas do povoado.
De uma palidez e finura quase impróprias para a filha de um camponês, Justina era uma jovem que chamava a atenção por sua extraordinária beleza. Seus longos cabelos loiros brilhavam em intermináveis cascatas até o meio das pernas e possuía uma figura voluptuosa plena de curvas, das quais os homens mal conseguiam afastar os olhos.
Seus velhos pais, que tiveram Justina quando já tinham perdido a esperança de que Deus os abençoasse com um segundo filho, pensavam que jamais se recuperariam da perda de seu primogênito, um vigoroso jovem nascido para herdar o trabalho e a renda da granja, falecido por causa de uma gripe muitos anos atrás. No entanto, a beleza de Justina fora ainda mais proveitosa para eles. 
Logo averiguaram que o bonachão Olegário Sánchez bebia os ventos por sua filha. Aquilo era o melhor que acontecera à família em gerações, pois, mesmo que Olegário ultrapassasse os cinquenta, era o proprietário de várias terras arrendadas e gerenciava a maior parte dos negócios do povoado.
Elisa apertou os olhos devido a redução da luz exterior. Depois de um longo suspiro pegou o livro e foi para o escritório, na mesa sob a janela em frente ao fogo. 
Ali ardia um bom fogo cujo clarão lhe permitiria terminar a cópia da receita do feitiço. Devia finalizar logo a modificação e a cópia do material, porque Justina passaria em poucas horas para realizarem a invocação.
Fazia dois dias que a pobre jovem se apresentara em sua casa com o rosto desfeito e os olhos inchados de tanto chorar. 
Após quatro anos de matrimônio, e apesar de seu esposo se portar bem com ela e com sua família, fazia tempo que sabia que nunca conseguiria amá-lo. E o tentara com todas suas forças, ou pelo menos, fora o que Justina lhe afirmara entre soluços. Mas nada adiantou toda a força de vontade dela, quando um elegante vendedor de sabão apareceu um dia na loja de Olegário. Um bom rapaz de caráter cordial, que conquistou a jovem Justina desde o primeiro momento.



4 de junho de 2019

A Sedução de Lady X

Série Os Segredos de Hadley Green
A surpreendente notícia de que o arrojado administrador Harrison Tolly, filho ilegítimo do conde de Ashwood, é o legítimo herdeiro da propriedade de seu pai chega no momento mais inoportuno possível.

Com um casamento no horizonte e um bebê a caminho, uma nova vida de privilégios e prestígio seria uma bênção, exceto por um problema: seu coração pertence a outra mulher.
Harrison mantém tão escondido o seu desejo pela mulher de seu empregador, Lady Olivia Carey, que até mesmo ela não sabe de sua devoção. Seu insensível marido, o Marquês Carey, entrou em fúria depois que a problemática irmã mais nova de Olivia voltou grávida de sua excursão da Espanha, e Harrison impulsivamente entrou em cena para salvar toda a família do escândalo. Agora, como Olivia, ele está preso em um arranjo sem amor. Quando um trágico acidente leva a vida do marquês, pode Harrison aproveitar sua chance e trocar uma irmã pela outra? Ou fazer isso vai expor o mais escuro segredo da família Carey e arruinar sua única chance de ganhar o coração de Olivia?

Capítulo Um

Harrison Tolly, o administrador da família Carey, era conhecido na vila de Everdon por seu comportamento afável e sua vontade de ajudar os amigos em necessidade. Razão pela qual seu amigo Marcus Dembly, o dono de Mercadorias Dembly, acreditava que Harrison iria ajudá-lo com o problema de ter muitos cavalos em seu estábulo.
Ele trouxe o cavalo até Everdon Court para mostrar a Harrison e estava tentando convencê-lo a montar.
― Não tenho a intenção de comprar o seu cavalo, Dembly ― Harrison disse enquanto admirava o castrado Ruão. ― Você percebe, não é?
― Eu não posso ver por que não, ― disse Dembly. ― Por que depender dos estábulos de Everdon Court quando você pode ter o seu próprio cavalo? Há um estábulo perfeitamente bom aqui na casa da viúva. Eu diria que você deveria querer seu próprio cavalo, de modo que possa chamar sua Lady X sempre que lhe agrada.― Ele sorriu e socou Harrison no ombro.
Lady X era como os amigos de Harrison referiam-se à mulher que ele adorava de longe. Ou melhor, eles não sabiam que ele a adorava de longe; eles tiraram suas próprias conclusões porque Harrison tinha se recusado a revelar seu nome.
Ele nunca teria mencionado se não houvesse um movimento em andamento nos últimos anos para arranjar-lhe uma esposa. Às vezes parecia-lhe que metade de Everdon estava desesperada para vê-lo casar, e a outra metade desesperada para ele não se casar com alguém de sua família, tendo em vista as circunstâncias de seu nascimento, melhor dizendo, sua falta de paternidade.
― Seus poderes de persuasão são muito bons, ― Harrison disse de maneira agradável. ― Mas eu não vou comprar um cavalo. Não preciso e não tenho os meios para alimentar um cavalo. O que é suspeito, é a razão pela qual você esteja tão ansioso para vender.
― Caramba, Harry, apenas experimente o cavalo, certo? ― Dembly implorou, claramente irritado agora. ― Eu vim de tão longe. Você pode pelo menos fazer minha vontade.
― Muito bem, ― disse Harrison com um encolher de ombros. ― Deixe-me passar o dia com o cavalo e eu vou fazer sua vontade corretamente. Por qual nome você chama esse castrado?
― Lightning, ― disse Dembly.
― Terrivelmente original ―,Harrison falou ousadamente. ― Vá, então, ― ele disse, espantando seu amigo. ― Eu não terei você no meu pé, esperando por um milagre.
Colocou o pé no estribo, Dembly tinha posto uma sela de primeira qualidade, Harrison observou e virou-se. Sentiu-se bem sobre o cavalo, ele era forte e resistente. E grande. Tão grande que Harrison só podia imaginar que o animal exigiria um pasto inteiro e um alqueire de cenouras a cada semana.
Ele estimulou o cavalo para apaziguar seu amigo e cavalgou através dos portões para o parque atrás de Everdon Court, a caminho da casa de o senhor Fortaine, o inquilino que ele tinha a intenção de chamar hoje. Tomou o caminho da floresta que leva à estrada do rio e quando saiu da floresta, se deparou com Lady Carey na clareira gramada ao lado do rio.
Ela estava em pé diante de um cavalete. Usava um chapéu de abas largas e segurava uma paleta em uma mão. Estava vestida com um vestido de musselina branca e cor-de-rosa. Um lacaio estava sentado em uma rocha na margem do rio, uma vara de pesca na mão.
Harrison trotou até ela. Lady Carey virou a cabeça; quando viu que era ele sorriu de maneira serena.
Aquele sorriso flutuava através de Harrison como poeira de estrelas.
― Sr. Tolly!








Série Os Segredos de Hadley Green
1 - O Ano em que Vivemos Escandalosamente
1.5 - O Segredo de Natal
2 - A Vingança de Lorde Eberlin
3 - A Sedução de Lady X
4 - A Última Debutante
Série concluída




29 de maio de 2019

Um Beijo Seu

Série Troca de Identidade
Eleanor de Lacy deve ter sido louca por concordar em trocar identidades com sua obstinada prima. 

Ela nunca iria convencer Remington Kinight da loucura dessa união – especialmente desde que o homem parecia tão determinado para que isso acontecesse. Pior ainda ela acha Remington deslumbrante atraente – e ela fica encantada com suas tentativas de seduzi-la, embora ele acredite que ela já é dele. Mas se ele souber do engano de Eleanor, esse ousado patife vai destruir sua reputação e seu coração. Remington esperava uma aristocrata altiva e inflexível que assegurasse sua entrada na boa sociedade. Mas essa “duquesa”é uma surpresa muito agradável – modesta, calorosa, carinhosamente desajeitada - e uma delícia para os olhos. Em suma, ela é exatamente o tipo de noiva que Remington poderia apaixonar-se apaixonadamente por...se ele não estivesse tão interessado em sua vingança.

Capítulo Um

Londres, 1806
A carruagem que pertencia à Duquesa de Magnus parou em frente à mansão em Berkley Square e dela saiu uma impostora.
A longa e resistente capa de viagem cobria as roupas lisas, escuras e modestas da impostora. Era alta e curvilínea como a duquesa e falava com um acento aristocrático. Assim como a duquesa, tinha os cabelos negros penteados para trás.
No entanto, para olhos mais atentos, as diferenças eram evidentes. A impostora tinha um rosto mais doce, mais arredondado, dominado por grandes olhos azuis, impressionantes em sua serenidade. Sua voz era rouca, quente, rica. Suas mãos descansavam tranquilamente na cintura e movia-se com uma graça serena, em nada semelhante à vivaz segurança da duquesa. Sorria lentamente, franzia o cenho lentamente e nunca ria com radiante liberdade. De fato, parecia pesar cada emoção antes de se permitir demonstrá-la, como se cada pingo de impulsividade tivesse sido sufocado em algum momento do passado. Não que fosse taciturna, mas era observadora, serena e muito quieta.
Sim, uma pessoa experiente reconheceria as diferenças entre a duquesa e a impostora. Felizmente, para a Senhorita Eleanor Madeline Anne Elizabeth de Lacy, pessoas assim não se encontravam em Londres naquele momento, com exceção de seu criado, seus cocheiros e lacaios, mas todos eles eram leais a sua prima, a verdadeira duquesa, e a Eleanor – acompanhante da duquesa. Eles nunca trairiam a missão de Eleanor.
Nunca diriam a verdade ao Sr. Remington Knight.
Eleanor sentiu-se tensa quando o mordomo de rosto severo fez o anúncio no grande e ecoante vestíbulo.
— Sua Graça, a Duquesa de Magnus.
Ouvir a si mesma ser apresentada de modo tão formal a fez querer olhar ao redor em busca de sua prima. Se Madeline estivesse aqui! Se a sua prima não tivesse se esquivado desta missão para outra tarefa mais importante!
Se Eleanor não tivesse concordado em passar por Madeline.
Na outra extremidade do salão, um lacaio uniformizado fez uma reverência, então desapareceu por uma porta aberta. Ele se demorou apenas um momento, em seguida voltou e inclinou a cabeça para o mordomo.
O mordomo voltou-se para Eleanor e informou:
— O senhor está ocupado, mas vai recebê-la em breve. À propósito, minha senhora, eu sou Bridgeport. Posso ajudá-la com o casaco e o chapéu?
Embora passasse do meio-dia, a névoa impunha à luz solar um tom acinzentado. As chamas das velas não conseguiam iluminar os cantos escuros da enorme entrada da sala do Sr. Knight, uma entrada construída para anunciar, de modo mais claro possível, a riqueza do proprietário.
As narinas de Eleanor tremeram com desprezo.
Bridgeport sobressaltou-se levemente, como se antecipasse que seria atormentado por ela, tal qual uma substituta de seu senhor.
Claro que o Sr. Knight compraria este tipo de casa, queria que todos soubessem que estava rolando em riquezas. Ele era, afinal, nada mais do que um americano arrivista que sonhava em se casar com um título.
No entanto, a entrada era decorada com cortinas de veludo verde e dourado, com uma profusão de vitrais e espelhos chanfrados de um maravilhoso bom gosto. Eleanor se consolou com o pensamento de que Knight comprara a casa com a entrada já nesta condição e agora planejava destruí-la e instalar algo em dourado no estilo chinês, um estilo tão vulgar quanto a boca de Eleanor se curvou com diversão tão vulgar quanto o próprio Príncipe de Gales adorava.
Bridgeport relaxou e voltou ao seu comportamento impassível.
Ele a observava muito de perto. Seria porque pensava que era a duquesa? Ou porque seu senhor o instruíra a fazer isso
?








Série Troca de Identidade
1-Escandalosa Novamente
2- Um Beijo Seu
Série concluída

28 de maio de 2019

Uma Noite com Rubi

Série Joias da Nobreza

Rubi Loughy nunca imaginou que as taças a mais que tomou para esquecer a raiva causada por um pretendente a quem pensava aceitar como marido terminaria levando-a à cama do marquês de Aberdeen, o segundo homem que mais desprezava em sua vida, depois de seu pretendente, claro. 

Damián, marquês de Aberdeen, retornou da guerra sendo um homem muito diferente do que era antes. Em um intento por recuperar sua antiga vida decide ir ao baile de máscaras organizado por um infame clube de jogo, e é aí onde fica cativado por uma bela e atrevida mulher. A seduz até levá-la à cama, mas sua surpresa não pode ser maior quando descobre que a mulher é virgem. Ele está decidido a encontrá-la e ela está decidida a manter-se oculta. Lástima que as coisas lhe estejam saindo ultimamente tão mal…

Capítulo Um

Londres, 1816 
Rubi Loughy ajustou pela última vez sua máscara vermelha no momento em que a carruagem de aluguel se deteve em frente ao Pleasure Club. The Pleasure Club era uma das tantas casas de jogos em Saint James Street preferida pelos aristocratas e especial pela peculiaridade de que, ao menos uma vez ao ano, organizava um baile de máscaras. 
Ali se permitia o acesso às mulheres, normalmente de classe alta, que utilizavam o anonimato para fazer o que a sociedade lhes proibia, fosse jogar, beber em excesso ou passar a noite com algum amante sem muito risco de serem descobertas por um marido ciumento ou ofendido. Inclusive, Rubi podia assegurar que casais das mais altas esferas da sociedade chegavam a cruzar-se e não se reconheciam. 
Entretanto, apesar do anonimato proporcionado, qualquer jovem solteira, decente e com suficiente cérebro jamais apareceria por aqueles lugares onde sua inocência poderia ser corrompida. Ela nunca se considerou estúpida e podia dizer-se que ainda era inocente, mesmo assim estava disposta a entrar e não sairia até conseguir a informação desejada. 
— Está segura de que quer fazer isto? — A voz de sua prima deteve o avanço de sua mão para a porta. 
— Começa a soar como Safira, — respondeu sem olhá-la — claro que estou segura. 
— Está bem, se está segura de levar a cabo, não serei eu a detê-la. Se não quisesse fazer não teria vindo contigo. O único motivo da pergunta era aplacar minha consciência. Rubi virou a cabeça e seus formosos olhos avelã observaram com diversão a sua prima, que nesse instante ajustava sua máscara azul celeste.
 — Desde quando tem consciência? — Perguntou-lhe em tom zombeteiro. Topázio Loughy se limitou a sorrir daquela maneira que só ela conseguia, um sorriso frio que não chegava aos olhos, mas que resultava atraente e deixava suas feições mais formosas ainda, se isso era possível. 
— Um pequeno vislumbre dela apareceu hoje, mas nada que não se possa solucionar ao te ouvir assegurar que está aqui por sua própria vontade e que eu não te arrastei a nada. 



Série Joias da Nobreza
01- Uma Noite com Rubi 

22 de maio de 2019

Doce Aventura

Série Doce Londres
Quando o coração escolhe, não importa o que aconteça ao redor, ele saberá a quem pertence.

Lady Daisy Hamilton não será a típica jovem que deslumbrará a sociedade em sua apresentação e nem em outros eventos que compareça. No entanto, quando a magia de Clarissa, sua cunhada, trabalhar sobre ela, dois homens ficarão encantados. Encontrar um marido é o objetivo desses eventos, mas não será fácil para Lady Daisy, porque seu coração clama por seu cavalheiro desconhecido, o homem que conseguiu fazê-la se apaixonar graças a uma incomum troca de cartas.
Lorde Andrew Bladeston, Visconde de Bradford, fechou seu coração para o amor quando a garota que ele acreditava amar virou-lhe às costas. Por isso, decidiu continuar com sua vocação - os estudos de manuscritos antigos - e nunca mais confiar em uma mulher. Mas sua estabilidade emocional se verá abalada quando receber uma carta misteriosa e começar a sentir que pode voltar a se apaixonar.
Ambos os jovens, se conhecem desde crianças, mas, entre eles, nunca houve uma relação que pudesse uni-los. Porém voltam a se encontrar quando Lady Daisy faz uma descoberta que a coloca em perigo. Juntos, viverão mais que uma aventura, a qual, aparentemente, foi destinada a eles.

Capítulo Um

Londres, Inglaterra. Abril de 1811.
Passou semanas esperando por esse dia. Havia preparado cada detalhe meticulosamente e tinha chegado o momento. Seus nervos estavam brincando com ele.
— Não pode ser! Vamos, Andy. Acalme-se, homem! — disse a si mesmo, tentando recuperar o equilíbrio.
Sua carruagem parou em frente a uma casa de dois andares descuidada e sem pintura. A propriedade não estava localizada nos subúrbios de Londres, mas, ainda assim, longe dos bairros elegantes localizados, principalmente, de Mayfair e Berkerley Square.
De repente, uma porta em ruínas se abriu e uma figura esguia coberta por um casaco preto longo saiu e a fechou silenciosamente. Seu coração acelerou de emoção e antecipação apenas por vê-la. Ela subiu e sentou-se na frente dele jogando para trás o capuz de seu manto de veludo, inundando o interior com sua atraente fragrância floral. Um adorável cabelo louro claro veio à vista, e Andy voltou a se sentir cativado por sua beleza, como a primeira vez que a viu.
Havia ido, obrigado por sua mãe, a um baile de apresentação no Almack’s. Quando o mordomo apresentou Miss Amélia Wallace, não se interessou e continuou a conversa com Lord Colin Benett, Conde de Vander. Mas, ao ver o espanto que o amigo havia esboçado, virou-se para a grande escadaria do salão e entendeu a reação dele e dos outros rapazes.
A dama que descia pela escadaria era a visão mais magnífica que seus olhos haviam visto. Cabelo como o ouro mais fino, olhos brilhantes como um céu de verão, uma figura sedutora, esbelta e bem torneada nos lugares certos. Ela era elegante, perfeita, irreal, etérea. E Andrew sentiu-se arrebatado no mesmo instante.
Naquela mesma noite, por intermédio de seu irmão, conseguiu que os apresentassem. Seu irmão conhecia o pai da dama, um homem gordo que, apesar de ter o título de barão, havia perdido toda a sua fortuna no jogo e, como Nick tinha avisado, estava à procura de algum desavisado que caísse em sua rede e assim pudesse casar a sua única filha.
Ainda assim, não se importou com o que ouviu, queria apenas conhecê-la, falar com ela. E ao fazê-lo, percebeu sua timidez, simplicidade e nobreza, passando do arrebatamento para estar totalmente encantado por ela.
A beleza inigualável da Srta. Wallace tinha feito com que dezenas de cavaleiros a assediassem em cada dança, e que sua lista de admiradores e pretendentes não demorasse a crescer.
Mas isso não tinha desanimado Andrew, que com apenas esse encontro, pôde sentir uma grande conexão surgir entre eles. Sendo assim, resolveu encontrar sua própria maneira para aproximar-se da jovem sem ter que se preocupar com a concorrência. E conseguiu. Aparecendo diariamente no Hyde Park, onde ela fazia sua caminhada matinal acompanhada por sua dama de companhia.
Duas semanas depois a relação entre eles havia se fortalecido, mas o que parecia perfeito estava prestes a desmoronar.
Amélia, em uma manhã, apareceu desesperada e chorando copiosamente. Andrew ficou preocupado e depois de insistir muito que confiasse nele, a dama confessou que seu pai havia aceitado uma proposta de casamento e que iria casá-la com um duque trinta anos mais velho e extremamente rico.
Andy ficou horrorizado e sentiu seu coração doer somente com o pensamento de que a afastassem dele. Então, se armou de coragem, e apesar de não ter demonstrado seus verdadeiros sentimentos por ela até agora, confessou que a amava. Amélia jogou-se em seus braços chorando muito e dizendo que também o amava.
Uma semana mais tarde, depois de Amélia assegurar que seu pai não o aceitaria como candidato e que estava determinado a casá-la com o velho duque, Andrew lhe propôs matrimônio e haviam decidido que deviam fugir para Gretna Green. Esse foi o dia mais feliz de sua vida, não podia acreditar que aquela mulher tão linda o tinha escolhido. Até que tudo estivesse terminado, ninguém poderia saber dos seus planos para não correrem o risco de serem impedidos ou que arruinassem a reputação de Amélia.
Um pouco mais de um mês do dia em que viu pela primeira vez a sua prometida, Andrew estava na carruagem da família com todas às suas economias e mais três meses de mesada que Nicholas havia lhe adiantado quando lhe disse que iria fazer uma viagem de poucos dias.
— Drew…


 




Série Doce Londres
3-  Doce promessa
4- Doce Aventura
Série concluída

21 de maio de 2019

O Pirata e Eu

Série The Devill’s Duke
Anos atrás, a Srta. Esme Astell apaixonou-se perdidamente por Charles Brittle, um simples e respeitável ditor de uma impressora em Londres.

Então ele desapareceu sem uma palavra. A última coisa que Esme sonhou foi encontrar Charlie
novamente. Em um beco escuro... Em uma chuva torrencial... Em uma perseguição com a polícia...
Na Escócia... Ela pode resistir em cair novamente, mas desta vez para o bandido perigoso que ele se tornou?

Capítulo Um

Março de 1823 Edimburgo, 
Escócia Apesar da chuva e da pouca frequência dos lampiões na rua, Esme Astell saltava em poças e sombras e ela se sentia notavelmente bem. Seu primeiro dia na reunião da Society of Perfumers, para a qual ela gastara metade das economias de sua vida para viajar a Londres, não fora muito mal, afinal de contas. 
Apenas modesta. Três garrafas quebradas de Eau d'Aurore não eram um preço tão alto a pagar para se apresentar acidentalmente e abruptamente ao seu ídolo, Monsieur Pierre Poe, mestre perfumista e convidado de honra na reunião. Amanhã pela manhã, depois de pagar pelas garrafas desperdiçadas, ela ainda teria um quarto das economias de sua vida sobrando para viajar com ele para Paris.
Se ele a convidasse. Por favor, querido Senhor, deixe-o convidar-me. Por gentileza, o Sr. George, seu cliente mais ávido na loja de Londres, a trouxera tão longe.
 — Seu nariz, senhorita Astell, é o melhor instrumento que encontrei em anos. Você não deve desperdiçá-lo nesta pequena e miserável loja em Gracechurch Street. 
— Sua carta ao presidente da Sociedade insistia que, mesmo que fosse uma mulher, e uma mulher muito jovem — ela deveria ser bem recebida entre o grupo de elite de perfumistas reunindo-se em Edimburgo para este evento internacional de uma década. Ela deveria agora se concentrar no restante do caminho para chegar a Paris. E ela o faria, mesmo que não pudesse pagar pela passagem na carruagem do correio e tivesse que andar por todo o caminho. 
Exceto através do canal, ela supôs. Se necessário, ela iria nadar. A chuva penetrava nas rachaduras dos calcanhares de suas botas, saturando seu único par de meias sem manchas enquanto se apressava, sem fechar seu belo instrumento de inalação contra os aromas que se erguiam dos paralelepípedos molhados. 
As sombras do beco estavam cheias de lixo que ela não queria inalar, mas as ruas sem importância naquela parte da cidade estavam fadadas a serem escuras e cheirando mal. 








Série The Devill’s Duke

01- O Espadachim
02- O Conde
02,5 - O Pirata e Eu



20 de maio de 2019

O Despertar do Highlander

Série Lords de Dunkeld
Uma beleza tímida e inocente... um lindo Highlander... e um brutal laird de clã com uma filha prometida ao rapaz em questão... novo encargo de cavaleiro... Henriette Fraser, carinhosamente conhecida como Ettie, encontra-se em um dilema agora que seus pais estão fugindo por suas vidas.

Ela acaba ficando com seu tio Heath e precisa se adaptar à nova situação. Heath Fraser, um homem quieto que esconde um segredo trágico, sabe que deve fazer o melhor para ver sua nova tutelada casada e feliz. Um filho prometido de um Thane...O belo Brodgar MacConnoway foi prometido em casamento com a filha de um clã rival para trazer a paz entre as duas famílias. 
No entanto, uma vez que ele coloca os olhos na beleza visitando o castelo de sua família em Dunkeld, ele sabe que nunca conseguirá manter sua parte no trato. Se isso significa implorar por liberação do acordo ou algo mais exigente, ele descobrirá uma maneira de manter a moça inocente que capturou seu coração completamente, a seu lado. Medidas drásticas a considerar... Quando Brodgar e seu melhor amigo Alf se encontram com o pai da futura noiva, eles rapidamente descobrem um novo problema no horizonte. 
Eles descobrem que muito mais está em jogo do que eles poderiam imaginar. Se eles falharem, isso pode significar reacender a guerra entre os clãs MacDonnell e MacConnoway, e isso é inaceitável. Mesmo que isso signifique sacrificar a única mulher que segura a chave de seu coração em sua mão clara e suave... Para o corajoso e bonito Highlander, parece haver apenas uma opção — e a ação extrema pode custar não apenas sua vida, mas também a dela... mas vale a pena? Pode o bravo escocês e sua amada, em vez disso, encontrar uma maneira de escapar da ameaça de guerra e encontrar paz com suas famílias — e talvez permitir que o verdadeiro amor floresça mais uma vez?

Capítulo um

Brodgar levantou os olhos da mesa.
— Pai?
— Mmm? — Seu pai, Lorde Broderick, perguntou levemente de seu lugar oposto. O sol brilhava através das janelas do solar no Castelo de Dunkeld, fazendo Brodgarpiscar.
— Você tem o saleiro ao seu lado? — Ele perguntou, franzindo a testa em seu belo rosto de queixo quadrado.
— Oh... sim. — Broderick, o thane, o passou através da mesa com um sorriso ausente. — Desculpe, filho. Eu estava a quilômetros de distância. — Ele passou a mão pelo rosto comprido, magro e cansado.
— Obrigado — disse Brodgar, pegando o sal e dando uma pitada no prato de prata com dedos fortes, depois repassandoo.
— Você ainda planeja ir caçar mais tarde?
Broderick rolou seus ombros.
— Depende. Minha querida? — ele acrescentou, virando de lado.
— Sim? — Lady Amabel, mãe de Brodgar, levantou uma sobrancelha clara com cuidado. Uma mulher alta, com cabelosruivos e um belo rosto oval, e piscou para ele, inquiridoramente. — Desculpe querido. Eu estava distraída. Oque você disse?
— Você acha que vai chover mais tarde? — Perguntou Brodgar. — Eu me pergunto se seria seguro dar um passeio por esses caminhos da floresta.
Estavam sentados à mesa para um almoço prolongado. O Natal passara, e o ano novo trouxera um ar suave e melancólico junto com o tempo chuvoso. Era o tipo de dia em que ninguém queria sair do calor do solar e fugir da companhia do amigo.
— Acho que você poderia fazer isso antes da chuva —disse Amabel, franzindo as sobrancelhas para fora das longas janelas arqueadas.
— Bem, então, — disse Broderick confortavelmente. — Isso está decidido. Alf? — Ele se virou para um jovem alto de cabelos cor de areia que estava sentado ao lado dele.
— Sim, tio?
— Você vem ao passeio?
— Eu gostaria, — Alf concordou, engolindo um bocado de aveia. Brodgar assentiu para Alf, que sorriu de volta. Distantemente relacionados pelo sangue, Alf era considerado primo e era um dos amigos mais próximos de Brodgar. Seu melhor amigo além de Conn, que agora residia na França com Leona, a prima verdadeira de Brodgar.
— Eu me manteria longe do terreno montanhoso, —
comentou o tio Duncan, pai de Leona. Deixando de lado a faca, que estivera inspecionando distraidamente, e sorriu para seu
irmão, Broderick. — Você não vai querer errar o caminho novamente. Broderick riu.
— Eu nunca tenho permissão para esquecer as coisas. —
Ele fez uma careta. Duncan riu.
— Bem, irmão, foi engraçado. — Não seria engraçado se você quebrasse o seu maldito pescoço, — comentou Blaine, o pai de Alf, inclinando a caneca que ele segurava na direção de Broderick.
— Blaine, querido, — Chrissie disse, parecendo chocada.
— Não diga essas coisas. — Ela era sua esposa, uma mulher pequena, de rosto delicado, de cabelos loiros encaracolados. Alf a seguiu com feições pontudas e elegantes, enquanto Conn tinha as características mais sólidas e fortes de Blaine.
Blaine deu um tapinha na mão dela.
— Eu sei que sou chocante. Eu tento ser.








Série Lords de Dunkeld

1- Coração de um Hinghlander
2- O Desafio do Highlander
3- O Highlander Herói
4- O Highlander Amaldiçoado
5- O Dilema do Highlander
6- O Despertar do Highlander
6.5 - O Conflito do Highlander
7- O Highlander Agente Secreto
7.5- O Cavaleiro Highlander