6 de outubro de 2013

O Livro da Semana

*** Olá Garotas e Garotos do meu Brasil Varonil !!! ***

Domingão ... 

Todo mundo em casa ... 
Dia de relaxar e tals ... 
Daí quando chega a noite, é hora de vir conferir os livros postados para a leitura da semana... 
E hoje não será diferente ...

Mas.... temos uma NOVIDADE para todos ... 

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O LIVRO DA SEMANA 


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Vai ocorrer da seguinte forma: 
º Vai acontecer nos 3 blogs que vocês já conhecem; 
º Cada semana vai ocorrer em 1 blog diferente; 
º Será feito um sorteio para a escolha; 
º Será feita uma resenha durante a semana. 


Agora vem a parte principal ... 

A participação das leitoras !!!

Isso mesmo, precisamos saber o que vocês estão achando, se vocês estão gostando dos livros. 


Só para vocês terem uma ideia do que eu estou falando, em determinados livros, temos centenas de visualizações/baixas. 

Maaaassss apenas 2 comentários para ele, e isso quando comentam. 

Queremos saber de tudo rssss ... 
Então aguardem ... que vai começar hoje ... 
E será no Blog Romances Contemporâneos e Sobrenaturais.

bjs,
Seriam

4 de outubro de 2013

Sombras Ao Amanhecer

Saga Familia Cynster 

"Me casar com você será um enorme prazer."

Amelia Cynster fica surpresa ao escutar essas palavras da boca de Lucien Ashford, o enigmático e bonito Visconde de Calverton…
E o homem por quem sempre esteve apaixonada.
Claro que escutá-las justo antes que Luc caísse inconsciente aos seus pés, nas primeiras luzes da alvorada e frente a um possível escândalo ao esperá-lo às portas de sua casa londrina, a deixa entre o alívio e a ofensa, mas fica encantada com o fato de Luc aceitar sua louca proposta de matrimônio.
Entretanto, em vez de aceitar as bodas apressadas que Amelia planejara, o exasperante Visconde insiste em cortejá-la, como é devido.
Amelia se sente secreta e irresistivelmente atraída, mas o que não sabe é que Luc tem suas razões.
Logo descobrirá que inclusive um libertino tem seu preço.

Capítulo Um

Mount Street, Londres 25 de maio de 1825, 3 horas da madrugada.
Estava bêbado. Bêbado demais. Mais bêbado do que jamais esteve. Não tinha por costume embebedar-se, mas a noite anterior, ou para ser mais exato, nessa manhã, fora uma dessas ocasiões que acontecem uma só vez na vida, depois de oito longos anos, era livre.
Lucien Michael Ashford, sexto Visconde de Calverton, caminhava sorrindo com genuína alegria pela Mount Street, virando sua bengala de ébano de forma despreocupada.
Tinha vinte e nove anos, embora esse dia em concreto fosse o primeiro de sua vida adulta, o primeiro dia que podia dizer que sua vida lhe pertencia.
E, melhor ainda, era rico. Fabulosa, fantástica e legalmente rico. Não poderia desejar nada melhor.
Se não corresse perigo de cair de bruços, teria se posto a dançar no meio da rua deserta.
A lua brilhava no firmamento, iluminando o pavimento e criando profundas sombras. Londres dormia ao seu redor, embora a capital não conhecesse o silêncio, nem sequer a essas horas.
Da distância, distorcidos pelas fachadas de pedra dos edifícios, chegava o tinido das guarnições dos cavalos, o reverberante som de seus cascos e alguma ou outra voz imaterial.
De qualquer forma, embora o perigo espreitasse, inclusive nas sombras dos bairros mais elegantes, não percebia ameaça alguma.
Seus sentidos ainda funcionavam e, apesar de seu estado, teve o trabalho de caminhar em linha reta, se alguém o observasse com avessas intenções, não veria mais que um Cavalheiro alto de constituição atlética e musculosa, que brandia uma bengala, que talvez ocultasse um espada, coisa que era certa, e iria atrás de uma presa mais fácil.
Meia hora antes deixara seu grupo de amigos em seu clube de Saint James e decidira retornar a casa caminhando, para limpar a cabeça dos efeitos ocasionados por uma generosa quantidade do melhor conhaque francês.
Conteve-se em sua celebração pela simples razão, de que nenhum dos tais amigos, soubesse absolutamente nada de seu estado financeiro anterior, dos apuros econômicos nos quais seu pai deixara mergulhada a família, depois de sua morte, acontecida oito anos atrás, uma situação da qual estava tentando sair e que por fim tinha superado no dia anterior.
Só sua mãe e seu ardiloso banqueiro, Richard Child, estavam a par.
O fato de ignorarem o motivo de sua celebração, não impediu que seus amigos se unissem a ele. Fora uma longa noite amenizada com vinho, canções e os simples prazeres, que proporcionava a companhia masculina.
Era uma lástima que seu melhor amigo, seu primo Martin Fulbridge, o Conde de Dexter, não estivesse em Londres. Claro que Martin estaria, sem dúvida alguma desfrutando de sua estadia no norte do país, deleitando-se com os prazeres reservados para os homens recém— Casados. Fazia só uma semana que contraíra matrimônio com Amanda Cynster.
Sorrindo com arrogância para si mesmo, Luc meneou a cabeça, enquanto refletia a respeito da debilidade de seu primo, de sua rendição ao amor.
Quando chegou a sua casa, virou para subir os degraus que levavam à porta principal...









Saga Familia Cynster
1-  Diabo
2- O Juramento de um libertino
3- Seu Nome é Escândalo
4- A Proposta de um libertino
5- Um Amor Secreto
6. Tudo sobre o amor
7- Tudo sobre a paixão
7.5 - A Promessa em um Beijo
8- Uma Noite Selvagem
9- Sombras ao Amanhecer
10- A Amante Perfeita
11- A Noiva Ideal
12-  A Verdade Sobre o Amor 
13-  Sangue Puro
14- O Sabor da Inocência
15- As Razões do Coração - em revisão
16- O sabor da Tentação -    idem

3 de outubro de 2013

Maiê em...

                           

Censo dos Romances

Estava pensando sobre a descrição dos personagens nos livros e como às vezes elas dão um nó na minha imaginação. Eu tenho um cast mais ou menos extenso em que encaixo os personagens dos romances.
Por exemplo, se o mocinho é loiro dos olhos azuis leio imaginando o Brad Pitt, se tem os cabelos castanhos imagino outro famoso e assim por diante. Não sei ler de outra maneira, já é automático. 
O problema é quando algumas autoras resolvem ir acrescentando características ao longo do livro. 
Outro dia comecei lendo o livro imaginando o Richard Armitage. 
No meio da história a autora resolve revelar que os olhos deles são escuros e que não tem uma beleza convencional, então fui obrigada a enfiar o Richard Armitage no armário e convocar o Wagner Moura. Quando já estava quase me acostumando com a substituição, lá vem a autora de novo dizer que o personagem tem um rosto comprido e nariz grande. 
No final meu lindo mocinho terminou parecido com Adrian Brody e eu desisti de terminar o livro. 
Minha imaginação tem vida própria e às vezes estraga livros bem legais. A serie Novas Espécies é ótima (para quem gosta de hot), mas foi por água abaixo quando sem querer o Fofão (aquele dos anos 80) e aquele cara que várias cirurgias para se parecer com um gato, começaram a aparecer na minha cabeça quando tentava visualizar os personagens. 
Outro problema é a quantidade imensa de personagens com olhos cinzentos e amarelos. Se nossos romances representassem o mundo real, 50% da população teria olhos dessas cores. 
Viajando nessa possibilidade criei um censo (mais ou menos) do mundo dos Romances Históricos de Banca. 
30% das mulheres são debutantes/ filhas do senhor do  castelo
10% das mulheres são viúvas
5% das mulheres são matronas, amantes ou criadas
5% têm alguma profissão
70% são virgens até pelo menos o meio do livro
50% são ruivas
27% loiras
23% morenas
40% têm curvas (também conhecidas como bacon)
60% está na pindaíba
47% têm nariz arrebitado

42% dos homens são nobres
30% são highlanders
22% são cowboys
5% dos homens são criados
60% lutaram em alguma guerra
Desses, menos de 10% volta com cicatrizes charmosas
100% têm muito cabelo.
38% têm olhos cinzentos
97% são altos com peito largo
0% tem barriguinha de chopp, ops... uísque.
30% vai casar com uma licença especial
30% vai casar por conveniência 

98% das grandes fortunas estão na Inglaterra
2% Em Nova Iorque
97% dos castelos em ruínas estão na Escócia
80% da força de trabalho está no Velho Oeste
94% da população é européia/ americana
5% é indígena
1% é árabe/ latino/ africano/ cigano 

Para vocês três bonitões de Hollywood. 
O primeiro é o Scott Eastwood (filho do Clint Eastwood), o segundo o Josh Duhamel e o terceiro é o Matt Bomer (só para lamentar mais um pouco o que poderia ter sido o filme de 50 Tons).








Indicando aqui paravocês três livrinhos que valem a pena ser lidos.
Rendas e Pecados da Meagan Mckinney: É uma história sobre uma família de descendentes de irlandeses, que mesmo podre de rica, é humilhada pela alta sociedade de Nova Iorque. O irmão mais velho resolve se vingar arruinando financeiramente muitas pessoas, inclusive a mocinha. Ela é obrigada a se casar com ele para recuperar seu dinheiro (o qual precisa por causa de um segredo). A trama é interessante e muito bem escrita. 

Vindicatio da Arlette Geneve: Se passa na Roma Antiga e é extremamente realista. Alguns acontecimentos me chocaram, mas era bem o que costuma acontecer na época. Ele é um general romano e é bem mais velho da mocinha com a qual acaba casado sem querer. 

O Highlander Escuro da Série Espada Negra : É o último da série e achei o melhor. O romance é entre Broc e Sonya. A história tem bastante ação e apresenta um final bem interessante para a trama.

bjs,
Maiê

30 de setembro de 2013

Questão De Desejo

Série Irmãs Shelley
De certinha e respeitada... a seduzida pelo Visconde! 

Seduzida, abandonada e grávida, Arabella Shelley está certa de que o pai de seu bebê irá ampará-los. 
Horrorizada ao descobrir que ele morreu, ela se choca ainda mais com a exigência do irmão dele, o belo e misterioso Visconde Hadleigh. 
Para que o filho que carrega na barriga seja reconhecido, ela deve se casar com ele! 
Bella sofre para aprender a lidar com seu novo e luxuoso estilo de vida, e com o alarmante desejo por seu marido desconhecido. 
Será que ela encontrará um amor tão intenso quanto a paixão que os une no leito matrimonial?

Capítulo Um

23 de maio de 1814
Bella percorreu o longo caminho para carruagens sob a chuva fina, o que deu a ela muito mais tempo para pensar no que precisava. 
Rafe tem de me ouvir, disse a si mesma com energia. Pode ignorar minhas cartas, mas não pode se recusar a me ajudar, não quando conversarmos pessoalmente.
Fazia três meses que se deitara com ele no celeiro, numa cama de feno, e que sentira o coração dele bater sobre o seu. 
Agora, estava apavorada, com náuseas, o corpo cansado, irritada e amargurada, tanto consigo mesma como com ele. 
Acreditara nele. Estivera tão desesperada para ser amada, tão segura do que queria que, quando o amor parecera surgir bem diante dela e lhe estendera a mão, ela se deixara levar completamente pela atração de um libertino experiente e sem consciência. 
E agora estava grávida. Uma mulher decaída. Arruinada.
Não, por favor, rezou enquanto caminhava. Não permita que ele seja totalmente sem consciência. 
Por favor, que tudo fique bem. Oh, bebê, me perdoe. Estou tão envergonhada. 
E, a menos que ele me ajude, não sei o que fazer, não sei como cuidarei de você. Mas cuidarei. De qualquer maneira.
E estava exausta, pela gravidez, a viagem, o medo. Não encontrara Rafe em Londres; sua linda casa em Mayfair estava trancada e escura, sem a aldraba na porta, mas agora estava ali, na enorme propriedade que ele descrevera para ela, tonta com as imagens de sua vida lá como esposa dele. Sua viscondessa.
Perguntara no chalé do portão e lhe disseram que milorde estava em residência. 
Evocou sua imagem enquanto caminhava. Por alguns dias abençoados, ele a fizera brilhar de felicidade. 
Rafe Calne, o visconde de Hadleigh. Alto, bonito, cabelos castanhos, elegante, olhos azuis que haviam encontrado o caminho para seu coração e sua alma. Rafe Calne, seu amor e seu sedutor. 
Deixara-se envolver pelo amor e por seus braços com tanta facilidade, cada princípio de virtude e modéstia esquecido no turbilhão de emoções. 
Sonhara um conto de fadas, estivera desesperada por um conto de fadas e, quando ,se vira dentro de um, acreditara implicitamente nele. E agora era punida por ter sonhado.
Mulheres arruinadas como Bella deveriam se atirar no rio, levadas pela profundeza de sua vergonha. 
Andara até as margens do Tâmisa quando encontrara vazia a casa de Rafe em Londres. Observara a água escura, a correnteza forte. Mas não podia, não iria se desesperar.
Era a irmã sensata, lembrou a si mesma com amargura. Pensaria em alguma solução. 
Estava carregando um bebê, e nada, se pudesse evitar, poderia machucar aquele bebê. Não importava o que acontecesse a ela, não importava quanta crítica e desprezo receberia, o bebê precisava ser defendido, abrigado, cuidado.
Seus pés estavam molhados e frios. Rafe não mantinha seu caminho para carruagens em bom estado. 
Bella puxou o capuz um pouco mais sobre o rosto e balançou o pé que havia acabado de mergulhar num buraco cheio de água. Mas era um homem ocupado, havia lhe contado.
Sem dúvida os empregados da propriedade não receberam boa orientação e supervisão, como precisavam. Sem dúvida, Rafe estivera ocupado seduzindo outra inocente tola ou flertando com alguma grande dama.

Série Irmãs Shelley
1 - Questão de Prática
2 - Questão de Ternura
3 - Questão de Desejo
4 - Questão de Inocência
Série Concluída

Cortejo com Escândalo

Série Duquesas Ousadas


Sophia Rowlands, viúva do duque de Clyborne, já está chocada com a proposta ousada da amiga, e fica ainda mais estupefata quando Dante Carfax, conde Sherbourne, se oferece para fazer as honras! 

Ele podia ser de uma beleza selvagem e inegavelmente provocante, mas também era quatro anos mais jovem que ela, sem contar que tinham se distanciado desde que ele lhe roubara um beijo dez anos antes... 
Quando jovem, bastou Dante olhá-la uma única vez para desejá-la como jamais havia desejado uma mulher antes – ou desde então. 

Capítulo Um Maio, 

1817 Clayborne House, Londres 
— Corrija-me se eu estiver errada, querida Genevieve — disse a morena Sophia Rowlands, duquesa viúva de Clayborne, olhando para suas duas companheiras, enquanto as três estavam de pé, reunidas num círculo na lateral da pista de dança lotada, no salão de bailes da casa de Sophia, em Grosvenor Square. 
— Mas parece-me que você está sugerindo que, agora que nosso ano de luto por nossos maridos chegou ao fim, deveríamos arranjar pelo menos um amante, senão diversos, antes que esta tediosa Estação de Bailes acabe. 
— É exatamente o que estou sugerindo, sim. — A ruiva de olhos azuis travessos, Genevieve Forster, duquesa de Woollerton, deu uma risada suave. — Discretamente, é claro. 
— Oh, é claro... — ecoou Sophia com fraqueza. Genevieve riu. 
— Apenas pensem, minhas queridas... em privacidade, nós estaremos na última moda, e seremos conhecidas coletivamente como as Duquesas Ousadas! — Ou como as duquesas escandalosas — ofereceu Sophia, secamente. 
— Eu acho que tive escândalos suficientes neste último ano para durar... Você disse, diversos amantes? — Perguntou Pandora Maybury, de cabelos dourados, duquesa de Wyndwood, com desconfiança. 
— Não quero dizer que você deva ter todos eles ao mesmo tempo, minha cara Pandora! — assegurou Genevieve com uma risada afetuosa. — Embora... — Aqueles olhos azuis brilhantes se moveram especulativamente para o outro lado do salão — ...eu certamente não reclamaria se aqueles dois cavalheiros estivessem entre os amantes antes mencionados, separados ou juntos! 
— Genny! — Pandora Maybury pareceu ainda mais chocada. Sophia, de 32 anos, vários anos mais velha do que suas duas amigas — e supostamente menos passível de ser constrangida —, não ficou menos perturbada pela sugestão de Genevieve, e pelo escândalo que tal comportamento poderia representar para elas, quando voltou seus olhos profundamente verdes em direção à porta arcada, onde dois cavalheiros muito bonitos e joviais estavam agora parados, observando o salão de bailes iluminado por velas, com a mesma expressão crítica, ainda que a cor de seus olhos fosse diferente. 
Os dois cavalheiros conhecidos pela sociedade de Londres como Devil e Lucifer! 
O cavalheiro da esquerda, Devil, possuía o rosto duro e másculo, apesar de lindo, de um anjo vingativo, seus cabelos loiros bem penteados realçando a aparência angelical. 
O cavalheiro ao lado dele, Lucifer, com cabelos pretos e olhos tão escuros quanto os cabelos, observava ao redor com desinteresse, analisando outros convidados agora reunidos no salão de bailes cheio e barulhento. — Tomar um, ou esses dois cavalheiros, como amante certamente causaria um escândalo — protestou Sophia. — Sherbourne não parece ter acompanhado seus dois amigos esta noite — murmurou Genevieve, desapontada, como se estivesse inconsciente, ou simplesmente despreocupada, do aviso de Sophia. 
— Por que será que ele não veio? — questionou Pandora com o mesmo ar de desapontamento. 
— Ele não está aqui esta noite porque eu não o convidei. — A arrogância no tom de voz de Sophia não fez nada para disfarçar seu sentimento de satisfação naquele conhecimento. 
— Você realmente não convidou — murmurou uma voz suavemente zombeteira atrás dela... e tão perto que Sophia sentiu a respiração quente contra sua nuca exposta!

Série Duquesas Ousadas
1 - Cortejo com Escândalo
2 - Cortejo com Malícia
3 - Cortejo com Rebeldia
Série Concluída
 

Cortejo Com Rebeldia

Série Duquesas Ousadas


Genevieve Forster, viúva do duque de Woollerton, conhecia bem até demais aquela postura arrogante.

Depois de um casamento infeliz, ela estava cautelosa, mas, no fundo, ansiava pela tentação...
Com uma aura perigosa e evasiva, não era de se espantar que lorde Benedict Lucas fosse conhecido por seus amigos íntimos, e por seus inimigos, simplesmente como Lucifer.
Mas, surpreendentemente, ele não é temido na alta sociedade puritana.

Capítulo Um

Maio, 1817 Londres
— Posso me oferecer a conduzi-la em minha carruagem, Genevieve? Genevieve virou-se de modo abrupto, a fim de olhar para o homem de pé ao seu lado, no topo da escadaria que descia da igreja St. George, em Hanover Square.
Os dois tinham acabado de participar e atuar como testemunhas no casamento de seus amigos em comum. Não foi o tom de voz do cavalheiro que a surpreendeu, mas sim a pergunta em si, uma vez que sua própria carruagem e criada estavam claramente esperando à base da escada, preparadas para levá-la de volta à sua casa em Cavendish Square.
Havia também o fato de que ela era Genevieve Forster, a duquesa viúva de Woollerton, e o cavalheiro ao seu lado era lorde Benedict Lucas, conhecido por seus amigos mais próximos e inimigos como Lucifer.
Havia uma diferença em suas posições sociais, os dois tendo apenas se conhecido de vista, antes de hoje, o que deveria ter ditado que ele se referisse a ela como Vossa Alteza, em vez de pelo seu primeiro nome...
— Genevieve? Ela sentiu um arrepio de consciência percorrendo sua coluna, diante da intensidade rouca da voz de Lucifer, mesmo enquanto percebia que ele a estava fitando com olhos pretos enigmáticos, com uma sobrancelha igualmente escura arqueada numa expressão zombeteira, sob o chapéu alto que ele colocara na cabeça ao sair da igreja.
Lucifer... Como o nome combinava com este cavalheiro em particular, com seus cabelos pretos como meia-noite, curvados suavemente sobre a gola de seu paletó preto, e olhos castanhos tão escuros que também pareciam negros.
As maçãs do rosto eram altas, ao lado de um nariz aquilino, e de uma boca esculpida que, às vezes, se curvava em apreciação sensual, mas era mais frequentemente fina, revelando desaprovação e desdém, acima de um maxilar firme e arrogante.
Com 31 anos, Lucifer era seis anos mais velho do que Genevieve, mas a profundidade de emoções escondida sob aqueles olhos pretos brilhantes falava de um cavalheiro muito mais velho do que sua idade cronológica.
Parte da razão para isso — Genevieve e todos da sociedade sabiam — era a maneira trágica como os pais dele haviam morrido, dez anos atrás. Lucifer encontrara o casal assassinado na casa de campo deles, e o assassino nunca fora encontrado para pagar pelo seu crime.
O que era, talvez, o motivo pelo qual Genevieve nunca vira Benedict usando outra cor a não ser o preto sobre sua camisa branca impecável, roupas com caimento perfeito, é claro, para enfatizar a largura dos ombros, o peito musculoso, os quadris estreitos, e as pernas longas.
Aquele era um traje que deveria ter lhe conferido um ar de seriedade, mas neste cavalheiro em particular, apenas lhe adicionava um quê de perigo e de alguém que tendia a ser elusivo.
Uma tendência — se a avaliação de Genevieve da oferta dele fosse correta — que Benedict Lucas estava agora sugerindo que talvez ela pudesse mudar, indo para casa na carruagem com ele.
Uma sugestão, caso Genevieve aceitasse, que estava em grande conformidade com sua declaração, uma semana atrás, para suas duas melhores amigas, Sophia e Pandora, de que, como viúvas recentemente retornadas para a sociedade após o período requerido de um ano de luto, cada uma delas deveria arranjar um amante, antes que a Estação de Bailes acabasse.
Tinha sido uma sugestão corajosa e audaciosa de sua parte, Genevieve sabia, e feita mais por bravata do que por uma intenção verdadeira; seu casamento doloroso e humilhante com Josiah Forster tornara-a muito cautelosa fisicamente em relação a todos os homens. Ela umedeceu os lábios.
— É muita gentileza sua oferecer, meu lorde, mas...
— Certamente uma lady tão... ousada como você não pode estar nervosa diante da ideia de viajar sozinha em minha carruagem, Genevieve...

Série Duquesas Ousadas
1 - Cortejo com Escândalo
2 - Cortejo com Malícia
3 - Cortejo com Rebeldia
Série Concluída
 

28 de setembro de 2013

Coração Negro

Trilogia Irmãs Banning
Uma bela jovem vê sua vida transformada quando um belo canalha cruza seu caminho. 

Lady Elizabeth, a mais jovem e teimosa das três irmãs Banning, provoca um escândalo cada vez que rompe um compromisso. 
A sociedade a considera uma descarada, mas é o temor de que um homem seja seu dono o que fez dela uma rompe corações. 
Neil Severin, um belo canalha com o coração tão negro como sua reputação, é um assassino do governo que agora caiu em desgraça. 
Seu último alvo era um cavalheiro muito querido por Beth, e ela frustrou seus planos. 
Neil promete a si mesmo utilizá-la para seus propósitos, mas então as circunstâncias os convertem em inesperados companheiros de aventuras…

Capítulo Um

Abril, 1817

Aquilo era culpa como sempre de seu condenado temperamento, pensou lady Elizabeth Banning com abatimento enquanto elevava a vista à cara avermelhada de seu último prometido.
— Está dizendo que irá me deixar? — exigiu William com incredulidade.
O conde de Rosen era de estatura mediana e possuía uma constituição um tanto robusta que, conforme suspeitava Beth, tenderia a acumular gordura com a idade. Mas agora mesmo tinha vinte e seis anos, mandíbula quadrada, traços agraciados, faiscantes olhos azuis e espesso cabelo loiro cortado segundo o imperante estilo romano. Era considerado um homem atraente por centenas de mulheres interessadas nesse tipo de coisas. O certo era que não conhecia nenhuma que não o visse assim. Embora, é obvio, todas elas valorizavam também os ganhos de quase vinte mil libras anuais que recebia.
Algo que a ela, infelizmente, importava muito pouco.
— Não estou deixando-o. Só estou dizendo que não deveríamos nos casar.
Estavam frente a um par de janelas altas, cobertas por cortinas entreabertas de veludo cor granada, que ocupavam a parede mais afastada da biblioteca de Richmond House, a residência londrina do duque de Richmond, o cunhado de Beth. William se encontrava a menos de um metro dela e a jovem sentiu uma corrente de ar nos ombros. Estavam nus devido ao atrevido e inovador decote do brilhante vestido dourado de corte império que havia escolhido para ressaltar seus cachos acobreados. O certo era que aquela noite no começo de abril não fazia muito calor na habitação apesar do fogo que chispava na lareira. Entretanto, em vez de tiritar, Beth cruzou os braços, elevou o queixo, quadrou os ombros e sustentou o olhar de William sem alterar-se, sentindo-se cada vez mais encolerizada. As conversas dessa índole jamais eram fáceis e ela sabia muito bem por experiência própria. Mas mesmo assim, era algo que deveria fazer e já havia adiado muito tempo.
— Não pode falar sério. Minha mãe está aqui. — William praticamente estremecia ante a afronta. A mãe dele, lady Rosen, era uma das matronas melhor consideradas da sociedade e, durante os últimos dois anos, não havia se incomodado em ocultar a opinião sobre Beth: considerava-a “muito descarada”. Beth não tinha dúvida de que quando William anunciou a mãe que queria casar com ela se fez merecedor de um montão de recriminações e rios de lágrimas.
— Sinto muitíssimo. — Beth o olhou cheia de remorso.
Pensar que ele teria que enfrentar a formidável mãe a fez sentir-se ainda mais culpada. Lamentava de verdade. De momento, só a família mais próxima estava à par do compromisso, que havia se formalizado fazia apenas uma semana. Embora Beth começou a arrepender-se só uma hora depois de aceitar a oferta. Deveria ter esclarecido as coisas imediatamente, mas ele era um bom partido e ela, que já havia completado vinte e um anos e desfrutava da terceira temporada, deixando para trás a flor da juventude e a idade em que se casavam quase todas as jovens. Depois de caçar William – e admitia ante si mesma ter feito para jogar na cara da mal intencionada irmã do conde – tinha pensado, esperado, desejado, que se tentasse com suficiente afinco, as coisas poderiam resultar diferentes desta vez. 

Trilogia Irmãs Banning
1 - Escandaloso
2 - Irresistível
3 - Coração Negro
Trilogia Concluída

Uma Doce Chama

Série Ash

O capitão da marinha Sheridan Drake não é um cavaleiro de armadura brilhante, mesmo tendo sido condecorado por heroísmo pelo rei. 

Para ele, uma princesa exilada com ideias revolucionárias representa apenas uma oportunidade para roubar suas joias e assim pagar suas dívidas. 
A Princesa Olympia não é precisamente a imagem que se tem das princesas de conto de fadas: está acima do peso e é um pouco tímida, mas está disposta a fazer algo significativo da sua vida.
Ao conhecer Sheridan sua ingênua visão do que é um heroi muda completamente ao conhecer as profundezas obscuras do seu coração golpeado e Olympia terá que enfrentar demônios que nunca imaginou existir. 








Série Ash
1- Uma Doce Chama
2- A Sombra e a Estrela
Série Concluída

Não Apenas Um Sonho

Série Família Collingwood





A névoa de Londres ocultou um encontro: uma mulher corre, aparentemente, fugindo de algo.

Um homem decide frear sua carruagem, fazê-la subir, afastá-la do que a persegue. 
Alheios às circunstâncias, e ignorando o segredo que a moça esconde, ambos se entregam ao que a noite e seus próprios corpos necessitam. 
Na manhã seguinte, ele, Tyler Collingwood, irmão do conde de Kent, acorda atordoado, confuso, achando que tudo foi apenas um sonho. 
Apenas algumas ausências materiais demonstram que não foi bem assim. 
Dois anos depois, ele não pode acreditar que ela está diante dele, na residência do conde, e que insiste em vê-lo, dizendo que se chama Edmée Gordon, determinada a fazê-lo conhecer um filho de ambos, que é a imagem e semelhança de seu pai. 
A desconfiança e a cautela apoderam-se dele, porém, decidido a descobrir o motivo da fuga da moça, permite que ela fique na mansão. 
A partir disso, sua vida mudará completamente, e tanto Edmée quanto Tyler terão que enfrentar seus receios, eliminar os obstáculos e demonstrar que o que viveram não foi apenas um sonho, e que esse sonho pode continuar. 

Comentário revisora Marilda: No livro anterior, Nunca Ninguém Mais, fiquei apaixonada pelo Tyler, o mocinho desse livro. Apesar de Tyler mostrar um pouco do seu lado “bad”, ainda assim, continua fofo. Livrinho bacana, gostei e recomendo!

Capítulo Um

Riverland Manor, condado do Kent, 1879.
Alexander Collingwood, sétimo conde de Kent, observava com um sorriso satisfeito, seu irmão mais jovem, Tyler, que elevava Christie em seus braços, sua filha de três anos, enquanto seu filho mais velho agarrava suas pernas.
— Ora, ora! — Exclamou Tyler contente. — Como cresceram meus sobrinhos favoritos!
— Tio, somos seus únicos sobrinhos.
— Tem razão, Robert, mas não posso imaginar crianças melhores.
Robert, com a transparência própria da infância, esboçou um amplo sorriso satisfeito enquanto Christie lançava gritinhos de prazer. Tyler os abraçou, beijou e acariciou, enquanto fazia perguntas que eles respondiam encantados. Apesar de vê-lo menos do que desejavam, adoravam seu tio. Brincava com eles, e nunca se esquecia de trazer um presente emocionante quando voltava de suas viagens.
Alexander também observava Tyler com afeto evidente em seu olhar. 
Ele havia cuidado de seu irmão mais jovem, já que a mãe deles havia falecido quando ele era apenas uma criança, e o pai de ambos, falecido há dez anos, nunca foi atencioso nem presente. 
Depois de terminar seus estudos em Oxford, Tyler havia manifestado o desejo de colaborar nos negócios do irmão, e ele havia aceitado encantado. 
Tyler comandava todos seus negócios em Londres, onde a Collingwood Colonial Company tinha os escritórios principais. A inteligência de Tyler e seu carisma revelaram-se muito eficientes para os negócios, e em pouco tempo ele se converteu em alguém indispensável à companhia. 
Apesar de sua aparente amabilidade, o rapaz poderia ser um inimigo temível, pois era implacável na hora de resolver um problema, e Alexander era consciente disso.
— Saiam, crianças. Quero conversar em particular com seu tio.
As crianças, entre protestos, afastaram-se enquanto seu pai revolvia seus cabelos carinhosamente.
— Senhorita Graham, encarregue-se deles. — Disse a jovem preceptora que permanecia afastada da cena.
— É claro, milorde. — Lançou um olhar para o relógio que sempre mantinha pendurado na cintura, e acrescentou. — Além disso, já está na hora da leitura.
As crianças seguiram a mulher como pintinhos atrás de uma galinha. A severidade da preceptora era apenas simulação; tratava-se de uma pessoa excepcionalmente culta e carinhosa que adorava as crianças, e em quem os condes de Kent confiavam totalmente.
— Bem, Tyler. - Disse quando as crianças se afastaram. — Vamos ao escritório, servirei uma taça e poderemos conversar tranquilamente sobre a sua viagem ao continente.
Já na sala ampla que servia de escritório, Alexander serviu uma taça de conhaque a seu irmão enquanto sorria feliz por tê-lo de volta a casa. Embora estivesse ausente por apenas três meses, todos sentiram muita falta dele, pois Tyler era o tipo de pessoa que fazia com que uma festa nunca fosse aborrecida.
— Vamos, sente-se e me conte tudo o que houve nesse período.
Tyler sentou-se confortavelmente e, antes de responder, sorveu um grande gole de sua taça, estalando a língua ao apreciar o intenso sabor da bebida. Durante alguns segundos, desfrutou do calor do conhaque e do conforto do sofá. Em seguida, encarou seu irmão, e um largo sorriso iluminou seu rosto.
— Nunca pensei que diria isso, mas senti sua falta.

Série Família Collingwood
1 - Nunca Ninguém Mais
2 - Não Apenas um Sonho
 
 

Música + Livros




Olá meninas, 

Como o assunto sobre os atores que irão interpretar os personagens Cristian Grey e Anastácia Steel, fez tanto sucesso com a participação de vocês, estamos pensando em de vez em quando abrir este espaço para comentários sobre músicas, filmes e livros. 
Contamos com a participação de vocês!!! 
E para começar vamos falar sobre músicas,eu particularmente gosto de ler (alguém aqui duvida disso? rss) ouvindo músicas, e tem que ser mais ou menos de acordo com assunto do livro. 
Por exemplo, eu jamais iria ler um livro que fala de um amor puro e doce, ouvindo rap (tudo bem eu nem ouço esse tipo de som). 
Sem mais delongas vamos lá: 
Um livro histórico: Claro que tem que ser uma música clássica, instrumental ... 
Um livro de ação/sobrenatural: Gosto de baladas, principalmente das antigas... 
Unir leitura e música nos envolve de tal maneira, que o mundo lá fora passa à deixar de existir. O som reverbera não só ao nosso redor ( eu/vc e meu/seu livro... Entenderam ? ), mas se internaliza, invade coração e mente. 
Tem livros que lemos que já possui sua própria trilha sonora, eu gosto de sempre procurá-las de ler ouvindo-as me deixa mais envolvida com a história. 
Recentemente li um livro da autora brasileira Carol Sabar, que se chama "Azar o Seu!". 
A trilha além de ser fofa, é perfeita, por dias depois de ler o livro fiquei lembrando da trilha do livro... Mas já chega de tanto falar, vamos ouvir algumas músicas? 
Então segue aí uma listinha de nacionais que com certeza conseguem nos fazer sonhar...
Sendo assim ... Aí segue nossa primeira Playlist do blog:
( É só entrar e curtir) 

26 de setembro de 2013

Sortilégio






Escócia, 1807 

Uma herança inesperada leva Katlin Sinclair a Innishffarin. 

Jovem da alta sociedade londrina, ela corajosamente se prepara para viver no castelo em ruínas, assombrado por seres que murmuram sortilégios e tentam envolvê-la numa rede de acontecimentos e imagens de uma época muito distante. Determinada a manter a lucidez e os pés fincados no presente, Katlin enfrenta as forças sobrenaturais que desejam afastá-la do castelo.
Se o último descendente dos antigos proprietários de Innishffarin não fosse o teimoso e adorável Angus Wyndham, a tarefa de Katlin seria menos penosa.
Dia a dia a afeição entre ambos cresce alheia à secular hostilidade entre suas famílias. Porém, eles estão proibidos de se amar, acorrentados a uma disputa que transcende os limites da própria morte! 

 Capítulo Um 

— Oh, não! — Sarah exclamou ao colocar a cabeça para fora da janela da carruagem e olhar a imensa pilha de pedras escuras que se agigantava à sua frente. — Senhorita, tenho certeza de que pegamos a estrada errada.
Curiosa, Katlin juntou-se à criada na janela. A carruagem continuava sua jornada barulhenta e sacolejante ao longo da estrada esburacada. Estavam viajando há um dia e meio, tendo parado à noite para descansar em uma hospedaria, e retomado seu caminho ao amanhecer.
A chuva caíra até poucos minutos, mas agora as nuvens começavam a dissipar-se, dando lugar ao sol que vinha iluminar as montanhas cobertas de urzes, e espalhar seus reflexos dou­rados sobre o mar. 

Entretanto, o que pareceu mais lindo aos olhos de Katlin, foram os raios de sol banhando Innishffarin. Surpreendeu-se com a cena diante de seus olhos e perguntou-se como pudera esquecer a aparência da propriedade.
Tentou convencer-se de que não havia se enganado por completo. Afinal, as urzes estavam lá, e ela vira alguns pôneis à beira da estrada. Decerto, os biscoitos amanteigados deviam estar lá, também, pois não havia sequer um lugar na Escócia onde não se pudesse comê-los.
Mas, aquele amontoado de pedras estava longe do que havia imaginado. Não se tratava de um castelo rico e luxuoso, onde uma família poderia fixar residência. Era uma fortaleza, sim­ples e despojada, legado de um passado de guerras, sem qual­quer concessão ao mundo moderno. Que Deus me ajude, pen­sou apreensiva pelas perspectivas que se desdobravam à sua frente.
— Não se preocupe Sarah — murmurou. — Estou certa de que é bem mais confortável do que parece.
As palavras nem sequer se aproximavam do que realmente pensava. A austeridade do lugar sugeria que detalhes como conforto jamais seriam levados em conta ali.
A carruagem continuou a subir a estrada estreita e sinuosa que levava à fortaleza, construída sobre o cume mais alto das redondezas. Lá de cima, a vista era ainda mais espetacular. Katlin pôde enxergar o vale profundo e, mais além, o ponto onde o mar encontrava o céu.
Sarah gemeu baixinho, pois não se dava muito bem com alturas. Katlin, porém, achou tudo maravilhoso, e sentiu o âni­mo retornar. Pelo menos, até a carruagem parar diante da en­trada principal, e o cocheiro desmontar para ajudá-las a descer. 
Era um criado antigo e leal da Sra. Margaret, cumprindo à risca as ordens que recebera de cuidar para que as duas senhoritas chegassem a Innishffarin sãs e salvas. Uma vez realizada a tarefa, ele não escondia o desejo incontrolável de sair dali o mais depressa possível.
— Segui sua orientação com cuidado senhorita — ele disse, enquanto ajudava Katlin a descer. — O lugar deve ser este, mesmo porque não há nenhum outro por perto. Imagino que não pretenda...
— Você fez tudo direitinho, John — ela assegurou. — En­contraremos alguém que nos ajude com a bagagem e, logo poderemos nos instalar.
Caminhou com determinação até a porta gigantesca, talhada em carvalho e ferro batido, que atingia o dobro da altura de um homem. Bateu uma, duas, três vezes, e tudo o que conseguiu foi ficar com a mão dolorida.
— Deve haver uma sineta por aqui — falou enquanto pro­curava sem sucesso pelo cordão.
— Deixe comigo — John assumiu o controle da situação.
— Não está certo uma senhorita na sua posição ficar parada diante de uma porta sem ser atendida.
Com os dois punhos cerrados, ele bateu com força e, como resultado, a porta se abriu sozinha, embora não houvesse o menor sinal de que alguém estivesse por ali.
— Parece que algo está muito errado — Sarah falou com desconfiança, apalpando disfarçadamente as nádegas. Sentia-se esgotada da viagem longa e desconfortável.
— Tenho certeza de que encontraremos alguém.


14 de setembro de 2013

Sonhando Acordada

Série Irmãs Van Alen
Christal Van Alen é procurada desde o Maine até Missouri, por isso fugiu para Wyoming... para ter sua diligência capturada pelo fora da lei Macaulay Cain. 

Ela não podia confiar no infame bandido, não podia compartilhar seu nome real ou o seu passado secreto. 
No entanto, ele era sua única esperança contra os perigosos homens que a prendiam. 
E mesmo quando se agarrou a ele para sua proteção, ela lutou contra a paixão que ameaçava traí-la, até que numa noite explosiva, quando todos os segredos poderiam ser revelados, ela fugiu novamente. 
Macaulay Cain encontrou a misteriosa e arrebatadora "Viúva Smith" e descobrir todos os seus segredos tornou-se sua obsessão. 
O que ela esconde? Por que fugiu de seus braços?

Capítulo Um

Junho de 1875
Não havia nada que o doutor Amoss odiasse mais que uma má execução. E certamente, a daquela manhã, tinha sido.
O médico examinou com olhar analítico os sete cadáveres envoltos em lençóis brancos que estavam em sua pequena sala de consulta. Mesmo aqueles homens, os integrantes do sanguinário bando de Dover, mereciam o respeito de um pescoço quebrado rápido e uma veloz viagem ao inferno.
Mas o enforcamento não tinha sido limpo; ao menos, não ao final.
Sacudiu a cabeça, colocou bem os óculos e retornou ao trabalho. Passou todo o dia com os bandidos, primeiro presenciando como os enforcavam, um a um, até que os sete cadáveres ficaram pendurando no ar, inertes e solenes entre a névoa de pó levantada pelos cavalos. Logo tinha ajudado a baixá-los e levá-los para sua sala.
O pequeno povoado de Landen não tinha funerária, assim que ele era o encarregado de prepará-los para o enterro. Já tinha amortalhado a cinco deles; estava com o sexto.
Inclinou-se sobre a escarradeira, mas errou o alvo deixando uma marca no pó que cobria as nuas tábuas do chão. No exterior, sob o descascado cartaz de "Corte, lavagem e barba: 10 centavos - Consultas rápidas" podia ver o final do povoado, onde sete homens escavavam sete tumbas na anônima extensão marrom deste a planície.
As sombras cresceram na sala, indicando que restava pouco tempo. Com rapidez, tirou as botas do sexto homem e olhou o interior da boca, se por acaso tivesse um dente de marfim que o povoado pudesse vender para cobrir os gastos da execução. Depois o cobriu e riscou seu nome da lista.
Já não podia atrasar mais, era a vez do último homem, o sétimo e pior de todos.
Macaulay Cain. Somente a menção de seu nome dava calafrios. Tinha-o visto em tantos cartazes de busca e captura, que era capaz de soletrá-lo do direito e do reverso. Nunca tinha querido mesclar-se com gente da índole do infame pistoleiro. Talvez Deus tivesse um estranho sentido da justiça: de todas as execuções daquele dia, só a de Cain tinha saído mal.

Série Irmãs Van Alen
1 - Rendas e Pecados
2 - Sonhando Acordada
Série Concluída