18 de março de 2012

Uma Amante Virginal

Série Império Romano
Sob o quente sol, qualquer coisa que fizessem seria visto… 

E explodiria o escândalo. Silvana Junia sabia o que falavam sobre ela… e não se importava! 
Até que um misterioso e perigoso desconhecido a resgatou do mar e entre eles surgiu uma poderosa atração. 
Lucius Aurelius Fortis era um homem rico e respeitado. 
Mas poderia repetir os erros de seu passado se não fosse capaz de resistir à atração que tinha despertado nele a bela Silvana. Incapaz de resistir à tentação, Silvana não demoraria para converter-se em sua amante.

Comentário revisora Poly: Gostei do romance. 
É uma História simples, sem muitas emoções ou complicações. A primeira que leio deste período histórico. Realmente gostei. 

 Capítulo Um 

Ano 69 A. C. No lugar de recreio mais famoso e luxuoso da costa da República de Roma. 

Um pouco mais e chegaria ao muro do porto. 
Podia ouvir o barulho da água. Silvana Junia fez um esforço para mover as pernas. 
Tinha o tecido empapado ao redor das coxas e estava afundando. Já não ouvia gritos nem barulho detrás dela. 
Cotta e seu seguidores teriam desistido ou teriam decidido que se afogou na baía. 
Ela teria ficado encantada ao ver sua expressão quando saltou do barco. 
O encontro não tinha saído como ela esperava, mas tampouco tinha acabado como ele tinha imaginado. Silvana fez uma careta. 
Daqui para frente teria que ter em conta que Cotta era seu inimigo. Fez um último esforço, esticou o braço, tocou as pedras e se agarrou a um cabo. Tinha conseguido. 
Essa noite, os deuses estavam ao seu lado. Agora só tinha que sair da baía e voltar para casa. 
O muro do porto se elevava sobre ela com sua imponente altura. 
Olhou ao redor e viu um solitário barco de pescadores. Junto a ela, pôde vislumbrar uma escada de corda. 
Se pudesse chegar até ela, subiria e chegaria ao passeio da baía. Avançou penosamente, o cinturão soltou-se e a parte inferior da túnica formou redemoinhos nas pernas. 
Alcançou o barco e se agarrou ao lado com meio corpo fora da água para tentar recuperar o fôlego. Quanto tempo tinha passado na água? 
Quando se atirou parecia que estava gelada, mas nesse momento parecia que estava quase fervendo. Afundava. Estava esgotada. O mar a reclamava. Poderia flutuar eternamente em um sonho sem despertar. 
Revolveu-se. Não permitiria que Cotta saísse vencedor. 
Fez um esforço e ficou com o rosto dentro do barco e as pernas penduradas. 
A água jorrava pelo cabelo cor de mel e as roupas azuis escuras. 
As pernas se negavam a mover-se, mas tentou até que caiu dentro do barco com certo estrondo. 
Ficou imóvel e sem respirar. Haveria alguém a bordo? Só se ouvia o mar contra o casco. 
A escada estava tentadoramente perto. Tinha que conseguir. 
Fez uso de todas as forças que ficavam, levantou-se e se equilibrou sobre ela. 
Uma mão agarrou a corda e ouviu vozes no interior do barco. Rezou para que dormissem outra vez. 
Só lhe faltava outro escândalo. Já tinha uma reputação bastante duvidosa e já atribuíam a ela suficientes escândalos, verdadeiros ou inventados. 
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 Série Império Romano
1- A noble captive – na lista
2- Uma amante virginal
3- Sete dias sem beijos
4- A honra do gladiador – em revisão

Amor Eterno

Série Sherring Cross
Kimberly Richards, rica herdeira inglesa que encontra-se no limite da idade aconselhável para se casar, é abandonada por quem pensava seria seu marido.
Órfã de mãe, seu pai decide confiá-la aos cuidados dos duques de Wrohston para não ter que se responsabilizar por ela - já que sua atual mulher não quer conviver com uma enteada - e introduzi-la no ambiente da aristocracia, onde, em meio de festas e noitadas propícias para os escarcéus amorosos, supostamente encontrará uma bom partido. 
De sua parte, Lachlan MacGregor, parente dos Wrohston e chefe de um rude clã escocês degradado, esforça-se para manter a margem as calamitosas finanças de sua família depois do desastre provocado por sua madrasta, que após a morte de seu pai fugiu com toda a fortuna familiar. 
A situação é tão crítica que Lachlan e seus homens se vêm obrigados a realizar pilhagens para abastecer o castelo de provisões. 
A única solução é que o arrogante e bonito Lachlan se case com uma mulher rica que livre o clã das penúrias. 
Assim, ambos formam o par ideal para um casamento de conveniência. Entretanto, a atraente e recatada jovem sente uma profunda aversão pelos caça dotes e ainda mais pela triste necessidade de comprar um marido...

Nota revisora Alcimar Silva: O livro é ótimo. Vocês vão adorar a história do Lachlan "Gigante" que é terrível. Sério! 
Ele perturba várias pessoas na história com a ideia fixa de que está apaixonado pela Megan, que não é o seu par romântico na história. 
Até se convencer que não a ama, vai arrumar muitas confusões, principalmente com a mocinha que verdadeiramente o interessa. 
Mais depois... é melhor ler para saber do que estou falando. Vocês vão adorar o livro. 
Beijos e até o próximo livro.

Capítulo Um

- Ainda vive, moço?
Parecia duvidoso. E pouco desejável, nesse momento. Mas a dor era mais irritante que aguda, e Lachlan MacGregor, enquanto jazia ensanguentado, descobriu que a ferida mortal era em seu orgulho. Triste era que o senhor do clã MacGregor se visse reduzido à condição de simples ladrão de estradas, mas ser tão néscio para deixar que o ferissem...
- Lachlan? - apressou seu parente.
- Acredito que, se não estou morto, deveria estar. De maneira que não pense em levar meu corpo para casa para enterrá-lo, Ranald.  Deixe-o aqui para que apodreça como merece.
Do outro lado de Lachlan se ouviu uma risada abafada.
- Não disse que não terá que afligir-se, Ranald? - disse Gilleonan MacGregor - É necessário mais que uma miserável bola de chumbo de uma pistola inglesa para acabar com um corpo tão grande.
Lachlan respondeu com um bufo. Ranald, que o sacudia em busca de sinal de vida, suspirou.
- Ah! Isso eu já sabia - disse com uma estranha mistura de suficiência e alívio - O que me preocupava era como colocá-lo no cavalo. Porque se não puder montar sozinho, terá que apodrecer aqui, que nós, nem mesmo entre os dois poderíamos içá-lo.
- Pois a mim isso não preocupa. Recordo que, quando moleque, acendíamos fogo junto a seus pés. Assombra que um grande homem como MacGregor possa mover-se como o azougue quando... 

Série Sherring Cross
1 - O Homem dos Meus Sonhos
2 - Amor Eterno
3 - Amor Incompreendido
Série Concluída

O Beijo do Destino

Série Guardiões



Gwynne pertence à linhagem dos Guardiões, famílias possuidoras de poderes mágicos que velam há séculos pela paz na Grã-Bretanha.

Apesar disso ainda não desenvolveu nenhum poder próprio, e se contenta com sua tranquila e apartada vida de bibliotecária. 
Quando entra em sua vida Duncan Macrae, poderoso Guardião escocês se sente envolvida por sua tremenda paixão e grande força. 
Não é preciso nenhuma magia para que ambos os jovens se sintam irremediavelmente atraídos um pelo outro, mas não deseja atar-se a alguém tão poderoso. Entretanto, o Conselho dos Guardiões decide por ela: tem que aceitar a ser a esposa do Duncan, porque as visões anunciam que só ela poderá evitar que o escocês leve a todo o país a uma guerra catastrófica. 
A jovem se vê obrigada a aceitar um plano que a levará a trair seu amor. Apanhada entre o dever e o coração… será capaz?


Capítulo Um

Richmond, Inglaterra Verão de 1745
Duncan Macrae fez uma funda inspiração, aspirando encantado os embriagadores aromas do verão. Chegado a Londres só a noite anterior de um larguísimo e laboriosa viagem pelo Continente, teria preferido acontecer todo o dia dormindo, mas seu amigo lorde Falconer não tinha parado de insistir em levá-lo ao Richmond. Já ali, estava contente de ter ido.
Enquanto davam a volta à esquina da mansão da anfitriã, passeou o olhar pelas mulheres embelezadas com magníficos vestidos que passeavam pela erva verde esmeralda paquerando desenfadadamente com cavalheiros de trajes mais magníficos ainda.
—As damas de Londres são como um buquê de flores exóticas —comentou.
Simon Malmain sorriu perezosamente.
—Não encontrará mulheres tão deliciosas nessas selvagens montanhas escocesas tuas.
—As moças escocesas são igualmente formosas e com muito menos artifício. —Duncan olhou o céu. — Lady Bethany escolheu bem seu dia. Inglaterra em seu melhor aspecto.
—Como sabe, tem algo de sangre Macrae. A suficiente para escolher sempre um formoso dia para suas festas apesar de nosso variável tempo inglês. —Alisou amorosamente uma arruguita da manga de sua jaqueta de brocado azul. — Se tivesse ameaçado chuva não me teria posto esta jaqueta nova. Custou-me condenadamente cara.
Duncan sorriu. Seu amigo imitava tão bem os maneiras de um petimetre que inclusive ele, que o conhecia da sala de estudos dos meninos, às vezes tinha dificuldade para recordar que era o mago mais perigoso da Grã-Bretanha, com a exceção talvez dele mesmo.
—Onde está lady Bethany? Devo ir apresentar lhe meus respeitos a nossa anfitriã. Faz anos que não a vejo.
Simon se fez viseira com a mão para procurá-la entre os grupos.
—Aí, nesse mirante.
Os dois puseram-se a andar para a anfitriã. Duncan olhou com interesse as mesas cheias de refrigérios, mas comer devia esperar; primeiro os bons maneiras. Enquanto se aproximavam do mirante ouviu a música que estava tocando um quarteto de corda dentro do mirante, uma música tão alegre como o dia.
—Costa acreditar que sobre Grã-Bretanha se abate a sombra de uma guerra —comentou em voz baixa.
—Por isso está você aqui —repôs Simon, também em voz baixa. — E esse é o motivo que eu e outros tenhamos passado tanto tempo na Escócia. O futuro não está fixado. Se os Guardiões construir muitas pontes entre nossas nações, talvez se possa evitar a guerra.
—Talvez —disse Duncan, — mas os escoceses e os ingleses levam séculos lutando, e esses malditos hábitos não se abandonam facilmente. —Olhou de soslaio a seu amigo. — A primeira vez que nos vimos, os dois fizemos todo o possível para deixar ao outro inconsciente.
—Sim, mas isso não se deveu a que você fosse um bárbaro escocês —replicou Simon sem perder um segundo. — Eu te odiei porque lhe trouxeram para a sala de estudo durante minhas classes e imediatamente demonstrou que sua grego era melhor que o meu.
Duncan sorriu irônico recordando esse primeiro encontro.
—Suponho que isso é melhor que nos odiar por nossas nacionalidades.

Série Guardiões
0.5 - Casamento Alquímico
1 - O Beijo do Destino
2 - Magia Roubada
3 - Feitiço de casamento
Série concluída

A Concubina

Chen Ji Yue está a caminho da corte na China do séc. XIX. 

Para se tornar imperatriz e cobrir sua família de honras, ela precisa apenas ser pura, tolerar intrigas, superar 299 rivais... e não se envolver com Sun Bo Tao, o melhor amigo do imperador e um homem bastante...atraente.
Ji Yue está em sérios apuros. Afinal, ele é irresistível... e não parece nem um pouco inclinado a se afastar dela...

Capítulo Um

Sun Bo Tao gemeu quando a cama caiu na rua com tanta força que aumentou sua dor de cabeça. Perguntou-se por que sonhava que dormia numa rua barulhenta de Pequim. Então uma ordem gritada por um soldado acordou-o. Mas sua cama continuava numa rua de Pequim. 
Podia ouvir os gritos dos vendedores am­bulantes e sentir o cheiro de excremento humano.
Bocejou e percebeu que estava num abrigo de seda vermelha, cercado por almofadas e velhas cortinas de seda. Oh, sim, estava numa liteira imperial, e uma bem desgastada.
Mas por que estava ali? Uma lembrança distante quase sur­giu. Havia um motivo para ter bebido até desmaiar na noite an­terior e não queria saber o que era. Mas se lembrava de que ia a pé para casa — estava bêbado demais para cavalgar — quando vira a procissão imperial.
Uma procissão pequena, dois soldados em frente à liteira le­vada por quatro carregadores. Ia para algum lugar em Pequim e voltaria para a Cidade Proibida. Como era seu destino, fez o soldado da frente parar, pagou o suborno e entrou na liteira en­quanto os carregadores descansavam. Assim dormiria algumas horas antes de enfrentar o dia.
Começou a se deitar de novo quando ouviu um choro alto de mulher, seguido por outros gritos femininos. 
Havia um rasgão na seda e por ele viu telhados de telhas quebradas que indica­vam que não estava num bairro próspero. Mas viu árvores tam­bém e uma gaiola com um pássaro canoro ao lado do muro da frente. Não tão pobre, então. Aristocracia mediana. Mexeu-se para ver melhor.
O pai apareceu primeiro. Rosto contraído, atitude de intelec­tual, refinamento nos movimentos e um ar sonhador e cansado que confirmaram a primeira impressão de Bo Tao: aristocracia mediana, provavelmente manchu da bandeira vermelha, o que foi confirmado pela bandeira nova de seda vermelha no arco do portão de entrada.
A casa estava quase em ruínas. Viu um par de adolescentes silenciosos. A família teria grande dificuldade para educá-los.
Bo Tao viu as mulheres. Era a mãe. que fazia mais barulho, gritando e soluçando, fingindo tristeza ao dizer adeus à filha. Havia mais dez mulheres contratadas para chorar, gritar e puxar os cabelos.
A liteira seria para eles? Os carregadores pegariam alguém antes de voltar para a Cidade Proibida? 
Não a mãe, que conti­nuava a ganir como um demônio, não os estóicos pai e filhos. Então devia ser a moça. Observou-a. Parecia na idade certa para casar, tinha estatura mediana, e o vestido bordado era luxuoso. 
Havia uma cortina de contas de marfim diante do rosto. Marfim, não jade, o que significava que não era rica o bastante para se tornar uma consorte imperial.
Diabos, agora lembrava por que bebera tanto na noite pas­sada. O Festival da Fertilidade começava naquela manhã. Yi Zhen, seu maldito melhor amigo (agora imperador Xian Feng), terminara o luto pelo pai na noite anterior. E hoje começaria o processo de escolha de esposas e concubinas para gerar o novo Filho do Paraíso.
A escolha de mulheres belas e férteis para partilhar a cama do imperador levaria uma semana. 
Beleza e suborno, sexo e mesquinharia dominariam a Cidade Proibida por esse período e nem um só momento seria dedicado aos assuntos práticos de governar o país. Que perda de tempo!

17 de março de 2012

Bonita E Perigosa





América do Norte, 1852. 


Louise Livingsion sabia que não deveria ceder diante do sorriso mais sadutor que já vira em toda sua vida. 
Sua resposta para qualquer pergunta que Ty Sanders fizesse deveria ser um sonoro não! 


Mas o que fazer, se seus lábios teimavam em dizer sim! 
Havia poucas mulheres come Louise Livingston naquela cidadezinha perdida num fim de mundo. Aliás, praticamente nenhuma, Ty admitiu. 
Louise era ima mistura explosiva de sedurão e santidade. 
E ele era o homem ideal para provocar a fagulha perigosa! 
Mas Ty começou a perceber que a fagulha só se tornaria fogo se viesse acompanhada de um pedido de casamento! 


Capítulo Um 


Noisy Swallow, Califórnia Champanhe ! 
Incrível como está-melhorando! 
Com ar surpreso, Niles Swaggart apontou para a bebida que Louise Livingston acabava de trazer para a porta de seu bar. 
Gordy Jenkins olhou com desdém para a caixa de garrafas na carroça. 
Ele não podia imaginar os mineradores rudes, que frequentavam o pequeno bar de Louise, tomando a bebida borbulhante. 
— Nunca antes apareceu champanhe em Noisy Swallow — ele comentou. Niles sorriu e retorceu o bigode branco. 
Aos quarenta e poucos anos, ele não era velho o suficiente para ter uma cabeleira alva, mas parecia não se importar com o fato. 
Aliás, ele o considerava seu traço mais atraente. 
— Ora. Gordy, quase nada jamais aconteceu aqui antes. Essa é a melhor parte de se viver numa cidadezinha que existe há apenas três anos. Há um mês, Niles estava morando na pensão de Louise, bebendo em seu bar e fazendo compras em seu armazém. Ele se considerava seu melhor freguês e, como tal, dizia-lhe o que pensava e flertava com ela abertamente. 
— Com toda a franqueza. Louise, você está ficando refinada demais para mim. 
Ela sorriu ao ouvir o comentário bobo. Por Deus, sentia-se tão satisfeita por estar de volta! 
Depois de passar uns dias adquirindo mercadorias em Sacramento, Noisy Swallow era o próprio paraíso. 
Embora só contasse com ruas enlameadas e com uma população oscilante de mineradores, era sua cidade. 
Estava até contente por rever Niles, apesar de ele ser um tanto excêntrico. 
— Já estou rica demais para você, Niles. 
— Ele riu. — Tenho recursos e, qualquer dia destes, vou abrir um negócio. Aí, você terá de se casar comigo. 
— Será? 
— Você é dona de tudo nesta cidade desde o início. Se eu abrir um estabelecimento, aposto como você se casará comigo só para manter seu monopólio no comércio. 
— Niles, você jamais terá um. Isso significaria trabalho, a única coisa que você não suportaria. Louise ao contrário, dedicava-se ao trabalho de corpo e alma. Aprendera com a mãe. 
— O que vai fazer com isto aqui? — indagou Gordy, ao curvar-se para pegar a caixa de champanhe. 
— Aquele conhaque francês do ano passado continua na prateleira. Nos últimos seis meses, ninguém achou uma única pepita de ouro por aqui. E caso alguém ache, aposto como vai comemorar com bebida barata. — Conhaque, champanhe e mineradores não combinam — Niles concordou. 
— Mas como não sou minerador, aprecio os dois. Niles orgulhava-se da refinada educação sulista. Gostava de contar, e a repetia sempre, a historia de seu duelo com um tal Finch, lá do Sul. 
— Talvez tenha sido frivolidade minha. Mas sabe, minha mãe sempre contava como, no dia de seu casamento, o champanhe correu a rodo. 
— Não diga! 
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Herança De Lei

David Taylor chega a pequena cidade de Lamesa a caminho de Odessa, e como estava com sem dinheiro, faz um trato com o dono do saloon da cidade, e troca trabalho por comida.

Este lugar, apesar de pequeno, tem uma grande horda de encrenqueiros rondando 
lugar coisa que 
David logo percebe em sua primeira noite de trabalho no saloon. 
O que ninguém na cidade suspeitava, mas logo vão descobrir é que David Taylor é excelente no gatilho! 
David Taylor passou o dorso da mão pela testa melada de suor e poeira. 
Destampou o cantil e bebeu um pequeno gole de água. Precisava poupar. 
Nunca se sabe... Vinha de Memphis, a uns 220 quilômetros a nordeste. 
Na verdade, vinha fugido de uma certa família que queria obrigá-lo a casar-se antes do tempo. 
Ainda era muito jovem para casar-se. 
Tinha apenas 26 anos e muito tempo pela frente. Sorriu, consigo mesmo quando lembrou-se de Mary Anne. 
Bem, mas eram águas passadas e a próxima cidade em seu caminho era Lamesa. 
Nunca estivera em Lamesa. Não ouvira qualquer comentário a respeito dela seja a favor ou contra. Simplesmente, a cidade ficava no caminho para Odessa. 
Procuraria um trabalho qualquer, alguma coisa que pudesse fazer para ganhar alguns dólares, e prosseguiria viagem. 

De Jenna: Denise, postei o tema, como pediu, e sempre que lançarem outros...

Capítulo Um 

O xerife de Lamesa encerrou o expediente do dia. Fechou a porta da delegacia e dispôs-se a ir para casa. 
Com passos firmes e calmos, percorreu a calçada de madeira em toda sua extensão, até o degrau que dava para a planície seca e desértica. 
Ficou parado por algum tempo contemplando a paisagem escura, iluminada pelas estrelas e uma lua quarto-crescente. Nenhuma nuvem rio céu. 
O vento soprava forte, sem obstáculos que impedissem sua passagem ou diminuíssem a velocidade. O ar era quente e pesado. O dia fora de muito calor. 
Há quanto tempo contemplava aquela paisagem? Sabia o número exato de anos, mas sentia que era muito mais tempo. 
A vida dura no oeste; os problemas que tivera de enfrentar; as desilusões que fora obrigado a superar e, principalmente, cicatrizar as feridas que seus entes queridos deixaram em «seu coração quando partiram desta vida. 
 — Boa noite, xerife Anderson — cumprimentou um homem, levantando o braço. 
— Boa noite — respondeu o xerife Bruce Anderson, maquinalmente, sem nem olhar para o indivíduo. 
Pelo modo de andar, pelo tom de voz, sabia que era o dono do armazém, Lee Stewart. Bruce Anderson recostou-se na parede da última casa. Enrolou um cigarro e fumou-o, soltando displicentemente a fumaça. 
Lamesa estava passando por um período de calmaria. 
Não havia muito trabalho a ser feito. Poucos forasteiros chegavam à cidade; quase não provocavam brigas no saloon com jogos de carta ou excesso de bebida. 
Os poucos bêbados que havia, geralmente dormiam nas celas. 
Não por terem praticado delitos, mas somente para não acordarem jogados pelas ruas cheios de poeira. Talvez fosse por causa da seca. Mas ela parecia que cederia em pouco tempo. 
Bruce Anderson já tinha enfrentado outros períodos de seca muito mais graves que aquele e pelos indícios da natureza, em breve teriam água. 
Isso significava que teriam colheita, e com ela gente nova na cidade à procura de emprego, seja na cidade, no campo, ou simplesmente de passagem para outro lugar. 
Jogou a guimba do cigarro longe, com um piparote. 
Languidamente, endireitou o corpo e desceu o degrau da calçada, pisando na poeira. 
Deixou que seus passos o guiassem até sua casa, atravessando a rua, entrando por um beco e dobrando na primeira esquina à direita. 
Uma pequena casinha que ainda guardava sinais de mãos femininas, mas que o tempo se encarregava de envelhecê-la. 
— Xerife! Xerife Anderson! — gritou alguém às suas costas. Nem precisava virar. Era Alex Jones, seu ajudante. 
— O que foi, Alex? — perguntou Anderson. 
— Aquele sujeito, o tal do Teddy Wilson, está no saloon! — informou o jovem, ansiosamente. 
— Sim, e daí? 
— Bem... 
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O Prisioneiro

Série Fraser
Escócia do século XV, um lugar e um tempo em que era difícil ser uma mulher e estar no comando. 

Para Brianna MacLeod, nova chefe de seu clã, sua sua primeira tarefa era conceber um herdeiro que assegurasse sua posição. 

E a melhor forma de conseguir isso seria seqüestrando Ewan Fraser, um homem por quem sentia uma forte atração... e também um de seus mais poderosos inimigos... 

Capítulo Um 


Feira do dia de são Martin, 11 de novembro de 1450. Saint Andrews, condado de Fife, Escócia.

Brianna escapou do edifício onde a festa da feira se realizava. 
Embora fosse uma estranha no local, o banquete oferecido rivalizava com qualquer um que era servido no grande hall de seu pai. 
Mesmo tendo comido demais, só de pensar nas iguarias que pesavam sobre as mesas — as maravilhosas tortas com os mais variados recheios, doces e salgados, os molhos, as nozes, os queijos e os pastéis — sua boca enchia de água. 
Os alimentos apimentados causaram sede e ela tomou muitos copos de leite adoçados com mel. 
E, agora, sua bexiga cheia não lhe dava mais descanso. 
Futura laird ou não, ainda era humana. 
As exigências da natureza não se importavam com títulos ou descendência nobre. 
Apertando a manta nos ombros, saiu da área do mercado e se dirigiu para o grande portão em busca de privacidade, os passos quase inaudíveis no caminho enlameado, iluminado por tochas e cercado pelas bancas vazias do mercado. 
A música de uma flauta a atraiu para um estábulo. 
A canção dolente parou assim que ela chegou à porta entreaberta. Concluiu que a música deveria ter vindo de algum lugar distante, então olhou para trás, entrou e fechou a porta. 
Uma lanterna estava pendurada num gancho na parede mais distante, a luz fraca mal dissipando as sombras. 
Brianna estremeceu, a escuridão lhe despertando as lembranças infantis de medo de bruxas com enormes narizes com verrugas, demônios com forcados para atacá-la e duendes que roubavam crianças mal-educadas durante a noite. 
Caminhou devagar pela escuridão em direção à luz, os braços estendidos à frente para não esbarrar em nada e cair. 
As mãos encontraram a parede áspera e, parando num dos cantos, ergueu a saia e se agachou. Ah, doce alívio... — Você tem um jato de urina bem forte para uma garota. 
Brianna se assustou. O coração disparado, abaixou a saia e pulou, procurando nas sombras. 
— Aqui em cima. A voz que a chamava de cima pertencia a um jovem, não a um homem adulto e certamente não a uma criatura do outro mundo. 
O rosto queimando, Brianna dobrou o pescoço para cima e olhou. 
Um par de pernas longas e magras balançava abaixo da viga, os pés grandes, calçados com botas, pouco acima da cabeça dela. 
Os pés pertenciam a um menino de 12 anos, mais ou menos, com cabelos escuros e ondulados que desciam até os om¬bros, olhos risonhos e uma flauta de madeira numa das mãos grandes. 
Do poleiro em que estava, ele devia ter visto muito de suas partes íntimas. 
Seis meses atrás, não teria se importado, mas desde que sua menstruação começara, ela se sentia mais sensível. 
A vergonha lhe queimou o rosto como se estivesse perto de uma fogueira. 
Determinada a recuperar a dignidade perdida, ergueu o queixo e o fuzilou com o olhar. 
— Devia ter mostrado que estava aí... 

Série Fraser
1 - O Prisioneiro
2 - Twelve Nights

A Máscara Do Amor











As aparências enganam...


Quem irá querer se casar com Lucy Bowes, agora que o irmão dela está sendo apontado como ladrão?

Embora esteja com seu futuro comprometido, sua grande amiga, a convida para passar uma temporada em Dashwood, sua linda casa de campo. 
Porém, um ladrão ainda mais perigoso consegue entrar na mansão e, curiosamente, tenta roubar o coração de Lucy. Ameaçado pela arma que ela lhe aponta, o mascarado trata de fugir, mas ele vai voltar. 
Ah, se vai... Ewan Sandeford jurou proteger as moradoras de Dashwood contra todo o mal. 
Se ao menos Lucy abaixasse aquela arma, seria uma grande coisa, pois ele tem uma missão a cumprir e não quer comprometê-la.
Muito pelo contrário, pois ela é corajosa, divertida e linda, uma jóia rara que qualquer ladrão, mesmo falso, gostaria de roubar. 


Capítulo Um 


Agosto de 1815 
Vai ou não me falar como é a Mansão Dashwood? — perguntou a srta. Lucy Bowes para a amiga Caroline, que se tornara a marquesa de Dash. 
— Há dois dias que estamos viajando para lá e você evita de propósito o assunto. 
— Está cansada de viajar, Lucy? — retrucou Caroline. 
— Nesta carruagem tão confortável e em sua companhia? Passando por cenários de colinas deslumbrantes e bosques encantados? E tendo dormido em uma excelente estalagem ontem? — Lucy sorriu. 
— Não, não estou cansada. E você? 
— Já que Thomas ainda está retido na França com o comandante Wellington — respondeu Caroline — o único prazer que tenho em abrir a mansão da família depois da morte de meu cunhado é sua presença, querida. E se ainda não lhe agradeci por ter vindo comigo, obrigada. 
Os raios de sol que se infiltravam pela janela do coche iluminavam os cabelos loiros da marquesa, e o movimento fazia os laços azuis do vestido balançarem com graça. 
— Já me agradeceu vinte vezes — brincou Lucy. 
Na verdade, ainda estava surpresa pelo fato de Caroline a ter convidado para acompanhá-la à Mansão Dashwood, lar dos marqueses de Dash, pois nos últimos tempos se julgava uma péssima companhia. 
— O prazer é todo meu, Carol — continuou. — Do contrário, não teria muito o que fazer sozinha. 
Caroline apenas relanceou um olhar para a amiga, o carinho iluminando suas lindas feições. 
Era a pessoa que mais conhecia Lucy, e ficara ao seu lado quando o irmão, Jack Bowes, a envergonhara, fugindo da lei por descobrirem que ele era um ladrão. 
Sendo ofícial do Exército, sua fuga, após roubar obras de arte, foi considerada deserção, o que agravou o crime. Lucy fingia para si mesma que não aceitara o convite de Caroline para escapar da enorme quantidade de curiosos que conheciam sua vergonha, mas era inútil disfarçar. 
Ali, sentada na carruagem luxuosa, admirando as roupas da marquesa, sentia autopiedade e frustração. 
Jack também roubara seu futuro, pois ninguém iria querer uma moça comum, que costumava falar o que pensava, e cujo dote estava preso por mais seis anos, até que pudesse declarar o irmão fugitivo como legalmente morto. 
De repente a carruagem diminuiu o movimento, e ambas olharam pela janela. 
A sua volta só havia o campo, e nem sinal da mansão ainda. Lucy franziu a testa e fitou Caroline, retirando uma pistola da cesta que trazia no colo e embrulhando-a no xale azul e verde. 
A marquesa arregalou os olhos, e Lucy explicou: 
— Uma mulher prevenida vale por duas. 
A carruagem se deteve, e um homem moreno surgiu na janelinha. — Milady Dash? — perguntou. 
Caroline fez um gesto para que ele abrisse a portinhola, e Lucy pôde analisá-lo bem. 
O homem usava um uniforme verde com botões de prata e insígnias de oficial. 
Além dos cabelos negros, tinha olhos castanhos muito vivos, um queixo forte e malares altos. 
No conjunto, as feições eram muito aristocráticas, pensou ela. 
— O que deseja, senhor? — perguntou Caroline com polidez. 
O oficial as cumprimentou com um gesto de cabeça. 
— Milady, sou o capitão Ewan Sandeford, seu novo vizinho. Seu marido, o coronel Dash, me escreveu pedindo que a ajudasse no que fosse necessário. 
— Meu Deus, senhor! 
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12 de março de 2012

O Castelo das Sombras

Trilogia Aincourt
Após perder a esposa, Caroline Aincourt, e a filha, a pequena Alana, em um trágico acidente às vésperas do Natal, Richard torna-se um homem solitário e amargo. 
Em profundo estado depressivo, Richard parte para seu castelo no campo.
Mas, com a chegada de Jessica Maitland e Gabriela Carstairs, seus dias de autocomiseração estão contados. Pouco antes de morrer, o general Streathern, tio-avô de Gabriela, ordenou que a menina ficasse sob a custódia de Richard, que a protegeria do lorde de Vesey, seu sobrinho-neto interessado em roubar a herança da prima. 
Com a missão de entregar a menina sã e salva para Richard, Jessica parte para o castelo do duque, afastando Gabriela de um ambiente nefasto.
Richard não tem intenção de ser responsável por uma órfã, mesmo porque isso o faz lembrar a filha. Mas, ele se sente cada vez mais atraído por Jessica, tornando-se vulnerável à insistência dela para que proteja a menina. Com a chegada de lorde Vesey ao castelo,a situação fica mais complicada.
Decide então reivindicar a guarda de Gabriela, o que coloca Richard em uma posição desconfortável, e para complicar , uma pessoa aparece morta. Agora, Richard e Jessica unem forças para descobrir o assassino, e também tentam... resistir à paixão incontrolável que surge entre eles!

Capítulo Um

Lady Leona Vesey ficava bonita quando chorava. E estava fazendo isso agora... copiosamente. Rios de lágrimas jorravam de seus olhos e escorriam pelo rosto enquanto segurava a mão enrugada do velho homem deitado na cama.
— Ah, tio, por favor, não morra — disse ela com voz de lamentação, os lábios trêmulos.
Jessica Maitland, que estava do outro lado da cama do general Streathern, perto da sobrinha-neta dele, Gabriela, olhava fixamente para lady Vesey com desprezo. Achava que o desempenho dela era digno de um palco. Jessica tinha de admitir que Leona ficava encantadora quando chorava, um talento que Jessica suspeitava que ela passara anos aperfeiçoando. Soubera que lágrimas funcionavam muito bem com os homens. Jessica detestava lágrima, e quando não conseguia segurá-las, as liberava na solidão e na calma de seu quarto.
Claro, Jessica, uma mulher extremamente justa, tinha de admitir que lady Leona Vesey também era bonita quando não estava chorando. Era uma das belezas reinantes em Londres há alguns anos — embora fosse considerada escandalosa demais para freqüentar as melhores casas — e, se estava chegando aos últimos anos desse reinado, o brilho dourado da luz de velas no quarto escuro escondia qualquer efeito que o tempo e a vida desregrada lhe haviam causado.
Lady Vesey era opulenta, ombros delicados e seios saindo pelo decote cavado do vestido, mais adequado como traje de noite do que para visitar um velho parente doente. A pele era macia e tinha o tom do mel, complementando os cachos dourados presos no topo da cabeça e os olhos redondos cas-tanho-claros. Fazia Jessica lembrar-se de uma gata manhosa e mimada, embora se transformasse em algo parecido com uma leoa quando ficava furiosa, como ontem, quando dera um tapa em uma empregada desajeitada que derramara chá em seu vestido.
Naquele momento, Jessica quis dar um tapa em Leona, mas, sendo apenas a governanta da casa do general, manteve a boca bem fechada. Embora, em épocas normais, Jessica mantivesse a casa funcionando com eficiência, Leona não estava acima dela apenas na condição social, mas, por ser esposa do sobrinho-neto do general, também tinha algum parentesco. Desde o momento em que ela e lorde Vesey entraram na casa, Leona assumira o controle, tratando Jessica como empregada.
— Ah, tio — dizia Leona agora, enxugando as lágrimas com o lenço de renda. — Por favor, fale comigo. Fico destruída ao vê-lo dessa maneira.Jessica sentiu Gabriela ficar tensa a seu lado, e sabia no que a menina estava pensando: que o general não tinha nenhuma relação real com lady Vesey, sendo tio-avô do marido dela, e que lady Vesey podia estar tudo menos destruída ao ver o general deitado naquela cama, prestes a morrer.

Trilogia Aincourt
1 - A Mansão dos Segredos
2 - O Castelo das Sombras
3 - A Casa das Máscaras
Trilogia Concluída

11 de março de 2012

Arte de Seduzir



Quando menos se espera... 

Ao comprar um castelo em ruínas em Sussex, Roger Mathieson fica surpreso por descobrir que seu plano de reformar a propriedade contraria os moradores locais. 
Ansioso para ser aceito na comunidade, ele decide cortejar uma jovem do condado. 
A princípio, Madeline Piper parece não retribuir seu interesse... até que ela o surpreende com uma proposta audaciosa! 
O noivado de uma inglesa com um escocês não seria visto com bons olhos pela sociedade provinciana, mas a precária situação financeira de seu pai impele Madeline a aceitar a corte do belo e atraente Roger. 
Madeline sabe que será uma tarefa difícil convencer os arrogantes membros da sociedade local a aceitar um forasteiro... mas, o amor tem seus próprios meios...

Sussex, Inglaterra, 1818
- Em nosso último encontro a senhorita não foi tão amá­vel - disse Roger, erguendo uma sobrancelha de mo­do inquiridor.
Madeline Piper fitou Roger Mathieson, sem conseguir acreditar que estava sendo tão pouco cavalheiresco a ponto de lembrá-la da última vez em que haviam se encontrado, um mês antes.
Nesse momento estavam no passeio ladeado de árvores que conduzia aos muros do castelo Pelworthy. Uma brisa suave agi­tava as abas de seu chapéu e as mechas douradas dos cabelos que lhe emolduravam o rosto. Devia se sentir satisfeita, pois o castelo sempre fora um de seus lugares favoritos quando criança, assim como o cenário do vale Chilchester logo abaixo, que era incom­parável.
Seu coração batia descompassado, sentia os joelhos fracos e a boca estava seca. Até o momento só havia trocado amenidades, porém Roger não se mostrava tão receptivo como desejara. Ao contrário, parecia disposto a não ser amável.
Madeline respirou fundo, tentando acalmar as batidas do seu coração.
- Não tive intenção de ser desagradável na última vez em que conversamos - replicou apressada. Roger conteve o riso.
- A senhorita atirou um relógio na minha cabeça. Madeline comprimiu os lábios para se dominar.
- Se bem recorda, fui muito provocada.
- Porque pedi a senhorita em casamento. Considera isso uma provocação?
Madeline sentiu as faces em fogo.
 - Bem... Sim, é claro, por que...
Deteve-se de modo abrupto. As coisas não se encaminhavam como desejara, e se não tomasse cuidado, refletiu, não conseguiria realizar o propósito pelo qual viera ao castelo. Respirou fundo e falou:
- Gostaria que esquecêssemos nosso último encontro.
- Estarei pronto a obedecer - retrucou Roger com um brilho malicioso no olhar - se me conceder o beijo que lhe pedi e que me foi recusado.
Madeline sentiu uma onda de ódio subir até seu cérebro como lava incandescente.
- Como ousa?!
- Exatamente como pensava - comentou Roger, encostan­do-se em uma parte do muro do castelo. Cruzou os braços sobre o peito para dar mais ênfase ao que dizia. -Então, o que deseja comigo, srta. Piper? Pois não acredito que tenha vindo fazer uma visita de mera cortesia. Mas quem sabe, talvez, esteja enganado. Por acaso veio até aqui para dizer que me apresentará à sociedade de Chilchester?
Madeline se afastou, não com o propósito de ir embora, mas para recuperar o autocontrole. Como era fácil para Roger deixá-la nervosa! Nenhum homem antes dele, e por certo nenhum cava­lheiro, conseguira isso.
Pelo menos a ira que acabara de sentir a deixara mais calma, entretanto como deveria proceder? Ignorava, pois jamais tivera que implorar por alguma coisa.
Lágrimas inesperadas surgiram em seus olhos, e tratou de pis­car evitando-as, recusando-se a fraquejar. Não se tornaria chorona por causa de um homem, muito menos pelo horrível escocês que invadira as vizinhanças com tanta arrogância. Ora! Chegara a se apossar das encantadoras ruínas de um castelo e iria reformá-lo pedra após pedra! Homem horroroso!
Porém esse não era o dia para ser rancorosa, pensou. Era a filha de Lucrecia Cowdray Piper do ramo dos Kent Cowdray, e de Horace Piper, de Fairlight Manor. Sua mãe morrera havia mui­tos anos, mas as boas maneiras e o decoro que ensinara estavam muito arraigados na mente de Madeline.
Conhecia seu dever em relação a todas as coisas, e pretendia cumpri-lo, mesmo violando seus escrúpulos. Existiam problemas financeiros a levar em consideração, e isso era mais importante do que evitar uma aliança fora de seu meio social.
Com esses pensamentos Madeline estremeceu de leve. Casar-­se com um escocês era algo que sempre julgara impossível e inad­missível, e lhe haviam ensinado que seria como adquirir uma doença. Como encarar destino tão cruel?

Lobo

Carlos de Maqueda e Suelves, marquês de Abejo é, na aparência, um aristocrata preocupado somente com seus bens. 

Ninguém poderia relacioná-lo com o assaltante e revolucionário que atormenta o juiz Burgo de Osma, um homem sem escrúpulos. 
Michelle de Clermont consegue escapar da justiça de Robespierre, salvando milagrosamente a vida e fixando sua residência na Espanha, onde terá que debater-se entre a fascinação por um foragido e a atração por um aristocrata, sem saber que se trata do mesmo homem.

Comentário Revisora Waléria Vieira:O livro faz com que eu queira caçar o Lobo, um homem TDB, mas meio confuso e por vezes inseguro. 
Mas encontra a sua forma do sapato e ai as coisas ficam interessantes. A história é legal, muito parecido com o Zorro, surpreende e envolve em uma trama deliciosa. Vocês todas vão querer virar caçadoras de Lobo. Boa leitura com certeza vai ter. 

Capítulo Um 

Burgo De Osma. Soria. 1793 
Levantou a taça e brindou pelo soberano, Carlos IV, como o resto das pessoas reunidas no salão. Através do líquido ambarino observou ao jovem que, reclinado com certa indolência na lareira, deixava seu olhar perder-se para além daquele recinto. 
Dom Enrique de Maqueda e Castejón atravessou a sala até chegar a ele. 
Seu neto piscou ao vê-lo e esboçou um meio sorriso que foi correspondido.
- Saúde, avô. - Saúde. Por um longo e próspero reinado de nosso monarca. 
Às escuras sobrancelhas de Carlos de Maqueda e Suelves, marquês de Abejo, formaram um arco perfeito e um toque de sarcasmo, apareceu agora em seus lábios. 
- Deixa que eu mude o brinde, avô? – propôs - Por um próspero e feliz reinado de Sua Majestade, Dona María Luisa Teresa e de seu novo favorito, Godoy. 
Dom Enrique deu uma olhada nervosa a seu redor. 
- Baixe a voz, demônio – ordenou - Quer que algum desgraçado o delate como contrário ao rei? 
O mais jovem encolheu os ombros com um gesto de aborrecimento e despreocupação em partes iguais. 
- Não sou contrário ao rei, a não ser aos excessos de nossa rainha. De todos os modos a quem importaria que alguém me delatasse? 
- Importaria a mim – protestou o ancião - Se quer se matar se aliste em qualquer guerra, hoje em dia há muitas, mas não quero que o prendam em minha casa. 
- Me prender por dizer em voz alta o que muitos pensam?
- Tem coisas que é melhor manter em silêncio – pegou-o pelo braço e o levou até um extremo mais afastado do salão, onde nenhum convidado pudesse escutá-los.
Sobretudo, onde não pudesse ouvi-los o juiz, dom Gonzalo Torres, um indivíduo de poucos escrúpulos e leal seguidor da caprichosa mulher que ocupava o trono da Espanha.
- Carlos, vigia sua língua. Há inimigos em cada canto. 
 - Está ficando pesado, velho. 

A Lenda De MacArthur





Durante a guerra dos Cem Anos, a filha de um chefe de um clã escocês e um humilde ferreiro sentem um amor que os dois acreditam impossível. 


Eva MacArthur é a protetora de Innisfarna, ilha mágica segundo uma lenda. 
E agora sua terra e sua família estão em perigo de desaparecer sob as garras de seu prometido, um latifundiário ávido de poder vinculado ao rei inglês. Desesperada para não perder o que é seu, Eva recorre a Lachlann 
MacKerron, o único homem a quem amou, embora descubra com horror que as feridas que sofreu enquanto lutava na França lhe impedem de forjar suas legendárias espadas mágicas. 


Comentário revisora final: O livro é bom o amor entre os protagonistas é lindo, surge na infância, mas é lento, a história se arrasta o livro todo chato até, começa a ficar bom já no final, uma pena, tinha tudo para ser melhor... 


Capítulo Um 


Argyll Escócia, primavera de 1428 
Selvagem como as amoras silvestres. Era doce, misteriosa e indômita, e jamais lhe pertenceria. Lachlann MacKerron sabia, sempre o tinha sabido. 
Entretanto, fez uma pausa em seu trabalho e se apoiou no marco da porta da ferraria para contemplá-la. 
Pelo menos se permitia isso. Eva MacArthur, filha do chefe do clã, estava no pátio falando em voz baixa com a mãe adotiva de Lachlann, com uma cesta cheia de queijo e pãezinhos de aveia, uma oferenda de consolo a recente viúva. 
Da morte de seu pai adotivo, muitos vizinhos tinham feito gestos amáveis, mas somente Eva vinha visitá-la todas as semanas. 
Dentro da ferraria, uma parte de aço estava esquentando na forja, mas podia deixá-lo aí um momento. Lachlann continuou na porta. 
A luz do sol dava um agradável resplendor aos cabelos escuros de Eva, e ele sabia, sem olhá-los, que seus olhos tinham a cor verde cinza de um céu de tormenta. 
Inclinou a cabeça para admirar sua magra figura; não era alta, mas estava feita com graça e força. 
Quando eram meninos o ganhava correndo e jogavam juntos nas colinas, com os irmãos e os primos MacArthur. 
Não cabia dúvida de que poderia ganhar ainda, se quisesse. 
Nos últimos anos a feminilidade tinha moderado sua natural tendência à ousadia, e ele gostava desse suavizamento. 
Seria uma excelente esposa, mas ela não era para ele.
A única filha de um chefe jamais se casaria com o filho adotivo de um ferreiro, mesmo que o verdadeiro nome e direitos de nascimento do jovem ferreiro fossem muito mais importantes que os que qualquer um poderia suspeitar. 
Os segredos que tinha revelado seu pai adotivo em seu leito de morte o tinham mudado para sempre. 
Nessas últimas semanas alteraram seu passado, sua identidade e seu futuro. 
Tinha tido que esforçar-se para aceitar a carga desse conhecimento. 
Agitando a cabeça, desprezou seus pensamentos para olhar Eva enquanto conversava com sua mãe adotiva. Haveria mudanças na vida de Eva também. 
Tinha ouvido que seu pai, o chefe dos MacArthur, desejava comprometê-la em matrimônio logo e só teria em conta homens influentes e poderosos, por exemplo, chefes ou filhos de chefes de clãs. 
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A Mansão Dos Segredos

Trilogia Aincourt

Há várias gerações, terras e títulos de nobreza foram concedidos à família Aincourt pela sua lealdade ao rei. 

A antiga abadia Darkwater, no entanto, veio com uma maldição: nenhum Aincourt que a possuísse conheceria a felicidade. 
Devin Aincourt, conde de Ravenscar, era um verdadeiro libertino. 
Ele se comprazia em gastar todo o dinheiro herdado e ignorar a administração de suas terras. 
Até o dia em que sua mãe implorou para que ele recuperasse a fortuna e o nome da família se casando com Miranda, uma rica herdeira americana. 
No entanto, Devin não imaginava que esta estrangeira decidida e autêntica tivesse os próprios planos: tornar suas terras rentáveis outra vez, arrancar o conde das garras da amante e conquistar seu coração — mesmo que ela tivesse de enfrentar a maldição rogada sobre os Aincourt há várias gerações... 

Capítulo Um 

Ela tentava alcançá-lo, os braços esticados, os olhos arregalados e suplicantes, a boca contorcida em um esgar fatal. ]
Estava pálida, a pele alva exibindo um tom acinzentado, a água encobrindo sua pele e roupas. Algas marinhas enroscavam-se em seu dorso, parecendo puxá-la para baixo em águas turbulentas. 
— Dev! Ajude-me! Salve-me! — Suas palavras agudas ecoaram pela escuridão. 
Ele inclinava-se para resgatá-la, mas suas mãos estavam a alguns centímetros das dela, e não conseguia deslocar-se para a frente. 
Esticava cada fibra de seu corpo, mas ela continuava de maneira frustrante fora de alcance. 
Ela afundava nas águas escuras, os olhos se fechando. 
— Não! — gritou ele, tentando resgatá-la em vão. — Não! Deixe-me ajudá-la! 
Os olhos de Devin abriram-se bruscamente, a princípio desorientados, mas, aos poucos, adquirindo compreensão. Sonhara mais uma vez com ela. 
— Deus! — tremeu, sentindo um calafrio, e olhou em volta. 
Demorou um instante para que percebesse onde estava. Cedera ao sono sentado em uma cadeira do quarto, vestido apenas com o robe-de-chambre. 
Uma garrafa de brandy e uma taça bojuda graciosamente inclinada repousavam na mesinha ao lado da poltrona. 
Ele serviu-se da bebida, as mãos tremendo de tal forma que a garrafa batia na borda da taça, produzindo um som agudo. 
Sorveu rapidamente um bom gole, aquecendo-se ao sentir o líquido ardente descer pela garganta e explodir no estômago. 
Passou a mão pelos cabelos negros e densos e bebeu outro gole. 
— Por que você não me contou? — murmurou ele. — Eu teria ajudado. Ele ainda sentia frio, apesar da ajuda do brandy. 
Levantou-se e caminhou até a cama, um andar levemente instável. 
Quanto teria bebido ontem à noite? Não conseguia lembrar-se. 
Obviamente, fora o suficiente para fazê-lo dormir sentado e não percorrer os poucos passos que o separavam da cama. 
Não era para se espantar, pensou, que tivesse tido pesadelos. 

Trilogia Aincourt
1 - A Mansão dos Segredos
2 - O Castelo das Sombras
3 - A Casa das Máscaras
Trilogia Concluída

Beije-me

Trilogia Família Langley
Segredo inconfessável... 

Lucas Ashton exige que sua noiva tenha bons antecedentes, que pertença a uma família tradicional e honrada e que tenha uma conduta irrepreensível. 

Lucas está longe de imaginar que, em meio a um escândalo, uma jovem encantadora e ,. .. atrevida o fará esquecer todas as normas de etiqueta que ele tanto prezar com os beijos mais ardentes e sedutores que ele já recebeu de uma mulher... 

Irisa Langley está diante do maior dilema de sua vida. Noiva do homem mais digno, fascinante e sensual com quem uma mulher poderia desejar se casar, ela questiona se deve levar aquele noivado adiante... 

Irisa tem um segredo que chocaria toda a sociedade, e existe uma pessoa empenhada em afastá-la de Lucas... Uma pessoa que conhece seu segredo. 

Capítulo Um 


Londres, 1824 


Irisa viu Lucas do outro lado da pequena biblioteca. 

A noite tomada pela neblina não conseguia atrapalhar o aconchego do aposento. 
O rosto de Lucas se iluminou num sorriso adorável. 
— Você veio. Ela assentiu, emocionada. — Venha, meu amor — disse ele. Irisa se moveu como que hipnotizada, atraída pelo ardor que havia no olhar do amado. 
Ela o queria desesperadamente. E ele a queria. 
Assim que ficou perto o bastante para ser tocada, ele a puxou para perto dele. 
Sentir a pele quente de Lucas em seus braços nus a fazia estremecer. 
Ele não parou de puxá-la até que seu corpo estivesse a poucos centímetros do dele. 
Irisa sabia que Lucas ia beijá-la. Finalmente. 
Tinha esperado muito tempo, mas sabia instintivamente que valeria a pena. 
A boca de Lucas pousou na dela, e ela sentiu os lábios quentes e vibrantes. Estremeceu e ele se afastou. 
— Você está bem, querida? — Sim. Por favor, me beije outra vez. 
Lucas obedeceu com entusiasmo, enquanto lhe envolvia a cintura com o braço. 
A outra mão pousou no ombro de Irisa e seus dedos deslizaram sob o tecido do vestido. 
Ela corou ante o toque íntimo, mas não se afastou. Lucas gemeu baixo e puxou o decote até descobrir seus seios. 
Então ele... então... Ah, o devaneio de Irisa terminou abruptamente. 
O que aconteceria em seguida? Os escritores sempre paravam nas partes mais interessantes dos romances. 
Ela não tinha a menor ideia do que os homens faziam depois que conseguiam puxar o corpete do vestido para baixo. 
Abafando um suspiro, voltou a atenção para a sala de jantar elegante dos Bilkingtons e ao monólogo de seu acompanhante sobre cães de caça.

Trilogia Família Langley
1 - Toque-me
2 - Beija-me
3 - Renda-se
Trilogia Concluída