17 de setembro de 2015

Vingador das Terras Altas

Saga das Terras Altas/ Família Murray
"Eu estava com medo que eles tivessem me encontrado", disse ela contra seu peito, suas pequenas mãos segurando na parte de trás de sua camisa. "Por muito tempo sentada aqui enquanto a noite, eu pensei ".

Brian acariciou suas costas até que seu tremor diminuiu.
Ela era uma tentação. Enquanto uma voz em sua cabeça avisava que não era uma boa idéia, ele colocou a mão sob o queixo e virou o rosto para ele. 
Roubar um beijo não faria mal, disse ele à voz, quando abaixou a boca para a dela. Arianna observava sua boca se aproximar dela e sabia que deveria se afastar. Ela sabia que não seria uma boa idéia, se somente porque ainda tinha muitas milhas para viajarem juntos. A tentação de ser beijada por este homem era muito forte para resistir, no entanto.
Ela pode ter sido casada por cinco anos, mas, mesmo contando os poucos, roubados por homens jovens antes que dela estar prometida, havia experimentado uma escassez de beijos. E nenhum dos que a tinha beijado tinha sido tão bonito quanto
Sir Brian Mac Fingal. Nenhum daqueles beijos tinha deixado qualquer impressão sobre ela, tampouco. Ela estava curiosa para ver se o homem que ela achava tão intrigante, tão bom de se olhar, iria mudar sua idéia sobre a inutilidade de beijos. No momento em que seus lábios tocaram os dela, Arianna soube que esse beijo seria diferente de qualquer outro que tinha vindo antes ...

Capítulo Um

Escócia, Primavera 1480
A água salgada e fria emaranhou tanto seu cabelo que Arianna podia senti-lo puxando seu couro cabeludo. O vento forte também não ajudava, puxando seu cabelo livre dos presilhas e chicoteando-a em torno de sua cabeça. Doeu quando bateu no rosto, algo que fez, muitas vezes, enquanto ela tropeçava através da plataforma do navio de modo arfante em busca de Adelar e Michel, mas ela tinha não tinha tempo para corrigi-lo agora. Quando encontrasse os rapazes ela iria repreendê-los até suas orelhas queimarem.
Os meninos eram muito descuidados com suas vidas, também inocentes para estar plenamente conscientes do perigo em que estavam. Eles pensavam que viajavam com ela para a Escócia para viver com ela e sua família, sem entender que eles estavam correndo por suas vidas. 

Eles eram muito jovens para acatar qualquer aviso, ela dava-lhes por muito tempo. Nem poderiam entender que eles eram a única parte do seu casamento malfadado que ela se agarrava.
Havia alguém no navio que a queria e aos meninos, mortos. Apertando-a, se irritou com o vento frio, pousou a mão sobre o punho de sua adaga, e jurou mais uma vez que ela faria qualquer coisa para mantê-los vivos.
Ela pensava estar livre, ao deixar a França, que tinha escapado da perseguição, mas os meninos depois disto, obviamente tinham avistado um de seus homens a bordo do navio. Ela tinha toda a intenção de enterrar sua adaga profundamente no coração negro do homem.
"Jesus! O pequeno bastardo me mordeu! "
A voz masculina irritada cortou os sons de vento, chuva, e ranger do navio. Arianna virou-se para essa voz. Através das laminas de chuva forte abaixo do céu, viu dois homens lutando para manter- firme a dois meninos se contorcendo, chutando enquanto eles arrastaram seus pequenos cativos em direção a amurada do navio.
Um punhal. Dois homens. Não são muito boas as probabilidades, pensou enquanto se movia em silêncio, mas rapidamente para eles. Seus meninos estavam lutando bravamente, mas ela sabia que eles perderiam a batalha. Eles precisavam de sua ajuda para salvá-los.
Ela não tinha certeza exatamente quem havia contratado os homens e duvidava que ela teria a oportunidade de ganhar quaisquer respostas a partir deles. Não importava. Arianna sabia que era seu tio Amiel ou o velho, mortal inimigo dos Lucettes, o DeVeaux. Ou ambos, ela pensou, e quase rosnou. 

Amiel não parecia importar que ele era agora ligado com uma família que tinha causado a morte e a miséria de tantos outros de seus próprios parentes. Ela não deveria estar surpresa e chocada com o que ele fazia. 
O homem estava tentando assassiná- la e a seus sobrinhos para ganhar tudo o que tinham herdado do pai deles. E, ela fortemente suspeitava, que tinha sido Amiel que havia matado seu pai, Claud, assim, assassinou o próprio irmão, juntamente com a mãe dos garotos.

Saga das Terras Altas/ Família Murray
1 - Destinos ao Vento
2 - Em Defesa da Honra
3 - Laços de Amor
4 - Juramento de Amor
5 - Vingança de Amor
6 - A Noiva das Terras Altas
7 - Anjo das Terras Altas
8 - Um Toque Mágico
9 - Senhor das Terras Altas
10 - Guerreiro das Terras Altas
11 - O Campeão das Terras Altas
12 - O Amante das Terras Altas
13 - O Bárbaro das Terras Altas
14 - No Auge da Paixão
15 - O Lobo das Terras Altas
16 - O Pecador das Terras Altas
17 - O Protetor das Terras Altas
18 - Vingador das Terras Altas
19 - Mestre das Terras Altas
20 - Highland Guard
21 - Highland Chieftain
22 - Highland Devil







15 de setembro de 2015

Magnólia

Magnólia casou com um homem rico, muito mais velho do que ela, para tirar sua família da pobreza.

Uma tarde, o encontrou morto no porão, onde trabalhava como restaurador. Meses depois, decidiu descer ao porão para fazer um balanço, escorrega na escada e sua vela apaga.
Um estranho aparece assustando-a, exigindo uma lista do seu marido.
Ela não sabe do que ele está falando, e para sua surpresa, o estranho a beija.
Mark é um marquês a serviço da coroa da Inglaterra, tentando recuperar uma lista de agentes ingleses que o marido de Magnólia estava prestes a vender para os franceses. Sua carruagem colide contra a dela e Mark perde a memória no impacto. Magnólia leva-o para casa até que se recorde quem ele é.
A atração mútua é muito forte e, gradualmente, Mark ganha a sua confiança e ela acaba contando seus problemas. Juntos, eles encontram a lista, mas quando Magnólia descobre a verdade, desaparece sem dar mais detalhes.
Mark sai em sua busca por meses, mesmo sem saber se ele será perdoado por Magnólia.

Capítulo Um

Magnólia Desceu um degrau. Em seguida, outro. Um terceiro. A luz pulsante chama apenas mostrava as sombras, borrando ao invés de iluminar os contornos dos móveis no porão. Magnólia tinha a boca seca e uma dor aguda na boca do estômago. Não era medo. Ou sim? resistia a pensar que pudesse sê-lo; no fim de contas, tinha estado ali muitas vezes, tinha passado muitas horas naquele lugar. Mas sempre tinha sido de dia, quando a mortiça luz do sol se filtrava pelas janelas situadas no teto. Mesmo assim, não se tinha por uma pessoa temerosa, bem ao contrário.
Nunca entendeu porque seu defunto marido tinha elegido o porão do casarão para trabalhar, quando seria perfeito qualquer um dos quartos da casa, amplos e luminosos. Suas criações de ourives demandavam luz; entretanto, o homem com quem se casou, apressada pela fome de sua família e por uma perseguição desumana, preferia restaurar e criar naquela outra estadia que sempre lhe provocara calafrios. Por isso não tinha voltado ali, a aquela catacumba úmida e lúgubre, desde que… Ao pisar no último degrau, um de seus sapatos escorrega em uma pequena mancha de azeite e esteve a ponto de cair.
Escapou uma exclamação e afiançou a mão direita no carcomido corrimão, evitando o acidente em última instância, mas sem poder sujeitar o castiçal, que caiu com um golpe seco ao que seguiram ecos ao rodar pelo chão. Magnólia ficou ali imóvel, quase sem respiração.
A imagem de seu defunto marido ocupou mais uma vez seu pensamento. Foi ela quem o encontrou, já fazia dois meses, quando desceu para reunir-se com ele levando sob o braço sua caixa de costura. As cinco em ponto da tarde. Sempre à mesma hora e seguindo idêntico ritual cada dia. Não podia saltar uma norma estabelecida pelo Roger. Assim que terminava de comer, seu marido descia ao porão para trabalhar e ela devia unir-se a ele na hora do chá. Minutos depois, exatamente quando o relógio da sala dava à hora e quarto, a senhora Merritt aparecia com o chá e tortas de limão.
Ela tinha chegado a odiar esses doces com toda sua alma, mas eram os preferidos do Roger e em sua casa ninguém podia ir contra aos seus maníacos costumes. Na tarde em que o encontrou morto ao pé da escada tinha sido uma de tantas, uma mais em sua apática vida de casada.
Quando pôde reagir e mandar chamar Lionel Arkinson, o médico da família Hunt desde que Roger nasceu, o doutor ancião só pôde confirmar o que todos temiam: ao parecer, seu marido tinha escorregado e golpeou a cabeça em um dos braços de uma cruz que se encontrou ensangüentada a seu lado.
Para Magnólia resultou obsceno que Roger tivesse perecido por causa de um objeto que significava algo no que ele que nunca acreditou. Notando que lhe tremiam as pernas, deixou-se escorregar até ficar sentada em um dos degraus, com a escuridão rodeando-a como um manto frio.
Sem vela, com a única claridade da lua que atravessava as janelas pulverizando uma pátina leitosa justo sobre o lugar onde encontrou o corpo de seu marido, o porão resultava ainda mais tétrico. Inclusive lhe pareceu ouvir a risada chiada e desagradável do Roger quando se burlava dela e o coração começou a pulsar de forma errática.
Suas mãos umedeceram o suor desceu da têmpora ao queixo, perdendose no vale de seus seios. obrigou-se a relaxar. —Por Deus, não sou uma menina temerosa na escuridão!


13 de setembro de 2015

A Herdeira

Série Montgomery Saga
Jamie Montgomery, cavaleiro elisabetano empobrecido, fica eufórico ao ser escolhido para escoltar Axia, a herdeira dos Lancaster, até o castelo de seu futuro marido.

Se ela se apaixonar por ele — como a devotada irmã mais velha de Jamie anseia -, suas dificuldades financeiras estarão resolvidas.
Mas Axia, que passou a vida vigiada de perto pelos servos do pai, não é a flor tímida e mimada que Jamie imagina. Ela é travessa e teimosa, e aproveita todos os momentos preciosos de liberdade antes de casar com o homem escolhido por seu indiferente e excêntrico pai. Depois de comunicar a Jamie que nem pense em lhe declarar o seu amor — como parece ser o hábito de todos os homens pobres e bonitos —, Axia transforma-lhe a vida num inferno quando foge para ir à feira, monta num cavalo rebelde e por pouco não quebra o pescoço, e faz o impossível para atrasar a viagem.
Embora não ouse admitir, a idéia de se casar com um estranho a assusta muito.
Certo dia, Jamie percebe estar saboreando as palavras mais ousadas de Axia como se fossem o néctar mais raro... e que está perdidamente apaixonado por essa linda moça, tão audaciosa e enlouquecedora. A partir daí, terá que preparar um plano arrojado para obter a liberdade de Axia... e conquistar o seu arrojado e destemido coração!

Capítulo Um

Inglaterra 1572
- Herdeira de Maidenhall! - Joby mal conseguia se conter enquanto olhava para Jamie e Berengaria, respectivamente o irmão e a irmã mais velha, sentados juntinhos um do outro na mesa superior. Sua beleza já não a deslumbrava mais como quando era criança. O pai costumava erguê-la nos braços acima da cabeça, bem no alto, prometendo-lhe que, quando crescesse, seria tão bonita quanto a irmã, Berengaria.
Mas ele mentira. Mentira a esse respeito ou, como acabou acontecendo, sobre tantas outras coisas. Mentira ao afirmar que nunca lhes faltaria comida e um lugar quente e confortável para morar. Mentira ao jurar que a mãe logo pararia de falar com o povo dos espíritos.
Mas, principalmente, mentira quando garantira que viveria para sempre.
Joby sacudiu a cabeça e o cabelo castanho cacheado, e olhou para o irmão com olhos brilhantes. O cabelo fora cortado depois que derrotara alguns garotos enquanto brincavam de espadachim; em retaliação, eles haviam lambuzado a sua cabeça com mel quente e pez de pinheiro. Agora o cabelo crescia em cachos brilhantes, e ela achava que era um dos seus traços mais bonitos.
”A herdeira de Maidenhall”, ela repetiu. Jamie, pense em toda aquela maravilhosa fortuna. Você acha que ela toma banho numa banheira de ouro? Será que usa esmeraldas quando vai se deitar?
“ Nada ela usa, senão a cama”, resmungou Rhys, um dos dois escudeiros de Jamie. Aquele pai dela a mantém tão trancafiada como o seu ouro.
Rhys emitiu um pequeno grunhido quando Thomas, o segundo escudeiro, deu-lhe um chute por baixo da mesa.
Joby sabia muito bem que o pontapé era para silenciar Rhys, pois todos pensavam que, com doze anos, ela não sabia nadica de nada e não queriam que mudasse. Joby não ia contar o que sabia ou deixava de saber; na sua opinião as restrições atuais eram suficientes à sua liberdade. Se qualquer um dos adultos presentes descobrisse exatamente o quanto sabia realmente, começariam a querer descobrir onde havia aprendido o que devia ignorar.
Os olhos de Jamie brilhavam.
— Esmeraldas talvez não. Mas, quem sabe, uma camisola de seda.
— Seda — repetiu Joby sonhadoramente com a cabeça apoiada na mão. — Italiana ou francesa?



Série Montgomery Saga
1- O Leão Negro 
2- A Donzela
3- A Herdeira
 
 

11 de setembro de 2015

Corrente de Favores








Abandonada por seu marido, Emily Coleman vive com seu filho em um rancho isolado, no meio de uma terra violenta e impiedosa cercada de dívidas e de homens que desejam suas terras.

Se quiser sobreviver, terá que cruzar o Kansas para vender seu gado na perigosa Dodge City.
Sam Truman, um homem de passado turbulento surgirá de maneira inesperada em sua vida, empreendendo com Emily uma viagem cheia de imprevistos e perigos, na qual ela aprenderá a ser dona de seu destino e descobrirá que o amor pode ser uma tortura, e por sua vez, a mais doce das esperanças.

Capítulo Um

Estado do Kansas, 1879
Se alguém precisasse de qualquer coisa, um tecido para um vestido, um saco de farinha ou uma pá, só teria que aproximar-se do armazém de Gertrud e Pete Schmidt. Não havia nada que eles não conseguissem no condado de Ellsworth. Talvez por isso aquele estabelecimento fosse o coração do pequeno povoado de pouco mais de cem habitantes, com ruas poeirentas no verão e nevadas no inverno, que se transformavam em um lodaçal com as chuvas da primavera e outono. Não existia outro armazém em um raio de cinquenta quilômetros, o que fazia com que todos os rancheiros e granjeiros daquele condado fossem obrigados a recorrer ao casal para qualquer necessidade que se apresentasse.
Por esta mesma razão, não era de estranhar que Gertrud conduzisse seu negócio como uma rainha que transmitia justiça divina. Nem o ser mais audaz daquela região atrevia-se a quebrar as regras desta mulher de rosto magro. Seu olhar de falcão era bem conhecido e nada escapava de seu reino de quinquilharias, sendo capaz de verificar se alguma coisa faltava com um simples olhar.
Tinha o cabelo sempre tão esticado, que muitos asseguravam que não possuía rugas por conta daquele eterno coque negro riscado de cinza.
Seus olhos escuros, pequenos e animados, agitavam-se de um lado ao outro sem perder de vista sua mercadoria, e quando alguma coisa a incomodava franzia a boca de lábios finos. Pequena e magra, que mais parecia uma cana, apesar de seu metro e meio de altura, Gertrud era capaz de fazer tremer o mais temido dos seres. Esta mulher exalava autoridade e não hesitava em usar sua língua viperina quando alguém não acatasse suas normas.
Como era de se esperar, ali estava quando Emily entrou no armazém, acompanhada de seu filho Cody. A recém-chegada bem que teria preferido encontrar-se com Pete Schmidt, um homem afável de rosto corado e sempre sorridente.
Inspirou profundamente para criar ânimo, porque já sabia o que estava a ponto de acontecer: teria que se humilhar para conseguir os artigos de primeira necessidade da amassada lista que
guardava em sua bolsinha. Deu uma olhada para a rua, onde a chuva assolava poças que ameaçavam engolir as rodas das carroças.
A de Emily estava a poucos metros dali, e ela se compadeceu de Sansón, seu velho cavalo. Um animal tranquilo que aguentava com resignação o tamborilar da chuva com os cascos unidos ao barro. Seria um absurdo esperar que Pete regressasse de onde estivesse. Se ela e Cody saíssem, ficariam molhados até os ossos em um abrir e fechar de olhos, e o único que conseguiriam seria uma boa gripe.
Seu orgulho teria que sofrer as consequências do caráter arisco de Gertrud. Espreitou o local até a porta e percebeu que naquele momento não havia mais cliente. Ao menos nisso teria sorte, porque ninguém seria testemunha de sua vergonha.
- Feche a porta!
 



7 de setembro de 2015

O Warlord Eterno

Apimentado Histórico





Terras Altas da Escócia: 1183 

"Você tem certeza disso?" Ian olhou para a bela visão pairando sobre ele enquanto estava dentro de sua pedra tumular. Seu cabelo vermelho caía sobre os ombros, e seu vestido era uma combinação perfeita, da sombra profunda do verde de seus olhos. Ian nunca mais teve certeza de nada. 
Estava cansado. "Sim." Ele deu um aceno decidido. "'Esta é a única maneira que vou encontrar a paz, Illora." Ele orou para que o feitiço Fey funcionasse, e que ele não fosse vítima de mais um truque das pessoas mágicas que habitavam sua terra natal. Tuatha de 'Danaan. 
O Povo das Fadas. Illora era a única deles em quem ele confiava. Estava claro que ela estava apaixonada por ele, então por que razão para traí-lo? "Você vai estar em sono profundo até que alguém leia a inscrição no caixão e o desperte. 
"A encantadora Fey lembrou-lhe o destino que ele estava prestes a aceitar.” Por causa de sua imortalidade, você poderia permanecer sepultado para sempre.” "Então eu serei abençoada com o repouso." Ele já tinha considerado as conseqüências da sua escolha. Foi a alternativa que o assustou. "Nunca mais vou ter que assistir a todos aqueles à quem amo envelhecer e morrer. " "Você não tem que ficar sozinho. leia mais

Barbara Cartland


Aconteceu na Escócia
Bastou um beijo, um olhar, para Grace esquecer que eram inimigos!
Sem dinheiro, com a mãe morta de tuberculose e inanição, Grace estava sozinha em Paris. A chegada oportuna de um velho escocês veio diminuir sua dor. Ele trouxe a notícia de que o chefe do clã McBlane morrera e Grace herdara o título. Recebida calorosamente pelos parentes e membros do clã, Grace despertou o ódio e a inveja de um primo, que pôs em perigo sua vida, raptando-a e encarcerando-a na torre de seu castelo. A única pessoa que poderia salvá-la era Tarquil, o dono de seu coração e também o maior inimigo de sua família!


Melodia de Natal
Um rosto perfeito e uma voz angelical arrebataram o coração do jovem duque...
Vestido de Papai Noel, o duque Sheldon de Moorminster terminou de entregar os presentes para o público que compareceu à estréia de seu teatro. Quando saiu do palco, minutos depois, as cortinas se abriram e a orquestra começou a tocar. Como num sonho, surgiu em cena uma jovem belíssima entoando uma suave melodia de Natal. Sua voz extraordinária enlevou a platéia e aprisionou o coração do duque. Fascinado, Sheldon decidiu naquele instante que, se ela não aceitasse fugir em sua companhia, iria raptá-la!



Á Caminho do exílio
O luar incidia sobre o convés do iate que levava a princesa Victoria para o exílio. 
Absorta, ela não via a beleza da noite estrelada. Em sua mente, as cenas ocorridas no palácio de Klaklov ainda estavam vívidas. Com horror, lembrou-se de sua noite de núpcias, quando descobriu que o rei, seu marido, homem devasso e viciado em drogas, queria que participasse de suas orgias.
Então, fugiu. Ocultando sua identidade, conseguiu ajuda de um misterioso desconhecido... Agora que estava à mercê do destino, ela decidiu que nunca mais ousaria sonhar com o amor.







6 de setembro de 2015

Quase Inocentes...

Roubando um coração.

Para proteger seu querido tio, Leah Grey, devolve secretamente os objetos que ele tem o hábito, de "tomar emprestado" de pessoas desavisadas.

Mas dessa vez, o excêntrico velhinho escolheu o alvo errado... Ao ser surpreendida, tentando devolver um pertence roubado, Leah é forçada a concordar em ajudar Jack Morgan a resgatar da residência do conde de Instep, uma safira de inestimável valor. 
Jack está determinado a reaver o que lhe pertence, e Leah é a pessoa ideal para ajudá-lo. Linda e inteligente, aquela mulher é capaz de realizar façanhas impossíveis... e se Jack se descuidar, logo ela roubará para sempre o seu coração!


Capítulo Um

Lower Ridington, Inglaterra, 1811
Os jornais fervem com a notícia de que o conde de Instep vai anunciar, dentro de duas semanas, o destino de uma enorme safira de qualidade excepcional. Estou certo de que você será es­perto o bastante para adquiri-la. Se o fizer, asseguro-lhe que tam­bém descobrirá o paradeiro de sua mãe. Eu o encontrarei na Don­zela Dançante. Mais uma vez a jóia atravessa o seu caminho.
Antes de apanhar o bendito e explosivo bilhete em meu bolso para relê-lo, eu não passava de um homem inexpressivo, com rou­pas totalmente comuns, como sempre fora naquela vila minúscula. No entanto, quando o desdobrei, o papel gasto rasgou. Praguejei, provavelmente em voz alta, porque as pessoas à minha volta me encararam assustadas.
— Desculpe-me, senhora — murmurei com educação para uma mulher, e logo tornei a guardar o bilhete em meu bolso. Eu também fiquei bastante aborrecido até o momento em que ela me olhou dos pés à cabeça, torceu o lábio com desdém e empinou o nariz com arrogância.
Então, de repente, me deu um estalo, e em vez de deixar para lá como deveria, ajeitei meu chapéu e pisquei para ela.
— Está frio, não? Mas aposto que você está bem quente. — Era uma proposta explícita e rude. A mulher ficou séria e me deu as costas. Eu ri alto e dei um gole na minha cerveja.
Minha atitude até que era justificada, já que estava sem paciên­cia. Havia três horas eu esperava à toa. Obviamente, o autor do bilhete anônimo apareceria só depois de eu ter roubado a pedra. Sentado no lugar de sempre na Donzela Dançante, girei meu pequeno medalhão, um objeto que me trazia boa sorte, mesmo que eu ainda não tivesse conquistado o que mais desejava, na mesa de carvalho, parecendo distraído. Na verdade observava as pessoas com atenção. A grande quantidade de cerveja que eu bebera não tinha me livrado da tensão. 

Procurava alguém com cara fora do comum. Um único olhar poderia revelar o autor do bilhete. No entanto as horas passavam e nada ocorria.
O tempo estava terrível aquela noite. O vento cortante invadia o restaurante e fazia as sombras dançarem nas paredes. Suspirei. Apenas minha sombra me lembrava de que eu continuava lá. Não havia ninguém ali que pudesse ter escrito o bilhete. O que eu esperava? Um milagre?



Desarmado por uma Dança

 Série Agentes Secretos

Nunca antes tinha conhecido um homem que não pudesse enganar…

Ela enfrentou o desafio dos campos de batalha.
Tinha interceptado e roubado mensagens diante dos narizes dos chefes de estado.
Tinha interpretado o papel da experimentada cortesã, da virgem inocente, da dama britânica de maneiras refinadas e inclusive se disfarçou de menino cigano.
Mas Annique Villiers, a escorregadia espião conhecida como Jovem Raposa, finalmente se encontrou com o único homem que era mais inteligente do que ela…Até agora. O chefe dos espiões britânicos, Robert Grey, deve entrar na França para procurar a brilhante, formosa e perigosa espiã, Jovem Raposa.Seu dever é capturar a jovem e descobrir seus segredos para levá-los à Inglaterra. Quando estes dois inimigos naturais são presos juntos em um cárcere, se vêem obrigados a forjar uma complicada aliança para poder escapar. Entretanto, seu pacto é temporário e a traição, inevitável. Fogem, perseguidos a cada passo do caminho pelas implacáveis autoridades, apanhados numa rede de segredos e mentiras.
Enquanto o destino de seus países pende por um fio, Grey e Annique lutam contra a paixão que surge entre eles, pois é um sentimento proibido, impossível e completamente irresistível…

Prólogo

Annique esfregou os olhos.
—Farei o que Leblanc deseja. Não me resta outra alternativa.
—Será minha quando ele termine contigo— comentou Henri com desprezo.
Ela seguiu falando.
—Fará que unte meu corpo com azeite e me obrigará a dançar as danças ciganas que aprendi quando menina. Dançarei a luz do fogo para ele, sem outra veste além de uma pequena e fina camisola de seda. Seda vermelha. Ele... ele prefere a cor vermelha. Disse-me isso.
Grey agarrou com força a corrente, sobressaltado pela imagem de um corpo magro e nu que se movia seguindo o ritmo, emoldurado pelo dourado resplendor do fogo. Não era o único. Henri segurou as barras da porta e pressionou a cara entre elas para aproximar-se mais, estava com água na boca.
Annique, cujos olhos olhavam o chão, balançou-se como se seu corpo já seguisse o ritmo ondulante da dança sensual que acabava de descrever.
—Separarei a seda de cor carmesim de meu corpo e o acariciarei com ela. Notará a seda cálida e úmida pelo calor que gera a dança, por meu calor... —Sua mão esquerda acariciou a parte inferior de seu corpo, de um modo íntimo.
A Grey doía o corpo depois de receber uma dúzia de surras, a sede o atormentava a cada segundo e sabia exatamente o que ela estava fazendo. Mesmo assim sentiu uma excitação enorme. Senhor, ela era boa nisso. Henri tentava abrir o cadeado de forma torpe e ruidosa. Se o francês estava metade excitado do que Grey pela pequena farsa de Annique, seria um milagre que ao final conseguisse abrir a porta. Henri segurou com força o tecido branco de sua combinação.
—Não deveria... não deve... —Ela lutou, empurrando suas mãos de maneira fútil, com a escassa força de um passarinho apanhado. Grey não podia chegar até ela. — Não... —O braço que agitava no ar golpeou a lanterna, que caiu ao chão. A escuridão reinou imediatamente e de forma absoluta.
—Raposa estúpida — grunhiu Henri. — Você...
Escutou-se o leve som de um golpe dado com força. Henri gritou de dor. Ouviram-se mais golpes e algo grande e brando, um corpo, caiu. Grey escutou como Annique respirava com dificuldade.
Tinha-o planejado. Ela tinha planejado tudo...



Série Agentes Secretos
0,5- A Dama de companhia de sua senhoria
1. Desarmado por uma Dança
2. Meu Lorde e Espião
3- A Rosa Proibida
4- O Falcão Negro



Muito Mais que uma Princesa

Série Sedução
Lucia sempre tinha sido uma ótima mentirosa.

Se isso era bom ou ruim, dependia do ponto de vista de cada pessoa.
Ela achava ótimo enfrentar um guarda palaciano à meia-noite, com cigarro e dinheiro no bolso e planos de dar uma escapada na cabeça.
Nessa noite, era exatamente isso que tentava fazer.
Lucia aprendera havia muito tempo, quando estava nas escolas para moças de bom trato da França, que um livro sempre era uma explicação conveniente para suas perambulações noturnas. E o pai dela, o príncipe Cesare de Bolgheri, tinha uma das maiores bibliotecas de toda a Europa.

Capítulo Um

 – Estava voltando para os meus aposentos. – Os seus aposentos ficam daquele lado – explicou o guarda, apontando na direção oposta àquela para a qual ela se dirigia.
Ela deu uma olhada para trás, por cima do ombro, e voltou a olhar inocentemente para o guarda. - Le muito mai que uma princesa
– É mesmo? – perguntou, fingindo espanto. – Eu poderia jurar que ficavam do outro lado. – Fez um gesto abrangendo o longo corredor em que eles estavam, um corredor de mármore de Siena com adornos folheados a ouro, espelhos resplandecentes e dezenas de saídas. – É tão fácil se perder aqui, eu sempre me confundo. Tantos corredores... – explicou, baixando o tom de voz, o próprio retrato do desamparo, e então sorriu.
Ela tinha um sorriso de derreter um homem de pedra; sabia disso e usava esse recurso sempre que necessário.
O guarda, que não era feito de pedra, amoleceu imediatamente.
– Muito compreensível – disse ele, correspondendo ao sorriso dela. – Mas a senhora sabe que temos ordens de Sua Alteza, o príncipeCesare, de que não pode perambular pelo palácio à noite.
O pai de Lucia lhe era um estranho, e a Piazza di Bolgheri era uma prisão, mas ela não tinha a menor intenção de permanecer esquecida, trancada em algum canto remoto do palácio. Era uma mulher adulta e faria o que bem entendesse.

Série Sedução
1 - Prazeres Proibidos
2 - Todos os Teus Beijos
3 - A Cama da Paixão
4 - Muito Mais que uma Princesa
Série Concluída

Série Os Ferguson's

1- O Galante Sr. Ferguson

Ele era um refinado homem de Nova York, ela uma rústica mulher de Montana.

Ao tirar o chapéu e deixar cair as longas tranças, Jessie constatou o espanto do forasteiro.
Ele a havia tomado por um rapaz! Almofadinha bobo, concluiu com uma ponta de ressentimento. Nunca havia se importado com a opinião dos homens a seu respeito e justamente agora um estranho pedante e perfumado conseguia ferir sua vaidade feminina.
Só mesmo os muitos anos de rígidos treinamentos sociais impediam Stephen de expressar todo o seu choque. Como era reprovável o linguajar de Jessie Randall, suas roupas… Aquela criatura selvagem destoava de qualquer padrão feminino. Nunca seria uma dama suave e refinada como as mulheres de seu meio. Então por que sentia uma louca vontade de jogar tudo para o alto pela chance de apertá-la em seus braços?

Capítulo Um

Setembro, 1888.
Uma brisa suave soprava no cemitério de St. Louis. Do pequeno grupo reunido diante do rico caixão de nogueira, destacava-se a figura de um homem alto e esbelto, jovem ainda, apesar de momentaneamente envelhecido pelas marcas que a tristeza sulcara em seu rosto.
Os olhos, castanhos como os cabelos fartos, eram delineados por cílios negros e espessos, e apenas o detalhe dos lábios grossos anulava a suavidade de seus traços. Observando-se o rapaz mais de perto, chapéu numa das mãos, uma fita negra a rodear-lhe o braço direito em sinal de luto, não seria difícil adivinhar na altivez do porte e no acabamento perfeito do traje a elegância natural das pessoas bem-nascidas.
Stephen Ferguson olhou mais uma vez para o caixão coberto de rosas brancas, as preferidas de sua mãe, e a emoção se desfez em lágrimas silenciosas. Sabia que aquele momento chegaria, cedo ou tarde; só não o esperava tão de repente, a morte surpreendendo uma mulher saudável no vigor de seus cinquenta e dois anos.
Cinco dias antes, em Nova York, ele trabalhava normalmente na Companhia de Navegação McClellan e Caldwell, rotina que vinha cumprindo havia mais de cinco anos, quando começara a se preparar para assumir os negócios do avô. O telegrama comunicando o derrame cerebral sofrido por sua mãe levou-o de volta a St. Louis no primeiro trem. Encontrou-a com vida, mas não pôde ver pela última vez os olhos castanhos, lindos, serenos, tão amados. Eleanor Ferguson morreria sem recobrar a consciência.
O caixão baixou à sepultura, e Stephen, pensando nas pessoas queridas que já haviam partido — o pai, o irmão, o velho Linton Caldwell e agora a mãe.


2 - O Irreverente Sam

Ela era uma dama... e Sam, o homem mais grosseiro que havia conhecido na vida!

Acostumado a vida rude no campo, o madeireiro Sam Ferguson desdenhou à primeira vista os modos refinados e exigentes daquela “melindrosa” da cidade. Mas, se tinha de acompanhar Elizabeth Caldwell pelo agreste de Montana, ao menos poderia se divertir um pouco provocando-a pelo caminho…
Quando o olhar de Elizabeth encontrou o irreverente e atrevido Sam, o desdém tornou-se mútuo.
Até o momento em que os perigos começaram a surgir ao longo da trilha… então os ombros fortes de Sam sugeriam proteção e atraíam como imãs.
Uma paixão tempestuosa a ameaçava mais do que os animais da floresta. Poderia sua delicadeza domar a natureza rebelde de Sam Ferguson?
A vida de Sam mudou em 1866 quando a mãe o abandonou e levou o irmão mais novo com ela. Mais de duas décadas depois, Stevie reaparece, elegante cavalheiro, querendo refazer os laços, trazendo a notícia da morte da mãe, além das cartas que ela escreveu para o filho mais velho.
Para piorar, Stephen foi baleado e pediu que Sam buscasse em Missoula a noiva dele. Sam não estava disposto a ter paciência com a "melindrosa" da cidade. Nem Elizabeth queria alguma proximidade com aquele grosseirão do interior. Mas a jornada até Nora Springs é longa e complicada e poderia aproximar a melindrosa delicada e o irreverente Sam...

Capítulo Um

Território de Montana, 1888.
O acampamento madeireiro, nas montanhas acima de Nora Springs, por ser ainda meados de setembro, estava bem calmo. Apenas uns poucos homens encontravam-se lá. Mas logo o movimento seria maior. A estação de derrubada de árvores, que duraria cinco meses, estava prestes a começar. Uns cinquenta homens chegariam e ficariam até o solo começar a descongelar na primavera. Para alguns dos madeireiros, o dormitório rústico dali, ou de qualquer outro acampamento, correspondia à ideia que faziam de lar. Decoravam as paredes com ilustrações da Police Gazette e guardavam seus pertences sob as camas.
Ao amanhecer, eram acordados pelo cozinheiro que tocava um sino e gritava:
_Levantar! Café na mesa!
Os madeireiros deixavam a cama e, enfrentando o frio terrível, vestiam-se depressa e corriam ao barracão da cozinha. A comida no acampamento Ferguson era famosa entre os madeireiros. Os proprietários, Sam e Joe Ferguson, acreditavam que um homem bem alimentado transformava-se num trabalhador satisfeito e produtivo.
As noites no acampamento eram passadas junto à pedra de afiar quando os homens preparavam os machados para o trabalho do dia seguinte. Os de lâmina dupla só eram usados pelos lenhadores mais experientes e merecedores dos melhores salários. Aos domingos, o trabalho parava e os que estavam sóbrios lavavam roupa ou cortavam o cabelo um do outro. Alguns até se barbeavam, mas a maioria deixava a barba crescer e só a raspava na chegada da primavera. Quando essas tarefas terminavam, eles se distraíam com brincadeiras rudes e barulhentas, ou provocando algum novato.
Junto à porta do escritório, Sam Ferguson contemplou os pinheiros altíssimos à volta do acampamento. Ali estava a sua vida e ele jamais pensara em fazer algo diferente.
Logo chegariam os trabalhadores encarregados das estradas. Nos últimos anos, ele adotara o sistema usado pelos madeireiros de Michigan. Puxavam um tanque de água com esguichos pela trilha e molhavam os sulcos feitos pelos trenós na neve. Formava-se uma camada de gelo resistente por onde as toras deslizavam com facilidade.
Todos os anos, Sam esperava o início do corte das árvores com ansiedade e, com a mesma expectativa, aguardava o final da estação. Como todos os outros madeireiros, ele era uma criatura da floresta. Embora praguejasse contra o isolamento, no outono sentia nas veias o chamado das martas. Com ânimo idêntico ao dos companheiros, trabalhava treze horas por dia numa temperatura gélida, abaixo de zero.
Sam era alto. Tinha braços e ombros musculosos graças aos anos em que brandia o machado. Ao terminar os estudos em Missoula, doze anos atrás, ele e o pai tinham iniciado o negócio madeireiro. O corte das árvores e o acampamento ficavam sob sua responsabilidade enquanto Joe se encarregava da serraria em Nora Springs. Haviam prosperado bastante, capitalizando todos os lucros na firma.
Sam observou Burley Owens deixar o barracão da cozinha e ir em sua direção. O cozinheiro tinha lhe contado que o velho chegara de Nora Springs na véspera, à noite, e depois de ter jantado havia ido direto para a cama.
_O que aconteceu, você está doente? _ perguntou Sam quando Burley se aproximou.
_Com todos os diabos, não!

Série Os Ferguson's
1 - O Galante Sr. Ferguson
2 - O Irreverente Sam
Série Concluída

Antologia Escolas de Senhoritas


Inspirada na serie Escola para Herdeiras, da autora Sabrina Jeffries, esta deliciosa antologia conta a história de quatro jovens mulheres que aprenderam que não existe nenhum livro que ensine sobre o amor. 

“Melhor não casar, do que fazer um mau matrimônio.”
—Senhorita Charlotte Harris, diretora de academia.
Na Academia para Herdeiras, as lições vão muito além das aulas de etiqueta e de bordado. Além de ensinar a suas alunas como evitar os caçadores de fortunas, a diretora e fundadora Charlotte Harris inculca a radical ideia de que a mulher de recursos não precisa amarrar-se a nenhum homem... A menos que encontre um par conveniente e desejável. De modo que as lições na bela arte de adquirir um marido carinhoso e apaixonado é parte do currículo nesta escola tão extremamente atípica. E à medida que se aproximam as férias, a senhora Harris enviará a suas jovens damas para casa com deveres personalizados para realizar. Retornarão estando mais próximas a encontrar alguém parecido ao marido perfeito?



Renee Bernard
Férias sem Contratempos
Liberte-se dos deuses do mal.
Com seus constantes percalços e suas formas caóticas, Alyssa não é páreo para o senhor Leland Yates, que é regido pela lógica e pela razão, ou será ela?
A Geoff, por permitir que os contratempos se filtrassem em seu mundo extremamente organizado quando nos conhecemos, e por esmerar-se em expor o verdadeiro herói que leva dentro de si. Jamais imaginei que o amor pudesse ser tão maravilhoso. Obrigado.

Liz Carlyle
Depois da meia noite
Pelo menos, finge ser inocente
Depois de um tórrido encontro entre Martinique — a filha de uma cortesã francesa— e lorde Saint Vrain, um notório mulherengo contumaz, todos falam de um cortejo sério... Apesar de que nenhum dos dois tenha intenções formais!


Dez Razões para Ficar

Série Escola de Senhoritas

Olhe antes de saltar
Quando Eliza consegue fugir de seu tutor malvado, decide roubar um cavalo de Colin Hunt, um conde que a única coisa que deseja é perdê-la de vista... ou ficar com ela para sempre.







Capítulo Um

Colin Hunt, o novo conde de Monteith, não estava nem um dia de posse de Chaunceston Hall e já tinha problemas.
Rodeado por caixas sem abrir, Colin estava olhando através da janela de seu estúdio quando uma figura envolta em uma capa se precipitou como um raio no jardim e se meteu no estábulo. Era mais de meia-noite; não podia ser nenhum dos criados que havia contratado em Londres. . E desde que o estábulo estava cheio de cavalos puro-sangue que adquirira no Tattersall no princípio da semana...
—Malditos ladrões! Que o diabo os levasse! - Sacou a pistola, carregou-a e a guardou-a na sua cintura antes de sair apressadamente para o vestíbulo.
Por que não havia nenhum cavalariço vigiando o estábulo? Porque não estava na Índia, claro. No país onde Colin viveu nos últimos vinte e oito anos, o clima era tão benevolente que um cavalariço poderia muito bem dormir diante da porta do estábulo.
Mas aqui, na Inglaterra, com esse clima tão cru, nenhum homem em seu são juízo se atreveria a dormir ao ar livre.
Resmungando maldições sobre o rigor do inverno inglês, Colin cobriu-se com o manto de lã mais grosso que tinha, acendeu uma lanterna e saiu da casa. A lufada de vento polar o levou a proferir maldições em voz alta.
Sentia falta dos dias quentes em Poona, das noites abafadas em Calcutá, onde um homem podia jazer nu na cama e ainda sentir-se confortável. Ele sentiu uma onda de nostalgia.
Sentia falta dos molhos picantes e do tabaco com aroma a canela e da caça do chacal com o jemadar da localidade e outros colegas da infantaria no país...
Capazes de apunhalá-lo pelas costas a traição.
Colin suspirou. Não, não sentia falta disso, nem as suspeitas, nem os espiões, nem as ridículas mesquinharias que acabavam derivando em violência, nem a ameaça constante de ser atacado por bandidos desalmados, de sofrer motins e rebeliões.
Nem ver mulheres encolhendo-se de medo sob o fio da espada...
Sentiu um calafrio. Não, a Índia já não tinha nada que lhe oferecer; não havia nenhuma razão para ficar ali, onde o assassinato de sua esposa em Poona continuava atormentando-o sem parar.
Ansiava por tranquilidade, e esperava poder encontrá-la no bucólico campo inglês.
Entretanto, o princípio não parecia nada animador. Era sua primeira noite na propriedade em Devon, que ele herdou de seu falecido e esquecido avô, e os vadios da localidade já estavam tentando roubá-lo. Mas eles terão uma boa surpresa.
Série Escola de Senhoritas
1 - Seduzir um Patife
2 - Alguém a Quem Amar
2.5 - Dez Razões para Ficar
3 - A Vingança Escocesa
4 - Um Pilantra em Minha Cama
4.5 - Quando Faíscas Voam
5 - Nunca Pactue com o Diabo
6 - Casar Antes de Ir para a Cama com Ele
6.5 - O Caso Proibido de um Louco 1º de Abril 
Série Concluída

A Conspiração da Condessa

Série Os Irmãos Sinitros
Sebastian Malheur é um sedutor dos mais perigosos, um sedutor educado. 

Quando não escandalizava as mulheres no quarto, escandalizava a boa sociedade com suas teorias científicas. 
Era um homem desejado, injuriado, aclamado e desprezado... E ria de tudo isso.
Violet Waterfield, a condessa viúva de Cambury, por sua vez, é muito respeitável e quer continuar assim. 
Mas tinha um segredo muito desonroso, um segredo que a ligava de um modo irrevogável a um dos canalhas mais famoso da Inglaterra. 
As teorias científicas de Sebastian não eram dele, e sim dela.
Então, quando Sebastian ameaçou dissolver sua conspiração de anos, ela tentou fazer o que pode para garantir sua colaboração... Mesmo que isso implicasse abrir seu vulnerável coração ao sedutor, e isso podia destruí-la para sempre.

Capítulo Um

Cambridge, maio de 1867
Violet Waterfiel, Condessa de Cambury, sempre se sentia muito confortável entre a multidão.
Outras mulheres de sua posição podiam sentir desprezo ao sentar-se em um auditório cotovelo com cotovelo com qualquer pessoa da rua sem que nada a diferenciasse do velho amigo que se sentava a sua esquerda ou do homem velho, que sem dúvida vivia com uma pensão magra, sentado a sua direita. 
Outras mulheres podiam murmurar entre elas sobre o aroma da humanidade que desprendia de uma multidão compacta. Mas Violet conseguia desaparecer em uma multidão. O aroma de fumaça rançosa de um charuto e a corpos sem banho significava que ninguém a notava. Ninguém a olhava procurando aprovação nem queria sua opinião sobre alguma tolice que ela não se importava. Em uma multidão, Violet podia deixar de fingimentos e se permitir a sua única paixão proibida: o senhor Sebastian Malheur.
Ou, para ser mais exato, seu trabalho.
Sebastian era seu amigo a muito tempo e nesse dia era ele que falava com a multidão. Tinha uma voz profunda e um sorriso travesso, e utilizava ambos muito bem para conseguir que as observações científicas mais anódinas fossem interessantes. Perversas, inclusive. O resto dele, seu cabelo escuro brilhante, o sorriso deslumbrante e malicioso que usava sempre, Violet o deixava para as damas enrubescidas da boa sociedade que desejavam conhecê-lo intimamente.
Não lhe interessavam em nada nem seus atrativos nem seus flertes. Já seu trabalho, em troca...
— Até o momento — dizia Sebastian, — minhas pesquisas têm se concentrado em recursos simples: as cores das flores, as formas das folhas... detalhei vários mecanismos de herança diferentes. O que vou apresentar hoje não é uma explicação muito clara, mais uma série de perguntas desconcertantes.
Violet já tinha ouvido aquelas palavras antes. Mais de uma vez. Naquela manhã as repetiram várias vezes, tentando que ficassem perfeitas.
Tinham conseguido.
Ele passou o olhar pelo público e, embora não olhasse em sua direção, Violet se surpreendeu sorrindo. Aproximava-se a parte interessante.
— O desconcerto — disse Sebastian — significa que fica algo por descobrir. Me permite dizer o que não sabemos.
Violet estava consciente de que não era a única que jogava o corpo para frente com ansiedade. Sebastian era um ímã. Atraía às pessoas sem nem sequer tentar. Alguns de seus ouvintes eram jovens cientistas que o adoravam, estavam ligados a todas suas palavras e sonhavam seguir seus passos. Outros eram seguidores de Darwin, como Huxley, que estava em um canto e observava o que acontecia com olhos vivos sob as sobrancelhas espessas. Havia também muitas mulheres presente. Sebastian sempre atraia as mulheres.
Mas havia também pessoas como as que estavam sentadas justo atrás de Violet. Não as via, mas, apesar de seus esforços para ignorá-las, estava muito consciente de suas presenças. Era o pior do público: pessoas que interrompiam.
— Vergonhoso — murmurou o homem sentado atrás dela o bastante alto para murchar até a resistente borbulha de prazer de Violet. — Realmente vergonhoso.

Série Os Irmãos Sinitros
0.5 - A Paixão da Governanta
1 - A Guerra da Duquesa
1.5 - Um Beijo Durante o Solstício de Inverno
2 - A Vantagem da Herdeira
3 - A Conspiração da Condessa
4 - O Escândalo da Sufragista
4.5 - Fale Doce para Mim
Série Concluída




O Saxão

Série Viking
Endredi

Endredi assombrava todos os seus pensamentos... uma Valquíria queimada pelo sol com uma beleza tão selvagem quanto o mar aberto. Mas a paixão mais profunda de Adelar também era seu segredo mais sombrio. Pois a mulher que possuía seu coração pertencia ao seu senhor.

Adelar

Sempre Endredi se lembraria do garoto que a havia despertado para o amor. No entanto, amaldiçoava seu destino que a levou a Adelar, o homem, pois agora ela não passava de uma noiva maltratada em um reduto saxão repleto de perigos e enganos.

Capítulo Um 

Wessex - 902 A. D. 
- Deixe-Me em paz, - Adelar murmurou sonolento, o braço sobre a mulher nua ao lado dele. Cobrindo a rapariga suspirou e afundou mais profundo sob cobertores quentes colocadas sobre a lã no catre. 
- Meu senhor Bayard convoca você, - Godwin anulou um sorriso irônico em seu círculo, um rosto perpetuamente agradável. 
- Bayard envia seu homem alegria para dar a sua ordem. - Adelar rosnou com ceticismo, mal abrindo um olhar de soslaio ao menestrel. - Espero que você cante melhor. - 
- Ai de mim, oh meu amante arrojado, seu jogo não deve parar. Meu senhor te chama para a sala e você deve quebrar o jejum antes, - Godwin gorjeou, sua boa voz invadindo a cabana quando pegou a perna nua do guerreiro saxão e puxou. Percebendo que Godwin não tinha intenção de deixá- lo só, Adelar se levantou da cama improvisada. 
– Você não rima bem e a refeição do meio-dia terminou há muito tempo, - ele observou sarcasticamente enquanto se enfiava em suas calças. A rapariga sentou-se, exibindo um par de seios enormes e um bonito semblante, fazendo beicinho. 
- Você deve ir meu senhor? - Ela torceu uma mecha de seu cabelo escuro enrolado em torno de seu dedo. Gleda era o nome dela, Adelar lembrou. Ela era relativamente limpa, tinha seios como pequenas montanhas e de forma mais entusiasta, mas sua voz estridente era o suficiente para deixá-lo louco. Não que ele tivesse que ouvi-la muito, é claro.
- Na verdade, ele deve, - Godwin disse maliciosamente. - Mas eu não, minha querida, minha própria - Atirou-se ao lado dela e balançou as sobrancelhas comicamente. 
- É melhor você não me dizer nenhuma mentira, Godwin, - Adelar murmurou. O menestrel cruzou as mãos sobre o coração numa consternação simulada. 
- Eu, meu senhor? Eu, que sou apenas um humilde bobo da corte no salão de Oakenbrook? É claro que eu falo a verdade, pois tenho a honra de atuar como mensageiro para Bayard. Na verdade, tenho a honra de respirar o mesmo ar, comer a mesma comida de - -Falas muito e impedes homens de seu merecido descanso, - Adelar terminou. - Sim, é necessário o repouso, após o que você está fazendo... e fazendo e fazendo, - Gleda disse com uma risadinha e um olhar lascivo em seus olhos quando olhou para o corpo musculoso de Adelar. Adelar abaixou-se para pegar sua túnica. 
- O que é tão importante que Bayard me chama? – - Ele quer que você o ajude a negociar com o Danes. - - Não tenho nenhum desejo de estar entre Vikings, ou dinamarqueses, ou o que você quiser chamá-los, - Adelar respondeu asperamente. Ele estava feliz por ser de uso para Bayard, mas a única vez que ele queria estar perto dos dinamarqueses era na batalha. Ele pegou sua Arma e enfiou a espada curta em seu cinto. - Então você nunca deveria ter deixado qualquer um saber que você fala sua língua, - Godwin respondeu sua mão se afastando em direção aos seios nus de Gleda. Gleda estudou Adelar cautelosamente enquanto ordenadamente interceptava a carícia de Godwin. 
- Você pode: conversar com os animais? 
- Eu os entendo. - - Um conto mais fascinante, meu ouro, - Godwin começou. 
- Ele foi seqüestrado por um bando vicioso de vikings eu era criança e- - Ele parou quando viu o olhar de advertência nos olhos de Adelar. - Vou dizer-lhe em alguma outra hora.  
- Que tipo de negócio não Bayard procura fazer com aqueles ladrões - Adelar exigiu. 
- Eu não estou no conselho de Bayard, - Godwin respondeu de ânimo leve. - Também não sou seu primo. Eu só faço o que me disseram para fazer e quando Bayard não está com disposição para os meus divertimentos, penso que o seu pedido deve ser um pouco urgente.  
- Você deveria ter dito isso antes, - Adelar estalou. Ele pendurou o cinto da espada sobre seu ombro direito e no peito, sua ampla espada encostava-se a sua coxa esquerda.
- Você vai voltar em breve? - Perguntou Gleda. - Talvez eu vá, - Adelar disse quando viu que ela estava esperando por uma resposta. - Vai depender do que meu senhor decidir. Ou quanto tempo a negociação durar. - Ele puxou as botas. 
- Dagfinn provavelmente quer aumentar o imposto. Nós já pagamos aqueles cães, dinheiro suficiente para mantê-los longe de nossa terra. 
- E Alfred nunca deveria ter permitido que os Vikings terem o Danelaw, - acrescentou Godwin um pouco cansado, como se tivesse ouvido essas palavras muitas vezes antes. - Era isso, ou lutar para sempre.
- Então, devíamos ter lutado para sempre. Não há honra em comprar o afastamento de nossos inimigos.

Série Viking
1 - O Viking
2 - O Saxão
Série Concluída