6 de outubro de 2017

O Lobo e a Pomba

Impotente, a jovem Aislinn assiste à destruição de tudo o que lhe é precioso.
Quando Sir Wulfgar chega para assumir a posição de novo senhor das terras do pai de Aislinn, ela descobre que seu maior inimigo pode ser o próprio coração.
Na Inglaterra, no tempo dos druidas, houve certa vez um guerreiro de grande coragem que desafiou e venceu os deuses em combate, como punição, foi transformado em lobo de ferro.
Segundo a lenda, nos momentos em que a guerra assola a Terra, o lobo volta à vida na forma de um guerreiro ousado, invencível e imortal. Como agora, quando normandos e saxãos entram em conflito em Darkenwald e a vida da bela Aislinn depende da concretização da profecia.

30 de setembro de 2017

Sob o Céu de Paris

Pode resultar precipitado apaixonar-se em um dia e jurar-se amor?

Em tempos de guerra, acontece às vezes, porque o ser humano sempre procura uma saída para os sofrimentos de uma guerra.
Não sabe se voltará a ver essa pessoa que lhe atrai, a luta não terminou totalmente e ambos podem perder a vida.
Sob o Céu de Paris, é uma história de amor ambientada na formosa França de 1944, às portas do fim da Segunda guerra mundial. O relato nos mostra que em tempos de horror também se pode encontrar a sua alma gêmea, mas sem muita demora... porque a vida são dois dias.

Capítulo Um

Paris, agosto de 1944 
Arianne elevou o rosto para olhar o céu que nessa cálida manhã de verão estava completamente limpo. Nos últimos dias aviões americanos e ingleses tinham sulcado os céus da França de forma contínua, e sem trégua. Milhares de soldados que se lançavam do interior das bestas de metal, tinham enchido o céu azul de pontos negros, para converter-se pouco depois de abrir os paraquedas, em flores de algodão branco.
Oscilaram suspensos no ar durante vários minutos antes de tomar terra firme, e levar a esperança de liberdade à população oprimida. A cidade de Paris tinha sido liberada do jugo nazista, e a Alemanha que sofria derrota atrás de derrota, retrocedia para a Bélgica.
A guerra chegava a seu fim, e os franceses podiam respirar com um profundo alívio. Arienne cravou suas pupilas nos Campos Elíseos lotados de gente, de patriotas desejosos de dar as boas-vindas aos aliados.
Ao longe se podia escutar as notas de La Marsellesa que estava sendo tocada com um sentido de orgulho e patriotismo sem comparação, e o alvoroçado repique dos sinos de Notre Damme, davam o ponto festivo à celebração que se estenderia durante dias.
Uma multidão aplaudia com ardor ao passo dos soldados que nesse momento faziam sua entrada triunfal na cidade, com um sorriso nos lábios, e surpresa nos olhos. Blindados da 2ª Couraçada rendiam honras, e os oficiais olhavam, com um brilho de satisfação em suas pupilas, o desfile de seus companheiros.
Muitos dos espectadores se negavam a manter-se passivos, e brandiam lenços brancos em sinal de boas-vindas.
Algumas moças ousadas e risonhas, lançavam beijos aos sorridentes soldados que passavam ao seu lado, estes, devolviam-lhes o gesto lhes lançando barras de chocolate.
Arianne queria desfrutar do júbilo, mas não tinha conseguido uma posição vantajosa para isso apesar de que o tinha tentado. Embora ficasse nas pontas dos pés, não conseguia ver além das costas dos parisianos, e dos oficiais que faziam uma fila de honra com seus jipes e blindados, para proteger o desfile da gente agrupada na grande avenida. Resignada, soltou um suspiro e começou a dar a volta sem precaver-se que a multidão a cercava impaciente por aproximar-se o máximo que permitia o estreito corredor. 
Robert St’James tinha os olhos cravados na moça que tinha diante dele, tinha deixado um momento seu assento no jipe para procurar uma garrafa de água, agora que retornava de novo a seu lugar com uma bem gelada, topava-se com a mulher mais extraordinária que já tinha contemplado. 
Tinha-o deixado nocauteado. Travado em um suspiro que o desfocou. A moça tinha o cabelo castanho, e brilhava sob os raios do sol até o ponto de cegá-lo. O perfume da acetinada pele, enchia-lhe as fossas nasais lhe produzindo um prazer que acreditava esquecido. 









24 de setembro de 2017

Impetuosa

Simon Ross, duque de Margate, é um homem respeitado.

Ele tem tudo, exceto o que mais anseia: Beatrice, uma jovem impetuosa que sempre age com o coração. 
Quando Beatrice chega à casa de Simon, vestida com roupas emprestadas e com uma menina recém-nascida em seus braços é incapaz de lembrar de seu passado.
Logo este enigma se torna uma tentação para o duque. 
A espontaneidade e ternura desta mulher o atraem irresistivelmente e o fazem reviver, nostalgicamente, as ilusões perdidas de sua juventude. Mas os perigos do passado voltam e ameaçam não só seu amor, mas suas vidas e as vidas daqueles ao seu redor.
A chuva, os sem-teto, o Parlamento, o rio escuro e as ruas apinhadas de Londres são intercaladas com a melancólica paisagem inglesa e será o quadro em que Beatrice e Simon vivem sua bela história de um arriscado amor.

Capítulo Um

Margate, Inglaterra. Agosto de 1820
O povoado de Margate se sentia orgulhoso dos novos teares. 
O progresso industrial havia trazido consigo a economia e, este, o crescimento demográfico. A instalação da primeira fábrica tinha tido lugar cinco anos atrás e agora já havia oito em produção.
A industrialização tinha desencadeado uma grande migração interior, dos povoados limítrofes à comarca. Mas o desenvolvimento atraía, a cada dia, novos trabalhadores procedentes de todo o país, que procuravam um futuro melhor nestas terras. Muitos chegavam sozinhos e outros, com toda sua família. A ninguém assustava o trabalho duro, mas sim a fome.
O duque de Margate, Simon Ross, tinha crescido na certeza das mudanças sociais que iriam se produzir na Inglaterra durante o primeiro terço do século XIX. A indústria incipiente, o auge das classes burguesas e a diminuição dos latifúndios, unidos à mudança nos sistemas de trabalho agrários, estavam acabando com os pequenos agricultores. 
Por outro lado, durante a Regência, os homens voltavam das guerras contra Napoleão e não dispunham de um meio de vida. O trabalho da terra não podia absorver mão de obra, agora que as máquinas os substituíam. As viúvas e os órfãos enchiam os asilos de beneficência e as ruas das grandes cidades. 
A miséria e os ratos disputavam a carne dos despejados. Abria-se uma nova frente, com batalhas mais cruas que as vividas na guerra. A Inglaterra necessitava mudanças e as necessitava já. 
As diferenças sociais eram muito grandes para poder sustentarem-se em um mundo cheio de desempregados, famintos e miseráveis. Era um processo incontrolável, do qual Margate não seria excluído. Assim que se licenciou da Marinha, pôs em marcha um projeto planejado durante muito tempo. A implantação de um novo tear mecânico impulsionado a vapor para o povoado de Margate, que substituiria os antigos manuais, procurava o benefício pessoal e a recuperação dos recursos dilapidados por seu pai. Mas, mais ainda, Margate perseguia a recuperação de uma região devastada pela pobreza.
Embora seu título fosse meramente honorífico nesse tempo, como duque se sentia responsável pelo povo de seu ducado. E mais, se coubesse, quando recordava a irresponsabilidade de seu pai e o pouco que tinha investido nas terras e nas pequenas infraestruturas, como estradas, canais, poços, etc. Agora cabia a ele levar adiante toda essa boa gente.
Mas o rápido êxito de seu projeto determinou que chegassem centenas de trabalhadores a Margate. Foi como uma corrente. Os teares atraíram os comerciantes, que propiciaram a criação de casas de hospedagem e de restaurantes nas proximidades da estrada para Londres. A normalidade e frequência dos deslocamentos propiciou o acerto das estradas e o estabelecimento de rotas fixas de transporte e correio.
O próprio duque começou a construção de moradias para alojar os trabalhadores e cresceram pequenos bairros florescentes nos subúrbios do povoado. 
A construção atraiu novos artesãos, que criaram instalações para a elaboração dos materiais, mobiliário, etc. E, é obvio, apareceram comércios de todo tipo.
O aumento dos nascimentos e o crescimento da população propiciaram a criação de um dispensário, que recebia generosas doações dos mestres da localidade. Médicos, farmacêuticos, carpinteiros...


Veja vídeo do lançamento!




23 de setembro de 2017

Como o Malandro Seduz

Série Homens do Duque
O investigador Tristan Bonnaud tem um objetivo na vida — certificar-se de que seu meio-irmão George não poderá arruinar sua vida outra vez.

Assim, quando a irritante Lady Zoe Keane, a filha do conde de Olivier, aparece exigindo que os Homens do Duque encontrem uma misteriosa cigana, aproveita a oportunidade para também caçar um amigo cigano que conhece segredos sobre George. Tristan não espera descobrir os segredos da família de Lady Zoe, também... ou acabar se apaixonando pela mulher que arriscará tudo para descobrir a verdade.
Somente um malandro malvado pode descobrir o fogo na alma de uma Lady...

Capítulo Um

Londres Fevereiro de 1829

Quando a carruagem parou, Lady Zoe Keane afastou o véu e espreitou através da janela turva para observar o prédio, que ficava do lado oposto ao Teatro Real em Covent Garden. Aquilo não podia ser a Investigações Manton.
Era muito simples e comum para o famoso Os Homens do Duque, por piedade! Sem cavalos esperando para fugir do perigo? Nenhum sinal?
— Você tem certeza que estes são os escritórios deles? — Ela perguntou a Ralph, seu lacaio, enquanto ele a ajudava a sair.
— Sim, minha Lady. Este é o endereço que você me deu: 29 de Bow Street. Quando o ar gelado atingiu sua face, ela ajeitou o véu e cobriu o rosto. Ela não poderia ser reconhecida entrando num escritório cheio de homens, e certamente não este escritório
— Não parece certo de qualquer modo. — Ou seguro! — Ele deu uma olhada na grosseira vizinhança.
— Se seu pai soubesse que eu a trouxe em tão humilde parte da cidade, ele me chutaria de casa, ele o faria. — Não realmente. Eu nunca permitiria isso! — Como mamãe dizia, uma dama consegue o que quer falando com autoridade... mesmo que seus joelhos estejam tremendo embaixo de sua saia. — Além disso, como ele poderia descobrir? Você me acompanhou em meu passeio no parque de St. James, isso é tudo. Ele nunca ouvirá nada diferente. Ele não poderia, porque ele certamente iria adivinhar por que ela procurou um investigador. Então como um Major reformado do exército que ele era, colocaria soldados para vigiá-la.
— Eu não me demorarei! — ela disse a Ralph. — Nós facilmente chegaremos a casa a tempo para o jantar e ninguém saberá.
— Se você diz, minha Lady.
— Eu aprecio isto, você sabe. Eu nunca desejarei causar—lhe problemas. Ele acenou com a cabeça. 
— Eu sei minha Lady. Ela achava isso também. Ela gostava de Ralph, que servia como lacaio pessoal dela desde a morte da mãe, no último inverno. Desde o começo ele sentiu pena de Zoe. “a pobre garota sem mãe”. E se algumas vezes ela descaradamente usava isso para obter vantagem, era somente porque ela não tinha escolha. O tempo estava passando. 
Ela já tinha tido que esperar meses para o pai trazer a ela e a tia Flo para Londres, então ela teve que acertar esse encontro secreto. Eles subiram os degraus e Ralph bateu na porta. Então eles esperaram. E esperaram. Ela ajeitou a capa, trocou de mão a pequena bolsa e bateu o pé no chão para tirar a neve das botas. Finalmente a porta se abriu para revelar um esquelético rapaz usando um antiquado terno de seda na cor cobalto e um colete cor de pulga, que aparentava ter estado fora. 
— Senhor Shaw! — ela disse. Ela estava encantada de vê-lo novamente em tão pouco tempo. Ele olhou para o rosto dela envolto pelo véu. 
— Eu a conheço madame? 
— É “sua Lady”... por favor. — Ralph o corrigiu. A uma distração do senhor Shaw, Zoe tentou entrar. 
— Nós não fomos apresentados senhor, mas eu o vi em Muito Barulho por Nada na noite passada e o achei maravilhoso. Eu nunca tinha visto um ator interpretar Dogberry com tanto sentimento. O comportamento dele mudou. 
— E quem seria você? 
— Eu sou Lady Zoe Keane, e tenho um encontro marcado com o Os Homens do Duque às três da tarde. Não era totalmente mentira. Alguns meses antes ela pegou os muito conhecidos investigadores organizando um falso roubo para capturar um sequestrador. Em troca do silêncio dela, eles concordaram em lhe fazer um favor em alguma data futura. Essa data era agora. Ela esperava que eles se lembrassem. 
O senhor Dominick Manton, o dono e o senhor Victor Cale, um de seus homens, pareciam ser pessoas responsáveis que honravam suas promessas. O senhor Tristan Bonnaud entretanto...



18 de setembro de 2017

A Donzela

Série Saga Montgomery

Ele tinha que conquistar o coração do seu povo, mas antes deveria conquistar o coração de sua rainha...

Ele era sábio, forte e valente. Seu destino era ser rei. Ela era jovem, linda, uma princesa guerreira. Seu destino era amá-lo.
Mas quando se conheceram, eram somente um homem e uma mulher, consumidos por uma paixão tão súbita e tão profunda, que o mundo desapareceu com o primeiro beijo. Depois, quando o beijo ainda ardia em seus lábios, Jura descobriu que aquele cavaleiro não era outro senão o odiado príncipe Rowan, que regressava da Inglaterra para usurpar o trono de seu meio-irmão. Furiosa, Jura decidiu ser a inimiga desse príncipe, cujo lindo rosto a atormentava de dia e de noite. Mas nada deteria Rowan, decidido a ganhar a guerra...E nada o deteria em seu afã de conquistar a valente e bela Jura, para convertê-la em sua esposa, sua rainha, seu amor....

Capítulo Um

Inglaterra, 1299
William de Bohun se achava escondido entre as sombras dos muros de pedra do castelo e contemplava seu sobrinho, que se encontrava sentado junto à janela. Rowan, de cabelos loiros que brilhavam ao sol, franzia o cenho de seu lindo rosto ao concentrar-se no estudo do manuscrito que tinha diante de si. William preferia não pensar o quanto esse jovem tinha chegado a significar para ele, com o passar do tempo. Rowan era o filho que desejava ter tido.
Ao olhar para o jovem bonito, alto, de ombros largos e quadris estreitos, voltou a se perguntar como um homem feio e sinistro como Thal pôde ter gerado alguém como Rowan. 
Thal era chamado rei da Lanconia, mas se vestia com peles de animais, seus cabelos sujos chegavam até os ombros, comia e falava como um bárbaro. William tinha-lhe aversão e só tolerava sua presença em sua casa porque o rei Edward tinha pedido. William lhe tinha devotado sua casa, hospitalidade e ordenado a seu senescal que organizasse entretenimentos para aquele homem vulgar e tosco, mas, pessoalmente, manteve-se afastado desse jovem detestável.
Agora, assaltavam a William lembranças angustiantes quando olhava para Rowan. 
Enquanto William estava ocupado, longe do castelo, sua querida e linda irmã Anne se apaixonou por esse homem detestável. Quando William se deu conta do ocorrido, Anne já estava tão enfeitiçada por ele que ameaçava se matar se o perdia. 
O estúpido rei bárbaro nem sequer parecia dar-se conta de que Anne punha em perigo sua alma imortal pelo simples fato de mencionar suicídio.
Nada do que William houvesse dito, teria desanimado Anne. William disse-lhe que Thal era uma pessoa repulsiva e Anne o olhava como se fosse um tolo.
— Não é repulsivo para uma mulher. — Havia dito ela, rindo de tal modo que William experimentava náuseas ao pensar que as mãos desse homem gorduroso e sombrio pudessem tocar Anne, tão loira e esbelta.
Finalmente, o rei Edward tinha tomado uma decisão por ele. Havia dito que os lanconianos eram poucos, mas ferozes e que se seu rei desejava uma esposa inglesa, devia tê-la.
De modo, que o rei Thal se casou com Anne, a linda irmã de William. Este se embriagou durante dez dias, com a esperança de que, quando recuperasse a sobriedade, descobrisse que tudo tinha sido produto de sua imaginação. Mas quando despertou de seu estupor alcoólico viu Thal, um pouco mais alto que sua irmã, inclinado sobre ela, envolvendo sua loira beleza com seu tenebroso corpo.
Nove meses mais tarde nasceu Rowan. No primeiro momento, William experimentou um extraordinário carinho pelo pequeno. Embora estivesse casado, William não tinha filhos, mas desejava fervorosamente um menino. Thal demonstrou total indiferença com o bebê.
— Ora, grita em extremo e cheira mal como os outros. As crianças são para as mulheres. Aguardarei até que se converta em um homem. — Grunhido Thal, com seu estranho acento inglês. O que mais lhe interessava era que Anne se recuperasse rapidamente do parto para voltar a deitar-se com ela.
William considerava Rowan como se fosse dele e passava longas horas fazendo brinquedos para ele, brincando com o menino e ajudando-o a caminhar quando deu seus primeiros passos. Rowan começou a converter-se em sua razão para viver.
Quando o menino tinha pouco mais de um ano, nasceu sua irmã Lora. Como seu irmão, era bonita e loira e não parecia ter herdado nada de seu moreno pai.
Quando Lora tinha cinco dias de vida, Anne morreu. Imerso em sua dor, William só se preocupou com seu próprio sofrimento. Não percebeu a dor e nem a amargura de Thal. William só pensava que Thal era a causa da morte de sua adorada irmã.






Série Saga Montgomery
1- O Leão Negro 
2- A Donzela
3- A Herdeira
4- O Corsário
5- A Duquesa e o Capitão
6- Eternidade
7- A Duquesa



16 de setembro de 2017

Asa Quebrada

Ambientado durante o começo caótico do governo de Napoleão, esta saga conta a história de Gabriel St. Croix, um sobrevivente da rua à procura de um lugar para pertencer.

Abandonado quando criança, ele cresceu em um bordel e nunca conheceu a amizade ou carinho. 
Escondendo cicatrizes físicas e emocionais por trás de uma fachada de gelo, seu único relacionamento é com um jovem menino, a quem ele passou os últimos cinco anos protegendo da realidade brutal de seu ambiente. Mas, isso tudo está prestes a mudar.
A família do menino o encontrou, e eles estão vindo para o levar para casa. Sarah Munroe se culpa pelo desaparecimento de seu irmão. Quando ele é localizado, são e salvo, apesar de onde tem vivido, Sarah promete ajudar o homem que o salvou e protegeu da melhor maneira que pôde. Com paciência amorosa, ela ajuda Gabriel a enfrentar seus demônios e lhe ensina a confiar na amizade e no amor. Mas quando o passado o alcança, Gabriel o deve enfrentar por conta própria.
Tornando-se um mercenário, pirata, e jogador profissional, ele viaja para Londres, França, e a Costa Barbéria em uma tentativa desesperada de encontrar Sarah novamente.
No caminho, porém, ele vai descobrir que a jornada mais perigosa e a maior aposta de todas está dentro dos lugares mais escuros de seu próprio coração.

Capítulo Um

Sarah, Lady Munroe, também era conhecida como a Condessa Cigana, um apelido dado a ela por causa de sua ascendência desgraçada, e também por seu comportamento ainda mais desgraçado. Menos de cinco anos atrás, o mundo educado tinha ficado chocado e excitado quando ela deixou o marido de idade avançada apenas uma semana depois de suas núpcias.
Fôra extensamente espalhado que ela se vestiu como um homem, trabalhando com piratas, e que entre seus numerosos amantes estava o próprio meio-irmão, Ross.
Tudo menos a última parte era verdade. Ela olhou agora para o irmão, com compaixão. Sua luxuosa e bem equipada carruagem sacudiu e dançou, fazendo-os ranger dentes e ossos, enquanto eles empreendiam sua apressada viagem para Paris.
Há dez anos, as ruas desta cidade se tingiram de vermelho com o sangue derramado, quando seus cidadãos se voltaram contra a aristocracia em um excesso de patriotismo e fervor democrático, cortando muitos deles em pedaços.
Agora, à beira de um novo século, estes idealistas sanguinários, finalmente saciados e chocados pelos esforços daquela matriarca voraz, “Madame Guilhotina,” procuravam por confiança e ordem. Sua atenção tinha se voltado para um jovem corso pálido, Napoleão Bonaparte. Brilhante, carismático, e politicamente astuto, ele estava rapidamente se tornando uma força a ser reconhecida no Continente, e uma causa de grande preocupação para a Inglaterra.
Nada disso provocou qualquer choque negativo no comércio e na frequência dos bons bordéis parisienses. Incerteza, perigo e a guerra eram afrodisíacos, e bordéis estavam operando a toda capacidade, suprindo para os bemaventurados e fornecendo diversões deliciosas adaptadas a qualquer necessidade, não importando orientação política ou preferência sexual. Era justamente para tal lugar, de Madame Etienne, Maison de Joie, que Ross e Sarah agora se apressavam esperançosos de achar seu irmão mais novo.
— Oh, Deus, Ross, você realmente pensa que é ele? Podia ser afinal depois de tantos anos? — Sarah fechou os olhos, desesperadamente querendo acreditar nisto, e com medo do que significava se fosse verdade. O pensamento da criança inocente com quem brincou de soldadinhos de metal, vivendo aí nestes últimos cinco anos, a enchia de horror. Ross estendeu a mão, batendo levemente na dela.
— Eu tenho uma razão muito boa para esperar que seja, minha querida. Nossos agentes fizeram um trabalho completo investigando. Essa criança tem a idade e coloração certas, e segundo eles, existe uma notável semelhança familiar. Eles puderam verificar como veio de Londres até o Continente. Ele chegou a Madame Etienne um mês depois que James desapareceu. Ele olhou para fora da janela preocupado e muito mais ciente do que Sarah, do que isto significaria.
— Nós devemos estar preparados, Sarah. Ele provavelmente não vai nos reconhecer, e ele não será a criança de que se lembra. Ele passou indubitavelmente por uma provação. Sem dúvida, ele foi vítima de muitas provações….







11 de setembro de 2017

A Filha do Lorde Louco

Série Lordes e Ladys
Trancada por seu pai recluso e intensamente protetor, o recém falecido “Lorde Louco de Northumberland”

Melissa é bela e educada, mas dolorosamente inocente sobre o mundo real e sobre os segredos obscuros de seu nascimento. 
Agora, aos cuidados de seu tio, o Conde de Braddock, ela deve se preparar para entrar para a sociedade Londrina e encontrar um marido apropriado, uma tarefa que se complica quando ela se apaixona pelo único homem que nunca poderia ter. Logo quando uma nova vida promissora começa a eclipsar seu trágico passado, ela se encontrará consumida por um amor proibido que poderia destruir tudo…

Capítulo Um

Bamburgh, Inglaterra, 1862
Melissa olhou para fora de sua janela do primeiro andar e encarou furiosamente a carruagem que subia trazendo o homem que a levaria da única casa que conhecera em sua vida. Sua respiração embaçou o vidro e ela o limpou impacientemente. Ela desejou naquele momento que tivesse poderes especiais e que pudesse fazer a carruagem explodir em chamas, forçando o homem a correr de seu lar em terror para nunca mais retornar.
― Eu o odeio, ― ela disse, tentando impedir a movimentação eficiente de sua criada.
― Sim, senhorita.
― Vá e diga àquele homem que não estarei descendo.
― Sim, senhorita. ― Mas a criada continuou a empacotar, ignorando sua senhora mesmo que concordasse com ela.
― Mary, realmente.
Mary, que não era nada parecida ao que uma jovem moça deveria ter como criada pessoal – ela era bem velha e nada atraente – parou apenas tempo o suficiente para dar a Melissa um olhar reprovador, antes de colocar outra pilha de livros em um peito avantajado. Mary estava com Melissa desde que conseguia se lembrar e era muito mais uma amiga do que uma criada, o que provavelmente explicava por que a mulher continuava a ignorar suas ordens.
― Não estou partindo. Acorrente-me à parede se for preciso, ― Melissa disse dramaticamente, imaginando-se como uma profana Joana d’Arc.
Mary ergueu uma sobrancelha e bateu outra pilha contra o peito.
― Realmente, Mary, você não pode se importar nem um pouco comigo se vai permitir que aquele homem me leve embora. Papai nunca teria permitido isso. Ele queria me proteger. Ele queria… ― ela parou, porque o pensamento de seu pai era simplesmente doloroso demais. Ele morrera há apenas seis meses, deixando-a desolada e completamente sozinha, além de Mary. Ela se perguntava se havia outra alma na Inglaterra que estava tão sozinha quanto a dela. Ela não tinha mãe, nem pai, nem irmãos, e agora, nem casa. Ela engoliu o nó que instantaneamente se formou em sua garganta.
― Seu pai queria que você fosse uma jovem lady normal. Ele apenas não teve a coragem de deixá-la ser, ― Mary disse, seu tom carregando o menor indício de desaprovação. Se era desaprovação por seu pai ou por seu comportamento infantil, Melissa não sabia.
― Ele estava me protegendo, ― ela disse pela centésima vez. Dissera essas mesmas palavras tantas vezes desde a morte de seu pai que elas perderam seu significado e até mesmo começou a duvidar delas.
Em todo o tempo em que foi mantida segura, nunca pensou em si mesma como uma prisioneira. Estivara completamente contente em viver sua vida, sabendo que era protegida e amada, e sabendo que sua segurança fazia seu pai feliz. Não, as dúvidas sobre sua vida tinham começado depois da morte de seu pai, quando ouviu por acaso alguns criados bem-amados caracterizá-la como “a pobre mocinha, mantida prisioneira por todos esses anos”. E então, outra criada misteriosamente acrescentara, “São aqueles olhos”. Na verdade, o comentário tinha sido sussurrado, como se a criada tivesse medo de que ela pudesse escutar.
A primeira reação de Melissa a aquelas palavras ouvidas fora raiva. Como ousavam criticar seu pai por mantê-la segura, por permiti-la viver sem ameaça de morte ou perigo?
Mas as palavras que escutara não a deixariam. Será que os criados realmente tinham pena dela? Será que eles achavam que sua existência segura era mais uma sentença? Será que seu pai tinha lhe roubado, roubado sua infância, sua liberdade, sua própria vida? Ela perguntara a Mary e a mulher mais velha balançou a cabeça em desgosto.
― Apenas palavras tolas em que não deveria prestar atenção, senhorita, ― ela dissera.
Mas enquanto as semanas passavam e Melissa começava a aprender exatamente quão desesperadora era sua situação, ela não pôde evitar e se perguntar se seu pai não fizera tudo o que podia para protegê-la. Ela não gostava da ideia de que seu pai temera por ela, ou tivera medo de algo por conta própria. Assim que esses pensamentos entravam em sua mente, ela os afastava. Seu pai a amara, quisera apenas o melhor para ela. Certamente ele sabia mais do que os criados que trabalhavam para ele.
Melissa caminhou em frente à janela, parando de vez em quando para verificar se alguém estava saindo da carruagem. Ah, lá estava ele, empurrando seu chapéu feio sobre sua cabeça. O próprio diabo que achava que podia arrancá-la de sua casa, levá-la a Deus sabe onde, fazê-la entrar na sociedade com todos os seus perigos. Casá-la.  Oh, Deus.
Ela ainda tinha a carta do demônio, suas palavras perversas encobertas com aparente preocupação. Bah!








Série Lordes e Ladys

1 - Quando um Duque diz Sim
2 - A Fiha do Lord Louco
3 - Quando um Lord Precisa de uma Lady
4 - A Noiva Solteirona
Série Concluída




9 de setembro de 2017

A Marquesa Virgem

Nascida, educada e preparada para ser a esposa de um nobre de alto berço, de educação e preparação como a dela, lady Olivia, filha do visconde de Grossem não esperava se converter no principal escândalo da aristocracia das ilhas. 

Lorde James, marquês de Wellington, primogênito e herdeiro do duque Frettorn, provocou o escândalo, o prejuízo e o dano, muito além da reparação e o perdão. 
Quando recupera a prudência, parece ser muito tarde não só para ele, mas inclusive para quem, sem o compreender, o fez desejar o perdão sobre todas as coisas. 

Capítulo Um 

Em 1817, na vida social da nobreza londrina, ocorreram três fatos que se consideraram verdadeiramente relevantes e portanto, objetos de fofoca, intriga e, em muitos casos, comentários cruéis durante meses. 
O primeiro, o nascimento do primeiro filho do duque de Clayborn, um fato extremamente feliz porque nasceu um formoso bebê esse dia, a não ser as dúvidas a respeito de sua paternidade, pois toda Londres conhecia a relação existente entre a jovem duquesa e o primo do duque, qualificada por muitos como muito estreita. 
Deste modo, embora considerado e tratado como o herdeiro, esse bebê viveria toda sua vida com as palavras insidiosas sussurradas às suas costas e as olhadas desdenhosas ou censuráveis dos mais estritos moralistas da nobreza.
Não importava que realmente fosse filho do duque e sua jovem duquesa, nem que o primo do duque, que tanto tempo passava na casa deste, fosse um homem com uma dessas tendências consideradas, nesses tempos, como reprovável, desviada ou antinatural e que, portanto, jamais olhasse e menos ainda, tocasse à duquesa com intenção alguma que não fosse a do beijo cortês na mão ou o de ajudá-la a subir ou descer da carruagem ducal. 
E assim que esses detalhe não resultavam de interesse para essas línguas ávidas de destroçar a vida de seus congêneres por mero aborrecimento. 
Um segundo acontecimento gerou tantos ou mais fofocas nesse ano. A ruína econômica de um dos grandes totens da nobreza, o conde de Versham. 
Ruína que não era outra coisa que o resultado de suas escandalosas perdas no jogo, que derivaram em enormes dívidas com alguns dos maiores canalhas dos subúrbios, agiotas, chantagistas e jogadores da pior estirpe. Mas a ruína econômica de um nobre pelo jogo não era tão incomum. 
O que possivelmente era chamativo ou motivo de interesse para outros era o fato de que fosse o conde de Versham, um dos nobres com melhor reputação da alta sociedade, o protagonista dessa ruína, e quem, até que se conheceu sua debilidade, era considerado uma pedra angular de retidão entre seus pares; era conhecido sobretudo por sua altiva complacência de origem e pureza, especialmente, por seu público desprezo por todos os que não fossem de sua mesma condição e classe social; inclusive entre os de sua classe, considerava dignos só aqueles de berço e estirpes impecáveis. 
E foi precisamente a soma destas circunstâncias que gerou o escândalo, pois para resolver sua penosa e cada vez mais alarmante ruína, casou suas duas formosas e nobres filhas, de maçante ascendência, com dois homens extraordinariamente ricos mas sem nenhuma só gota de sangue aristocrata em suas veias, e linhagem aristocrática alguma, o que, é obvio, situou ao conde, suas filhas e a seus novos genros, na boca de toda a cidade, como objeto da fofoca preferida dos salões, clubes, casas e parques de Londres. 
Entretanto, tanto o duque como o conde tiveram sorte esse ano, pois se algo gerou polêmica, intrigas, falações, fofocas e, sobretudo, muitos comentários mordazes para os protagonistas foi um acontecimento concreto. 
Ou para ser mais exatos, vários acontecimentos de uma mesma história escandalosa, em que, como sempre ocorre, o único prejudicado acaba sendo a vítima inocente de todo isso, a pessoa que não fez nem pôde fazer nada para se defender e que, portanto, acabou danificada sem remédio. 
Em fevereiro desse ano, teve lugar um feliz acontecimento aos olhos de todos e, muito especialmente, aos olhos de uma jovem dama que acreditava que um 12 de fevereiro trocaria sua vida iniciando uma nova e feliz etapa em sua jovem e inocente existência. 
Esse 12 de fevereiro, em uma repleta igreja de Saint George em Hanover Square, na chamada Igreja da nobreza, teve lugar, ante quinhentos convidados da alta aristocracia, da nobreza e inclusive de algumas cabeças coroadas européias, o matrimônio entre lorde James, marquês de Wellington, primogênito e herdeiro do duque Frettorn, com lady Olivia, filha mais nova do visconde do Grossem. 
Era de um matrimônio acertado pelos pais dos nubentes, os quais tinham propriedades vizinhas perto de Kent e consideravam as bodas vantajosa para ambas as famílias. 
O herdeiro do duque se casava com a filha de um dos grandes nobres, educada desde o berço para ser a esposa um nobre. Para a jovem noiva, uma mocinha de vinte anos era o dia mais feliz de sua vida pois, desde menina esteve apaixonada por herdeiro do duque, seu bonito vizinho, esse menino, jovem e posteriormente homem, que ela via, como perfeito em todos os sentidos.








3 de setembro de 2017

Calor Escocês

Série Cavaleiros das Highlands
Com sangue ainda secando nas linhas de frente em Waterloo, Lady Grace Carrington ajuda um soldado ferido em uma tenda médica britânica. 

Embora ela acredite que o puxou para a segurança, na verdade, ela colocou os dois em grave perigo: porque quando seus brilhantes olhos azuis se encontram com os dela, o apaixonado sargento escocês a beija de uma maneira que a deixa sem fôlego e tremendo. 
Como a filha obediente de um Conde, Grace não deveria ser tentada por alguém tão abaixo de sua posição. Mas como uma mulher de sangue vermelho, ela anseia por muito mais. No que diz respeito a Duncan Mackenzie, ser apunhalado no braço foi a melhor coisa que já aconteceu. Quando acorda no campo de batalha, a visão do rosto adorável de Grace acende sua alma. Como um homem alistado e filho de um fazendeiro...

Capítulo Um

19 de junho de 1815, Campo de Batalha de Waterloo
O peito de Lady Grace Carrington se apertou enquanto olhava para a destruição brutal apresentada diante dela. Em seus sonhos mais loucos, nunca imaginara que tais horrores fossem possíveis. Nunca.
Ela precisava fazer alguma coisa. Seus dedos formigavam com a necessidade de ajudar. Ela não podia ficar ociosa enquanto tantos homens sofriam.
Ela caminhou cuidadosamente através do campo de batalha pisoteado. Não se incomodou em levantar as saias, não haveria sentido. Ela logo ficaria enlameada da cabeça, aos pés.
Havia corpos em todos os lugares, embora não tantos como no início da manhã, quando mal se podia andar sem pisar em algum membro dos cadáveres. Os homens dirigiam-se de um lado para o outro, e os carrinhos moviam-se pelas laterais, cheios até a borda de homens sem vida. Resoluta, de cabeça erguida, Grace dirigiu-se para o meio do campo, onde a carnificina encontrava-se no auge.
Ela ajoelhou-se próximo a inúmeros corpos, baixando a cabeça para ver se uma respiração poderia sossobrar sobre sua orelha. Não havia nada além de uma implacável quietude. Grace encontrou-se olhando para o céu cinzento uma e outra vez, tentando reunir suas forças. Testemunhar isso não era nada comparado com o que esses pobres homens passaram. Se eles podiam sofrer através de um pesadelo, então, ela podia sofrer com as consequências.
Ajoelhou-se ao lado de um homem, este de um dos regimentos das Highlands, a julgar pelo uniforme que usava: boné humilde, kilt, cintos cruzados e meias. Não havia uma partícula de sangue visível nele. Se não fosse por toda a sujeira cobrindo seu uniforme e pele, ela teria pensado que ele deitara na grama em um repouso pacífico.
Inclinando-se, colocou a orelha em seus lábios. Nada. Ela ficou mais tempo do que o normal para ouvir qualquer som de respiração. Finalmente, levantou-se, olhando para o homem. Não, ele era um menino, muito mais jovem do que os seus vinte e três anos.
Talvez, estivesse ferido nas costas. Ela não conseguiu virá-lo para descobrir. Mas, não havia dúvida de que este pobre soldado morrera, juntamente, com tantos outros. Sua respiração ficou presa, curvou a cabeça e apertou os olhos fechando-os, lutando o mais forte que podia contra as lágrimas que empurravam atrás das pálpebras.
― Madame?
Ela saltou para trás, surpresa, com a cabeça erguida. Seu calcanhar virou sobre um terreno desigual, ou alguma coisa caída no chão, seus braços tremendo enquanto lutava para ficar em pé.
Não adiantou. Ela caiu, dura, de costas.
Em alguém. Um fato tornado imediatamente óbvio pelo vigor highlander da respiração liberada pelo pobre homem em que ela tropeçara.
Ela afastou-se de seu corpo, corando furiosamente, pois suas nádegas caíram diretamente sobre a pélvis, dele.― Oh, eu sinto muito, senhor… eu sou tão desajeitada… Perdoe-me por favor…




2 de setembro de 2017

Prisioneiro da Meia-Noite

Guerreiros Sombrios
Escravizada pelo desejo

Laura Black sabe que seu chefe é um homem de muitos segredos ― assombrado por alguma força desconhecida, motivado por algum destino indizível ― e, no entanto, faz com que ela deseje ainda mais o diabolicamente lindo, maliciosamente charmoso Charon.
Quando ela descobre uma traição que irá enviá-la para um mundo de magia, ela se volta para o único em que ela confia ― Charon. Mesmo quando ela está em perigo de perder seu coração...
Liberado em fúria  Charon Bruce sofre um anseio implacável de ter Laura para si, uma dor que ele sabe que nunca será compensada.
Depois que a vila que ele tem protegido durante séculos é alvo de um Druida cruel, ele não tem escolha, senão revelar seu segredo para Laura. Ele deve lutar contra o inimigo mais mortal que ele já conheceu se quiser mantê-la segura.
Mas quando Laura é capturada por seu inimigo, ele deve escolher entre vencer a batalha de bem contra o mal ― ou perder a mulher que ama ...

Capítulo Um 

Ferness, Escócia Maio de 2013 
Charon desacelerou o carro enquanto saía da estrada principal para uma viagem estrategicamente escondida. Ele aliviou seu Mercedes CL65 AMG preto cautelosamente sobre a estrada de terra até que chegou na área de estacionamento alinhada atrás do pub que ele possuía. 
 Ele estacionou e desligou o motor. Por alguns minutos, Charon ficou em silêncio, contemplando as horas anteriores. O jogo tinha mudado. Novamente. Charon soltou um longo suspiro enquanto esfregava o buraco da camisa onde estava ferido. 
Durante todo o trajeto do castelo MacLeod a seu pequeno canto da Escócia, tinha pensado sobre o encontro que ocorreu na mansão de Wallace. Tantas vezes ele lutou contra o mal, mas ele e os outros Guerreiros venceram. 
Com cada batalha, no entanto, parecia que o perigo continuava a aumentar. Assim como as chances de suas mortes. 4 Por mais de seiscentos anos, ele viveu sem medo da morte. Ele era um Guerreiro. Com um deus primitivo dentro dele que não só lhe dava imortalidade, mas também poder, não havia muito que pudesse machucá-lo. 
Qualquer um poderia arrancar a cabeça de um Guerreiro e acabar com sua vida. Se eles descobrissem quem era um Guerreiro. E se eles pudessem ser melhores que um Guerreiro em combate. Charon e os outros mantinham o que era um segredo guardado com segurança. Ainda assim, isso não impediu o mal-estar que o atormentava desde que descobriu que um novo mal havia assumido o comando. Jason Wallace. ― Quantos mais? ― murmurou para si mesmo. ―Deirdre e Declan não foram suficientes para lutar e vencer? Em seu coração, Charon sabia que não poderia haver o bem sem o mal, mas estava cansado de lutar, cansado de sempre olhar por cima do ombro, perguntando-se quando viria o próximo ataque.
Isso havia piorado porque ele teve quatro séculos de paz. Tudo porque Declan tinha trazido Deirdre para a frente a tempo. 
Charon, como os outros no Castelo MacLeod, tinha se preocupado quando Deirdre finalmente apareceu e soltou o seu mal mais uma vez. Os MacLeods tinham até enviado 5 Guerreiros para o futuro, bem como, com a ajuda das Druidas. 
 Charon não tinha sido um dos que viajaram através do tempo, e para ele aqueles quatro séculos tinham sido o paraíso. Pura e autentica felicidade. Foi fácil empurrar para o lado o monstro que ele tinha se tornado enquanto estava trancado na prisão de Deirdre, no calabouço de sua montanha de Cairn Toul. 
Ele até mesmo conseguia passar vários dias sem se lembrar o que Deirdre o forçou a fazer com seu pai. No final, no entanto, Charon tinha que enfrentar o fato de que ele ainda era o mesmo monstro. 
Melhor roupa, dinheiro e possuir a maior parte da pequena vila de Ferness não tinha mudado nada. 
Eles eram uma concha para cobrir o homem que ele realmente era. Um bruto. Uma fera. Um demônio. Charon tirou a chave da ignição e abriu a porta do carro. Ele saiu do Mercedes e inalou o ar fresco e limpo ao seu redor. 
 Tinha aproveitado a chance de voltar para Ferness depois de escapar da prisão de Deirdre, era sua casa. Demasiadas décadas haviam passado para alguém se lembrar dele, quando ele voltou vagando aqueles séculos atrás, mas não teria importado se eles lembrassem.

Por Trás da Máscara

Trilogia Whitechapel
A Revolução industrial converteu Londres em uma cidade de grandes desigualdades econômicas e sociais. 

Kathleen Sweeney nasceu em Whitechapel, um dos bairros mais pobres. Teria se convertido no que muitos considerariam um «rato de boca-de-lobo», se não tivesse sido por um giro inesperado do destino, que a fez noiva do marquês de Dunmore. Mas um novo imprevisto ameaça escurecer seu futuro: acaba de receber em herança o Jardim Secreto, um exclusivo prostíbulo. A vida abençoou Nicholas Richmond, marquês do Dunmore, desde o berço. Nascido no seio de uma das famílias mais influentes do país, está acostumado a que todo mundo lhe renda homenagem. 
Orgulha-se de ser um homem frio, que mantém todos seus sentimentos controlados… até que o beijo de uma inocente moça se converte em sua obsessão e uma misteriosa mulher mascarada termina por lhe roubar o coração. Poderá seu amor vencer os prejuízos sociais e sobreviver aos perigos que espreitam em Whitechapel?

Capítulo Um

Kathleen abriu o baú onde devia guardar os pertences que tinha acumulado nos dez últimos anos. Olhou ao seu redor, tentando decidir por onde começar. 
Sem dúvida pelos livros, pois era o que mais valorizava.
Era uma estadia grande, singela mas elegante, que se tinha convertido no centro de seu mundo. 
Estava mobiliada com o justo: uma amaciada cama de suaves lençóis brancos, uma mesinha de noite na qual repousava a novela que lia justo antes de dormir, um armário no qual guardava os poucos vestidos que possuía e uma escrivaninha na qual tinha estudado quase diariamente.
No outro lado da estadia, o mobiliário se repetia de forma simétrica. Esse espaço estava dolorosamente deserto, pois sua companheira de quarto tinha abandonado o internato no dia anterior. 
Acostumada à confusão sem a qual sua melhor amiga parecia incapaz de viver, ver tudo tão vazio lhe embrulhava o estômago. Kathy se repreendeu mentalmente.
Os anos de formação tinham acabado. Aquela era sua última noite no internato. No dia seguinte partiria para Londres. Era o momento de passar página e pensar no futuro. E seu futuro era uma constante dor de cabeça.
O internato da senhora Carlston era uma escola para mulheres desembaraçadas, progressistas. Em outras instituições só se educava as meninas para serem corretas esposas e mães, para saber levar um lar. Em troca, no internato da senhora Carlston se cultivava a mente das alunas tanto como nas escolas masculinas, o que lhes brindava a possibilidade de acessar aos estudos universitários.
As jovens pupilas recebiam uma formação completa: matemática, geografia, história, biologia, artes, idiomas e outras muitas disciplinas que completavam sua educação. Kathy tinha sido uma aluna dedicada em todas elas.
Nos dois últimos anos, a senhora Carlston lhe tinha dado a oportunidade de ajudar nas classes das meninas pequenas. Tinha resultado uma experiência reveladora: gostava das crianças e adorava o ensino. Não podia imaginar uma ocupação melhor que a de professora.
O problema era que estava convencida de que seu noivo, o todo-poderoso e ausente marquês do Dunmore, nunca lhe permitiria exercer uma profissão. Amaldiçoou mil vezes a sua tia por ter posto seu mundo de pernas para cima há dois anos atrás, e a seu noivo, por ter fugido à primeira de mudança. Não tinha podido perdoar a nenhum dos dois.
Uns golpes na porta a devolveram à realidade. — Desculpa, Kathleen, interrompo? Kathy sorriu ao ver aparecer aquela que tinha sido sua mentora durante aqueles maravilhosos anos. — Adiante, senhora Carlston.
Você sempre é bem-vinda. Charlotte Carlston entrou com seus típicos gestos enrijecidos, com as costas bem eretas e o rosto ligeiramente elevado. Era uma pose que imitavam todas as meninas do internato, pois assim era como caminhavam as verdadeiras damas. Kathy e sua amiga tinham praticado intermináveis horas na intimidade do seu quarto, colocando livros na cabeça para ir de parede a parede tentando manter o equilíbrio. Com o tempo se converteram em peritas.
O tempo tinha respeitado à senhora Carlston. Considerando que já passava dos cinquenta, em seu cabelo escuro apenas se viam fios prateados. Com a idade tinha ganhado um pouco de peso, que suavizava suas feições angulosas, e seus vivazes olhos azuis brilhavam com a mesma intensidade que sempre.
Durante sua estadia, Kathy tinha chegado a apreciá-la de verdade. Por trás da fachada estrita, se escondia um coração amável e carinhoso, assim como uma excelente educadora. Era exigente, mas flexível, de grande inteligência e mente aberta. E o mais importante, tratava a todas suas alunas com a mesma consideração, fossem filhas de duques ou simples plebeias. Uma sombra de tristeza atravessou seu rosto quando viu que Kathy recolhia seus pertences.
— Sabe? Ano após ano é muito duro ver partir às moças que terminam seus estudos. Sinto que parte de meu coração se vai com elas — confessou com pesar — Mas em seu caso, esse sentimento é muito mais profundo. Cheguei a te querer como a uma filha. Kathleen, comovida por aquelas palavras, sentiu as lágrimas que se amontoavam em seus olhos. — Para mim…

Trilogia Whitechapel
1 - Por Trás da Máscara
2 - a revisar


28 de agosto de 2017

A Nobre Ladra

Série Chad.


Quando o coração lhe diz que quer uma mulher e seus princípios lhe diz que se mantenha afastado...

Lucas Gordon, marquês de Riversey, sabe que a atração que sente por Megan não vai desaparecer depois de cinco anos de sofrimento calado. 
Talvez tenha chegado o momento de deixar de espantar seus pretendentes e cortejá-la publicamente.
Quando a maior loucura é tentar esquecer um amor...
Lady Megan Chadwich nunca teria esperado que a aventura mais intrépida e arriscada de sua vida a lançasse nos braços do homem pelo qual acreditava sentir um antipático afeto.
Quando ambos se rendem a doce paixão que os atormenta, as misteriosas origens de Lucas irão se interpor no que poderia ser o compromisso mais promissor da temporada em Londres. Poderão Lucas e Megan superar os escândalos que ameaçam separá-los para sempre?

Capítulo Um

Londres, 2 de maio de 1813.
Era insuportável o chacoar e o rangido que fazia a maltratada carruagem que os levavam de volta à cidade.
Tinham passado uma divertida noite em uma casa de jogo nos arredores, o Lukie’s, onde normalmente às quintas-feiras eram as noites dedicadas ao pôquer.
Não que seu transporte fosse vulgar ou ruim, mas deveria ser utilizado somente para breves passeios por terreno mais firme da cidade, e para a delicada compleição das mulheres. 
O espaço era exíguo, e os seus elegantes enfeites não eram do seu gosto, mas também não poderia exigir mais: a cavalo dado...
Sua primeira ideia foi usar um carro de aluguel, uma daquelas carruagens de quatro portas, puxadas por quatro cavalos, que os ingleses tinham começado a importar da Alemanha e que eram, além de espaçosas, luxuosas e seguras; mas sua tia Charlotte insistira em lhe oferecer naquela noite, sua elegante carruagem, um landau muito feminino, depois que o seu próprio veículo tivera o eixo traseiro partido, bem no centro do distrito comercial de Strand, em um pitoresco e frustrante espetáculo, na tarde anterior.
De modo que ali estava, em uma coquete carruagem de senhora, puxada por dois elegantes potros baios... o sonho de qualquer princesinha.
Lucas Gordon, marquês de Riversey, olhava entretido como a cabeça de seu primo bamboleava contra o lado da carruagem para voltar a se erguer contra o respaldo do assento e cair poucos segundos depois na mesma posição. Em qualquer momento, o pequeno receptáculo iria se desmontar como um castelo de naipes e os deixariam sentados sobre as rodas; porém, isso não afetava em absoluto o plácido descanso de seu jovem acompanhante que, há mais de dez minutos, mantinha aquela pequena batalha contra a gravidade, sem que isso impedisse algum sonoro ronco entre cada balanço.
Parecia mais que espantoso que o jovem pudesse dormir naquelas condições; mas, para ser justo, devia reconhecer que tudo o que dizia respeito ao seu acompanhante parecia surpreendente e refrescante. Harold Beiling era um jovem... feliz. Completa e absolutamente feliz.
Quando sua mãe lhe comunicara a visita de seu parente da área rural, esteve a ponto de fingir alguma doença contagiosa para evitar o lance de ter que bancar a babá. Mas a marquesa viúva, audaz como poucas mulheres no mundo, se antecipara a qualquer de suas desculpas e ameaçara se unir à visita durante várias semanas.
Adorava sua mãe, mas preferia desfrutar de sua companhia na fazenda que a família possuía no campo, no lugar de tê-la vigiando suas atividades de solteiro em Londres. Sim, seria preferível que ela se mantivesse em Riversey Cottage cuidando de seu irmão mais novo, que terminava seus estudos em Eton.
Não que não tivesse vontade de vê-los; pelo contrário, estava pensando lhes fazer uma visita naquela semana, pois sentia falta deles. Mas as visitas de Lucas duravam apenas alguns dias e as de sua mãe se prolongavam por semanas. De modo que tinha escolhido o mal menor e aceitara contrariado, a estadia de Harold em sua residência de Mayfair.
Mas, para sua surpresa, o jovem fazendeiro tinha se mostrado uma companhia entretida. E bem sabia Deus que lhe fazia falta alguma distração em meio da aborrecida temporada londrina.

Série Chad.
1 - A Nobre Ladra
2 - A Pequena Malone
Série concluída