16 de junho de 2018

Casei com um Duque

Série Procura-se um Príncipe

O mistério e a ação se combinam perfeitamente com uma grande história de amor, cintilante e apaixonada.

Assim como suas irmãs, Arabella Caulfield está presa a uma antiga profecia que obriga as três órfãs a se casarem com príncipes.
Só assim conseguiriam fugir de um destino infeliz. Arabella tem agora doze dias para chegar a um remoto castelo francês e encontrar seu príncipe.
Para alcançar seu objetivo, a irmã do meio deverá cumprir alguns requisitos como comportar-se como uma dama e não fazer acordos com um capitão arrogante e indubitavelmente irresistível.
 Não enfrentar junto dele os ladrões… nem permitir que ele a beije até fazê-la perder o controle. E, sobretudo, não aceitar sua proposta de casamento. Mas a valente e decidida Arabella não é uma dama qualquer. E Luc Westfall tampouco um capitão comum.
O novo duque de Lycombe precisa de um herdeiro para vencer uma conspiração que poderia destruir sua família. E parece que finalmente conheceu a mulher perfeita para consegui-lo. Poderia seduzir sua dama e convertê-la em duquesa?

Capítulo Um


Plymouth, agosto de 1817
Lucien Westfall, antigo comandante do HMS Victory, conde de Rallis, e herdeiro do duque de Lycombe, estava sentado em uma esquina da taverna. Já fazia muito tempo que havia aprendido que com a esquina às suas costas podia perceber o perigo aproximando-se de qualquer direção. E nesse momento a esquina lhe proporcionava as vantagens derivadas de ter um campo de visão limitado.
Nessa ocasião, o campo de visão limitado continha uma paisagem especialmente interessante.
– Parece um falcão, garoto. – Gavin Stewart, médico de bordo e sacerdote,levantou sua caneca de cerveja. – Essa garota continua olhando para você?
– Não. Está fitando a você. Na realidade, o está fulminado com o olhar. –Luc pegou da mesa a carta do administrador das propriedades de seu tio, dobrou as páginas e as meteu em seu colete. – Creio que quer que vá embora.
– Quer você. Como todas. É pela cicatriz. – Gavin se recostou na cadeira ecoçou as costeletas, negras e ralas. – As mulheres gostam dos homens perigosos.
– Se isso for verdade, está condenado a uma vida solitária, velho amigo. Embora eu suponha que já o estava de qualquer modo.
– Ossos do ofício, pelos votos – disse o sacerdote rindo com alegria. – Ébonita?
– É possível. – Fitava-o interessada com olhos bonitos, brilhantes mesmo àluz das lamparinas que iluminavam a taverna. Tinha o nariz bonito e a boca também. – Apesar de poder ser uma professora. – Levava um lenço que lhe cobria o cabelo por completo, e a capa fechada até o pescoço. Por debaixo aparecia um pescoço branco e longo. – Está tão coberta como uma virgem.
– A mãe de nosso Deus era uma virgem, rapaz – repreendeu-o Gavin. Eacrescentou: – E onde está a diversão quando não tem que se esforçar para conseguir o tesouro? – Luc elevou uma sobrancelha.
– Que tempos aqueles, não, padre?
Gavin soltou uma boa gargalhada.
– Acredito que sim. – Tinha um peito largo como seus antepassados escoceses, e Luc sempre havia relaxado escutando-o rir. – E desde quando você sabe tanto sobre professoras?
Desde que com onze anos Luc escapou da propriedade onde seu tutor retinha a ele e a seu irmão mais novo, e topou com uma escola particular para senhoritas. A diretora, após uma suave reprimenda, devolveu-o a sua casa, onde recebeu um castigo que não teria imaginado nem no pior de seus pesadelos.








Série Procura-se um Príncipe
1 - Casei com um Duque
2 - Me Apaixonei por um Lorde
3 - Me Rendi a um Canalha



A Sedução de Sara

Série Rogues

Viúva e bela, Sara Lawrence prometeu frustrar os planos de seus irmãos, para que se casasse novamente.

Seu primeiro casamento foi um desastre, e ela está determinada a escolher um marido que possa deixá-la à vontade. Mas seus exasperantes, adorados e intrometidos, cinco irmãos mais velhos, estão determinados a protegê-la.
Sara está muito determinada a escolher seu próprio marido, mas possíveis candidatos são poucos em Bath ― até que o escandaloso Nicholas Montrose, o conde de Bridgeton, chega.
Nicholas dá uma olhada em Sara e a quer em sua cama, mas ela, claramente, deseja o casamento, e a felicidade conjugal não está nos planos de Nicholas.
Além disso, Nicholas tem como objetivo estabelecer respeitabilidade, enquanto Sara não se importa se escandaliza a sociedade. Apesar de suas diferenças, ele não consegue resistir à adorável Sara e concorda em ajudá-la em sua busca por um marido flexível.
Os irmãos de Sara ficam irados quando percebem que Nicholas está escoltando Sara pela cidade, e quando eles pegam os dois em uma posição comprometedora, eles exigem que eles se casem.
Nicholas vai desistir de seus modos rispidos para com Sara e, mesmo sem querer, Sara estará disposta a se casar com um homem que, com certeza, será possessivo, e, pior, certamente colocará em risco seu vulnerável coração?

Capítulo Um

Londres, 28 de janeiro de 1815
A única coisa que faltava entre Saraphina Lawrence e Hades era um respeitável leito matrimonial. Dada a escolha dela, ela teria pulado sobre a cama e corrido direto para as chamas, usando nada, além das famosas safiras Lawrence, com os braços abertos para abraçar o calor selvagem. Era uma pena que seus irmãos não saíssem do caminho. 
 ― Malditos todos os homens que interferem ― resmungou ela, olhando melancolicamente pela janela da lenta e penosa carruagem. Os olhos de sua tia se arregalaram na luz incerta que brilhava através dos fios prateados em sua têmpora. 
 ― Eu imploro seu perdão? A resposta da tia Delphi a tudo era fingir que não ouviu e parecer irritantemente inocente. Até agora, ela conquistara um duque que tivera a boa vontade de morrer dentro de doze meses do casamento e uma bela articulação que lhe dava uma quantidade surpreendente de independência. Não que a tia Delphi tenha usado isso. 
 ― Eu disse, ― Malditos todos os homens que interferem, ― repetiu Sara, mais alto. 
― Eu tenho sido mal humorada, e você sabe disso. Eu fui arrastada para fora da minha casa para participar do evento social da temporada. E forçada a andar nesta carruagem decrépita. “Como se Marcus tivesse algo diferente do que a melhor carruagem”.
 ― Somente porque meus irmãos estão decididos a me transformar em algo que eu não sou. Sara franziu o cenho para as sapatilhas brilhantes que espiavam por baixo de suas saias. Elas machucavam horrivelmente, e se ela não estivesse determinada a irritar o tedioso senso de decoro de seus irmãos, ela não teria usado aquelas coisas berrantes. 
Ela escorregou os pés e balançou os dedos no ar fresco da noite, ignorando o olhar de desaprovação de Delphi. Embora odiasse sua arrogância, talvez fosse bom que Marcus a tivesse convocado. Já era hora de resolver esse problema de uma vez por todas. 
Ela estava além de ouvir conselhos solenes; cada minuto que ela caminhava na fronteira da ruína e desafiava a face impassível da sociedade, a estimulava. Pela primeira vez desde a morte de Júlio, ela se sentiu viva. Viva e livre. Tia Delphi sacudiu a cabeça. 
 ― Você enlouqueceu. Desde que Júlio morreu, você...
 ― Ele morreu, mas eu não.








Série Rogues
1 - O Sequestro de Julia
2 - O Preço de uma Noiva
3 - A Sedução de Sara
Série Concluída

Coração de um Hinghlander

Série Lords de Dunkeld

As lembranças do passado podem ser deixadas de lado por amor?

Um Highlander atormentado...
Com o dever de se vingar, Broderick MacConnaway, filho do Laird de Dunkeld, vive perseguido pela lembrança de Aisling, a esposa que perdera.
Fazer uma aliança com a família Lochlann apresenta suas próprias provações, mas se o casamento permitir que ele cumpra sua vingança, então, que assim seja. Mesmo que a culpa pela perda de Aisling o impeça de amar novamente... O clã Lochlann... Com um tio que procura casá-la de forma vantajosa, Amabel du Mas, sobrinha mais velha de Brien, Laird de Lochlann, fica condoída com a situação de Broderick MacConnaway. Ela acreditava que nunca conheceria um homem para o qual olharia duas vezes e muito menos que se casaria. Amabel, no entanto, sabe que haverá um fantasma entre eles. Um fantasma que, talvez, ela nunca consiga ver descansar...
A vingança é um caminho estranho...
Mas quando as intenções sinistras de seu tio aparecem e Amabel é capturada antes que tenha a chance de revelá-las, Broderick é forçado a esquecer os enganos e começar outra campanha de vingança. Com os conflitos entre clãs poderosos aumentando e os planos bem definidos se desenrolando em uma violência sem sentido, Broderick não tem escolha senão trabalhar em conjunto com sua nova esposa para levar os assassinos de Aisling à justiça.
Mas eles conseguirão encontrar o amor?
Broderick encontrará um caminho além das memórias que o atormentam? Ou ele falhará e se arriscará a perder outra esposa?

Capítulo Um

― Eu vejo outro pretendente? Amabel du Mas, revirou os olhos. Ela ouviu a irmã mais nova rir atrás dela e lançou para Alina um olhar inquisitivo. 
― O quê? ― Disse Alina brincando. nós. E, francamente, eu prefiro você do que eu. ajustou a tiara de prata que segurava seu cabelo escuro longe de sua testa. Amabel jogou um rolo de fita na irmã, mas não acertou. Ambas riram, no entanto, para Amabel, pelo menos, a alegria desapareceu rapidamente. As duas meninas estavam na câmara de Amabel no topo do castelo de Lochlann. 
O quarto em duas semanas. Amabel o odiava. Ambas odiavam. Mas não havia escapatória. Seu tio Brien, conde de Cawley, dissera que seria assim, e não havia nada que pudessem fazer ou dizer. Amabel olhou pela janela que sobressaia sobre o pátio do castelo. 
Ela conseguia ver os azulejos e telhados de palha da cidade de Lochlann, que se estendiam além dos poderosos muros do castelo. Sobre a cidade, o céu era cinza e ela desejava, não pela primeira vez, que pudesse descer e voar como os pardais e as andorinhas, escapando daquele lugar para sempre. Ela suspirou. 
― Obrigada, irmã, por sua observação. 
― Ela se virou para Alina com um sorriso frágil. 
― Eu não esperava nenhuma palavra de entusiasmo para a tarefa. Quem quer ser noiva do mais recente ambicioso caçador de fortunas? Alina parecia triste. 
― Exatamente. Você vale mais do que isso, irmã. Amabel sentiu a garganta estremecer. As palavras de sua irmã fizeram sua dor mais profunda. Mas ela não se deixaria chorar. Agora não. Ela era a senhora do Castelo de Lochlann desde a morte de sua mãe, e ela seria impassível e digna. Inspecionou as unhas, distraída, observando o anel de ouro fundido, com a andorinha de Lochlann. Ele fora de sua mãe, e agora ela sempre o usava. Parecia um emblema estranho, um pássaro delicado, para o poderoso clã de sua mãe. Mas, ela sempre considerou as andorinhas mágicas, então parecia apropriado. 
― Bem, eu me oferecerei em seu lugar, ― Chrissie respondeu lá do canto do quarto. Ela acariciou seus cachos brilhantes e emaranhados à volta do rosto, com uma leve carranca. 
― Mas eu sou apenas a mais jovem de todas nós, primas, então eu acho que ele não me aceitaria. Amabel sorriu. 
― Agradeço o fato de alguém querer. Mas sou a mais velha, e devo ser eu.









Série Lords de Dunkeld

1- Coração de um Hinghlander
2- O Desafio do Highlander
3- O Highlander Herói
4- O Highlander Amaldiçoado
5- O Dilema do Highlander
6- O Despertar do Highlander 
6.5 - O Conflito do Highlander
7- O Highlander Agente Secreto
7.5- O Cavaleiro Highlander


Tocada pelo Escândalo

Série A Sociedade de St. James
A única coisa que Grace Gauthier sempre quis foi a segurança de um bom matrimônio, uma família e um lar.

Em lugar disso, desprezada pela aristocrática família de seu pai por causa da origem estrangeira de sua mãe, aceitou um emprego seguro como governanta. 
Agora, desprotegida e sozinha em Londres, acusada do escandaloso assassinato de seu empregador, não tem ninguém a quem recorrer exceto o misterioso, e possivelmente perigoso, lorde Ruthveyn. Um demônio de olhos negros, Ruthveyn guarda seus segredos com muito zelo. Seu turvo passado é uma fonte de sofrimento e rumores… só sussurrados. A precária situação de Grace, que lhe recorda a sua, comove — o, assim como sua serena beleza. Ruthveyn está decidido a salvar Grace desmascarando um assassino. Mas sua crescente paixão ameaça seu coração e ameaça trazer à luz seus obscuros dotes ante o mundo.

Capítulo Um

Somente os bons morrem jovens
Londres, 1848.
Sangue, sangue por toda parte.
Surda aos sussurros e aos passos apressados que foram e vinham pelo corredor, Grace Gauthier levantou suas mãos e as olhou com desapaixonado atordoamento a olhou para elas com um deslumbrante desapontado com a luz cintilante das lâmpadas. Tinha a sensação de que seus dedos e palmas, e até os punhos rasgados de sua túnica, pertenciam a outra pessoa.
Do outro lado do corredor chegavam sussurros cautelosos.
— Está atordoada pela impressão, verdade?
— Sim, e ele morreu assim que caiu no chão.
Grace estremeceu.
Ele sofreu? Tomara que não. Baixou as mãos, fechou os olhos e se recostou contra a parede da sala para deixar de tremer, mas em seguida compreendeu que o tremor lhe vinha de dentro, dos mesmos ossos, e que não seria fácil pará-lo.
Em alguma parte, no piso abaixo, soluçava uma mulher. Ela também deveria estar chorando. Por que não chorava? Por que não conseguia entender tudo aquilo?
— Senhorita Gauthier?
Aquela voz que assassinou seu nome, lhe chegou de muito longe, mas Grace não se alterou. Sentia — se como se estivesse em um túnel, muito, muito longe daquele silencioso caos. Mas não o estava. Estava ali, Ethan tinha morrido e tudo aquilo lhe pareceria de repente espantosamente real. Os longos meses que tinha passado nos campos de batalha do norte da África tinham-lhe ensinado que o atordoamento ante a morte não era mais que um alívio passageiro.
— Senhorita? —repetiu aquela voz.
Uma voz inglesa, mas não cultivada. Tampouco como a do Ethan, entretanto. Desprovida da dureza e o aprumo da voz de um homem que fez a si mesmo.
— Sim? —disse e se obrigou a abrir os olhos.
Uma mão cálida e grosa se deslizou sob seu cotovelo.
— Lamento, mas tem que me acompanhar à biblioteca, senhorita.
Separou-se da parede e avançou com ele pelo corredor como um autômato. Como se chamava? Havia dito a ela quando entrou no escritório de Ethan, aquele homem largo e corado que a segurou firmemente pelo cotovelo. E repetiu quando a tirou do cadáver, com uma voz suave e reconfortante, como se estivesse falando com uma garota.
Ou com uma mulher louca.
Mas seu nome lhe escapou, juntamente com todas as suas esperanças.
A puxou rapidamente para o escritório, onde vários homens de uniforme azul e botões metálicos falavam em voz baixa, e a fez descer pela ampla escada, onde a corrente que entrava pela porta aberta agitou as saias de seu roupão. Os soluços procedentes do interior da casa se converteram em um desumano gemido de aflição.
Ela vacilou, o corrimão da escada era frio como o corpo do Ethan sob sua mão.
— Deveria ir —murmurou— Devo ver Fenella… à senhorita Crane.
Mas o homem a ignorou.
— Só um par de perguntas mais, senhorita —disse sem afrouxar o passo — logo poderemos…
Interrompeu-se ao ver aparecer outro homem. O quarto, pensou Grace. Ou o quadragésimo, possivelmente. Estava tão aturdida que não tinha idéia.
Mas, a diferença dos outros, aquele não levava uniforme. Ia elegantemente vestido, para ir ao teatro. Com a capa negra agitando-se ao redor de seus tornozelos, materializou-se como um espectro entre a névoa de Londres, subiu os degraus e, tirando as finas luvas de pelica, cruzou a porta aberta como se fosse o dono daquela casa e de tudo que havia nela.
O absurdo de tudo ameaçou mergulhar Grace em histeria. Ethan morreu em um poço de sangue, atrás de sua mesa, em sua própria casa. E o resto de Londres continuou assim? As pessoas ainda foram ao teatro?
O recém-chegado caminhou com entusiasmo pela pilha de malas no lobby e se dirigiu para elas. Seus passos ecoaram energicamente no belo piso de mármore.
— Boa noite, vice-comissário.
O homem que escolta Grace permaneceu firme enquanto colocava o chapéu alto debaixo do braço.
O recém-chegado parou a poucos passos de distância deles e rapidamente olhou para Grace.
— Boa noite, Minch. Esta é senhorita Gauthier?
Pronunciou seu nome impecavelmente, Go-tié, como se fora francês de nascimento.
— Sim, senhor —disse Minch—. O capitão informo-lhe?
— Não foi preciso. O próprio Sir George considerou conveniente arrastar-me para fora da ópera.
O homem, o comissário ou o que quer que fosse, inclinou a cabeça para olhar nos olhos dela. — Meus mais sinceros pêsames, senhorita. Entendo que o falecido era seu noivo.
Grace tentou segurar seu olhar, mas estava frio como gelo.
— Oui, eu… nós… tínhamos… —de repente, uma quebra de onda de pena e horror esteve a ponto de afogá-la. — Tinhamos um acordo.
O recém-chegado assumiu o controle da situação.
— O sargento Minch nos acompanhará ao salão, onde podemos falar em privado —disse— Se tiver a bondade de acompanhá-lo…
Era a primeira indicação que lhe davam que não soava como uma ordem marcial. Soava, em realidade, como algo muito mais perigoso que isso. O vice-comissário a agarrou pelo braço e um instante depois Grace se achou sentada na poltrona favorita da Fenella, junto à chaminé, com uma taça de conhaque na mão.
— Beba-lhe senhorita.
Passado um tempo, levantou o olhar e viu que estava a sós com aquele homem moreno de nariz afiado como uma espada. Tirou a capa e as luvas e a olhava com serena intensidade.
— Onde está a senhorita Crane? —sussurrou Grace, puxando nervosamente os punhos ensangüentados de sua bata—. Deveria… deveria me trocar e ir em sua busca.
O vice-comissário desviou o olhar.
— Dou-lhe meus mais sinceros pêsames, senhorita —repetiu. — Os baús e as malas que há no corredor… entendo que são deles.
Grace umedeceu os lábios e sentiu o sabor do conhaque, que não recordava ter bebido.
— Sim, ia a casa de minha tia —conseguiu dizer. — Para que Ethan, o senhor Holding, mandasse o anúncio aos jornais manhã.
— O anúncio? —Entreabriu os olhos. — De seu compromisso?
— Sim. — Sua voz quebrou. — Seu ano de luto havia… tinha acabado.
E o seu acabava de começar, de novo.
—Temo, senhorita —acrescentou ele— que não posso permitir que leve a bagagem esta noite.
—Esta noite? —Grace piscou. — Mas…





Série A Sociedade de St. James
1 - Tocada pelo Escândalo
2 - O Vestido da Noiva
3 - As Pérolas da Noiva
4 - Não Traduzido

14 de junho de 2018

Na Cama do Advogado

Série Regência Barrister
Algumas batalhas são travadas de maneira mais eficiente fora da sala de audiências…

Uma reivindicação disputada.
Bastardo por nascimento, James Devlin vive por seus próprios termos até que uma reviravolta do destino revela que ele é o verdadeiro Duque de Blackwood. 
Apesar de saber a verdade sobre sua legitimidade como herdeiro James se agarra a sua liberdade. Tem a intenção de restaurar a casa onde viveu a maior parte de sua ingrata infância. 
Mas em Wyndmoor Manor descobre um adversário difícil na pessoa de Bella Sinclair. Sua reivindicação de direito de propriedade da casa é divertida... e emocionante. É por isso que não tem planos de se retirar e pensa em tomar posse de tudo, começando com a Bella feiticeira...
Uma sensual rendição.
Bella fica furiosa quando o duque entra em sua casa declarando que é dele por direito! A Bella viúva não está disposta a desistir de seu sonho de retiro sem uma luta, não importa o quanto determinado seja o duque ou como se mostra sexy no campo de batalha. Mas uma vez que concorda em compartilhar a casa com o advogado sedutor ela sente o perigo de perder tudo a cada lento e profundo beijo.

Capítulo Um

10 de Maio de 1819, Londres, Old Bailey Courthouse.
Presidido pelo Honorável Barnard Bathwell.
— Você é um bastardo por nascimento. Como pode herdar alguma coisa?
— Meu pai queria que herdasse, explicou Pumpking O'Dool.
— Então invadiu a casa de sua madrasta e pegou? perguntou o promotor Abrams, com um relógio de bolso de ouro pendurado em seus dedos.
— Bem, eu bati na porta primeiro, disse Pumpking. Ela olhou para mim através das cortinas, mas nunca abriu a porta.
— E mesmo assim pegou o relógio. Sua ilegitimidade impede você de herdar as propriedades de seu pai, Abrams argumentou.
James Devlin ficou de pé atrás da mesa da defesa.
Objeção, Meritíssimo. Não é a ilegitimidade do Sr. O'Dool o que está sendo tratado. O que está em questão é a ausência do testamento. Se a acusação tivesse feito o mesmo esforço para localizar o testamento como está fazendo na tentativa de perseguir um filho em luto, não estaríamos no tribunal hoje.
O Juiz Bathwell, um velho atarracado cuja peruca mal chegava ao topo da sua cabeça, mordeu os lábios pensativo, olhando para Abrams, antes de dizer:
— Será que a acusação tem alguma ideia de onde está o testamento?
O promotor Abrams sacudiu a cabeça.
— Não, meu senhor. O advogado que redigiu o testamento morreu. O original foi dado à madrasta do Sr. O'Dool, mas ela não sabe onde está.
— Escondido sob o colchão, sem dúvida, disse James arrastando as palavras.
— Protesto! gritou o promotor.
Seis, dos doze membros do júri, soltaram uma gargalhada; outros dois olharam para o promotor com um olhar crítico.
E foi então que James Devlin soube que eram dele.
Os jurados gostavam menos dos promotores agressivos do que dos ladrões. Pumpking O'Dool era um bastardo empobrecido, e sem um testamento por escrito que dissesse o contrário, não possuía direito a nada.
Ninguém entendia isto melhor que James. Mas ao menos, O'Dool não seria condenado à morte nessa ocasião. 
A luz do sol entrava pelas janelas e esquentava a sala cheia de gente. Os bancos dos espectadores estavam cheios de observadores, e o ar vibrava de emoção. Plebeus vestidos com jaquetas de veludo cotelê, gastas e remendadas, se sentavam ao lado dos comerciantes ricos e da nobreza com vestidos finos e laços firmemente atados. As mulheres se abanavam, avidamente, já que a temperatura na sala aumentava a cada minuto que passava e a transpiração pontuava as testas dos homens como gotas de água em uma boa manteiga.
Todos se sentiram atraídos à Corte, onde presenciariam o julgamento de um homem condenado à forca e, agora, encontravam-se defendendo sua causa. A Corte, como o teatro, mostrava os extremos do comportamento do homem.
James voltou sua atenção aos doze membros do júri. Pessoas rústicas, tal como havia pensado inicialmente. Um dos membros do júri possuía o rosto curtido pelas rugas, nenhuma delas era linha marcada pelo riso. Outro membro do júri possuía as mãos tingidas da cor café escuro e uma barba descuidada. Um curtidor, sem dúvida. E outro teria por volta de vinte anos, com cachos dourados e a face de um querubim.
Um gorjeio de risadas femininas e um grito lhe fizeram voltar a cabeça. A madrasta de Pumpking, uma mulher corpulenta com o cabelo tingido de vermelho e os lábios pintados com uma cor grená, zombou de Pumpking O'Dool da primeira fila. Um homem calvo com a face avermelhada, característica de um bebedor, se sentava a seu lado, sua coxa roçando as saias dela.
A viúva aflita não perdera tempo na busca de um amante, pensou James.
Os traços da madrasta se retorceram em uma careta enlouquecedora. Com um dedo, assinalou Pumpking e gritou — Ladrão! Depois se voltou para olhar para James com sua peruca e sua toga negra de advogado, com desdém.
James levantou uma sobrancelha e seus lábios se torceram pela diversão.
O restante do julgamento consistiu no promotor Abrams argumentando a falta de um testamento e James insistindo no motivo da madrasta para que o testamento não fosse encontrado, seguido de três testemunhas que declararam a respeito do caráter respeitável de Pumpking.
No meio do fechamento do promotor Abrams, uma sombra de chateação cruzou o rosto do Juiz.
— Isso será suficiente advogado. Como já é hora do almoço e todas as provas pertinentes foram apresentadas, peço aos senhores do júri que considerem seu veredicto.
Era a quinta reunião do júri na manhã, com uma meia dúzia de julgamentos para concluir antes do final do dia. Reuniram-se no canto com as caras animadas, enquanto gesticulavam violentamente uns para os outros. Falavam em sussurros, entretanto, cada palavra era ouvida em toda a sala: culpado! bastardo! dura sentença!
Três minutos mais tarde, o presidente do júri, um alquimista de meia idade com olhos marrons atrás de óculos grossos e o peitilho da camisa manchado, ficou de pé.
— O júri acredita que Pumpking O'Dool é inocente da acusação de invasão de moradia e roubo.
Pumpking O'Dool gritou de alegria; seu sorriso foi de orelha a orelha, enquanto estreitava a mão de James. Os espectadores deram gritos de ânimo pelo veredicto e zombaram da madrasta de Pumpking.
A mulher levantou-se e partiu da sala ofendida, com seu amante correndo para manter-se perto
dela.
O secretário da Corte passou o relógio de bolso para James, que por sua vez o entregou a seu
cliente.
— O júri acreditou em sua história, de que seu pai queria que tivesse isto, disse James.
―Agora não volte a se colocar em problemas, Pumpking. E que eu não o surpreenda tratando de vender esse relógio ou “entrando” em qualquer outra moradia.
Pumpking deu uma piscada. — O relógio é o menos que meu velho podia me deixar. Você me entende, não é? É obvio. Só que nunca poderei ter um maldito relógio de meu pai, refletiu James.
O martelo do Juiz Bathwell golpeou o estrado, enquanto um detento, com grilhões, se aproximava ladeado por dois guardas. James acenou para Abrams, cuja aflição pela perda era bastante evidente a julgar pelos lábios apertados do promotor. Abrams virou-se, para se preparar para o caso seguinte. Nem um segundo era desperdiçado na Corte.
James recolheu seus papéis e se dispôs a abandonar a sala, consciente de que todos os olhares dos espectadores estavam fixos nele. Era estranho que um acusado fosse representado por um advogado, muito menos, que ganhasse contra o promotor da Coroa.
James chegou às portas duplas quando uma voz o deteve.
—Um momento, senhor Devlin.
Ele voltou e olhou nos olhos de uma anciã, da última fila. Usava um vestido cinza com um grande broche de ônix, que se assemelhava a uma enorme arranha pousada em seu ombro. Estava sentada rigidamente no banco de madeira, com as mãos cruzadas sobre o colo.
Não pode ser, ele pensou.
Entretanto, o inconfundível aroma de seu enjoativo perfume floral flutuou até ele. A Duquesa viúva de Blackwood.
O que faz aqui? Ele perguntou.
— Essa é a maneira de saudar sua avó?


Série Regência Barrister
1 - Circunstâncias Atenuantes
2 - Na Cama do Advogado
Série concluída


10 de junho de 2018

Quando um Lorde Precisa de uma Lady

Série Lordes e Ladys
Lorde Graham Spencer precisa de uma esposa.

Mas não qualquer jovem. Deve ter o dinheiro necessário para salvar sua propriedade dilapidada e inquilinos desesperados. Então, quando ele conhece uma encantadora criada americana na praia de Brighton, a última coisa que deve fazer é beijá-la.
Katherine Wright está caçando um marido com título.
Ou pelo menos sua mãe está. Mas Katherine não pode tirar da sua mente a lembrança de um beijo dos mais impróprios. O belo estranho que a tomou em seus braços em Brighton era apenas um valete, mas mesmo sendo uma herdeira, preferiria passar a vida com ele a um aristocrata britânico.
Poderia o verdadeiro amor sobreviver a duas identidades falsas, duas mães maquinadoras e duas festas campestres onde tudo é revelado? Poderia...


Capítulo Um

― Estou morrendo.
Katherine Wright soltou um pequeno e silencioso suspiro ao escutar as palavras de sua mãe, enquanto olhava para a praia lotada desde sua suíte no Grand Hotel. Brighton não era nada comparada a Newport. Não havia nada de distinto ou opressivo naquele famoso local de férias. Estava lotado com o que sua mãe chamava de ralé. Era estridente e barulhento. Era… maravilhoso.
― Estou morrendo, ― insistiu sua mãe, tirando a compressa fria da testa e colocando-a diretamente sobre os olhos. ― Eu fui levada a acreditar que Brighton era o lugar para ir. O lugar. Charles Dickens costumava passar férias aqui.
― Isso foi há vinte anos, mãe. E eu prefiro assim. É tão vivo. E não podemos colocar defeitos no hotel ou na sua clientela. É tudo muito charmoso. Essas máquinas de banho. Realmente ― disse Katherine, olhando para a fila de pequenos vagões cobertos que as mulheres recatadas usavam para trocar de roupa antes de se banharem fora de vista. 
Ela usou uma ontem, cedendo à curiosidade. Levou seu traje de banho em uma bolsa, subiu a bordo e se trocou enquanto o vagão era puxado por um cavalo de aparência muito triste, aproximadamente 15 metros dentro da água. O condutor entrou na água e um conjunto de escadas caiu produzindo um pequeno salpico. Pisou cuidadosamente na água fria, seus pés calçados em chinelos afundando apenas um pouco na areia dura. Os vagões estavam posicionados de maneira que nenhum olho masculino pudesse espionar uma mulher enquanto usava seu traje de banho. Depois de nadar um pouco, saiu da água sozinha e estava terminado.
Como aquilo era diferente das férias de dois anos atrás que passou na casa de sua avó em Nova York quando, vestindo apenas roupa interior, ela corria até uma grande pedra de onde saltava para a água fria do lago com um grito de contentamento. Sua mãe teria desmaiado se soubesse disso. Mesmo ali, naquela carroça estúpida, sua mãe estava diligentemente assegurando-se de que nenhum homem vislumbrasse um tornozelo, ou pior, talvez a curva da sua panturrilha, quando desceu a escada.
Sua mãe não a acompanhou, mas esperou na máquina de banho, reclamando sobre o cheiro estranho em Brighton.
― É o mar ― disse Katherine. ― Acho que cheira bem.
Katherine desviou os olhos das máquinas de banho e olhou para sua mãe. Tinha um aspecto horrível. Fazia anos que sofria de dores de cabeça, mas esses acessos pareciam ser mais frequentes ultimamente ― e justo no momento de fazer algo que sua mãe não tinha interesse em fazer. Hoje, tinham planejado caminhar ao longo do cais. Os ingleses o chamavam de passeio. Katherine simplesmente amava a forma como os ingleses faziam tudo parecer mais especial. Era um dia glorioso e Katherine ansiava sair e juntar-se a multidão.
― Tantas pessoas. Quem é essa gente? Eu posso dizer que esse não é absolutamente o tipo de pessoa que fui levada a acreditar que encontraria em Brighton. Eu posso ouvi-los daqui. Feche a janela, querida.
Elizabeth Wright era uma boa mulher, Katherine sabia, mas era terrivelmente esnobe.
Era verdade que Brighton atraia uma multidão eclética, e Katherine começava a suspeitar que Lady Haversly, quem as introduziria na sociedade neste outono, simplesmente quis se livrar das duas durante o verão. 
― Disseram-me que eles chegam aqui de trem, ― disse Elizabeth. ― Escapando da cidade em massas, como ratos.
Katherine encarou sua mãe, ainda que os olhos da mulher mais velha estivessem cobertos pela compressa. ― Eu realmente gostaria que a senhora não fosse sempre tão esnobe, mãe.
― Você vai ficar contente quando for uma duquesa. ― Disse Elizabeth de maneira presunçosa.
Katherine suspirou profundamente. Não queria ser uma duquesa, marquesa ou mesmo uma baronesa. Queria voltar a New York e ir à universidade, tal como sempre desejou. 
Qual era o sentido de todo aquele estudo ao qual foi forçada senão para prepará-la para uma educação universitária? Quando abordou aquele tema com sua mãe, foi como se tivesse anunciado que queria se tornar uma prostituta. Foi quando se deu conta, com crescente horror, que todas as lições de linguagem, filosofia e história europeia foram para prepará-la para sua vida como uma nobre. Foi uma operação bem orquestrada e cuidadosamente planejada e Katherine quase admirava a capacidade da sua mãe de permanecer focada no prêmio todos esses anos.
― O dinheiro é grosseiro, querida. Mas um título é algo que você não pode comprar. Eu gostaria que minha própria mãe tivesse feito por mim o que eu fiz por você.
Não ocorreu à sua mãe que exibir o dote dela na frente de um nobre empobrecido era equivalente a comprar um título. E  não lhe ocorreu que se a avó a tivesse casado com um nobre, Katherine não existiria. Pelo menos não na sua forma atual.
― Eu vou ler no meu quarto, ― disse Katherine. ― Eu espero que a senhora se sinta bem o suficiente para comparecer ao jantar. Soube que o duque de Monmouth irá.
Isso animou sua mãe. ― Um duque, você disse?
― É apenas um rumor. ― Mentiu Katherine sobre um título que se extinguiu com a infame decapitação do duque de Monmouth no século XVI. Ela afastou a pontada de culpa que sentiu por mentir à sua mãe.
Elizabeth afundou a cabeça no travesseiro, arrancando o pano frio da sua cabeça. ― Se ele vai comparecer, eu simplesmente terei que aguentar a dor. É uma oportunidade que não podemos perder. Um duque. Isso faria com que tudo fosse perfeito, não faria? Se bem que eu miraria no duque de Penfrey. Ele é supostamente bonito e tem uma casa tão adorável em Londres.
Katherine olhou sua mãe com divertida exasperação. Ela distraia Katherine, mas amava sua mãe com todo o seu coração.
― Sim, seria agradável, não seria? ― Disse suavemente.
Caminhou até sua mãe, gentilmente substituiu a compressa e então beijou sua bochecha. ― Eu a verei então à noite, na nossa pequena sala de jantar. As oito?
― A menos que o duque esteja aqui, ― Disse Elizabeth suavemente, soando como se já caísse no sono.
― A menos que o duque esteja aqui, ― Disse Katherine e então saiu do quarto na ponta dos pés...
― Ah não, senhorita. Perderei meu emprego se a pegarem. ― Clara, a leal criada de Katherine e parceira no crime, não parecia nem um pouco preocupada. Seus olhos brilhavam com excitação. Que criada ruim era ela. Katherine piscou um olho.
― Isso não vai acontecer, Clara. Minha mãe não vai te despedir porque eu não permitiria isso. ― Olhou no espelho e sorriu. Parecia tão... ordinária. Apenas uma garota saindo para um passeio. Estaria procurando por alguém na praia, mas na realidade estaria gloriosamente sozinha sem ninguém ao seu redor vigiando com olhos de águia a qualquer cavalheiro sem título que pudesse ousar pousar os olhos nela.
Ontem, pela primeira vez, vestiu a roupa da sua criada e colocou um pequeno chapéu com uma pluma azul, e caminhou sozinha ao longo da praia. Durante dez minutos inteiros. 
Foi a coisa mais gloriosa e talvez mais assustadora que já fez. Sentir o vento contra as suas bochechas, deter-se e assistir as crianças jogando, pensar em como seria sentir a areia entre os dedos do pé. Provou um pouco de uma massa frita coberta com açúcar branco que nunca tinha visto na sua vida. Foi o céu na sua boca.
E ia fazer aquilo tudo novamente hoje.
― E se a sua mãe descobrir? 




Série Lordes e Ladys
1 - Quando um Duque diz Sim
2 - A Filha do Lord Louco
3 - Quando um Lorde Precisa de uma Lady
4 - A Noiva Solteirona
Série Concluída

8 de junho de 2018

O Feriado de Lady Amélia

Série Duques da Guerra (Bônus)

Dezembro
Londres, Inglaterra

Amélia St. John, Viscondessa de Sheffield, ainda estava no meio de salvar o mundo, quando outro lacaio irrompeu na sala rosa, para soar o alarme de desastre iminente. 
Uma mulher menor poderia ficar perturbada com o fluxo interminável de interrupções, mas 
Amélia saudava cada um com prazer. Eles não eram seus desastres, afinal de contas. Planos estabelecidos por sua mão cuidadosa, nunca tinham terminado em catástrofe. E, embora nunca se considerasse uma intrometida, Amélia não podia negar a profunda sensação de prazer de colocar em risco o problema de todos os outros.



Tentação de Natal do Visconde

Série Duques da Guerra


Uma tentação irresistível...

Certos indivíduos podiam considerar Lady Amelia Pembroke uma espécie de mulher gerenciadora, mas, na verdade, a maioria das pessoas estaria perdida sem a sua ajuda. 

Ora, o rumor mais recente é que o libertino Visconde Sheffield está cancelando a festa do ano porque não tem tempo para saraus tolos. Ele não precisa de tempo – ele precisa dela!
Quando um raio de luz destrói o local para a festa anual de Natal de sua família, Lord Benedict Sheffield pretende desfrutar de umas férias relaxantes dessa vez. Mas depois de doze dias das sedutoras táticas de guerrilha de Lady Amélia, ele está até a gravata com enfeites... e caindo de cabeça no amor.

Capítulo Um

12 de dezembro de 1815, Londres, Inglaterra
Lady Amelia Pembroke olhou para cima a partir do almanaque já gasto em seu colo enquanto seu irmão, o Duque de Ravenwood, entrou no salão amarelo com uma carranca distraída.
O salão amarelo, apesar de ser parte integrante da mansão ducal de inverno, era estritamente do domínio de Amelia. As estantes estavam cheias de fileiras de revistas encadernadas em couro contendo página após página escrita na mão pequena, precisa de Amelia. 
A mesa de madeira de cerejeira próxima da janela da sacada continha a correspondência do dia, empilhadas de acordo com a prioridade. A cesta de grandes dimensões ao lado da poltrona de abas dela estava cheia com uma semana de periódicos, a tinta usada estava cinza de ter sido tratada muitas vezes.
Amelia marcou seu lugar com uma fita verde vivo e colocou o almanaque de lado. A presença de seu irmão só podia significar que ele precisava de sua sabedoria em algum assunto. Não havia nada que ela gostava mais do que a oportunidade de colocar sua mente para o uso prático.
Embora soubesse que um beijo não era exigido dela – sendo um uso improdutivo do tempo de alguém – ela levantou-se da cadeira para beijocar a bochecha de seu irmão. 
Ravenwood sempre foi um jovem muito solene, orientado pelo dever, mas ambos os seus sorrisos e sua presença tinham sido muito escassos nestes últimos meses, desde que seus amigos de infância finalmente chegaram em casa da guerra.
Alguns deles, isso é. A braçadeira preta nunca deixou de cercar o braço esquerdo de Ravenwood. Ela lutou contra o impulso de abraçá-lo apertado. Se não fosse por já ter herdado um ducado, ele sem dúvida teria seguido os seus amigos para a guerra.
Menos certo era se ele teria voltado para casa.Ela caminhou para o fogo para mascarar seu estremecimento.
– Bom dia, irmão. A que devo a honra desta visita? – Quando ele não se juntou a ela diante do fogo, ela se virou para encará-lo. – Há alguma coisa errada?
Ravenwood passou a mão pelo cabelo castanho ondulado, estragando o cuidadoso trabalho de seu valete.
Ou não. Dada a popularidade do penteado “coruja assustada” de hoje em dia, Amelia não conseguia entender que muito esforço estivesse envolvido absolutamente.
Ele olhou para o relógio em cima da lareira.
– Eu odeio incomodá-la com mudanças de última hora...
– Seja qual for o problema, não tema. Meus planos são meticulosos o suficiente para suportar interrupções de qualquer tipo.
– Sim, bem, mesmo você não poderia ter previsto este desastre, e nada vai corrigi-lo. O almoço desta tarde...
Antes que ele pudesse completar esse pensamento, uma batida soou na porta da sala.
Com um sorriso de desculpas, Amelia levantou um breve dedo para indicar que a conversa continuaria em breve.
– Um momento, eu estive esperando um mensageiro. Entre!
Um dos lacaios chefes entrou na sala, o rosto preocupado.
– Eu fui incapaz de buscar a senhorita Azzara, minha senhora.
Ela levantou uma sobrancelha.
– Ela não estava em casa?
– Oh não, minha senhora. Se foste esse o caso, eu certamente teria esperado o seu regresso. Temo que a Senhorita Azzara contraiu caxumba, e não será capaz de fazer sua performance hoje depois de tudo.
A boca de Ravenwood se separou em surpresa.
– Senhorita Azzara de Drury Lane? Você tinha mencionado que iria proporcionar entretenimento musical como parte do almoço de hoje, mas eu nunca sonhei que você quis dizer a segunda mais famosa cantora de ópera em toda Londres.
– Uma coisa boa, também, uma vez que parece que isso não deverá acontecer.
– Que esta seja uma lição, Amelia. Nenhum plano é muito meticuloso para circunstâncias imprevistas descarrilarem.
Ela inclinou a cabeça para seu irmão e virou-se para falar com o lacaio.
– Obrigado. Isso é tudo.
Ele fez uma reverência. Mas antes que ele pudesse sair da sala, um segundo lacaio chegou. Este, em grande contraste, era todo sorrisos.
– Pacote entregue, minha senhora. O mordomo a colocou no salão rosa, com o piano.
– Colocou... “Ela”? – Ravenwood ecoou fracamente.
– Senhorita Catalini. – o lacaio explicou. – É para ela cantar esta tarde. Seu homem já está praticando escalas com ela.
– Senhorita Angelica Catalini? – Ravenwood balançou a cabeça para trás, para Amelia. – A cantora de ópera mais célebre em toda Londres?
– Nós prometemos entretenimento musical. – ela o lembrou com um sorriso. Ela acenou para os lacaios. – Obrigado, cavalheiros. Vocês fizeram bem.
Ravenwood continuou a olha-la.
– Você sabia que a Senhorita Azzara contrairia caxumba?
– Claro que não. Como já tentei imprimir em você, uma mulher inteligente faz planos para todas as exigências.
Ele apontou para as costas em retirada dos lacaios.
– E se ambas as cantoras chegassem?
– Então, elas poderiam ter tomado turnos em conjuntos, ou realizado uma série de duetos. – Ela juntou os dedos. – Agora será simplesmente uma exclusiva.
Rodas distante de uma carruagem faziam ruído sobre o cascalho congelado da estrada ducal. Ravenwood se virou para ela com horror.
– Cedo!
 



6 de junho de 2018

Uma Expectativa Perigosa

Os cavalheiros da porta ao lado
Na clausurada paisagem inglesa, um casal improvável vai desafiar a expectativa.

A senhorita Cassandra Drummond, herdeira da navegação e especialista em ficar reclusa, foge de Londres e da agitação dos preparativos do casamento da irmã. Ela quer um verão tranquilo, longe de todos e especialmente dos caçadores de fortuna em busca de um casamento.
Ela não espera que o Sr. Grey Abernathy se mostre perigoso para suas defesas impenetráveis.
Sr. Grey Abernathy, filho de um duque empobrecido e um experiente e inofensivo paquerador, juntamente com sua maneira encantadora e rosto bonito. Ele quer ter uma independência onde não esteja em dívida com ninguém, certamente não com uma herdeira da navegação.
Não esperava que a senhorita Cassandra Drummond se mostrasse perigosa para o seu impenetrável coração.
Felizmente para todos, o amor e a vida muitas vezes podem superar as expectativas...
Não perca A série Cavalheiro Da Porta Ao Lado, porque às vezes uma dama necessitando de amor não precisa procurar mais longe do que ao lado.

Capítulo Um

A mente de Cassandra Drummond não era confiável na melhor das hipóteses.
Nem sempre percebeu que era assim. Quando era criança e vivia no pior dos cortiços com o pai e a irmã, falou o que pensava e não havia ninguém que a corrigisse.
Como uma jovem dama, depois que seu pai fez sua fortuna em transporte naval, houve governantas e preceptoras, senhoritas bem-intencionadas e matronas que tentaram abafar, tranquilizar, calar, castigar, corrigir e o pior de tudo, criticar.
Cassandra logo aprendeu que sua mente era ainda menos confiável na presença do sexo oposto.
— A sua camisa é tão apertada de propósito? — comentou com um visconde.
— Você ao menos gosta da sua esposa? — perguntou a um conde particularmente respeitado.
— Você consegue respirar com aquele lenço apertando até o seu nariz? — Essa pérola ela guardou para um duque.
Após suficientes palmadas e a imposição de silêncio, mal podia falar na presença de outros, especialmente dos homens. Na verdade, agora, quando um homem entrava na
sala, a garganta de Cassandra apertava e ela transpirava até que sua pele ficasse úmida. O cenário social de Londres era insuportável.
Londres, com fumaça em todos os lugares, edifícios aglomerados e as imensas hordas de caçadores de fortuna, estava ficando para trás, cada vez mais longe.
A cada batida dos cascos dos cavalos contra a estrada de terra irregular, a tensão diminuía no corpo de Cassandra. Os ombros relaxaram para revelar um gracioso pescoço. As mãos firmemente em punhos, muitas vezes tensas, relaxaram. Lentamente aliviou o aperto em seus dentes até que conseguiu dar um fraco sorriso de alívio. Sua testa, sempre franzida, relaxou, de modo que um brilho retornou aos olhos verdes.
Deixar Londres também significava deixar Chastity, embora ela prometesse ficar até o fim da semana para ajudar a escolher um vestido de noiva.
Não poderia estar mais feliz com o súbito noivado de sua irmã com o vizinho delas, Lorde Lucas Willoughby, Cassandra sabia que não sobreviveria mais um dia em Londres. O compromisso de uma das herdeiras Drummond parecia significar temporada de caça a ela, a outra herdeira, e os caçadores de fortuna vieram com força total.



Os cavalheiros da porta ao lado
1- Um Delicioso Arranjo
2- Um Engajamento Ilícito
3- Uma  Expectativa Perigosa



Um Encontro

Série Os cavalheiros da porta ao lado
Senhorita Hanna Morton é: 

1. Uma filha carinhosamente obediente;
2. Uma romântica incurável, e;
3. Desesperadamente apaixonada pelo Sr. Hayden Banks apesar do bom senso aconselhá-la do contrário.
Sr. Hayden Banks é:
1. Relutantemente, um filho obediente;
2. Um matemático genial, e...;
3. Extremamente desconfiado de uma senhorita Hanna Morton quando sua mãe casamenteira os coloca sob o mesmo teto.
Hanna está esperando pelo coração de Hayden, mas o que será de seu encontro de paquera?

Capítulo Um

Aos doze anos Hanna Morton seguia Hayden Banks até velha árvore de faia que cresceu exatamente entre as duas casas de Londres, perto do bairro de Pimlico. Hayden empoleirado no topo, encostado contra o tronco e um galho grosso e nodoso, olhou para baixo enquanto ela arranhava a base.
— Você nunca vai chegar ao topo, se for por esse caminho — ele disse. — Precisa usar os galhos que crescem mais próximos.
Hanna examinou a árvore, tentando encontrar os galhos que ele recomendava, mas todos pareciam o mesmo para ela. Até o momento em que percebeu isso, Hayden estava muito longe.
— Vou fazer isso. — Ela escorou os cotovelos sobre um galho. Com um grunhido, içou-se sobre ele. A casca áspera picou a pele por baixo de seu vestido e o cabelo castanho enroscou em galhos.
— Você vai se machucar.
Ela estremeceu quando seu cabelo foi puxado com força das raízes.
— Não, não vou.
Ela segurou o próximo galho e o próximo, ignorando os puxões nos cachos e arranhões na sua pele. Depois de alguns minutos, chegou ao topo, ofegante, não só pelos esforços, mas também por sua proximidade com Hayden Banks. Ele foi, muito possivelmente, o menino mais bonito que já viu, e teve a sorte de viver ao lado dele.
— Veja — ela disse enquanto engasgava por ar. — Eu te disse. Consegui.
Mesmo com os olhos dele escurecidos com desprezo sob as sobrancelhas, ele parecia nitidamente romântico.
— Com dificuldade. Por que não usou a rota que sugeri? — Ele apontou abaixo de seus pés. Desse ponto de vista, ela podia ver os galhos que eram mais fortes e mais unidos. Ela poderia tê-los usado como um conjunto de escadas.
— Como você pode dizer isso a partir de baixo? — ela perguntou.
— Como não poderia?
— Isso não importa. Consegui de qualquer maneira. — Ela deu um suspiro contente, ele não era apenas bonito, mas também inteligente.
— O que é isso? — Questionou.
— O que é o quê?
— Você suspirou. Sempre que uma Lady suspira, ela quer que um cavalheiro lhe pergunte por quê.
Ela considerou a pergunta. Por que suspirou? Por que parece sempre suspirar quando ele estava por perto?



Os cavalheiros da porta ao lado
1- Um Delicioso Arranjo
2- Um Engajamento Ilícito
3- Uma expectativa perigosa
4- Um Encontro


Prisioneira

Série Os Cavaleiros do Tempo
Quando chega a noite, em seus sonhos, ela aparece perdida, em perigo, e com um segredo oculto atrás de seu olhar... 

Ana é uma mulher que precisa encontrar respostas às incógnitas com as quais vive e em Londres, não foi capaz de encontrá-las, por isso espera que seu retorno a Espanha, possa ser comemorado. Em sua viagem se dará conta de que será acompanhada por dois objetos, que chegarão a ela inexplicavelmente, e os fantasmas do passado lhe indicarão o caminho a seguir. Mas Ana, longe de aceitar, tomará uma decisão que mudará tudo.
Korvan é um homem que luta por seus princípios e que não hesitará em se vingar dos responsáveis que mancharam a honra de sua irmã. A ira e o rancor o guiarão, mas o destino também se encarregará de orientar seus passos até à misteriosa mulher que enxerga em sonhos.
Uma viagem no tempo e no espaço, magia, perigos que espreitam, ânsia de poder, vingança, crueldade e decisões, farão parte do caminho que os protagonistas deverão empreender. E o amor será a única coisa que poderá salvá-los.



Capítulo Um

― Mas majestade! ― disse Tomas Becket, bispo de Saint Andrews. ― Não posso fazer o que me ordena! Se me descobrirem, todos os fiéis que me respeitam perderão sua confiança em mim. João I parou em frente à grande janela da sala, lugar no qual se realizavam as reuniões secretas em seu castelo de Windsor. 

Sem pestanejar, seu olhar frio ficou fixo no horizonte. Ao ouvir a resposta do bispo, arqueou ligeiramente as sobrancelhas e um meio sorriso se desenhou em seu rosto. Virou-se, lentamente, enquanto juntava as palmas de suas mãos como se fosse orar. Aproximou-se devagar de Becket e parou em frente a ele; assim, havia uma distância de quatro passos entre ambos. 
― Não quero lhe recordar que seu cargo atual dentro da igreja existe graças a mim. Pouco me importa o que aconteça com a jovem, sou indiferente se a matarem, a única coisa que quero é o anel que carrega e não me importam as artimanhas e meios que utilizem para o conseguir, excelentíssimo bispo. ― Seu rosto ficou tenso, o que marcou ainda mais as rugas em sua testa. ― Não fracasse nesta missão! Se o fizer, terá traído a coroa, portanto, terá me traído.
Dizendo isto, o rei se virou e desapareceu atrás da porta de madeira que isolava a sala na qual se encontravam. O bispo estava pálido; sua testa, assim como as palmas de suas mãos, suava. Extraiu um lenço branco, com bordados de ouro, do amplo bolso de sua túnica para limpar as gotas que caíam de sua testa. Pegou sua capa negra e saiu da sala rapidamente. 

 No bosque próximo ao castelo de Windsor, na escuridão, uma figura, que se distinguia somente por sua silhueta, observava como o religioso se afastava das imediações. Entre suas mãos, aquele personagem sinistro e oculto atrás de suas vestimentas negras, retinha uma vara, que retorcia até que terminou quebrando-a. 
As lascas caíram ao chão; uma espécie de rugido saiu de sua garganta. Desfez-se do resto de madeira que retinha entre suas mãos, tapou o rosto sob o capuz de sua capa escura, e desapareceu entre as árvores. 






Série Os Cavaleiros do Tempo
1- A Escolhida
2- Prisioneira
3- A Promessa
Série concluída

 

5 de junho de 2018

A Esposa Esquiva

Série Mercado Matrimonial Caótico

Jason Cavendish, o conde de Coventry, está tentando localizar discretamente a sua não desejada e esquiva esposa na sociedade de Londres para solicitar a anulação do seu casamento.

Entretanto, não se lembra da sua aparência, já que estava muito bêbado em seu casamento arranjado e não a viu desde então.
A fascinante lady Olivia capturou a atenção do Conde. Recém-chegada do campo para ficar com sua amiga de escola para a temporada, está horrorizada ao descobrir que seu marido, lorde Coventry, nem sequer a reconhece. Ela toma a decisão de não dizer ao arrogante idiota que é sua esposa. Em contrapartida, paquera com ele à noite e tem a sua costureira lhe enviando as faturas durante o dia. No inferno não há espaço para uma mulher desprezada... é uma pena que esta mulher ache seu marido quase irresistível.

Capítulo Um

Fevereiro 1812 Londres, Inglaterra
– Maldito! – Jason Cavendish, o novo conde de Coventry, esfregou a parte posterior do pescoço, enquanto se sentava na beirada da cama e lia o papel em suas mãos. Pegou a carta na saída de casa essa manhã, e justo agora lembrara – Maldita, maldita situação! – Apesar de já esperar por isso, os músculos do seu rosto se esticaram, enquanto lia uma vez mais:
De acordo com os termos estabelecidos no testamento do falecido John Martin Cavendish, conde de Coventry, você está obrigado a apresentar-se em Coventry Manor as dez em ponto da manhã, no vigésimo segundo dia do mês de fevereiro do ano de Nosso Senhor de mil oitocentos e doze, para a troca de votos matrimoniais com lady Jane Grant, que chegará de Roma, Itália, neste dia. De acordo com os termos do dito testamento, se você não estiver presente nessa data e horário, perderá tudo o que diz respeito: as propriedades, a renda e o capital em nome do falecido John Martin Cavendish, conde de Coventry.
Deu um murro em sua perna, enquanto lia o final: Muito respeitosamente, Meyer, Johns, e Meyer, advogados.
– Más notícias, querido? – Lady Sheridan estirou seu esbelto corpo nu como um felino desfrutando do seu tempo ao sol. Girou o corpo e roçou seus dedos pelo braço dele, subindo e descendo

brandamente arrastando as unhas.
Muito zangado para ficar sentado, saiu da cama ainda
impregnada com o cheiro do seu recente interlúdio sexual e cruzou a habitação para se servir de uma taça de brandy. Jason bebeu, saboreando o liquido que queimava sua garganta. Deu uma olhada à Selena, enquanto se servia de uma segunda dose. Cansado de sua amante, apesar da sua beleza e do seu encanto, equivocou-se ao supor que seu apelo sensual duraria mais tempo. Igual a duas amantes antes dela, começou a perder interesse em
seu corpo só uns poucos meses depois do início da sua relação.
Estou ficando velho? Nada parece manter meu interesse.
Jogando seu corpo nu em uma poltrona baixa, fechou os olhos e esfregou a
têmpora com os dedos.
– O velho Conde segue me controlando da tumba. Estou prestes a me casar. Seu pai nunca deixara as
coisas ao azar. Ele queria que Jason tivesse um herdeiro; o perseguira por isso durante anos. Desde que seu filho não se estabeleceu e nem criou um berçário antes que o antigo Conde tivesse batido as botas, assegurou-se de deixar seu único descendente sem outra opção. Selena se aproximou até ficar atrás da poltrona. Colocou suas delicadas mãos sobre seus ombros e massageou sua pele.

– Que horror! Quando acontecerá esse casamento?

 – Dois dias. Dois malditos dias – Sem poder conter sua ira, recomeçou a caminhar. – Ordenou que me apresentasse em Coventry Manor em dois dias, para me casar com uma mulher que o velho Conde escolheu. Se não aceitar seus planos, fico sem nada. Obterei o título e a casa, que é meu por direito, mas nada mais. Sem dinheiro algum para manter o lugar, nem a mim 
mesmo.
– Bom, carinho, tem que fazer o que é necessário e se casar com a garota
. O matrimônio não tem que fazer uma grande diferença em sua vida. Deus sabe que o meu nunca fez. Só se case com a menina malcriada, deixe-a grávida e no campo. – Ela voltou para a cama, e deitou sensualmente sobre os lençóis de seda, estendendo seus braços magros – Agora volta para a cama. Temos mais um par de horas antes que Sheridan retorne do seu clube. Jason girou os ombros para aliviar a tensão, se dirigiu à cama e se sentou ao lado dela de costas.
– Sinto muito, carinho, tenho uma entrevi
sta – mentiu, lhe dando um beijo rápido. Nos últimos tempos, uma vez apenas, era suficiente com a encantadora Selena. Levantou-se e começou a recolher sua roupa. Ela se sentou, com o cenho franzido. – Não mencionou uma entrevista antes. – Acabo de me lembrar. Ele saltou em um pé quando tentava subir suas calças. Agora que a citação chegara, estava ansioso por ir embora. Precisava pensar e achou a presença dela irritante. Rapidamente fechou a camisa e calçou suas botas. – Quando te verei outra vez? – Queixou-se Selena, enquanto se ajoelhava, envolvendo o lençol de seda branco ao seu redor. – Não vai demorar muito. Vou para Coventry amanhã, casarei com a menina e estarei de volta em Londres em pouco tempo. – Tentando descuidadamente atar a gravata, dirigiu-se à porta. – Planejarei um jantar especial para nós. – Ela o seguiu, o lençol se arrastando atrás dela – Sheridan vai sair da cidade por algumas semanas. Que dia voltará? Jason combateu a irritação que parecia a ponto de estalar tão rapidamente nos últimos tempos, quando era obrigado a explicar alguma coisa. Limpou a irritação do seu rosto e girou para enfrenta-la. – Não posso dizê-lo com certeza, carinho. Não planejo ficar lá muito tempo, mas seria melhor não marcar nada em definitivo. – Lhe dando outro breve beijo, fez uma pequena saudação e saiu do quarto.
Maldito seja o velho Conde!
Sua relação com o pai nunca foi boa, assim Jason passou a maior parte dos últimos dez anos fazendo o contrário de tudo o que seu pai queria, só para demonstrar que ele era dono de si mesmo. Mas seu pai sempre conseguiu encontrar uma forma de controla-lo, especialmente com a ameaça de reter seus recursos. Mas isto! Obriga-lo a casar com alguém escolhido por ele estava fora dos limites.
Não vou me livrar nunca das ordens desse bastardo?











 
 



Série  Mercado Matrimonial Caótico 
1- Esposa Esquiva