16 de outubro de 2011

Seduzir um Patife

Série Escola de Senhoritas

Lady Amélia Plume tem muitos admiradores. 

Que pena que todos sejam ou desavergonhados caça fortuna ou dandis efeminados incapazes de lhe oferecer as exóticas aventuras que deseja.
Mas os bailes no central e luxuoso bairro londrino de Mayfair são mais interessantes desde a chegada do comandante Lucas Winter, um americano com um sombrio passado e um ar irascível.
Lucas é impetuoso, arrogante... e escandalosamente enganador.
Entretanto ela suspeita que o comandante só esteja cortejando-a por um intrincado motivo oculto e sua intenção é descobrir qual, mesmo que para isso tenha que fazer o impensável...


Capítulo Um

Londres, junho de 1818

Querido primo Michael:
Sinto comunicar que durante as próximas semanas terei que me ausentar da escola já que estarei em Londres, me encarregando de lady Amélia enquanto seu pai e madrasta se acham fora da cidade. Agradecerei que não deixe de me enviar suas missivas. Precisarei de seus sábios conselhos, posto que lady Amélia é uma moça extremamente esperta (atrever-me-ia a dizer que quase tanto quanto eu), capaz de aprontar uma confusão antes que termine a temporada de festas.
Sua,
Charlotte

Quem ia imaginar que as festas pudessem ser tão entediantes?
Lady Amélia Plume não, certamente. Quando chegou a Londres pela primeira vez proveniente da pequena localidade costeira de Torquay, cada encontro social, cada baile, cada noitada, resultou ser uma caixa de surpresas agradável.
Mas isso já fazia dois anos, antes que percebesse que todas as recepções eram iguais. E o baile anual da primavera que organizava a viscondessa viúva de Kirkwood não era uma exceção, a julgar pelo enxame de pessoas que Amélia esquadrinhou enquanto entrava no salão de festas decorado com rosas. As mesmas pessoas insípidas de sempre: dandis efeminados, senhoras fofoqueiras e jovenzinhas muito tolas. Nenhuma dama aventureira com um mínimo de decoro se dignaria a ficar.
Infelizmente, havia prometido a lady Venetia Campbell, sua amiga escocesa, que assim o faria. Pelo menos Venetia, que avistou a escassos metros, sabia como animar uma noite entediante.
— Graças a Deus que veio! — exclamou Venetia enquanto se aproximava. — Estava morrendo de tédio. Aqui não há ninguém que valha a pena.
— Ninguém? — inquiriu Amélia, exagerando sua decepção. — Nenhum embaixador nem nenhum explorador recém-chegado do Pacífico? Nem sequer um cantor de ópera?
Venetia começou a rir.
— Me referia a algum homem interessante.
Para Venetia, isso significava um homem que transpirasse inteligência. Não que a jovem não pudesse escolher o candidato que mais gostasse, inteligente ou não, entre o enxame de homens ali presente; além de ser uma herdeira obscenamente rica, possuía o tipo de beleza que deixava os homens loucos, com as tranças negras, a pele sedosa e os seios bastante... bastante volumosos.
Ao lado de Venetia, Amélia era abominavelmente normal: de estatura média e um tom de pele nada destacável. Sua figura normal e comum jamais chegaria a inspirar rapsódias, e sua cabeleira castanha não decidia se era enrolada ou lisa.
Série Escola de Senhoritas
1 - Seduzir um Patife
2 - Alguém a Quem Amar
2.5 - Dez Razões para Ficar
3 - A Vingança Escocesa
4 - Um Pilantra em Minha Cama
4.5 - Quando Faíscas Voam
5 - Nunca Pactue com o Diabo
6 - Casar Antes de Ir para a Cama com Ele
6.5 - O Caso Proibido de um Louco 1º de Abril
Série Concluída

A Última Esperança

Série Dragões de Challon



Um amor verdadeiro...

Skena Maclain já passou por muita coisa na vida, e receia que ainda haja mais por vir.
Uma árdua batalha em Dunbar a deixou prematuramente viúva, e sua fortaleza desprotegida. 
Ela gostaria de ser tão otimista quanto seus filhos, que acreditam que um milagre se realizará para eles.
Mas a vida lhe ensinou que as corsas não são assim tão fáceis...
Até que um misterioso guerreiro é encontrado em meio a uma terrível tempestade de neve, doente e com febre.
Enquanto cuida do belo cavaleiro e o ajuda a se recuperar, Skena começa a acreditar que ele pode ser a salvação de sua pequena fortaleza... e trazer paixão à sua vida, pois ele lhe desperta um desejo há muito adormecido, um sentimento que é claramente correspondido.
Porém, os ferimentos de Noel de Servian sugerem que ele é perseguido pelo perigo, e Skena logo irá descobrir que aquele homem guarda um segredo do passado que poderá abalar a sua vida... e o seu coração!

Capítulo Um

Escócia, Dezembro 1296

A dor nas costas era pura agonia. Os músculos do lado direito avisavam de que ele havia exagerado no esforço durante o dia.
Apesar do torpor que sempre surgia logo depois da dor intensa e ardente, Noel de Servian se esforçava para permanecer ereto sobre a sela.
O vento gelado cortava como facas arremessadas contra suas costas, e cada inspiração multiplicava a dor por dez.
Tarde demais, ele percebia que devia ter ficado em Berwick até a primavera, como havia sugerido o rei Edward.
Mais importante ainda, talvez não devesse ter tomado a frente de seu pequeno grupo.
A irritação o induzira a ignorar habituais medidas de segurança e cavalgar como um louco no comando do grupo, esperando guiar seus homens até a passagem.
Removendo o capacete, ele olhou em volta e franziu a testa.
Não via suas tropas em lugar nenhum.
Era evidente que se adiantara demais.
Noel exalou com grande frustração. Carroças eram sempre muito lentas.
Ele cavalgara, impaciente para alcançar a Fortaleza Craigendan.
Seu novo lar.
Pela primeira vez em sua vida adulta, finalmente teria uma casa para chamar de sua.
Apesar da nevasca e da dor, ele sorriu ao pensar nisso.
Era um dos cavaleiros mais fiéis a Edward, mas a recompensa de Noel demorara a chegar.
Muitas batalhas. Muito sacrifício. E quase perdera a vida.
A memória buscou um fato ocorrido um ano antes, quando ainda era escudeiro do poderoso rei Edward, treinando com Julian Challon e Damian St. Giles.
Eles se orgulhavam por servir um dos mais poderosos monarcas que a Inglaterra jamais vira.
Ingênuos, não antecipavam os horrores que os aguardavam ainda na juventude, não sabiam como seria sangrenta a estrada para a paz, o objetivo eternamente fora do alcance.
A mente imatura não vislumbrara a brutalidade da guerra, nem antecipara a insaciável sede de poder de Edward, que sonhava ser rei de toda Bretanha e além.
— Preciso encontrar as malditas passagens para Glcn Shane — ele resmungou, detendo o cavalo para pegar o mapa rústico que levava em um alforje de encerado preso à cintura.
Protegendo o pergaminho com a capa, ele tentava impedir que os grandes flocos de neve o atingissem e borrassem a tinta.
— A passagem devia estar aqui.Estou bem próximo, eu sei!


Série Dragões de Challon
1 - A Feiticeira das Terras Altas
2 - Em Sua Cama
3 - A Última Esperança
4 - Redemption

Pecado De Mulher




Bela e altiva, Marissa Ayres cresceu em meio à pobreza de uma humilde cidade mineira, determinada a escapar dessa vida de indigência.

Um dia, sonhava, conseguiria livrar-se da nuvem cinzenta que impregnava sua pele.
A oportunidade surgiu e Marissa não avaliou consequências ao fazer-se passar por uma amiga num casamento de conveniência.
Era sua chance de obter riqueza, nome, de trocar a negra fuligem que cobria seus sonhos por uma realidade dourada em San Francisco.
Bastava mentir, manter bem secreto seu passado.
Ian Tremayne nada queria de sua jovem esposa inglesa; o casamento resultara de uma infeliz promessa a um grande amigo.
Mas Marissa, com seus silêncios e seus mistérios, começou a instigá-lo a descobrir a verdade!

Capítulo Um

Yorkshire, Inglaterra Março de 1895
Quando o viu pela primeira vez, Marissa ainda não tinha dez anos.
Mas soube, de imediato, que nunca mais o esqueceria.
Fazia frio naquele dia, como sempre; naquela cidadezinha de mineiros a lenha era escassa e nunca provia o calor necessário às pequenas casinhas que abrigavam as famílias dos mineiros.
Talvez fosse por causa da falta de vidraça nas janelas.
No inverno elas eram vedadas com jornais ou trapos velhos.
Naquele ano a primavera viera acompanhada de pesadas chuvas, que de nada serviram para diminuir a negra e viscosa camada de fuligem que parecia ter-se instalado sobre toda a cidade.
O pó de carvão pairava sobre tudo, formando uma nuvem envolvente, penetrante e sufocante.
Nas raras vezes em que conseguia ver o céu azul, Marissa achava que estava em dia de festa.
Para ela, a vida só teria significado quando conseguisse escapar dessa nuvem escura.
Mas as chuvas simplesmente transformavam o pó em lama, igualmente negra e pegajosa.
No dia em que viu o estranho pela primeira vez, Marissa havia lavado e passado um vestido, determinada a deixá-lo tão branco quanto possível.
Havia também escovado e penteado os cabelos, uma massa ruiva e selvagem que lhe chegava quase até a cintura.
Tio Theo costumava dizer que seus cabelos pareciam o pôr-do-sol, mas, quando ela fora pela primeira vez à escola da aldeia, as outras crianças haviam rido, chamando-a de cenoura arrepiada.
Com o tempo, aprenderam a respeitá-la, mas não gostavam muito dela, devido a seu ar de princesa, como diziam.
Marissa achava que possuía seus direitos.
Afinal, era filha do pastor anglicano, e seus primeiros anos haviam sido passados de forma bastante diferente.
Havia tido um bom padrão de vida e era assim que pretendia viver quando crescesse. Marissa agarrava-se a esses sonhos como um náufrago se agarra a uma tábua perdida no meio do oceano.

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Novos Horizontes

Trilogia Cameron
A guerra acabou e o Sul era uma nação conquistada…
 
mas Christa Cameron sempre será uma rebelde de coração e jamais renunciará a Cameron Hall, a mansão familiar que ela salvou durante os anos de luta fratricida.
Para evitar que seja expropriada, fará tudo… como arrastar o coronel ianque Jeremy McCauley a um casamento que nenhum dos dois deseja.
Jeremy, convencido de que a vitória pode ser tão amarga como a derrota, estava ansioso para enterrar o passado.
Caso tivesse que construir um novo país e novos sonhos, teria que ser longe da lembrança da guerra civil: nas selvagens e inóspitas terras do oeste.

Capítulo Um

Cameron Hall, Planícies da Virgínia,
Junho de 1865

Fazia tanto calor, que o sol reverberava no chão e criava a impressão de que os campos e a terra ondulavam. A umidade era tão intensa como ardente era o dia.
Christa Cameron, extenuada pelo calor, ergueu-se de repente. Arqueou as doloridas costas para trás e deixou cair à pá com  que esteve limpando a terra dos tomateiros. Fechou os olhos um momento e depois voltou a abri-los.
Quando olhava  para o rio, tinha a sensação que os últimos anos não existiram. A corrente fluía como sempre aconteceu. O sol também refletia sobre o rio, e a água parecia azul e negra. Nesta distância, parecia quieto. Seu pai sempre dizia que um verão na Virgínia era como um verão no inferno. Mais calor inclusive que o sul, na Geórgia ou na Florida, ou na Califórnia. À noite, o rio ajudava a refrescar um pouco, mas durante o dia não servia para nada. Mesmo assim, o calor era algo que ela conhecia muito bem. Viveu  com ele toda sua vida. A casa havia sido construída para aproveitar melhor a brisa.
Christa virou o corpo e olhou para a casa. O rio poderia não ser tão transparente durante as tempestades dos últimos quatro anos, mas a casa era muito evidente. Havia gretas e a pintura estava descascada, tábuas soltas e aquele degrau da varando de trás que ainda estava consertado. Alguns buracos de balas do dia que a guerra tinha chegado até eles. Ao olhar para a casa sentiu-se indisposta, inclusive ficou enjoada. Então a raiva e a amargura a dominaram e os dedos dela tremeram.
Devia agradecer porque a casa continuava em pé. Tantas mansões bonitas ficaram reduzidas a cinzas; em todas as partes viam-se chaminés solitárias, surgindo como inquietantes espectros da terra queimada. Cameron Hall, sua casa, continuava em pé. Os primeiros tijolos foram colocados no século XVII. O edifício era uma grande dama, se é que alguma vez tinha existido isso. No centro da planta baixa havia um imenso vestíbulo com enormes portas duplas, que davam para o a varanda da frente para a  traseira que podiam abrir-se por completo para deixar entrar a brisa, e para que uma multidão de homens e mulheres vestidos com suas melhores roupas e joias se divertissem e dançassem no jardim iluminado pela lua.
E agora, até a grama estava destroçada.
Mas a casa continuava em pé! Isso importava mais que qualquer outra coisa. Até poderia ser que as majestosas colunas das varandas necessitassem de uma nova pintura, mas resistiam ao tempo. Nenhum incêndio as arrasou, nenhum canhão as derrubou.
E apesar da pintura descascada, três quartas partes dos campos mantinham-se férteis, seu lar continuava em pé e em funcionamento graças a ela.
Os ianques receberam ordens de não tocar na propriedade graças a Jesse. Ele era o primogênito, de modo que a propriedade era dele por lei. E Jesse lutou pela União. Os rebeldes, por sua vez, respeitaram a casa porque seu irmão Daniel lutou com o Sul. Em uma ocasião os ianques estiveram a ponto de incendiá-la, mas durante alguns minutos felizes e gloriosos toda a família, ainda não dividida entre ianques e rebeldes, permaneceu unida e brigou para preservá-la.
Todos juntos lutaram por isso, mas era ela quem cuidou e conservou a casa. Ela ficou ali quando Jesse foi para o norte e Daniel partiu para o sul. Ela aprendeu a cuidar da horta quando muitos dos escravos, a quem seus irmãos concordaram em libertar, começaram a perguntar-se se podiam ganhar a vida de algum modo no Norte. Ela os viu partir... e viu alguns poucos retornarem. Ela aprendeu a trabalhar na horta, aprendeu a plantar, a arar, a recolher o algodão. Inclusive reparou o teto do escritório de Jesse quando começou a gotejar.
Trilogia Cameron
1 - Amantes e Inimigos
2 - Tempo Rebelde
3 - Novos Horizontes
Trilogia Concluída

Esposa Cativa



Ela se recusa a entregar o coração.

Relegada à torre do castelo da família por recusar-se a se casar, Brenna passa os dias dedicando-se à sua paixão secreta: pintar obras de arte provocantes.

Se elas forem descobertas, Brenna sabe que será condenada à forca.
Mas sua vida muda no dia em que James Vaughn, o conde de Montgomery chega para reivindicar a irmã de Brenna, como sua noiva.
Brenna sabe que a irmã, tímida e delicada, não pode viver com um brutamontes como aquele homem e toma o lugar dela no altar...Exceto para um único homem...

Conhecido como "O Fiscal", James foi encarregado pelo rei de livrar as terras dos rebeldes desleais à Coroa.
Não fica feliz ao saber que foi enganado e se casou com a irmã errada e, em retaliação, decide seduzir sua nova esposa, até que ela implore para que a leve para a cama.
No entanto, James logo descobre que é ele quem está fascinado.
Mas quando um escandaloso segredo sobre Brenna é revelado, James percebe que nem mesmo todo o seu amor poderá ser capaz de salvá-la...

Capítulo Um

Inglaterra, 1800
Lady Brenna não se importava por ter sido banida para a torre norte do castelo, que cheirava a bolor.
Estremecendo sob a emoção da rebeldia, atirou o manto no piso de tábuas, aboletou-se nua em um banco de três pernas e ergueu um de seus muitos pincéis para captar o que via no espelho.
Sozinha, isolada do resto das pessoas no castelo, adorava poder se desfazer das roupas que a definiam como um objeto nas mãos dos homens.
Sua recusa em se casar e a insistência em ingressar no convento não agradara nem um pouco a seu pai.
O aroma de óleo de lavanda inundava o ar, enquanto ela dava pinceladas no pergaminho, transformando o quarto onde estava aprisionada em santuário.
Ali podia pintar. E sonhar.
Ali estava livre das exigências e deveres da sociedade.
Um lastro vermelho se estendia da ponta do pincel: um rastro escaldante sobre a figura pintada de uma jovem dama com as pernas entreabertas e cabelos cor de cobre. Um auto-retrato de Brenna despida, feito enquanto ela se mirava no espelho.
Uma pintura muito mais lasciva e atrevida do que as várias outras de santos e anjos que ocupavam, de maneira desordenada, as paredes do cômodo.
A barra de ferro passada na porta do quarto foi sacudida, fazendo Brenna dar um pulo e borrar uma pincelada.
— Diabos carreguem quem quer que seja! — praguejou, correndo como louca para cobrir a tela e atirar o manto sobre o corpo antes que o intruso descobrisse o tema de sua pintura.
O manto dançou sobre seus tornozelos no instante em que a porta foi escancarada.
O banquinho de três pernas oscilou e caiu.
— Brenna, você precisa nos ajudar!
Sua irmã Gwyneth entrou esbaforida, trajando um amassado vestido de noiva de mangas largas, azul e prateado.
Um grande arranjo com véu pendia de seus cabelos e estava para cair.
As tranças loiras dançavam em seus ombros, enquanto o arminho nas bordas do vestido soltava fiapos no ar.
Com o coração batendo forte, Brenna protegeu sua pintura como uma mãe protegeria seu filho.
Fazia um ano que fora banida para aquela torre porque desejava ter uma vida própria e uma oportunidade de abrir caminho no mundo.
Desafiara o pai recusando-se a casar, e lhe dissera com audácia que fugiria para ingressar em um convento.
Caso o pai descobrisse suas obras eróticas, iria atirar na fogueira seu material de pintura.
E se Humphrey, o bispo da cidade, as encontrasse, ela seria atirada a fogueira.
— Meu noivo... James... O casamento...

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Um Toque De Classe



Dizia-se que um simples toque do lendário poeta era suficiente para enlouquecer uma mulher...

Todos sabiam da lenda que envolvia o famoso poeta...
Seu toque levaria uma dama a uma grande aventura...
Quando Alison teve a chance de tocá-lo, pensou estar prestes a embarcar na mais maravilhosa aventura de sua vida.
No entanto, seus sonhos foram abalados quando um homem terrivelmente irritante entrou em seu caminho. Lorde Richfield, tido como arrogante pela aristocracia inglesa não conseguia decidir se a insultava ou se a cortejava.
Porém, o beijo de Richfield despertou em Alison uma paixão como jamais sentira, e que se tornou ainda mais intensa pela intrigante história de vida do lorde.
Ao saber que Richfield investigava a misteriosa morte do pai, Alison se dispôs a ajudá-lo, longe de suspeitar que se veria envolvida numa teia de vingança que colocaria em perigo sua vida e seu coração...

Capítulo Um

— Ele tem de estar aqui! — Lady Alison estava ficando impaciente.
Ela conversava com sua grande amiga e confidente, Olivia Brentwood, perto da orquestra que tocava no baile de máscaras de Vauxhall.
— Ouvi muito bem quando Byron disse a lady Jersey que viria! Estou certa de que não me enganei.
— Esses jardins são muito extensos, ele pode estar em qualquer parte. Talvez esteja perto do rio esperando os fogos de artifício, ou até mesmo... — Nesse ponto, Olivia parou de falar e, mesmo sob a máscara, era possível ver que enrubescia.
— Até mesmo o quê? — Lady Alison se aproximou mais da amiga.
Olivia girou a mão, abrindo o elegante leque de plumas que segurava, e começou a se abanar.
— Bem, lorde Byron me parece o tipo de homem que escolheria os caminhos menos iluminados. — Escondeu-se atrás das plumas do leque. — Não acha essas lanternas chinesas românticas?
— Sem dúvida. Seria típico de sua personalidade.
Lady Alison sentiu uma deliciosa onda de prazer invadi-la, e ambas dirigiram-se ao jardim. Havia arbustos de vários tamanhos, podados de forma a insinuar um caminho a ser seguido.
Ao longo das curvas, lanternas de papel penduradas iluminando a passagem dos convidados.
— Oh, Alison, você deseja ser pega de surpresa em meio aos arbustos, não é?
Alison sorriu feliz.
Olivia tinha razão.
Não existia nada que apreciasse mais do que beijos e carinhos, porém não convinha falar demais sobre o assunto.
Daria margem a um falatório infundado sobre sua reputação irrepreensível.
Lady Alison tinha apenas dezenove anos e era considerada pela alta sociedade um ótimo partido para casamento.

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Doce Engano!



Ela sonhava em ser feliz...

A magia do momento levou Isabel a render-se aos beijos apaixonados do homem com quem sonhava se casar.
De repente seus sonhos tornaram-se pesadelos.
A porta se abriu e os demais convidados da festa invadiram a biblioteca, deixando Isabel numa situação embaraçosa, principalmente porque ela descobriu horrorizada, que não fora o conde quem a beijara, e sim Sidney Chamberlayne, um jovem bonito e charmoso...
E com quem ela agora teria de se casar!
O major Sidney não podia permitir que um engano prejudicasse a reputação de uma dama. A única solução seria casar-se às pressas, embora eles mal se conhecessem.
Seu único consolo era que a adorável Isabel parecia disposta a aprender tudo... Especialmente sobre o amor!

Capítulo Um

Lincolnshire, Maio de 1814
Isabel entrou na biblioteca e olhou ao seu redor.
Estava escuro. Apenas o luar penetrava timidamente por uma fresta da janela.
Sorriu consigo mesma ao pensar que o destino estava á seu favor ao lhe dar o luar como aliado.
Seu brilho incidia justamente sobre o pequeno sofá onde Edward a reconheceria como a mulher que nascera para ser sua esposa.
E sua condessa.
O ambiente em penumbra era romântico, mas recendia por demais a couro e a tinta.
Um toque de jasmim o tornaria perfeito.
Se tivesse cogitado sobre esse detalhe, teria trazido um frasco de perfume, Isabel pensou enquanto se encaminhava ao canto da sala e se inclinava para ajeitar as almofadas, com cuidado para não amassar o vestido de seda que escolhera especialmente para a ocasião.
Queria impressionar o conde em definitivo.
As insinuações e os olhares de interesse que lhe endereçava havia meses ainda não haviam surtido efeito.
Experiência nesse sentido não lhe faltava.
Dez anos de casamento haviam lhe ensinado a conhecer o modo de pensar dos homens.
Antes de colocar um plano em ação era preciso estudá-lo em minúcias, se o sucesso era a meta.
Convencida de que tudo estava em ordem, com cada móvel e cada objeto colocado em seu devido lugar, Isabel se sentou, tirou os grampos e deixou que os cabelos caíssem em cascata sobre seus ombros.
Acomodou-se. Alguns minutos depois fez com que uma das mangas do vestido deslizasse pelo ombro de modo que o decote parecesse maior e emprestasse a sua figura maior sensualidade.
Satisfeita, por fim, ela esperou que ele entrasse.
E esperou. E esperou.
O que poderia ter acontecido?
De acordo com a mensagem que enviara ao conde, ele deveria ter chegado à biblioteca havia dez minutos.
Entretanto os minutos estavam passando no relógio de pêndulo, e ela estava começando a duvidar do êxito de sua estratégia.
De qualquer forma, estava feito.
Não dava para voltar atrás.

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Para A Índia, Com Amor





O major William Wicke, brilhante membro do serviço secreto inglês, sorriu com ceticismo ao ouvir o pedido de ajuda de Marina Lonsdale.

Não duvidou um minuto sequer de que esse gesto não passasse de uma armadilha feminina como tantas outras em que fora envolvido.

Senão, o que esta bela moça estaria fazendo num navio com destino à Índia, completamente só?
Colocando o dever acima de suas convicções pessoais, o major tomou a si o dever de protegê-la e levá-la a seu destino...

Capítulo Um

1886
— E todos os meus bens: minha casa, dinheiro e terras, deixo para minha esposa, Lucy, incondicionalmente.
As palavras do procurador ficaram pairando no ar.
Todas as pessoas presentes na sala olhavam em direção a sra. Lonsdale.
Algumas com inveja, outras com compaixão pela perda do marido.
O que ficara óbvio era que o falecido não destinara sequer uma parte de seu patrimônio aos parentes.
Um silêncio pesado envolveu a todos, ate que o procurador voltou a falar.
— À declaração foi incluído um aditamento na data de seis meses atrás.
Alguns dos presentes, que se preparavam para deixar o recinto, tornaram a sentar, tomados de súbita curiosidade.
— "Para minha sobrinha, Marina Lonsdale, deixo a quantia de quinhentas libras, incondicionalmente".
A surpresa provocou um murmúrio generalizado.
Marina não acreditava ter ouvido direito.
Jamais imaginaria, ao ser convocada para participar da leitura do testamento, que o tio pudesse ter se lembrado dela ao realizar a partilha de seus bens.
Como se enganara, pensou com um sentimento de culpa.
Sempre acreditara que o tio não visse com bons olhos a necessidade de amparar a sobrinha órfã.
Marina se considerava um produto da caridade alheia, cuja única missão na vida era agradecer por lhe terem concedido um teto sobre a cabeça.
Fora difícil se conformar com a morte violenta do pai, na Índia, e também com o desaparecimento de sua fortuna, de uma forma que ninguém soube explicar.

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A Glória Do Amor





Daniela Colwyn ouviu, com horror,seu padrasto comunicar-lhe que devia se
casar com um homem a quem desprezava.

Sem pensar, juntou seus poucos pertences e fugiu de casa.

Desprotegida, sem dinheiro ou amigos que a socorressem,Daniela viu-se forçada a integrar um grupo de cantores que iam ao castelo do conde de Huntingforde alegrar uma festa exclusivamente masculina.

Lá, ela cantou, traduzindo em sua canção toda a tristeza e solidão de que estava possuída.
Arrebatado, o conde se declarou a ela, oferecendo mais do que amor a quem estava só e sem destino ...

Capítulo Um

1869
Daniela sentia-se feliz ao chegar em casa.
Voltava de um adorável passeio a cavalo pelo parque.
Nada, ela pensava, poderia ser mais lindo do que os narcisos florescendo sob as árvores, e as prímulas e as violetas se mesclando entre o musgo.
Quando ia entrando na casa pela porta principal, o mordomo veio-lhe ao encontro.
— Sir Marcus deseja falar-lhe, Srta. Daniela.
Daniela estremeceu involuntariamente.
Tentava imaginar o que poderia ter feito para provocar o desagrado de seu padrasto.
Deveria ser algo importante ou ele não teria dado ordem ao criado para chamá-la.
Sabia que deveria estar esperando-a em seu estúdio.
Daniela sempre associava aquela sala com algum tipo de problema.
Todas as vezes que sir Marcus queria chamar a atenção de algum empregado ou dela própria, ele usava aquele local.
Esperava que não fosse nada muito sério, pois gostava do padrasto porque ele fazia sua mãe feliz.
Quando o capitão Angus Colwyn naufragara com seu navio durante uma violenta e incomum tempestade na baía de Biscaia, sua esposa sofrera muito.
Custou tanto a se recuperar, que Daniela chegou a pensar que ela o seguiria para o outro mundo.

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A Bela Cortesã





Lady Celita Howe estremeceu ao mirar sua imagem no espelho do grande hall do castelo de Eldridge.

Os lábios coloridos e os cílios maquilados lhe emprestavam uma aparência vulgar.

Mas precisava de dinheiro para salvar sua propriedade da ruína, e o conde iria oferecer um grande prêmio para a cortesã mais bela de sua festa.

Jovem e inocente, Celita não percebia que aquela farsa representava sua degradação moral, sua desonra!


Capítulo Um

1820
O conde de Eldridge subiu os poucos degraus da entrada principal do White's Clube.
O recepcionista cumprimentou-o.
— Bom dia, milorde. É bom vê-lo de volta.
O conde sorriu.
Era uma tradição entre os empregados do Clube, lembrarem-se de todos os sócios; e o conde ausentara-se de lá por muitos anos.
— Estou muito contente por estar de volta, Johnson — respondeu ele, satisfeito consigo mesmo por ter se lembrado do nome do recepcionista.
Entregando ao criado o chapéu alto, encaminhou-se à sala matutina do Clube. Lançou um rápido olhar ao canto onde Beau Brummel costumava ficar antes de ser exilado da Inglaterra.
Depois viu os homens que procurava, no outro extremo da sala.
Havia quatro deles, e todos o fitaram com espanto. Deram um grito:
— Roydon! É você mesmo?
Levantaram-se e estenderam-lhe a mão.
O conde cumprimentou quatro de seus melhores amigos.
Fora contemporâneo de três, em Eton.
— Onde esteve esse tempo todo? — James Ponsonby lhe perguntou.
— Em minha fazenda, Jimmy — respondeu o conde —, consertando o telhado da casa e tentando evitar que meus arrendatários morressem de fome.
Ele falava com amargor.
Depois acrescentou, num diferente tom de voz:
— Mas, agora, tudo está terminado, completa e absolutamente terminado.
Pronunciou as últimas palavras devagar, e os amigos encararam-no intrigados.
— Que quer dizer com isso? — um deles indagou.
O conde deu um profundo suspiro antes de responder:
— Inesperadamente, fiquei rico!
Por instantes, o silêncio foi completo.
Depois, como todos começassem a falar ao mesmo tempo, o conde ergueu a mão pedindo silêncio.
Pelo amor de Deus, deixem-me antes tomar uma bebida. Preciso muito!

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Mulher Misteriosa




No silêncio do quarto imenso do Castelo de Windsor, o Conde de Rockbrook se preparava para apagar as velas, quando a porta se abriu deixando entrar uma mulher, vestindo apenas um leve négligé.

O Conde já sabia das visitas noturnas que a jovem Lady fazia aos hóspedes do Castelo, entregando seu corpo para tentar enredar nobres ricos e poderosos como ele nas malhas de um casamento forçado.
Mas o sorriso sensual nos lábios dela e o brilho malicioso do seu olhar fizeram Rockbrook esquecer todas as recomendações, todo o código de honra.
Ele abriu os braços e acolheu a bela visitante para esquentar seu leito...
E foi este fato que deu início a todo o seu tormento!

Capítulo Um

1841
Completamente absorto nos próprios pensamentos, o Conde de Rockbrook cruzou os pesados portões que levavam à enorme Mansão georgiana, pertencente a sua família desde os tempos do Rei Charles II.
Cavalgou entre as árvores seculares que ladeavam o caminho, sem tomar conhecimento da beleza da vegetação ao seu redor, e parou, quase que por instinto, ao lado dos degraus que conduziam à porta de entrada, com seus majestosos pilares.
A criadagem, em cujos uniformes se destacavam os botões com o brasão da família, logo percebeu que o novo Senhor de Rockbrook não estava em seu melhor humor.
Todos ainda se sentiam inseguros e inquietos diante da reviravolta dos acontecimentos e temiam pela própria sorte.
Como era natural, haviam sempre imaginado que com a morte do antigo Conde seu único filho seria o herdeiro do título e de suas propriedades, hipótese que ainda assim s parecia muito longínqua, uma vez que o Conde gozava de excelente saúde.
Não contavam porém que ambos, o Conde e seu filho, o Visconde, morressem tragicamente durante uma viagem, num acidente de trem, meio de transporte considerado por muitos altamente perigoso. Dessa maneira, o Condado acabara, inesperadamente, passando para as mãos de um sobrinho que jamais sonhara herdá-lo.
O novo Conde estava com trinta e dois anos e até então vivera a, árdua vida de um soldado de modestos recursos.
Sem dúvida, a grandeza de sua herança o surpreendera e encantara.
Precisava agora tratar de se habituar não só ao título e a suas propriedades, como também a sua nova posição na corte.
A bem da verdade, o protocolo a ser observado no Palácio de Buckingham e no Castelo de Windsor não era novidade alguma para ele.

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Promessa Revelada

Série Promessas
Ele é um homem que vive sob seu próprio código.

Deixou para trás um rastro de corações quebrados, ossos destroçados e leis violadas. Mas quando entregar seu coração à mulher adequada será com uma condição: que ela jamais rompa o seu...
Evie Washington, uma pintora que nunca teve aspirações matrimoniais, vê-se obrigada a casar quando admite ter tomado como modelo para seu último quadro o atraente reverendo Swanson, embora para isso tenha que sacrificar aquilo que mais valoriza: sua liberdade.
Para Brad Swanson ser reverendo não é mais que uma fachada, uma farsa para evitar o peso da lei. 

Agora que foi condenado pelo único crime que não cometeu, se não quiser admitir sua verdadeira identidade e mudar o colarinho pela corda terá que aceitar desposar Evie. 
Está claro que dividir a cama com esta rebelde beleza não deveria ser precisamente uma tortura... e poderia ser a chave para poder fazer dele um homem honesto.

Capítulo Um

Uma vez mais estava do lado errado da escopeta. Olhasse como o olhasse, pensou o reverendo Brad Swanson, estava apanhado, disso não cabia nenhuma dúvida. Tinha imaginado seu final de numerosas maneiras, ou frente a um pelotão de fuzilamento ou pendurando numa árvore ou na forca. Mas isto, bom... , olhou por trás do robusto juiz, que esperava com a Bíblia na mão até onde Asa Maclntyre aguardava de pé diante do altar coberto de cetim branco, com a escopeta nos braços, que brilhava tenuamente sob os raios do sol que entravam pelas janelas. Não, ele nunca tinha imaginado que seu final seria dessa maneira. Sacudiu a cabeça. Em realidade, aquilo excedia qualquer coisa que lhe tivesse podido passar pela imaginação. Não só porque era algo que não tinha previsto, mas sim porque essa era a primeira vez que uma mãe considerava que ele seria um marido adequado para sua filha.
—Nem te ocorra mudar de idéia - lhe advertiu Pearl em um tom de voz tão baixo que quase nem pôde ouvi-lo.
Brad olhou para o primeiro banco da igreja abarrotada, onde Pearl Washington permanecia sentada e vestida como correspondia à mãe de uma noiva. Pela maneira em que a mulher o fulminava com o olhar, por debaixo da pluma oscilante da elaborada criação que ela chamava de chapéu, e o tapinha que deu ao contorno da zarabatana que fazia passar por uma pistola e que guardava em sua bolsa, estava claro ela ainda não acreditava na outra versão da história. Sua versão.
—Não penso mudar de idéia. —”Só duvido de meu bom critério ao não fazê-lo”.
Como demônios havia acabado apanhado em algo assim?
Pearl entrecerrou os olhos, mostrando um olhar mais ameaçador que pode.
—Bom.
“Bolachas com açúcar”. Sim, isso era. Sim tinha que colocar a culpa em algo era em seu vício de bolachas com açúcar. Se Pearl e suas amigas não o tivessem convencido de trocar uísque de vez em quando em troca de uma boa porção de bolachas, ninguém teria duvidado de sua palavra quando afirmou de maneira cortante que em nenhum momento havia posto os olhos na excêntrica filha de Pearl. Mas parece o que um ministro não tivera nenhum problema em fornecer uísque às boas mulheres do povoado fazia com que fora considerado capaz de qualquer coisa. Aquilo não era mais que outro aviso de que não havia boa ação que ficasse impune.
Em resposta a sua ameaça, Brad dirigiu a Pearl um sorriso zombador que sem lugar a dúvidas faria que se zangasse ainda mais. A mulher elevou o queixo. A velha satisfação de irritar a alguém era um pequeno prazer num dia que prometia ser desastroso. Embora fingisse ser um ministro de Deus, aquilo não era mais que uma débil fachada. E, embora por dentro seguisse sendo o mesmo foragido de sempre, de algum jeito o papel de pregador ia como anel ao dedo; uma espécie de piada - entre o passado e o presente, entre a educação e o oportunismo - que não deixava de ter sua graça, apesar de que agora o havia levado a ter que casar-se com aquela moça.
A sua direita, seu padrinho de casamento, Puma McKinnely, clareou a garganta. A descendência indígena de Puma se refletia nos fortes ângulos de seu rosto e sua tez morena. Sua impaciência se mostrava no gesto do queixo que assinalava para frente da igreja. O cabelo comprido e escuro de Puma lhe roçou o ombro quando se virou para o corredor. Ao seu lado, seu primo Clint, igualmente grande, moreno e com o mesmo olhar de desaprovação no rosto, voltou-se para ele. Embora agora Clint e seu primo —que uma vez tinham sido seus implacáveis inimigos— o apoiavam de maneira simbólica, antes, quando o quadro de Evie o tinha assinalado como um dedo acusador despertando a cólera de todos, puseram-se do lado dos Washington, empurrando-o finalmente para sua destruição. Não sabia por que havia esperado outra coisa deles, mas o tinha feito. O que só servia para demonstrar que adotar uma falsa imagem de respeitabilidade lhe tinha abrandado o caráter.


Série Promessas
1 - Promessas que Unem
2 - As Promessas se Cumprem
3 - Promessas que Prevalecem
4 - Promessa Revelada
5 - Promessa Decidida
Série concluída

Promessas que Prevalecem

Série Promessas
Território de Wyoming, 1870.

Viúva e estéril, Jenna vê uma recém-nascida abandonada na entrada da porta da sua casa como um presente de incalculável valor digno de qualquer sacrifício, e sabe que precisará de um marido para poder criar o bebê. Mas nada a preparou para o homem que se ofereceu para o posto.
Grande e sombrio, exalando uma intensidade letal, Clint McKinnely daria medo até mesmo ao diabo, e com certeza lhe causava temor, mas Jenna logo descobre que o homem por trás dessa terrível reputação é um homem em quem se pode confiar.
Endurecido pelas decisões que teve que tomar na sua vida, Clint busca uma razão para poder continuar vivendo. E encontra em Jenna Hennessy. Exuberantemente curvilínea, doce e tímida, ela o atrai em todos os sentidos. E quando vê que Jenna pode perder a filha que tanto ama por falta de um marido, dá um passo à frente.
Levar Jenna para seu lar proporciona a Clint a paz que nunca conheceu, e embora tente descobrir os segredos que povoam os pesadelos de Jenna, guarda uma parte importante de si mesmo porque sabe que esse casamento é temporário, já que há pecados que um homem não pode esperar que sua esposa perdoe.


Capítulo Um

Clint não podia acreditar que estava fazendo isso outra vez. Outro sábado, outra mulher. Outra Outra excursão sem sentido até a Padaria Tomilho Doce em busca de uma conexão que não aconteceria. Fazia muito tempo desde que desistiu que algum dia algo pudesse acontecer. Assim sua busca por uma esposa era apenas uma questão de alinhar as qualidades e ir em busca de uma mulher que se ajustasse a elas. Da mesma forma que selecionava uma égua para seu programa de reprodução.
Ele contemplou a jovem ao seu lado. Ela sorriu, completamente esperançosa e inocente. Tão pura que o fez sentir-se velho. Rebecca Salisbury era sua última esperança. Ela possuía todas as qualidades que uma boa esposa deveria ter, boa criação, boa educação e quadris largos para um parto fácil. Sabia que com ela não teria o amor apaixonado que seu primo Cougar tinha com sua esposa, mas seria confiável e uma boa mãe. Principalmente, não alteraria sua tranquilidade com sentimentalismo. Ele colocou o cotovelo de Rebecca em sua palma e a ajudou a subir os degraus de madeira para a calçada. Paz, descobriu, era um artigo ganho a duras penas.
Os aromas da padaria o envolveram como um abraço perfumado, apaziguando seus sentidos. Rebecca fez uma pausa e o esperou para que abrisse a porta. Seu sorriso era tímido enquanto se encostava em seu ombro. Sua resposta automática foi um estreitamento de seus lábios, mas sua atenção estava adiante deles, analisando a pequena loja abarrotada e a seus ocupantes, especialmente a proprietária.
Ela acabava de dar um passo atrás do balcão, seu modo de andar mais desajeitado do que o comum. Conduziu Rebecca adiante dele, e enquanto fazia observava Jenna Hennessy, notando as linhas de tensão em seu rosto, franzindo o cenho enquanto ela parava com um ofego, fazendo uma pausa, sua atenção retornando para o interior. Sem dúvida controlando a dor que toda agitação ao redor estava provocando em sua perna machucada.
Maldição! Disse a ela que contratasse alguém para ajudar.
Soube o momento em que o viu. Não ficou óbvio enquanto ela mantinha sua cabeça abaixada, pois poucas vezes encontrava os olhos de alguém, mas o ligeiro sobressalto em seu corpo e o rubor que surgiu sobre suas bochechas foram revelações involuntárias.
— Atenderei em um momento. — disse ela através do pequeno espaço.
Sua voz com seu timbre rouco agradava seus sentidos o atraindo. Não lhe agradava a forma como ela podia deslizar por baixo de sua calma, mas ao mesmo tempo alguma parte perversa dele valorizava estes pequenos momentos de conexão. Como se Jenna pudesse ser para ele.
Seu “Não se apresse” coincidiu com o "obrigado" de Rebecca.
Ele observou quando Jenna levou uma bandeja de café e a sobremesa para a mesa do casal idoso num canto distante. A saudação deles foi calorosa. A dela foi tranquila e sem pretensões, como a própria mulher. Jenna Hennessy era doce, tímida, e a maior tentação contra a qual jamais lutou em sua vida. Jenna riu de algo que o casal de idosos, os Jacobson, disseram. Suas covinhas brilharam, acendendo um selvagem centro de luxúria dentro dele que tentava conter. Os Jacobson riram de novo. Vieram para ajudar sua filha durante sua convalescença e ficaram. Isso estava acontecendo com bastante frequência, provando a teoria dos fundadores do povoado a respeito de que Cheyenne poderia se tornar civilizada, afinal.
— Já devem ter espalhado que Jenna sabe cozinhar.

Série Promessas
1 - Promessas que Unem
2 - As Promessas se Cumprem
3 - Promessas que Prevalecem
4 - Promessa Revelada
5 - Promises Decide

As Promessas se Cumprem

Série Promessas
Território de Wyoming 1869.

Ser sequestrada em um bordel é uma maneira de mudar o foco de uma mulher.
No dia que Mara Kincaid escapa do Empório do Prazer, ela promete começar a viver para si mesma. Reconstruir sua vida não é fácil, pois a cidade não gosta de pombas caídas reformadas, mas ela é uma Kincaid e Kincaids são conhecidos por sua teimosia.
Ela é bem sucedida até o famoso Marechal Reformado Cougar McKinnely vir para a cidade.
Tão grande quanto uma montanha, obscuro como o pecado, e revestido com uma reputação tão mortal quanto à faca amarrada na coxa, McKinnley é um homem que sabe o que quer. 
Por direito, ela deveria estar tremendo no lugar, quando ele se aproxima, mas quando o poderoso mestiço vira seus olhos cor de mel para ela, não é o medo que faz Mara tremer, mas sim um desejo irresistível de ser o tipo de mulher que Cougar precisa para satisfazer seus desejos mais profundos.

Capítulo Um

Cattle Crossing, Território de Wyoming.
Maio de 1869
Cougar bebeu o segundo copo de uísque nos últimos vinte minutos. Notou que era uma bebida de qualidade, não a porcaria que o taberneiro passava à maioria dos outros clientes que caíam bêbados e não conseguiam ver a diferença. Esse luxo havia lhe custado os olhos da cara, mas no seu entendimento, um homem não devia negligenciar no cortejo. Droga. Deu o último trago no cigarro e com um aceno ao taberneiro disse-lhe para encher o copo novamente.
Em um canto escuro, um homem golpeava as teclas de um piano desmantelado. Aborrecido, Cougar jogou uma baforada de fumaça em direção as costas do esquelético pianista. Desejava que parasse de tocar de uma vez. Ninguém podia saber qual melodia se esforçava para tocar. Sobre tudo, por conta de uma interpretação tão estridente, que crispava os nervos já enervados de Cougar. Jogou o cigarro no chão e esmagou com o calcanhar.
Fez uma careta enquanto passava o dedo pelo frágil balcão. Não era um homem que se preocupava muito com sujeira, mas a próxima vez que fosse a um desses lugares, se é que haveria uma próxima vez, escolheria um que fizesse um pouco mais de esforço na limpeza e muito menos na escuridão. O Empório do Prazer, de Madame Cecile, estava tão desmantelado que esperava que as malditas escadas caíssem se mais um vaqueiro colocasse os pés sobre elas.
Limpou o dedo na calça. Entretanto, estava certo que nenhum de seus conhecidos iria entrar pela porta. Não se importava por ele mesmo, mas Doc se decepcionaria se soubesse. Além disso, havia Dorothy, droga, não diria uma palavra, mas as velhas da cidade com certeza esfregariam isso no nariz dela. Desde o dia em que os McKinnely o adotaram “essa raça” esteve esperando que ele envergonhasse a Doc e sua esposa. Por essa razão, veio a Cattle Crossing para fazer esta tentativa.
Cattle Crossing estava somente a algumas milhas a leste de sua cidade natal, Cheyenne, mas eram milhas muito importantes. Enquanto Cheyenne era uma cidade que se esforçava para ser respeitável, Cattle Crossing era um esgoto de má reputação. As únicas pessoas que vinham, tinham algo a esconder, por isso se alguém o reconhecesse, não o admitiria para as pessoas de bem. Portanto, era uma preocupação a menos.
De qualquer forma, ainda tinha que lidar com sua preocupação original. Ele girou o uísque no copo e suspirou. Não iria se livrar dessa preocupação se tudo o que estava fazendo era ficar sentado lá contando as rachaduras nas tábuas colocadas sobre as duas caixas que formavam o balcão.
Respirou fundo e observou a habitação decadente por debaixo da aba de seu chapéu. O que contemplou foi um espetáculo escandaloso. Depois de se recordar que estava em um dos bordéis de pior reputação do território, negou com a cabeça. Homens e mulheres estavam nas diversas etapas do emparelhamento, em público, sem lhes importar a privacidade. Nunca presenciou algo assim em toda sua vida. Viu luxúria, uma ou duas vezes antes, mas nunca dessa maneira.
Observou um moço jovem, que acabava de baixar as calças, aproximar-se furtivamente de uma loira gordinha. Era jovem, mas seus instintos eram fortes. Com mãos ávidas, o moço liberou os seios abundantes e brancos da mulher simplesmente lhe arrancando a blusa. Os mamilos eram enormes rosados, cheios e apetitosos. O moço os olhou, sorriu de orelha a orelha e capturou um com uma fome voraz.

Série Promessas
1 - Promessas que Unem
2 - As Promessas se Cumprem
3 - Promessas que Prevalecem
4 - Promessa Revelada
5 - Promises Decide

Implacável

Série Georgiana

Luke Kendrick, o Duque de Harndon, nunca havia conhecido uma mulher como lady Anna Marlowe. 

Durante anos, ele recusou-se a sentir o amor, mas foi cativado pela beleza de Anna e sua rústica inocência. O coração de Anna disparava quando Luke estava por perto. Depois do que pareceu uma vida inteira de dor e sofrimento, ela havia aprendido que a vida ainda tinha alegria - e talvez amor.
Quando se casaram, ambos, Anna e Luke sonhavam com um futuro feliz. Mas essas esperanças foram esmagadas quando em um confronto frio eles negaram seus sentimentos.
Anna sentiu-se tola por acreditar que seu passado de pesadelo acabara. Ela disse a Luke que se casou apenas na esperança que seu marido cuidasse de sua família. Luke estava furioso porque ele se permitira sentir algo por alguém de novo - e disse a Anna que se casou com ela só pelo dever que sua posição exigia.
Eles se resignaram a um casamento sem sentimento, e um retorno para a infelicidade do passado. Mas nos seus corações, seus sonhos nunca morreriam...

Capítulo Um

—Confiança, menina - disse lady Sterne a sua afilhada, - é hora de pensar sobre si mesma. Sempre foi sua família, primeiro sua mãe, que sua alma descanse em paz, então seu pai, que descanse em paz, e seu irmão e as meninas. Bem, agora, Victor é maior de idade e tomou posse de sua herança, Charlotte se casou, Agnes é tão bonita como um prado na primavera e com certeza se casará em breve com qualquer dos candidatos que lhe apresentamos, e Emily? Bem, simplesmente não pode se sacrificar por sua irmã mais nova. Que o tempo vele por seus interesses.
Lady Anna Marlowe sorriu e observou sua irmã menor no outro extremo da galeria que equipava os modernos trajes adequados para Londres. Os rolos de tecido, em sua maioria sedas e cetins brilhantes, estavam empilhados sobre as mesas, uma certa quantidade deles foram desenrolados. Teve que admitir que havia uma certa excitação na cena e a antecipação de ver as roupas prontas.
—Agnes tem dezoito, tia Marjorie - disse ela. - Eu tenho vinte e cinco. Na prateleira, por assim dizer.
—E juro que é onde você deseja ficar - disse lady Sterne agudamente. - A vida passa inadvertidamente rápida, menina, e isso é agravado por trancos e barrancos, quando ficar mais velha, eu juro. E a vida pode se encher de pesares pelo que poderia ter feito no passado mas que não fez. Não é tarde demais para procurar um marido, mas em um ano ou dois pode ser. Os homens não procuram as mulheres que trilham seus trinta anos e, claro, procuraram ter herdeiros quando escolhem os seus parceiros. Você tem um monte de amor para dar, Anna. Agora você deveria estar procurando um marido para dar-lhe e receber amor em troca, posição e segurança.
Esse último ponto acertou no alvo. Victor, era o irmão de Anna, e que recentemente comemorou o seu vigésimo primeiro aniversário. Com os dias como universitário para trás e o novo título de conde Royce com a morte de seu pai há pouco mais de um ano já estava preparado para retornar para casa e tomar suas responsabilidades ali. Ele se comprometera recentemente. Onde a deixava isso? Perguntou-se Anna. E Agnes e Emily? De repente, sua casa não era mais sua. Não que Victor ou Constance as rejeitassem, isso não era o importante. Mas não gostaria de invadir a casa a um casal recém-casado, especialmente não na condição de irmã solteira.
Ela era uma solteirona. Anna entrelaçou suas mãos apertadamente em seu colo. Mas ela não podia casar-se. O pensamento trouxe a cabeça à tão familiar frieza e dificuldade para respirar. Ela lutou contra o enjoo.
—Eu trouxe Agnes a Londres por sua insistência, tia - disse ela. - É mais provável que ela encontre um marido elegível aqui nos arredores de Elm Court. Se ela puder estabelecer-se, estarei contente.
—Menina - disse sua madrinha. - Insistir que trouxesse sua irmã, não a enviasse. Desejo que ambas encontrem marido. Mas sobre tudo você, Anna. Você é minha afilhada, a única.


Série Georgiana
1 - Implacável
2 - Melodia Silenciosa
Série Concluída

Uma Mulher de Coragem

Trilogia Sinclair
Paris, 1913 
Dessa vez o conde de Dare foi longe demais! 

Stephen Sinclair, o conde de Dare, era um enigma, mesmo para aqueles que julgavam conhecê-lo bem. 
Pois embora sua moral parecesse suspeita e sua busca pelo prazer tão incansável quanto a de suas parceiras, havia algo sob a fachada de beleza, perspicácia e charme que ele, muito habilmente mantinha escondido. 
Ou, pelo menos, assim parecia, até a noite em que Dare apostou uma pequena fortuna pela amante inglesa de um jogador francês... e ganhou! 
Agora, com a bela viúva instalada em sua casa, até as mamães casamenteiras da alta sociedade estavam começando a duvidar que o conde de Dare seria capaz de recuperar o bom nome, pois tinha-se a impressão de que a mal-afamada sra. Carstairs estava destinada a se tornar a próxima noiva da família Sinclair...

Capítulo Um

Londres. 
Se tudo ocorrer de acordo com o planejado, minha querida, teremos um convidado muito especial esta noite — disse Henri Bonnet, sorrindo com indisfarçável satisfação. — Alguém a quem você deve tratar com redobrada cortesia. 
Elizabeth Carstairs ergueu a cabeça e, durante breves segundos, fitou o reflexo do patrão no espelho sobre a penteadeira. Sem nada responder, retomou a tarefa de maquiar os belos e tristes olhos azuis. Irritado com a indiferença daquela inglesa altiva, apesar da posição subalterna que ocupava em sua casa, o francês atravessou o quarto com passadas rápidas e segurou-a pelo queixo rudemente, obrigando-a a encará-lo. 
— Um convidado muito especial — tornou a dizer, pronunciando cada palavra com propositada lentidão. — Você está me entendendo, mulher? 
 — Claro — ela retrucou, não deixando transparecer a angústia que lhe ia no peito. Nos últimos dois anos, Elizabeth Carstairs pouco controle tivera sobre qualquer aspecto da própria vida, exceto quanto ao comportamento pessoal. E, desde o início, jurara a si mesma que Henri Bonnet, jogador profissional, jamais saberia o que ela estava pensando. Ou sentindo. 
Ainda segurando-a firme pelo queixo, Bonnet virou-a em direção à luz. Depois de examiná-la criticamente, mergulhou um dedo num pote de rouge e acrescentou mais cor aos lábios e às faces pálidas. 
Então afastou-se alguns centímetros e contemplou o resultado. Todavia o vestido azul, de corpete alto e mangas compridas, não o agradava. 
— Prefiro vê-la usando o vestido vermelho, em vez deste aqui. Portanto, troque-se. Estaremos recebendo alguém importante. Alguém muito importante. E conto com seu empenho. 
Sem se dar ao trabalho de aguardar até que sua ordem fosse cumprida, pois sabia que seria, o jogador retirou-se, deixando-a só no quarto. Elizabeth olhou-se no espelho, odiando a própria imagem. 
Num misto de raiva e frustração, tentou remover o rouge das faces. Porém, após alguns instantes, desistiu, resignada. Impossível lutar contra o destino. Já não podia ser quem um dia fora. Com o olhar fixo no espelho, levantou-se e começou a desabotoar o vestido azul, preparando-se para cumprir a determinação do patrão. 
Orgulhosa e serena, embora com a alma dilacerada, saiu do quarto após trocar-se, sem voltar a se olhar no espelho. 
— Tão gentil de sua parte nos honrar com sua companhia, meu lorde Dare — Henri Bonnet falou inclinando-se servilmente, a mão esquerda, enfeitada por um enorme anel de esmeralda, apontando para a mesa de mogno, que dominava parte do cenário daquela elegante casa de jogos, no coração de Londres. Havia duas cadeiras vagas à mesa, as outras quatro já ocupadas por cavalheiros que costumavam freqüentar o mesmo círculo social do conde. 
O olhar arrogante de Dare mal se deteve sobre seu anfitrião, preferindo passear rapidamente sobre o rosto de cada um dos presentes. 
— Creio que você conhece todos aqui reunidos — o francês acrescentou, não se permitindo revelar o quanto a indiferença do conde às suas palavras efusivas de boas-vindas o tinha desagradado.

Trilogia Sinclair
1 - Uma Mulher de Coragem
2 - Sonhos Secretos
3 - Uma Dama Espanhola
Trilogia Concluída

Melodia Silenciosa

Série Georgiana

Lady Emily Marlowe era linda, selvagem e intocada. 

Ela não podia ouvir ou falar, que ela ouvia com os olhos e respondia com um sorriso. 
Ela estava noiva de um homem que a teria como uma linda posse, uma ouvinte cativa. 
Mas não havia apenas um homem para ela - o imprudente Lorde Ashley Kendrick, o amor de sua infância que inspirou suas fantasias - e depois partiu para a Índia e encontrou outro amor.
Sete anos e incontáveis sonhos mais tarde, ele voltou para ela, e o amor nasceu com uma dança, um minueto que agitaram sua alma, uma canção tão apaixonada que não havia palavras...

Capítulo Um

1763
— Paciência, querida - disse lady Stern—, você está mais bonita do que todas as suas irmãs juntas. Sem ofensa para as duas aqui presentes — riu apertando suas mãos contra o peito, deixando que seu olhar percorresse a jovem que estava no meio de seu vestiário.
—Mas ela realmente está — adicionou amavelmente lady Severidge —. É exatamente uma beleza.
Aos vinte e seis anos, depois de sete anos de casamento e dois filhos, Agnes ainda era bonita, embora um pouco gordinha.
—É claro que ela é mais bonita do que todas nós juntas — disse Anna, a duquesa de Harndon, com um sorriso caloroso e alegre. —E mais que isso. Emmy, você está maravilhosa.
Mas na verdade, Anna parecia igualmente bonita. Embora já estivesse além de seus trinta anos e tivesse dado a luz a seu quarto filho apenas três meses atrás, seu rosto parecia jovial e sem rugas, e sua figura continuava tão esbelta como antes de casar-se.
—Por minha vida que será a mais bela do baile —comentou lady Sterne. Ela estava no vestiário em parte porque era a madrinha de Anna. Embora nenhum laço sanguíneo as unisse, havia assumido o papel de honorário de tia de Anna e suas irmãs. Depois de tudo, encarregou-se de lembrá-las, quando uma dama não tem filhas próprias, simplesmente deve adotar algumas.
—É uma pena que não possa dançar querida. Mas não importa. Dançar só faz com que uma dama fique corada, transpire e… feda.
—Tia Marjorie! — Exclamou Agnes horrorizada.
Lady Emily Marlowe leu seus lábios por um momento, mas era algo inútil, já que havia perdido a metade da conversa como sempre acontecia quando envolviam mais de uma pessoa. Mas não importava. Ela entendeu o sentido e gostava que por uma vez achassem bonita, como outras mulheres. Virou a cabeça para dar outro olhar no espelho do vestiário. Ela mal podia reconhecer-se. Ela estava vestida de verde, sua cor favorita, mas tudo era diferente. Suas saias, com as suas três fileiras de babados estavam sustentadas por uma enorme saia armada. Seu vestido era aberto na base e a borda foi decorada com babados bordados em dourado do peito até a orla. Seu peitilho, de decote profundo, também estava bordado com o mesmo fio dourado. A renda que bordava as mangas de sua camisa aparecia por debaixo das mangas de seu vestido na altura dos cotovelos. Seus sapatos eram dourados. E seu cabelo… era seu cabelo que parecia mais diferente.
A criada de Anna o tinha recolhido bastante alto na frente, como ditava a última moda, e encaracolado na parte de atrás. No espelho Emily podia ver o laço da pequena touca inserida em algum lugar, suas fitas flutuando por suas costas. E seu cabelo foi empoado de branco. Era a primeira vez que deixava que alguém lhe fizesse algo assim.
Sob o vestido podia sentir a desconfortável e estranha pressão do espartilho.
No esplendor da idade de vinte e um anos, estava a ponto de participar de seu primeiro baile formal. Bem, uma ou duas vezes, por insistência de Luke, tinha ido às festas locais com sua irmã e cunhado e por vezes, havia música e dança, e ela observava sentada à distância. E sempre havia presenciado os bailes organizados em Bowden Abbey, embora sempre às escondidas. Dançar sempre a fascinou.
O que ela sempre quis mais do que tudo no mundo, era dançar.

Série Georgiana
1 - Implacável
2 - Melodia Silenciosa
Série Concluída