19 de março de 2017

Guerreiro da Meia-Noite

Série Espada Negra 
Um coração escondido

Durante dez longos anos, Tara tem sido uma mulher em fuga, escondendo―se dos Guerreiros e Druidas da Escócia moderna. Agora, como guia turístico em um remoto castelo Highland, ela espera finalmente escapar de seu passado ― até que um homem impossivelmente lindo entra em sua vida ... e expõe seus segredos mais selvagens.
Um Guerreiro Apaixonado
Durante séculos, Ramsey MacDonald tem escondido sua força e habilidade como parte Guerreiro, parte Druida, por medo de liberar toda a força de seu poder. Mas quando ele toma Tara em seus braços ― e sela seu destino com um beijo ― Ramsey terá que lutar por seu amor ... embora possa significar perder o controle da magia dentro dele.

Capítulo Um

Torre de Dunnoth, Norte da Escócia
Tara tamborilava o dedo do pé debaixo de sua escrivaninha enquanto discretamente escutava seu iPod em uma orelha. Ela gostava bastante de seu trabalho como agente de reserva, guia de turismo, tesoureira, e qualquer outra coisa que eles precisassem no castelo. Ela não tinha pensado para onde iria quando deixou Edimburgo depois daquela fuga desastrosa dos Guerreiros e Druidas. 
Tinha dirigido e dirigido e dirigido até a estrada que levou―a para o mar e Dunnoth Tower.
Tara havia parado no castelo medieval para comer e esticar as pernas. Ela tinha sido imediatamente envolvida com a construção e fez a turnê. Para sua surpresa, havia uma vaga aberta, e ela pediu. Começou a trabalhar naquele mesmo dia.
Eram apenas algumas semanas, mas ela estava desfrutando completamente seu tempo em Dunnoth, que ela não esperava depois de ensinar. No entanto, ela encontrara o silêncio e a paz do castelo e do Mar do Norte que ajudou a resolver o tumulto dentro dela. Também ajudava que os proprietários fossem agradáveis, seus companheiros de trabalho amigáveis, e os turistas tão ávidos para aprender sobre o castelo que não eram muito um problema de se lidar.
Embora o turismo em meados de janeiro no extremo norte da Escócia não era muito para se falar. A maioria dos turistas estavam nas estâncias de esqui, mas na chegada do verão, o castelo estaria muito ocupado.
Tara esperava ansiosamente por isso. Por enquanto, ela estava lendo os livros de contabilidade para ter certeza que tudo estava em ordem, e fazendo as reservas para o castelo para os meses de verão.
Uma porta se abriu à sua esquerda e entrou o mais novo membro dos funcionários do castelo. A boca de Tara caiu aberta a primeira vez que viu o alto, de cabelos negros com incríveis olhos cinzentos que pareciam ver bem direto dentro de sua alma.
Isso tinha sido no dia anterior. E agora, ela se viu olhando para ele novamente quando ele atravessou a entrada e começou a trabalhar na tomada elétrica que tinha quebrado meses atrás.
Apesar que desta vez ela conseguiu manter a boca fechada e não se mostrar uma tola completa.

17 de março de 2017

Se Ele se Atrever

Série Irmãs Wherlocke
Roubar a carruagem de um estranho foi a segunda coisa mais imprudente que Lady Catrin Gryffin de Warrene já fizera. 

A primeira fora sucumbir à sua poderosa atração pelo proprietário da carruagem. Catrin ouvira rumores sobre a família de Sir Orion Wherlocke e seus dons de outro mundo. No entanto ele é a única pessoa que pode manter seu filho e sua herança a salvo do irmão impiedoso de seu falecido marido. Quanto a como se proteger… Pode ser tarde demais para isso. 
Orion está enfrentando o pior perigo que um homem de sua linhagem pode encontrar: uma mulher de quem não pode se afastar.  Catrin é uma mistura inebriante de inocência e sensualidade, e, pela primeira vez, a sedução é muito mais do que um jogo. Mas sua beleza e fortuna fizeram dela um alvo —um alvo que o fará ousar arriscar tudo que conhece —em busca de tudo o que sempre desejou …De repente, ela estava consciente de estar sentada próxima a Orion, que mantinha seu braço ao redor dela.  Era bom, o calor de seu corpo mantendo longe o frio crescente da noite. Era também grandemente impróprio mas até então ela já estava fazendo muitas coisas que eram impróprias, como atravessar o campo com um homem solteiro que não possuía qualquer relação com ela. Ela levantou os olhos para olhar para ele e o encontrou olhando-a. 
Seu rosto estava tão perto e era tão formoso. Ela pôde ver preocupação por ela em seus lindos olhos azuis. Sua boca era quase tão bonita quanto os olhos, o lábio inferior levemente mais cheio que o superior. Catryn não pôde lembrar a última vez que havia sido beijada por um homem e ela de repente desejava um beijo. Orion soube que era um erro enquanto baixava sua boca para a dela, mas o jeito que ela o olhou era uma tentação que ele não podia resistir. 
Havia uma faísca de desejo e curiosidade em seus olhos verdes e cada parte dele fortemente o encorajou a responder a ambos. Levou apenas um roçar de sua boca sobre os cheios e macios lábios dela para dizer que estava arriscando muito só por roubar este pequeno gosto mas ele ignorou esse aviso... 

Capítulo Um

Inglaterra, Outono, 1790 
O grunhido ecoou pela pequena casa, cada parte dele cheio de dor e fúria frustrada. Catryn atirou sua bolsa no gancho perto da porta e se apressou em direção ao cômodo de onde ela estava certa de que o som vinha. Seu coração batia com medo por sua família enquanto se amaldiçoava por tê-los deixado sozinhos. Ela nunca deveria ter cedido ao pedido de sua amiga Anne para juntar-se a ela durante o dia de folga dos servos. Ela certamente não deveria ter se demorado lá, tanto quanto havia. 
Ela encontrou seu pai de joelhos na biblioteca, uma mão na cadeira enquanto lutava para se levantar. Catryn correu para ajudá-lo a levantar e depois insistiu que se sentasse. Sangue manchava sua pálida bochecha enquanto escorria ao lado de sua cabeça, o vermelho contrastando com o branco de seu cabelo. Os nódulos de sua mão direita estavam esfolados e seu olho esquerdo já estava inchando. Uma rápida olhada ao redor revelou uma mesa virada e um vaso quebrado. 
Quem iria atacar seu pai? O homem era apenas um quieto e recluso estudioso. A necessidade de saber o que havia acontecido queimava em sua língua pela necessidade de ser manifestada, mas ela a segurou. Seu pai precisava de cuidados, o olhar confuso em seus olhos verdeescuros a dizia que ele não estava pronto para responder a todas as suas perguntas, nem mesmo aquela que gritava dentro de sua mente. 
Onde está meu filho? Catryn rapidamente molhou seu lenço em um pouco de água de primavera que seu pai sempre trazia da cidade para sua casa no campo e que mantinha em um recipiente em sua mesa. Seu coração ainda cheio de medo, enquanto gentilmente lavava o sangue de seu rosto. Quando terminou, seu ferimento não parecia tão ruim quanto a princípio pensou que fosse, e seus olhos haviam se desanuviado. As primeiras palavras que ele disse a fizeram tremer até os ossos. 
—Ele levou Alwyn. —Quem o levou, papai? —ela perguntou, mesmo tendo uma boa ideia de quem poderia ter cometido tal crime contra ela. 
—Morris.

Série Irmãs Wherlocke

12 de março de 2017

Casa dos Sonhos

Dinastia Warenne
Duas famílias aristocráticas, uma inglesa, uma espanhola, estão tragicamente destinados a se reunirem repetidamente ao longo dos séculos. 

Cassandra de Warenne passa seus dias em uma mansão inglesa tranquila, cuidando de sua sobrinha, enquanto sua irmã Tracey vive a vida glamorosa de uma socialite. 
Quando Cass conhece a mais nova conquista de Tracey, Antonio de La Barca, ela não está preparada para a intensa e imediata atração, uma atração que anuncia algo mais profundo, mais poderoso e mais perigoso do que Cass jamais poderia imaginar. 
Tanto os de Warennes e os de La Barcas têm uma complicada e horrível história de corações partidos, amarga rivalidade, e derramamento de sangue, que começou há 450 anos atrás, com uma mulher, Isabel, abandonada e traída por sua família, seu amante e seus amigos. 
Hoje, Isabel convocou e uniu as duas famílias uma última vez, desta vez para completar uma busca por vingança do além-túmulo.

Capítulo Um

Belford House, Leste de Sussex - O presente
Simplesmente onde diabos estava sua irmã?
Cass gastou a maior parte de sua vida nas sombras da sua irmã, Tracey era uma das mais bonitas e glamorosas mulheres que Cass conheceu, e infelizmente, ela tinha uma propensão para se atrasar. Cass estava estressada. Certamente hoje, dentre todos os dias, Tracey podia ser pontual. Só desta vez.
Em outras duas horas a casa estaria cheia com os convidados de Tracey. Com os tipos do Forbes. Mas sobretudo, Tracey devia chegar a tempo, porque ela não tinha visto sua própria filha em três meses, ainda que elas falassem ao telefone.
Cass permanecia nervosamente junto a janela, olhando além do seco caminho de cascalhos brancos e através das colinas verdes da zona rural do Leste de Sussex. Ela estava suando. As vacas leiterias pontilhavam os campos abrangendo a distância entre a casa e a pequena aldeia de Belford, que ela podia apenas distinguir como um amontoado de telhados de pedras claras. O dia era cinza, a ameaça de chuva iminente, reduzindo visibilidade. Mesmo assim, ela podia ver a cidade mais próxima, Romney, famosa por sua atração turística, um castelo intacto datando de cinco séculos completos, uma vez que estava construído sobre uma das colinas circundantes. Cass podia ver também uma estreita faixa de estrada sinuosa pelo campo. Nenhum carro à vista.
— Onde está mamãe? Por que ela ainda não está aqui? — Uma voz infantil perguntou.
O estômago do Cass estava embrulhado quando ela virou para enfrentar sua sobrinha de sete anos de idade.
— Sua mãe estará aqui a qualquer momento, eu estou certa disto — ela mentiu. E ela pensou, por favor, Trace. Por Alyssa, por mim, apenas chegue aqui!
Alyssa se sentou em sua imaculada cama rosa e branca, defronte aos numerosos travesseiros fofos, todos graciosamente bordados e na sua maior parte rosa, branco, e vermelho como o quarto, vestindo suas mais novas roupas, um pequeno vestido de pálido azul do Harrods, meia-calça azul marinho, e sapatos plataforma de camurça preta. Seu cabelo de corvo preto estava preso com uma presilha de casco de tartaruga, e seu rosto estava limpo e brilhante. Ela era tão bonita, mas não como sua mãe, de nenhuma forma.
— Ela deveria chegar há uma hora. — Alyssa disse melancolicamente. — E se ela não vem?
Cass se apressou para sua sobrinha, que acabava de verbalizar os piores temores de Cass.
— Ela está vindo, doçura. Você pode apostar nisto. Este é o jantar black-tie de Tracey, mesmo que tia Catherine esteja sediando o evento. Você sabe disso. Ela tem que aparecer.
Alyssa assentiu, mas não pareceu segura.
Cass sabia que sua irmã mais jovem era selvagem e irresponsável, mas ela não era tão selvagem, ou tão irresponsáveis. O evento da noite era por causa do novo trabalho de Tracey com a Sotheby’s em Londres. No momento em que Tracey perguntou a Catherine se ela poderia realizar um evento a fim de exibir um colar muito raro para três dúzias de potenciais compradores, o créme de la créme da sociedade internacional, Catherine concordou. Sua tia raramente se recusou a qualquer uma das suas duas sobrinhas. As têmporas de Cass começaram a latejar sombriamente. Tracey apareceria, não?
Cass não podia imaginar ajudar tia Catherine a realizar este evento. Ela não era uma socialite como sua irmã. Ela não frequentou hotéis cinco estrelas, voou de primeira classe, se envolveu com playboys e jogadores de polo, ou mesmo possuiu mais de um único vestido de noite. Ela não foi aos casamentos de top models. O último namorado de Cass tinha sido um jornalista, não um rock-star.
— Algumas pessoas simplesmente não podem evitar estar atrasadas. — Cass finalmente disse, forçando uma leveza em seu tom que ela não sentia. — É um hábito terrível.


Dinastia Warenne
1 - O Conquistador
2 - A Promessa da Rosa
3 - O Jogo
4 - O Prêmio
5 - A Farsa
6 - A Noiva Roubada
7 - A Filha do Pirata
8 - A Noiva Perfeita
9 - Um Amor Perigoso
10 - Uma Atração Impossível
11 - A Promessa
12 - Casa dos Sonhos
13 - Amor Escandaloso
14 - Depois da Inocência
Série concluída


Coleção Sissi



Mais que Amizade
Lorde Adam, o visconde de Cheverell, não hesitava em pedir socorro à jovem amiga, Sarah Mead, para livrar-se das complicações amorosas. Vendo a linda moça como se fosse uma irmã, não percebia a profunda mágoa nos olhos dela, que espelhavam também amor. Mas quando ele lhe pediu ajuda para escolher uma esposa, a mulher que iria partilhar a vida dele para sempre, Sarah sentiu-se vacilar: seu coração não suportaria esse extremo sacrifício.

 Esposa só de Nome
Diana, num gesto amigo, beijou o rosto do marido que, surpreso, reagiu sem pensar: ergueu-lhe o queixo delicado e beijou os lábios róseos que há dias o tentavam. Ela recuou, atordoada com a sensação deliciosa que a invadiu. E lorde Richard Rossley censurou-se, zangado consigo mesmo: Diana não era sua esposa de verdade e nunca o seria. Ele não queria amar de novo, pois temia sofrer outra vez o doloroso inferno do amor traído!

Um Acordo de Amor
Lorde Mark fitou Samantha com tal intensidade que ela, perturbada, abaixou os olhos, tentando dominar os estranhos sentimentos que ele despertava em seu coração tímido e inocente. Ele também se perturbou e compreendeu que deslizava para um caminho perigoso. A farsa que montara com Samantha, para escapar das caçadoras de maridos da corte, o ameaçava. Não conseguia ficar longe daquela mocinha que tomara conta de seus pensamentos.

Primavera de Amores
O baile de debutantes começou. Quando lorde Richard Devereux enlaçou a cintura delicada, Lucinda entendeu por que diziam que a valsa era uma dança escandalosa. Sentia todo seu ser reagir à proximidade dele e nos olhos cinzentos do lorde havia uma expressão que ela desconhecia.









Pasta Bárbara Cartland: 
Coleção Sissi 
(relançamentos) 31-32-33-34



Coleção Barbara Cartland



Castigo para um Libertino
Lorde Victor se apaixonou pela noiva do rei!
Debruçado sobre a amurada do navio, lorde Victor Brook olhava na direção do poente, mas não enxergava o belo espetáculo que a natureza oferecia. Em seu coração atormentado, não havia paz. Como fora possível, ele se perguntava, se apaixonar pela princesa Mirela, a jovem que ele devia levar para outro homem desposar? Uma mulher que jamais iria lhe pertencer?


"Coleção Barbara Cartland"
Castigo para um Libertino - 304

8 de março de 2017

Dilema


É possível renunciar a tudo por uma ilusão?

O amor seria uma recompensa suficiente? 
O que seríamos capazes de deixar para trás quando as consequências podem ser nefastas? 
Até onde está disposto a arriscar? 
Estes são os dilemas aos quais se enfrentam os protagonistas desta história. 
Sua vida é perfeita. 
Tem tudo o que um homem pode desejar: família, amor, riquezas… 
Então, pode um instante, um só beijo, dar uma virada na sua existência e arrasar com todas suas convicções? Afastada da agitada Londres, Ayleen faz uma tentativa para recuperar sua vida. No campo encontra tudo o que andava procurando… inclusive mais. 
Quando o que mais deseja está proibido, quando o homem que ama pertence a outra mulher, se resignará a deixá-lo escapar?

Capítulo Um

Inglaterra, 1875.

Estava cansada e fazia frio, mas não o suficiente para impedir um passeio que vinha postergando. Foram dois dias de limpeza exaustiva e arrumação da moradia, sem contar as preparações prévias desde sua Londres natal.
Não era nem meio-dia, quando, sem pensar muito, pegou as luvas, o chapéu e um casaco, para deslizar furtivamente pela casa tentando escapar.
Virou-se quando já se afastara alguns metros e olhou para aquela que a partir daquele momento, seria sua nova casa. Claros, só se viam as janelas da fachada posterior, todas abertas para afastar o acúmulo da poeira que o carpinteiro provocava. Mesmo de fora podia ouvir com clareza as rítmicas marteladas com a finalidade de consertar as velhas persianas.
Sentia um pouco de culpa ao deixar os outros trabalhando, mas necessitava respirar um pouco de ar e tinha curiosidade de saber para onde a conduziria o pequeno caminho — apenas visível — que se adentrava no bosque à frente. Não que estivesse vivendo em meio ao nada, mudara-se para o condado de Buckingham, nos arredores de Greenville, uma pequena povoação muito afastada da agitada e movimentada cidade. Acreditava ter feito o melhor quando tomara a decisão de viver em um lugar rodeado de bosques, campos de cultivo e tranquilidade.
Afastou-se caminho adentro, tomando a precaução de não sair dele. Não conhecia aquelas paragens e não desejava se perder, se bem, que seria gratificante encontrar um agradável lugar para poder se sentar e ler, embora, no momento não trouxesse um livro, mas já imaginava um lugar ensolarado no qual pudesse deixar correr o tempo e usufruir de um agradável momento de leitura.
O bosque não era frondoso, mas dotado de suficiente intimidade e não ouvia outros sons que não fossem os dos pássaros. Esperava que se houvesse dono não fosse encontrá-lo. Acreditava não fazer nada errado, ainda que não pudesse prever.
 Sua pequeníssima propriedade, que só constava de uma casa de dois andares, um jardim minúsculo e alguns canteiros na parte traseira, estava no começo do tal bosque, bem ao lado do caminho principal que conduzia ao povoado. A propriedade vizinha, segundo lhe informaram, pertencia ao duque de Redwolf, mas, o terreno era tão grande que seria impossível divisar a mansão, até mesmo os imensos portões de ferro que se abriam para o caminho e que divisara no dia de sua chegada.
“Talvez este bosque também lhe pertença”, pensou desanimada. Se a proibissem de andar por ali, teria que limitar seus passeios, o que não era bem o que desejava.
Abotoou melhor o casaco, quando uma rajada inesperada de vento gelado a alcançou. Mesmo brilhando numa agradável e clara manhã, as copas das árvores impediam que o sol esquentasse. 
Por um momento observou as luvas, de um cinza escuro, da mesma cor que o casaco. Sabia que não representava a personificação da elegância, mas, quando as comprou não pensou naquilo. 
Andava há muito tempo sem pensar em suas próprias necessidades e pensou que continuava sendo jovem e o período de luto já havia passado, e que prometera, a si mesma, renovar seu vestuário quando estivesse instalada.
Pensar naquilo a deixou triste, como não podia deixar de ser. Tinha transcorrido dois anos desde a morte de seu pai, mas, ainda sobrevinham lágrimas a cada vez que pensava nele. No entanto, em cada ocasião experimentava uma primitiva sensação de liberdade e ao mesmo tempo a sensação de culpa.
Durante cinco anos cuidara dele e só agora conseguia encaminhar sua vida, para um futuro mais ou menos agradável. Aos vinte e quatro anos já podia ser qualificada como uma solteirona, mas mantinha a esperança de encontrar algum viúvo com filhos, agradável, o suficiente, para que pudesse pensar em uma vida ao seu lado. 
Para trás ficaram seus sonhos e esperanças. Só o presente poderia determinar o tipo de futuro que teria.
Na sua juventude estivera ansiosa para que chegasse a sua apresentação, o acontecimento mais esperado por ela e suas amigas. E um mês antes, quando já tinha em mãos seu precioso vestido de seda, aconteceu o inesperado: Arthur Blake sofreu um acidente de carruagem enquanto voltava para casa de uma de suas viagens de negócios.
Veja Vídeo do lançamento

6 de março de 2017

Segredos do Passado







Yvette Cordé encantava com sua voz celestial a todos que a ouviam. 


Embora fosse uma criada, podia frequentar as festas da aristocracia. Mas, na verdade, um grande mistério pairava sobre seu passado. 
De onde viera ou quem eram seus pais ninguém sabia. Porém, quando o visconde Andrew Waverly apostou com seus amigos que em um mês saberia tudo sobre ela, nem de longe imaginava o quanto este envolvimento iria mudar de modo definitivo sua vida.

Capítulo Um

— A condessa está chegando!
Millie Dawkins corria pelos corredores da mansão, espalhando a notícia. Fredericks, o mordomo, fitou-a por cima do ombro, censurando a falta de classe da moça. Com certeza, Millie iria ouvir um longo sermão logo mais.
— Vocês a ouviram, senhoras. Não é hora de ficarem aí sentadas, é hora de trabalhar. Sra. Grover, depois quero dar-lhe uma palavrinha sobre a poeira no lustre do salão principal.
A sra. Grover fez uma careta de insatisfação quando o mordomo se retirou.
— Uma palavrinha, pois sim! Aposto que vou ter que ouvi-lo durante horas! Vamos, menina — disse a Yvette — você sabe que tem que trabalhar dobrado para compensar as horas que passa, cantando.
— Sim, sra. Grover. A festa no Haverford Hall é amanhã, sra. Grover. Espero que não tenha esquecido que preciso praticar minha voz com o sr. Clarke, amanhã pela manhã.
A governanta suspirou.
— Já é a terceira festa este mês. Está parecendo que passa mais tempo cantando do que trabalhando, mocinha. Deste jeito, lady Emily vai acabar despedindo-a.
Yvette sorriu. Sabia bem que aquilo era muito pouco provável, já que havia sido a própria lady Emily que havia divulgado seu talento.
Ela interrompeu os pensamentos. O perigo que um dia ela teria de enfrentar, pairava como uma constante ameaça em sua consciência. Algum dia, alguém acabaria descobrindo a verdadeira Yvette Cordé e o segredo que ela guardava consigo, teria de ser revelado.
A moça cerrou os lábios. Tinha consciência de que havia muitos homens interessados nela. Alguns até lhe propuseram casamento, mas ela não mostrara nenhum interesse.
Yvette deu uma última polida na mesa e estava prestes a se abaixar para limpar os pés da mesinha, quando viu lady Emily se aproximando pelo corredor. Lady Emily, estava com mais de sete meses de gravidez. Yvette sorriu, ao vê-la se aproximar.
— A senhora está bem, milady? Posso ajudá-la em alguma coisa? Emily encostou-se um instante contra a parede e respirou fundo.
— Obrigada, Yvette, mas só parei um pouco para respirar. Acho que subi a escada um pouco rápido. Espero que não tenha esquecido que seu pianista vai estar aqui amanhã, para ensaiar as músicas para a festa dos Wescott.
— Não, não esqueci, milady. O vestido dourado de brocado ficou perfeito depois dos ajustes que fizemos. Só lamento a senhora não poder estar lá comigo. Sinto-me bem mais confiante quando a vejo sentada na plateia.
Emily ajeitou o xale sobre os ombros.
— Eu bem que gostaria de ir, Yvette, mas não posso arriscar a saúde do meu bebê. — Ela sorriu: — Além disso, o que as pessoas iriam dizer se me vissem ir a uma festa nestas condições?
Lady Emily sentou-se em uma cadeira, fazendo o largo vestido azul, espalhar-se à sua volta. Levando a mão ao bolso, pegou uma caixa comprida de veludo.
— Yvette, gostaria que eu lhe emprestasse uma joia para usar na festa?
— Oh, milady, não posso aceitar uma coisa dessas — respondeu ela, quando a dama abriu a caixa, revelando um lindo colar de topázio. — Oh! Mas o que lorde Berrington iria dizer?
— James já me deu consentimento para emprestá-lo. Você tem que estar muito bonita. Ouvi dizer que lorde Bancroft vai comparecer à festa.
Yvette ficou séria: — A mãe dele não vai gostar nada disso. Ela não me pareceu nem um pouco satisfeita quando viu o filho me oferecer um copo de refresco, na festa dos Vancostain.
— Lady Bancroft é uma esnobe, Yvette. Entretanto, dizem que o passado da família dela não é assim tão "nobre" quanto ela clama. Use o colar, minha querida. Ficará muito bonita e se sentirá como uma princesa.
— Merci, milady. A senhora e lady Margaret são muito generosas comigo. Por falar nisso, ela o marido pretendem ficar muito tempo aqui na mansão?


Dom Juan Apaixonado


Considerado um dom Juan, o conde Roderick de Silverthorne tratava as mulheres como meros objetos de divertimento. 

Sua fama provocou a revolta da bela lady Lucy, que prometeu mudar o rumo desta história.
Usando de um subterfúgio, envolveu-o, fazendo com que provasse da mesma taça inebriante com que encantava as mulheres. Cativou-o, seduziu-o... e o rejeitou quando ele, enamorado, pediu-a em casamento!
Capítulo Um

Sem sorte no amor
Lucy Bledsoe consultou seu guia de viagem antes de voltar a admirar a antiga torre em estilo Mapildon. Apesar de manter a atenção voltada para os detalhes de arquitetura da catedral, não deixou de notar que estava sendo observada.
Duas conhecidas damas de Canterbury cochichavam a certa distância e os constantes olhares que lhe lançavam fizeram-na deduzir que falavam sobre ela. No mesmo instante olhou para baixo para verificar se seu vestido estava sujo, mas viu que seu traje estava em perfeitas condições. Levou a mão ao chapéu, pensando haver algo de errado com a pluma que o enfeitava, mas ela estava no lugar certo. Lucy não conseguiu imaginar qual seria o motivo que levara aquelas duas senhoras a cochicharem a seu respeito.
Quando Lucy e lady Philpott afastaram-se da catedral, a dama queixou-se da intensidade do sol e depois voltou-se para Lucy, dizendo:
— Chega de igrejas por hoje. Acho melhor irmos às lojas, querida, quero ver se encontro renda branca.
Lucy concordou com um sorriso e as duas começaram a caminhar em direção à High Street. Lucy ia falar sobre os olhares das damas que ainda a observavam de longe, mas foi interrompida por outra reclamação de lady Philpott em relação às folhas de árvores amontoadas ao longo do caminho.
Mais à frente, havia outras três damas paradas em frente a uma loja de tecidos. Elas não fizeram nenhum comentário, mas ficaram observando as duas passarem. Só pararam de olhar quando Lucy as encarou. Intrigada, Lucy interrompeu as reclamações que lady Philpott ainda fazia para perguntar:
— Milady, por que será que as pessoas estão me olhando deste jeito?
— Oh, não ligue para isso, querida. Em uma cidade monótona como esta, as pessoas não têm outra coisa para fazer a não ser ficar olhando umas para as outras.
— Gostaria que não fossem tão indiscretas — comentou Lucy, com um suspiro. — Pensei que fosse encontrar um pouco de privacidade e sossego aqui em Canterbury.
— Se quer saber minha opinião — começou lady Philpott, que sempre dava sua opinião, quer ela fosse pedida ou não —, Canterbury é uma cidade sossegada demais no momento. Não há muitos cavalheiros por aqui. Eu não ficaria surpresa se recebesse a notícia de que todos os rapazes solteiros foram lutar na guerra. Você mesma viu o que aconteceu ontem, em Queenscroft. Lady Roderick não conseguiu nem formar os pares para a dança! Gostaria que tivesse sido diferente, querida, para o seu bem. Se ao menos o filho de lady Roderick estivesse aqui na cidade... Lorde Roderick é um ótimo partido e dizem que é incrivelmente bonito.
Lucy sorriu ao comentar:
— Não lamentei nem um pouco o fato de não haver cavalheiros disponíveis. Eu não estava mesmo com vontade de dançar.
As duas pararam diante de uma butique. Lady Philpott deixou Lucy esperando à porta e entrou para perguntar o preço de uma peça de renda, exposta na vitrine. Quando ficou sabendo que o metro custava sete xelins, começou a discutir com a vendedora, acusando-a de extorsão.
Lucy, que abominava discussões daquele tipo, preferiu continuar do lado de fora da butique, observando outros artigos expostos na vitrine. De repente, ouviu o nome de sir Vale Saunders ser mencionado. Com um sobressalto, olhou para o lado e viu duas elegantes damas conversando a pouca distância. Ficou ainda mais espantada quando ouviu uma delas dizer:
— Coitadinha... Não tem mesmo sorte no amor...
Lucy fixou o olhar na vitrine, sem acreditar no que acabara de escutar. Agora entendia por que as pessoas a olhavam daquela maneira e cochichavam quando a viam passar. Não fazia nem uma semana que estava na cidade e todos já sabiam que ela havia ido a Bath, onde se apaixonara por sir Vale Saunders! Pelo visto, também sabiam que havia sofrido uma desilusão amorosa. E agora não perdiam oportunidade de comentar sua infelicidade. Pior, estavam sentindo pena dela! Lucy sentiu o rosto arder de indignação.
Assim que lady Philpott saiu da butique, Lucy expressou seu desejo de voltar a Queenscroft. Já haviam andado um bom pedaço quando ela voltou a falar:
— Milady, como as pessoas aqui da cidade ficaram sabendo do que aconteceu em Bath?
— Elas não sabem de nada, querida. O assunto não lhes diz respeito.
— Pois eu acho que sabem, milady. E o que é pior, estão me olhando como se eu fosse personagem de uma tragédia!


Coração Rebelde

Ela viajou para longe para se casar com o homem que amava… 

E acabou encontrando o homem dos seus sonhos…
A rica herdeira Courtney Danning abre mão de sua privilegiada posição social para seguir a voz do coração e viajar de Nova York para o Novo México, a fim de se casar com o homem que ama, apesar dos protestos de seu pai. 
Quase no mesmo instante em que põe os olhos em seu noivo, Courtney compreende que cometeu um erro, porém orgulhosa demais para voltar para casa e admitir que o pai estava certo.
Do momento em que é contratado pelo pai de Courtney para segui-la à distância até que ela complete um ano de casamento com o rapaz inescrupuloso que insiste amar, Beau Hamilton tenta negar a atração que sente pela jovem. Contudo o que poderia ter sido uma tarefa simples acaba se complicando ainda mais quando, na noite do casamento, o marido de Courtney aparece morto. Ciente de que Courtney corre sério perigo, Beau é forçado a escolher entre mandá-la de volta para a segurança da casa do pai e perdê-la para sempre, ou expor os segredos de seu passado… seu pior pesadelo… e lutar pelo amor daquela mulher, mesmo que isso lhe custe a própria vida…

Capítulo Um

Abril de 1873
O trajeto até a estação de trem fora retardado por uma roda solta na carruagem, forçando Courtney Danning a procurar um assento no trem lotado. Ela passou pelo corredor, comprimindo os lábios ao constatar que aquele vagão, assim como os dois primeiros, estava cheio. Gotículas de suor desciam-lhe pelas costas e entre os seios. Outras mulheres se refrescavam com os leques ou o que tivessem à disposição, enquanto os homens enxugavam a fronte com lenços luxuosos. Por que ela não havia escolhido um vestido mais apropriado para viajar?
O veludo de popelina azul era pesado demais para aquela época do ano. Ao menos o decote em forma de coração deixava a pele respirar um pouco.
Por fim Courtney viu um assento vago no trem lotado. Um raio de esperança elevou sua moral até ela ver o homem sentado no corredor adjacente ao lugar desocupado. Seus braços estavam cruzados sobre o peito, a cabeça, inclinada, e o chapéu encobria o rosto. Talvez ele estivesse dormindo. Olhando de um lado para o outro, Courtney sentiu uma nova onda de desespero. Pelo visto ninguém queria se sentar ao lado daquele selvagem.
Curiosa, ela o avaliou. Mechas de cabelo loiro-claro desciam até o meio da nuca e lhe conferiam um ar indomável. O colete de couro estava desatado até a metade do peito onde um chumaço de pelos claros se atreviam entre os laços cruzados. A camisa o vestia à perfeição, sem esconder a largura dos ombros e a força dos braços. Ela engoliu a secura da garganta e abaixou o olhar. Nunca antes estivera tão perto de um homem com pistolas de duelo. Por certo, nunca antes vira alguém com uma faca amarrada na panturrilha. Os cavalheiros de seu círculo normalmente escondiam suas pistolas, nunca as deixando à vista.
— Vai ficar de pé aí o dia inteiro, moça? — o homem resmungou.
Courtney se irritou com o tom dele. Estreitou o olhar. Ante seu silêncio, o homem levantou a cabeça. Não o bastante para que ela lhe enxergasse as feições, mesmo assim, ela teve a nítida impressão de que ele a avaliava das saias aos seios. Segundos antes ela havia considerado o vestido pesado demais. Agora, desejava que o decote fosse mais discreto, pouco se importando com o calor.
— Não posso passar por sobre suas pernas — replicou, afetada pela ausência de bons modos do homem.
No início ele não se moveu. Depois, bem devagar, endireitou-se e recolheu as pernas para baixo do banco, concedendo-lhe espaço suficiente para passar. Courtney esgueirou-se, sem saber que suas nádegas passavam perto do rosto dele. Ao se sentar, estremeceu. Atraída pelo desconhecido, fitou-o. Ainda que os olhos dele permanecessem escondidos, ela conseguiu ver o queixo quadrado e uma cicatriz superficial na face direita. Passou o olhar das mãos para o rosto dele; a pele parecia bronzeada pela exposição ao sol.
Afastando-se o máximo possível, olhou pela janela, grata por ter o cenário para ocupá-la durante a viagem. Em seu íntimo, sabia que esta seria longa. Estranhamente, porém, o bruto ao seu lado atiçava sua curiosidade.
Todos os músculos do corpo de Beau Hamilton estavam esticados como os arames de uma cerca. Desde o momento em que o trem se afastara da estação, ele tinha ficado tenso. Não havia antecipado se sentar ao lado de Courtney Danning durante toda a viagem. Tinha sido só no dia anterior que estivera no escritório do pai dela? 

Coleção Sissi



Passeio dos Namorados
Dizia a lenda: os namorados que percorressem juntos a trilha que vai do velho carvalho à mansão estariam casados em um mês. Julia Witton, porém, não era namorada do barão de Rossiter, um homem envolvente, misterioso, que despertava os mais lindos sonhos em sua cabecinha. Era noiva de um homem imposto por seus pais. Um homem que ela detestava! Ao percorrer a trilha com o barão, naquela noite, Julia desejou que a lenda fosse verdadeira, mas a realidade a esperava com o amanhecer.

A Parente Pobre
Quando viu Rowena, frágil e desamparada, inconsciente sob o pesado galho de arvore que a atingira, o conde de Farleigh ficou desesperado. Cobriu-a com seu sobretudo e, sem poder fazer mais nada, enquanto não chegasse socorro, sentou-se junto dela e segurou a pequenina mão inerte. Soube, então, que a amava loucamente e duvidou que Rowena, linda, de educação refinada, viesse a amá-lo, rude soldado que o destino transformara em conde!
Donzela Misteriosa
Elizabeth, emocionada pela descoberta, só conseguia pensar: "Eu o amo!" Ela amava profundamente Charles Carlyle e daria tudo para ser sua esposa, mas via-se obrigada a recusar: não podia aceitar seu pedido de casamento sem revelar que, inocente e indefesa, pertencera a outro homem. Um desconhecido a seduzira, condenando-a a ser uma mulher marcada, pois ninguém poderia saber que a respeitável Elizabeth Ashton perdera a virtude, devendo renunciar ao amor para sempre!
O Casamento de Christina
O olhar de lorde Stanhope brilhava, intenso. Christina teve o impulso de correr para o marido, de tocar-lhe o rosto, os cabelos ruivos. Queria que ele a abraçasse, que... Abaixou a cabeça, envergonhada. Não devia esquecer que seu casamento com lorde Domenic Stanhope era uma farsa para salvar a vida do pai dela e dar ao marido liberdade para ter as amantes que bem quisesse, sem se comprometer. Mas quando aceitara esse acordo, ela não sabia que iria se apaixonar!








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Coleção Sissi 
(relançamentos) 27-28-29-30




Depois do Baile

Juliana Chevron não podia acreditar no que estava lhe acontecendo. 

Recebera uma proposta para casar-se com Johnny Travassos. Considerado irreverente, louco e destruidor de corações, ele sempre preferira as perigosas corridas de obstáculos às festas de debutantes. 
Seu irmão, porém, pensava diferente, e fizera uma proposta irrecusável para Juliana ser o troféu definitivo da vida de Johnny!

Capítulo Um

Juliana Chevron endireitou os ombros quando o mordomo a conduziu a uma ante-sala e pediu que aguardasse. Ele informou, desnecessariamente, que havia outras interessadas na vaga. Podia ver isso por si mesma. Havia pelo menos umas dez damas na sala, todas mais qualificadas que ela, de acordo com seu julgamento. 
Talvez nem tivesse sentido perder tempo esperando para ser atendida pelo conde. Juliana ponderou que precisava do emprego que, a julgar pelo anúncio no Gazette, parecia ser muito bom. Sentou-se, decidida a esperar.
A porta abriu-se e o mordomo chamou uma mulher bastante elegante, que ergueu-se, majestosa. Juliana pensou em sua aparência naquele momento. Não estava nada bonita. Anna, sua amiga, havia protestado ao vê-la prender os cabelos em um coque rígido, que a fazia parecer mais velha do que seus vinte e dois anos. Ficara abismada ao perceber que além de tudo ela usava um vestido largo, que escondia suas formas graciosas. Mas Juliana permaneceu irredutível na decisão de parecer mais velha e sem graça.
O mordomo reapareceu, chamando a próxima candidata. A mulher que se levantou tinha uma aparência desamparada, o que fez com que Juliana sentisse muita pena dela.
Será que tinha onde morar? Por sorte, Juliana contava com Anna e o marido bem-humorado, William Goodbody. Ao ser despedida por lady Poole, procurara a antiga babá, que insistira para que ficasse com eles até encontrar outro emprego. Ela detestava ser um fardo para eles. A casa minúscula onde moravam mal abrigava o casal e os dois filhos pequenos. E, por mais que ambos negassem, sabia que tinham dificuldade para alimentar mais uma pessoa. Perdida nos próprios pensamentos, Juliana espantou-se ao ouvir o mordomo chamar seu nome.
— É a sua vez, senhorita. Siga-me, por favor.
Ela pôs-se de pé, quase tropeçando na barra do vestido. Ouviu um murmúrio vindo de uma das candidatas. Endireitou os ombros e seguiu o mordomo, decidida.
O criado atravessou o corredor em direção a uma porta, que abriu, fazendo um gesto para que Juliana entrasse.
— A srta. Chevron, milorde — anunciou.
Spencer Drayton, o quarto conde de Granville, estava de pé atrás de uma enorme escrivaninha de mogno. Ao notar a aparência distinta, os ombros largos e o olhar penetrante do conde, imaginou-o em meio a barões e príncipes. Sentiu-se intimidada.
— Entre — o nobre cavalheiro ordenou, ríspido, observando-a caminhar através da sala.
Ele havia especificado que procurava uma mulher de estirpe e só apareciam candidatas desqualificadas. Esta não parecia ser melhor que as outras. Fez sinal para que ela se sentasse em uma cadeira em frente à escrivaninha. Hesitante, Juliana sentou, as mãos agarrando-se, com força aos braços da cadeira. Observou a expressão impenetrável do conde. Precisou engolir, antes de conseguir falar.
— Obrigada por atender-me, lorde Granville.
Ele não respondeu. Estava ocupado demais, estudando-lhe as feições, reconsiderando sua primeira opinião. Ela não passava muito dos vinte anos. Ainda por cima possuía lindos olhos verdes, parecidos com os de lady Eastbourne. As sobrancelhas escuras conferiam uma expressão dramática ao rosto, que chamou a atenção do conde.
— Posso pedir que tire o chapéu, srta. Chevron? Juliana ergueu a mão, hesitante.
— Tirar o chapéu? Por quê?
— Gosto de ver as pessoas com quem estou falando. Meu pai sempre dizia que o rosto mostra o caráter de um homem. Com certeza o mesmo se aplica às mulheres. Por isso peço-lhe que tire o chapéu.


3 de março de 2017

Além do Nascer do Sol


Eu te amarei por toda a minha vida e até mesmo além disso.” 

Mesmo aos quinze anos, Jeanne, a filha privilegiada de um imigrante francês monarquista, sabia de quem gostava: do inglês Robert Blake, filho bastardo de um Marquês. 
No entanto, o seu nascimento questionável o tornava proibido. 
Forçados a se separar, ainda eram jovens o suficiente para acreditar no amanhã. 
Mas com o passar do tempo, esse breve e efêmero flerte em Haddington Hall, se desvaneceu na memória. 
Onze anos mais tarde, em Portugal, durante as Guerras Peninsulares, eles se reencontram, como dois espiões trabalhando em lados opostos. Ele agora é um capitão do exército britânico. 
Ela é a viúva Marquesa das Minas, às vezes usando o nome de Joana da Fonte. No entanto, para apenas um deles se mantém o lampejo do reconhecimento...

Capítulo Um

Inglaterra, 1799
O entretenimento estava em andamento em Haddington Hall, em Sussex, moradia do Marquês de Quesnay, que não poderia exatamente ser chamado de festa, já que não havia dança, e os sons de música e alegria flutuavam das janelas abertas da sala de estar principal. Era um entretenimento, e os convidados não eram muitos, havendo apenas dois hóspedes na casa, naquele momento em particular, para engrossar as fileiras da pequena nobreza local.
Não era uma festa, mas o rapaz sentado fora da vista da casa, no banco em torno da grande fonte de mármore abaixo do terraço, desejou estar lá dentro participando de tudo. 
Ele queria que a realidade pudesse ser suspensa e que ele pudesse estar lá dançando com ela, a jovem filha dos hóspedes de seu pai, de cabelos e olhos escuros. Ou, pelo menos, olhando para ela e talvez lhe falando, quem sabe lhe buscando um copo de limonada. 
Ele desejou… oh, ele desejava a lua, como sempre fazia. Um sonhador, isto foi do que sua mãe o chamava frequentemente.
Mas havia duas razões intransponíveis para sua exclusão ao entretenimento: ele tinha apenas dezessete anos de idade, e era filho ilegítimo do Marquês. Esse último fato teve um significado especial para ele, apenas durante o último ano e meio, desde a morte repentina de sua mãe. Através de sua infância e em grande parte dela, parecia uma forma normal de vida ter um pai, que ele e sua mãe visitavam com frequência, mas não vivia com eles, e um pai que tinha uma esposa, na casa grande, onde não havia outras crianças.
Foi apenas no ano e meio desde a morte de sua mãe, que a realidade de sua situação se tornou totalmente evidente para ele. 
Ele era um rapaz de quinze anos de idade, sem casa, e com um pai que tinha financiado a casa de sua mãe, mas nunca tinha sido uma parte permanente da mesma. Seu pai o levou a viver na casa grande. Mas, ele entendeu sua situação desde que se mudou para lá. Não era um membro da família e a mulher de seu pai, a Marquesa, o odiava e ignorava sua presença, sempre que era forçada a estar com ele. Mas ele não era um dos servos também, é claro.
Foi só no último ano e meio que seu pai começara a falar sobre o seu futuro, e que o menino tinha percebido que a sua ilegitimidade o tornava um negócio complicado. O Marquês lhe iria comprar um posto no exército, quando ele fizesse dezoito anos, ele havia decidido, mas teria que ser com um regimento de linha e não com a cavalaria, certamente não com os guardas. Isso nunca faria, pois as fileiras dos guardas eram preenchidas com os filhos da nobreza e aristocracia superior. Os filhos legítimos.
Ele era o único filho de seu pai, mas ilegítimo.



22 de fevereiro de 2017

A Perfeita Fugitiva



Roslyn fez o impossível para fugir do inferno em que se convertera seu país por causa da perseguição dos cátaros.

Fugindo de seu passado, empreendeu uma longa viagem para as terras onde acreditava poder encontrar a paz que tanto necessitava. 
Mas seus inimigos estavam muito perto e não pararam seu empenho para fazê-la regressar.
Quando Alec McAlister, um dos lairds mais temidos da Escócia recebeu a notícia que havia estrangeiros em suas terras surpreendeu-se porque estavam ousando chegar tão próximos, mas ao sair em sua procura se encontrará com uma mulher envolvida em mistérios que cruzou o mar em busca de ajuda. Uma ajuda que ele estará disposto a lhe oferecer.

Capítulo Um

— Não há dúvidas que acamparam aqui.
Gabriel McDonald se abaixou em frente aos restos do que fora uma pequena fogueira. Agora, à luz do dia, somente ficavam as cinzas. As brasas que antes estiveram acesas eram somente pedaços de carvão negro. Sem dúvida os homens que ocuparam o improvisado acampamento haviam deixado arder os pequenos troncos até se consumirem, sem apagá-los com água ou terra.
Alec, o laird dos McAlister, passeava pelo limite do rio, observando a paisagem convencido de encontrar uma resposta para aquele assunto que o trouxera até ali. Olhou com atenção as águas enfurecidas que seguiam seu caminho depois do pronunciado salto que nascia nas íngremes rochas. O caudal não era pouco e se chocava com as grandes saliências de pedra, envolvendo-as com espuma branca que brotava diante de sua fúria. O rio, naquele lugar era longo e profundo, uma das fronteiras naturais que separava o clã McAlister dos dois clãs vizinhos: McDonald e McGregor. E era precisamente aquele lugar que fora testemunha e cenário de três violentas mortes.
O pequeno acampamento se encontrava ao lado de uma curva, onde o rio se adentrava na terra, rodeando-se de árvores e formando uma pequena clareira desobstruída, cujo elemento central era a fogueira que haviam encontrado.
Alec olhou ao seu homem de confiança, Iain. Enquanto coçava o forte queixo coberto por uma barba de dois dias, Iain permanecia de pé do outro lado da clareira, observando atentamente qualquer coisa que pudesse chamar sua atenção e os levasse a averiguar a identidade e o possível paradeiro dos assassinos daqueles ingleses.
Além desses três homens, uma dezena mais dos melhores guerreiros McDonald e McAlister observavam seus senhores. Cada um daqueles homens daria sem dúvida, a vida por seus líderes. Eram senhores poderosos.
O nome de Alec causava temor e admiração. O jovem laird demonstrava arrojo na batalha, mas tinha um caráter sombrio que incomodava ao próprio rei da Escócia. Por outro lado, Gabriel McDonald possuía, além de um grande sentido de humor, uma inteligência e astúcia quase sobrenaturais. E na sombra dos dois lairds se encontrava o diabo das Highlands: Iain. Ele era um homem a quem jamais se chegaria a conhecer, e um homem ao qual não se podia desafiar sem algumas consequências.
— Nada. — Gabriel McDonald se apressou a andar até o centro da clareira.
Alec seguiu seus passos aborrecido consigo mesmo por não encontrar uma resposta que parecia tão simples a princípio.
Naquela mesma manhã Gabriel aparecera na fortaleza McAlister sendo portador de estranhas notícias: Tinham sido encontrados três cadáveres na fronteira que delimitava ambos os clãs. Ninguém parecia ter visto nada, nem ouvido rumores sobre forasteiros naquelas terras altas.
Alec voltou a olhar de lado para Iain e o viu abaixar-se perto do fogo extinto, como Gabriel fizera antes. O temível guerreiro, seu melhor rastreador estava observando o terreno, as pegadas e os pequenos pontos de pressão sobre a terra, onde sem dúvida os homens deveriam ter permanecido dormindo antes de serem assassinados.
— Algo estranho? — Perguntou o laird McDonald. Iain assentiu e Gabriel se abaixou ao seu lado. — Aqui dormiu um homem.
Alec franziu o cenho. — E o que há de estranho nisso?
Iain ergueu as espessas sobrancelhas ruivas e Alec suspirou diante do gesto.
Como o silêncio de um homem podia exasperá-lo tanto era algo que Alec não podia compreender, contudo nada como as escassas palavras de Iain para impacientá-lo.
— É estranho Alec, porque há somente um.
— O que quer dizer?
— Bem, os três ingleses foram os atacantes ou nem sequer tiveram tempo de recostar-se para descansar quando aconteceu o ataque. Acredito mais no primeiro. — Assinalou o extremo da clareira a sua direita — Todas as pegadas se encontram ali. Vieram do sul.
— Ingleses. — Murmurou Gabriel.



21 de fevereiro de 2017

Coleção Barbara Cartland



À Procura de uma Noiva
Um Homem comum, culto e carinhoso. Era tudo que Vita desejava!
1815, Inglaterra
Ivor, marquês de Milverton, precisava de uma esposa, mas que não soubesse que era rico e nobre. Vestiu-se então como um camponês e começou a percorrer pequenas aldeias distante de Londres. O destino quis que ele encontrasse Vita, uma moça simples, porém descendente de nobres, e se apaixonasse perdidamente por ela. O amor foi recíproco e o pedido de casamento, aceito. Ivor, no entanto, sentiu-se temeroso de revelar sua verdadeira identidade a Vita, afinal, tudo o que ela menos desejava era unir-se a um nobre!

O Amor não se Compra
Em meio ao ódio de suas famílias dois jovens lutam pelo direito de amar.
Escócia, 1745.
Como chefe de clã, o duque de Barenlock precisava se casar para manter sua linhagem.
Porém, acalentava o desejo secreto de só se casar por amor. Foi quando conheceu lady Sheinna. Ela queria escapar de um noivado arranjado. Cúmplices, desafiaram a inimizade ancestral que havia entre suas famílias, anunciando que casariam. Porém, não sabiam que estavam se envolvendo numa batalha de final imprevisível.


"Coleção Barbara Cartland"
À Procura de de uma Noiva - 382
O Amor não se Compra - 392

Coleção Sissi



Viúva de Aluguel
Frio e determinado, o visconde de Doncastle obrigou lady Amélia a ir com ele para a pista de dança. Passou um braço pela delicada cintura, enquanto ela fechava os olhos tentando esquecer que aquele não era mais o seu amado Joseph. Seus passos combinavam, como no passado, mas suas vidas estavam separadas pelo terrível segredo que ela jurara não revelar e que a transformara de uma jovem feliz, cheia de esperanças, em uma mulher marcada, de má reputação…

Um Mal  chamado Amor
Ao descer a escada, a jovem lady Elizabeth viu lorde Anthony Russelford no hall. Ele mudara muito: de quase adolescente, tornara-se um homem alto, de ombros largos e fortes. Não fossem os olhos azuis, ainda tímidos, e o sorriso franco, teria certa dificuldade em reconhecê-lo. Ela corou diante do olhar intenso dele. Também crescera, não era mais a jovem inocente de anos atrás. E, naquele momento, prometeu a si mesma que lorde Anthony seria seu marido, por mais que tentasse escapar...

O Segredo de Lydia
O duque Gilbert de Canfield não podia entender a personalidade de Lydia Crenshaw. Em um momento ela era meiga, os olhos sinceros, carinhosos; em outro, era estranha e desafiante. Perturbado, ele não conseguia esquecer o beijo roubado que lhe incendiara o coração nem a imagem dela entre os rufiões bêbados. Ele não sabia quem era, de fato, a fascinante Lydia, mas sabia que a queria de qualquer jeito, mesmo que precisasse forçá-la ao casamento!

A Professorinha 
O marquês Richard de Jarred descobriu, surpreso, que era amor a deliciosa perturbação que a moça esguia, de longos cabelos castanhos e olhos azuis, lhe causava. Não a esquecia um só instante. Olivia Anthony também se apaixonou pelo marquês assim que fitou seus expressivos olhos negros. Mas precisava enfrentar a realidade: quando Richard de Jarred soubesse a verdade sobre o misterioso Jack, por quem ela sofria tanto, seu amor iria se transformar em ódio.









Pasta Bárbara Cartland: 
Coleção Sissi 
(relançamentos) 23-24-25-26