17 de dezembro de 2011

O Escandaloso Matrimônio de Lady Isabella

Serie Highland Pleasures

Lady Isabella Scranton escandalizou à sociedade londrino a noite de seu baile de apresentação ao fugir-se com o atrativo descarado lorde MAC Mackenzie. 

Depois de vários anos de turbulento matrimônio, voltou a escandalizar a todo mundo, nesta ocasião lhe abandonando. 
Quase quatro anos depois MAC se reformou, convertendo-se em um homem ainda mais carismático que antes, cuja única meta é recuperar a sua esposa; trazer a de volta a seu vida, a sua casa... e a sua cama. 
E está disposto a comportar-se como o irrepreensível cavalheiro que não é, se dessa maneira o consegue. Mas um perigo lhes espreita. 
Aparece em suas vidas um homem muito parecido fisicamente a MAC, capaz de imitar o peculiar estilo de suas pinturas, que quer lhe suplantar em todos os aspectos de sua vida e pretende inclusive lhe arrebatar a Isabella. 
Esse canalha vai pôr em perigo seu prestígio, sua fortuna e inclusive sua vida... 

Capítulo Um 

Setembro, 1881 
Isabella esperou no cabriolé enquanto seu lacaio batia na porta da mansão de lorde MAC Mackenzie, perguntando-se por enésima vez desde que saiu de casa se estaria obrando de maneira inteligente ao apresentar-se ali. 
Possivelmente MAC se partiu. Possivelmente aquele imprevisível homem se foi a Paris ou a Itália, onde o verão durava mais tempo. 
Comprovaria por seu conta o que tinha descoberto. Se, isso seria o mais prudente. 
Acabava de separar os lábios para lhe dizer ao lacaio que se detivera quando a enorme porta negra se abriu e apareceu Bellamy, o antigo boxeador que exercia de ajuda de câmara do MAC. 
A Isabella deu um tombo o coração. 
Sua presença indicava que MAC estava ali; jamais afastava-se muito dele. Bellamy estudou com atenção o interior do cabriolé e uma expressão de assombro impossível de dissimular atravessou sua cara cheia de cicatrizes. 
Ela não tinha retornado a essa casa desde dia em que a abandonou, fazia já três anos e meio.
—Milady? apoiou-se na musculosa mão que Bellamy lhe tendia para manter o equilíbrio enquanto descia do veículo. 
—Como vai seu joelho, Bellamy?— Perguntou. —Ainda usa o mesmo linimento? É muito esperar que meu este marido em casa? Enquanto falava, entrou na casa como se nada, dissimulando. 
—O joelho está muito melhor, milady. Obrigado. Milord está...— Bellamy vacilou. 
—Está pintando, milady. 
—Tão cedo? Que milagre!—Começou a subir as escadas a passo ligeiro, sem permitir-se pensar no que estava fazendo. 
Se se parava a repensar, fugiria dali todo o rápido e longe que pudesse. encerraria-se em algum lugar e não voltaria a sair. 
—Está no estudo? Não, não é necessário que me anuncie. Já subo eu sozinha. 
 —Mas... Milady...
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 Série Highland Pleasures
 1- A loucura de Lorde Ian Mackenzie
 2- O Escandaloso Matrimônio de Lady Isabella
3-4-5 - Grupo Tallionis.
Série Concluída

Escandaloso

Trilogia Irmãs Banning
Sem fortuna e com duas irmãs para cuidar, Gabriella Banning tinha assumido que seria uma solteirona para sempre. 
Mas o azar a impeliu a tomar uma decisão extrema e, inesperadamente, sua vida se veria sacudida pela paixão, a raiva e o desconcerto. 
Um homem teimoso e muito atraente, que se apresentaria como o conde Wickham, estava a ponto de cruzar seu caminho. 
Curiosamente, o mesmo nome de seu longínquo meio-irmão criado na Ásia. E, também, o mesmo cuja morte Gabriella teve conhecimento fazia só um par de dias.

Capítulo Um

— Lamento ser portador de más notícias, senhorita Gabby.
Lady Gabriella Banning pensou que, mais que lamentar, Jem Downes parecia profundamente angustiado devido à notícia pela qual havia atravessado um oceano e parte de dois continentes. Este fixou seus tristes e úmidos olhos castanhos nos olhos cinza de Gabby, que o olhava intrigada.
Atrás de Jem, o velho mordomo Stivers se inclinou e se retirou discretamente, fechando a porta com um suave clique. O cheiro a umidade que vertiam as roupas de Jem predominava sobre o leve aroma de enxofre do fogo de carvão e a vela que chispava junto ao cotovelo de Gabby. Jem sustentava o chapéu entre as mãos; suas roupas de viagem estavam cobertas de manchas úmidas e reluzentes das gotas de chuva devido ao tremendo toró que caía naquele momento. Suas botas e calça estavam manchadas de barro. Em circunstâncias normais, o velho criado que levava toda a vida a serviço da família jamais teria se atrevido a se apresentar dessa maneira diante dela. O fato de que não tivesse esperado o dia seguinte nem tivesse mudado de roupa indicava claramente seu estado de ânimo.
Quase inconscientemente, Gabby se preparou para receber o golpe.
Apertou os lábios e endireitou as costas até ficar sentada muito rígida atrás da enorme escrivaninha situada em um canto do escritório, onde havia se retirado depois do jantar para revisar as contas da casa. Até esse momento, sua maior preocupação era cortar alguns xelins dos gastos da propriedade, o qual já havia reduzido ao máximo. As palavras de Jem fizeram que o coração encolhesse e apagassem de sua mente a situação financeira da família. O único sinal externo de sua repentina ansiedade era a crispação da mão com que sustentava a pena. Consciente disto, Gabby deixou a pluma junto ao tinteiro e apoiou as mãos pálidas e finas sobre o livro de conta aberto diante dela.
Do lado de fora, os trovões descarregavam com tal violência que o fragor transpassava inclusive os robustos muros de Hawthorne Hall, semelhantes aos de uma fortaleza. De repente as chamas na lareira se encabritaram, sem dúvida porque deviam ter caído algumas gotas de chuva pela chaminé. Gabby interpretou o súbito trovejar e a intensificação da luz quase como um sinal prodigioso e reprimiu, não sem esforço, um calafrio.
« E agora o que? -pensou olhando Jem-. Deus Santo! E agora o que? » — Viu meu irmão?
Uma vida convivendo com o homem mais cruel que se pode imaginar havia mostrado a Gabby a necessidade de manter um aspecto impávido, por mais horrível que fosse a calamidade que se abatesse sobre ela. Seu tom era gélido.
— O conde está morto, senhorita Gabby.
Consciente da terrível importância dessa notícia, Jem espremeu nervoso seu chapéu até deixá-lo quase irreconhecível. E apesar de seus cinqüenta e tantos anos, seu cabelo curto e grisalho e seus traços proeminentes conservavam o corpo miúdo e esbelto do cavaleiro que havia sido antigamente. A postura que apresentava nesse instante, com a costa encurvada devido ao peso da notícia que devia comunicar a sua senhora, o fazia parecer mais baixo do que era.
Gabby emitiu um breve e profundo suspiro, como se tivessem lhe dado um soco. Estava preparada para que Marcus rechaçasse seu pedido ou inclusive a repreendesse por ter se atrevido a formulá-lo, assumindo que Marcus tivesse um caráter semelhante a seu pai. Mas não para isto. Marcus Banning, o meio-irmão de Gabby, quem como resultado da morte de seu pai há dezoito meses se converteu no sétimo conde de Wickham, tinha só seis anos mais que ela. Fazia dois meses, já que o novo conde não mostrava nenhuma pressa para ir á Inglaterra e reclamar sua herança. Gabby tinha enviado Jem com uma carta dirigida a seu irmão à ilha de Ceilán, onde Marcus passou boa parte de sua vida em uma plantação de chá de propriedade da família de sua mãe. Na carta, Gabby expôs a Marcus as circunstâncias o mais brevemente possível e lhe pedia permissão e recursos para levar sua irmã Claire a Londres e celebrar seu debut, adiado desde fazia muito tempo.

Trilogia Irmãs Banning
1 - Escandaloso
2 - Irresistível
3 - Coração Negro
Trilogia Concluída

Simplesmente Sedutor!

Geoffrey não admitirá ser derrotado pela petulante senhorita Wayborn, nem acusado de um crime que não cometeu. 
Se Juliet fosse homem, ele não hesitaria em acertar-lhe um belo soco no nariz. 
Porém, como sem dúvida nenhuma ela é mulher, e que mulher!... ele apela para a segunda melhor opção, que é beijá-ja. 
Ele a beija uma vez, e outra... E de repente, Geoffrey se surpreende desejando mais do que a vitória sobre a jovem que se declarou sua inimiga... 
Tudo o que ele quer, é que Juliet se renda a seu poder de sedução! 
Juliet Wayborn não hesita em se vingar do homem que agrediu seu irmão num beco de Londres, principalmente depois de saber quem foi o mandante. 
Na primeira oportunidade ela confronta o notório Geoffrey Swale. Mojs humilhá-lo em público é um pecado para o qual não existe perdão. 
Ele é o tipo de cavalheiro que não admite perder... Um homem que jura, com toda a frieza, desafiar cada tentativa dela de arruiná-lo... 
Um homem que se revela perigosamente... sedutor 


Capítulo Um 


Cary Wayborn era uma figura inconfundível. 
Trajava um paletó púrpura, com muitos botões dourados, e seu chapéu, também púrpura, tinha três bicos e era totalmente fora de moda. 
Não bastasse isso, as lentes de seus óculos eram esverdeadas. N
unca passaria despercebido, nem mesmo sob a densa neblina das noites de Londres. 
Foi, portanto, com muita facilidade que dois homens seguiram Wayborn sorrateiramente desde o clube, na St. James Street, de onde ele saíra em companhia do amigo Eustace Calverstock. Depois que os amigos se despediram, os dois indivíduos atacaram Wayborn por trás e o arrastaram até uma viela, a fim de completarem o serviço. 
Por ter bebido um pouco além da conta, Wayborn não conseguiu evitar a chuva de golpes que se seguiu ao primeiro ataque, e foi surrado até cair no chão, em estado de semi-inconsciência. 
Sua bengala estava fora de alcance. 
O braço esquerdo parecia quebrado, e apenas o retorno inesperado de Eustace salvou seu braço direito.
Correndo e gritando pelo vigilante noturno, Calverstock aproximou-se do amigo a tempo de ouvir um dos agressores falando com o inconfundível sotaque da periferia de Londres: 
— Um presente do meu senhor, lorde Swale, com a certeza de que Cary Wayborn não correrá com os seus alazões amanhã cedo! Cary ainda recebeu um último pontapé nas costelas, antes que os malfeitores desaparecessem em meio à neblina da noite. 
—Você ouviu, Stacy? — Wayborn gritou, caído no chão. — Swale mandou acabar comigo! 
— Ele pagará por isso — assegurou Stacy enquanto ajudava o amigo a sentar-se. 
O sangue escorria de um ferimento na cabeça de Cary. 
— Seu braço parece quebrado. 
— Eu sei. — Com a mão direita, Cary tentou desfazer o nó da gravata, talvez para improvisar uma tipóia. 
Antes que Stacy pudesse ajudá-lo, ouviram o sino do vigilante noturno. Stacy franziu o cenho. 
Viu o chapéu e a bengala de Cary jogados na rua, e correu para recolhê-los.
 — Ajude-me a levantar, pelo amor de Deus! — Cary gritou, apoiando a mão direita no chão. Com grande esforço, conseguiu ficar em pé. — Tire-me daqui antes que o vigilante... Ele se calou ao ver uma figura emergir da neblina, balançando uma lanterna. 
— O que aconteceu? — Nada de importante — Stacy disse com aspereza. — Pode ir. 
— Esse senhor não parece bem. Faltaria com a minha responsabilidade se... 
— Tem razão — Stacy interrompeu-o. — Meu amigo está doente. Caiu e bateu a cabeça. Vou levá-lo para casa. Boa noite. 
— Com Cary apoiado pesadamente em seu ombro, fez menção de afastar-se. — Espere um pouco, rapaz. Stacy praguejou em voz baixa e Cary forçou um sorriso. — Sim, vigilante? — Estes óculos são seus? Cary esticou a mão direita para pegar os óculos que, milagrosamente, estavam intactos. — Obrigado, vigilante — ele agradeceu com voz fraca, mas firme. — Apenas cumpri meu dever, senhor. 
— Sim, sim. — Stacy atirou-lhe uma moeda. Depois, sustentando com dificuldade um cambaleante Wayborn, saiu da viela e seguiu em direção a Piccadilly. — Você precisa de um médico. 
— Tem razão, eu preciso. Mas quando eu puser as mãos em Swale, ele precisará de um coveiro! — Para onde devo levá-lo? Não de volta ao White's, suponho. 
— Céus, não! Leve-me... para a minha irmã. Para... Julie 
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Bela e Culpada

Série Liga das Quartas-feiras

Para salvar sua reputação, primeiro tinha que destruí-la… 

Quando a acusaram de assassinar a uma cortesã que era estranhamente parecida com ela, Dianthe Lovejoy se viu obrigada a esconder-se. 
O único homem que podia protegê-la era seu inimigo, o reputado farrista e jogador lorde Geoffrey Morgan. 
Por culpa de uma dívida de honra, lorde Geoffrey não tinha outra opção que acolher à entremetida dama, mas quando se inteirou de seu plano de fazer-se passar por cortesã para desmascarar a um vilão, decidiu impedir tão ridícula idéia. 
Convencido de que assim conseguiria dissuadi-la, Geoffrey lhe ensinou a comportar-se como uma cortesã… mas o que descobriu foi que tinha encontrado à mulher perfeita… 

Capítulo Um 


18 de agosto de 1820 

Fragmentos de sombra desenhavam formas matizadas no caminho de seixos do Vauxhall Gardens. 
Ouviu-se um suspiro. Um gemido. Seria o vento? 
Dianthe não estava apreensiva, pois ela nunca tinha gostado de ficar sozinha na escuridão. 
Os objetos, reais ou imaginários, desapareceram com a próxima rajada de brisa. 
Avançou aos tropeções, convencida de que as suas amigas tinham percorrido aquele mesmo caminho para ver os fogos de artifícios junto ao rio, há pouco tempo. 
Teria se extraviado na escuridão? 
Os arbustos próximos rangeram e um calafrio de pânico lhe subiu pela coluna. 
Seria a aragem do córrego, ou seriam Hortense e Harriett que estavam voltando para junto dela? Ou possivelmente foi aquele mesmo desconhecido envolto em um manto escarlate em tropeçou a alguns momentos atrás? 
Não tinha podido lhe ver o rosto, mas o homem pareceu surpreender-se quando ela virou para olhar a mão que tinha lhe pego no braço, como se esperasse ver outra pessoa. 
Voltou a tropeçar e se apoiou em um tronco para recuperar o equilíbrio. 
 Os reflexos da lua projetavam uma mescla caleidoscópica de sombras e luzes entre os ramos e as folhas, mas dessa vez não havia nenhum engano. 
O objeto em que havia tropeçado era uma mulher. 
Parecia uma boneca esquecida no chão. 
Jazia de barriga para baixo e estava parcialmente coberta sob um arbusto de madressilva. Dianthe a reconheceu pelo vestido branco. Era quase idêntico ao dela, com o mesmo laço de cetim rosa que adornava o decote. 
Tinha visto essa mesma jovem ainda naquela tarde, junto à entrada. 
 E Hortense, até havia se desculpado com a jovem anteriormente, ao se dirigir a ela, por tê-las confundido, comentou ao vê-la. 
— “Meu Deus, Dianthe, ela poderia ser sua irmã gêmea” disse espantada.

Série Liga das Quartas-feiras
1 - Por Justiça ou por Amor
2 - A Dama da Noite
3 - Um Segredo de Natal
4 - A Vingança do Libertino
5 - O Herdeiro Perdido
6 - Bela e Culpada
Série Concluída

Paixão Um Longo Caminho



Ela lhe prometeu casamento... Mas ele queria seu amor!


Para escapar do padrasto cruel, Danielle de Bussy fugiu da França para a América do Norte, onde pretendia buscar abrigo com seu tio na Louisiana e conquistar sua independência. 


Mas encontrar o tio implicava numa difícil jornada através de terras inóspitas, e quando Alain Beauvoir insistiu em acompanhá-la, Danielle surpreendeu-se atraída por seu charmoso guia... 


Filho de um duque, Alain saiu de casa determinado a construir seu próprio futuro, ignorando os apelos do pai para que voltasse à França e se casasse com uma mulher que ele nunca vira. 
Ele queria escolher sua esposa, e a encantadora Danielle era uma escolha tentadora. 
Após a morte do tio, um casamento apenas no papel propiciaria proteção a Danielle, ela era a esposa que ele precisava... até que o desejo entre ambos se tornou irresistível... 


Capítulo Um 


Louisiana, Outono, 1720. 
Correndo pelo caminho de pedras, Danielle de Bussy esgueirou-se até o jardim antes que o marquês pudesse vê-la. 
Respirou fundo até acalmar o coração acelerado e sentou-se no banco para esperar. 
Ajeitou o vestido de tafetá rosa para que ficasse perfeita para Pierre. 
Havia demorado bastante tempo para se arrumar, escolhendo seu vestido favorito, com laços também rosa que envolviam sua cintura. 
Olhava ao redor ansiosa. Pierre chegaria a qualquer momento. 
Estaria diferente? Ainda a amava? Pediria sua mão ao marquês? 
Impaciente, fixou o olhar na cerca que a separava do castelo. Onde estava Pierre? 
A fria brisa varria folhas multicoloridas pelas pedras e Danielle, tentando ignorar o arrepio que penetrava em seu corpo, ergueu o xaile sobre os ombros, enquanto batia os pés no chão. 
Faria qualquer coisa por Pierre, a única pessoa que se importava com ela, além da irmã Mary Catherine. Assim que se tornasse esposa do futuro conde DuBois, deixaria para sempre o castelo Duchamp, e o marquês nunca mais controlaria sua vida. 
Os dois últimos anos só tinham sido suportáveis por suas visitas à igreja e pelas cartas de Pierre que agora estava de volta. 
Tudo ficaria bem. Sorriu, sentindo-se esperançosa pela primeira vez em muito tempo. 
— Ah, eu me lembro desse sorriso. Carreguei-o aqui por dois anos. — Pierre apontou o próprio peito.
Danielle levantou e o abraçou, distribuindo beijos pelo rosto bonito. 
O xale caiu sobre o banco, todo o frio foi esquecido diante do abraço quente. 
— Já estava começando a achar que havia sonhado com sua carta ou que Margot a tinha escrito para fazer uma brincadeira cruel. 
— Meu pai teve negócios de última hora em suas propriedades. Tive que esperar que terminasse. — Contou a seu pai? Pierre riu. — Sempre direta, tinha me esquecido disso. 
Danielle afastou-se para admirá-lo, cada contorno daquele belo rosto esculpido em sua memória. — Contou?
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Donzela de Lynch



Em seu leito nupcial, Druscilla espera ansiosa por Valdo, o belo marquês de Lynche que a tomara como esposa. Já é tarde, e ela teme que ele não apareça mais. 

"Com certeza, está em companhia de uma de suas ardorosas amantes!", pensa, entristecida. 
Enxergara tarde demais o amor que sempre nutrira por ele. Valdo, afinal, era diferente dos homens que tragicamente conhecera no passado. 
Não seria capaz de possuí-la à força. 

Sendo assim, que outra atitude esperar de seu marido, depois de tê-lo ameaçado de morte com uma pistola em retribuição aos beijos repletos de paixão que ele a presenteara após o casamento? 

Capítulo Um 

A porta se abriu e o marquês de Lynche entrou abruptamente na sala de estudos. 
Virando-se, deparou com uma moça que o fitava com o olhar assustado. — Não se aflija! — sussurrou ele, enquanto trancava a porta. — Vou me esconder aqui só por alguns minutos. 
Ao pronunciar essas palavras, o marquês notou que o rosto da jovem se tranqüilizava. Aproximando-se mais dela, constatou qualquer coisa de familiar no sorriso singelo, no olhar expressivo.
— Acho que a conheço! — ele exclamou enfim. — Por acaso já nos vimos antes? Mas era quase impossível isso ter acontecido! 
O marquês, alto, de ombros largos, muitíssimo atraente, vestia-se conforme a última moda; o paletó de cetim azul caía-lhe sem uma ruga, e a imaculada camisa denunciava a paciência de alguém que a pregueara num trabalho perfeito. 
A moça, por sua vez, tinha um aspecto bastante medíocre. 
Os cabelos puxados para trás formavam um coque na nuca. 
E seu traje, de fazenda muito barata, era escuro como o de uma criada. 
Ela continuou com o bordado que executava num vestido de crepe rosa-pálido. 
— Pensando bem, por que hei de conhecê-la? — o marquês se indagou novamente ao ver que não obteria resposta. 
A jovem o encarou mais uma vez, com olhos brilhantes agora. 
Eram olhos enormes que, à luz das velas, pareciam quase verdes. 
— Ah, já sei! — ele falou, admirado. — Você é Druscilla! Santo Deus! É a última pessoa que esperava encontrar aqui!
— Sinto-me honrada por constatar que me reconheceu, primo Valdo — respondeu ela, com modéstia. 
O marquês de Lynche pegou uma cadeira e sentou-se. 
— Druscilla, por tudo que é sagrado, juro que em várias ocasiões fiquei imaginando o que lhe teria acontecido. 
— Papai saiu de Lynche logo após a morte de sua mãe. Ele não se entendeu com a marquesa que ocupou a mansão posteriormente. 
— E quem se daria bem com ela? Mas para onde foram você e seu pai? 
— Para Ovington. Lá, meu pai morreu. 
— Meus pêsames, Druscilla. E o que faz neste lugar? 
— Sou governanta da filha de Sua Graça.
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Romance Em Alto Mar





Desiludida e atormentada, Crisa concorda em casar com o Senhor Silas P. Vanderhault, um influente milionário americano, a fim de salvar o seu pai, Sir Robert Royden, profundamente endividado e ameaçado de prisão. 


Porém, na noite do casamento, o seu marido entra em estado de coma, do qual nunca chegará a recuperar. 


Alguns meses depois, ao receber a herança, Crisa transforma-se numa das mulheres mais ricas da 


América, mas, para todos os efeitos, continua presa, pelo seu dinheiro, à Mansão dos Vanderhault, em Nova Iorque, onde se vê rodeada de familiares decididos a não a deixarem regressar a Inglaterra. 
Crisa consegue adivinhar que eles pretendem, a todo o custo, casá-la com um membro da família, e se vê envolvida, no alto mar, com um homem gravemente ferido por um assassino. 


Capítulo Um 


 1896 
 Crisa dirigiu-se à janela e olhou a Quinta Avenida. 
Não via o tráfego que passava lá em baixo, nem as casas de pedra castanha, enormes e feias, que se erguiam em frente da majestosa Mansão creme, de pedra calcária. 
Tinha sido construída à semelhança dos graciosos Castelos do Vale do Loire por Silas P. Vanderhault, por ocasião do seu primeiro casamento. 
Em vez disso, ela só via uma velha casa Senhorial. Fora a habitação dos Royden em Huntingdonshire, desde que Jaime criara o título de Baronete. 
Estava necessitando de obras urgentemente, os tijolos vermelhos precisava ser pintados, a madeira das empenas tinham apodrecido e faltavam vários vidros nas janelas. 
No entanto, para Crisa seria sempre o mais belo lugar do Mundo. 
As saudades que sentia doíam como se tivesse uma ferida no coração. 
Agora, perdera tanto a Mansão como o seu pai, e o pior é que sentia que tinha perdido, também, a juventude. 
Às vezes pensava que, naquela atmosfera tão luxuosa, naquelas ruas apinhadas e na agitação permanente de Nova Iorque, tinha envelhecido de um dia para o outro. 
Na verdade, celebrara os seus dezenove anos ainda na semana anterior. 
Dezenove anos apenas! 
No entanto, parecia que tinha vivido dezenove séculos, desde que casara com Silas P. Vanderhault. 
Fora a terceira esposa de um dos homens mais ricos da América. 
Ainda parecia mentira, a tal ponto custava a acreditar que tanto ele como o seu pai estavam mortos. 
Recordava-se perfeitamente do dia em que tudo acontecera.
Tinha saído sozinha, a cavalo. Desde a morte da mãe que o seu pai, como se não suportasse permanecer dentro da casa em que tinham sido tão felizes, ia constantemente a Londres.
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16 de dezembro de 2011

A Loucura De Lorde Ian Mackenzie

Série Highland Pleasures

Apresentamos-lhe à família Mackenzie: rica, poderosa, perigosa e excêntrica. 

Uma dama não podia ser vista em sua companhia sem que por isso ficasse empanada sua reputação. 

Rumores de violentas tragédias lhes rodeia, de amantes, de escuros apetites, de escândalos que têm alvoroçadas a Inglaterra e Escócia. 

O filho menor, Ian, conhecido como O louco Mackenzie, passou a maior parte de sua juventude em um manicômio, e todos estão de acordo em que, sem dúvida, é estranho.

Além disso, é duro e arrumado, e tem debilidade pela cerâmica Ming e as mulheres formosas. Beth Ackerley, viúva, recebeu recentemente uma fortuna. 
Disse que não deseja mais dores em sua vida. 
Sua infância não foi nada fácil; um pai alcoólatra, que conduziu a um asilo para pobres; uma mãe frágil, a que teve que cuidar até o dia de sua morte; uma suscetível dama, a que teve que fazer companhia todas as horas. 
Não, deseja tomar seu dinheiro e encontrar um pouco de paz, viajar, aprender arte, ficar cômoda e recordar com carinho o breve, embora feliz, matrimônio com seu defunto esposo. 
E então, Ian Mackenzie decide que é a ela a quem deseja… 

Capítulo Um 


Londres, 1881 

— Encontro uma enorme semelhança entre as taças da dinastia Ming e os peitos femininos—disse sir Lyndon Mather a Ian Mackenzie, que sustentava a taça em questão entre os dedos 
— Estas curvas generosas, a cremosa palidez. . . Não está de acordo comigo? Ian não acreditava que nenhuma mulher se sentisse adulada ao ser comparada com uma taça, assim nem sequer se incomodou em assentir com a cabeça. 
A delicada porcelana pertencia ao primeiro período da dinastia Ming e era tão fina que quase se percebia a luz através dela. 
No exterior da taça tinham três dragões de cor verde cinzenta e quatro crisântemos que pareciam flutuar no fundo. O pequeno recipiente só poderia albergar um peito minúsculo, mas isso era todo o longe que Ian estava disposto a chegar. —Mil libras — ofereceu.  O sorriso do Mather empalideceu. 
— Por favor, milord, eu pensei que éramos amigos. 
Ian se perguntou de onde teria tirado Mather essa ideia. 
— A taça vale mil libras. Passou o dedo pela borda um pouco danificada, desgastada por séculos de uso. Mather pareceu confuso, os olhos azuis brilharam com intensidade naquele rosto bonito. — Paguei mil e quinhentas por ela. Explique-me o que pretende. 
Não havia nada que explicar. 
Ian tinha percebido cada arranhão e imperfeição em menos de dez segundos e calculou mentalmente e tinha feito as contas em conformidade. 
Se Mather não conhecia o valor do que adquiria, que não se dedicasse a colecionar porcelana. 
Na vitrine de cristal de Mather havia ao menos cinco taças falsas e Ian estava seguro de que o homem não tinha nem ideia disso. 
Ian introduziu o nariz no interior da taça e aspirou ao limpo aroma que tinha sobrevivido a pesada fumaça dos charutos em casa do Mather. 
A taça era autêntica, formosa e ele queria possui-la. — Me ofereça ao menos o que paguei por ele — suplicou Mather com uma nota de pânico na voz 
— O vendedor me disse que o adquiria por um bom preço. — Mil libras — repetiu Ian.
— Maldito seja, homem! Estou a ponto de me casar. 
Ian recordou o anúncio no Times.
Recordava-o literalmente, porque todo o recordava literalmente: “Sir Lyndon Mather do St. Aubrey, Suffolk, anuncia seu compromisso matrimonial com a viúva do senhor Thomas Ackerley. As bodas se celebrará o dia vinte e sete de junho do presente ano no St. Aubrey, às dez da manhã.”. 
— Felicidades — disse Ian. — Com o que obtenha pela venda da taça eu gostaria de comprar um presente a minha noiva. 
Ian não apartou a vista da porcelana. — Por que não lhe dá de presente a taça? 
A vigorosa gargalhada do Mather ressonou na sala. — Meu querido amigo, as mulheres não entendem de porcelana. 
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Série Highland Pleasures
1- A Loucura de Lord Ian Mackenzie
2- O Escandaloso Matrimônio de Lady Isabella

Uma Convidada De Natal

Série Natal
Mariah Ellison, a irritável avó da série do inspetor Pitt, se vê forçada a passar o Natal em Romney Marshes com os Fielding.
Mas passar o Natal com eles era algo muito diferente do que estava acostumada. 
Quando chega uma prima da família, Maude Barrington, a avó se vê no limite de sua resistência. 
Maude parece uma pessoa um pouco fina, algo estranha e fascinante, embora se ocupe bem de não dizer a ninguém e manifestar em público um ligeiro desdém.
Mas quando ela aparece morta, a avó, tentando descobrir o que ocorreu, deverá enfrentar revelações surpreendentes sobre seu próprio passado. 
Uma visita natalina em Romney Marshes tem a combinação perfeita de mistério e crime na ambígua sociedade vitoriana, sem esquecer uma ração generosa de alegria natalina. 

Capítulo Um 


 — Nego-me! — disse indignada Mariah Ellison. Aquilo era intolerável.

 — Temo que não haja alternativa — respondeu Emily. Emily vestia um lindo vestido de cor verde água marinha, com amplas mangas na moda e uma saia que chegava até o chão. 
A delicada cor loira de seus cabelos a fazia parecer mais bonita do que era, e ter se casado com um homem rico dava certos ares de grande dama, acima de sua condição. 
— Claro que há alternativa! — respondeu em tom brusco sua avó, levantando os olhos e olhando-a fixamente de sua poltrona da sala — Sempre há alternativa. Pelo amor de Deus, por que quer ir à França? Só faltam oito dias para o Natal! 
— Na realidade, nove — corrigiu-a Emily — Nos convidaram para passar o Natal no vale do Loire. — Dá no mesmo que lugar da França seja. Em todo caso não é a Inglaterra. Teremos que cruzar o canal. A travessia será dura e nos poremos todos doentes. 
— Sei que será pesado para você — admitiu Emily— E a viagem de trem a Paris poderia ser aborrecida, e talvez fria nesta época do ano. 
— O que quer dizer com "talvez"? — replicou sua avó — Não cabe a menor duvida de que o será. 
— Então possivelmente seja melhor que não a tenham convidado — Emily esboçou um leve sorriso — Assim não terá que se incomodar em pensar como declinar com elegância o convite.
A avó tinha a clara suspeita de que aquilo era um sarcasmo de Emily. 
Também era consciente de algo desagradável e doloroso. 
— Devo deduzir que me deixará sozinha nesta casa durante o Natal, enquanto visita quem demônios sejam na França? — Tentou pôr voz zangada para não demonstrar que de repente se sentia abandonada.
—Claro que não, avó — disse Emily com bom humor— Seria muito deprimente para você. De qualquer maneira, não pode ficar aqui porque não haverá ninguém para cuidar de você.
— Não seja ridícula! — A sua avó voltou a mostrar o gênio — Esta casa está cheia de criados.

Série Natal
1 - Uma Viagem de Natal
2 - Uma Visita Natalina
3 - Uma Convidada de Natal
4 - Um Segredo de Natal
5 - A Christmas Beginning
6 - A Christmas Grace
7 - A Christmas Promise
8 - A Christmas Odissey
9 - A Christmas Homecoming
10 - A Christmas Garland
11 - A Christmas Hope
12 - A New York Christmas
13 - A Christmas Escape
14 - A Christmas Message
15 - A Christmas Return
16 - A Christmas Revelation

11 de dezembro de 2011

O Retorno do Cavaleiro

Série Guerreiros Imortais


Passado ou presente...? Sonho ou realidade...?

Depois de sua morte, em 1746, Black Maclean deixou para trás a reputação de homem cruel e desprezível, mas graças a uma poderosa feiticeira escocesa, ele recebeu uma segunda chance.

De repente, Maclean desperta de séculos de um sono profundo e se vê em mundo que ele não reconhece, e onde ninguém consegue vê-lo nem ouvi-lo...

Isto é, com exceção de uma pessoa...


As pesquisas para escrever um livro sobre um legendário chefe de clã do século XVIII levam Arabella Ryan à Escócia.
E agora, o próprio Black Maclean está invadindo os sonhos de Bella!
As carícias sensuais de seu misterioso e fantasmagórico amante não são mera fantasia, pois levam Bella aos píncaros de um êxtase que ela nunca imaginou ser possível.
Porém, o destino tem um motivo para reunir Maclean e Bella depois de tanto tempo... uma missão perigosa que poderá mudar a história e pôr à prova o poder do desejo e de um amor que transcendeu o tempo...

Capítulo Um

Fim do verão Chalé Drumaird. Dias atuais.
Estou esperando Maclean.
Bella estava sonhando. Sabia que era um sonho, mas parecia tão real!
Estava parada nas ruínas do Castelo Drumaird e havia alguém com ela.
Uma mulher muito idosa com um xale escocês verde cobrindo-lhe os cabelos brancos e deixando à mostra apenas a face cadavérica.
Tratava-se de uma bruxa, criatura comum da mitologia escocesa.
Bella sonhara com ela antes, mas aquela figura sempre estivera no limiar do sonho.
Distante. Que observava em silêncio.
Porém daquela vez, estava no centro do palco.
— Ele esteve ausente por duzentos e cinqüenta anos e agora está quase chegando em casa.
Enfim, este dia chegou. — A bruxa se inclinou mais para perto e Bella se encolheu, assustada. Não tinha dúvidas de que aquela não era uma criatura do mundo dos vivos, apesar do mau hálito. Nenhuma mulher negligenciaria o cuidado com a pele daquela forma.
— Traz com ele o perigo para todos nós, mas também a redenção se for bravo e afortunado.
Sim, ele está chegando. — A voz da bruxa se tornou maliciosa.
— O esplêndido e belo Maclean. Em bre¬ve. Muito em breve... — Bella estava despertando.
Porém, o rosto da bruxa ainda se encontrava pressionado contra o dela, recusando-se a deixá-la. — Deve tomar cuidado, Arabella Ryan — sussurrou ela.
— Com Maclean?
A bruxa deixou escapar uma risada.
— Oh, não! Mas há muito perigo. A porta foi violada e ela ainda não sabe.
— Ela? A quem está se referindo?
— Ela! A Fiosaiche. O portal foi violado e as criaturas do Umbral poderão passar. Deve tomar cuidado especialmente com o each-uisge, o terrível espírito das águas. Causará danos se puder.
Bella gemeu e abriu os olhos. Que sonho estranho!
Tinha tido sonhos vividos ultimamente, mas aquele não se assemelhara em nada a um sonho.
Ele está chegando...
Bella estremeceu. Pousou os pés no chão ao lado da cama e se queixou.
Estava frio. Na verdade, congelante. A versão montanhesa para aquecimento central falhara mais uma vez.
Movendo-se com rapidez, pegou o suéter e o vestiu pela cabeça, fazendo uma careta de dor, quando os cabelos longos e pretos se enrolaram no tecido.



Série Guerreiros Imortais
1 - O Retorno do Cavaleiro
2 - Os Segredos de Ravenswood
3 - Passions of the Ghost – Não foi publicado no Brasil

A Esposa Comprada

Em seus olhos havia promessas que não podiam ser ditas...

Território de Washington, 1864.

Os homens solteiros de Seattle ferviam de excitação!

Iria chegar um navio com um grupo de moças em busca de marido.
Ao desembarcar, Emily Kendall arrependeu-se de sua atitude arrojada e absurda de ir parar naquele fim de mundo.
Mas sua opinião mudou no momento em que conheceu Austin Matthews, o único homem na cidade que não estava interessado em comprar uma esposa...
Proprietário do saloon, Austin ficou fascinado por aquela donzela recatada, de olhos verdes como a primavera.
Mas não imaginava que Emily faria de sua vida uma aventura selvagem como o próprio Oeste!

Capítulo Um

Seattle, Território de Washington, maio de 1866.
"Querida Cassie,
Pelo que já lhe contei, você pode concluir por si mesma que, apesar de suas preocupações e daquele editorial horrível do Herald, o Sr. Mercer tem agido como um perfeito cavalheiro.
Devo admitir que estou sentindo o que tia Minnie chamaria de "palpitações", cada vez que penso em nossa chegada ao porto de Seattle, amanhã.
Mas tenho certeza de que esta será a aventura que eu venho esperando há tanto tempo.
Sinto saudades de todos. Beije as crianças por mim.
Sua irmã que a ama, Emily.
P.S.: Esqueci de trazer meus sapatos de chuva. Tente usá-los com jornal.
Se não servirem por você ser tão miúda, leve-os até o moinho e veja se algumas das garotas podem aproveitá-los. "

— Veja os cabelos daquela mulher parada no ancoradouro, Emily! Já viu algo parecido? — Não, Emily jamais vira algo assim em Lowell.
Mesmo porque, uma mulher como aquela seria sumariamente expulsa de Massachusetts.
Mas, agora, estavam no oeste e tudo seria diferente.
Em vez de responder a pergunta de Ida Mae, Emily inclinou-se sobre a amurada do navio. — Emily, não faça isso! — a amiga implorou. — Sabe que me sinto mal só de olhar!
Emily afastou-se da amurada e sorriu entusiasmada.
— Estamos mesmo aqui, Ida Mae! Finalmente, chegamos ao território de Washington!
Ida Mae lançou um olhar de dúvida para os edifícios desalinhados ao longo do cais.
Como tudo mais na movimentada cidade portuária da fronteira, haviam sido construídos com vistas à urgência e praticidade, em vez de atender às exigências estéticas.
A cidade parecia tão distante das ruas ordenadas e jardins bem cuidados de Lowell, quanto a Lua da Terra.
— Sim, estamos aqui, Emily...

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Uma Visita Natalina

Série Natal

Na Inglaterra vitoriana, as vésperas do Natal, a morte do irrepreensível juiz Dreghorn emociona o condado de Lake.
A versão oficial indica que morreu afogado ao tratar de cruzar um arroio no meio da noite.
Mas a viúva, que vê sua dor incrementada pelas difamações que um mal intencionado verte sobre seu marido, trata de esclarecer os fatos com a ajuda de Henry Rathbone, um amigo da família.
Tudo aponta que a morte do juiz e as calúnias de Gower — condenado por um caso de falsificação de documentos, estão inexplicavelmente unidas...

Capítulo Um

— Irá bem assim, senhor Rathbone? — perguntou solícito, o ancião.
Uma vez acomodado no cabriolé com a bagagem ao seu lado, Henry Rathbone recolocou a manta sob as pernas.
—Sim, obrigado, Wiggins — respondeu agradecido.
O vento era cortante já ali, na estação da ferrovia de Penrith, e sem dúvida aumentaria, ao longo dos dez quilômetros de trajeto, entre montanhas nevadas até o Ullswater.
Estavam aproximadamente em meados de dezembro e exatamente na metade do século.
Wiggins subiu na boleia e tocou o cavalo.
Aquelas alturas já sabia de cor o caminho, que tinha transitado quase diariamente em vida com Judah Dreghorn.
Essa era a desventurada razão pela qual Henry retornava a aquela rústica e maravilhosa terra que tanto amava e que tantas vezes tinha percorrido com Judah em outros tempos.
As mesmas cidades evocavam longas caminhadas pelas colinas, a relva hirsuta sob os pés, a brisa no rosto, e as paisagens que se estendiam até o infinito.
A imaginação lhe permitia ver as águas azuis pálido da lacuna de Stickle ante a cúpula de Pavey Ark, ou as colinas coroadas de neve do passo de Honister.
Quantas vezes tinham escalado o pico de Scafell, até o teto do mundo para depois sentar-se com as costas apoiada na cálida rocha, comer pão e queijo e beber vinho tinto, saboreando tudo, como se fosse alimento dos deuses?
Dois dias antes tinha recebido carta de Antonia, cuja letra era quase ilegível, dizendo que Judah havia falecido em um estúpido acidente.
Nem sequer se tinha produzido no lago ou durante uma das tempestades de neve que açoitavam o vale, mas nas pedras dispostas para atravessar o rio.
Henry contemplou o panorama que se abriu diante seus olhos ao sair do povoado e se dirigir pelo tortuoso caminho até o poente.
A cativante beleza da paisagem casava com sua disposição de ânimo.
As colinas se levantavam contra um céu limpo, a neve emitia brilhos deslumbrantes, branca nos picos, escurecida nos vales e enganosamente negra onde as rochas e as árvores apareciam por entre o vale.
Fazia dez anos que os quatro irmãos Dreghorn não estavam juntos em casa.


Série Natal
1 - Uma Viagem de Natal
2 - Uma Visita Natalina
3 - Uma Convidada de Natal
4 - Um Segredo de Natal
5 - A Christmas Beginning
6 - A Christmas Grace
7 - A Christmas Promise
8 - A Christmas Odissey
9 - A Christmas Homecoming
10 - A Christmas Garland
11 - A Christmas Hope
12 - A New York Christmas
13 - A Christmas Escape
14 - A Christmas Message
15 - A Christmas Return
16 - A Christmas Revelation

A Cigana


Inglaterra, 1817

Meu futuro em tuas mãos...

Anthony Kennington vive para se divertir, e amaldiçoa o dia em que terá de se casar e ter um herdeiro.

Mas ele não é homem de fugir do perigo, e ao encontrar uma linda cigana no bosque, perseguida por malfeitores, socorre-a sem vacilar...
E leva a jovem indefesa para o único lugar onde ela poderá se recuperar dos ferimentos... Sabrina fica chocada ao acordar num quarto luxuoso, sob os cuidados constantes de um cavalheiro atencioso.

Ela sabe que deve sair logo da casa de Anthony, pois embora sua vida ainda corra perigo, os braços do charmoso visconde podem representar um perigo ainda maior.
Se Sabrina se entregar ao desejo que sente por aquele homem sedutor, será renegada por seu povo. Mas como ignorar o futuro que ela vê escrito na palma da mão de Anthony?

Capítulo Um

1817 — Sussex
A criadinha se apressou pelo corredor, com uma trouxa de roupas de linho bem segura nos braços. Era uma das doze trouxas que precisavam ser lavadas nos próximos dois dias, e como a moça era nova na mansão, estava ansiosa para agradar sua senhora, cumprindo a tarefa sem atraso.
Ignorava que um par de olhos verdes e sensuais perscrutava o corredor em busca de diversão. Esses olhos pousaram sobre o rosto fresco e angelical da criada e brilharam ao percorrer as for¬mas arredondadas de seu corpo firme.
Lorde Anthony Kennington, terceiro visconde Hastings, não resistiu ao desejo de piscar um olho de modo sugestivo, e enviar um sorriso encantador para a jovem criatura.
E a criada também não resistiu à tentação e afundou as faces coradas em sua trouxa de roupa.
Ambos se cruzaram em silêncio no corredor, e só quando a moça já estava distante, Anthony se permitiu soltar uma risada.
Era Meg, não? Ou talvez Mary?
Não lembrava seu nome, mas a jovem lhe proporcionara uma boa diversão na noite anterior, quando a encontrara, sozinha, espanando os móveis da biblioteca.
Já que seu pai passava a maior parte do dia trancado nesse cômodo, a criadagem só tinha a noite para realizar suas tarefas ali, e Anthony agradecia essa quebra na rotina doméstica.
Sem dúvida que Mary-Meg era uma garota disponível para uma travessura, e após algumas palavras sussurradas em seu ouvido, os dois logo se viram abraçados e arfantes, em uma posição estranha, sobre a escrivaninha de mogno da biblioteca.
Ah! Retornar ao campo!
Precisava procurar Mary-Meg outra vez... duas vezes, se tivesse tempo.
Uma jovem tão ansiosa e dis¬posta ao sexo era difícil de encontrar entre as espessas paredes das mansões londrinas.
As botas de Anthony produziam um rumor agradável, e as abas de seu paletó, que alcançavam os tornozelos, adejavam, quando abriu a porta da sala de visitas.
Lady Ashley Winthrop baixou o trabalho de agulha sobre o colo, e lançou seus olhos também verdes sobre o visconde.
— Pode me dizer o que acha tão engraçado?
As lembranças sobre a sensual Mary-Meg pensou Anthony, percebendo que ainda sorria.
Mas tratou de afastar os pensamentos traquinas para responder com prudência.
— Bem, a visão de seu tricô, é claro.
Ashley franziu os lábios, e o gesto austero fez Anthony sorrir ainda mais.
Fechou a porta e se aproximou de sua irmã gêmea, beijando-a na face.
Sentou-se na poltrona em frente para observar seus movimentos com as agulhas.
— Tentando um novo passatempo, Ash?

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Amável Tirano







James Malory, a ovelha negra de uma família orgulhosa e tempestuosa, jurara que mulher alguma o levaria ao altar.

Mas, em alto-mar, nem ele imaginaria ser derrotado por ela, a inocente Georgina Anderson, cujo amor pela liberdade rivalizava com o seu próprio, e por uma torrente irresistível e inesperada de paixão, que ameaçava engolir a ambos...




Capítulo Um

Londres, 1818

Georgina Anderson segurou a colher por trás, colocou um dos rabanetes descascados do prato no lado côncavo do talher, puxou-o pela extremidade em sua própria direção e disparou o rabanete pelo quarto.
Não acertou a barata gorda em que estivera mirando, mas chegou bem perto.
O rabanete espatifou-se contra a parede a centímetros do alvo, fazendo o inseto sair correndo em busca da fenda mais próxima. Objetivo alcançado.
Contanto que não visse aqueles monstrinhos, podia fingir que não estava dividindo acomodações com eles.
Voltou-se para o jantar parcialmente ingerido, fitou por um momento a comida, depois afastou o prato com uma careta.
O que não daria por uma das suculentas refeições de sete pratos de Hannah naquela hora!
Depois de doze anos como cozinheira dos Anderson, Hannah sabia exatamente o que agradava a cada membro da família, e Georgina vinha sonhando com a sua comida há semanas, o que não era de surpreender depois de um mês de rancho de navio.
Só fizera uma refeição decente desde que tinham chegado à Inglaterra, há cinco dias, na noite do desembarque, quando Mac a levara a um bom restaurante pouco depois de se terem registrado no Albany Hotel.
Mas tiveram que deixá-lo no dia seguinte para acomodações muito mais baratas.
Quando voltaram ao Albany naquela primeira noite, descobriram que todo o seu dinheiro fora roubado dos baús.
Georgie, como era chamada carinhosamente pelos amigos e familiares, não podia, em sã consciência, considerar o hotel responsável.
Afinal, ela e Mac haviam reservado quartos separados, que sequer ficavam no mesmo andar.
O mais provável é que o roubo tivesse ocorrido quando os baús estavam juntos naquela longa viagem das docas do East End até Piccadilly, no West End, onde ficava o prestigioso Albany.
Os baús haviam sido amarrados no alto da carruagem alugada próximo ao cocheiro e seu ajudante, enquanto ela e Mac desfrutavam alegremente da sua primeira visão da capital Londrina.
Na verdade, porém, os contratempos tiveram início muito antes.

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Uma Viagem de Natal

Série Natal
Desponta o inverno e em uma esplêndida casa rural inglesa se celebra uma festa ao abrigo do frio, entre candelabros, ramalhetes de azevinho e bom vinho.
É o pior cenário para o infortúnio, e ninguém, nem sequer a intuitiva aristocrata Vespasia Cumming-Gould, poderia ter previsto uma tragédia que mergulha em brumas o ambiente festivo.
A jovem Gwendolen Kilmuir se suicida e a outra, Isobel Alvie, se culpa dos fatos: de sua boca saiu um comentário amargo sobre o compromisso da falecida com um rico herdeiro.
O mistério, entretanto, envolve a carta que Gwendolen escreveu antes de dar fim a sua vida.
É Isobel quem, sentindo-se culpada, parte para Escócia em companhia de sua amiga Vespasia para entregar o documento à mãe de Gwendolen e assim procurar o perdão e poder emendar sua funesta conduta.
Mas durante a longa viagem, Vespasia irá descobrindo alguns segredos sobre a vítima que a levarão a compreender a escura verdade que se escondia atrás da tragédia.

Capítulo Um

Lady Vespasia Cumming-Gould vacilou um momento ao final da escada.
Applecross, em Berkshire, era uma dessas magníficas casas de campo em que se descia por uma longa escada curva de mármore até desembocar em um imenso vestíbulo, onde naquele momento se agrupava os convidados, a espera que anunciassem à hora do jantar.
Um após o outro, os reunidos foram levantando a vista.
Esperar todos teria sido uma amostra de presunção.
Vespasia ia vestida de seda cinza pérola, um tom que nem a todo mundo assentava bem, mas o próprio príncipe Albert tinha afirmado que ela era a mulher mais bonita da Europa, com seu glorioso cabelo e os ossos deliciosos.
Um comentário que não tinha feito a menor graça à rainha, provavelmente porque era verdade.
Mas não se tratava de uma festa da realeza, mas de uma simples reunião de fim de semana a princípios de dezembro.
A temporada londrina, com sua agitada vida social, tinha terminado, e os proprietários de casas de campo tinham voltado para elas com a vista posta no Natal.
Corriam rumores de uma possível guerra na Crimeia, mas, além disso, a segunda metade do século só era testemunha de grandes progressos e prosperidade, no seio de um império que abrangia todo o globo.
Omegus Jones se aproximou do pé da escada para receber a sua convidada.
Não só era o anfitrião perfeito, mas também um amigo há vários anos, embora já estivesse entrado nos cinquenta, e Vespasia mal acabava de completar os trinta. Seu marido, mais velho que ela, foi o primeiro dos dois a quem tinha conhecido. Seus filhos estavam na casa de Londres, bem seguros.
― Minha querida Vespasia, está muito bela, ―disse Omegus com um sorriso de desculpa― do qual é muito consciente, assim faça-me o favor de não insultar a minha inteligência fingindo surpresa ou, pior ainda, negando a realidade.
Era um homem magro de expressão irônica, com senso de humor, e uma elegância natural tão evidente em um caminho rural como em um salão de Londres.
― Obrigada.


Série Natal
1 - Uma Viagem de Natal
2 - Uma Visita Natalina
3 - Uma Convidada de Natal
4 - Um Segredo de Natal
5 - A Christmas Beginning
6 - A Christmas Grace
7 - A Christmas Promise
8 - A Christmas Odissey
9 - A Christmas Homecoming
10 - A Christmas Garland
11 - A Christmas Hope
12 - A New York Christmas
13 - A Christmas Escape
14 - A Christmas Message
15 - A Christmas Return
16 - A Christmas Revelation

O Danúbio Ao Entardecer






Violinos ciganos vibravam enchendo o ar com uma doce melodia.

O Príncipe Miklós enlaçou Aletha pela cintura e conduziu-a para o jardim.
Depois de envolvê-la com um olhar, disse: —Queria ensinar-lhe tudo sobre o amor. Não o que você conheceria num casamento por conveniência na Inglaterra mas aquele ardente e irresistível da Hungria. Entretanto não posso desposá-la. Você não é nobre e jamais ousaria torná-la minha amante!

Com o coração partido, Aletha viu seus sonhos caírem por terra na Hungria, terra de amor e sonhos.
Aletha resistirá a tal fascínio?

Capítulo Um

1878
A manhã estava tão maravilhosa que Lady Aletha Ling decidiu cavalgar por mais tempo do que o habitual.
Dando-se conta de que estava atrasada para o desjejum, dirigiu-se depressa para casa e, ao entrar na sala onde o pai já se encontrava, desculpou-se,
— Sinto muito pelo atraso, papai. Confesso que sentia-me tão bem cavalgando nesta manhã ensolarada que me esqueci das horas.
O Duque de Buclington sorriu para a filha, que, aliviada, notou que ele não ficara aborrecido com seu atraso.
Na verdade o pai mostrava-se tão satisfeito que a filha ficou imaginando qual poderia ser o motivo daquela satisfação.
Indo ao aparador, Aletha serviu-se, escolhendo um pouco de cada um dos pratos, que continham peixe, salsichas, rins, ovos e cogumelos frescos.
— Recebi uma notícia auspiciosa, minha filha! — o Duque participou, assim que Aletha sentou-se à mesa.
— Boa notícia, papai? De quem? — a filha perguntou, depondo o garfo no prato.
— A Imperatriz da Áustria escreveu-me.
— Isto quer dizer que ela aceitou o seu convite?
— Aceitou — o Duque respondeu com satisfação
— Sua Majestade virá passar uma semana aqui nesta propriedade, depois irá para Cottesbrook Park, em Northamptoshire.
— Então ela irá caçar no centro de caçadas de Pytchley!
— Sim. O Conde Spencer ficará encantado!

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Num Passe De Mágica






Como alguém pode maltratar um anjo como você, Ula?

Sob a proteção da Duquesa de Wrexham, a jovem e doce Ula Forde seria apresentada à alta sociedade londrina.

Como num conto de fadas, ela ganharia os mais belos vestidos, e seu baile de debutante seria o mais lindo que alguém poderia sonhar.

Tudo isso, porém, sob uma única condição, que ela suplantasse em beleza e encanto sua prima

Sarah, tornando-se, em vez dela, a “incomparável” da temporada e satisfazendo assim a sede de vingança do belo “Drogo”, o rico e disputado Marquês de Raventhorpe.

Capítulo Um

1818
Quem quer que visse o Marquês de Raventhorpe dirigindo seu faetonte ficaria impressionado.
Com uma cartola sobre os cabelos escuros, o casaco de tecido grosso e estriado, muito bem assentado e impecável, o plastrom amarrado num estilo inovador não conhecido nos círculos de St. James, o Marquês era, sem dúvida, o supra-sumo da elegância.
Grande parte dessa elegância, entretanto, era devida à arte e à categoria de Weston, alfaiate excelente que conferia às roupas do Marquês um caimento perfeito, apesar do corpo musculoso que Raventhorpe conseguira como pugilista respeitado na Academia Jackson’s.
Suas botas reluziam como espelho e cobriam as pernas fortes, acostumadas a caminhar milhas caçando pássaros em suas terras.
Possuidor de muitas propriedades e Senhor de grande fortuna, sendo, além disso, um homem tão bonito que fazia todas as mulheres da alta sociedade ansiarem por sua atenção, o Marquês devia, certamente, adorar a vida, ou, pelo menos, estar contente com ela.
Entretanto, ocorria o contrário, as linhas dos dois lados de seus lábios firmes revelavam certo ceticismo, e o olhar lânguido, apesar de dar-lhe charme, fazia-o parecer desiludido e, ao mesmo tempo, irônico.
O Marquês não ignorava que, enquanto os jovens dândis copiavam suas maneiras e seu modo de trajar-se, os Cavalheiros mais velhos de seu clube meneavam a cabeça e diziam que aquela atitude arrogante e aquele ar de Condescendência revelavam excesso de dinheiro, de conforto e falta de responsabilidade.
No entanto, mesmo sabendo das críticas que eram feitas, o Marquês fazia questão de ignorá-las e vivia como desejava, ganhava todas as corridas de cavalos mais importantes e dirigia sua Mansão ancestral com organização tão perfeita que chegava a irritar o Príncipe Regente.
Este, na última vez em que se hospedara em casa do Marquês, dissera,
— Não consigo entender como posso ter em sua casa um tratamento bem melhor do que na minha, comida muito mais saborosa, mais atenção e, sem dúvida, melhor vinho.

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A Canção De Annie



Alex Montgomery ficou horrorizado ao descobrir que seu irmão forçou uma moça indefesa.

Atormentado pela culpa, Alex se casa com ela e pretende criar o filho que leva em seu ventre.
A pouco tempo do casamento, Alex descobre que Annie Trimble, a filha “boba” de um juiz
local, não sofre nenhuma incapacidade mental, mas sim padece de surdez.
Enquanto Alex aprende a comunicar-se com Annie, desperta uma parte inexplorada da moça e lhe mostra um mundo do amor.

Prólogo
Hooperville, Oregón.
Domingo 6 de abril de 1890.

Quando Douglas Montgomery estava sóbrio, sua companhia era suportável; mas quando bebia Alan Dristol sentia medo dele.
Alan não tinha explicação do porque. Que ele soubesse Douglas nunca fez nada verdadeiramente mal a ninguém.
Mas mesmo assim pressentia, sem poder evitar, que poderia chegar a fazê-lo. Este era um pensamento perturbador, pois obrigava Alan a examinar sua própria personalidade.
Se Douglas não lhe parecesse todo simpático, por que se relacionava com ele?
E, ainda mais, por que bebia com ele? Eram perguntas que Alan se fez milhares de vezes, e a resposta, embora não gostasse de reconhecer, era que não se atrevia a lhe dizer não...
Uma palavra tão simples como “não”!
Mas dizer a alguém como Douglas não era nada simples.
Depois de obrigar seu cavalo para que diminuísse o passo, Alan entreabriu os olhos frente ao forte sol matutino para observar as costas dos quatro companheiros que cavalgavam adiante dele. Douglas Montgomery, mais alto e largo de costas que outros, encabeçava o grupo.
Como querendo deixar em relevo sua autoridade, cravava com frequência as esporas no cavalo e sacudia continuamente as rédeas da pobre besta.
Alan quase sentia náuseas ao pensar em semelhantes maus tratos.
Era um cavalo obediente e não havia nenhuma necessidade de que Douglas o tratasse com crueldade.
Logo, Alan dirigiu o olhar para James Radwick, Roddy Simms e Sam Peck, os outros três jovens que estavam adiante dele.
Eram seus melhores amigos desde que se lembrava e acreditava conhecê-los quase tão bem como a si mesmo.
Suspeitava que temessem Douglas tanto como ele.
Que pena davam!
Na noite anterior esqueceram tudo o que alguma vez aprenderam para seguirem Douglas como obedientes cordeirinhos, ou como estúpidos escravos: foram com ele aos bordéis e logo afogaram os remorsos em álcool.
Mas as fortes dores de cabeça que sentiam naquele momento os faziam pagar caro por sua debilidade. Deus santo!

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Desafio Irresistível

Trilogia Sons of Scandal
Um pacto perigoso

Grace Banbury está indignada.
Sua própria mãe a ofereceu como pagamento para o cavalheiro que ganhasse um arriscado jogo de cartas.
E agora, o vencedor está pronto para reivindicar seu prêmio.Grace, porém, tem outros planos...
Membro de uma família propensa a escândalos, Daniel Throckmorten não se interessa por moças virgens e recatadas.
Mas é impossível negar a atração que a bela Grace lhe desperta, e mais ainda recusar a irresistível aposta que ela lhe propõe: que ele faça o que puder para seduzi-la, enquanto ela fará de tudo para resistir.

Se for bem-sucedida, Grace terá dinheiro suficiente para garantir seu futuro.
Se Daniel for o vencedor, Grace será dele.
Daniel nunca se sentiu tão tentado, nem tão determinado a ganhar uma aposta...

Londres, 1845

Quase sem fôlego, Grace Banbury fechou com força a porta de entrada da residência do irmão, em Londres.
Tinha permanecido lá fora, batendo, aflita, por longos minutos sem que ninguém viesse atendê-la.
Rogando a Deus que a ajudasse, virou a maçaneta e descobriu, aliviada, que a porta estava destrancada. Entrou depressa e passou a chave na fechadura.
Enfim estava em segurança.
Livrando-se do casaco, avaliou os riscos que correra.
Havia deixado a casa de campo da família às pressas, sem ao menos ter tido o cuidado de trazer consigo a dama de companhia e, pela primeira vez na vida, viajara até Londres numa carruagem de aluguel.
Fechou os olhos e respirou fundo, na tentativa de acalmar-se.
Mas o que diria seu irmão, Edward, ao saber que a mãe tinha apostado tanto a residência de Londres quanto a casa de campo da família num jogo de cartas e perdido?
Não podendo suportar a humilhação, a mãe havia fugido na noite anterior, sem deixar pistas do atual paradeiro.
Tudo o que Grace encontrara tinha sido um bilhete, no qual a mãe prometia ganhar dinheiro suficiente para readquirir o que havia perdido.
Uma sensação de náusea a dominou.
O futuro se tornara um indecifrável enigma, que a engoliria caso esmorecesse. Mais sensato seria se preocupar com uma coisa por vez.
Como a mãe podia haver traído a ela e Edward?
Tendo sido casada com um genuíno cavalheiro durante muitos anos, deveria se portar como uma dama.
Todavia, em suas lembranças, Grace recordava-se de que a mãe jamais conseguira se manter longe dos riscos e da excitação dos jogos de cartas por muito tempo.
Um estranho a havia desafiado a apostar tudo o que possuía.
O pai de Grace tinha conseguido manter legalmente fora do acesso da esposa um pequeno dote para a filha, que só poderia dispor do benefício por ocasião de seu casamento.
Grace sempre sonhara se casar por amor e ser bem-sucedida no que os pais haviam fracassado. Porém, estava disposta a comprometer suas expectativas.
Se necessário, buscaria segurança, trabalhando como dama de companhia.
Mas e quanto a seu irmão?
Ele era um cavalheiro, e as duas casas que a mãe dera para pagar as dívidas de jogo pertenciam a Edward. Como ele viveria dali em diante? Quem iria querer se casar com ele?
A residência de Edward estava assustadoramente silenciosa.
Ninguém viera atender à porta, e o irmão devia ter saído para se entreter na noite. Grace só podia supor que a casa estava deserta.
Como era possível?
A luz de uma lamparina tremulava sobre a mesa no hall de entrada, lançando sombras sobre as paredes nuas.
Agora que Grace tinha se livrado de suas inúteis emoções, constatava que havia algo estranho por ali. Apanhando a lamparina, pôs-se a caminhar.
Ao cruzar a primeira porta, encontrou mais um cômodo de paredes nuas.
Os únicos móveis que havia eram uma mesa de jantar e cadeiras, além de uma cristaleira vazia.
O que teria acontecido a tudo que possuíam, as pinturas preciosas que o pai adquirira em viagens à Europa, a porcelana finíssima?


Trilogia Sons of Scandal
1 - Desafio Irresistível
2 - O Segredo do Duque
3 - Um Impostor em Minha Cama
Trilogia Concluída

9 de dezembro de 2011

Flores Na Tempestade







Christian era um dos homens mais brilhantes e sedutores da alta sociedade inglesa.

Um libertino que despertava paixões avassaladoras até que um trágico ataque o condena a um mundo de silêncio, sombras e de loucura.
Christian perde a capacidade de falar e a família coloca-o num sanatório, crente de que perdeu a razão.
Maddy, de nascimento modesto e com uma alma simples e generosa, fica presa a este homem que lhe desperta sensações novas.
Um homem que oscila entre a raiva e a frustração de estar preso ao silêncio, que a repele, mas que necessita da sua atenção e do seu carinho para o tirar daquele tormento solitário.
A amizade que nasce entre os dois transforma-se num amor arrebatador.
Fonte de necessidade, desejo … e de uma paixão redentora.

Capítulo Um

-Ainda acho que é impossível. Sem dúvida que vou continuar a achá-lo. Como é possível que alguém como tu, pai, espere vir a receber a devida consideração de uma pessoa com a sua... - Archimedea Timms interrompeu-se, à procura da palavra adequada -... com a sua posição?
- Terás a amabilidade de me servir uma chávena de chá, Maddy? - pediu-lhe o pai naquele tom de voz tão aprazível que não dava azo a que ninguém começasse uma discussão a sério.
- Para começar, é duque - prosseguiu ela por cima do ombro enquanto atravessava a sala de jantar à procura de Geraldine, já que a campainha da sala não funcionava.
O tempo que demorou a encontrar a criada, a certificar-se de que a água era posta a ferver, e voltar para o salão não foi suficiente para que esquecesse a sequência dos pensamentos.
- É impossível imaginar que um duque leve a sério assuntos desta natureza... tens o quadrado junto da mão direita, pai... já que ficou bem claro que durante a semana passada não preparou a sua integração.
- Não deverias impacientar-te, Maddy. Estas coisas têm que ser feitas com um enorme cuidado. Está a perder o seu tempo e eu admiro-o por isso. - O pai procurou com os dedos o pedaço de madeira cortada com o formato do número dois e colocou-o no lugar correspondente para que fosse o expoente de «s».
- Ele não está a perder tempo, gasta-o sem se importar. Sai continuamente e dedica-se aos prazeres mundanos. Não tem a mínima consideração nem pela tua reputação, nem pela sua.
O pai sorriu e olhou em frente, enquanto procurava o sinal de multiplicar e o juntava à sequência de letras e números de madeira que colocara sobre a toalha de baeta vermelha, os dedos a percorrer os blocos até os reconhecer pelo tacto.
- Tens a certeza absoluta desses prazeres mundanos, Maddy?
- Basta ler os jornais. Durante toda a Primavera não houve um único acontecimento social em que não tenha estado presente. E a apresentação do vosso tratado matemático conjunto na tarde do Terceiro Dia? Já percebi que terei de ser eu a cancelá-lo, porque ele nem me lembrará de o fazer. O presidente Milner ficará muitíssimo ofendido, e com toda a razão, porque quem substituirá Jervaulx no estrado?

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