12 de fevereiro de 2012

Uma Atração Impossível

Dinastia Warenne
Depois da morte de sua mãe, Alexandra Bolton renunciou ao amor para cuidar de sua família. 

Agora, com o bom nome da família Bolton em um escândalo por culpa dos vícios de seu pai, casar-se com um velho latifundiário parecia ser a única maneira que Alexandra tinha de salvar sua família da ruína mais absoluta. 

Mas não contava conhecer o duque de Clarewood, e que as paixões e os sonhos do passado despertassem em seu interior. 
Mesmo assim, nunca poderia aceitar a desonesta proposta desse homem, embora fosse o membro mais rico e poderoso da aristocracia. 
Depois de sofrer uma infância marcada pelo infeliz casamento de seus pais, o duque de Clarewood tinha jurado que não se casaria nunca. 
Mas Alexandra Bolton conseguia atraí-lo como nenhuma mulher antes dela o tinha feito e também se empenhava em recusá-lo, algo ao que não estava absolutamente acostumado. 
Clarewood sempre conseguia o que desejava, mas a chegada de Alexandra a sua vida implicava mudanças para o que não sabia se estava preparado. 
Quando a paixão por fim os uniu, um terrível segredo ameaçaria separando-os para sempre...

Comentário revisora Lica : Bom... Sou suspeita em deixar meu comentário sobre este livro, pois desde que fiz a revisão do livro Sir Rex, fiquei fã da série, assim quando ele chegou as minhas mãos para a leitura final, apesar de estar sem tempo até para ler, não pude resistir! 

Valeu a pena cada segundo, amei o Stephen, apesar de parecer frio, calculista e cruel, desde o começo já se percebe que é tudo fachada, por trás de tudo existe um homem inseguro sobre o amor, acreditando que todas só querem o Duque, não o homem. 
Alem de ter vivido uma infância sem amor, vive sem acreditar nele, até conhecer Alexandra, uma mulher forte e honrada, só mesmo uma mulher como ela para suportar as provações que este amor a faz enfrentar. 
Amei! Valeu muito a pena! Obrigada por este presente! 

Capítulo Um 


— Não posso me permitir tê-la aqui — disse o barão de Edgemont. Alexandra Bolton olhou surpreendida ao seu desalinhado e sombrio pai. 

Tinha feito com que chamassem a ela e suas irmãs, para que se reunissem com ele na pequena e desordenada biblioteca onde estava acostumada encerrar-se para ler. 
 Estranhou que parecesse estar sóbrio. 
Depois de tudo, já eram mais das quatro da tarde. Por isso custou ainda mais entender suas palavras.
— Sei que nossa situação econômica é algo precária — ela comentou com um sorriso. 
— Estou aceitando mais trabalhos e, com o que consigo, acredito que poderei ganhar uma libra mais à semana. 
 — É igual a sua mãe, Alexandra — respondeu seu pai. 
— Ela também era infatigável e sempre se empenhava em me convencer de que tudo ia bem. Fez assim até o dia de sua morte. 
 Afastou-se delas para sentar-se atrás de sua mesa de escritório. 
A poltrona também era muito velha e tinha uma perna quebrada. 
 Estava cada vez mais nervosa. Trabalhou muito duro para conseguir sustentar à família desde que sua mãe morreu. 
E não foi fácil. Seu pai gastava muito dinheiro em bebida e no jogo, algo que sua mãe podia controlar, mas ela não. 
Recordou então que a última vez que seu pai requisitou a presença de suas filhas na biblioteca foi para lhes contar que sua mãe tinha uma grave enfermidade. 
Até então, Elizabeth já estava há muito tempo consumindo-se diante de seus olhos. 
A notícia lhes quebrou o coração, mas não fora nenhuma surpresa. 
 Já estavam há nove anos sem sua mãe. 
Após sua morte, seu pai perdeu o controle de sua vida por completo e caiu em todo tipo de vícios. Corey tinha uma personalidade tempestuosa e fazia o que queria quando Alexandra não estava controlando-a. 
Olivia isolou-se em seu mundo de aquarelas e lápis. Embora parecesse feliz, sabia que não era. 
A própria Alexandra passava por momentos muito duros.
Havia renunciado ao amor verdadeiro para cuidar de sua família, mas não se arrependia. 
 — Bom, alguém tem que estar alegre nesta casa — lhes disse então Alexandra com um sorriso mais firme. 
— Pode ser que não tenhamos muito dinheiro, mas possuímos uma bonita casa, embora necessite algumas reparações. Também temos roupa que pôr e comida na mesa. Poderíamos estar muito pior. 
 Corey, que só tinha dezesseis anos, esteve a ponto de voltar a rir ao escutá-la. 
A verdade era que todos os tapetes da casa estavam tão desgastados que tinham buracos, as paredes precisavam de uma pintura e as cortinas caíam em pedaços. Os terrenos nem mesmo estavam em bom estado. Só tinham um homem ao serviço da casa e nenhum jardineiro. Tiveram que vender a casa de Londres, mas Vila Edgemont estava, por sorte ou por desgraça, a só uma hora de Greenwich. Decidiu ignorar a reação de sua descarada e imprudente, mas muito bela irmã. — Pai, está conseguindo me preocupar de verdade. 

Dinastia Warenne
1 - O Conquistador
2 - A Promessa da Rosa
3 - O Jogo
4 - O Prêmio
5 - A Farsa
6 - A Noiva Roubada
7 - A Filha do Pirata
8 - A Noiva Perfeita
9 - Um Amor Perigoso
10 - Uma Atração Impossível
11 - A Promessa
12 - Casa dos Sonhos
13 - Amor Escandaloso
14 - Depois da Inocência
Série concluída

Seis Noites De Amor

Rakes de Londres
Inglaterra, 1 788 


Quando o pecado é a sedução... A vingança é doce! 


A natureza ardente de Geórgia Exley sempre lhe causou problemas e por este motivo a jovem viúva concede aos seus amantes apenas uma noite em sua cama. 
Mas Ivo Dauntry está de volta à Inglaterra e, por ele, Geórgia quebra sua regra mais sagrada: ela lhe promete seis noites de amor, uma para cada ano que ele perdeu por causa dela... 
Nascido em berço de ouro, 


Ivo arriscou sua reputação e sua vida em um duelo para defender a honra de Geórgia. 
Agora, de volta do exílio, ele descobre que ela é tudo menos uma dama... 
E logo seu ousado poder de sedução se transforma numa sensual batalha de vontades. 
Mas o duelo que os uniu para sempre instigou o ódio de um homem insano, decidido a fazer Geórgia pagar por seus pecados, e mais uma vez, Ivo precisa arriscar tudo para salvar a mulher que ama... 


Capítulo Um


E la rondara seus sonhos durante anos. 
Cachos castanho-avermelhados e olhos cor de mel. 
Um sorriso especialmente malicioso, que fazia aparecer uma covinha.
 Uma chuva de sardas no busto: uma constelação desenhada por Deus para tentar os homens a imaginar o que haveria mais para baixo. 
A esposa de outro homem. De todas as coisas infelizes que Ivo Dauntry tinha aprendido sobre si mesmo ao longo dos anos, sentir desejo pela esposa de outro era insignificante. 
Não deveria representar nada além do fato de que ele pudera matar um homem, contrariar a vontade do avô, partir o coração da mãe e nunca olhar para trás.
 Mas não era o rosto do homem que havia matado, ou a decepção da mãe, que invadia seus sonhos noite após noite. Era o dela. 
O da Sra. Lionel Exley. Em seus sonhos, ela não era a comportada recém-casada, praticamente uma menina, ansiosa por abrir as asas na sua primeira visita a Paris. 
Não. A sereia de seus sonhos tinha um olhar que transbordava de luxúria, e um sorriso que prometia tudo que ele sempre quis. 
Mas ela sempre permaneceu fora de seu alcance. 
Uma mulher sedutora, tentadora, experiente... Nada disso era real, mas ele havia tido o mesmo sonho tantas vezes, que parecia verdadeiro. 
Geórgia tomara conta de sua mente de modo tão sensual como a primeira vez que havia mergulhado nu nas águas mornas do Mediterrâneo. 
A Sra. Lionel Exley. A mulher parada do outro lado do ringue de boxe, naquele exato momento, segurando casualmente o braço de um homem que, na certa, não era o marido. 
A única mulher cuja virtude sempre defendera. 
Um ato que lhe custara caro. Carreira. Família. Amigos. 
Tinha sacrificado tudo por ela, como uma ovelha no altar de algum deus bíblico. 
E ele sempre achou que tinha valido a pena. 
Apertou a carteira, e sentiu as moedas cortando a palma da mão.
O mar de pessoas que o empurrava ficou indistinto. 
Girou momentaneamente, antes que a dor na mão o trouxesse de volta à realidade. 
Nada em seus sonhos tinha sido real. 
Mas vê-la agora era como se a tivesse evocado e lhe dado forma. 
Ela se virou e disse algo a outro homem parado a seu lado, girando o pescoço elegantemente pálido de encontro à gola de pele que lhe envolvia os ombros como um cisne. 
Ivo engoliu em seco, sentindo a luxúria percorrer o corpo como fogo líquido, do coração à virilha. Onde, diabos, estava o marido daquela criatura? 
Ela parecia brilhar como uma labareda, o vestido vermelho se destacando contra os azuis e marrons monótonos dos casacos que a cercavam. Magnífica. 
O ar escapou de suas narinas formando uma nuvem branca, misturando-se à resposta de seu acompanhante. 
Ela sorriu, e Ivo quase pôde ouvir a risada que se seguiu.
Era como se houvesse atravessado o barulho da multidão e o atingido, deixando-o sem fôlego. Afastou o olhar com dificuldade, obrigando-se a assistir aos combatentes que se preparavam para a luta. 
O que acontecia com ela não era de sua conta. 
O campeão, Tom Johnson, brincava com o jovem príncipe de Gales, enquanto seu desafiante ficava parado a seu lado como um boneco. 
Aparentemente, Johnson não tinha muito com que se preocupar. 
O iniciante era grande, mas gordo e lento. 
Ivo mudou de posição, batendo os pés no chão frio, a umidade penetrando desconfortavelmente pelas solas de suas botas. 
Ele quase tinha se esquecido de como era o outono na Inglaterra: uma explosão de cores nas árvores, gelo no chão, como açúcar espalhado sobre um doce. 
Estava em casa outra vez. Voltara da Itália com relutância para os braços não tão convidativos da família, e com o desagradável status de herdeiro do avô. 
Agora era o conde de Somercote. 
DOWNLOAD



Rakes de Londres
1. Seis Noites de amor
2. Lord Scandal

11 de fevereiro de 2012

Meu Querido Highlander

Série English Tudor


Jemma Ramsden está extremamente irritada. 

Seu irmão deu permissão a Laird Barras para cortejá─la. Um escocês! 
Ela não quer se casar. 
Afinal, é bem conhecida por ser teimosa e cabeça dura.
Mas o irmão lhe deu uma escolha: contribuir para as tarefas domésticas, ou receber pretendentes. 
Não querendo ser forçada a casar, Jemma inicia suas tarefas. 
Durante uma pausa, cavalga até a fronteira, somente para ser abordada por estranhos. 
Fica grata quando um homem misterioso a salva, até que descobre que é Laird Barras, que aproveita a chance de levá─la para seu castelo. 
Agora o homem irritante não quer deixá─la ir ─ e seus beijos inebriantes estão derretendo lentamente sua determinação... 
Jemma Ramsden é uma selvagem no corpo de uma nobre, assim pensa Gordon Dwyre, Laird Barras, olhando─a galopar através das terras do irmão. 
Corajosa, teimosa, bela: a noiva perfeita para um forte guerreiro escocês. 
Ele poderia ser capaz de convencê─la, se ela pudesse ouvi─lo. 
Mas Barrras não quer ficar esperando receber o que quer. 
Quando é forçado a resgatá─la de bandidos ingleses, ele a faz permanecer em segurança, trancando─a em seu castelo. 
Jemma dificilmente é uma cativa dócil. Ela não tem um cavalo e nenhuma liberdade e é uma inglesa mantida por um hostil escôces: um estranho sem amigos. 
Barras parece determinado a usar seu charme, até mesmo tentá─la com desejos proibidos, um ousado jogo que deixa Jemma desesperada por mais. 
Mas com amor, paixão e uma nova vida ao seu alcance, Jemma está em maior perigo do que imagina... 

Comentário revisora Ana Paula G: Uma história que me deixou louca pra achar o maior número possível de histórias desta autora..huahaha..Cheia de trechos hot, uma heroína super teimosa e um escocês grandão, gostoso e cheio de pegada que faz tudo pra agradar a moça!! 
Excelente, da vontade de ler mais quando chega ao final. 

Capítulo Um 

─Não me diga que você disse aquele bárbaro escôces que ele poderia me cortejar. 
Jemma Ramsden era uma mulher bonita, mesmo quando seus lábios estava apertados em uma careta. 
Ela olhou para o irmão, indiferente ao fato que a maioria dos homens na Inglaterra não se atreveriam a usar esse tom com Curan Ramsden, Lorde Ryppon. 
Jemma não apreciava a forma como o irmão mantinha-se em silêncio. 
Ele estava taciturno, decidindo o quanto dizer a ela. 
Tinha visto aquilo antes, observou o irmão manter o comando da propriedade fronteiriça recebida por decreto real com sua forte personalidade. 
Os cavaleiros esperavam as palavras dele e isso a deixava impaciente. 
─Bem, eu não aceitarei isso. 
─Então o que você terá, irmã? ─Curan manteve a voz controlada, o que duplicava sua frustração com ele. 
Não era justo que ele pudesse achar o assunto tão simples quando era algo que significava tanto para ela. 
Mas os homens eram assim. Eles controlavam o mundo e não discutiam o fato das mulheres frequetemente terem que se curvar à seus caprichos. 
Curan a olhava, estreitando os olhos. 
─Seu temperamento é inapropriado, Jemma. 
─Eu tinha certeza que você pensaria assim. Os homens não têm que ver seu futuro ser decidido sem qualquer preocupação com seus desejos como as mulheres. 
Os olhos de seu irmão se estreitaram. 
Ela prendeu a respiração, porque sabia que estava sendo perversa. 
Jemma havia passado da idade de casar e muitos poderiam acusar seu irmão de ser negligente no dever de arranjar-lhe um marido. 
O mesmo poderia ser dito do seu pai, com certeza. 
Curan apontou para a cadeira atrás dela. Ali estava a rígida autoridade gravada no rosto. 
Ela podia ver que o temperamento dele estava sendo testado. 
Sentou─se, não por medo. Não, algo muito pior do que isso. Jemma fez o que o irmão indicou porque sabia que estava se comportando mal. 
Como uma menina mimada. Era duro, mas era verdade. 
A culpa caiu sem misericórdia sobre ela, trazendo à mente quantas vezes usou esses argumentos desde que o pai deles morreu. 
Era difícil de lembrar estas coisas agora que ele tinha partido. 
Seu irmão a olhava e manteve o silencio por um longo tempo. 
Esse era o jeito de Curan. Era um cavaleiro endurecido. 
O baronato que mantinha foi ganho no campo de batalha, não herdado. 
Ele não era um homem que nunca permitia que a emoção o governasse. 
─Lord Barras fez um grande esforço para me pedir permissão para cortejá─la, Jemma. 
─Sua noiva escapou para as mãos dele. Isso não é esforço, é um golpe de sorte. 
Os olhos de Curan brilhavam com impaciencia. 
Ela deveria deixá─lo em paz, mas sempre falou o que pensava, parecia muito dificil começar a segurar a língua. 
─Barras poderia ter mantido Bridget trancada atrás de seus muros se esse fosse seu objetivo. Ele veio para me conhecer por causa de você. 
─Mas... Curan ergueu um único dedo para silenciá─la. 
─E para falar comigo de possíveis negociações entre nós, sim, mas uma oferta do homem não deve aumentar tanto sua ira, irmã. 
A reprimenda foi feroz e rápida, proferida em um tom duro que a fez lutar contra o impulso de recuar. Seu irmão estava acostumado a estar no comando. 
Seu tom era tal que nem um só de seus homens poderiam discutir, mesmo que frequentemente ela o fizesse. Mas essa caracteristica não melhorava a reputação de Jemma. Ela notou a maneira como os cavaleiros a olhavam,o desgosto em seus olhos. 
Quando eles achavam que ela não podia ouvi─los, a chamavam de megera. 
Gostaria de dizer que não se importava, mas isso deixou marcas em seu orgulho. 
Saber que mereceu este apelido provocou um nó em seu estômago. 
De alguma forma, ela não havia notado até o momento a frequencia com que discutia com o irmão. Ele era um homem justo
─Você está certo, irmão. 

Série English Tudor
1 - Sedução Imprópria
2 - Meu Querido Highlander
3 - Prazeres Inesperados
Série concluída

Desejos Ocultos

Elizabeth de Bredon era uma mulher independente que estava decidida a ser freira, mas no trajeto para o convento de Santa Ana sua convicção começou a fraquejar. 

Não se sentia tentada pelos frades que a escoltavam, mas pelo homem que os acompanhava e que fazia penitência por seus muitos pecados. 
Ela tinha ouvido falar sobre como o príncipe William tratava às mulheres, e embora soubesse que o filho do rei era muito dado às mentiras, à crueldade e ao assassinato, custava-lhe resistir a seu encanto. 
Mas quando a viagem tomou uma aparência traiçoeira e as mentiras começaram a serem reveladas, os braços do perigoso príncipe se tornaram o único lugar seguro. Enquanto a traição os perseguia, tinham que enfrentar a uma vingança desumana… 
E a seus próprios desejos pecaminosos. 

Comentário revisora Kelly: Livro lindo, mocinho TDB e mocinha guerreira, um espadão sem defeito algum. Leiam e comprovem. 

Capítulo Um 

Elizabeth de Bredon avançou pelo grande salão do castelo de seu pai com passo firme e o queixo elevado. 
A pesada saia que vestia se movia contra suas longas pernas, seu cabelo vermelho começava a escapar do fino diadema de ouro que o sujeitava, e seu estado de ânimo distava muito de ser hospitaleiro. 
Os homens do príncipe William conseguiam ser piores que o resto dos membros de seu deplorável sexo, e já tinha tido que resgatar duas criadas e uma ajudante de cozinha de suas libidinosas atenções. 
E isso tendo em conta que nem sequer tinha conhecido ainda ao perverso príncipe em pessoa, embora o mais provável fosse que estivesse atacando às leiteiras de seu pai… ou talvez às próprias vacas. 
Lembrou a si mesma que só faltava uma noite mais para que a segurança do castelo deixasse de ser responsabilidade dela. 
Felizmente, o convento de Santa Ana estava apenas a duas noites de viagem. 
Ali estaria a salvo durante o resto de sua vida dos homens e de seus libidinosos desejos… Ou talvez não, porque os monges que permaneciam agrupados em um dos cantos não pareciam ser muito melhores que os cavaleiros do príncipe William. 
Embora ao menos de momento não tivessem tentado aproximar-se nem das donzelas nem dos animais. 
Tratava-se de seis monges de idades muito variadas. 
Um deles era muito jovem para barbear-se, e havia outro tão velho que mal podia mover-se e que talvez aceitasse um de seus remédios à base de ervas; afinal de contas, tinha ajudado a acalmar as dores de Gertrude, a velha lavadeira do castelo. 
Embora o mais provável fosse que o ancião se negasse a aceitar nada dela, porque sabia por experiência que os homens raramente a escutavam. 
Os outros monges não tinham nada de diferente. Dois deles eram pálidos, calmos e normais. Outro parecia jovem e forte, e estava claro que fazia pouco que tinha ingressado na ordem e acatava os limites que lhe tinham sido impostos. 
Só o sexto, um homem de olhos azuis, brilhantes cachos loiros e boca quase feminina, parecia à personificação de um monge casto e silencioso. 
Pouco antes a tinha olhado com um sorriso doce, e se houvesse algum homem parecido com ele nas redondezas, que não estivesse prometido à outra mulher nem a Deus, talvez tivesse reconsiderado os planos que tinha traçado há muito tempo. 
Mas sabia que isso seria um grave erro, porque por mais gentis que fossem os homens e mais doces que fossem seus olhares e seus sorrisos, assim que se convertiam em maridos, as mulheres passavam a pertencer-lhes. 
As coisas sempre tinham sido assim, e como era muito sensata para gastar sua energia lutando contra algo que não podia mudar, ia limitar-se a evitar que acontecesse a ela. 
Não estava disposta a acorrentar-se a uma breve vida produzindo um filho atrás de outro até morrer pelo esforço, como tinha acontecido a sua mãe. 
Queria ter solidão, força e poder, e um convento podia proporcionar todas essas coisas a uma mulher que não era apta para o matrimônio. 
Mesmo assim, o irmão Matthew tinha um sorriso lindo que quase a fizera reconsiderar sua escolha. 
Não suportava aos homens, mas adorava crianças… e seria maravilhoso ter vários filhos com a doce expressão daquele monge. 
 —Filha!
  DOWNLOAD 


A Noiva Do Príncipe







A luz do luar invadia timidamente o quarto de Florella quando um ruído despertou-a. 


Um homem desconhecido aproximou-se de sua cama sussurrando o nome de outra mulher. 
Florella queria gritar, expulsá-lo dali, mas não conseguia se mexer... 
Depois daquela noite sua reputação jamais seria a mesma. Ela duvidava que o príncipe Janos Kovác ainda a aceitasse como esposa... 


Capítulo Um 


1870 
Terminado o jantar, as damas passaram a um suntuoso salão, de cuja decoração sobressaíam candelabros de cristal finíssimo e flores exóticas. 
Seguindo a última tendência da moda, ditada por Frederick Worth, trajavam vestidos com saias de anquinhas, corpetes justos e decotes ousados. 
Não fosse pelo anfitrião, o príncipe János Kovác, um observador desavisado ficaria surpreso por ver tantas mulheres lindas reunidas em um único lugar. 
Tudo no castelo de Alchester exalava uma atmosfera de esplendor e riqueza. 
Apenas os convidados mais idosos, ali presentes para passarem o fim de semana, lembravam-se das condições precárias em que o castelo se encontrava quando o duque de Alchester o vendera ao príncipe. 
—É um consolo saber — comentou uma senhora viúva, ostentando nos dedos uma verdadeira fortuna em brilhantes — que, com a venda do castelo, os Alchester conseguiram não apenas pagar suas dívidas, como também recuperar-se economicamente, a ponto de hoje viverem com relativo conforto.
— Lembra-se, minha querida, de como o castelo tornava-se insuportavelmente frio durante o inverno? — reforçou sua vizinha de sofá. — O telhado vazava, as paredes e os tetos ficavam úmidos... Também, pudera! Fazia uns cinqüenta anos que não passava por nenhuma reforma! E a comida então? Era intragável... A viúva riu de modo cúmplice. 
— Muito diferente da desta noite, não é? Fez-se silêncio, enquanto ambas pensavam no magnífico jantar que fora servido e na excelente qualidade dos vinhos. 
Era inevitável, afinal, que fossem tecidos os maiores elogios ao príncipe. 
Seu reino, no leste da Hungria, compreendia milhares de acres de terra, e ele viera à Inglaterra com a finalidade de caçar. 
No entanto, empolgara-se com a prática do esporte nos condados e montara uma cocheira reunindo excelentes cavalos de corrida, os quais já começavam a ganhar todos os clássicos. 
Sem dúvida, qualquer outro homem nessas condições, despertaria a inveja e o ódio de seus concorrentes. 
O príncipe, porém, gozava de grande popularidade e era respeitado no Jockey Club, do qual se tornara sócio. 
E, em pouco tempo, fora aclamado como verdadeiro esportista por todos que gozavam de sua generosidade e hospitalidade. 
Os convites para suas festas eram concorridíssimos e tornara-se famosa sua habilidade de reunir, num único evento, uma profusão de beldades. 
Mas, apesar do fascínio e do interesse que János Kovác despertava nas mulheres em geral, mesmo os mais renomados mexeriqueiros das altas rodas nada encontravam para falar a seu respeito, dada a elegância e a discrição de sua conduta. 
Em compensação, não se podia dizer o mesmo de seus convidados... 
Nesse momento, quando lady Esme Mcldrum atravessou o salão para se admirar num dos espelhos de moldura de ouro, os olhos escuros da marquesa de Claydon seguiram-na, faiscando de ódio.
Cabelos aloirados, olhos cor-de-mel, pele rosada, lady Esme possuía, sem dúvida alguma, o padrão de beleza aceito sem restrições pelos artistas do momento. 
Além disso, caminhava com desenvoltura e graça, revelando maneiras dignas de uma deusa. 
 DOWNLOAD

10 de fevereiro de 2012

Série Corações Seduzidos

1 - Em Nome do Desejo
Ingenuamente provocante, Emily Harland desconhecia o poder de sua beleza. 

Mas ao primeiro olhar, Dominic percebeu o perigo do nascente desejo entre eles. Essa sedutora mulher poderia afastar o manto de desespero que o mantinha escondido, em segurança, e condenar a ambos ao inevitável sofrimento...
Filha de um soldado, Emily julgara conhecer as violentas forças que dominam os homens em nome do dever. 
Até encontrar Dominic Maitiand, duque de Avon, um ser humano com passado trágico e futuro vazio. Um homem que só poderia lhe conceder uma noite de paixão em seus braços ávidos por envolvê-la!

Capítulo Um

Londres, 
O duque de Avon permitiu que o valete retirasse sua casaca de lã fina. Enquanto Moss pendu­rava-a no imenso armário da mansão ducal em Mayfair, ele retirou o alfinete de gravata de safiras, com o olhar distante. Já estava se concentrando na missão daquela noite.
O mais importante de todos os mensageiros deveria chegar do continente, no meio da noite, e haviam sido tomadas todas as providências para assegurar a segurança e manter o segredo dos comunicados que ele traria de Paris. Desta vez, não poderia ocorrer nenhum engano! Só Avon e o pessoal do departamento do general Burke, em Whitehall, tinham conhecimento dos de­talhes dessa missão especial.
E era justamente esse o problema! Avon já não confiava mais em ninguém. As informações que vinham até ele dos campos de batalha na Espanha e de todos os outros contatos espalhados pela Europa, destinadas apenas ao ministério da Guerra, eram importantes demais para serem deixadas à mercê do acaso. Nos últimos tempos, começara a acreditar que os perigos sempre maiores enfrentados pelos mensageiros não se tratavam apenas de má sorte.
— Milorde?
A voz de Moss o arrancou de seus pensamentos. O valete continuou a remover seus trajes formais, deixando-o apenas com as calças negras que sempre usava para compromissos à noite. A luz das velas que iluminavam profusamente o amplo quarto de vestir do duque criavam sombras móveis no peito amplo e na musculatura perfeita de Avon. Seus ombros muito largos contratavam com os quadris estreitos que, no entanto, não eram moldados pelas roupas muito justas preferidas pelos aristocratas elegantes.
O duque de Avon lançava a moda, jamais a seguia. E, na verdade, não tomava o menor conhecimento de nenhum desses dois aspectos da vida social.
Com toda a certeza, a malha preta que Moss ajudava seu patrão a vestir não estava na moda em nenhum dos ambientes de Londres freqüentados por Avon. Não seria usada por nin­guém em qualquer de seus clubes — os mais fechados e ex­clusivos da capital — ou nas luxuosas mansões de seus conhe­cidos. Mas, naquela noite, o duque procurava passar desaper­cebido e, nos bairros da cidade que iria percorrer, nem seu rosto nem seu nome eram familiares a ninguém.
— É evidente que irá levar as Manton — declarou Moss. Avon voltou-se para observar o valete, já verificando o par de pistolas de duelo, que haviam pertencido ao seu pai.
— Se quiser, pode ficar com as pistolas enquanto me espera na carruagem, Moss. Eu levarei minha bengala que se transforma em espada pois sempre existem vantagens em eliminar um ini­migo... silenciosamente. Em especial, na minha área de trabalho.
— Vantagens para quem, milorde? Espero sinceramente que não precise se aproximar tanto de seu inimigo a ponto de usar a lâmina oculta na bengala.
Sem disfarçar a relutância, Moss voltou a guardar as pistolas em sua caixa de ébano entalhada de ouro.
— Eu pretendo apenas receber o mensageiro e mandá-lo embora, em segurança, trazendo comigo os papéis que veio me entregar. Tenho que comparecer a uma ceia à uma hora da manhã e preciso de tempo para trocar de roupa antes de ir. Não estou vestido adequadamente para um encontro romântico.
Recuando alguns passos, o duque se examinou no amplo espelho e vestiu a longa capa negra que chegava até seus pés. Então, apanhando a arma que Moss lhe estendia, verificou o funcionamento do mecanismo. Com um simples toque, a lâmina afiada e letal de aço de Toledo brilhou à luz das velas e, com a mesma facilidade, voltou a se ocultar no interior da bengala.
— Ela pouco se importa de que forma milorde está vestido — declarou Moss, ultrapassando abertamente os limites de respeito entre patrão e empregado. — Ela sabe muito bem quem é a fonte de seus luxos pessoais.
— E eu lhe asseguro que faço tudo para a fonte não secar pois... — Avon riu, sabendo que provocava a raiva do valete — considero-a uma amante excepcionalmente satisfatória. De­testaria deixá-la de mau humor.
— Você não se importa a mínima com o bom ou o mau humor dela — resmungou Moss, sem disfarçar o desprezo pela mulher em discussão. — Ela não passa de uma conveniência, nada mais!

2 -  Corações em Jogo
Eles apostaram tudo no amor!

O coronel inglês Devon Burke sabia dos perigos de sua missão. Mesmo assim, foi à França, determinado a encontrar um amigo desaparecido - o homem a quem devia a vida... ou morreria tentando!
E a misteriosa Julie de Valmé era sua única esperança de sucesso.
Antes admirada por toda Paris, Julie tivera sua vida destruída na noite em que seu pai morrera. Agora, ela vivia sozinha em um mundo obscuro e perigoso. E o único homem em quem podia confiar não percebia a fascinante mulher sob o disfarce que ela adotara para proteger-se...


Capítulo Um

Londres — março de 1815
Ninguém no quartel da Cavalaria se sur­preenderia com o fato de ainda haver luz naquele escritório em particular. Considerando as notí­cias do continente que se infiltravam lentamente como rolos de fumaça, a lâmpada na sala do Coronel Devon Burke decerto não seria a única acesa naquela hora avan­çada de uma noite de primavera.
Mas já havia meses que o homem sentado à escriva­ninha contemplava o alvorecer através das altas janelas do quartel. Para ele, o trabalho era um refúgio, uma forma de escapar do vazio.
Por fim, o enrijecimento dos músculos e o torpor que o invadira nos últimos minutos começaram a sinalizar que ultrapassara os limites de sua resistência. Pousando as mãos sobre a mesa, o Coronel Burke levantou-se. Ressentia-se com o preço que pagaria pela vigília noturna - cãibra nas costas e na prejudicada perna direita.
 Caminhou até a janela, man­cando de leve, e moveu os ombros para relaxá-los.
Deteve-se diante da vidraça e nada enxergou além da própria imagem refletida pelo vidro numa espécie de zom­baria. Os cabelos castanhos cortados no estilo militar, a intensidade dos olhos azuis, as marcas sutis gravadas no rosto cuja beleza as árduas experiências tornaram áspera, tudo isso eram detalhes que o negrume da janela não revelava. A extensão de seus ombros e o tórax musculoso cobertos pela túnica elegante, os quadris estreitos e as longas pernas, contudo, distinguiam-se com facili­dade na superfície do vidro.
As mudanças que se operaram em Devon Burke nos últimos dois anos já não transpareciam no exterior. In­capacitado para o Exército depois do episódio em Sala-manca, foi enviado de volta para morrer na Inglaterra. Ao invés disso, e a despeito dos ferimentos gravíssimos causados pela explosão de uma bomba francesa, Devon sobreviveu, para perplexidade geral. Todavia, sofreu me­ses de imobilidade e confinamento, pois corria o risco de ficar paralítico se os fragmentos metálicos alojados em sua espinha se mexessem. Aquele foi um período que preferia não recordar.
Uma das muitas coisas que não gostava de lembrar.
E era esse o motivo de ele estar ali, num ambiente mas­culino. Sempre se espantava com a facilidade com que o menor estímulo acionava-lhe memórias que tentava apagar. Bastava um fugaz aroma de lavanda ou mesmo a postura delicada de qualquer mulher caminhando pela rua. A pró­pria admissão dessa fraqueza lhe trazia à mente...
Elizabeth.
O simples nome lhe provocava dor. A dor da rejeição. Amara-a e sonhara com ela dia e noite por muitos anos. A idéia de que sua amada o esperava dera-lhe forças para durante as inúmeras batalhas que enfrentara e — com a possibilidade de recuperação oferecida pelo cirur­gião francês que seu cunhado havia miraculosamente des­coberto — mesmo ao longo dos meses de agonia em que se esforçara para atingir a recuperação completa. Fora por ela que lutara pela sobrevivência e suportara, calado, todas as dores das queimaduras e da solidão.
E então...
Deus, como fora tolo!
 

3 - Corações Seduzidos

Um escândalo explodiu em Londres: quem obrigou Madelyn Fairchild a se casar com Jean-Luc Gavereau?

Uma das mais belas damas do reino jamais se entregaria, de livre e espontânea vontade, a um aventureiro com cicatrizes no corpo e na alma!
Mas Madelyn enxergara para além do rosto marcado de Jean- Luc, encontrando a própria salvação.
Ele era um amante fabuloso, que jurou vencer todos os fantasmas que povoavam o passado da mulher amada…

Capítulo Um

Londres, março de 1817.
O súbito lançamento dos diamantes na superfície da mesa de jogos deixou os jogadores imóveis, como era a intenção do visconde de Mannering. O brilho colorido das pedras exerceu um enorme fascínio sobre os últimos ocupantes do elegante cassino. Já passava das quatro horas, e logo a aurora introduziria o novo dia. Nenhum dos homens pensava em ir embora.
O jogo estava muito interessante, as apostas cresciam com constância desde a disputa iniciada na noite anterior pelos dois jogadores. A tensão era óbvia, o cheiro das gravatas engomadas misturavase com o aroma de cigarrilhas e conhaque. Era um ambiente masculino que aproveitava de sua exclusividade: levar àquelas vidas exaustas a exaltação de arriscar grandes quantias em dinheiro.
O homem que providenciava tal oportunidade era o único que parecia inabalável com a oferta reluzente sobre a mesa. Ele embaralhava as cartas com uma graça hipnótica. Ao tocar o tecido preto que cobria seu olho direito, revelou um certo traço de nervosismo.
— Outra vez tocando nesse tapa-olho — reclamou Mannering, evidenciando a irritação. — Cada vez que você leva a mão aos olhos, eu me pego olhando para o seu rosto. Tira a minha concentração. Até parece que é de propósito. O burburinho aumentara nas duas últimas horas. O visconde, reputado pela firmeza de seus nervos, vinha bebendo bastante essa noite. E quanto mais tomava, mais aumentava as apostas.
— Não, milorde — disse o homem. — Mas que diabos você quer dizer? Os diamantes cobrem muito mais do que a aposta. Como não?
— Não — interrompeu-o a voz silenciosa para reiterar a negativa. — Olhe para eles, Gavereau. Olhe — ordenou o visconde, passando os dedos sobre as pedras e enfeites de ouro que adornavam o poderoso colar.
— São os diamantes de um Mannering, e você diz não? Já viu algo parecido? — perguntou ele com calma, enquanto recolocava as pedras na mesa. O olhar amendoado pareceu envolver-se com a exibição, mas levantou-se bem depressa para encontrar-se com os olhos do aristocrata.
— Não — repetiu ele. — Eu não sou qualificado para avaliar a autenticidade da jóia. Não sou ourives. É dinheiro vivo o que está em jogo.
— Seu francês arrogante… — Mannering interrompeu o insulto com grande esforço. — Você negaria uma oferta do rei em pedras preciosas por causa dessas regras idiotas? Todos conhecem os diamantes dos Mannering. Estão na minha família faz mais de cem anos. Sé você soubesse…
— Se você quer cobrir a aposta, então vá em frente.
— A voz estava muito calma, inflexível com os insultos. O sotaque francês ecoou pelo ambiente como um fio de ouro numa tapeçaria, pálido porém adicionando brilho ao colorido. — Você fica com as minhas fichas — sugeriu o visconde com arrogância.
— Como quiser — retrucou o jogador, sem elevar a voz, mas demonstrando o tamanho da raiva pela primeira vez. Seus dedos se fecharam ao redor de uma pilha de fichas e colocou-as em frente às cartas.
— Mais do que eu jamais conseguirei juntar. Eu lhe disse o limite que queria manter, mas você insistiu em ultrapassá-lo. Se você não tem mais nada… — provocou ele, esperando com um olhar satânico.
— Os diamantes

Série Corações Seduzidos
1 - Em Nome do Desejo
2 - Corações em Jogo
3 - Corações Seduzidos
Série Concluída

8 de fevereiro de 2012

Amor De Primavera

Uma paixão ameaçada Vivian tem tudo para se sentir realizada. 


Ou melhor... Quase tudo. Além de linda e graciosa, ela tem uma carreira promissora como violinista e um relacionamento afetuoso com a família e os amigos. 
Mas há um lado de sua vida que permanece incompleto e que somente um lindo sonho de amor poderia preencher. 
Um amor que Vivian não acredita existir na vida real... Até o momento em que ela se depara com o atraente esgrimista que se apresenta no festival anual da cidade. 


Os beijos de Lucas contêm uma promessa de felicidade com a qual Vivian jamais ousou sonhar... 
Mas um problema de família a obriga a viajar, e durante sua ausência, uma notícia de jornal gera um mal entendido que ameaça destruir aquele relacionamento, até então, perfeito. 


Capítulo Um 


O estojo contendo o violino de Vivian Alden McAllister roçava suavemente o casaco longo e negro, que a protegia da chuva fina. 
Vivian estava atrasada para o ensaio da orquestra, que naquela tarde se reuniria, extraordinariamente, no complexo esportivo do campus universitário. 
Á passos rápidos, ela subiu a escada e entrou no amplo saguão, fortemente iluminado. 
Com a mão livre, retirou o chapéu de feltro que lhe protegia os cabelos negros, fazendo-os dançar em torno do rosto com um gracioso movimento de cabeça. 
Seus olhos verdes fixaram-se no grande relógio sobre o balcão da recepção, que indicava cinco horas e sete minutos. 
Numa corrida ágil, de passos miúdos, Vivian seguiu por um corredor à direita, aprofundando-se na imponente estrutura arquitetônica da Universidade de Richmond. 
Poucas pessoas circulavam por ali, àquela hora. 
E logo Vivian chegou à porta que dava acesso ao ginásio. 
Ignorando o aviso de Não Entre, abriu-a e desapareceu dentro do ambiente em penumbra. 
O som dos instrumentos, que os músicos afinavam, envolveu-a por completo. 
Cuidadosamente, Vivian desceu os degraus de concreto em direção ao halo de luz que demarcava a posição da orquestra, à esquerda da quadra principal do ginásio. 
Dentro de alguns dias seria realizada, na quadra principal, a solenidade de abertura dos Jogos Universitários da Primavera. 
O maestro titular, Rudney Bacarowitz, regia a orquestra naquela tarde. 
Do pódio, ele observou a chegada discreta de Vivian e franziu o cenho, numa evidente desaprovação. 
Ocupando seu lugar na primeira fila do naipe dos violinos, Vivian colocou o estojo e o chapéu no chão. 
Em seguida juntou a mãos, num gesto de súplica, meio cômico e meio sério, dirigindo um sorriso tímido ao maestro. Rudney assentiu levemente, retribuindo o sorriso. 
Todos, na orquestra, sabiam da grande responsabilidade que pesava sobre os ombros de Vivian. Afinal, ela era a mais jovem violinista ali presente. 
E desempenharia um papel tão invejável quanto difícil e honroso, no concerto para o qual estavam ensaiando. 
Com apenas vinte e três anos de idade, Vivian fora escolhida para ocupar o lugar do primeiro violino da orquestra, o lendário Klaus Schneider, que estava se recuperando de uma forte gripe. 
A direção da orquestra chegara a cogitar na contratação de um substituto à altura do famoso violinista, já que a abertura dos jogos teria como tema, nada menos que A Primavera, da obra As Quatro Estações, de Vivaldi. 
Mas o voto da orquestra e o apoio do maestro acabaram por convencer a direção a conceder à jovem violinista uma chance de mostrar do que era capaz. 
Tratava-se de uma oportunidade ímpar, daquelas que ocorriam poucas vezes na vida de um músico. E Vivian aceitara o teste com dignidade. 
Agora, ali estava ela, pronta para mais um ensaio. 
Depois de arrumar as partituras na estante e afinar o instrumento, fez um sinal ao maestro, avisando-o de que estava preparada para começar. 
Rudney Bacarowitz bateu três vezes, com a batuta, em sua estante de madeira, pedindo a atenção da orquestra. Imediatamente, fez-se silêncio no interior do ginásio de esportes. 
Uma espécie de expectativa pairava no ar 
DOWNLOAD 

O Segredo do Duque

Trilogia Sons of Scandal
Inglaterra, 1845

Proposta indecente
Desesperada para salvar o jornal de seu pai da falência, Abby Shaw está à procura de um assunto escandaloso para uma reportagem que eleve as vendas ao máximo.
Ela sabe que terá manchetes sensacionais se conseguir desvendar os segredos de Christopher Cabot, o duque de Madingley.
E que maneira melhor de alcançar seu objetivo com um pretenso romance?
No entanto, resistir aos olhares sedutores e beijos roubados do duque é bem mais difícil do que ela imaginava... 
Christopher acha Abby intrigante, e a proposta dela mais ainda.
Encenar um romance com aquela linda plebeia lhe dará algum tempo para escolher uma noiva apropriada entre as muitas moças da sociedade que aspiram ao título de duquesa. Parece-lhe um plano perfeito...
Desde que ele consiga esconder de Abby seu sombrio segredo.
Mas ao se apaixonar por aquela beldade, Christopher se sente tentado a revelar não só seu segredo, como também sua alma e seu coração...

Capítulo Um

Um cavalariço abriu a porta, ajudou-as a descer e escoltou o pequeno grupo pela escada.
No enorme vestíbulo de piso de mármore, estátuas as observavam de nichos nas paredes.
Repararam na mobília encimada por espadas e escudos nas paredes, entre tapeçarias medievais. Foram recebidas por uma governanta, que as avisou de que o almoço seria servido em uma hora.
Uma criada foi desta¬cada para mostrar-lhes os quartos, a fim de que pudessem se acomodar e se refrescar. Abby esforçou-se para guardar na mente as várias escadas e corredores pelos quais passavam. — Esta ala abrigará as jovens, milady — a criada informou. Abby, tentando parecer casual, perguntou: — Há outra ala destinada aos cavalheiros? A família vai ficar nessas duas alas também?
— Oh, não, senhorita. Há a ala da família. Abby balançou a cabeça, pensativa.
Havia muito a aprender a respeito de Madingley Court. Finalmente, chegaram aos quartos, no terceiro andar. Gwen e Abby tinham cômodos contíguos, e a Srta. Bury ocuparia o aposento em frente, do outro lado do corredor.
A Srta. Bury deu um; tapinha na mão de Gwen.
— Venha me chamar para o almoço. Você sabe como me canso com esse tipo de viagem.
Quando as duas amigas ficaram sozinhas no quarto de Abby, ela disse:
— Também me sinto culpada por mentir para á doce Srta. Bury. Gwen foi até uma das janelas altas.
— Se ajuda saber, já ouvi histórias a respeito da "doce" Srta. Bury... Dizem que ela foi selvagem na mocidade e não quis se assentar com apenas um homem. Por isso, nunca se casou.
— Verdade? — Abby abriu a boca, surpresa. — Agora entende porque pedi á Srta. Bury que nos acompanhasse — Gwen falou maldosa.
— Por acaso, pretende seguir os passos dela? — Abby questionou, erguendo as sobrancelhas.
— Claro que não. Agora, vamos escolher o traje perfeito para nos encontrarmos com os outros convidados. Abby riu e anuiu com a cabeça.
Em poucos minutos, elas se aprontaram e a criada chegou para conduzi-las à sala de visitas.
A Srta. Bury juntou-se a elas no corredor, parecendo refrescada e animada.
— Ah, ver a reclusa duquesa é um deleite — sussurrou às suas pupilas.
A sala de visitas era mais aconchegante que o intimidante vestíbulo.
Os convidados estavam reunidos na frente de uma lareira.
A expressão de Gwen se iluminou de prazer quando avistou pessoas que ela já conhecia. Abby achou fácil reconhecer a duquesa sentada no sofá, de cabelos negros, salpicados de fios brancos e a tez morena que transmitira ao filho.
A jovem sentada ao lado da duquesa devia ser a filha, lady Elizabeth.
Tinha os cabelos da mãe, mas a pele de pêssego da família paterna.
Ambas exibiam olhos escuros e rosto bonito.
A duquesa era conservadora nas cores e no corte da roupa, enquanto a filha preferira um traje de verão amarelo.
Abby teria que se fazer conhecida a ambas, a fim de ouvir o máximo que podia a respeito do duque. Elizabeth fez um gesto sutil a Gwen, que pegou no braço de Abby e a conduziu até a duquesa.
A Srta. Bury foi atrás delas.
— Mamãe — Elizabeth disse, — esta é lady Gwendolin Warfield. — Ela pronunciou o nome de Gwen de maneira estranha, e as duas amigas trocaram olhares curiosos.
A duquesa cumprimentou-as com um meneio de cabeça, e Abby imaginou se seria capaz de conversar com aquela mulher.
— Milady — Gwen falou, recatada.
— Obrigada pelo gentil convite.
A duquesa sorriu o que tomou suas feições nobres mais gentis.

Trilogia Sons of Scandal
1 - Desafio Irresistível
2 - O Segredo do Duque
3 - Um Impostor em Minha Cama
Trilogia Concluída

7 de fevereiro de 2012

Um Impostor Em Minha Cama



Inglaterra, 1844

Entregar-se poderia ser perigoso, escandaloso, excitante...

Depois de ser contratada como preceptora do pequeno Stephen, Meriel começa a notar algo diferente no duque de Thanet.
Além de se mostrar incrivelmente mais simpático e charmoso, Meriel tem certeza de que aquele brilho penetrante nos olhos escuros não estava ali antes.
Contudo o duque tem a reputação de ser um conquistador, e Meriel está decidida a não se deixar seduzir.
Fazer-se passar pelo duque não é tão fácil como Richard O'Neil imaginava.
Quando o verdadeiro duque, seu meio irmão lhe pediu que protegesse Stephen de um inimigo ganancioso, Richard concordou.
Ele não esperava, porém, sentir-se tão atraído por Meriel, e que cada momento na presença daquela jovem encantadora se tornasse uma tentação irresistível!
No entanto, revelar seu segredo pode ser muito perigoso.
Principalmente para o seu coração.

Capítulo Um

Ramsgate, Inglaterra 1844
Meriel Shelby parou na beirada do penhasco, o vento arremessando o capim alto contra suas saias, e olhou por sobre o mar do Norte, que brilhava ao longe.
Vendo o sol dourar a crista de espuma das ondas, podia imaginar a curva do terreno ao norte que escondia a foz do Tâmisa.
Sentia-se em paz, sozinha, longe da mansão dos Thanet e dos estranhos para quem trabalhava agora. porém, sabia que não poderia ficar por muito tempo e virou-se na direção do estreito caminho que levava de volta à casa.
O pequeno Stephen, futuro duque de Thanet, estava agora com a babá, mas já era hora de começar os estudos da tarde.
Meriel nunca imaginara que um dia tivesse de ganhar o próprio sustento trabalhando como preceptora. Filha de um banqueiro bem-sucedido fora educada para ser uma dama, destinada ao casamento com um homem rico, de preferência um nobre, como era vontade de sua mãe.
Prática, Meriel entendia a necessidade de ter um marido e não era avessa à idéia de casar-se.
Sempre planejara tomar uma decisão lógica em relação a um homem com quem tivesse algumas afinidades.
Se o amor acontecesse depois disso, então se consideraria uma pessoa de sorte.
Porém, todos esses planos se dissolveram com a morte do pai e com a revelação de que ele morrera na miséria.
Pior ainda, que sua mãe sabia da precária situação financeira da família.
As emoções de Meriel variaram de tristeza a um pouco de raiva, que nunca desapareceu por completo.
Como não con¬seguira perceber os sinais evidentes da catástrofe que se aproximava?
A casa em que nascera havia sido comprada por um primo distante, que logo viria tomar posse dela.
Meriel e a irmã Luísa tinham empregos garantidos como preceptora, mas os salários não eram tão bons quanto imaginavam.
Victoria, a outra irmã, fora obrigada a vender objetos da família para sustentar a mãe, tão devastada pelos acontecimentos que mal saía da cama.
Contudo, um pouco de esperança surgira na semana anterior. Victoria ia se casar. Fora uma surpresa o pedido do visconde!

 

Trilogia Sons of Scandal
1 - Desafio Irresistível
2 - O Segredo do Duque
3 - Um Impostor em Minha Cama
Trilogia Concluída

5 de fevereiro de 2012

Os Diabólicos Prazeres de um Duque

Série Boscastle
Adrian Ruxley pode ser um encantador libertino que enfeitiça até as moscas, mas não é um homem dado a permanecer quieto enquanto uma dama é acossada, nem sequer em um casamento organizado pela dama em questão, Emma Boscastle, professora de boas maneiras em sua academia de Londres para jovens damas. 

Adrian enfrenta o ofensor, produz-se uma briga, e agora este adulador se encontra recuperando-se sob o teto de Emma, encantado com a profunda preocupação que reflete seu belo rosto. 
Ela tem um encanto ao qual nenhum libertino pode resistir. 
Emma está escandalizada com seu próprio comportamento, seduzida por um desconhecido, atraente certamente, isso sim. 
Como poderá esconder sua indiscrição do olhar de seus perceptivos irmãos? 
A paixão que Adrian despertava e os sensuais prazeres que lhe mostrou, converteram os dias de Emma na academia em uma exibição imprópria e suas noites em um audaz abismo de sensualidade. 
Mas quando sua intimidade revela os turbulentos segredos de Adrian, Emma quer confrontar seu mais ambicioso plano: regenerar um libertino.

Série Boscastle
1 - Meu Amado Marquês
2 - Meu Amado Lorde
3 - A Noite de Núpcias
4 - Os Perversos Jogos de um Cavalheiro
5 - As Pecaminosas Noites de um Nobre 
6 - Os Diabólicos Prazeres de um Duque
7 - Perverso Como o Pecado
8 - Um Perverso Lord nas Bodas
9- The Wicked duke takes a wife

Antiga Paixão


Inglaterra, 1 770 
Marcus Ashford já sobreviveu a várias situações de perigo. 
Nada, porém, o excita mais do que a paixão que sua ex-noiva lhe desperta. 

Faz quatro anos que Elizabeth terminou o noivado para se casar com lorde Hawthorne, e agora, viúva, ela está sendo ameaçada, e a tarefa de Marcus é protegê-la. 
Ele está mais do que disposto a fazer isso, pois será uma excelente oportunidade de mostrar a ela a profundidade de seu desejo... 
Segredos perigosos levaram ao assassinato de Hawthorne, segredos anotados em um diário que muitos matariam para possuir. 
Mas como Elizabeth poderá confiar sua segurança ao homem de quem ela fugiu no passado?... 
E agora, esse mesmo homem está a seu serviço, em todos os sentidos! 
E Elizabeth só tem duas escolhas: resistir à tentação, ou entregar-se por completo... 

Capítulo Um 

Marcus viu Elizabeth assim que entrou no saião. 
Ela estava ainda mais bonita, depois de quatro anos. 
As palavras e gestos dos outros convidados que se aglomeravam diante da porta se perderam com a imagem que se apoderava não só de seus olhos como também de sua mente. 
Elizabeth sempre fora linda. 
Ou a saudade o estava fazendo enxergá-la com o coração? 
Uma ponta de mágoa apagou o sorriso que se anunciara. 
Obviamente Elizabeth não correspondia ao seu sentimento por ela. 
A um breve encontro de olhares, Marcus permitiu que o prazer de revê-la se revelasse. 
Em retribuição, Elizabeth ergueu o queixo e virou-se para o outro lado. 
Outro golpe. Ele não deveria ter estranhado. 
O importante era não sofrer. 
A ferida profunda de anos antes já estava cicatrizada, protegendo-o de novas agressões. 
No final das contas, não importava o que Elizabeth fizesse, porque nada poderia impedir que os caminhos do destino se cruzassem. 
Como agente a serviço da Coroa, Marcus vivera grandes aventuras. 
Em defesa de seu país, ele travara inúmeras batalhas, já tendo sido ferido pela lâmina de uma espada e por duas balas de pistola. 
Nesse processo, perdera três de seus navios e afundara seis dos inimigos. 
No entanto, fora Elizabeth a única a fazê-lo tremer até aquele momento. 
— Acabo de localizar a viscondessa, milorde — informou Avery James, o parceiro de Marcus, fazendo um sinal disfarçadamente para o lado direito. 
— Ela está perto da pista de dança, com um vestido lilás. 
— Eu sei quem ela é. — Você a conhece? 
— Sim. Lady Hawthorne e eu somos velhos amigos. Aproveite a festa. Eu o chamarei em caso de necessidade. 
Avery hesitou por um instante, mas acabou cedendo. 
Enquanto ele seguia em meio à multidão, Marcus foi detido por um grupo de cavalheiros. Detestava ser abordado em reuniões sociais para falar de assuntos de negócios, não gostava de misturar trabalho e lazer. 
Ao menos até aquela noite. Elizabeth seria a exceção a essa regra. 
Com uma taça de vinho na mão, Marcus se portava como qualquer outro convidado. 
Ninguém que o visse pensaria que estava ali com uma incumbência. 
Elizabeth era a mulher mais linda e elegante de todas. 
Negara-se, contudo, a acompanhar a extravagância da moda que exigia o uso de perucas. 
Seus cabelos escuros estavam adornados por plumas brancas. 
O contraste era notável. Todos os olhares convergiam para ela, inexoravelmente. 
Os olhos de Elizabeth também eram fascinantes. 
Marcus os comparava a ametistas, não apenas pela cor, mas pelo brilho. 
Eles o atraíam como um ímã. Sob o risco de se queimar, como um inseto atraído para a chama de uma vela, Marcus sempre se perdia em sua contemplação. 
Foi o que aconteceu, mais uma vez, naquela noite. 
Ele ficara imóvel, como se tivesse se transformado em uma estátua, quando Elizabeth notara sua presença. 
Imaginou-se percorrendo a distância que os separava, tomando-a nos braços e pousando os lábios na boca que tão bem conhecia, e que se derreteria como mel sob seus beijos. 
Então ele se afastaria por alguns segundos e continuaria beijando-a ao longo do pescoço até o decote. 
Ofegantes, eles deixariam o salão de baile e procurariam um lugar onde pudessem ficar a sós. 
Então ele se entregaria à paixão que se infiltrara em seu ser anos antes e saciaria sua fome e sua sede do corpo quente e sensual que o assombrava todos os dias e todas as noites. 
Houvera um tempo em que Marcus queria Elizabeth apenas para si.
O sorriso, a voz, a visão do mundo pelos olhos dela. 
Agora sua necessidade era mais básica. 
Recusava-se a depender de Elizabeth como do ar que respirava. 
Não mais. Agora, ele só queria ter sua vida de volta. Uma vida serena, sem dor, sem revolta, sem noites insones. 
Elizabeth a roubara e teria de devolvê-la. 
Elizabeth, a viúva do visconde Hawthorne, sentiu o ar lhe faltar. 
O coração, contudo, reagiu em acelerado batimento. Marcus Ashford estava olhando para ela com evidente prazer pelo reencontro após todos aqueles anos. 
Perturbada pelo efeito que aquela beleza máscula ainda exercia sobre suas emoções, Elizabeth forçou-se a ignorá-lo. 
Marcus, atual conde de Westfield, continuava sendo o homem mais lindo e charmoso que ela já conhecera. 
A atração entre eles permanecera como uma força tangível, e bastou uma troca de olhares para comprovar esse fato. 
Uma voz fez Elizabeth voltar ao presente. 
— Está se sentindo bem? 
  DOWNLOAD


Eu já tinha este ebook.
Postei novamente,  quem perdeu....pra vc!

A Princesa

Série Príncipes do Mar
A formosa e sensual princesa Serafina está apaixonada por Darius Santiago, seu protetor e homem de máxima confiança do rei, desde que era uma menina, mas Darius, que foi resgatado da orfandade pelo rei para se tornar um espião, não se acha merecedor do amor da jovem embora também a ame e, durante anos esconde seus sentimentos. 

Assim, quando o rei decide que Serafina deve casar-se com o príncipe russo Tyurinov para que seu país proteja à pequena ilha de Ascensão do ataque de Bonaparte, Darius se desespera e, para evitar o matrimônio, prepara um complô 

contra 
Napoleão que suporá um desafio a seu amor e uma ameaça para suas vidas e a sobrevivência do reino. 
O jovem demonstrou ser capaz de arriscar sua vida por amor, mas será capaz de desvelar seus mais profundos segredos e de abrir seu coração à pessoa que durante anos amou em silêncio? 

Capítulo Um 


Maio de 1805 

O som de seus rápidos e enérgicos passos invadiu o estreito espaço entre as paredes do labiríntico jardim. 
As sebes se inclinavam sobre ela, como se quisessem lhe fechar o passo, e o coração pulsava tão forte que pensou que agora sim a ouviriam. 
Percorreu lentamente a estreita vereda, seus pés nus deslizando silenciosamente pela fresca e verde grama, seu peito palpitando. 
Tremia-lhe todo o corpo e sangrava sua mão, talvez machucada depois do murro no rosto que havia dado em Philippe com o cortante fio de seu anel de diamante. 
Ao menos tinha conseguido desfazer-se dele e esconder-se no labirinto. 
Não se atrevia a pedir ajuda, pois sabia que só os três homens a ouviriam. 
Nessa noite, não havia ninguém mais fora. As gotas de chuva se espalhavam em um céu azul escuro coberto de nuvens. 
As cigarras cantavam em uníssono enquanto o vento, que soprava primeiro de um lado e depois do outro, trazia consigo fragmentos de um minueto interpretado nos jardins reais, o minueto de um baile: o de sua festa de compromisso. 
Seu noivo tinha sido incapaz de participar. Inclinou a cabeça para a esquerda ao ouvir movimentos do outro lado da frondosa sebe. 
 Ele estava ali. Um sabor ácido do vinho que tinha bebido lhe subiu pela garganta. 
Podia ver sua silhueta, alta e elegante. 
Podia ver a silhueta de uma pistola em sua mão. 
E soube que da mesma forma, ele poderia ver seu vestido de seda clara através dos ramos. Ficou de cócoras e se afastou com cautela.
—Não tenha medo, Alteza. —Ouviu a melíflua voz de Henri a vários passos de distância.— Não vamos machucá-la. Saia, não há nada que possa fazer. 
O francês se afastou de seu companheiro para cercá-la. 
Reprimiu um soluço, dominando sua fragilidade enquanto tratava de decidir o melhor caminho. Embora tivesse brincado de correr pelo labirinto desde que era menina, o medo a fazia agora duvidar de seu sentido de orientação. 
Escutou o pausado murmúrio que provinha da fonte do centro do labirinto e tratou de guiar-se por seu som. 
Encolheu-se contra o arbusto e dali inspecionou palmo a palmo o caminho, fechando com tanta força os punhos que as unhas se cravavam na palma da mão. 
Ao final, apertou as costas contra os espinhosos arbustos, muito assustada para superar a curva do caminho. 
Esperou, tremendo, em um esforço vão por conter os nervos e o nó que lhe oprimia o estômago. Ela não sabia o que queriam. 
Tinha recebido outras vezes propostas dos presunçosos e famintos cortesãos do palácio, mas nenhum deles nunca tinha tratado de retê-la pela força. 
E muito menos, tinham usado armas. 
"Deus, por favor." Queria gritar, mas tinha muito medo. 
O vento soprou de novo: trazia aroma de grama, jasmim, homens. "Já vêm."
—Alteza, não tem nada que temer. Somos seus amigos.

Série Príncipes do Mar
1 - O Príncipe Pirata
2 - A Princesa
3 - O Príncipe Azul
Série Concluída