30 de setembro de 2012

Me Beije, Canalha

Série Familia Beresford

Andrew Robert Beresford é o libertino mais famoso de todo o sul da Inglaterra. 

Suas conquistas são escândalos contínuos em Whitam Hall, e além disso, produzem uma terrível dor de cabeça no patriarca dos Beresford. 
É um conquistador, e nenhuma mulher é capaz de resistir a seu olhar e sorriso maliciosos. 
Rosa de Lara e Guzmán acredita na liberdade e na igualdade de todo o ser humano e, para escapar da tirania do duque de Fortaleza, planeja a forma de seduzir o jovem inglês que lhe roubou o coração: Andrew Beresford. 
Sua alegria e sua impulsividade lhe mostram um mundo que ignorava que existisse, entretanto a guerra está a ponto de estourar... 

Comentário revisora Déia : Como eu tinha uma enorme curiosidade sobre o final do primeiro livro, estava louca pra ler este do Andrew..rsrsrs. 
A heroína realmente é chatinha, meio metida.Mas o Andrew supera as expectativas.Muito sedutor e como a Ana Mayara também acho que o ‘conquistador’ dos Beresford merecia coisa melhor.
Enfim, é livrinho!!!Boa leitura!! Ansiosissima pelo terceiro da série! 

Capítulo Um 

Condado de Hampshire, Inglaterra, 1835. 
Um dedo masculino percorria o contorno das costas nua da mulher. 
Desenhou uma flor e continuou a descida até a curva do quadril. 
Ela moveu a cintura, ao sentir a cócega do dedo brincalhão, mas não mudou sua postura lânguida. 
—É um homem travesso. — A voz feminina soou ansiosa — Mas eu adoro tudo o que me faz. — Andrew sorriu de forma maliciosa, enquanto lhe acariciava a curva do quadril de forma muito mais atrevida 
— E é insaciável. — Suas palavras o fizeram estreitar os olhos, durante alguns segundos. 
À sua mente, acudiu uma lembrança que lhe resultou extremamente dolorosa: a imagem de uma mulher que significara tudo para ele, e que, em pagamento pelos profundos sentimentos que albergava por ela, tinha-o usado a seu desejo e logo o deixado, sem se importar nem um pouco com o amor que lhe professava. Piscou para tentar afastar o sentimento de desgosto que o embargara, durante uns instantes. 
Sua companheira notou a leve hesitação de sua mão em sua pele e apoiou os cotovelos no colchão para olhá-lo. 
Seus azuis olhos brilhavam com um desejo que não tinha diminuído nem um pouco nessa tarde libidinosa. 
 —Não deve preocupar-se, meu marido não chegará até manhã. 
Sua voz apagou em Andrew a lembrança, mas, assim que ela terminou de dizer essas palavras, ouviu-se a carruagem que tomava o caminho de entrada à mansão. 
As rodas moviam os seixos no caminho e os lançavam contra as esculturas que adornavam o percurso até a casa. O som resultava inconfundível.
—Charles terá adiantado sua volta! — A voz da mulher soou assustada, mas Andrew lhe piscou os olhos um olho para tranquilizá-la.
Ouviram o grito do chofer, que deteve os cavalos em frente à porta principal. Andrew recolheu suas roupas espalhadas pelo chão a toda velocidade. 
Vestiu primeiro as calças e, sem fechar os botões da camisa, a pôs também, assim como as botas. 
—Detesto ter de deixar você de forma tão apressada, mas devo ir. — A mulher o beijou nos lábios, que ele abriu para ela de maneira premeditada. 
—Sentirei saudades, amor, não duvide. Até que a veja de novo, o tempo será eterno e tedioso. 
 Andrew lhe segurou o queixo, para aprofundar seu beijo de despedida. 
—Nos veremos durante a próxima viagem de seu marido. Avançou até o balcão e abriu a alta janela. 
Por fortuna, uma das paredes do amplo quarto dava a um jardim lateral; a distância até o seguinte balcão não era muita, e a trepadeira parecia resistente. 
Era fácil deslizar por ela e cruzar o jardim até a taipa, para depois saltá-la. 
Tinha-o feito infinidade de vezes. Sabia que era arriscado manter uma relação com lady Hill, mas a impetuosidade da dama era uma tentação que não podia resistir. 
Embora cada vez fosse mais difícil manter encontros clandestinos, e temia ter chegado o momento de terminar a aventura e passar a outras reservas ainda não exploradas. 
Agarrou a trepadeira e assegurou os pés, à medida que ia baixando; a camisa aberta enganchou em um espinheiro, e Andrew soltou uma maldição em voz baixa, quando teve de rasgar o tecido, mas já havia chegado quase ao final e salvou a distância, até o chão para logo pôr-se a correr em direção oposta à casa. Já podia ver o muro e a árvore por onde tinha de subir. 
Tinha o cavalo preso do outro lado. Deu um salto e apoiou o pé direito na parede para dar impulso e agarrar um galho grosso. 
O cálculo fora perfeito, porque o peso de seu corpo o fez oscilar sobre sua cabeça e pôde segurá-lo com a outra mão sem dificuldade. Balançou-se, até que conseguiu elevar-se e ficar dobrado sobre o galho. 
Em questão de segundos, sentou-se nela a escassos centímetros da borda do muro; de onde estava, podia ver sua montaria, que pastava tranquilamente à luz da lua. 
Então, Andrew girou o rosto para a casa e viu a silhueta feminina através da janela aberta; esqueceu-se de fechá-la. 
Contemplou o rosto irado de lorde Hill e a forma possessiva em que agarrou o braço de sua mulher e a arrastou até o leito. Imaginou o que viria a seguir e, de repente, sentiu remorsos.
Soube que tinha de recomeçar.

Série Família Beresford
1 - Me Ame, Canalha
2 - Me Beije, Canalha
3 - Seduzindo um Canalha
Série Concluída

25 de setembro de 2012

O Jogo de um Canalha

Trilogia Amantes
Jogos atrevidos.

Consequências perigosamente deliciosas.
A encantadora Eve Reynolds faz o papel de uma jovem e ingênua debutante, mas por trás de sua recatada aparência se oculta uma experiente jogadora de cartas que, a pedido do tio, dedica-se a depenar aristocratas em partidas com altas apostas de que tanto gostam os nobres da sociedade.
Somente o mais célebre libertino de Londres, Julian Clay, conde de Westleigh, vê além de seus ardis, pois sabe reconhecer um jogador assim que o vê.
Atraído pela paixão que vislumbra nos olhos de Eve, em desacordo com a reservada elegância, Julian inicia um apaixonado assedio à mulher, e Eve responde com um desejo tão ardente que deixa para trás toda prudência, até que ambos não podem pensar em outra coisa que não seja as apaixonadas horas que passam nos braços um do outro.
Mas o tio de Eve quer que ela aposte mais alto, combinando um casamento respeitável com um rico lorde... e Eve tem seus próprios motivos secretos para seguir o plano.
Embora Julian comece a jogar de modo imprudente para seduzir a inteligente jovem, agora quer muito mais de Eve, e ninguém o impedirá de arriscar tudo em uma partida final que poderia ganhar o coração e a alma de Eve para sempre.

Comentário revisora Deia: Agradeço a Dani,que fez a inicial e me permitiu fazer a final deste livro para o aniversário do blog GRH. Adorei o casal central: ela uma mulher independente e astuciosa e ele um mocinho cheio de artimanhas, mas profundamente apaixonado! Boa leitura, como os anteriores da série.

Capítulo Um  

—Sua sorte não mudou, jovenzinho. — Lorde Shelbrook estendeu as cartas da vitória com uma piscada jocosa, gesto que Julian Clay, conde de Westleigh, ignorou deliberadamente. Era um jogador muito experiente para demonstrar desgosto por ter passado outra noite mais com o anfitrião lhe esvaziando os bolsos.É uma bruxa ímpia, dona Sorte, salvar a vida de alguém para depois deixá-lo na pobreza.
—Barnaby, se assim fosse, não estaria aqui sentado esta noite em sua elegante morada. —Julian jogou as cartas sobre a mesa com um ágil giro do pulso, reconhecendo a derrota e esticando as longas pernas. — Mas, possivelmente, uma mudança de ritmo... — Suas palavras se perderam em um fingido bocejo, demonstrando estar enfastiado e aborrecido com o jogo, e pondo fim convincentemente aquela tortura auto-infligida.
Shelbrook estava muito distraído fazendo a contagem dos lucros, depois daquele pequeno golpe de sorte, para perceber que o convidado prestava a atenção em um grande retrato de lady Shelbrook que havia sobre a lareira.
Julian analisou os gélidos olhos azuis e os traços aristocráticos do rosto daquela mulher, observando que o pintor quase não havia dissimulado a arrogância da retratada.
Com os cachos dourados e sua cor rosada, a anfitriã era exatamente o tipo de mulher que em outro tempo tanto o tinha atraído. Era bela, sexualmente voraz, e casada.
E por que me revolve o estômago cada vez que essa deliciosa harpia me olha?
Julian deu um encolher de ombros e se levantou enquanto Barnaby colocava os lucros nos bolsos. 
Deus sabe que poderia procurar consolo, disse para si, e Beatrice costumava a mostrar-se mais que disposta quando se tratava de pular clandestinamente com um dos amigos do marido. 
A reputação de Julian o precedia, e a anfitriã havia deixado claro que sua hospitalidade respondia a certas expectativas, quer dizer, que ele deveria converter em um cornudo o inconsciente marido assim que ela pedisse. 
Naturalmente, a agradou, uma concessão bastante fácil de outorgar dado ao entusiasmo da dama, mas seu interesse desvaneceu depois de uma primeira, nada colossal relação. Entretanto, o dela havia aumentado. 
A mulher estava se convertendo em uma perturbação. Não obstante, não parecia muito cortês por sua parte ir se queixar a um homem sobre a insaciabilidade de sua esposa, principalmente tendo em conta que este lhe ofereceu a elegante morada para que tivesse um lugar onde ficar quando estivesse na cidade, e só em troca do «prazer» de sua companhia. Ao menos, aquele aluguel sim podia pagar.
Conteve-se para não emitir um suspiro.
—Acho que vou partir, Barnaby.
—Quer que o acompanhe? — Lorde Shelbrook elevou a vista com avidez, como um menino ansioso para sair a brincar.
Julian negou com a cabeça.
—E que esvazie meus bolsos também em público? — Sorriu para suavizar a resposta, pois não queria insultar o anfitrião lhe fazendo ver que não poderia suportar mais nenhum de seus insossos relatos sobre seus «loucos anos de juventude». A hospitalidade de Shelbrook, embora às vezes chegasse a ser algo entediante, era de bom tom e mais que oportuna.A expressão jovial de Barnaby desvaneceu, embora se recompusesse rapidamente. 
—Muito bem. Vá então!

Trilogia Amantes
1 - O Prazer de uma Dama
2 - O Pacto de uma Dama
3 - O Jogo de um Canalha
Trilogia Concluída
 

24 de setembro de 2012

Cláudia, Destino Insólito

Série Libertinos da Regent Street
Mulher nenhuma é capaz de resistir a Julian Dane... 
Com exceção de lady Claudia Whitney. 
Julian conhece Claudia desde a infância - a única menina que rejeitou os avanços do atraente e incorrigível conquistador cujas façanhas se tornaram lendárias, mas cujo coração sempre foi um livro fechado. 
Agora a linda garota se transformou numa mulher fascinante, e Julian está determinado a conquistá-la. Porém, as fagulhas que explodem entre eles levam a um momento de entrega e abandono que ameaça se tornar um escândalo e arruinar a reputação de Claudia. A única solução é o casamento.
Julian promete ensinar a ela tudo o que conhece sobre paixão e desejo... Claudia, no entanto, em seu inocente ardor, promete desafiá-lo com a mais perigosa de todas as emoções: um amor selvagem e arrebatador... 

Prólogo 

Dunwoody, Sul da Inglaterra, 1834 
“Que você conheça na morte a luz do Senhor, o poder do amor, o poder da vida. Assim, você conhecerá o poder ao perdão...” 
As palavras do vigário mal penetravam sua mente. Parado diante da cova aberta de Phillip Rothembow, Julian Dane sentia-se preso numa espécie de pesadelo macabro, pois o que acontecera naqueles campos dourados era simplesmente inconcebível. 
Um tiro... Adrian cedendo à embriaguez de Phillip e o duelo sem sentido. Tudo deveria ter terminado naquele exato momento, mas Phillip tinha, de fato, atirado em Adrian... tinha tentado matá-lo... e Julian ficara simplesmente parado sem entender o que acontecia. 
O tiro de Phillip passara longe; ele mal conseguira segurar a pistola. Mesmo assim, no instante seguinte, parecendo recobrar o equilíbrio, ele havia se virado e buscado a pistola dupla alemã que trazia no casaco. 
Seu olhar tresloucado, quase maníaco, fixara-se em Adrian. Julian tentara detê-lo, mas suas pernas e seus braços pesavam como chumbo... 
Tudo havia acontecido tão rápido. No num piscar de olhos, Phillip Rothembow estava morto. 
Alvejado no coração pelo próprio primo, Adrian Spence, o conde de Albright, que atirara em legítima defesa. 
Julian lembrava-se de ter visto seu choque e descrença refletidos no rosto de lorde Arthur Christian. 
Lembrava-se de ter caído de joelhos ao lado do corpo de Phillip, pressionado o ouvido contra o colete manchado de sangue e escutado as palavras saídas de sua própria boca: "Ele está morto". 
Havia sido nesse instante que o pesadelo tomara conta dele, ficando pior a cada hora desde então, impedindo-o de acordar. 
Mesmo o sonho não o poupara da percepção de que Phillip queria que Adrian o matasse, que ele buscara o próprio fim depois de meses atolado em dívidas, bebidas e envolvido com as mulheres de Madame Farantino. 
Julian tinha passado meses ao lado dele, expressando suas preocupações quanto aos excessos do amigo... 
Nunca, porém, suspeitara que Phillip desejasse tão ardentemente por fim à própria vida. 
Com poderia ter imaginado? Phillip, lorde Rothembow, era um dos bons vivants da Regent Street! Um ídolo entre os homens da sociedade, assim como Julian Dane, Adrian Spence e Arthur Christian. 
Eles eram os bons vivants, pelo amor de Deus! Viviam segundo o próprio código, arriscavam a fortuna tentando aumentá-la, sem temerem as leis da sociedade. 
Eram homens que durante o dia partiam os corações das jovens que passeavam entre as lojas da Regent Street, e à noite arrancavam parte dos dotes dos pais dessas moças nos clubes de cavalheiros, e resguardavam o melhor de si mesmos para os notórios bordéis da cidade. 
Levavam todas as situações ao extremo, só que, desta vez, Phillip fora longe demais, caindo aos pés deles tal qual um anjo. E Julian havia compreendido sua própria mortalidade. Ele entendera que era, em parte, responsável por aquela tragédia.
Olhando, sem piscar, para o caixão de pinho dentro da cova a sua frente, perguntou-se se aquele pesadelo teria um fim. O que o vigário dissera mesmo?..

Série Libertinos da Regent Street
1 - Um Cavalheiro Perigoso
2 - Cláudia, Destino Insólito



Lagoa Misteriosa



Romara despertou, e aos poucos a lembrança daquela noite de pesadelo lhe voltou. 

Tinha sido barbaramente surrada pelo amante da irmã. Tentou abrir os olhos e sentiu dores terríveis no rosto. 

Será que aquele monstro a havia desfigurado? 
Onde estava agora? 
E por que a empregada que se aproximou da cama a chamava de senhora? 
Não era casada.  Ou... era? 

Capítulo Um 

1807 
Quando a carruagem parou diante daquela casa alta em Carzon Street, Romara Shaldon viu, aliviada, que as luzes ainda estavam acesas. 
Tinha medo de que todos já estivessem dormindo quando chegasse. 
A carruagem tinha se atrasado muito por causa de uma série de incidentes desagradáveis e, além do mais, foi muito difícil encontrar outra: estava sozinha, com pouca bagagem, e os cocheiros logo percebiam que não era rica. Mas, finalmente, chegava à casa da irmã. 
Estava muito ansiosa e profundamente perturbada, desde o dia que recebeu a carta de Caryl pedindo que fosse vê-la com urgência. 
Caryl não costumava escrever daquele modo, tão nervoso, e até a letra dela parecia diferente. 
A carta não explicava nada, só implorava a Romara que fosse logo. E só agora, dois meses depois, tinha podido fazer a viagem. 
O pai a havia proibido de receber cartas de Caryl ou de tentar se comunicar com a irmã, cujo nome não podia sequer ser pronunciado em casa. 
Romara percebia agora que a oposição autoritária do pai à ligação de Caryl com sir Hervey Wychbold, só tinha servido para atirá-la mais depressa nos braços dele. 
A proibição definitiva tornou aqueles encontros clandestinos fascinantes. Apesar de Romara nunca ter apreciado sir Harvey, entendia que um homem sofisticado, experiente e muito mais velho devia parecer irresistível aos olhos da irmã. 
Caryl era linda, sem dúvida, mas não conhecia nada da vida nem do mundo, além da pequena cidade de Huntingdonshire, onde moravam. 
Ali, os únicos jovens eram os filhos do escudeiro local ou os colegas que eles traziam, quando saíam de férias de Oxford. Apesar de ser só um ano mais velha do que a irmã, Romara se considerava muito mais vivida e viajada. 
Já tinha ido a Bath com a avó, acompanhando-a numa estação de águas para curar o reumatismo. No ano seguinte, ficou com ela em Harrogate. 
Aquilo a fazia se sentir muito mais velha e experiente do que Caryl, mas admirava a coragem da irmã, que ousou desafiar a vontade do pai, fugindo com sir Harvey Wychbold. 
O general sir Alexander Shaldon sempre tinha tratado as filhas como se fossem recrutas sob o seu comando. Nunca lhe ocorreu que podiam desobedecer às suas ordens, e Romara sabia que, quando Caryl fugiu, deixando apenas um bilhete explicando sua atitude, o pai, a princípio, ficou estarrecido com aquela audácia. Tinha dito, com firmeza: — Caryl não existe mais. Você não vai se comunicar com ela, nem procurá-la. Ela nunca mais entrará nesta casa! 
— Mas papai, não importa o que ela tenha feito... Ainda é sua filha! 
— Só tenho uma filha, e é você — disse o general. 
Agora o pai estava morto, em consequência de ferimentos nas últimas guerras. 
Por isso, Romara tinha podido viajar para ajudar a irmã no que fosse necessário. O que teria acontecido? 
Caryl estava casada com o homem que amava, e, depois de tudo que havia sofrido para realizar esse casamento, parecia impossível que algo desse errado.
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Da Cor do Pecado

Toda pintada e vestida de vermelho, Yola sentiu medo pela primeira vez. 
Talvez fosse mesmo loucura se fazer passar por mundana só paia enfeitiçar o marquês de Montereau. 
Mas havia outro jeito de descobrir toda a verdade sobre ele? Ergueu a cabeça e começou a descer a escada, fazendo, como tinha planejado, sua entrada triunfal no mundo do pecado. 





 Capítulo Um 

1867 
A condessa Marie Teresa Madeleine de Beauharnais parou no terraço que dava para o gramado e olhou na direção do rio Indre. 
Meu Tudo meu! 
Disse para si mesma. Depois, recostou-se na balaustrada e levantou os olhos para o castelo onde estava. 
Construído numa rocha, nos limites da floresta de Chinon, suas torres fortificadas, seus torreões, janelas e chaminés se elevavam acima das árvores. Parecia um castelo de contos de fadas. 
Marie Teresa podia até ver escudeiros e cavaleiros, partindo a cavalo, para lutar contra os dragões da floresta. Lembrou quando era criança e o pai lhe contava histórias de guerreiros que moravam ali. 
Era comum essas histórias se misturarem com as da França. Reviu o pai chegando em casa, depois se esperá-lo durante muito tempo na porta. 
— Yola! Yola! Só ele a chamava por esse apelido. 
Queria batizá-la com o nome de Yolande, nome de uma de suas antepassadas famosas, mas a mãe insistiu para que tivesse apenas nome de santas. 
— Yola! Yola! Conseguia lembrar a voz dele, ecoando sob a bandeira dos Beauharnais que esvoaçava sobre milhares de telhados e podia ser vista ao longe, por todos os que serviam aquelas terras. 
Agora, o pai estava morto e, como não tinha filhos homens, Yola era sua única herdeira. Durante um momento, sentiu orgulho de tudo aquilo, mas depois o peso da responsabilidade a fez sentir-se pequena. 
Como administraria tantas terras sem o pai? 
Como conseguiria fazer tudo que tinha que ser feito sem o riso dele, sem sua conversa, apreciada por todos que moravam por ali, sem os passeios que davam juntos pelo vale do Loire? 
Foi o pai quem lhe mostrou como eram privilegiados por morarem naquele local que todos chamavam de Jardim da França. Tudo ali era lindo e o ar parecia ter certa magia, tornando os habitantes diferentes dos de outras regiões da França. 
Yola tinha crescido, ouvindo as histórias de escudeiros e as lendas de Joana D’Arc. Mais de uma vez fez o pai repetir a visita ao delfim, no Castelo de Chinon. 
Enquanto esperava para ser recebida pelo rei, ela passara dois dias numa hospedaria perto da cidade, jejuando e rezando. Apesar das vozes misteriosas que lhe diziam como o rei poderia se livrar dos conquistadores ingleses, a maioria dos cortesãos ria dela, achando que aquela camponesa não passava de uma impostora. 
Quando finalmente a deixaram entrar no castelo, o salão principal estava iluminado com cinquenta tochas, e trezentos nobres ricamente vestidos a esperavam. Para testá-la, o rei se escondeu entre os convidados e fez um cortesão usar seu manto. 
Joana caminhou, envergonhada, em meio à multidão, reconheceu o futuro rei e dirigiu-se diretamente a ele. Ajoelhou-se e disse: 
— Gentil delfim, meu nome é Joana. O Rei dos Céus me mandou avisar que serás coroado na cidade de Rheims e serás seu escudeiro. 
Entretanto, Charles continuava hesitante. Sempre havia duvidado de que Charles VI fosse realmente seu pai, pois a mãe, Isabel da Baviera, era uma mulher de muitos amantes. — Em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo — Joana disse —, estou lhe dizendo que será o futuro rei da França, pois é filho e herdeiro real. 
Deve ter sido tão dramático, Yola pensou. 
E como agora Joana D’Arc lhe parecia uma figura muito verdadeira, rezou a ela, pedindo coragem, pois teria que reinar sobre sua herança, como Charles sobre a dele. Sentiu-se triste e olhou novamente para o rio Indre. 
Era delicioso estar em casa, depois de passar um ano em Paris, após a morte do pai. 
Estava com dezoito anos e havia terminado os estudos. 
Por isso, tinha voltado ao castelo, acompanhada pela avó.


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23 de setembro de 2012

Coração De Leão




Assédio 
Desde o momento em que pousou os olhos sobre o Cavalheiro Branco, Lionheart decidiu vencê-lo.
O Príncipe Eduardo tinha ordenado tomar o Castelo Cragdon, e o esbelto e jovem guerreiro montado no corcel branco dirigia as forças que o defendiam com uma habilidade e atrevimento que desafiava sua própria capacidade.
Nenhum homem podia derrotar o famoso Lionheart, logo teria o Cavalheiro Branco sob sua espada e a sua mercê. 
Satisfação
Mas ao entrar com força envolvente pelo derrubado restelo, Lionheart não encontrou nenhum rastro de seu misterioso inimigo.
Pelo contrário uma formosa jovem o aguardava no vestíbulo, seus olhos violetas brilhando com orgulho, a cabeça alta em face da derrota. 
Agora se forjava outra batalha, uma que requeria táticas mais sutis, mas armas não menos poderosas. 
Ela o banharia se deitaria com ele, tomaria até que se fartasse dela. 
Mas inclusive enquanto pensava que ganhava vantagem, seu coração foi feito prisioneiro por um adversário com muito mais poder do que um simples homem pudesse ter: o poder do amor. 

Capítulo Um 

Nordeste de Gales, 1258 
O campo de batalha estava tingido de vermelho pelo sangue. Brigando sob o estandarte do jovem Príncipe Edward da Inglaterra, Lionel De Coeur, conhecido como Lionheart ao longo do reino, esgrimia sua espada com força e destreza. 
A batalha se desatara perto do Castelo Cragdon, por muito tempo considerado uma fortaleza de Llewellyn Ap Guflydd, o Príncipe de Gwynedd e líder da rebelião que agora tinha lugar nas terras galesas do Príncipe Edward. A batalha era feroz. 
O combate corpo a corpo estava acabando com todos os recursos disponíveis para dizimar as forças de Llewellyn. 
O exército do Príncipe Edward e as forças de Lionheart tinham realizado um movimento de tenaz para impedir a fuga do Príncipe galês. 
Tão abruptamente como tinha começado, o estrépito se desvaneceu até que somente restaram os ocasionais gemidos e os gritos dos moribundos. 
Com uma espada empapada de sangue segura na mão, 
Lionheart contemplou o campo de batalha notando que os únicos homens que permaneciam em pé eram os seus. O grosso das tropas de Llewellyn se dispersara. 
— Llewellyn escapou Lionheart — informou-o seu amigo Giles De Clare. 
Tirando o elmo, Lionheart voltou seu acerado olhar prateado para o Castelo Cragdon, que se erguia sobre a ribeira do Rio Clwyd. 
— Gostaria muito de acreditar que Llewellyn escapou para Snowdonia, estou mais inclinado a acreditar que lambe suas feridas nessa fortaleza. Lorde Rhys de Cragdon sempre foi o defensor de Llewellyn 
— Então tomaremos o Castelo — disse Giles com convicção. 
— Estou totalmente a favor de assaltar o Castelo, mas devemos aguardar as ordens do Príncipe Edward. Recolha nossos mortos e feridos e faça transportá-los à fortaleza de Edward em Grantham — Franziu o cenho 
— Me enfurece que não tenham oferecido a Lorde Edward nenhuma ajuda do Rei ou dos Lordes manifestantes. 
— Talvez a luta pelo poder entre Simon de Montfort e o Rei os preocupe mais que as terras galesas de Edward. 
— Sim — disse Lionheart, tirando sua manopla e enxugando o suor de sua fronte com o dorso da mão — Encontre meu destrier Alan — ordenou ao seu escudeiro . 
Voltando o olhar para a fortaleza, Lionheart estudou as envelhecidas ameias e muralhas, perguntando
— Se quanto tempo levaria para derrubar as paredes e conseguir entrar. Se Edward quisesse o Castelo sob seu comando, Lionheart não duvidaria em iniciar um ataque. 
— O Príncipe se aproxima — gritou Giles, apontando para um contingente de Cavalheiros e soldados de infantaria que se estendiam desde o bosque e das colinas circundantes. 
Vestido com cota de malha e um tabardo azul, com seu brasão, o Príncipe de cabelo dourado era um guerreiro belo e magnífico. 
Mais alto que qualquer homem na Inglaterra, era carinhosamente apelidado como Longshanks por seus íntimos. Edward e Lionheart eram uns contrastes de luz e escuridão. 
Ali onde Edward era um poderoso deus dourado ainda em sua curta idade, Lionheart também era impressionante, belo ao seu modo robusto, escuro, perigoso e dinâmico, e quase tão alto como Edward. Lionheart era dez anos mais velho que o Príncipe de dezenove anos. 
Edward tinha sido o primeiro a chamá-lo de Lionheart . Durante uma batalha na Gascuña, Lionel tinha demonstrado uma extraordinária coragem, e o nome Lionheart tinha se espalhado. 
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Irresistível

Trilogia Irmãs Banning
Claire Banning cumpre os sonhos de toda debutante quando se casa com um rico aristocrata. 
Entretanto, não demora em perceber que se casou com uma doninha. 
Amargamente ferida e desesperadamente sozinha Claire jura, ao menos, ocupar seu lugar na sociedade. 
Então em uma viagem de volta ao imóvel do marido na costa de Sussex, é raptada, e sua vida e seu coração mudarão para sempre. 
Hugh Battancourt, um sombrio e perigoso aristocrata, que muito tempo atrás virou as costas à sociedade e agora leva uma vida secreta dedicada ao serviço do país, está decidido a não se deixar influenciar pela beleza de sua prisioneira enquanto compartilha um camarote em um navio rumo à França. 
Há vidas dependendo da recuperação de uma carta repleta de segredos que se encontra em poder de Claire e que ela pretende entregar ao inimigo. 
Mas mesmo que Claire e Hugh se envolvam em uma batalha de vontades e engenho, captor e cativa se sentem atraídos irresistivelmente um pelo outro. 
Claire se pergunta, se será possível descobrir o verdadeiro significado do amor com este belo desconhecido… desconhecido que arriscará a vida para protegê-la de alguém que a está pondo em perigo… 

Comentário revisora Nathalia D.:  O livro é bom, com um bom enredo, mistério e romance o suficiente para ficar na memória.

Capítulo Um

Janeiro de 1813.

Se a capturassem, morreria.
-Por todos os diabos, pode-se saber onde está?
Aquela voz sem corpo soava assustadoramente próxima. Aterrorizou-a o fato de que chegasse a seus ouvidos por cima do rugido das ondas. Estavam perto. Correu mais depressa ainda, apesar da natureza traiçoeira do terreno que pisava. Não podia parar…   -Será pior para você, pequena rameira, quando voltar a pôr minhas mãos em você.
Ouvia a voz quase em cima dela. Claire deu uma rápida olhada e viu que o gélido disco da lua acabava de se elevar o suficiente no céu e aparecia pela beira do escarpado. Sob sua luz glacial, a jovem mal podia distinguir a silhueta escura de quem falava entre a névoa espessa e cinza que surgia do mar durante as longas horas que seguiram ao entardecer. O coração batia no peito e tremia; lutou por segurar o fôlego e evitar que se convertesse em um ofego aterrorizado e audível. Por mais perigoso que fosse o caminho pelo qual se arrastava, era sua única rota de fuga. A língua de terra inspecionada por seus perseguidores era estreita e terminava em uma queda de uns trinta metros ao agitado Atlântico, a apenas umas centenas de metros de onde ela se aferrava ao penhasco. Estando nesse saliente pantanoso cuja topografia obrigava a dar a volta, teria ido parar diretamente nos braços daqueles que pretendiam matá-la.   -Lamentará o dia que tentou zombar de mim, jovenzinha, eu prometo.   Claire compreendeu com um estremecimento de horror que o homem sabia, ou ao menos suspeitava que estivesse perto. De outro modo as ameaças careceriam de sentido. Obrigou-se a renunciar ao duvidoso consolo de olhar outra vez, por medo de que o homem visse o brilho pálido de seu rosto contra o negrume da rocha, e lutou por manter o pânico a raia enquanto continuava arrastando-se. De repente escorregou. Conteve um grito com muita dificuldade e se aferrou a parede para se segurar. Estendeu a mão, arranhou a rocha com desespero e fechou os dedos ao redor de uma pedra saliente que a salvou. Recuperou o equilíbrio e, por um instante, ficou completamente imóvel, com o peito palpitante apertado com força contra o granito implacável, o coração golpeando entre as costelas e os olhos fechados, enquanto tentava recuperar a respiração.
Segundos mais tarde, com certo tom de humor negro, enquanto contemplava a espuma branca que se chocava contra a praia de rochas e franqueava o ponto mais difícil, pensou que se caísse não teria que preocupar-se se por acaso seus perseguidores a assassinavam. Ela mesma teria se encarregado de levar o trabalho a cabo, e com bastante eficiência, certamente.
Ao pensar na queda, em precipitar-se pelo penhasco e estatelar-se contra as afiadas rochas do fundo, ficou completamente paralisada ali mesmo. Mas depois teve uma visão ainda mais horrenda: o destino que seus perseguidores tinham planejado para ela e que Claire escutou enquanto permanecia amarrada a imunda cabeceira de uma cama que seus captores tinham em uma habitação, junto á cozinha da granja a qual eles a levaram. Ao longo da madrugada, enquanto as pessoas decentes dormiam e o restante sabia que era melhor olhar para outro lado, pensavam levá-la ao mar aberto e jogá-la, com os pés e mãos amarrados, as gélidas profundidades. A jogariam como um gatinho recém-nascido; isso era o que havia dito o líder do grupo com uma voz arrepiante e em um tom de despreocupada jovialidade. Claire voltou a estremecer, e um espasmo violento a fez tremer ao recordar essas desumanas palavras.
Aquele bando de desconhecidos brutais pretendia matá-la. Mas por quê? Por quê? Revirou o cérebro, mas não encontrava nenhuma resposta que tivesse sentido. Não havia voltado a formular essa pergunta desde que enganou o homem que agora a procurava. Conseguiu livrar-se das amarras ao fingir a imperiosa necessidade de usar o urinol. Quando o indivíduo a desamarrou, Claire o golpeou com o penico assim que este lhe deu as costas à contra gosto e fugiu. Esteve muito ocupada correndo para se salvar.

Trilogia Irmãs Banning
1 - Escandaloso
2 - Irresistível
3 - Coração Negro
Trilogia Concluída

Uma Noite Perversa

Série Irmãs Donovan

Toda a sociedade de Londres aguarda o baile anual da duquesa viúva de Clayworth.

Pois não importa o quanto à matrona se esforce para sediar um evento elegante, os escândalos sempre acontecem...
Sete anos atrás, Serena Donovan e Jonathan chocaram a sociedade quando foram descobertos em uma posição mais que comprometedora.
Hoje à noite eles retornam pela primeira vez como o conde e a condessa de Stratford.
E enquanto Serena espera por uma noite tranquila para apresentar sua irmã Olivia à sociedade, o desejo de seu marido é continuar de onde pararam há tanto tempo atrás...
Embora a inocente Olivia secretamente anseie pelo tipo de paixão que sentem sua irmã e o marido, nenhum dos homens que ela conheceu acendeu o fogo dentro de seu coração, pelo menos, não o famoso Marquês de Fenwicke.
Quando o seu pedido de uma valsa se transforma em algo sinistro, Olivia deve usar sua inteligência e astúcia para escapar de um homem poderoso que promete que se não puder tê-la, nenhum outro homem a terá...

Comentário revisora Ana Paula G.: Este livro é uma espécie de final do primeiro volume, "Uma Noiva Inadequada" e um prólogo para o segundo, a história da Olivia.
Como já li o primeiro fiquei curiosa por saber como estariam o Jonathan e a Serena depois de casados.
A história é curtinha e nos apresenta os próximos personagens e as coisas que Olivia vai ter que superar no segundo volume.
Vale a pena para se conhecer um pouco do que vai passar no próximo.

Capítulo Um

À medida que a orquestra tocava as primeiras notas da próxima dança, Olivia Donovan olhava o jovem de pé diante dela, sem saber por que parecia tão nervoso. Serena lhe deu uma cotovelada nas costelas.
—Estenda sua mão —sussurrou no ouvido de Olivia. Olivia o fez, e o Senhor Elward deixou escapar um suspiro, pelo visto de alívio.
Tomou a mão e se inclinou tanto que seu cabelo loiro roçou seu antebraço.
Pressionou os lábios na parte superior de sua luva. —Foi um prazer, senhorita Donovan.
Com um olhar furtivo a Serena, que assentiu com a cabeça, satisfeita, Olivia sorriu.
—O prazer foi meu. Obrigado. O baile foi agradável, muito mais do que ela tinha previsto.
Em sua primeira incursão em uma pista de baile de um brilhante salão de Londres, tinha mantido uma conversação apropriada e cortês com seu par, enquanto tentava não pisar os dedos dos pés deste.
Foi um grande êxito, na verdade. Depois de inclinar-se diante de Serena murmurando,
—Lady Stratford. — o Senhor Elward desapareceu entre a multidão, deixando Olívia com sua irmã. Voltou-se para confrontar Serena e suspirou profundamente.
Serena sorriu, obviamente, lendo corretamente sua expressão:
Graças a Deus tudo terminou e graças a Deus consegui não fazer nada estúpido!
—Esteve muito bem. —Falou com voz suficiente alta para que Olivia a ouvisse acima do barulho da orquestra.
— Viu? Não foi tão mau.
—Tem razão —admitiu Olivia—. Não foi nada mal. —Surpreendente, considerando que estava convencida que faria o ridículo diante de toda a alta sociedade de Londres
—. Tenho a sensação de que quanto mais faço isto, mais eu gosto.
Ergueu a mão para tocar seu cabelo, o qual foi arrumado em cachos, depois recolhido por uma cinta adornada com plumas brancas.
O vestido de Olivia foi encomendado por Serena e veio de Paris, e era a coisa mais bonita que a jovem já tinha visto, cetim branco adornado com azul claro abrindo-se em uma ampla saia, o corpete ajustado, e as mangas tão bufantes que Olivia mal podia baixar os braços.
Vendo o gesto nervoso de Olivia, Serena sorriu.
—Seu cabelo está perfeito — assegurou—. Perfeitamente penteado, juro.

Irmãs Donovan
1 - Confissões de uma Noiva Inadequada
1.5 - Uma Noite Perversa
2 - Segredos Acidentais de uma Duquesa
3 - Uma Dama em tentação
Série concluída

Dívida de Honra

A única maneira para o irmão de Leona liquidar a dívida que contraíra com o detestável Lew Quayle era dar a irmã em casamento. Quayle não fazia segredo do desejo que sentia por ela. Contudo, quando Lorde Chard chegou ao castelo, Leona soube que jamais poderia amar outro homem que não fosse ele. Mas era tarde demais: ela já estava prometida a Lew Quayle. Lorde Chard nunca, em toda sua vida, vira uma jovem tão bonita e interessante como Leona, achando, pela primeira vez, que poderia ficar para sempre ao lado de uma mulher. 



Capítulo Um 

1820 

—Leona! Leona! 
A voz forte de homem ressoou pelo hall, pela escadaria e chegou ao quarto, no fundo do corredor do primeiro andar, onde uma mocinha arrumava num vaso os botões de rosa recém-colhidos. 
Com uma exclamação de alegria, ela saiu correndo da sala, mas antes de chegar ao alto da escada ouviu o chamado novamente. 
— Leona! Onde, diabos, está essa garota? 
— Estou aqui, Hughie! — ela gritou do patamar no alto da larga escada de carvalho. 
Hugh olhou para cima e a viu, tendo o corpo delineado contra o painel de madeira escura que revestia a parede. 
Os cachos loiros emoldurando-lhe o rosto oval, como uma auréola, emprestando-lhe um ar etéreo, quase de fada, e o vestido cinzento confundindo-se com as sombras davam a impressão, a quem a visse, de que era antes um ser espiritual do que uma pessoa.
— Por favor, Leona, gritei por você a ponto de acordar um morto! — reclamou Hugh. 
— Oh, Hughie, que maravilha! Você voltou! — Leona alegrou-se. 
— Eu não o esperava. 
— É claro que não. Eu não disse que viria — Hugh falou rispidamente. 
O tom de voz do irmão, a ruga profunda na testa e o modo agitado como ele batia o chicote de montaria nas botas hessianas revelaram a Leona que algo estava errado. Ela desceu a escada e correu para Hugh. 
— O que aconteceu, Hughie? O que há de errado? Por um momento, o irmão fitou Leona como se as palavras o tivessem surpreendido.
Depois, respondeu em tom cortante: 
— Tudo está errado, mas não há tempo para tagarelice. Reúna Bramwell e as criadas. Quero a casa toda bem arrumada! 
— Arrumada?! Para quê? 
— Sem perguntas! Faça o que eu mandei — ordenou sir Hugh Ruckley, zangado. 
No mesmo instante, envergonhou-se de tratar a irmã daquela forma e desculpou-se: 
— Perdoe-me, Leona. Estou numa grande encrenca, e só você pode me ajudar. 
— Hughie, o que houve? — Leona levou instintivamente a mão ao peito ao fazer a pergunta; sabia que a situação era grave. 
— Mais tarde, eu lhe direi — Hugh respondeu depressa.
— Vamos, toque chamando Bramwell ou grite, caso a campainha não esteja funcionando, como sempre. 
— Você perdeu no jogo novamente? Oh, Hughie, não perdeu todo aquele dinheiro! 
— Não, não. Acontece que ganhei. E ganharia muito mais, não fosse Chard ter-me interrompido. Maldito seja! 
— Quem é Chard? — Não me diga que nunca ouviu falar de Chard. 
O que vocês fazem neste lugar fora da civilização? Mas pare de me perseguir com suas perguntas, Leona, e faça o que mandei. 
Sem dizer mais nada, a irmã afastou-se depressa, seus passos eram abafados pelo tapete gasto. 
Atravessou o hall com graça e leveza dignas da admiração de quem a observasse, exceto da do irmão de cenho franzido. Passou sob a escadaria e parou junto da porta dupla que levava à área de serviço. 
— Bramwell! — ela chamou, tendo afastado as cortinas de tecido grosso. 
— Bramwell! Está aí? Ao contrário da voz ríspida do irmão, a de Leona era clara e musical. 
Mas observando-se o rosto de ambos, notava-se a semelhança entre os dois. 
Os cabelos claros, loiro-prateados, eram os mesmos.
Os mesmos olhos cinzentos, como um mar tempestuoso e as mesmas sobrancelhas erguidas, as quais faziam lembrar um pássaro alçando voo.
A semelhança terminava aí. 
Leona era a figura de uma lanugem de cardo; Hugh era forte, tinha mais de um metro e oitenta e corpo atlético, robusto, resultado dos anos que servira como soldado na França.
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17 de setembro de 2012

O Santo

Série Amantes Indomáveis

Vergil Duclairc é um homem acostumado a vencer. 

Como recém-nomeado tutor da senhorita Bianca Kenwood, está decidido a encontrá-la e devolvê-la ao lar custe o que custar, embora a última coisa que podia imaginar era achar sua pupila vestida de modo escandaloso cantando em um teatro de duvidosa reputação.
Mas ainda estava menos preparado para a implacável atração que sentiu por ela somente em vê-la, um desejo que não pode permitir deixar fluir por medo de desmascarar segredos que jurou guardar. 
De sua parte, Bianca não está disposta a abandonar sua independência, mas há algo irresistível no belo e persistente visconde Duclairc que o converte não só no administrador de sua herança, mas também no dono de seu coração. 
A jovem descobrirá em seguida que Vergil é um homem de profundos segredos e de uma sensualidade perturbadora a qual não se pode resistir. 
Quando suas vidas estão a ponto de mudar e seus caminhos a se separar, crescerá entre ambos uma paixão que os permitirá lutar contra o mundo ao qual pertencem

 Comentário revisora Waléria: Que raiva da mocinha, dá vontade de estrangular. Mas é um romance lindo, luvinha, mas uma graça. Boa leitura e aproveitem para conhecer um homem TBD que faz tudo pela amada. 
Vocês vão querer ficar de joelhos por esse Santo. Isso é garantido. 

Capítulo Um 

O canto de Jane Ormond, que Vergil apreciava a contra gosto, não apaziguou sua ira nem um pouco. Lamentava terrivelmente não poder jogá-la na prisão de Newgate, a que pertencia. 
Ia vestida como uma rainha francesa do século passado, mas não parecia cômoda em seu papel. 
Movia-se com rigidez, como se temesse que a alta peruca branca caísse ou que o miriñaque do vestido inclinasse. 
A confiança de sua voz contrastava com sua fragilidade física. 
E sua pose de profissional cheia de segurança destoava durante os breves momentos de vulnerabilidade. 
Ele não se sentia deslumbrado com seus estudados encantos. 
Com seus olhos grandes, seus lábios carnudos e sua insinuada fragilidade, aparentava o tipo mais perigoso de inocência, dessa que impulsionaria um homem a sacrificar sua vida com o objetivo de protegê-la, mas que também poderia despertar outra parte escura, e conseguir que esse mesmo homem se imaginasse lhe arrancando a roupa e destruindo essa inocência. 
Moveu-se em direção a ele, levantando a cabeça para cantar as notas mais altas em uma exibição vocal. Seus olhares se encontraram. 
Por um momento apareceu em seu rosto um brilho de curiosidade, como se percebesse que ele não estaria ali se não fosse pelo dever. 
Ele sabia que não havia nada em sua aparência que pudesse revelar isso. 
Aquela sala de jogos incluía espetáculos para atender aos gostos dos homens de sua classe. 
Eles podiam descansar de suas apostas naquele salão para comer e desfrutar de um concerto de ópera, ou, mais tarde, desfrutar de formas de entretenimento muito mais baixas. 
Ela o olhou por um tempo mais longo do que devia em resposta à inspeção a que se sentia submetida. 
Ele se surpreendeu ante a inquietante combinação de proteção e erotismo que aqueles grandes olhos convocavam, e se concentrou em todos os problemas que ocasionou durante as últimas duas semanas. Morton se deixou cair na outra cadeira da mesa. 
Parecia desconjurado, com sua pinta de urso e sua barba fora de moda. 
—A garota está aqui

Série Amantes Indomáveis
1 - O Sedutor
2 - O Santo
3 - O Encantador
4 - O Pecador
5 - O Romântico

O Rio Sabe O Seu Nome

O primeiro beijo aconteceu no corredor escassamente iluminado da mansão de Edwin Hastings. Louisa não o viu chegar....

Claro que era impossível que Anthony abrigasse intenções românticas. 
O beijo deve ter sido uma medida desesperada para evitar que os capangas os descobrissem, onde não deveriam estar. 
Porque, afinal de contas, nenhum homem poderia considerar que Louisa Bryce, com seu vestido sem graça e seus óculos, fosse uma mulher atraente. 
A única coisa que os intrusos tinham em comum era o interesse pelos assuntos particulares do Sr. Hastings, um homem poderoso de quem suspeitavam que abrigasse terríveis segredos. 
Agora, a Anthony e Louisa é apresentada a oportunidade de somar esforços para descobrir a verdade....., e esta associação será mais apaixonada do que ambos imaginaram. 

Leitura  Ana Paula G.: Eu,particularmente, gosto muito do estilo da Amanda Quick.Suas histórias são sempre bem elaboradas,sensuais e com um toque de humor.
Este livro não é diferente.Muito bom!

Capítulo Um
A viúva misteriosa tinha desaparecido novamente. Anthony Stalbridge rondava o sombrio corredor a procura de uma fresta reveladora de luz, embaixo de uma porta. 
Todos os quartos pareciam vazios, porém sabia que ela não poderia estar muito longe. 
Tinha conseguido vê-la antes que desaparecesse na escura escada de serviço. 
Ele havia lhe dado certa vantagem, antes de segui-la pelas escadas estreitas. 
No entanto, ao chegar ao andar onde estavam os quartos, a Sra. Bryce tinha desaparecido sem deixar vestígios. 
Do salão subia os acordes apagados de uma valsa e o murmúrio monótono das conversas estimulado pelo champanhe. 
O andar térreo da mansão de Hastings estava brilhantemente iluminado e cheio de convidados elegantemente vestidos, porém no andar de cima, apenas se via um ou outro brilho dos apliques na parede além de um silêncio ameaçador. 
Era uma casa enorme, mas ocupada apenas por Elwin Hastings, sua novíssima, riquíssima e jovem esposa, e os criados. Estes dormiam no porão, o que significava que a maioria dos quartos, desse andar, estava vazia. Às vezes, os quartos desocupados eram tentadores para os convidados que procuravam um local adequado para seus encontros ilícitos durante as longas noitadas. 
Será que a Sra. Bryce subiu até aqui para se encontrar com um homem? 
Por alguma razão desconhecida não queria pensar seriamente sobre essa possibilidade. 
Não que ele tivesse direito de esperar alguma coisa. 
Ela lhe havia concedido algumas danças e mantido algumas conversas formais, nada comprometedoras, nos diversos eventos sociais realizados na semana anterior. 
Somente até aí chegava o conhecimento que tinham um do outro. 
Mas sua intuição, para não mencionar todos os seus instintos masculinos, tinham-no advertido que, de fato, os dois, haviam se envolvido em um duelo arriscado. 
Um duelo que não tinha intenção de perder.
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