27 de novembro de 2011

A Noiva Roubada

Dinastia Warenne
Sean O’Neill tinha significado tudo para Eleanor de Warenne, mas desde que ele tinha deixado o solar de sua família e tinha desaparecido, ninguém havia voltado a ter notícias dele. 

Inclusive Eleanor tinha abandonado toda esperança de voltar a vê-lo e se comprometeu com outro.
Então, a somente uns dias de suas bodas, Sean apareceu de novo… mas o moço que tinha sido seu protetor durante a infância se converteu em um estranho embrutecido pelo tempo que tinha passado na prisão.
E era um fugitivo.
Cansado e angustiado, Sean sofreu uma grande impressão ao descobrir que a pequena Elle se converteu na bela e desejável Eleanor.
Embora se negasse a pô-la em perigo, sua decisão de afastar-se dela se viu posta a prova pela determinação de uma mulher que não ia permitir que a abandonasse de novo.

Comentário da revisora Kelly : Com toda a sinceridade que sei que posso ter com vocês leitores digo que esse livro foi um dos melhores que já corrigi, a historia de amor entre Elle e Sean é linda, construída pouco a pouco e colocada a prova várias vezes.
Em que pese que algumas vezes dá vontade de matar o mocinho pelo o que faz a mocinha sofrer, e em outras dá a vontade de pegá-lo no colo de consolá-lo devido a tanto sofrimento que ele passou.
Mas vocês só irão se deliciar com essa leitura se lerem. Bjs

Capítulo Um

7 de outubro, 1818, Adare, Irlanda
Em três dias ia casar-se. Como tinha ocorrido aquilo?
Em três dias ia casar-se com um cavalheiro ao que todo mundo considerava perfeito para ela. Em três curtos dias, ia converter-se na esposa de Peter Sinclair.
Eleanor de Warenne estava assustada.
Ia tão inclinada sobre o lombo de seu cavalo que só via sua
pelagem e sua crina.
Esporeou-o para que galopasse mais rapidamente, mais perigosamente.
Eleanor queria correr mais que seu nervosismo e seu medo.
E brevemente, conseguiu-o.
A sensação de velocidade se fez absorvente; não podia haver outro sentimento nem outros pensamentos. O chão a era um borrão sob os cascos do cavalo. Finalmente, o presente se desvaneceu. A euforia se apropriou dela.
O amanhecer iluminava o pálido céu.
Finalmente, Eleanor se esgotou, e também o semental que montava.
Ergueu-se e o animal diminuiu o passo.
Imediatamente, ela recordou de seu iminente matrimônio.
Eleanor fez que o cavalo diminuísse a velocidade até o trote.
Tinha chegado ao ponto mais alto da colina, e olhou para baixo, para sua casa.
Adare era a cabeça das terras de seu pai, que abrangiam três condados, cem povos, milhares de granjas e uma mina de carvão muito produtiva, além de várias pedreiras.
Mais abaixo, a colina se convertia em um espesso bosque, e mais à frente, em uma pradaria exuberante que, atravessada por um rio, terminava nos jardins que rodeavam a enorme mansão de pedra que era seu lar.
A quela mansão, que tinha sido reformada cem anos antes, era um retângulo de três pisos, com uma dúzia de colunas que sujeitavam o telhado e o frontón triangular.
Havia duas asas mais detrás da fachada, uma reservada para a família, e a outra para seus convidados.
Sua casa estava, naquele momento, abarrotada de pessoas da família e convidados. Assistiriam trezentas pessoas ao enlace, e os cinqüenta membros da família do Peter estavam alojados nesta asa.
O resto ficavam nas estalagens dos povos e no Grande Hotel de Limmerick.
Eleanor olhou para o imóvel, sem fôlego, suarenta; a trança lhe tinha desfeito, e vestia um par de calças que tinha roubado séculos atrás de algum de seus irmãos. Depois de sua apresentação na sociedade, dois anos antes, tinham-lhe pedido que montasse com um traje de amazona adequado para uma dama.


Dinastia Warenne
1 - O Conquistador
2 - A Promessa da Rosa
3 - O Jogo
4 - O Prêmio
5 - A Farsa
6 - A Noiva Roubada
7 - A Filha do Pirata
8 - A Noiva Perfeita
9 - Um Amor Perigoso
10 - Uma Atração Impossível
11 - A Promessa
12 - Casa dos Sonhos
13 - Amor Escandaloso
14 - Depois da Inocência
Série concluída

A Mulher Mais Valente




Soraya ao-Din era uma mulher sedenta de vingança.

Disfarçada de menino, nada poderia afastá-la de seu objetivo.

Marc De Valery era um cavalheiro cansado de combater que tinha que cumprir uma última missão: proteger o rei Ricardo em sua perigosa viagem de volta a Inglaterra.
Enquanto amanhecia sobre o dourado deserto.
Soraya empreendeu o caminho com Marc.
Era a primeira etapa de uma viagem que a levaria através do Mediterrâneo, pelas formosas paisagens da Itália e os abruptos Alpes franceses, longe de tudo o que ela conhecia.
Com o perigo lhe pisando nos tornozelos, poderia blindar seu coração contra o honrado cavalheiro ao qual tinha jurado matar?

Nota revisora Maria Emilia: Este livro foi um presente!
A mocinha é inteligente, esperta, resolvida e sem traumas desnecessários.
O mocinho é um doce, com uns traumas, o que é fundamental num mocinho, honrado, TDB e escocês! Fora isso a leitura é saborosa, pois Lynna Banning escreve muito bem. Adorei

Capítulo Um

Jerusalém, 1192. Terceira cruzada

Marc jogou a capa de lã sobre os ombros e, deixando escapar um gemido de cansaço, inclinou-se para a fogueira.
Deixara de importar se o deserto estava calcinado pelo sol ou era varrido pelo vento, se era de noite ou de dia, se comera ou não.
Cada dia que passava, lhe importava menos continuar vivo.
Como se fosse uma grande moeda de ouro, o sol ficou em direção às colinas áridas da Síria, incendiando o céu em seu caminho.
Habitualmente lhe agradava o entardecer no acampamento, mas daquela vez era diferente.
Os pulmões se encheram de ar com aroma de esterco.
A cinquenta passos para o oeste, o estandarte escarlate e dourado do rei ondulava fracamente em uma brisa fraca.
Senão fosse por Ricardo, aquela maldita cruzada já teria terminado.
Uma pisada o alertou. Marc aguçou o ouvido e, com seu dolorido braço, alcançou a espada que estava ao seu lado.
— Calma, meu amigo — uma voz cordial disse. — Sou Roger de Clare — o musculoso jovem tirou o manto verde que cobria sua cota de malha e se agachou junto ao fogo.
— Que notícia traz, de Clare? — Marc perguntou com indiferença.
— Nenhuma. O rei está pior; os criados são preguiçosos; os abutres estão famintos… Enfim, nada que não saiba.
Marc assentiu sem sorrir.
— O próprio Saladino enviou um remédio para curar o rei. Ao menos, isso é o que afirmam nossos espiões — continuou Roger, olhando ao redor. — Também nos informam de que os homens de Saladino espreitam nas sombras, além da luz das fogueiras.
Todo o acampamento sabia que Ricardo jazia em sua tenda, suando por causa da febre, atendido por cavalheiros e serventes. Saladino também sabia onde se encontravam Ricardo e seus guerreiros. O líder sarraceno parecia conhecer de antemão qualquer movimento do exército franco.
Roger pigarreou.
— O rei me envia para lhe dizer que deseja falar com você.
— Outra vez — Marc protestou. — Nenhum homem em toda a cristandade ignora tão bom conselho. Irei mais tarde; ainda não comi.
Roger deu uma olhada à tosca panela de metal pendurada sobre o fogo.
— Eu diria que não é grande coisa.
Marc assentiu. Diferente de outros cavalheiros normandos, Roger de Clare nunca media as palavras.
Aquela era uma das razões pelas quais Marc o tolerava.
Outros normandos, os que ambicionavam Sicília, Chipre e inclusive Escócia, podiam ir ao diabo.
— Acham que o rei vai morrer? — inquiriu Roger.
— Duvido. Não é em vão que o chamam de Coração de Leão.

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Um Herdeiro Intrigante


Na riqueza ou na pobreza...

Casada e viúva num período de poucos dias, Chastity Somers pretende reivindicar a herança do marido, o conde de Barrington, para poder cuidar dos primos dele, que ficaram órfãos e perderam tudo.

Depois de tirar as crianças do reformatório, ela as leva para Sunnyledge, a propriedade que lhe pertencerá legalmente, isso se não aparecer nenhum outro herdeiro no prazo de três meses... e se a conduta dela for irrepreensível.

Chastity, porém, tem de enfrentar Reed Gilbride, que alega também ser herdeiro do conde.
Aquele homem perigosamente atraente tem o poder de destruir todos os seus sonhos. Chastity reza para que ele não consiga encontrar provas de sua origem... e para que não perceba o poder que tem sobre o seu coração.
Se acaso se render à paixão que Reed lhe inspira, ela sacrificará o futuro das crianças... ou encontrará a chave para seu próprio futuro?...

Capítulo Um

Glowcester, Inglaterra, maio de 1817.

— Está roubando estas crianças? — Apanhada ao lado de uma das janelas do reformatório de dois andares, Chastity Somers conteve um grito e puxou os pequenos para junto de si.
A noite escura, perfeita para seus planos, transformou-se em uma armadilha.
Não conseguia ver nada nem ninguém além da escuridão na viela abaixo.
O dono da voz grave e profunda parecia imóvel, contudo ela não ousou permanecer do mesmo modo.
Precisava tirar aquelas crianças dali em segurança.
Não podia falhar com os primos de seu marido da mesma forma que falhara com o próprio William.
Decidida, Chastity fez um gesto para que as crianças se adiantassem e tentou falar com seu melhor sotaque britânico:
— Não seja ridículo. Ninguém pode roubar o que já lhe pertence.
O intruso não respondeu e ela tirou a última das quatro crianças pela janela.
— Mas, Kitty... —A versão de Luke para o nome dela ecoou em alto e bom som enquanto o menino a puxava pela manga. — Você está nos roubando.
— Quieto, Luke!
— Está tudo bem, senhor — Matthew quis tranquilizar o estranho.
— Nós queremos ser roubados.
Fortalecida pela defesa do garoto, Chastity continuou a operação de resgate.
— Mark, pegue a mão de Rebeca. Fiquem perto da parede e segurem-se no peitoril.
Ninguém tiraria os pequenos dela outra vez, jurou, enquanto se dependurava no parapeito e tentava baixar o corpo, acabando por cair sentada no chão.
Em meio às gargalhadas das crianças, sentiu uma mão forte agarrá-la pelo braço e o coração disparar.
O homem deve ter percebido seu pavor, pois afrouxou a pressão, embora continuasse a segurá-la.
Sua proximidade e a mistura de um odor de cavalo e couro trouxeram a Chastity um sentimento de segurança como o que William lhe proporcionava.
A sensação de bem-estar, entretanto, parecia mais intensa agora.
Meneou a cabeça, querendo afugentar aqueles pensamentos tolos.
— Não ouvi seu cavalo se aproximando — resmungou, tentando contornar a inesperada e absurda situação.
— O nome dele é Segredo — o estranho declarou orgulhoso.
— Serviu-me muito bem em Waterloo.
Certa de que um militar não lhe faria mal, embora pudesse ter lutado contra seu povo, ela permitiu que o desconhecido a ajudasse a se levantar.
Por algum motivo, confiou no tom daquela voz.
— As crianças não têm medo de você — comentou o homem.
— Claro que não. Mas como pode afirmar isso?
— Crianças assustadas raramente riem.

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Anjo Travesso




Uma paixão proibida é sempre uma escolha escandalosa...

Lauren atravessa a campina correndo, pula sobre uma cerca e aterrissa em cima do homem mais maravilhoso que ela já viu na vida.
O desconhecido então lhe rouba um beijo e vai embora, deixando-a atônita, ofegante e... apaixonada!
Mas Lauren não pode contar a ele que é uma condessa viúva passando por dificuldades.
Então trata de esquecê-lo, até que o reencontra em um baile em Londres...
O homem que povoa seus sonhos é um duque, de uma classe social muito superior à sua, e está noivo de outra mulher...
Alexander Christian, duque de Sutherland, fica surpreso ao reconhecer Lauren Hill como a moça do campo que conquistou seu coração à primeira vista.
O dever, no entanto, o forçou a ficar noivo de uma dama nobre e a ocupar seu lugar na sociedade e no Parlamento.
Contudo, ele sonha em passar uma noite com aquela beldade de olhos azuis.
Mas se cair na tentação, será que terá forças para afastar-se novamente, ou arriscará tudo para ficar com a mulher que o faz arder de desejo?...

Capítulo Um

Baviera, 1828
Paul Hill sentiu a primeira pontada de um verdadeiro pânico.
A moça que o atendera estava usando o que ele julgou ser um dos vestidos de sua irmã.
E, se não se enganava, também usava um medalhão de ouro que ele dera a Lauren no aniversário de dezesseis anos.
Parado no vestíbulo úmido de um castelo absolutamente gótico, Paul receou ter chegado tarde demais.
Quando a moça saiu à procura de alguém que pudesse entender seus esforços patéticos de falar alemão, ele imaginou se não se veria novamente incapaz de ajudar sua irmã. Engolindo um nó na garganta, ele pensou que essa seria uma explicação perfeitamente razoável para a moça estar usando as roupas e as jóias de Lauren, embora o sentido lhe escapasse.
Remexeu-se, apoiando-se na bengala para aliviar a pressão da perna aleijada.
Se não fosse por sua enfermidade, ele teria podido salvar Lauren dois anos atrás.
Poderia tê-la sustentado e a feito casar bem antes que tio Ethan aparecesse com aquele detestável plano. Poderia...
— Entshuldigen Sie, Her...?
Paul foi arrancado de seus pensamentos e endereçou um olhar glacial para o homem curvado pela idade a sua frente.
— Vim buscar minha irmã — anunciou, todo importante.
O mordomo limitou-se a encará-lo.
Paul deixou escapar um suspiro de frustração; não tinha a habilidade de Lauren para falar outras línguas. — Meine Schwester. Lauren Hill.
As feições do velho se iluminaram.
— Ah, Grafin Bergen! Ela vai ficar encantada. Não tínhamos certeza de quando o senhor chegaria — o mordomo respondeu em inglês perfeito e esboçou um sorriso mostrando três dentes.
Espantado, Paulo empertigou-se todo.
— Exijo saber do paradeiro dela imediatamente!
Os lábios do velho se apertaram conforme ele se adiantava.
— Eu ficaria muito feliz em lhe indicar a direção — resmungou. — Só precisava pedir. Ela está, no presente momento, nos aposentos dos criados.
Então, tinham obrigado Lauren a ser uma criada, os bárbaros!

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Irritante Sedutor





Um valioso oponente... Uma calorosa rendição!

Herói da batalha de Waterloo, o lorde Randal promete a seu primo mortalmente ferido que voltará para reivindicar suas terras na Escócia.

Mas como um saxão inglês recém-chegado na rebelde região montanhosa da Escócia, Randal depara-se com uma perigosa resistência...
Principalmente nos braços da bela e destemida Caitlin, uma mulher que ele jura que irá possuir a qualquer preço!

Apesar de considerar o lorde inglês impossivelmente teimoso e irritante, Caitlin não pode negar sua poderosa sensualidade e o desejo que ele lhe desperta.
Mas quando é obrigada a se casar com Randal, a resistência de Caitlin derrete sob o calor da paixão implacável e dos beijos ardentes de seu marido.
E enquanto uma acirrada rixa de famílias ameaça arruinar seu mundo, Caitlin precisa confiar o coração e a vida ao homem que ela jurou nunca amar, mas sem o qual não consegue mais viver...
Elizabeth Thornton é especialista em escrever romances históricos.
Ela adora pesquisar.
Procura criar tramas em lugares do passado cuja descrição seja a mais verdadeira possível.
Ela é sinônimo de sucesso e seus livros são cada vez mais elogiados e prestigiados no mundo inteiro!

Capítulo Um

Deeside, região montanhosa da Escócia, 1814.
__Não fuja. Eu devo pegar você. É esse o objeti¬vo do jogo, não é? Pelo menos foi o que me ensinaram.
A voz vinda das sombras escondia uma ligeira diversão.
Também tinha um traço da cultura inglesa permeada com um quê de arrogância que os escoceses tanto detestavam.
O ligeiro alarme que disparou o coração de Caitlin foi diminuindo aos poucos.
Ela reconheceu a voz como sendo a do vizinho de seu avô.
Como costumava fazer antes de entrar para o Exército, Neil, o lorde Randal, tinha vindo passar a temporada de caça em suas terras na Escócia.
Na manhã seguinte deveria apresentar-se ao regimento.
Pelo que lhe fora informado, os amigos dele haviam organizado uma festa surpresa.
E estava bem claro que ele tinha se aborrecido e sumira da comemoração.
Frustrada e blasfemando sua falta de sorte, Caitlin se virou lentamente para encarar o homem que a tinha abordado.
Neste breve ínterim, ela tomou uma decisão.
Não queria que ele descobrisse sua identidade de jeito nenhum.
Se quisesse, ele poderia lhe causar uma série de problemas.
Seria bem melhor se passar por uma camponesa.
— Lorde Randal, o que está fazendo aqui? — perguntou ela, tentando esconder o rosto com o capuz de sua capa.
Com essa tática, Caitlin pretendia ganhar tempo para avaliar sua situação.
O uísque contrabandeado não estava mais em seu poder, tinha sido entregue em segurança poucos instantes atrás na casa de barcos do lorde.
Pensou em confessar que era contrabandista, porém achou que seria muito arriscado. Mas, então, como explicar sua presença nas terras dele em um horário da noite em que todas as mulheres decentes estavam dentro de casa, a salvo?
— Moça, se você gosta de jogos, saiba que hoje estou disposto a ser condescendente. Está brincando de Chapeuzinho Vermelho?
O tom brincalhão do lorde Randal trouxe certo desconforto ao estômago dela.
Caitlin imaginou que ele estivesse se referindo a alguma peça teatral de Londres. Quando não estava servindo como soldado na Espanha, Randal passava grande parte do tempo em Londres.
E todos em Deeside sabiam o porquê.
Lá, o lorde Randal sentia-se em casa.
Era um homem sofisticado e elegante que, se os rumores fossem verdadeiros, vivia rodeado de mulheres.
Com seus cabelos loiros e olhos verdes, era a perfeita figura viril de um homem à moda inglesa.
Caitlin o perdoava por esse fato.



Sião, País Dos Sorrisos





Todo homem procura uma estrela, uma mulher que o guie, que ilumine seu caminho.

Essas palavras, ditas pela voz cálida e sensual do Marquês de Oakenshaw, ainda soavam nos ouvidos de Karina.

Ali estavam eles, passeando de barco em meio ao burburinho do Mercado Flutuante de Bangcoc, no cenário de um sonho que Karina jamais pensara viver.

Tinha chegado até o Sião trazida por Betty, era a criada pobre e humilde, protegida pela prima, uma das favoritas do Marquês.
Como poderia agora trair sua afeição, sua lealdade, caindo nos braços daquele homem orgulhoso e de olhar cínico, que sabia seduzi-la com tão belas palavras?

Capítulo Um

1894
O Marquês de Oakenshaw bocejou.
O Palácio de St. James estava muito abafado e as cerimônias da Corte naquele dia levavam mais tempo do que de costume.
O Príncipe de Gales estava de muito bom humor e, assim, atendia e conversava com quase todas as pessoas que eram apresentadas.
Repetidas vezes sua risada ecoava no grande salão de teto baixo.
O Marquês, que já tinha visto tudo aquilo, não estava especialmente impressionado com o cerimonial e a esplêndida aparição de Soldados, Marinheiros, Diplomatas e Ministros.
A única coisa que pensava naquele momento é que preferia estar no campo, pois o dia estava excepcionalmente ensolarado, em se tratando do mês de janeiro.
Como gostaria de cavalgar um de seus espertos animais, parque afora, ou apostar corridas com um de seus amigos em sua pista particular!
Estava de tal modo entregue a seus pensamentos que levou um pequeno susto quando a cerimônia terminou e o Príncipe de Gales começou a andar em direção à porta.
O Marquês dirigiu-se rapidamente para seu lado, constatando que o Príncipe ganhava peso a cada ano que passava.
Não havia a menor dúvida que suas roupas, tão elegantes, teriam de ser substituídas em breve.
No entanto, o Marquês contrastava bastante com o Príncipe.
Como apreciava demais montar a cavalo, procurava fazer o possível para manter seu peso estável.
Isto significava, por exemplo, mostrar-se muito comedido quando se tratava das esplêndidas refeições servidas no Palácio de Marlborough e por todas as anfitriãs que desejavam recepcionar o Príncipe de Gales e seus acompanhantes.
Novamente reprimindo um bocejo, o Marquês pensou que aquelas refeições tão prolongadas aborreciam-no sobremaneira, o mesmo acontecendo com as cerimônias da Corte.

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O Segredo Da Casa Ancestral






Vestida apenas com uma fina camisola, Gina jazia no chão de uma masmorra úmida e fria, amarrada e amordaçada.

O lugar em que estava presa era um esconderijo onde, nos séculos passados, se abrigavam padres e monarquistas perseguidos, na casa do Conde de Ingleton.

Trêmula de pavor, Gina se perguntava se o belo Conde, ocupado em entreter seus convidados, notaria a sua falta.

Para vir em seu socorro, ele teria de se lembrar da existência daquele aposento e encontrar uma passagem secreta esquecida de todos.
A Inveja estava destruindo a vida do jovem Conde de Ingleton.

Capítulo Um

1840
— Então? Entendeu bem, Gina? Você irá para minha casa assim que tiver arrumado a bagagem.
— Sim, tio Edmund.
— Tomará a diligência para Bedonbury. Minha carruagem já se encontrará a sua espera no entroncamento da rodovia principal com a estrada para The Towers.
— Sim, tio Edmund.
— Naturalmente, sua ama terá de acompanhá-la — prosseguiu Lorde Calborne — Mas, assim que chegar, ela deverá voltar. Não há lugar para a nanny em The Towers.
Gina susteve a respiração. Fez um esforço para pedir ao tio,
— Não seria possível permitir que a nanny ficasse comigo? Ela está em nossa casa desde que eu nasci!
— Nesse caso, já é hora de a nanny se aposentar. Além disso, você já tem dezoito anos, e não necessita dos cuidados de uma ama.
— Limpando a garganta, Lorde Calborne prosseguiu, — Na verdade, já planejei qual será sua função quando vier morar com sua tia e comigo.
Fez-se uma pausa.
Era evidente que Lorde Edmund esperava a pergunta da sobrinha.
— E qual será, tio Edmund?
— Logo vai ver que há inúmeras tarefas na casa, depois de se desincumbir delas, você poderá me ajudar no meu trabalho desprendido pelos missionários do Extremo Oriente. Todavia, pretendo contratar um secretário, uma vez que estou em Londres.

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Casamento Forçado






Gytha fixava, hipnotizada, o homem à sua frente, O que havia em seu olhar? Amor ou medo?

Gytha se aproximou, apreensiva, da carruagem fechada que a aguardava.

Percebeu vagamente um vulto encapuzado no banco traseiro.

De repente, sentiu um empurrão e foi puxada violentamente para dentro do veículo. Nesse momento soube que estava sendo raptada!

No desespero pensou, então, em Lorde Locke, o homem que amava.
Toda vez que o via comparava-o a um cavaleiro da Idade Média, com sua reluzente armadura.
Belo e viril, parecia ter saído dos contos de fadas ou dos anais da cavalaria andante.
Só ele, com sua força e poder, conseguiria salvá-la!

Capítulo Um

1818
— Não, vovô, é absolutamente impossível! Não posso fazer isso!
— Vai fazer o que eu quiser — Sir Robert Sullivan berrou.
— Se pensa que vou permitir que meu dinheiro seja esbanjado por algum esperto caçador de dotes, está enganada!
— Nem todos os homens que me cortejam são necessariamente caçadores de dotes! — Gytha protestou.
— Acha que alguém se casaria com você por outro motivo além desse? — Sir Robert replicou . — E chega de discussões. Você é livre para escolher entre Vincent e Jonathan, qualquer um dos dois, e quanto mais depressa, melhor.
E ele deu o assunto por encerrado.
Acenou ao valete, em pé atrás de sua cadeira de rodas, que o levasse para fora da sala.
Gytha afundou-se no sofá.
—Que posso... fazer? — ela se questionou, desesperada — Que... posso fazer?
Ela não entendia bem por quê mas, nestes últimos dois meses, o avô estava deveras preocupado com o uso de sua enorme fortuna.
Os médicos informaram Gytha, em segredo, que ele não viveria mais que dois meses, três no máximo.
Gytha não comunicou esse prognóstico a ninguém mais.
Contudo, devido ao pressentimento natural dos velhos, Sir Robert tinha consciência de que seus dias estavam contados.
Muitas vezes discutira sobre quem iria herdar sua fortuna, acumulada na Índia, durante o último século.
Pessoa alguma sabia com exatidão a quanto montava, exceto ele mesmo, seu procurador, e o responsável pela contabilidade.
Os poucos membros restantes da família tinham conhecimento apenas de que se tratava de enorme soma.
Os dois sobrinhos de Sir Robert, Vincent e Jonathan, filhos de seu irmão mais jovem, contavam os dias para tomar posse da imensa riqueza.
Isso, Gytha não ignorava.

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20 de novembro de 2011

Delito E Desonra



Quando era pouco mais que uma menina.

Bethany Munro se apaixonou perdida mente pelo atraente Ian Rockwell.

Mas Ian teve de partir numa missão para a Coroa, e ela foi forçada a enterrar aquele sentimento bem fundo dentro de seu coração...
Até uma noite enluarada, anos depois, quando ela o avista num salão de baile, e toda a paixão que um dia sentiu vem à tona.

Agora, no entanto, Bethany tem seus segredos... ...Tanto quanto Ian.
Ele leva uma vida perigosa e é suspeito de um crime que não cometeu.
Ele não podia imaginar que a mocinha ingênua que conheceu anos atrás; fosse aquela beldade que tinha agora diante dos olhos, muito menos que seria ela quem o ajudaria a provar sua inocência.
Entretanto, num mundo de fascínio e intrigas, no qual nada é o que parece, um perigoso jogo de sedução logo se transforma numa noite de pecado, e Ian e Bethany descobrem que, ainda mais perigosos do que a atração e o desejo, são o amor e a paixão...

Capítulo Um

Inglaterra, 1876
A alegria e o entusiasmo de Bethany Munro terminaram no momento em que Ian Rockwell passou sob o arco da porta.
Como se a nevasca lá fora invadisse o salão de baile, murmúrios elevaram-se das pessoas que rodeavam a mesa do requintado banquete junto à parede dos fundos.
Numa visão espetacular, todo vestido de preto, os ombros largos emoldurados pela elegante casaca, ele entrou no recinto com uma graciosidade máscula, um sorriso rápido exibindo as covinhas, o olhar reservado apenas à mulher apoiada em seu braço.
Bethany sentiu a respiração presa sob o espartilho.
Desde que se aventurara para longe da vida campestre, dois anos atrás, ela havia aprendido depressa que o mundo estava crivado de tentações.
Porém, nunca cedera a nenhuma delas, pois a fantasia amorosa com um único homem a perseguia e parecia marcar-lhe o futuro.
E, agora, ali estava ele com a linda condessa Dermott á seu lado.
Atencioso, ele saudava o anfitrião e, sem saber ainda, reentrava em sua vida.
Observou-o mover-se, um homem à vontade no ambiente refinado da aristocracia.
Fazia três anos que Bethany não via Ian, e não esperava revelo.
Seus cabelos castanhos exibiam um penteado perfeito no alto da cabeça, o vestido de seda e tule azul-celeste era mais uma joia em seu figurino elaborado.
Imaginou se Ian a reconheceria ali, entre tantas pessoas.
Então, a apreensão crescente dominou a excitação inicial, pois ele estava em Whitley Court, um lugar muito perigoso para ambos, e o último onde gostaria de encontrá-lo.
De repente, Bethany desejou desaparecer dali.
Enquanto refletia se teria coragem de ir embora, o olhar de Ian a encontrou e fitou-a.
Bethany ficou imóvel e rígida feita uma estátua de gelo.
Com uma leve hesitação, o olhar de Ian prendeu o seu, a expressão sombria e determinada.
Então, a mulher apoiada no braço dele disse algo e o breve contato visual se desfez.
Com um sorriso no rosto atraente, Ian curvou a cabeça para ouvir sua acompanhante. Tudo havia ocorrido nos últimos dez segundos como se Bethany houvesse apenas imaginado o lampejo nos olhos verdes dele ao vê-la.
Mas Ian mal tinha notado sua presença.
Como se nunca tivesse depositado o coração aos pés daquele homem, Bethany manteve a postura ereta e a expressão fria ao vê-lo afastar-se.
Charlene riu a seu lado.
— Não se dê o luxo de cobiçá-lo, amiga.

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Um Conde Sedutor

Série Davine e Amigos
Procura-se uma noiva...

Adam Faramond, conde de Rothbury, precisa encontrar uma esposa o quanto antes, ou sua avó o deserdará.
O problema é que Adam, um libertino incorrigível, só consegue pensar em se assentar com uma certa jovem, uma mulher especial, por quem ele se sente atraído há anos. E é uma pena que a srta. Charlotte Greene jamais aceitaria se casar com um escroque como ele.
Pelo menos é o que ele pensa...
Charlotte acredita que o conde, o único homem que faz seu coração palpitar, jamais olhará para uma moça como ela.
Cansada de ser bem-comportada e certinha, Charlotte decide que uma amizade com o conde poderá proporcionar a emoção que falta à sua vida monótona.
Sem revelar os respectivos sentimentos, Charlotte e Adam simulam um casamento para apaziguar o desassossego da velha condessa.
Mas o "casamento de conveniência" toma um rumo inesperado, e a mesma dúvida passa a atormentar o coração de Charlotte e de seu conde sedutor: será que devem revelar um ao outro seu amor irresistível, e viver a grande paixão de suas vidas?...


Capítulo Um

"Um cavalheiro jamais hesita em salvar uma dama."
Baile para escolha da noiva, castelo Wolverest. Agosto de 1813.
— Deus do céu, minha querida, nunca a vi tão adorável como nesta noite. Charlotte Greene fitou o visconde Witherby com olhar impassível. Embora devesse sorrir por cortesia, os lábios não lhe obedeceram.
— Muita bondade sua, milorde — murmurou.
— Bondade nada tem a ver com isso. — As sobrancelhas brancas e grossas se mexeram sobre o olhar cúpido que se fixava no busto de Charlotte. — Digo que a senhorita é tenta¬dora — ele retrucou com voz rouca e baixa para não ser ouvido por Hyacinth Greene, a mãe da jovem.
Ela pressionou os lábios e fez uma anuência discreta para não encorajar o visconde idoso e calvo.
— A senhorita me concederia a honra da próxima dança? — ele perguntou, sem levantar os olhos da visão que admirava.
De jeito nenhum!, ela quis gritar, mas a educação respeitável que recebera impediu-a de repelir o visconde, enquanto procurava encontrar uma resposta adequada.
Diante da hesitação, ele ergueu as sobrancelhas que tinham tamanho suficiente para cobrir a careca.
— Milorde, eu pretendia descansar agora. — Ela notou o visconde se retesar. — Ainda assim eu lhe agradeço muito o convite.
Hyacinth aproximou-se mais um pouco, suspirando, frustrada.
Como ainda não recebera nenhum convite para dançar, Charlotte não deveria recusar o pedido, mas não conseguiu concordar, pois o visconde era insuportável.
— Por favor, desculpe minha filha — a mãe interveio. — Ela é muito envergonhada.
Charlotte estremeceu com a desculpa murmurada pela mãe que, mesmo bem-intencionada, sempre a fazia sentir-se como uma menina de sete anos.
No entanto, sua timidez com os homens pouco tinha a ver com o fato.
Não dançara naquela noite porque ninguém a convidara.
Exceto um bêbado, outro que não enxergava direito e um cavalheiro velho o bastante para ser seu avô.
Ou as três coisas, como o visconde Witherby.
Apesar disso, não havia tempo de mergulhar na autopiedade.
Era quase meia-noite e se estivesse certa, lorde Tristan Devine, objeto de seus sonhos, não demoraria a chegar.
Por sorte, ou por um milagre como diriam alguns, fora selecionada para participar do baile que o duque de Wolverest oferecia para a escolha da noiva do irmão mais novo, um homem por quem se apaixonara desde que ele a salvara junto com a mãe, quando a carruagem dos Greene tombara.
A partir daí, nunca mais o esquecera.










Série Davine e Amigos
1 - No baile de caça a noiva
2 - Um Conde Sedutor
3- Protegendo uma Dama Notória
Série concluída

Seu Guerreiro Guardião



A primeira vez que se viram foi em um campo de batalha.

Ele acreditou que ela era uma de suas partidárias.

Ela sabia que ele era seu inimigo.
Embora Rosamund Kinnersley estivesse decidida a lutar por sua honra, de vez em quando lhe passava pela cabeça a loucura de entregar-se à paixão daquele homem…

Rosamund e seu irmão, órfãos como consequência da sangrenta Guerra das Rosas, descobriram que a morte de seu pai, que lutava da parte dos
Lancaster, significa que suas terras poderiam passar às mãos dos York.
Simon era o cavalheiro inimigo designado como seu guardião.
O apaixonado vínculo entre Rosamund e Simon crescia em cada encontro.
Poderia esse amor recém-nascido sobreviver a velhas lealdades e traições?

Comentário revisora Rosangela Breda: O livro é florzinha, é um casal jovem que se apaixona no meio de uma guerra, e, para ela, eles são inimigos, mas ele só pensa em protegê-la. Eu não gostei muito, mas vale apena ler.

Capítulo Um

—Rosamund, Rosa… — disse uma voz em tom imperativo.
Rosamund suspirou, secou as mãos com um trapo e foi abrir a porta Martha, a mulher que fora sua babá e que, agora, era sua criada pessoal.
Rosamund, que estava desde o amanhecer no que foi o alambique de sua mãe, fazendo os preparativos necessários para recolher e armazenar as ervas de finais daquele mês de junho, secou o suor que estava se formando já na testa.
Desde o dia primeiro de maio daquele ano de nosso Senhor de 1472, fazia mais calor que de costume.
A sua madrasta, lady Sibyl, nunca se interessou muito em secar ervas e preparar remédios, assim, disso se encarregava Rosamund, uma tarefa que gostava de fazer. Sobretudo, desde que seu pai se foi há uma semana com uns quantos guerreiros, e a casa senhorial em que viviam ficou sumida na tristeza.
Rosamund era consciente que todos esperavam notícias de seu pai.
Todos queriam que voltasse. Sir Humphrey lutou fazia pouco na batalha de Barnet, em que o conde do Warwick, seu senhor, resultou vencido e aniquilado pelo rei dos York, Edward.
O pai de Rosamund conseguiu escapar com vida e voltou para Kinnersley Mannor, mas não ficou muito tempo, porque, ao se inteirar de que a rainha Margaret de Anjou desembarcara na Inglaterra em companhia de seu filho Edward de Lancaster e sua prometida, a filha do conde, lady Anne do Neville, sir Humphrey decidiu unir-se a seu exército, com a esperança de que a rainha conseguiria vencer ao usurpador da casa dos York e devolver a seu marido, Henry VI, o trono que lhe pertencia por direito.
Por isso, se encaminhou rumo a Tewkesbury, a umas doze milhas de sua casa, situada em Cotswolds, para unir-se ao exército da rainha, que se dirigia a Londres do oeste. Rosamund esperava que voltasse logo.
—O que ocorre, Martha? Há notícias de meu pai? — perguntou à mulher, que se sentou em um tamborete e estava se abanando com o trapo que ela deixou sobre a mesa.
Martha negou com tristeza. O calor estava matando aquela mulher grande, de rosto redondo e com bastante sobrepeso.
—Não, não, não se sabe nada de seu pai.

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A Profecia Misteriosa



Junto às tétricas águas do lago Ness, Mary Carmichael e Hunter MacBeth vivem um amor impossível.

Seus respectivos clãs estão se enfrentando até a morte por uma remota e misteriosa profecia.

Embora Hunter conheça os perigos de dar rédea solta a seus desejos, rapta Mary.

Sua temeridade acorda o ódio dos Carmichael e dos MacBeth, e para os apaixonados amantes começa uma tortuosa aventura de consequências imprevisíveis.
Só desvendando o mistério da profecia se verão livres de seu sinistro destino.

Comentário revisora Ana Júlia : O livro tem de tudo, lenda, maldição, guerras, conspiração, ele te leva a extremos de humores, do riso à raiva, do amor ao ódio, é um livro que ou você ama, ou odeia,
Para algumas o livro será chocante, tem cenas realmente fortes, a mocinha passa por muito sofrimento até alcançar verdadeiramente a paz, o mocinho luta pela mocinha o livro inteiro, entre o amor e ódio, mas o amor vence...

Capítulo Um

As Terras Altas, Escócia, 1472

Se alguém se aproximar da borda do escarpado que domina as azuis e claras águas do lago Ness, verá ao longe três castelos que se elevam como sentinelas sob o céu cinza da manhã e cujas torres estão envoltas pela névoa das Terras Altas, uma névoa persistente que parece que nunca vai dissipar-se.
Dizia-se que uma estranha e mística magia faria desaparecer a Escócia, se retirasse seu manto protetor.
Três castelos, três destinos unidos para sempre, como as peças de um quebra-cabeça, como os passadiços de um labirinto.
A este, se encontra Bailekair, o maior dos três.
Seus enormes muros de pedra se elevam à sombra da montanha purpúrea, e a escuridão em que está sumido, inclusive à luz do sol, parece augurar a sorte que o aguarda.
Mais à frente, no vale em que acaba a majestosa ladeira, acha-se Dùndereen, o menor dos três e o mais enganosamente sereno: um dia, no interior de suas altas ameias, o sangue correrá pelo frio chão de pedra de seu grande salão, sangue que, enquanto o castelo permaneça em pé, jamais será limpo.
A oeste, com seus altos e elegantes pináculos, eleva-se Glenkirk, na escarpada greta que lhe deu nome, tão escuro e misterioso como sua velha criada Grizel, que tempo atrás lançou sua maldição sobre todos eles.
Se as pessoas derem as costas ao escarpado e olharem para o sul, verão as negras ruínas da aldeia de Mheadhoin e talvez o lugar exato que pronunciou aquela arrepiante profecia.
Uma irada sede de vingança arrancou as palavras de seu doído e atormentado coração, pois a bela Anne MacBeth de Glenkirk, a jovem a quem Grizel criara da tenra infância, foi raptada por James Carmichael de Bailekair e seu irmão, Robert de Dùndereen.
Os dois homens exigiram um resgate pela moça.
Kevin MacBeth, entretanto, decidiu não pagá-lo e iniciou um longo e cruel sítio ao castelo com o objetivo de liberar sua única filha.
Bailekair, onde a mantinha prisioneira, repeliu o ataque, e seus muros permaneceram intactos.
Os poucos sobreviventes da batalha fugiram desesperados, abandonando aos mortos MacBeth entre os toscos aríetes e os escudos quebrados.

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Pelo Amor De Minha Dama

Medieval Hearts


Um jovem cavalheiro empunhará sua espada para defender a honra de uma bela e misteriosa princesa – arriscando inclusive sua vida pelo amor que arde entre eles.

Ruck, um invencível cavalheiro inglês, esteve a ponto de perder a vida aos dezessete anos... Até que a princesa Melanthe, membro dos Monteverde, uma poderosa família italiana, resgatou-lhe.
Desde esse dia prometeu a si mesmo que seria leal a sua salvadora.
Mas Gian, o patriarca de outra poderosa família, os Navona, tinha planejado casar-se com Melanthe com o propósito de unir os dois reinos, e jurou matar a qualquer um que se interpusesse em seu caminho.
Treze anos mais tarde, Ruck volta a encontrar-se com Melanthe.
Ela está fugindo de Gian e o belo cavalheiro jura protegê-la até que se encontre sã e salva.
Muito em breve entre ambos nascerá um intenso amor que terá que superar muitos obstáculos para poder ter um final feliz.

Comentário revisora Kelly: O enredo desse romance foi muito bem elaborado, com personagens que ou você ama ou você odeia principalmente a mocinha, que uma hora esnoba o mocinho, na outra ama, na outra foge dele, mas não a julguem, pois no final saberão o que ela sofreu e por que temia tanto amar a alguém.
O mocinho é lindo, passa por maus bocados graças à mocinha com muito amor acaba espantando os fantasmas da mocinha e assim conquistando-a definitivamente.

Capítulo Um

—Queremos os presentes de Ano Novo!
O grito se elevou entre chiados e risadas enquanto as damas de Burdeos se esticavam para alcançar os prêmios que seus alegres torturadores agitavam tentadoramente por cima de suas cabeças.
As toucas se torceram, os cintos se soltaram e os estiletes apareceram com o revoo. Em meio daquele redemoinho de sedas de cores e peles, cada um dos cavalheiros foi rendendo-se voluntariamente e entregou seu obséquio de Ano Novo pelo preço de um beijo.
Vinte e dois anos tinham transcorrido já desde a primeira Grande Mortandade.
O segundo Açoite tinha sobrevindo fazia dez natais, mas embora os franceses os perseguissem das fronteiras de Aquitania, e um novo broto dos temidos abscessos negros tinha acabado com a vida da própria duquesa Branca de Lancaster apenas no ano anterior, tais pensamentos tenebrosos caíram no esquecimento quando as trompetistas soaram com força para anunciar a chegada das viandas ao salão, baixo fantásticas formas de naves e castelos, e da figura de um cervo da que brotava vinho em vez de sangue quando se arrancava a flecha dourada cravada em seu flanco.
Uma travessa dama foi primeira em lançar uma casca de ovo cheia de água perfumada a seu senhor, o que provocou umas risadas que fizeram vibrar as vigas esculpidas do teto; imediatamente, todos os homens presentes começaram a enxugar cheirosas gotas das pestanas e a pedir entre risadas outro beijo para compensar seus sofrimentos.
Um faminto senhor rompeu a casca de uma enorme empanada e do interior saíram uma dúzia de rãs que ficaram a saltar sobre a mesa em meio dos saltos e chiados das mulheres.


Série Medieval Hearts
1 - Pelo Amor de Minha Dama
2 - Shadowheart

Castelos No Ar

Série My First

As fortalezas mais resistentes...

Filha única de um poderoso latifundiário, lady Juliana de Lofts é uma mulher em um mundo de homens: governa suas terras, administra os benefícios e conhece qualquer um que pise e habite em seus domínios.  Viúva e órfã é ela quem dirige, sem necessidade de um homem que a submeta e a menospreze.
Mas esta aparente fortaleza não é mais que um refúgio para sua mente torturada por um passado doloroso.
No momento, as muralhas de seu castelo a custodiam, embora o doce toque de um enigmático cavalheiro podem dobrar suas defesas....se render às carícias.
Desde o dia em que o rei a ofereceu como esposa, Raymond de Avraché se perguntou como seria lady Juliana.
Já pôde comprovar que se trata de uma mulher de caráter, ousada e insolente até o ponto de desobedecer à ordem do monarca.
Mas, uma vez em frente a ela, a dor e despeito sentidos em frente ao altar se tornam em ternura ante a têmpera e a beleza desta valente dama.
Ela desconhece sua verdadeira identidade, por isso deverá ser precavido.
Se deseja tomar de assalto as muralhas de seu quarto, quão segredos alberga em seu interior não devem ver a luz.

Comentário da revisora Ana Catarina: Gostei muito do livro.
Bem legal, sem muitas emoções, um casal amadurecido, para os padrões medievais.
Engraçado, romântico, recomendo.
Num primeiro momento tive vontade de matar os pais do mocinho, e depois tive vontade de matar o próprio, oh molóide!

Capítulo Um

Inglaterra, 1166.
Ela tinha a dentição completa.
Raymond suspirou aliviado. Estava envolta em muitas capas de roupa para ver algo mais, e resistia com todas as forças de seu miúdo corpo, mas seus dentes brilhavam fracamente atrás de uns lábios arroxeados pelo frio e ao entrechocar emitiam um forte toque de castanholas.
Isso significava que era bastante jovem para ter filhos, que sua saúde era razoavelmente boa e que era capaz de lhe esquentar a cama.
Tentou subi-la a seu cavalo, mas ela se revolveu em seus braços, caiu no caminho ao bosque e se afastou com dificuldade com um desespero que ele respeitou.
Que respeitou, mas ignorou.
Havia muito em jogo para prestar atenção aos temores de uma mulher.
Ela caminhava torpemente sobre a neve que cobria o chão.
Ele a agarrou envolvendo-a com sua capa e a segurou com tanta força que em vão ela agitou mãos e pés.
Custou-lhe muito subi-la de barriga para baixo junto à sela do cavalo e montou antes que ela recuperasse o fôlego.
— Tranquila lady Juliana, tranquila — a acalmou ele, lhe dando uns tapinhas nas costas ao tempo que esporeava o cavalo.
Apesar de seu consolo ela lutou com chutes tentando soltar-se.
Raymond não entendia sua contínua resistência, porque tinha tudo contra; nem entendia o impulso que o levava a tentar consolá-la como se fosse um pássaro selvagem que pudesse atrair para sua mão.
Talvez tenha despertado sua compaixão o fato de que não gritasse.
Ela não tinha emitido som algum desde que ele apareceu entre as árvores, unicamente o tinha enfrentado em silêncio e com determinação.
Embora possivelmente não pudesse dizer nada.

Série My First
1 - Uma Chama no Horizonte
2 - Castelos no Ar
Série Concluída

A Paixão De Kate

Série Família MacCarran
Uma mulher como poucas e um homem especial, unidos por uma paixão abrasadora! 

O capitão Alec Fraser sabe que Kate MacCarran é sinônimo de problemas. 

Não é por acaso que a chamam de Kate, a Endiabrada! 
Ela conseguiu até mesmo realizar a proeza de dopá-lo, depois teve a ousadia de beijá-lo e ainda se atreveu a remexer em seus pertences! 
Agora, a ardilosa espiã está sob a guarda de Alec, e o dever dele é levá-la até Edimburgo, onde será julgada. 
Mas aquela jovem petulante não perde uma oportunidade de desafiá-lo, determinada a escapar, levando junto seus segredos. 
Logo Alec descobre que manter Kate a salvo é uma missão quase impossível... ao mesmo tempo que Kate descobre que render-se à 

Capítulo Um 


Escócia, o Grande Vale, Outubro, 1728. 

— Incrível — murmurou Alec, fitando o panfleto que lhe fora entregue pelo jovem oficial, de pé, em frente á sua escrivaninha na tenda do acampamento. 
— Aqui diz, ameaça escocesa. Concorda, tenente Heron? — Talvez, capitão. — O oficial parecia contrafeito. 
— O general Wade me mandou procurá-lo para lhe falar de meu encontro com essa... ameaça. Alec remexeu em alguns papéis sobre a mesa. 
— Ouvi e li alguns relatos desde que cheguei aqui há poucos dias, mas o senhor é o primeiro que entrevisto pessoalmente sobre o assunto. — Fitou o desenho tosco no panfleto. 
— É muito atraente. — O desenho não lhe faz justiça, senhor — replicou Heron, limpando a garganta. 
Alec inclinou o papel na direção da chama do candeeiro para ler melhor. 
No silêncio da noite, a chuva e o vento sacudiam a lona da barraca que ostentava um catre, uma cômoda de madeira entulhada de documentos e livros, a pequena escrivaninha, e uma cadeira estofada, ocupada nesse momento por Alec. 
Sem ter onde sentar a não ser no catre, o tenente continuava de pé. — Kate, a Endiabrada — leu Alec em voz alta 
— jovem escocesa notória. Ladra e espiã, uma ameaça para a Corte... possui poderes mágicos. — Fitou o tenente. 
— Que diabos significa isso? — É conhecida entre as tropas do general Wade porque pode encantar um homem como uma sereia... e depois roubar documentos debaixo do seu nariz. Possui um dom peculiar, não sei explicar o quê. Veio com a intenção de capturá-la, senhor? 
— Sou advogado, não policial. Mas já que estou aqui revisando documentos legais, o general Wade me pediu para dar atenção a esse assunto também. Tomarei o depoimento por escrito de seu encontro com Kate, a Endiabrada, se não se importa, tenente. 
Assim dizendo, Alec pegou uma folha de papel, uma pena, c molhou a ponta no tinteiro. 
— Claro, senhor! Ela deve ser presa. — Sem dúvida. Está zombando de todos nós com essa farsa. Alec voltou a examinar a imagem da jovem; uma figura delgada com uma pistola em uma das mãos e uma faca na outra. 
Trajava calça escocesa até os joelhos e um paletó combinando, além de um xale xadrez amplo, cruzado sobre o peito. 
Sapatos de fivelas completavam o vestuário. 
Um chapéu escocês com uma pluma enfeitava os cabelos puxados para trás por uma fita. 
Mechas onduladas circundavam-lhe o rosto, e havia uma cicatriz em uma das faces. 
Os olhos eram grandes e a boca carnuda. Kate, a Endiabrada, notória jovem escocesa, atua como espiã para a causa jacobita. 
Utilizando ardis femininos, ilude soldados do governo com seus encantos, e rouba bens da Coroa e do rei. 
Os escoceses supersticiosos dizem que essa sereia de temperamento selvagem e imprevisível possui a magia das fadas da Escócia... Alec ergueu o rosto para o jovem tenente. 
— Foi essa a sua experiência? Iludiu-se, como diz aqui? — Ela... Bateu na minha cabeça com minha pistola. 
— Prossiga. — Não parece com a vadia tola do desenho, mas admito que, conforme diz o texto, possui uma qualidade quase mágica. Quando a conheci, usava um vestido modesto e tinha boas maneiras. Fiquei encantado. Nunca passaria pela minha cabeça que se tratava de uma espiã. — No desenho parece mais um pirata que uma fada. Poderia identificá-la se a visse de novo? 
— Não tenho certeza, senhor. Estava escuro, e minha barraca só recebia a luz de uma vela. Era uma moça adorável, meiga, inocente e educada. — O tenente olhou para o panfleto. 
— Não a vadia desenhada aqui. E deixou uma lembrança. Uma fita branca costurada no formato de uma rosa. A marca dos jacobitas, partidários dos Stuarts. 
— Sim, ela já fez isso antes. Qual sua impressão sobre Kate? 
— Como diz o papel, é uma sereia. Fui arrastado pelo seu encanto. É irresistível. 
— Encanto... irresistível... — Alec ia escrevendo. — Então tiveram um romance de uma noite? O tenente pareceu confuso. 
— Não sei. Na verdade, não consigo me lembrar. Alec franziu a testa. Já lera o mesmo em outros depoimentos. 
Os oficiais nunca tinham muita certeza do que acontecera depois que haviam conhecido Kate e, embora mencionassem beijos, acabavam por adormecer ou cair de bêbedos. 
Alec suspeitava que a jovem usava poções para afetar os homens. 
E sempre que despertavam, os oficiais encontravam a rosa branca, e descobriam que documentos haviam desaparecido, 
— Quando acordei — prosseguiu Heron — a moça desaparecera. 
Alec continuou a escrever, e resmungou. — É esperta. Nenhum dos oficiais consegue descrever sua aparência ou o que aconteceu de verdade. Todos ficam em estado de choque. Inteligentemente difundiu essa lenda sobre poderes mágicos e até soldados frios parecem agora acreditar nisso. — Fitou Heron. — Continue. Faltava algo em sua barraca? 
— Mapas e chocolate. Surpreso, Alec ergueu o rosto do papel. 
— Quê?! 

Série Família MacCarran
1 - A Paixão de Kate
2 - O Rapto de Sophie
3 - Não Digitalizado
4 - A Lenda de Kinloch

1- O Primeiro Beijo

Série Lady Whistledown Strikes Back

Um elegante caçador de fortunas é cativado pela debutante mais desejada da temporada... e deve provar que está ali para roubar o coração da dama, e não o seu dote.

Um jantar desastroso em que um bracelete de rubis desaparece e quatro casais descobrem ou redescobrem suas almas gêmeas estimulam essa coleção.
Cada história segue um casal enquanto eles tentam lidar com os obstáculos do amor, mas as histórias são habilmente entrelaçadas no ponto onde eles presenciam os mesmos encontros e repetem os mesmos diálogos de diferentes pontos de vista.
Por vezes, referências à outros casais podem parecer forçados, mas os autores são bem sucedidos em unir suas hilárias e, por vezes, tocantes histórias de amor em um delicioso romance.

Similaridades a parte: as heroínas são solteiras e virgens, os heróis solteiros, mas não virgens, e todos estão gratos por terem se encontrado. 
Apenas a história de Hawkins, composto por um casal afastado, mas casados há doze anos, fica estranhamente a parte, onde se exploram as questões sombrias do orgulho, da traição e do perdão. Quem roubou o bracelete de Lady Neeley?
Foi um caçador de fortunas, um jogador, uma criada, ou um malandro? Toda a Londres está zumbindo com as especulações, mas é claro que um dos quatro casais está envolvido no crime.

Capítulo Um

O convite mais desejado desta semana parece ser do Jantar de lady Neeley, que se realizará terça à noite. A lista de convidados não é longa, nem muito exclusiva, mas espalharam-se histórias do Jantar do ano passado, ou, para ser mais específica, do menu, e toda a Londres (especialmente aqueles de uma esfera mais elevada) estão ansiosos para comparecer.
Esta autora não foi agraciada com um convite e por tal deveria sofrer em casa com um jarro de vinho, uma fatia de pão, e esta coluna, mas aí de mim, não sinta piedade, Querido Leitor.
Diferentemente daqueles frequentando o próximo espetáculo degustativo.
Esta Autora não tem que escutar lady Neeley!
Tillie Howard supôs que a noite podia ficar pior, mas realmente, ela não imaginava como.
Ela não quisera frequentar o jantar de lady Neeley, mas seus pais insistiram, e então aqui ela estava, tentando ignorar o fato de que sua anfitriã - a ocasionalmente-temida, ocasionalmente-zombada lady Neeley - tinha uma voz parecida com o arranhar de unhas numa lousa.
Tillie também estava tentando ignorar os ruídos de seu estômago, que esperava alimento pelo menos uma hora mais cedo.
O convite dizia sete da noite, e então Tillie e seus pais, o Conde e Condessa de Canby, chegaram pontualmente meia hora mais tarde, com a expectativa de ser levados para a ceia às oito.
Mas aqui estavam, quase nove, sem sinal de que lady Neeley pretendia em algum momento esquecer a conversa para comer.
Mas o que Tillie estava mesmo tentando ignorar, o que de fato teria feito ela fugir da sala para evitar, se ela tivesse achado uma maneira de o fazer sem causar uma cena, era o homem que estava a seu lado.

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2- O Melhor de dois Mundos

Uma jovem inocente que passou toda sua vida escrupulosamente evitando escândalos está de repente – e secretamente – sendo cortejada pelo mais notório malandro de Londres

Uma coleção soberba de histórias da era regencial que é pontuada por engenhosos e alfinetantes comentários da colunista de fofocas: Lady Whistledown. Um jantar desastroso em que um bracelete de rubis desaparece e quatro casais descobrem ou redescobrem suas almas gêmeas estimulam essa coleção.
Cada história segue um casal enquanto eles tentam lidar com os obstáculos do amor, mas as histórias são habilmente entrelaçadas no ponto onde eles presenciam os mesmos encontros e repetem os mesmos diálogos de diferentes pontos de vista.  
Por vezes, referências à outros casais podem parecer forçados, mas os autores são bem sucedidos em unir suas hilárias e, por vezes, tocantes histórias de amor em um delicioso romance.  Similaridades a parte: as heroínas são solteiras e virgens, os heróis solteiros, mas não virgens, e todos estão gratos por terem se encontrado.
Apenas a história de Hawkins, composto por um casal afastado, mas casados há doze anos, fica estranhamente a parte, onde se exploram as questões sombrias do orgulho, da traição e do perdão.
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3- Única pra Mim

Um visconde viajante retorna ao lar para reacender as labaredas apaixonadas de seu casamento...
Apenas para descobrir que sua linda noiva cabeça dura não será tão fácil de ser conquistada.

Capítulo Um

Não se pode evitar notar que um dos casais mais devotados recentemente são Lady Easterly e Mr. Riddleton.
Este seria um par adorável, uma vez que ambos são bonitos e ricos, exceto pelo fato de que Lady Easterly é... como esta autora pode dizer delicadamente?... casada.
Ela é casada?
Claro que sim, ela é casada. Casou-se com o visconde de Easterly há muitos anos, e tal união foi celebrada na corte e na igreja. Mas poucos meses depois do casamento, o visconde a abandonou e fugiu para o Continente seguido por um escândalo extremamente sórdido envolvendo jogo de cartas.
O que deixou Lady Easterly por conta própria. A reputação dela tem sido impecável e o comportamento bastante exemplar, mas não se pode deixar de perguntar...
E se esta senhora se apaixonar? O que acontecerá então?
LADY WHISTLEDOWN'S SOCIETY PAPERS, 23 de MAIO de 1816
— Então deve ser assassinato. — Lady Sophia Throckmorton Hampton, viscondessa de Easterly, olhou em volta de si para ter certeza de que os outros convidados de Lady Neeley não podiam ouvi-la.
Felizmente, quase todos eles estavam do outro lado da sala, admirando o novo bracelete da anfitriã. — Vou espetá-lo com o atiçador da lareira e então você pode assá-lo com uma vela.
O irmão de Sophia, John Throckmorton, o conde de Standwick, olhou a vitima em dúvida.
— Quanto tempo ele levará para assar?
— Apenas alguns minutos, eu acho. Ele não é muito grande.
— Realmente. Lorde Afton tem um papagaio que é duas vezes maior. Pena que não podemos assá-lo ao invés desse aí. — John inclinou a cabeça para um lado. — Aposto que ele deve ter gosto de galinha.
Sophia pressionou o estômago com a mão.
— Gostaria que Lady Neeley levasse-nos para jantar... estamos esperando já faz um hora. Se ela não fizer algo logo, alguém além de nós pensará em cozinhar o pássaro dela, e não estarão brincando.

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4- A Última Tentação

Uma encantadora e rebelde criada está deslumbrada com as românticas intenções de um charmoso conde... despontando em um romance escandaloso que poderia ser a ruína dos dois.

Esta Autora suspeita, porém, que se quaisquer dos convidados de lady Neeley tivessem que apontar para a verdadeira tragédia de ontem à noite, eles não mencionariam o bracelete perdido, mas sim a comida que ficou por comer. 
(Os convidados foram, bastante tragicamente, separados de sua comida durante o prato de sopa.) 
Esta Autora sabe, com a melhor autoridade, que o menu era para ser constituído por costeletas de cordeiro com pepino, ragu de carne de vitela, guisado de aves com caril e pudim de lagosta no primeiro prato. 
O segundo era para ter pernil de cordeiro, aves assadas, capão cozido com molho branco, presunto estufado, vitela assada e torta.
Esta Autora não deve comentar as sobremesas, que permaneceram sem serem degustadas. É um assunto extremamente doloroso para contemplar.
ECOS da SOCIEDADE de LADY WHISTLEDOWN, 29 de maio de 1816
A casa inteira cheirava a lagosta: lagosta velha, demasiado passada. Não o adorável e tentador cheiro, que fez Isabella ter água na boca enquanto lady Neeley os obrigara a esperar pelo jantar, a noite anterior. 
Oh, não, esta manhã o cheiro de lagosta penetrou cada fio de cada almofada de cada sofá e cadeira, e já não era absolutamente tentador.
Isabella Martin desceu para a cozinha silenciosamente, pelas escadas traseiras dos empregados. Ela segurou sua respiração e cuidadosamente saltou o degrau que rangia. Não queria enfrentar lady Neeley, não ainda, pelo menos. E definitivamente não podia lidar com o papagaio vindo dos infernos de lady Neeley. Aquele pássaro estúpido fez de uma noite terrível, quase insuportável. E o fato de que lady Neeley nada fez para ajudar Isabella, deixou um gosto muito ruim em sua boca.
Depois de dez anos de ser sua constante companheira, Isabella merecia, ao menos, que a mulher mais velha tivesse posto a inoportuna peste no armário por uma noite. Mas, não, Isabella passou a noite inteira fugindo enquanto o estúpido pássaro tentava beijá-la com seu bico dolorosamente afiado.
Tal era maldito o papagaio, qual era maldita Lady Neeley, pensou Isabella quando finalmente entrou pela porta da cozinha.
Christophe estava ocupado fazendo um tipo qualquer de massa que cheirava sinistramente a lagosta. Ele olhou para cima quando ela entrou.
— Bom dia, Christophe. — disse Bella com um sorriso brilhante.
— Bom? — ele perguntou. — Você usa essa palavra e eu penso que não entendo. Talvez, sim, agora que a bonita Bella ilumina minha cozinha com seu sorriso, esteja um pouco bom.
Bella riu e sorriu mais. Sempre encantador, Christophe. Bella deslizou sobre um tamborete do outro lado da mesa, do chefe de cozinha francês, que ela encontrara para lady Neeley, mais ou menos cinco anos antes. Ele era um homem pequeno, mais ou menos cinco anos mais jovem que Bella e uns bons metros menor que ela, com cabelo escuro e olhos ainda mais escuros. E sempre que Bella se sentia um pouco triste, ela sabia que podia se sentar na quente cozinha de Christophe, rodeada por aromas suculentos e receber elogios, um atrás do outro até que sua cabeça se inundasse neles.
Christophe abanava sua cabeça naquele momento e piscava como se lutando contra as lágrimas. — Meu jantar arruinado! 

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1 - Julia Quinn
2 - Suzanne Enoch 
3 - Karen Hawkins
4 - Mia Ryan - A Última Tentação
Série Concluída

Flor Do Amor Eterno



Ao empunhar uma arma e salvar um desconhecido dos bandidos que o perseguem, Maggie Holland quebra o mais importante preceito dos quakers, o pacifismo.

Pecar contra suas crenças não é a única conseqüência de seu ato desesperado: o rude Jake Cordell, a quem salva a vida, assalta seu coração ingênuo, rouba-lhe a paz sem oferecer nada além dos tormentos do desejo.

Que futuro um homem errante, desprovido de sentimentos e marcado pela violência pode oferecer a uma mulher doce, que acredita na força redentora do amor?
Ela não quer renegar sua fé, mas a paixão explode cegando os olhos da alma, arrastando-a para um tortuoso caminho de pecados!

Capítulo Um

Território Indígena Maio de 1866

Muitos tiros, balas certeiras, dois pequenos orifícios por onde a alma abandonava o corpo, Jake sentia a vida escapar pelos ferimentos, roubando suas forças, pensamentos e logo a consciência.
E, enquanto as energias se esvaíam rapidamente, ecoava em seus ouvidos o som ritmado e sinistro de um tambor simbolizando o final da caçada que prenunciava a morte.
Os três homens só o haviam alcançado porque a sede torturante o obrigara a parar.
A nascente desprotegida não oferecia nenhum abrigo a não ser um tronco caído, refúgio precário onde ele apoiara o rifle, tentando defender-se de seus perseguidores, vindo de direções diferentes.
Apesar de ter ferido um deles, Jake pressentiu que sua única possibilidade de salvação seria fugir, galopar sem parada até a fazenda, antes de se esgotarem as últimas forças.
Infelizmente, confiara demais em sua resistência, que se acabara com uma rapidez alarmante.
Jamais chegaria em casa porque sentia-se prestes a perder a consciência e restavam-lhe poucos minutos de lucidez.
Inclinando-se na sela, Jake incitou a égua a continuar na mesma velocidade, a não esmorecer.
Era um apelo desnecessário, porque o valente animal, galopando havia horas estava dando o máximo de sua capacidade.
Cash só deixaria de obedecer seu dono se morresse de exaustão, o que, a julgar pelo resfolegar ofegante, não demoraria muito a acontecer.
— Chihowa... Deus... — murmurou Jake, buscando o último recurso, a única força que ainda poderia ajudá-lo no momento derradeiro.
Se ao menos conseguisse reconhecer os arredores!

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