24 de novembro de 2012

O Anjo Malvado


Há cinco anos Elizabeth Alcester se sentiu atraída por Ivan Tramore, um rapaz das cavalariças... 

Cinco longos anos se passaram desde que seu mundo desabou. 
Agora, sem dinheiro e desesperada, encontra-se a mercê de um cruel desconhecido, um homem que jurou fazê-la sua e cujas ardentes carícias despertam os mais sombrios desejos de Elizabeth... 
Tramore retornou para seu lar vitorioso –o bastardo não desejado tornou-se Lorde Ivan, décimo primeiro Marquês de Powerscourt e transformou-se no homem mais poderoso de Londres. 
Nenhuma mulher conseguiu dominá-lo, mas... com Lissa em seus braços toda a sua sede de vingança explodirá repentinamente em uma febre de paixão. 

Comentário revisora Ana Catarina: Adorei o livro. Recomendo para quem gosta de regência, bem florzinha e nada hot. Se preparem porque o mocinho é um anjo malvadíssimo. 
Mas a mocinha até merecia muito mais, porque ela é mimada, egoísta, orgulhosa (para mim o pior defeito). Boa leitura! 

Capítulo Um 

Se tinha que colocar essa jaqueta curta, cor castanha avermelhada uma vez mais, sem dúvida choraria. 
Lissa Alcester voltou seus olhos azuis em direção à odiosa jaqueta que estava dobrada sobre a cama.
Estendeu o braço para tomá-la, mas logo, abruptamente, retirou-o, como se realmente fosse lhe fazer dano voltar a colocar esse objeto. 
Em uma época, tinha sido extraordinariamente fina. 
De um custoso bombasí francês, a confecção da jaqueta tinha sido deliciosa. 
Claro que a tinham presenteado em uma época em que as palavras "custoso" e "delicioso" não tinham um autêntico significado para ela. 
Quando o luxo tinha dominado sua vida a tal ponto, ela não o tinha notado e muito menos tinha imaginado que algum dia teria que viver sem ele. 
Agora Lissa quase nem recordava quando essa jaqueta ficou curta. 
Mas suspeitava que fazia muito tempo atrás, a julgar pelas marcas que tinham deixado às costuras do busto, de tanto as alargar. 
O passar do tempo também se evidenciava no pescoço gasto e na renda negra, feita a máquina, que tinha agregado a este para dissimular o uso. 
Para que o insulto fosse até mais grave, as mangas ficavam curtas e a cintura, embora ainda ficava bem, levantava tanto por trás, que Lissa a passava voltando-se e controlando que a camisa não saísse por debaixo da jaqueta. 
Lissa se voltou, desolada. Levantou um pouco seu ânimo ao recordar o motivo pelo que ela e Evvie sairiam essa manhã. 
Sem dúvida, a correspondência da tia avó Sophie teria chegado a Bishop Mercantile. 
E talvez este mês, como tantos meses anteriores nos que tinham necessitado algo, receberiam um pouco mais. 
O suficiente para comprar uma jaqueta curta nova, pensou. 
—Lissa! Vem ver! Fiz bem? —Escutou a voz de sua irmã que a chamava da sala de recepção. 
Sem mais deliberações, Lissa colocou a gasta jaqueta sobre a camisa e prendeu seus botões alargados até o extremo de sua ponta na parte dianteira. Logo desceu pela estreita escada da casa. 
A irmã mais jovem de Lissa, Evelyn Grace, estava sentada em um gasto sofá azul, frente à lareira de pedra. 
Quando Lissa entrou, sua irmã sorriu com doçura.
Evvie levantou a vista, mas seu olhar nunca encontrou o dela. Era óbvia sua cegueira. 
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23 de novembro de 2012

Paixão De Outono




Em um pequeno povoado dos Estados Unidos, Millicent vive entregue aos cuidados de um irmão paralítico.

Tal é sua abnegação que, aos trinta anos, renunciou já a toda possibilidade de matrimônio.
Entretanto, esta convicção se desmorona quando em sua vida irrompe Jonathan, um arrumado viúvo que comprou o periódico local e se estabelece no povo com sua filha de dez anos. 
Através da menina, conflitiva devido à ausência de uma mãe, a relação entre o Millicent e Jonathan se estreita e a mútua simpatia dá passo ao amor. 
Mas o caminho não será fácil. 
Os falatórios maliciosos e as obrigações do Millicent com seu irmão se interpõem entre eles. 

Capítulo Um

Havia um desconhecido no pátio da casa do lado. Millicent o viu logo que saiu de sua casa, com seu vestido de calicó, conhecido como o «penteador», e o velho chapéu que ficava para trabalhar no jardim. 
Saiu ao alpendre e contemplou com orgulho as pulcras fileiras de flores que cresciam frente à casa, ao longo da cerca que rodeava o pátio dianteiro, e no jardim retangular este lado. 
Depois cruzou o pátio, carregada com as grossas luvas de trabalho e os úteis de jardinagem, em direção à curta cerca branca que se estendia entre os pátios dianteiros da casa Hayes e a antiga mansão da viúva Bell, o edifício contiguo. 
Seus apreciados lírios estavam plantados junto a aquela cerca, altos e rígidos; as cabezuelas quedas pareciam muito pesadas para os caules. 
Quando se aproximou dos maciços de flores, olhou em direção a casa Bell, e então viu o homem. Sobressaltou-lhe tanto ver alguém ali que deixou cair ao chão as luvas e as ferramentas e ficou imóvel, lhe olhando. 
Fazia quase um ano que a casa contigua estava vazio, da morte da viúva Bell. 
Nunca ia ninguém, exceto quando a escrivaninha do advogado enviava a alguém para arrancar as más ervas. A gente dizia que à viúva só a tinha sobrevivido uma filha. 
Vivia em Dálias e nem se expor mudar-se ao Emmetsville. Durante meses todo mundo se perguntou o que ia ser da casa. 
 O homem ia muito bem vestido, pensou Millicent, para ser um vagabundo ou um ladrão. 
Era de média estatura, talvez um pouco mais alto do normal, e bem proporcionado. 
Levava chapéu negro, mas como meu - girou em outra direção não pôde lhe ver as feições. 
Esperou com impaciência a que se desse a volta, consumida pela curiosidade. 
 O homem se tirou o chapéu quando jogou a cabeça para trás para observar o segundo piso da casa. 
A luz do sol arrancou brilhos dourados de seu cabelo, no qual se misturavam mechas loira cinza e castanho claro. Millicent se convenceu então de que não lhe conhecia. 
Não havia nenhum homem na cidade com o cabelo daquela cor, a meio caminho entre o amarelo do milho e o dourado pálido do trigo. 
Além disso, havia poucas pessoas na cidade que Millicent não conhecesse. 
Em uma população do tamanho do Emmetsville, um forasteiro sempre era notícia, sobre tudo se se dedicava a contemplar a velha casa Bell. 
O homem subiu os desmantelados degraus do alpendre, abriu a porta com uma chave e entrou. 
A curiosidade do Millicent aumentou. 
O fato de que abrisse a porta c6n chave significava que o senhor Carter, advogado da viúva e administrador de suas propriedades, a tinha dado. 
Devia estar pensando muito seriamente em comprar a casa ou em alugá-la. 
Millicent se deu conta então de que se seguia com a vista cravada no outro pátio, acabaria por chamar a atenção.
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22 de novembro de 2012

Maiê em...


Mocinhos Mentirosos!

O Overdose de Maiê de hoje é sobre o tema sugerido pela Ana Paula G: Mocinhos mentirosos. 
Sim, aqueles que arranjam uma amante, namorada e até esposa para esfregar na cara da mocinha e depois juram que nunca dormiram com a outra. 
Mocinhos desse tipo pipocam em livros históricos, contemporâneos e infelizmente na vida real também. 
As desculpas são tão esfarrapadas que duvido muito que as próprias autoras acreditem no que estão escrevendo. 
E não são só eles, em livros de décadas passadas é normal as mocinhas namorarem anos com algum outro cara sem nunca serem apresentadas a certos fatos da vida. 
Essas edições antigas não deviam fazer parte das coleções Julia, Sabrina e Bianca, podiam ser publicadas na Cláudia... Aham, senta lá Cláudia! 
Traição não é um tema fácil de ser tratado em romances, já que vai contra tudo que é pregado pelo ideal romântico. 
Resolvi analisar cinco casos de livros com esse tema e dar meu veredicto a respeito dos mocinhos ou mocinhas traidores. 
Com vocês a primeira versão escrita do programa Casos de Família, em breve faremos também testes de DNA. 

A Falta que você me faz da Michele Reid: De cara um queridinho das leitoras, esse livro é ótimo, mas foi o primeiro que lembrei assim que li a sugestão da Ana Paula. 
Para quem não leu, conta a história de Rachel e Daniel, casados há muitos anos e pais de três filhos. 
O mundo protegido e perfeito de Rachel desmorona quando descobre que o marido tinha uma amante. 
Ele não nega, mas se mostra muito arrependido. 
O legal dessa história é que Rachel assume sua parcela de culpa, entendendo que se omitiu por muito tempo e não participou de fatos importantes na vida do marido. 
O Daniel ama a Rachel de verdade e sofre bastante com a situação que criou. 
O problema é que lá pelo final do livro a autora inventa que não houve traição nenhuma. 
Ele levava a rapariga para restaurantes caros, festas, apresentava aos amigos e dormiu na casa dela, mas milagrosamente nada aconteceu entre eles. 
Acho ótimo o modo como resolvem a situação, mas não muda minha opinião: Traiu sim, e em várias ocasiões. 
Veredicto: Inocente por falta de provas. 

Enquanto você dormia da Sandra Steffen: Esse é outro bem controverso. Maggie tem duas filhas lindas e um marido apaixonado, sua vida ia bem até sofrer um acidente e entrar em coma. 
Quando ela acorda além de lidar com certas dificuldades físicas e a rejeição da filha, descobre que o marido engravidou a irmã dela. 
Supostamente em desespero porque Maggie estava desenganada e teria os aparelhos desligados os dois dormem juntos. 
Nos meus momentos de desespero costumo me atracar com um travesseiro ou uma barra de chocolate, nunca com meu cunhado. A desculpa dos dois não me convenceu mesmo! 
Apesar disso o livro é bom e está recomendadíssimo. 
Veredicto: Culpado. 

Amante Eterno da J. R. Ward. Adoro esse livro e acho o Rhage um dos melhores mocinhos que existem. Logo no inicio do relacionamento dele com a Mary ele dorme com outra mulher. 
Não é algo habitual em um romance, mas é um dos poucos casos em que é possível entender os motivos da traição. 
Sexo é a única maneira que ele conhece para domar sua besta interior e o medo de que vá terminar machucando a Mary o obriga a isso. 
Em minha opinião essa é uma traição compreensível, já que ele e Mary mal se conheciam e ele é honesto sobre tudo que aconteceu. 
Veredicto: Inocente.

Romance Impossível da Diana Palmer: Livro definitivamente ótimo. 
O (cof cof) mocinho Keegan se aproveita da doce Eleanor que é apaixonada por ele e termina passando a primeira vez da mocinha no banco de trás de um carro. 
No dia seguinte ele anuncia o noivado com outra. Eleanor vai embora, se forma em enfermagem e quando volta faz ele rastejar. De quebra tira umas casquinhas de outro bonitão para deixá-lo com ciúmes. 
Veredicto: Ele culpado até demais, ela inocente. 

Nosso Amor de Ontem da Laura Lee Guhrke: A mocinha casa super apaixonada e descobre logo depois que ele se casou com ela por interesse. 
Durante oito anos eles ficam separados e o mocinho tem muitas amantes. Então ele resolve reconquistar a esposa e durante o processo é possível ver que ele vai mudando.
Apesar do mocinho ser um infiel assumido não consegui ficar com raiva dele. 
Veredicto: Culpado. 

Bjs

Maiê


Os bonitões de hoje são o modelo David Gandy, o ator Jessie Pavelka e atendendo o pedido da Marian Pierce, o Channing Tatum.






18 de novembro de 2012

Uma Dama para um Cavalheiro

Série Irmãos de Armas

Senhor de Dunkeathe tinha força e astúcia,só lhe faltava uma esposa para ter também poder e riqueza. 

Seria alvo da inveja de todos…
Todavia, embora inúmeras mulheres competissem pelos seus favores, ele só se sentia atraído pela atrevida e inteligente lady Riona, a mulher que, de todas, menos lhe convinha.Lady Riona sabia que o arrogante cavaleiro normando jamais escolheria para esposa uma escocesa pertencente a uma família pobre.

E, no entanto, havia tanto desejo nos seus olhos que até ela sentia a tentação de cair rendida a seus pés.
Que Deus a ajudasse, mas Nicholas estava a fazer com que pensasse na possibilidade de perder a sua virtude, perante a promessa de passar uma noite entre os seus braços...


Capítulo Um

Glencleith, Escócia, 1240

Por favor, Riona, fala com ele - rogava o jovem Kenneth Mac Gordon, de dezoito anos, enquanto passeava junto da sua prima mais velha pelo pequeno pátio da fortaleza de Glencleith.
- Não me ouvirá, mas talvez te ouça a ti. Senhores ou não, somos pobres e tem de parar de oferecer comida e refúgio a todas as pessoas que aparecem à sua porta ou não ficará uma única moeda.
- Sim - afirmou Riona Mac Gordon, para sua tristeza, mas partir-lhe-á o coração não poder oferecer hospitalidade.
O ruivo Kenneth brandiu o punho para enfatizar o seu argumento.
- O pai deve enfrentar os factos. Somos cada vez mais pobres.
Tem de parar de convidar todos os desconhecidos que se cruzam no seu caminho para comerem e para se alojarem no seu lar.
- Falarei com ele e tentarei fazê-lo compreender que devemos ser mais cuidadosos
- concedeu Riona, enquanto chegavam ao portão.
Perto deles, as galinhas bicavam a terra dura junto dos estábulos.
As cercas de madeira que formavam o muro exterior estavam completamente desmanteladas em vários pontos e o portão não teria conseguido deter uma criança que estivesse decidida a entrar.
Talvez queira ouvir-me se lhe disser que a única herança que tem é um pedaço de terreno rochoso e uma fortaleza em ruínas.
- Também devias dizer-lhe que também não resta nada para o teu dote.
- Não me importo com o dote - respondeu Riona.
O teu pai já fez muito ao acolher-me quando era criança e, depois, ao tratar-me como se fosse filha dele.
Além disso, eu já sou muito velha para pensar no casamento.
Há muito tempo que deixei a mocidade para trás e não tive nenhum pretendente que me interessasse.
- Ainda não és demasiado velha.
Aquele homem de Arlee não parecia importar-se com a tua idade.
- Porque era um cinquentão desdentado.
Se esses são os cavaleiros que me querem, prefiro morrer como donzela.
- Depois de te levantares do leito da dor para verificar se estava tudo em ordem antes de morreres - indicou Kenneth.
- Alguém tem de se ocupar de ti e do teu pai.
- Sim e do resto das pessoas de Glencleith.
Quantas casas visitaste durante as últimas duas semanas?
Quantas queixas ouviste e resolveste sem incomodar o pai?
Riona sorriu.
- Não me importo de o fazer.
E as mulheres sentem-se melhor quando me contam os seus problemas.
- Fazes um grande trabalho a evitar as preocupações do pai, embora talvez lhe fizesse bem preocupar-se um pouco de vez em quando. Talvez abra finalmente os olhos se lhe disser que não tenho dinheiro e que tu não tens dote.
Riona suspirou e apoiou-se na paliçada de madeira, que rangeu intensamente, fazendo com que a jovem se endireitasse imediatamente.
- Como eu gostaria que o tio tivesse muito dinheiro e uma boa propriedade, que pudesse viver ao seu desejo, sem se preocupar com nada!
Merece isso e mais. É um homem tão bom, tão generoso...
Ele ensinaria um pouco de hospitalidade a esses senhores Normandos!
- É claro que sim - concordou Kenneth, afastando dos olhos um caracol do seu cabelo frondoso e dando um pontapé numa pedra próxima.
- Algum dia, Riona, as coisas melhorarão. Prometo-te.
- Pelo menos, o nosso povo pode estar tranquilo, sabendo que serás tão bom senhor como o teu pai, embora, talvez, um pouco mais prático.
O comentário suscitou um sorriso no rosto sardento de Kenneth, onde preponderavam ainda os traços adolescentes.
- Espero que sim. Diz-me, achas seriamente que o velho Mac Dougan está tão doente como diz? Está sempre moribundo ou, pelo menos, diz que está.
- Sim, acredito - respondeu Riona. - Estava muito pálido da última vez que o vi. Estou convencida de que não está bem. Tentei convencê-lo a sair da sua casa em ruínas, mas não quis fazer-me caso.
- A única coisa que fez foi aceitar o carvão e a comida que lhe levaste, não foi assim?
- Sim, mas preocupa-me. Está ali sozinho. Talvez conseguisse convencê-lo...
- "Oh, havia uma bonita menina de Killamagro!" cantou uma voz masculina, à frente do portão.
Ambos ficaram tensos.
- Ali está o pai - observou Kenneth desnecessariamente, já que só havia um homem em Glencleith que cantasse tão alto e com tanta entrega.
- Parece contente. Muito contente.
Riona não disse que o seu tio Fergus parecia sempre contente.
Se tivesse parecido triste, teria sido motivo de surpresa.
- Espero que isso signifique que conseguiu um bom preço pela lã - declarou, enquanto abria a porta.
- Eu espero que não tenha trazido consigo a meia dúzia de vagabundos que encontrou pelo caminho acrescentou Kenneth, enquanto se apressava a ajudá-la.
- Devia ter ido com ele. Tê-lo-ia feito se ele ainda cá estivesse quando regressei da caça. Quase parece que fez de propósito.
Pelo bem da harmonia familiar, Riona não disse a Kenneth que era assim.
Ela tentara convencer o seu tio Fergus a esperar pelo seu filho, mas ele despediu-se, dizendo que já vendia lã antes de ela nascer.
Era verdade, mas Riona também suspeitava que já o enganavam com os preços antes de ela nascer.
Se está de bom humor - começou Kenneth, talvez seja o melhor momento para lhe sugerires que seja mais... ou menos...
- Falarei com ele agora mesmo - respondeu Riona. Adiar a conversa não ia facilitar as coisas.


Série Irmãos de Armas
1 - A Dama e o Bárbaro
2 - Uma Dama para um Cavalheiro
3 - Casamento Combinado
4 - A Dama Desejada
5 - Desejo Proibido
6 - Desejo Soberano
7 - Inimigos nas Sombras – na lista
8 - Cumplices nas Sombras- idem
9 - A Noiva do Guerreiro
 

14 de novembro de 2012

Seu Nome É Escândalo

Família Cynster








Será o pai de seus filhos....



Catriona Hennessy, a Senhora do Vale- um velho título da pequena aristocracia escocesa- fica desconcertada ao receber esta profecia.

Como ela poderia se casar com Richard Cynster, um autoritário cavalheiro com reputação escandalosa?
Mais assombroso ainda é o testamento de seu tutor, que decreta que ela e Richard têm que se casar no prazo de uma semana.
Embora, não pudesse negar que apesar de tudo, se sentia muito atraída por ele, não queria renunciar a sua independência, por isso tece um plano para conseguir o que necessita, sem ter que pronunciar os votos nupciais. Richard fica igualmente atônito diante das exigências do testamento. 
O casamento nunca entrou em seus planos, embora possivelmente domesticar a Senhora do Vale seria o desafio que necessita... 

Capítulo Um 

5 de dezembro de 1819 Keltybum, os Trossachs As Highlands da Escócia 

 — Tomará algo mais, Senhor? Na mente de Richard Cynster se formou uma engenhosa imagem de elegantes extremidades femininas, nuas. 
O hospedeiro terminara de limpar os restos do jantar. 
As extremidades femininas satisfariam aquele apetite ainda não mitigado, mas... Richard meneou a cabeça. 
Não que temesse escandalizar a seu cerimonioso criado pessoal, Worboys, que permanecia de pé, erguido como um pau. 
Depois de oito anos servindo Richard, Worboys estava curado dos escândalos. 
Entretanto, Richard não era mago, e tinha a firme convicção de que seriam necessários poderes mágicos para encontrar algo satisfatório, para se levar nos braços em Keltybum. 
Chegaram ao povoado quando as últimas luzes abandonavam o céu plúmbeo, a noite caíra com rapidez como uma mortalha negra. 
A espessa névoa que tinha baixado das montanhas escurecendo o estreito e sinuoso caminho que os levava de Keltyhead ao seu destino, convertera em atraente a proposta de passar a noite na duvidosa comodidade da estalagem das Armas de Keltybum. 
 Além disso, desejava que a primeira visão da última morada de sua mãe se produzisse à luz do dia, e antes de abandonar Keltybum havia uma coisa que desejava fazer. Richard estremeceu. 
— Vou me retirar logo. Vá para a cama. Não o necessitarei mais por esta noite. Worboys vacilou, Richard sabia que ele se perguntava quem ia escovar e pendurar sua casaca, quem ia ocupar-se de suas botas. Suspirou. 
— Vá para a cama, Worboys. 
— Muito bem, Senhor. Mas, desejaria que seguíssemos o caminho para McEnery House — disse Worboys sem dar o braço a torcer 
— Ao menos, ali poderia confiar nos engraxates. 
— Agradeça que estejamos aqui — aconselhou Richard — e que não saíssemos do caminho ou ficássemos presos em um monte de neve na metade dessa condenada montanha. Worboys sorveu o nariz de maneira eloquente. 
Claro indício de que pensava que ficarem presos na neve era preferível a um betume negro de má qualidade. Por fim, sua imponente figura se afastou sem pigarrear pelas sombrias profundidades da estalagem. 
Com um leve sorriso, Richard aproximou as pernas do fogo que crepitava na lareira. 
Qualquer que fosse o estado do betume negro da estalagem, o patrão não tinha regulado esforços em fazê-la confortável.
Richard não vira nenhum outro hóspede, mas em um lugar tão afastado e tranquilo não era de estranhar. As chamas brilhavam. Fixou o olhar nelas... 


Saga Familia Cynster
1 - Diabo
2 - O Juramento de um libertino
3 - Seu Nome é Escândalo
4 - A Proposta de um libertino
5 - Um Amor Secreto
6 - Tudo sobre o amor
7 - Tudo sobre a paixão
7.5 - A Promessa em um Beijo 
8 - Uma Noite Selvagem
9 - Sombras ao Amanhecer
10 - A Amante Perfeita
11 - A Noiva Ideal
12 - A Verdade Sobre o Amor 
13 - Sangue Puro
14- O Sabor da Inocência
15- As Razões do Coração - em revisão
16- O sabor da Tentação - idem

O Pergaminho Oculto

Série Espada Negra


Fallon MacLeod possui os dons que qualquer guerreiro desejaria: força, ferocidade e imortalidade. 

Desgraçadamente, isso põe em perigo todos a quem ama. Somente quando capturam seu irmão Quinn, Fallon abandona sua reclusão para pedir ajuda ao rei. 

E embora qualquer mulher da corte esteja disposta a atirar-se a seus pés, é o olhar da preciosa e misteriosa Larena Monroe que provoca um desejo incontrolável nele. 
Larena, como Fallon, busca um meio de derrotar à maligna Deirdre, que quer semear o caos na Terra. 
Apesar do medo, ela se rende a uma paixão que atinge a ambos com grande intensidade. 
Mas Larena guarda um segredo que poderia fazer com que seu apaixonado amor pelo guerreiro o colocasse contra ela para sempre... 

Nota Revisora Rosangela Breda: Eu gostei muito do livro, gosto muito dessa autora e esta historia fala de guerreiros e Deusas. 
O mocinho é um guerreiro que quando descobriu seus deus, não se conformou e começou a baber para poder se controlar. 
Só melhorou quando seu irmão foi capturado e ele conheceu a mocinha que é muito valente e uma guerreira também. 
Eles se apaixonam a primeira vista e tem algumas parte bem hot o único, porem foi o final que ficou com gosto de quero mais... e como é uma série, que venham os outros! 

Capítulo Um 

Verão de 1603 Castelo de Edimburgo 

Fallon estava de pé no corredor à entrada do grande salão, com os punhos fechados de ambos os lados de seu corpo enquanto lutava para manter a respiração tranquila. 
Os sons que vinham do interior do salão eram ensurdecedores. 
Somente estava no castelo de Edimburgo há umas poucas horas, mas a necessidade de sair correndo para refugiar-se em seu castelo na costa oeste da Escócia o consumia. 
Tranquilo, tranquilo. A imagem de seus irmãos atravessou-lhe a mente e então recordou por que tinha deixado o seguro refúgio de seu lar por aquele ninho de serpentes. 
Estou aqui por Lucan e sua mulher, Cara. 
Estou aqui por Quinn. 
Estou aqui por nosso futuro. 
Fallon umedeceu os lábios e se obrigou a abrir as portas e entrar no grande salão. 
Mal cruzou a soleira, dirigiu-se para um canto, nas sombras, para observar. 
Seu olhar percorreu todo o salão, o teto com suas trabalhadas vigas e os candelabros espalhados por todo o lugar, cuja luz se somava a do sol que entrava pelas janelas de ambos os lados. 
O castelo de Edimburgo era enorme e seu grande salão não era diferente. 
Ao contrário do salão de Fallon, o castelo de Edimburgo desprendia uma opulência que somente podia vir do próprio rei. 
Tudo estava resplandecente. Fallon sentiu o peito apertar, ao ver a grande quantidade de pessoas que havia lá dentro. 
Estava acostumado a ter seu próprio espaço e inclusive, às vezes, todo o castelo só para ele. 
Não gostava de multidão, nem como aquela gente circulava ao seu redor, roçando nele como se aquilo fosse natural. 
Surpreendia-lhe que não tivessem nem ideia do que era, do que havia em seu interior, do que podia libertar a qualquer momento e fazê-los em migalhas. Para eles, ele era simplesmente um homem. 
Mas ele sabia da morte e da destruição que era capaz de fazer o deus primitivo que habitava em seu interior. O coração palpitava com violência no peito. 
Se não se concentrasse, acabaria fugindo do salão e fazendo com que sua estadia no castelo se prolongasse mais ainda. 
Com esse horrível pensamento, obrigou-se a respirar profundamente e se apoiou sobre a parede de pedra enquanto observava o salão com o olhar.
O castelo de Edimburgo era uma fortaleza, uma magnífica obra de arte. 
Sobre sua rochosa localização, dominava a cidade. Muito tempo atrás, uma tribo celta tinha construído uma fortaleza no alto da colina sabendo a vantagem da localização sobre aquela rocha. 
Os futuros reis da Escócia também souberam apreciar essa vantagem. 
—Parece que não está bem, senhor. Fallon esticou-se e observou o esquálido e pálido homem que estava ao seu lado. 
Era alto, e tinha um rosto comprido, um nariz aquilino e lábios tão finos que mal podia dizer que existissem. Quando Fallon respondeu, o homem apoiou na outra perna o peso de seu corpo. 
 —Sou o barão Iver MacNeil. —Barão —repetiu Fallon com uma pequena inclinação de cabeça. Não tinha tempo para aqueles idiotas pomposos, especialmente para aquele insignificante ser que estava ao seu lado. Fallon desenhou um sorriso em seus lábios diante da ideia de poder partir o barão pela metade com seu dedo mindinho. 
Não era estranho que Fallon não tivesse encontrado nenhum feroz guerreiro das Highlands no castelo; eles preferiam ficar em suas terras e governar seu clã. 
Eram os homens incultos e toscos, que estavam mais interessados em satisfazer suas próprias ambições, que preferiam estar tão perto do rei quanto possível. 
Aquilo incomodou tanto Fallon que sentiu uma enorme vontade de acabar com todos. 
A raiva nublou-lhe a visão. Sentiu um fortíssimo arrepio na pele, sinal de que estava a ponto de perder o controle e libertar a besta. —Veio ver o rei? 
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Série Espada Negra
1– O Beijo do Demônio
2– O Pergaminho Oculto
3– Highlander Perverso
4– Highlander Selvagem
5– O Amuleto Secreto
6– O Highlander Escuro
Série Concluída

11 de novembro de 2012

O Sequestro De Julia

Série Rogues
O que uma dama respeitável pode fazer quando é sequestrada com a nobre intenção do casamento? 

Se casar com o sequestrador, é claro!
Julia Frant amou secretamente e a distância, Alec MacLean, o selvagem Visconde de Hunterston.

Quando acidentalmente ele a sequestra no lugar de sua bela e intrigante prima, Julia aproveita a oportunidade para fazer seus sonhos apaixonados transformarem-se em realidade.
Alec não está em posição de recusar: se não se casar antes da meia-noite e não conviver com a alta sociedade durante um ano, sem se envolver em nenhum escândalo, perderá sua herança.
Seu casamento com Julia garantirá sua fortuna.
Mas assistindo seu patinho feio se transformar num elegante cisne, Alec, de repente, não pode manter-se afastado de sua esposa, e quando a beija, a herança é a última coisa que pensa.

Por desgraça, o escândalo pode acontecer até com as melhores intenções...
E Julia nunca careceu de boas intenções! 


Capítulo Um

Hampstead Heath, Inglaterra Maio de 1812.

Era uma noite infernal para uma fuga.
Depois de três horas de tempestade, finalmente a chuva dava trégua.
Uma manta de névoa fantasmagórica deslizava sobre o meio fio da estreita rua, estranhamente brilhante pela luz de lua. Alec MacLean, quinto Visconde de Hunterston, dirigiu a carruagem até detê-la com um súbito estrondo no pátio da Estalagem “Bigorna Negra”, salpicando de barro a porta da estalagem e enviando borrifos de água através dos atoleiros negros.
Seu cavalariço, Johnston, saiu encharcado debaixo de uma cobertura. 
 — Aí está você milorde. Um pouco atrasado, não acha? 
— A dama aparentemente não pôde marcar um horário certo — disse Alec, encolhendo os ombros. 
— Uma mulher que o manteve esperando no altar não se deterá diante de nada. O velho criado profetizou tristemente. 
Alec o ignorou e desceu do banco do cocheiro. Johnston era uma relíquia da família, com sua habitual língua áspera galesa.
Embora normalmente Alec argumentasse contra esse olhar sério, nesta ocasião, temia que ele estivesse certo. 
A porta rangeu quando o passageiro tentou abri-la por dentro. Johnston grunhiu.
— A porta enguiçou de novo. 
— É uma pena, mas não temos tempo para isso agora. Alec consultou seu relógio. Já eram dez horas. 
Considerando a condição das estradas de Londres, ele conseguiu fazer o percurso num tempo notável.
O barulho na carruagem aumentou consideravelmente até se transformar num incômodo. 
Johnston olhou à carruagem com um olhar interessado.
— A dama parece um pouco determinada. Acha que mudou de ideia a respeito de casar-se com você? 
— Com a quantidade de dinheiro que espera que eu herde? Altamente improvável. 
Mimada e vaidosa, Therese já tinha tudo planejado, era seu objetivo desde o começo. 
Queria dinheiro, poder e posição.
A ideia revolvia seu estômago. 
Ele evitara a alta sociedade toda sua vida, sua hipocrisia, ódio e falsa cortesia, só para terminar assim... Arrastando seus calcanhares para o caminho do altar, capturado em uma única temporada.
A carruagem balançou furiosamente, os golpes constantes foram substituídos por outros mais fortes e determinados, com uma demanda de libertação. 
Alec suspirou e pôs seu relógio no bolso interior de seu casaco. 
Série Rogues
1 - O Sequestro de Julia
2 - O Preço de uma Noiva
3 - A Sedução de Sara
Série Concluída

O Aventureiro

Série Heróis das Highlands

Antes de dar por terminada sua viagem a França, para retornar a Inglaterra, onde a espera seu futuro marido, Isabella vai a Versalhes saudar o rei Luis XV, que a convida a passar a noite no palácio.

Durante o jantar conhece um homem misterioso que lhe entrega em segredo uma pedra mágica que ela deve devolver ao clã escocês dos MacAoidh, seu legítimo dono.
Como saber onde encontrá-los?

A jovem confia em que a pedra lhe indique o caminho.
A jovem desejosa de aventuras não sabe que está a ponto de viver muitas delas junto a Calum, um rebelde escocês, conhecido como O Aventureiro. 



Capítulo Um 

19 de maio de 1747 
Meu último dia em Paris. 

O céu sobre os telhados é brilhante, completamente azul, salpicado de grossas nuvens brancas. 
Fecho os olhos e o ar está impregnado dessa mescla de aromas que acabei por apreciar tanto: a brisa da manhã, as roseiras em flor e o pão recém-saído dos fornos de tijolo.
Os pássaros cantam sem cessar à sombra dos ramos das castanheiras, como mulheres tagarelando na hora do chá.
E posso ouvir as risadas dos meninos que jogam disco em um pátio próximo, enquanto em algum lugar alguém interpreta uma balada no clavicordio…
Lady Isabella Drayton levantou a pluma da página de seu diário e suspirou. Primavera em Paris.
Existia algum lugar como esse no mundo?
Sentada no jardim da casa que seu pai tinha alugado junto à Rua Saint Honoré, com seu chocolate esfriando sobre a mesa, a seu lado, não lhe ocorria nenhum.
Durante quase três meses — um mês e oitenta dias para ser exatos— Isabella tinha se divertido na capital francesa. 
Seus dias transcorreram em uma rápida sucessão de passeios matinais nos Jardins das Tulherias, visitas ao palácio do Louvre para ver a coleção real de arte, e representações de Molière no Palais Royale.
E isso só durante a primeira semana. 
Não demorou a estabelecer uma rotina. 
As terças-feiras tomava um café forte em uma mesa, junto à janela, do Café Procope, a pitoresca cafeteria que tinha descoberto na Alameda Saint Germain, da qual podia contemplar o enorme bulício da cidade.
Em ruas de paralelepípedos, apenas mais largas que um atalho, as carruagens avançavam a toda velocidade.
Regardez! 
Gritavam os choferes aos pedestres, apena alguns segundos antes que estes estivessem a ponto de ser atropelados e levantassem ameaçadoramente o punho, lançando toda uma série de impropérios tipicamente franceses contra o ruído cada vez mais longínquo dos cascos e o estrondo das rodas.
As quartas-feiras passava a manhã no jardim nos dias ensolarados e na pequena sala que dava para a rua, quando chovia, escrevendo e enchendo de desenhos uma constante sucessão de cartas para seus pais e irmãs que estavam na Inglaterra, em Drayton Hall.
Catherine, que ainda não tinha completado dezenove anos e era a mais velha de suas três irmãs mais novas, escrevia-lhe fielmente cada semana, mantendo Isabella informada de tudo o que acontecia em casa.
Em sua última carta, recebida há apenas três dias antes, contava que Mattie, de quatorze anos, estava outra vez “apaixonada” 
— Isabella já tinha perdido a conta das vezes que aquilo aconteceu— e que Caroline, a menor, de nove anos, negava-se a aceitar que não podia montar em Homer, seu querido porco, nas corridas da feira de Hexam, apesar da elegância de seu passo.
Estava claro que com muita persistência tinha conseguido convencer sua mãe, a duquesa. 
O duque, entretanto, não ia se deixar conquistar.

Série Heróis das Highlands
1 - The Pretender
2 - O Aventureiro
3 - The Perfect Gift

A Dama E O Libertino

Série Guerreiros do Vento

Um bonito conde inglês deseja seduzir uma beleza virginal, a fim de roubar o vasto tesouro que ela guarda no Egito. 

Anne Mitchell que nasceu como filha ilegítima e cresceu num abrigo de pobres, vendida por sua mãe e enviada pelo seu pai para o Oriente, tinha todos os motivos para perder a fé. Mas no Egito ela achou sua identidade com os Khamsin, uma tribo de guerreiros beduínos. 
Quando um grande segredo lhe foi confiado, sua honra lhe foi devolvida e para mantê-la faria qualquer coisa. 
Nigel Wallenford era um conde. E também um ladrão, mentiroso e libertino. 
Recuperar seu direito de primogenitura em relação à Claradon tinha sido o começo. 
Em seguida, ele queria riqueza, e sabia sobre a lenda de um tesouro... e sua guardiã era um figo maduro que aguardava ser colhido. 
Ele nunca teve escrúpulos para enganar, roubar ou até mesmo assassinar. 
Uma inglesa despatriada, não importa o quão atraente fosse nunca iria conseguir detê-lo.

Capítulo Um

Acampamento Khamsin – Deserto Oriental do Egito – 1908

Ele não seria o noivo viril que ternamente a defloraria na noite de núpcias.
Ele nunca soltaria um suspiro de paixão ao tocar sua garganta esguia enquanto acariciava seus seios virgens, agora escondidos sob o kaftan branco e modesto.
O rubi brilhante pendurado entre eles destacava-se como uma gota de sangue contra a neve. Suas mãos, acostumadas a acariciar a pele de prostitutas, não eram dignas de tocá-la.
Elas eram, no entanto, capazes de roubar o rubi, como havia feito com outras antiguidades egípcias de valor inestimável. 
Agachado sob a sombra de uma árvore em forma de charuto, Nigel Wallenford, legítimo Conde de Claradon, observava sua presa enquanto segurava um rifle nas mãos suadas. A mulher em silêncio colhia sementes espalhadas pelo chão. Karida era o nome dela. Ela guardava o rubi que ele precisava para completar a chave e localizar o tesouro do sonho das múmias. Durante toda a semana, em sua visita ali, sob o pretexto de comprar éguas árabes, ele ouviu seus parentes louvar sua virtude e honra como se ela não fosse um ser humano, uma mulher, mas uma estátua de pedra calcária. Nigel não se importava se ela era tão corrupta quanto ele, ele só se preocupava com o rubi.
Sob as árvores de acácia, as plantas amarelas e verdes eram salpicadas pela fonte de água perto do acampamento Khamsin. O sol queimava e lançava seus raios no topo das montanhas irregulares e nas pedras de arenito, deixando-as da cor do pêssego. A brisa refrescante afugentava o calor sensual da tarde que brilhava sobre as areias escuras. Montanhas negras e deserto sem fim rodeavam esta parte do deserto do Egito oriental.
Jabari bin Tarik Hassid, era o sheik Khamsin, mas Nigel apenas pensava na fonte de água para matar a sede do deserto, mas também havia escolhido o lugar para perseguir Karida. Todas as tardes desde sua chegada, ela aparecia ali para recolher sementes. Como um bom caçador, ele observou seus hábitos, decorou seus movimentos. Como uma lebre atingida por uma bala, Karida jamais saberia o que a teria derrubado. O rubi em breve seria seu.
Karida continuava olhando em sua direção. Seu rosto, escondido por um véu, que era cortesia aos visitantes da tribo al Assayra, era inexpressivo.
Um bom caçador sabia como desarmar sua presa, fazê-los sentir uma falsa segurança. Nigel deixou o rifle e ofereceu seu sorriso mais encantador. Ele fez um gesto para as sementes, e deixou-as cair em sua bolsa de pele de cabra, mas manteve o olhar centrado no rubi. Seus dedos coçavam para roubar a pedra. Em breve. 
— São sementes para comer?
Karida piscou, como se tivesse levado um susto ao ouvir uma voz humana.
— Samna. Óleo para cozinhar. — Como seu tio Ramses e o resto de sua família, ela falava o inglês perfeitamente. No entanto, seu sotaque era estranho, como se ela tivesse vivido em outro lugar do Egito. — Eu vou me casar esta noite. Esta será a última vez que reunirei as sementes. — Ela soltou um pequeno suspiro, como se ponderando seu destino.

Série Guerreiros do Vento
1 - O Falcão e a Pomba
2 - O Tigre e a Tumba
3 - A Cobra e a Concubina
4 - A Pantera e a Pirâmide
5 - A Espada e a Bainha
6 - O Escorpião e o Sedutor
7 - A Dama e o Libertino
Série Concluída

9 de novembro de 2012

Suave Feitiço




Um grande amor que desafiou o antigo ódio entre dois clãs Escócia, de 1372 a 1382.

Homem de temperamento ardente e paixões arrebatadoras, Micheil, líder do clã Gunn, sentiu-se enfeitiçado pela estonteante beleza de Seana MacKay.
Mas Micheil fez uma terrível descoberta: a adorada Seana era inimiga do clã Gunn, e ele teria de usá-la como instrumento de sua vingança final contra o clã MacKay!

Capítulo Um

O Início.
Castelo de Halberry, 1372.

As vigas enegrecidas pela fumaça estremeceram ao som vibrante das gaitas de fole no amplo salão da fortaleza Gunn. 
O castelo de Halberry ocupava o promontório que se projetava no mar em Mid Clyth, na costa norte de Caithness.Ingram, chefe do clã dos Gunn e príncipe herdeiro de Caithness, reinava ali. Os servos apressavam-se a manter cheios os cálices de ouro e prata incrustados de pedras preciosas sobre a grande mesa. 
Movido por seu imenso amor pela filha Bridget, Ingram ofereceu o primeiro brinde de parabéns aos noivos. 
Beber à saúde de Liam, do clã MacKay, noivo e inimigo, era algo que o amargurava.
Porém, ressentia-se do fato de seus homens hesitarem em celebrar a ocasião com alegria. 

Aquele casamento asseguraria a paz entre os dois clãs. 
As guerras constantes estavam acabando com os bens de ambos.
O novo compromisso entre seu filho mais velho, Micheil, com Seana, filha única de MacKay, garantiria a paz para sempre. 
Dentro de Ingram ardia a mágoa de saber que não mais ouviria, naquele salão, o grito de guerra contra os MacKay. Bridget e Liam haviam unido os clãs poderosos, tornando-os aliados por afinidade. 
Sentado à direita dos noivos, Ingram sentiu o clima tenso que se propagava no ar como névoa sobre o lago.
O sangue quente e as lembranças dos escoceses estavam imersos em brigas de famílias.
Poucos dos homens ali presentes iriam um dia esquecer aqueles que haviam morrido pelas adagas e espadas de seus inimigos. 
As sobrancelhas arqueadas de Ingram, que emolduravam olhos penetrantes, de um azul profundo, esquadrinharam as mesas apinhadas. 
Não prestou atenção à riqueza do linho puro que as cobria, nem às tapeçarias que revestiam as paredes de pedra.
Pela primeira vez, achou natural a abundância de comida servida em pratos dignos de um rei. 
Sua riqueza viera, em parte, de Malcolm, duque de Caithness, e Angus, cuja filha Maud casara-se com sir Albert de Umfraville, da antiga casa baronial normanda. Essa aliança trouxera mais riquezas ao clã.
Seu olhar errante deparou com o de Heth, chefe dos MacKay, que possuíam Strathnaver, toda a parte nordeste das terras escocesas. 
Em honra da filha de Heth, Ingram disfarçou um sorriso quando o outro tocou no imblema da família, uma planta chamada giesta com poucas folhas e flores amarelas.
Ao ouvir o riso de Bridget, Ingram desviou o olhar orgulhoso para ela, compreendendo que fora pela filha que recolocara a espada na bainha. Bridget, a primogênita, voltou-se para ele e elogiou a festa. 
- Está contente, minha menina? 
- Oh, se estou! Você tornou realidade o meu maior desejo. 
- Oxalá eu sempre possa fazer isso. 
Sim, realmente dera à filha o que ela desejava. Mas não tivera escolha. 
Só houve paz depois que ele concordou com o casamento. Não que Bridget ou Liam precisassem de seu consentimento, ou do de Heth. Sabia que Bridget teria fugido com o herdeiro dos MacKay.
Porém, tinha que admitir, Liam era um homem íntegro e insistira no casamento. Com um suspiro, expressou o cansaço do homem que fora dominado e vencido pelo belo sexo. 
Bridget, apesar do físico delicado, não era nenhuma florzinha tímida. 
Era sangue de seu sangue, o mesmo dos reis nórdicos, homens do mar. Como ele, Bridget jamais desviava de um objetivo. 
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Série Macleod

3- E o Noivo levou o Véu
O nobre escocês Ian MacLeod estava dormindo em uma masmorra medieval, e acorda em uma sala cheia de longos vestidos brancos.

Jane Fergusson desejava criar grandes desenhos, mas em vez disso era explorada trabalhando em uma loja de confecção de vestidos de noiva. Conduziria o fatídico encontro sobre tesouras de modista a um derramamento de sangue ou à felicidade?


2- Pensando em Ti 

As Terras Altas, Escócia, Fevereiro de 1998
Alexander Smith tinha obtido êxito no mundo profissional, mas não a felicidade.

Sempre tinha escapado dele... junto com o amor verdadeiro. Então, no castelo MacLeod
na Escócia, encontrou um mapa pirata que milagrosamente respondeu ao seu desejo
com uma viagem através do tempo. E quando foi capturado na Inglaterra medieval por Margaret de Falconberg, uma feroz beleza oculta numa armadura de cavalheiro, Alexander descobriu o seu próprio nobre e apaixonado coração...


1- Uma Dança através do Tempo 

Escócia, 1311.

James MacLeod era o mais respeitado, e temido, Laird em toda Escócia. Amava seus homens como irmãos e suas terras com paixão. E não permitia que nenhuma mulher cruzasse a soleira de seu castelo.
Cidade de Nova Iorque, 1996.
Com um noivo indiferente e uma carreira de escritora estagnada, Elizabeth Smith só encontrava a paixão e a aventura nas inéditas novelas que escrevia. Até que um herói escocês começou a chamá-la... Elizabeth desejava o homem de seus sonhos. Soube que estava muito esgotada quando começou a ouvir sua voz mesmo estando acordada! Para desanuviar sua mente, foi dar um passeio no parque, acabou dormindo em um banco e despertou na Escócia do século XIV na terra de James MacLeod, um arrogante e bonito lorde com uma voz muito familiar.
James sabia que Elizabeth viraria seu ordenado mundo de cabeça para baixo, e iria aonde nenhuma mulher tinha ido antes: Direito ao seu coração...


Série Macleod
1- Uma Dança atraves do Tempo
2- Pensando em Ti 
3- E o Noivo levou o Véu
4- A Saga de um amor