15 de maio de 2019

Escandalosa Novamente

Série Troca de Identidade
Madeline de Lacy, a duquesa de Magnus, orgulha-se de ser uma das jovens mais sensatas da Inglaterra, e não pode acreditar que, no jogo de cartas, seu nobre pai perdeu todo o seu patrimônio - e ela! - para um estranho.

Em uma missão para salvar a fortuna de sua família, ela muda de lugar com sua prima e companheira, enviando a mantenedora Eleanor para confrontar o homem que ganhou a mão de Madeline.
Agora, Madeline está livre para entrar na casa de um notório jogador e finge ser mansa e humilde. Ela não é naturalmente nenhuma dessas coisas, ela simplesmente está decidida a recuperar a fortuna de sua família. Quando ela acha que as coisas não podem piorar, ela conhece Gabriel Ansell, o conde de Campion.
Quatro anos atrás, Madeline estava noiva de Gabriel e adorava seus beijos arrogantes. Agora, ser forçada a se casar com um homem que ela não conhece empalidece em comparação com a provação de encarar Gabriel novamente, o homem que a traiu - Gabriel, o único homem que ela amou.

Capítulo um

Suffolk de 1806
— Agora, Madeline, eu percebo que você acabou de chegar em casa de sua excursão no exterior e precisa descansar, mas receio que não seja possível.
Madeline de Lacy, a marquesa de Sheridan, a futura duquesa de Magnus, mordeu o primeiro bife inglês digno, que ela tinha tido em quase quatro anos, mastigou, engoliu e sorriu beatificamente através da mesa de café da manhã ensolarada no penhasco, para o inglês de bochechas vermelhas de buldogue. — E porque disto, papai?
— Eu apostei você em um jogo de pôquer e eu perdi.
Ela o encarou. Colocando a faca e o garfo cuidadosamente ao lado do prato, ela olhou para o lacaio estupefato, congelado no lugar quando ele se inclinou para derramar em sua xícara seu café da manhã. — Isso basta, Heaton. Coloque a garrafa no aparador. Vamos chamá-lo se precisarmos de você. —Quando Heaton saiu, ela olhou para seu pai e repetiu, pois queria ter certeza que havia entendido direito. — Você me apostou em um jogo de azar e perdeu.
Ele não parou de comer batendo os talheres no prato. — Não adianta tentar suavizar o golpe, eu costumo dizer. Não com você, minha querida. Menina resistente, sensível. Orgulho-me de você, sempre disse isso.
Usando dessa famosa sensibilidade, ela disse, — Talvez você possa me dar os detalhes desta aposta extraordinária.
— Tive a má sorte de apostar sem saber que ele já havia ganhado uma partida, o que reduziu minhas chances.
Madeline respirou fundo. — Não, papai. Quero dizer, por que você me apostou em um jogo como este?
— Bem, meu oponente sugeriu isso.
— E quem seria ele...?
— O Sr. Knight.
— E porque o senhor concordou...?
— Eu tinha acabado de perder nossa fortuna e todas as nossas propriedades. Você era a única coisa que me restava.
Incrível como ele conseguiu dizer isso de forma tão racional. — Então, em uma maré de azar, o senhor perdeu tudo que tinha, incluindo sua única filha?
— Sim. Na hora me pareceu uma aposta sábia.
Ela arqueou as sobrancelhas. Após a morte de sua mãe, dezessete anos atrás, quando Madeline tinha cinco anos, sua vida tinha mudado drasticamente, de filha mimada e protegida por sua mãe, a ter que lidar com os desastres frequentes orquestrados pelo seu amado pai. Até o momento em que ela tinha doze anos, ela já sabia como dirigir uma casa, como planejar uma festa e como lidar com cada tipo de desastre social.
Ela não estava preparada para isso. No entanto, seu batimento cardíaco permaneceu calmo, sua testa sem rugas, as mãos relaxadas no colo. Ela tinha enfrentado catástrofes de proporções olímpicas antes — quase todas resultado do desrespeito descuidado de seu pai. Ela não perderia a compostura agora. — Como assim?
— Pelo menos, se ele ganhasse você teria a garantia de ter nossas propriedades sob seu controle, ou pelo menos sob o controle de seu marido. — Magnus mastigou pensativamente. — É quase o mesmo que oferecer as propriedades como seu dote.
— Exceto que, se as propriedades houvessem sido oferecidas como um dote, eu teria a vantagem de conhecer o meu marido e concordar com a oferta. —Parecia um ponto que seu pai admitiria, embora tivesse pouca esperança disso.
— Você tem um ponto, mas realmente, qual diferença faria se você conhece o cara? Você já esteve comprometida uma vez. Você o amava. E isso acabou sendo um desastre! Qual era seu nome? De cabelos castanhos e com aqueles malditos olhos perturbadores. — Olhando para o decorado teto pintado com querubins dourados, Magnus coçou o queixo. — Ele era cem vezes mais adequado do que esse Sr. Knight, mas você o abandonou, pelo menos deu esse motivo pra deixar Londres, sem palavras. — Ele engasgou. — Até então, não sabia que você poderia perder o seu temperamento. Qual era o seu nome mesmo?
Uma rachadura apareceu em sua tranquilidade; as mãos em punhos. — Gabriel Ansell, o conde de Campion.
— É isso mesmo. Bom Deus, eu nunca vou esquecer. Magnífica na sua ira!








Série Troca de Identidade
1-Escandalosa Novamente
2- Um Beijo Seu
Série concluída




14 de maio de 2019

Uma Ligação Audaciosa

Série Irmãs O’Rourke/Série Irmãos Hunter

Reunidos em circunstâncias mortais...

Encarregado de investigar secretamente uma série de mortes suspeitas, Charles Hunter encontra-se novamente com Georgiana Huffington, querida da sociedade, que partiu seu coração muitos anos antes. Ela é uma mulher com um passado misterioso – poucos dias depois de fazer seus votos, os dois maridos de Georgiana morreram em circunstâncias duvidosas.
Conforme Charles trabalha com Georgiana para provar sua inocência, ela se vê cativada pelo homem que ele se tornou. Ainda diabolicamente bonito, agora está mais cauteloso, mais... perigoso. Georgiana teme que esteja perdendo o coração para ele, mas será que seu amor fará de Charles a próxima vítima do assassino?
A criatura sedutora fez uma reverência educada, com os olhos baixos. Ela se lembraria do extraordinário e único beijo que eles haviam roubado em um jardim sete anos atrás?
Ele pegou a mão dela e se curvou.
— Encantado novamente, Sra. Huffington. Há quanto tempo
você está na cidade?
— Não muito tempo, senhor – disse ela, erguendo os olhos das mãos unidas. — Acabei de voltar de Kent.
Ele levou um momento para absorver seus notáveis olhos verdes. Não eram esmeralda. Não eram cinza-esverdeado ou verdemar.
Os dela eram mais... verde-oliva. E tão cativante quanto haviam sido anos atrás. Sua memória não lhe falhara. Nem a dela – a julgar pelo sutil rubor em suas bochechas. Sim, ela se lembrava daquele
surpreendente único beijo também. Ah, mas ela não era mais uma recatada menina. Não, esta Georgiana era uma mulher de considerável experiência. Uma que ele não teria escrúpulos em seduzir.

Capítulo Um

Londres, abril de 1822. 

Charles Hunter sempre se sentava de costas para a parede para evitar surpresas desagradáveis – uma tática que ele aprendera com seu superior no Ministério do Interior, Lorde Wycliffe – e a Taverna do Cachorro Negro não era um lugar onde alguém iria querer ser surpreendido. Charles observou Wycliffe aproximar-se dele, imaginando por que ele organizara esta reunião fora do escritório. A expressão sombria em seu rosto não era reconfortante. Problemas, então. Problemas, sérios e altamente confidenciais já que não puderam falar sobre eles no Ministério do Interior. Ele bebeu um profundo gole de sua caneca e gesticulou para a caneca de cerveja que estava à espera, a qual Wycliffe levantou prontamente.
— Hunter — ele disse enquanto se sentava. Charles assentiu.
— Do que se trata? — É sigiloso, Hunter. Eu não posso fazê-lo aceitar o empreendimento, mas seria bom para sua carreira se fizesse isto. Provavelmente conseguirá a designação para o Ministério das Relações Exteriores que você me solicitou. Foi por isso que pensei em dar a você uma primeira chance.
O Ministério das Relações Exteriores? Esta era uma gorda cenourinha a balançar na frente dele. Ele queria dar o fora da maldita Inglaterra há meses. Talvez uma transferência limpasse a sua cabeça. Desde que fora ferido no outono passado, ele estava inquieto, com raiva e um pouco imprudente. Ficar ao lado do seu melhor amigo quando este havia sido baleado na cabeça poderia fazer isto com um homem, ele fora informado.
— Do que se trata? Wycliffe suspirou e olhou para sua cerveja.
— Longa história. Primeiro, você conheceu a antiga protegida da falecida Lady Caroline Betman, Georgiana Carson, atualmente conhecida como a Sra. Gower Huffington? Charles escondeu sua surpresa e amaldiçoou a rápida reviravolta que suas entranhas deram ao ouvir este nome. Se ele a conhecia? Inferno, ele estava prestes a propor casamento a ela quando sua guardiã lhe informara que seus sentimentos não eram retribuídos. Mas isso fora antes dela se casar pela primeira vez. Ela era tão nova. Tão bonita. Tão desonesta.
— Nós nos conhecemos – ele admitiu. — O que você pensa sobre ela ? — Eu sempre achei que ela é cativante. Inteligente e segura, embora protegida e... Wycliffe assentiu novamente, como se confirmando a opinião de Charles.
— Inescrutável? Charles encolheu os ombros. Ele estava prestes a dizer traiçoeira, mas talvez tenha sido apenas sua experiência. — Indiferente, eu diria. E não dada a emoções.
— Estranho para uma mulher que foi casada por duas vezes.
— E viúva duas vezes. E que agora se esconde no campo, pelo que ouvi.
— Então você não está sabendo? — Wycliffe estreitou os olhos quando se recostou na cadeira. — A Sra. Huffington voltou para a cidade. A conexão se perdera para ele.
O que Georgiana Huffington, nascida Carson, tinha a ver com a atribuição de Wycliffe? Ele massageou o ombro, ainda dolorido pela bala que ele levara quando seu amigo fora morto em outubro passado.
— Sim, ela voltou para a cidade e....?
— Bom Deus, Hunter! Onde você esteve? Permita-me atualizá-lo — Wycliffe se inclinou para frente novamente e baixou a voz como se temesse que pudessem ouvi-lo. — Há rumores de que ela matou seus maridos. Charles olhou fixamente para sua cerveja, lembrando sua obsessão pela mulher há sete anos. Ele havia sido levado por aqueles olhos verde-oliva e a promessa de curvas exuberantes sob seus vestidos recatados de menina. Ela era tímida, doce e possuidora de um humor gentil que ele achara cativante, mas sempre haveria uma pitada de escuridão e mistério sobre ela.
— Ela não se parece com o tipo. — Você, melhor que a maioria, sabe que as aparências enganam. Ora, você testemunhou coisas que chocariam a sociedade, deixando-a sem palavras, com a possível exceção de mim. Sim, a mentira e a duplicidade que ele havia visto sob a aparência inofensiva não mais o surpreendiam. Ele era um homem cansado. — Mas estou feliz que você a ache atraente. Isso facilitará seu trabalho. Um trabalho envolvendo a Sra. Huffington?




Série Irmãs O’Rourke/Série Irmãos Hunter
1 - Indiscrições
2 - Beijos de Fel
3 - Despindo Lilly
4 - Um Libertino à Meia-Noite
5 - Uma Ligação Audaciosa 
Série Concluída






8 de maio de 2019

Doce promessa

Série Doce Londres
Face o perigo de morte, do mistério e da tentação, haverá uma luta entre o ressentimento, o orgulho e a lembrança de uma doce promessa de amor.

Para a sociedade inglesa Sebastien Albrigth, Conde de Gauss, é apenas um libertino despreocupado que gasta seus dias a prazeres carnais e divertidos. É a máscara perfeita para esconder sua verdadeira identidade, a do misterioso espião conhecido como o Falcão Branco. Lady Emily Asher, apesar de ser uma beleza, é rejeitada como a filha do Marquês Louco. Mas ela esconde um segredo: o motivo da insanidade do pai e a perda da mãe. Ao fazer uma descoberta macabra é ameaçada e forçada a fugir, tornando-se a Dama Negra. Quando o famoso perseguidor da coroa persegue a misteriosa mulher por trás da máscara, os amantes do passado se encontrarão novamente e enfrentarão as encruzilhadas que o amor e o desejo irão interpô-los.

Capítulo Um

A agitação do lugar o recebeu logo que passou pelas portas. Assim que ele entrou uma das mulheres seminuas se aproximou dele e o guiou a uma mesa. Uma vez sentado e com a bebida na mão, ele começou a examinar o local. Aquele clube era um dos melhores em Londres, localizado na periferia entre a zona mais rica e o East End, o setor marginal de Londres.
Os clientes que vinham ao Place Club, deveriam atender a requisitos específicos. Manter absoluta discrição e ter um alto poder aquisitivo. As apostas que foram dadas não eram para todos, porque a mercadoria oferecida era a mais exclusiva no mercado.
O animador anunciou que naquela noite novas mulheres seriam anunciadas, e a clientela gritou de alegria. Em outro momento, ele poderia ter se interessado por aquela informação, mas não naquele. Ele não estava ali para sucumbir aos seus desejos mais básicos, como tinha feito em numerosas ocasiões.
—Não! — Naquele momento, estava frustrado e irritado como o inferno. Dois meses! Dois malditos meses e não tinha nada. Nenhum indício, nem um único vestígio, nenhuma idéia maldita sobre onde procurar. Sentia-se um completo idiota. Apenas algumas semanas atrás, ele a deixou a um passo, inclusive sob o mesmo teto. E não tinha notado, ele não a reconheceu. Então, tinha praticamente escorrido por entre seus dedos, em meio a Vauxhall Garden.
Quando sua tia, Lady Ashton, desesperada recorreu a ele, não pôde negar-lhe ajuda. Afinal, a menina era a pequena família que a velha tinha, e por isso que ele entendia seu desespero por não encontrar a filha de seu único irmão. Embora, se fosse por ele, não teria movido um único dedo para procura-la.
Ele odiava essa mulher com toda a força de sua alma, mas não podia ignorar o sofrimento da esposa de seu falecido tio paterno, e somente por isso havia concordado em ir atrás dela em primeiro lugar. No entanto, ao longo das semanas, a busca infrutífera e as constantes voltas que lhe dava, havia convertido sua tentativa de encontrar Emily em um desafio pessoal.
A última vez, ela havia aparecido na casa da sua irmã disfarçada para não ser reconhecida, e depois disso forneceu dados valiosos que ajudaram a encontrar a cunhada de sua irmã, que havia sido sequestrada, voltou a desaparecer, frustrando mais uma vez sua intenção de encontra-la, pois não se deu conta de sua identidade até que fosse tarde demais.
Acha-la tornou-se um desafio para ele, e não iria desistir até encontra-la. Emily Asher tinha finalmente se tornado sua obsessão ... Novamente.
O animador anunciou o próximo leilão, e relutantemente, Sebastien olhou para o pequeno palco.
— Maldição, não estou com humor para isso. É melhor que o cara que passou a informação, de que uma mulher estranha tinha pedido para trabalhar aqui, não tenha mentido — pensou com raiva, olhando para a mulher ajoelhada no centro do palco.
A iluminação era tênue na zona das mesas, não na plataforma onde a mulher parecia brilhar. Uma música afrodisíaca começou a tocar e parecia ser o sinal que ela esperava para começar a sua coreografia.
Seu cabelo negro caiu para trás quando ela levantou a cabeça lentamente. Ela arqueou as costas para se apoiar nas suas pernas dobradas, deixando a vista os seios preciosos vestidos num espartilho preto.
Tudo ao redor de Sebastien desapareceu, deixando sua mente absorvida pela visão requintada. Sua boca molhou quando a viu endireitar-se e sensualmente abrir suas longas pernas. Seu corpo inteiro ficou tenso de desejo e luxúria crua quando a jovem se levantou e caminhou em direção à frente do palco, e parou em uma pose erótica final.
O silêncio na sala era esmagador e, em seguida, o mundo desabou. Mas Sebastien só tinha olhos para a cativante mulher erguida orgulhosamente sobre o palco.
Um impulso de frenética necessidade o invadiu e a urgência de tê-la se apoderou dele, levando-o à beira da loucura quando ele percebeu que não era o único que a cobiçava, mergulhando-o em um fluxo imprevisível de posse e de pertence. E apenas alguns minutos depois, se encontrava puxando a mão delicada, afirmando-a como sua. Ela congelou em seus braços, e logo seus olhos encontraram os dela. Ele não poderia dizer a sua cor, porque a profundidade da máscara que ela usava não permitia isso. Ainda assim, a intensidade em seus olhos causava algo em seu interior, fazendo-o vibrar e estremecer.
A Dama Negra prendeu a respiração, reagindo somente quando sentiu os braços se movendo para abaixá-la. O conde colocou-a no chão, mas continuou a segurá-la pelo braço.
Ela começou a se afastar, mas isso ele não permitiria.
— Aonde você está indo?








Série Doce Londres
1 - Doce Inimizade
2-  Doce Atração
3-  Doce promessa
Série concluída

7 de maio de 2019

Somente Amor

Série Oeste I
Território do Colorado, 1868. 

Após o desaparecimento de sua família, a bela e inocente, Shannon Conner, tenta desesperadamente sobreviver ao gélido inverno na pequena cabana que herdou. Sozinha e desamparada, deverá enfrentar o cruel assédio ao qual é submetida por um grupo de foragidos... e à devastadora atração que sente pelo rígido pistoleiro que arriscará sua própria vida para protegê-la. Rafe Moran, um homem perigoso e implacável, que nunca pensou em se assentar em algum lugar, até conhecer Shannon e sucumbir a doce violência do desejo e da paixão que ela lhe oferece... uma paixão selvagem e sem limites pela qual ele será capaz de perder sua própria alma.

Capítulo Um

Verão de 1868, Echo Basi Território de Colorado
Está assustada. Tem um jeito de andar doce como o mel. As duas ideias assaltaram quase ao mesmo tempo a mente de Rafael Chicote Moran, e não soube decidir o que o atraía primeiro à jovem, o medo ou o seu modo de andar. Esperava que fosse o medo. 
Porém, o calor que correu em suas veias lhe dizia o contrário. Sob as calças puídas e a jaqueta de lã masculina que aquela jovem usava, havia um corpo muito feminino. E sob as costas eretas, o queixo alto e a determinação, existia um medo muito real. Rafe ignorava o que provocava o medo da jovem ou porque lhe importava tanto. 
O que sabia era que descobriria. Permaneceu um momento mais em pé, no barro frio, em frente ao único armazém de Holler Creek, e o gélido vento da montanha atravessou sua grossa jaqueta de lã. A jovem também percebeu porque estremeceu ao passar apressadamente pela imunda porta do estabelecimento. Com os rápidos movimentos de um homem dotado de um ágil e poderoso corpo, Rafe seguiu a misteriosa jovem e entrou no armazém. 
O vento fechou a porta às suas costas com um forte estrépito, porém mal notou devido a concentrar toda sua atenção na jovem, que parou com aquele andar tão seu, doce e levemente oscilante, debaixo de um raio de luz que entrava pela única janela que não estava quebrada e que não havia sido coberta com tábuas. Durante alguns poucos segundos, os olhos femininos percorreram avidamente as pilhas espalhadas de comestíveis não perecíveis, ferramentas e roupas, enquanto seus dedos se fechavam formando um punho envolvendo alguma coisa que levava na mão. 
Como se sentisse o intenso interesse de Rafe sobre sua pessoa, a jovem se virou de repente e o olhou com lindos olhos da cor de um selvagem e outonal céu azul, tão claros e profundos que um homem poderia admirá-los eternamente e nunca achar fim em tal beleza. 
Algumas rebeldes e longas mechas escapavam do chapéu e Rafe viu admirado que possuiam um brilhante tom castanho com reflexos vermelhos e dourados. 
Eu já a vi antes, pensou. Porém aonde? Respirou profundamente e uma longínqua e perturbadora lembrança voltou à sua cabeça. Meu sonho. É a mulher que aguarda em pé à porta de uma cabana, me esperando. 








Série Oeste I

4 - Somente Amor

O Dilema do Highlander

Série Lords de Dunkeld 
Um corajoso e intrépido montanhês... uma moça bonita e ousada... e um nobre impiedoso que fará de tudo para conseguir o que quer… 

Um futuro nebuloso Leona MacConnoway é a filha da nobreza local, um pouco mimada e teimosa, mas generosa e amada por todos que a conhecem. Quando o pai de sua mãe morre na distante França, um mensageiro diz que deve viajar para sua propriedade por ordem do novo Lorde du Mas. 
No entanto, não há nenhuma palavra sobre quando - ou se - ela poderá retornar às terras da Escócia. Um Guerreiro das Highlands em Resgate Um homem belo, Conn MacNeil sempre soube que seu compromisso com Leona o levaria à felicidade para sempre, e ele nunca duvidou que a união deles seria uma união feliz. Porém antes que eles pudessem se casar, ela é arrancada e enviada à França a bordo de um navio, e meses se passam sem nenhuma palavra dela. Tudo que ele sabe é que talvez, seu único amor verdadeiro estaria casada com um francês ou fora enviada para ainda mais longe, mas uma coisa é certa: ele não vai parar até encontrá-la. Fuja e esconda-se… Ou abrace o inevitável? Quando um nobre impiedoso e violento se torna determinado a se casar com ela, e seu tio vê apenas as vantagens que obterá com o casamento, Leona deve decidir qual é a resposta correta: resistir ou fugir. Ela sabe que ceder seria o fim de sua vida com Conn, mas desta vez, seu tio não lhe ofereceu outra escolha: Casar ou sumir.

Capítulo Um

Leona olhou Conn do outro lado da mesa, ele lhe sorriu. Ela sorriu, sentindo o calor suave fluir através de seu corpo enquanto ele a olhava. Ele é tão lindo. Aos dezenove anos, Leona entendeu como se sentia por Conn. Sentia-se atraída por ele. Ele era alto, com cabelos avermelhados e olhos castanhos, profundos, um largo sorriso e um rosto fino sob um pescoço esguio. 
Ele lhe sorriu, vendo sua tentativa de esconder o sorriso. Leona desviou o olhar, concentrando-se no prato, que era truta ao molho. Era verão, e o pai decidira que era o momento perfeito para um jantar comemorativo de inauguração da estação. Ela olhou pela janela e avistou o sol raro naquela época, dourando o pátio além das janelas.
A atmosfera se mostrava relaxante e pacífica, uma tarde perfeita de verão. 
— Leona? — Mm? — Ela perguntou, olhando para Conn com uma tentativa desesperada de mostrar um semblante sério. 
— Você poderia passar o molho, por favor? Ela sorriu.
 — Claro, Conn. Ela levantou a terrina e passou para ele. Estavam no solar, a refeição era informal e descontraída com a família, mas nenhum outro hóspede. Tia Chrissie, a mãe de Conn, estava bem na ponta da mesa, os cachos loiros puxados para trás da testa para salvá-los do calor e da transpiração que se mostrava em todas as testas. 
Conn devolveu o molho, mas Leona estava olhando para o outro lado, distraída por Amice, sua prima, que estava tendo uma pequena disputa com o irmão mais novo de Conn. 
— Alf, eu lhe disse! Eu quero jogar bola e aro. Nós sempre jogamos no verão. 
— Devemos dar um passeio pela floresta, — declarou Alf. Aos dezessete anos, ele era ousado e convencido de que o mundo apresentava perigos para todos, exceto para ele. 
— E deparar com um urso ou um javali? — Perguntou o tio Blaine, pai de Conn, suavemente. 
— Ah, tio! — Amice, agora com dezesseis anos e bonita como uma pintura, protestou impaciente. 
— O quê? — Blaine perguntou, parecendo ofendido. 
— Não vamos ficar com medo. Os javalis e ursos não virão se levarmos cães, — explicou Alf. Blaine sorriu. — É por isso que eu te lembrei. Então você levaria Brindle com você. — Brindle era um cão de caça, malhado, quase na altura da cintura de Leona; um inimigo formidável e um amigo maravilhoso.
 — Vamos levar Brindle, — disse Amice.
 — Oh! Mas você não queria ir! — Brincou Conn, fazendo Amice piscar, depois lamentar em protesto.
 — Conn! Não!








Série Lords de Dunkeld

1- Coração de um Hinghlander
2- O Desafio do Highlander
3- O Highlander Herói
4- O Highlander Amaldiçoado
5- O Dilema do Highlander
6- O Despertar do Highlander 
6.5 - O Conflito do Highlander
7- O Highlander Agente Secreto
7.5- O Cavaleiro Highlander

3 de maio de 2019

Cartas de uma Moribunda

Se devia morrer, primeiro ia culpar a  alguém... Preterivelmente a um atraente rompe corações!

Delirando com febre, Rosellen Lockharte reúne todas as suas forças para escrever várias cartas em seu leito de morte. Logo todos aqueles que a prejudicaram se inteirarão que em seu momento final foram perdoados por ela. Todos, exceto ele. Mas, por que esperar o dia do julgamento para dizer ao Visconde Stanford que pensa que ele é o mais atroz dos humanos?
A doce vingança da morte...própria Rosellen escreverá cartas de despedida e de vingança ao seu tio, à sua odiosa prima, à sua miserável patroa e ao perverso irmão de sua patroa. E ao homem que danificou sua única esperança de levar uma vida digna em Londres. Que melhor vingança que deixar que outros carreguem o peso de sua morte em suas consciências pelo resto de suas vidas? Zombou da morte e a vida zomba dela.
Mas o destino brincará com ela, pois Rosellen não só vencerá a morte como também agora o próprio homem que arruinou sua vida será quem a contragosto virá em seu resgate. Nem os anjos do céu poderiam haver predito o caos que se desatará a seguir, nem a magia do amor inesperado. . .

Capítulo Um

A senhorita Rosellen Lockharte estava morrendo. Ela podia aceitar isso, por assim dizê-lo, se não fosse pelo ruído e as luzes. Por que não podia chegar às suas últimas horas de vida em paz? Embora pensando-o bem, quando tinha tido um pouco de paz em sua vida?
Certamente não desde que tinha chegado à Seleta Academia para Jovens Distintas de Miss Merrihew.
Jovens distinguidas pela enfermidade e o contágio mais exatamente, Rosellen considerou enquanto se curvava miseravelmente na cama. Estava morrendo pela epidemia de gripe que tinha açoitado as garotas da escola. Inclusive essa nem sequer era a sua cama. Porque é óbvio, não havia ninguém com a piedade suficiente para atender à instrutora mais jovem e menos favorecida de miss Merrihew em seu diminuto quarto do apartamento de cobertura.
Rosellen e seus pertences tinham sido transportados por três lances de escadas semi destruídos a um dormitório que tinha sido convertido em uma enfermaria, onde ela podia ser igualmente ignorada e esquecida. 
Agora estava separada das outras mulheres doentes e seus gemidos, prantos e náuseas por um biombo raquítico. Mas nada separava seus olhos doloridos das lâmpadas que deixavam constantemente acesas. Quão único aliviava o calor era uma toalha empapada sobre sua testa quando uma das criadas conseguia lembrar-se de lhe trazer a toalha ou um tigela com água.
Uma taça de chá ou um caldo pareciam coisas que estavam além dos recursos do pessoal esgotado e das possibilidades de miss Merrihew.
Felizmente, como o estômago da senhorita Lockharte se rebelava ante a visão de comida de qualquer maneira, não havia nada que pudesse comer-se perto de sua cama. Por que desperdiçar um pedaço de pão com uma professora de caligrafia mau paga e pouco apreciada? Rosellen suspirou, ela mesma seria alimento de vermes dentro de pouco, isso é o que seria sem dúvida. Um soluço escapou de seus lábios secos.
— Aqui está, senhorita! — Ela escutou uma voz próxima, junto com o estrépito de uma bandeja, o qual queria dizer que era a hora de tomar o remédio. E a voz seria a da exausta criada Fanny, pois ninguém do pessoal docente se aproximava da enfermaria por temor ao contágio. — Não há necessidade de ficar tão mal. O doutor diz que deverá estar muito mais aliviada amanhã.
Cartas de uma Moribunda – Barbara Metzger
— Sei. — Rosellen choramingou. — Ouvi-o. — O médico local tinha estado parado justo do outro lado do velho biombo, ela o tinha ouvido arrastando seus pés e suas pernas instáveis e dizendo. — Sinto muito dizê-lo, mas não há esperança para esta, senhorita Merrihew. Irá para o outro lado amanhã, temo-me. — Ele nem sequer se incomodou em sussurrar, pensando que ela já estava inconsciente, Rosellen supunha.
Conteve outro soluço.
— Não é justo.
— Concordo completamente, senhorita. Lucy se foi com sua mãe e Aggie diz que se contagiou com a peste, então só ficou eu para fazer tudo. Qualquer um pensaria que a ama contrataria pessoal adicional para todo este trabalho extra, mas nada disso. Ajuda extra? Não vou viver para ver isso.
Tampouco Rosellen, mas ela não se referiu a essa injustiça. A vida em geral era injusta. É obvio que o era, todo mundo sabia isso. Exceto que este drama de morrer antes de fazer vinte e um anos parecia-lhe um truque particularmente sujo do destino. Rosellen Lockharte ia morrer antes de ter começado a viver. Nunca tinha dançado uma valsa, nunca tinha visto foguetes, nunca tinha tido um cão próprio. E agora nunca teria um filho próprio, uma horta, um amante.
Ela não tinha nada que chamasse a atenção.
Aos seus vinte anos não tinha nada destacável que mostrar, salvo as floridas caligrafias das letras p e q que ensinava às mimadas filhas da classe alta .
O céu sabia, e certamente São Pedro também, que essas moças caprichosas não podiam soletrar nem a palavra mamãe.



2 de maio de 2019

Um Marquês para mim

Série Nobres
Lady Alice Alvanley estava cansada de fingir que estava tudo bem, cansada de se sentir sozinha e incompreendida, que seus pais mal tolerassem sua presença em suas vidas.

Por causa de tudo isso, ela decidiu se tornar independente deles, e que melhor maneira de fazer isso do que procurar um marido para tirá-la de lá?
Lucius Whinthrope não conseguiu se livrar da ousada Lady Alice. Primeiro ele teve que intervir para que não
estragasse o compromisso de sua irmã e, depois de finalmente ter sido formalizado, parecia encontrá-la onde quer que fosse. O Marquês teria se tornado seu novo alvo?

Capítulo Um

«Ontem sonhei contigo e foi o sonho mais bonito que tive em meses. Depois despertei, e embora tratei de voltar a dormir para voltar a ver-te, não consegui. Sinto tua falta… mais do que jamais serei capaz de expressar». Fragmento de uma carta não enviada de Lady Alice Alvanley a Lorde Martin Alvanley. 
A temporada estava dando seus últimos suspiros e Alice sabia que o desastre era iminente. Seus pais partiriam a Kent e a arrastariam com eles. 
Apesar do pouco interesse que sentiam por sua companhia, a obrigariam a acompanhá-los porque era indispensável para sua família manter as aparências. Graças a Deus tinha uma possibilidade de escape. Suas novas amigas pareciam ter entrado em acordo para convidá-la a passar um tempo em seus respectivos lares. 
A primeira em lhe oferecer uma saída digna a viver mal em Kent com seus progenitores tinha sido Brianna. Alice sabia que sua mãe não se negaria a deixá-la ir à casa ancestral dos duques de Rothgar. Seu seguinte destino, se aceitasse a ajuda de suas amigas, estava em Somerset, no lar familiar do visconde de Edgehill, ao qual Caroline a havia convidado. 
Mesmo assim ainda dispunha de quatro semanas antes que toda a alta sociedade abandonasse Londres. O melhor de tudo era que ia desfrutá-las em solidão, já que a aparição inesperada do primo de seu pai, e herdeiro do condado, tinha propiciado a corrida de seus progenitores à casa de campo da família, certamente decididos a que o herdeiro não levasse nada antes do tempo. 
De qualquer maneira, a avareza de seu primo jogava a seu favor. Ainda tinha tempo de comprometer-se ou de ganhar o interesse de algum cavalheiro adequado. 
Só tinha que descobrir qual deles era o indicado para ser seu marido. Decidida a tomar as rédeas de seu futuro, limpou as mãos de terra no avental e tocou a campainha para chamar os criados. Em poucos segundos apareceu um dos lacaios. 
— Deseja algo, milady?








28 de abril de 2019

O Presente

Série Retorno às Highlands

O sentimento de angústia de Lily para problemas lhe diz que nenhum curador está seguro em Londres, enquanto gangues vagam pela cidade à procura de bruxas para queimar. 

Na calada da noite, ela escapa em um navio na direção norte, com a intenção de voltar depois que as celebrações de Natal acalmam a febre das bruxas da cidade. Mas quando Lily aterrissa nas terras selvagens da Escócia, suas habilidades para sobreviver na cidade não podem salvá-la. Roderick MacDonald está em uma missão secreta para seu chefe quando ele encontra uma moça perto da morte em uma encosta estéril e é forçado a levá-la com ele. Embora esta misteriosa Sassenach possa ter o presente que seu clã precisa - e ele arde com paixão por ela - ele está determinado a resistir ao encantamento que ela tece em seu coração cheio de cicatrizes. Quando o amor floresce em meio à severa beleza invernal das Terras Altas, estas duas almas obstinadas de mundos diferentes aceitam o dom de Natal?

Capítulo Um

Final de 1441
Eles estavam queimando bruxas.
Lily sabia que não devia se interessar pelas artes negras, mas com a queima das bruxas se espalhando por Londres como a peste, qualquer mulher que vendesse curas para dores de cabeça, verrugas ou amor estava em risco.
— Ai! — Lily picou o dedo na pressa de costurar as moedas de ouro na túnica de menino que adquirira para a sua fuga.
Quando ela sacudiu a túnica e as calças, amaldiçoou a duquesa de Gloucester, que tentara assassinar o rei com feitiçaria na esperança de ver a coroa na cabeça gorda do marido.
Não que Lily desse um centavo para quem era rei, mas por que a mulher não o envenenou?
Graças à dança da duquesa com o diabo, gangues andavam pelas ruas à procura de bruxas. Muitos ficaram chocados ao saber que os conspiradores da duquesa em sua maioria eram padres e monges, mas Lily crescera como filha de um criminoso. O mal não a surpreendeu.
Ela inclinou a cabeça para ouvir os sons na rua escura do lado de fora de sua loja, que estavam ficando mais altos. Lily tomou a decisão de escapar seguindo seus instintos que a salvaram muitas vezes, e eles estavam gritando para que ela escapasse de Londres até que o frenesi de caça às bruxas passasse.
O coração dela disparou quando enfiou o cabelo ruivo encaracolado no chapéu de menino. Ela rapidamente vestiu o resto de seu disfarce, colocando as botas muito grandes e jogando o manto marrom sobre os ombros.
Há uma hora atrás, ela pegou a chave da porta do padeiro, passou pela família adormecida e se serviu das roupas que estavam penduradas em um gancho na cama do filho. A roupa cheirava levemente a fermento, mas estava agradecida por não ser o peixeiro ou o peleiro1 que também lhe devia por curar seus furúnculos.
Isso ensinaria o padeiro a pagar suas dívidas.
Apressadamente, juntou pequenos frascos de pós e poções que seriam mais difíceis de substituir e os embrulhou em seu par extra de meias de lã. Estes ela empacotou, junto com um odre de vinho, uma lâmina afiada e um pedaço do pão fino do padeiro, pôs tudo em uma bolsa de couro gasta que ela então pendurou por cima do ombro.
Na porta, ela parou para dar uma última olhada na loja onde morava e trabalhava desde que tinha sete anos. Seu coração ficou pesado quando seu olhar percorreu as fileiras organizadas de jarros nas prateleiras, os potes limpos pendurados no fogo e os cachos cheirosos de ervas secas penduradas nas vigas.
Ela não se enganou que qualquer um estaria aqui quando ela retornasse. Ela teria que recomeçar do zero. Nos dois anos desde que a antiga herbalista morreu e o negócio foi passado para ela, Lily desenvolveu um comércio próspero. A velha tinha lhe ensinado bem, e Lily tinha um jeito de ler as pessoas e descobrir seus segredos - habilidades valiosas em uma curandeira.
Seu sucesso levou a várias propostas de casamento de comerciantes vizinhos. Ela bufou. Românticos todos eles, se a igreja a acusasse de conspirar com demônios — o que geralmente envolvia cometer atos demasiadamente repugnantes para qualquer um, exceto os sacerdotes, para imaginar , nenhum dos pretendentes que professou amor eterno a defenderia.
Os homens de sua família eram piores. Mesmo que eles se oferecessem para ajudá-la, o que era improvável, eles eram mentirosos, trapaceiros e não confiáveis. Não havia uma pessoa em toda a cidade de Londres que estivesse disposta a confiar sua segurança.
Ela trancou a porta, um gesto fútil, e escondeu a chave dentro de sua meia como uma promessa para si mesma de que ela voltaria para sua amada loja. O Natal não estava longe. Certamente um mês de festividades do advento desviaria a atenção das multidões e tornaria segura a sua volta.








Série Retorno às Highlands
1 - O Guardião
2 - O Pecador
3 - O Guerreiro
4- O Chefe
4.5-  O Presente
Série concluída




O Chefe

Série Retorno às Highlands
Um coração de guerreiro Connor, chefe dos MacDonald de Sleat, mantém o destino de seu povo em suas mãos. 

Clãs rivais estão conspirando para tomar suas terras, e o dever determina com quem ele vai lutar, confiar... até casar. Buscando orientação, Connor se volta para Ilysa, uma jovem moça com o dom da previsão, que revela um perigo que se aproxima - e uma paixão que arde só por ele. Mas o guerreiro deve fazer uma aliança de casamento poderosa, e a linhagem de Ilysa é muito humilde. Com seus poderes para curar e ver o mal onde os outros não podem, a bela Ilysa se veste com simplicidade, fala suavemente e ama seu chefe a distância. No entanto, quando Connor finalmente incita as brasas do desejo que há tanto tempo queimavam dentro dela, Ilysa sente a felicidade diferente de qualquer outra que já conheceu. Agora, quando ele é forçado a colocar o dever antes da felicidade, Ilysa sente que Connor está em grave perigo. Ela pode encontrar uma maneira de provar que ela é a mulher que ele precisa ao seu lado?

Capitulo Um

Dunscaith Castle, 1516
— Você não pode ir com Connor. — Duncan disse a ela.
— Quem mais irá administrar a casa em Trotternish Castle? — Ilysa continuou a embalagem de suas roupas enquanto seu irmão, que era duas vezes o seu tamanho e todo musculoso, olhou com raiva para ela.
— Eu não vou permitir isso — disse Duncan, cruzando os braços.
Ilysa fez uma pausa para dar a seu irmão um sorriso, porque ele tinha boas intenções, mas ela não ia deixá-lo dar ordens a ela.
– Pelo amor de Deus, Duncan, por que não devo ir?
— Se você está mantendo a sua casa, todo mundo vai acreditar que você também está aquecendo sua cama — disse Duncan em um assobio baixo.
— Eu tenho vindo a gerir a sua casa aqui, no Dunscaith Castelo, desde que ele se tornou chefe, e ninguém pensou isso. — Não poderia ocorrer a qualquer um deles, muito menos com Connor. Ilysa reprimiu um suspiro e voltou para sua bagagem.
— Isso é porque eu vivo aqui — disse Duncan. — Voce cresceu aqui. Esta é a sua casa. Seguir o chefe até Trotternish Castelo é um assunto completamente diferente.
— O que eu faria se permanecesse aqui?
Agora que Duncan havia se casado com a irmã de Connor, Ilysa havia perdido seu lugar. Embora ela e a nova esposa de Duncan fossem amigas, poderia haver apenas uma administradora de um castelo.
— Se você está preocupado com isso, por que não vai falar com Connor?— Ilysa perguntou. — Ele tem sido o seu melhor amigo desde o berço.
— Eu não vou insultar meu amigo e chefe, sugerindo que ele tem tirado proveito da minha irmã!
— Mas você vai me insultar? — perguntou Ilysa, arqueando uma sobrancelha, embora se Connor MacDonald queria se aproveitar dela, ela iria desmaiar de pura felicidade.
— Eu não estou dizendo que iria acontecer algo entre os dois — disse Duncan, erguendo as mãos em exasperação. — Mas se os homens pensam que você pertencem ao chefe, você nunca vai conseguir outro marido.
— Eu não lembro de dizer que eu queria. — Ilysa levantou uma roupa velha para examiná-la pelos furos de traça. — Devo tomar um manto extra? Eles dizem que o vento é forte no extremo norte da ilha.
— Ilysa... — Duncan parou abruptamente. Anos de luta tinha feito instintos de seu irmão afiados e seus reflexos rápidos. Antes de Ilysa tomar um fôlego para perguntar o que estava errado, Duncan tinha corrido para o pátio do castelo, e puxou sua Claymore da bainha em suas costas. Pela porta aberta, Ilysa ouviu gritos e correu atrás dele.
— O que é isso? — Duncan perguntou para um dos guardas na parede.
— Três cavaleiros estão correndo para o portão — o homem gritou. — Um está ferido.
Por favor, Deus, não deixe que seja Connor. Ele tinha ido para uma última caçada com seus primos antes de sua partida para Trotternish Castle. Normalmente, Duncan iria com eles, mas ele tinha ficado para trás para ficar com sua esposa. E para convencer Ilysa. Ilysa seguiu Duncan, enquanto corria através dos guerreiros que estavam correndo para o pátio. 
Através da porta aberta, ela viu três cavaleiros galopando rapidamente para o castelo. Seu estômago caiu quando ela reconheceu Connor como o cavaleiro ferido, ladeado por seus dois primos. Ele estava caído para frente, como se estivesse a ponto de desabar. Como os três cavaleiros entraram pela ponte estreita que ligava o castelo para a ilha principal, Duncan correu através dela e bloqueou sua visão. Ilysa queria gritar de frustração quando ela levantou-se alternadamente na ponta dos pés e se inclinou para o lado, tentando ver.
— Abram caminho! — Duncan gritou quando ele voltou do outro lado da ponte. O mundo caiu quando Ilysa viu Connor entrar no castelo entre seus primos, Ian e Alex, que estavam transportando ele. Seu cabelo preto pendurado sobre seu rosto, e à frente de sua túnica estava encharcado de sangue.
— Corra e busque meus remédios. — Ilysa disse à mulher que servia ao seu lado, antes de correr atrás dos outros para o salão. Quando ela entrou no salão, chamou a outra mulher: —Tragam cobertores.
Com uma varredura de seu braço, Duncan enviou copos e bandejas para o chão, limpando a mesa alta, pouco antes de Ian e Alex levantarem Connor e deita-lo.
— O shluagh!








Série Retorno às Highlands
1 - O Guardião
2 - O Pecador
3 - O Guerreiro
4- O Chefe
4.5- O Presente
Série concluída





27 de abril de 2019

O Presente

Série Crônicas do Relógio de Bolso
Tavish Ranald, herdeiro de Laird Ranald deve se casar. 

É seu dever. Mas ele não está pronto. Ele ama alguém que ele nunca pode ter. Como ele pode se casar com a escolha de seu pai, Claire Morrison, quando outra mulher mantém seu coração e sempre será?
Cassandra Wren Calloway é uma rica herdeira americana que prefere ser a estudante universitária de espírito livre Cassie Wren. Mas quando ela perde sua alma gêmea , seu espírito e coração ficam alquebrados, ela não tem certeza de como pode seguir em frente. Então Gertrude, um espírito imortal, oferece a Cassie a oportunidade, passando sessenta dias em outro tempo, como outra pessoa. Cassie salta para a chance. Ela acorda como Claire Morrison, na Escócia do século XIV, e embarca na maior aventura da sua vida.O único problema é Tavish Ranald ...

Capítulo Um

O apartamento acima do Hooked Restaurante e Bar, 
Baltimore, Maryland, Domingo, 11 de agosto, 2013
Cassie Calloway ficou olhando para o smartphone na mão. Era o aniversário de sua irmã mais nova, Sloan. Não é que não quisesse chamar sua irmã; ela amava Sloan, mas temia que a chamada não fosse uma boa ideia, pois a última vez que estiveram juntas, trocaram duras palavras. Sloan, junto com a maioria do resto da família, tinha deixado muito claro que Cassie não era mais bem-vinda em suas vidas.
Ainda assim, ela não podia ignorar o aniversário de sua irmã.
Cassie digitou o número de Sloan, se perguntando se ela sequer iria responder. Depois de um momento a ligação foi estabelecida, mas houve silêncio na outra extremidade. Cassie decidiu que teria de falar primeiro.
— Oi, Sloan. Eu só estava ligando para desejar feliz aniversário.
— Cassandra. — Sua família se recusava a chamá-la de Cassie e Sloan conseguia fazer com que seu verdadeiro nome soasse como um palavrão. — Você não tem que ligar. Eu recebi o seu cartão.
— De qualquer maneira, eu queria ligar.
— Não consigo entender o porquê.
— Você é minha irmã. Eu te amo.
— Você tem um jeito engraçado de mostrar isso.
— Sloan, você nunca me deixou explicar.
— Não há explicação possível. Você chegou em casa no fim de semana da minha festa de debutante… careca. Não há desculpa. Primeiro você partiu o coração de mamãe quando você se recusou a ter a sua própria, mas você não poderia deixar por isso mesmo, não é? Tinha que estragar a minha. Foi algo impensado, imaturo e egoísta. Tenho é vergonha de você.
Tinha um pouco de exagero em dizer que ela tinha arruinado a festa de Sloan, pois ela não tinha estado completamente careca. Parecia mais um corte raspado porque já estava começando a crescer. Mas, quando seus pais viram o cabelo tosquiado de Cassie, assim como Sloan, se recusaram a ouvir suas razões e proibiram-na de ir ao evento. Desculpas foram inventadas… Cassie estava desesperadamente doente com uma gripe e a festa continuou como planejado.
Francamente, quando raspou a cabeça, ela não tinha pensado na festa de Sloan, que estava a cinco semanas de distância. Ainda assim, mesmo que lembrasse, não teria mudado nada.
— Sinto muito, Sloan. — Depois de uma pausa longa, ela perguntou: — Então, como você está? Você está animada para voltar a Valsar em um par de semanas? Há alguma aula que você está querendo ter?
— Estou bem. Eu não sou como você, não fico animada com a perspectiva de novos cadernos e lápis recentemente apontados e essa conversa acabou. Não ligue de novo, Cassandra. Você não é mais minha irmã.
Sloan desligou.
Não foi pior do que Cassie esperava. Ainda assim, doeu.
Ela suspirou profundamente, olhando a hora antes de colocar o telefone de lado. Trabalhava no andar de baixo como garçonete do Hooked e precisava se vestir. Seu turno começaria em breve.
Michael Roberts, o proprietário do Hooked, tinha renovado o velho edifício para parecer como o interior de um antigo navio a velas, com um tema de pirata. Por essa razão era muito popular entre os turistas. Mas os moradores também oo frequentavam. Hooked servia uma grande variedade de cervejas artesanais produzidas no local, e alguns dos melhores bolos e sopa de caranguejo Maryland, da área.
Claro que a equipe de garçons usava fantasias para combinar com o tema. Os homens ficavam com a parte mais fácil – calças pretas até o joelho, meias brancas, camisas brancas soltas, que se atavam ao pescoço e faixas de pirata vermelha. Por outro lado, o uniforme das mulheres era mais envolvente e destinava-se a atrair os clientes do sexo masculino. Elas usavam blusas camponesas de corte baixo, corpetes apertados destinadas a criar um pouco de busto, mesmo nos mais planos, saias vermelhas curtas, botas pretas, e uma bandana de pirata colorida em torno de suas cabeças.
Cassie se vestiu rapidamente e foi ao banheiro aplicar um pouco de maquiagem e ajustar sua bandana. Olhou para seu reflexo por um momento.
Ela mal tinha 1,58 de altura e era muito magra. Muito magra. Tinha perdido peso nos últimos meses. Seu cabelo castanho claro tinha crescido um par de polegadas agora e com seu tamanho diminuto e delicado fazia seus amigos dizerem que ela parecia uma fada.
Fofa.Sloan era bonita.
Sua mãe era a imagem da elegância.
Cassie era fofa.
Ela tocou o cabelo, lembrando-se do momento em que decidiu cortá-lo.
Depois de duas remissões e recaídas, os médicos de Tom acreditavam que teria mais chance de uma remissão a longo prazo com um transplante de medula óssea. A quimioterapia antes do transplante tinha sido áspera. Os efeitos colaterais duraram dias. Cassie o visitava todos os dias, ficando tanto quanto podia. As aulas tinham terminado bem antes que ele fosse para o hospital e ela tinha cortado seus turnos em Hooked para dois por semana.
Um dia ela foi visitá-lo, apenas alguns dias depois de ter recebido a medula óssea e ele estava miserável. Sua boca estava cheia de feridas, tinha dores de estômago terríveis, e estava exausto.
Pensando sobre isso e decidiu apenas perguntar-lhe.
— Então, o que você pensaria se eu raspasse minha cabeça?
— Eu acho que você está tentando roubar o meu novo look fantástico.
— Não, é sério.
— Eu acho que depende. Por que você quer?








Um Visconde para Mim

 Série Nobres 

O sonho de Lady Caroline Whinthrope sempre foi viajar para a Itália para aprender as técnicas de pintura dos grandes mestres. 


Tentando agradá-la, seu irmão, o marquês de Hawkscliffe, prepara a surpresa como presente em seu vigésimo segundo aniversário. O problema é que a viagem não poderia ter acontecido em um momento pior, justamente quando acaba de se comprometer com o homem que ama. 
Apoiada por ele, ambos decidem manter segredo para que Caroline possa realizar seu sonho. O que ela nunca teria imaginado era que seria forçada a regressar da Itália para evitar que seu noivo cortejasse outra mulher. 

Capítulo Um

A tia Felicity estava encantada ante a ideia de retornar a Londres. Em menos tempo do que Caroline tinha esperado, dado o muito que se queixava normalmente cada vez que tinha que encarregar-se de algum assunto, tinha ordenado aos criados que preparassem os baús e recolhessem os materiais de pintura de sua sobrinha, decidida a partir o quanto antes. 
Inclusive tinha escrito a Paolo Gide, o administrador designado pelo marquês, para que reservasse um camarote para elas no Poseidón, o navio que saía em uma semana com destino à Inglaterra. Era como se ao saber que voltavam para casa, lhe tivesse dado as forças que necessitava para reagir. 
Mesmo assim sua companhia tinha sido uma bênção para Caroline. Se não fosse por ela, em várias ocasiões se veria arrastada pela melancolia e o desânimo. 
Depois da morte de seus pais em uma viagem de navio pelas ilhas gregas, Lucius tinha mudado sua forma de ser. As responsabilidades unidas ao título que acabava de herdar muito cedo e o compromisso de encarregar-se de sua irmã mais nova, tinham-no convertido em uma pessoa séria e melancólica. Afastando-se da pessoa que tinha sido em sua juventude. 
Tudo isso unido ao temor que lhe davam as viagens em navio, fez com que se opusesse que sua irmã visitasse a Itália ou que fizesse algo que ele considerasse perigoso para ela, e a lista era bastante extensa. Caroline compreendia que tivesse medo que sua única irmã viajasse de navio, dado o trágico final de seus progenitores, não obstante, ela não tinha por que sofrer o mesmo destino que seus pais. 
Durante anos tentou persuadi-lo para que consentisse na viagem que tanto desejava, mas tudo foi em vão. Até o dia em que fez vinte e dois anos, exatamente o mesmo dia no qual Phillip se declarou e pôs o diamante em seu dedo. 
Caroline se viu obrigada a deixar de lado um dos dois sonhos que tinham dirigido sua vida durante anos: casar-se com o visconde, pelo qual se apaixonou desde a primeira vez que seu irmão o levou para casa, ou viajar à Florença para aprender as técnicas de pintura que tanto desejava dominar. Seu afã por agradar Lucius ganhou a batalha de todo o resto.
Seu interesse pela pintura ficou eclipsado por seu compromisso com o homem ao qual amava e seu amor por seu irmão determinou sua viagem. 
Depois de tudo o que tinha feito para que Lucius cedesse, não podia simplesmente lhe dizer que já não lhe interessava viajar.


Série Nobres 
1 - Um Duque para mim
2- Um Lorde para mim
3- Um Visconde para Mim