20 de novembro de 2011

O Toque De Um Anjo

Um homem determinado... uma mulher corajosa... um amor explosivo! 
Depois de cavalgar ferido por quase a metade do Novo México, Jake Coulter, policial do Texas, precisava urgentemente de um médico. 
O que conseguiu foi a "bruxa" da cidade, Isabel Bradshaw. 
Enquanto ela cuidava de seu ferimento, Jake descobriu que os habitantes do lugar tinham razão. 
O toque delicado de Isabel transmitia magia pura para o corpo e para a alma! 
Porém, a vida de solidão levada por Jake fazia com que ele considerasse perigosa a paixão por Isabel. 
E quando um inimigo mortal apareceu na cidade, chegou o momento de Jake se decidir de uma vez por todas: abandonar a cidade e jamais olhar para trás ou assumir o dever de proteger a mulher a quem ele aprendera a amar...  


Capítulo Um 


Whispering Creek, Novo México, 1874 
Jake Coulter mancou até a porta do Silver Rose, deixando uma trilha de sangue e poeira. 
Depois de dois dias de galope forçado, com um ferimento na perna, sem dormir e contando apenas com uma garrafa de péssimo uísque para aliviar-lhe a dor, ele sentia-se irritado o suficiente para atirar no primeiro homem que o provocasse. 
Não havia planejado chegar a Whispering Creek com a sensação e a aparência de algo que até os abutres desprezariam. 
Aliás, ele não pretendera vir até o lugarejo. Mas Jerico Grey tinha decidido fugir de volta para o território do Novo México e Jake não havia gasto quase seis meses rastreando-o para, afinal, deixá-lo se apossar da liberdade ao cruzar a fronteira. 
Jake tentou lembrar-se de quanto uísque tinha tomado quando aceitara o serviço que ninguém mais queria. 
Na verdade, achava que era do que precisava para mudar a temporada de má sorte. 
A ilusão durara até ele cruzar com três bandidos perto de Santa Fé. 
O encontro o tinha deixado com um pedaço de chumbo na coxa e uma fúria cuja temperatura se rivalizava com a do calor no deserto. 
Ao arrastar-se para o interior do bar, Jake relanceou um olhar rápido em volta. 
Quase lamentou não ver ninguém com jeito de lhe causar problemas e em quem pudesse descontar a frustração.
 Porém, como ainda faltasse um tanto para o meio-dia, o Silver Rose estava quase vazio. 
Três velhos, com a pele tão bronzeada e estragada como couro velho, jogavam baralho, curvados sobre uma das mesas afastadas. 
Um vaqueiro, com as costas inclinadas no balcão, observava uma das moças do bar rodopiar a saia de cetim amarelo e revirar os olhos escuros e brilhantes com trejeitos tentadores. 
O ar parado, quente, seco e com cheiro de poeira dava idéia de indolência. 
Devagar, Jake aproximou-se do balcão no qual jogou um punhado de moedas. 
Pela sombra da aba do chapéu velho e torto, dirigiu um olhar beligerante para o homem atrás da superfície de madeira marcada e suja. 
O vaqueiro, depois de um olhar rápido para ele e para os dois revólveres abaixo dos quadris, recuou para a extremidade do bar. Uma das moças deu uns passos para o lado. 
O homem do bar, que limpava copos com um trapo tão cinzento quanto seus cabelos grisalhos, olhou para Jake e sorriu, revelando uma fileira torta de dentes amarelos. 
― Ora essa, parece que o diabo veio me fazer uma visita. E nem é meu aniversário. ― Sem indagar nada, empurrou uma garrafa de uísque e um copo embaçado para a frente de Jake. 
― Você parece que não tem tido muita sorte, amigo. Está horroroso o suficiente para assustar um homem corajoso. Mas ninguém pode acusar Elish Dodd de haver virado as costas para um freguês com dinheiro, não importa a feiúra dele. 
― Obrigado pela recepção. Espero que todos nesta cidade sejam tão amáveis quanto você. 
― Ah, isso vai depender do dia e por que você está aqui. Jake, ignorando o copo, tomou um longo gole na boca da garrafa. 
― Preciso de ajuda. 
― Isso, já percebi. Você sujou o chão de sangue da porta até aqui. Péssimo para os negócios ― Elish afirmou, debruçado no balcão e olhando para as manchas vermelhas. 
― Então, vou levar meu problema lá para cima. Preciso de um quarto e de alguém que possa extrair uma bala de minha perna sem cortá-la fora no processo. 
― E eu preciso de um saco cheio de ouro e de uma mulher boa. Isto aqui não é uma missão de caridade. Essas moças não seriam capazes de fazer um curativo num cotovelo esfolado sem devolver o café da manhã em suas botas. 
― Tenho certeza de que uma delas pode ir chamar um médico. 
― Médico?! O amigo deve ter passado muito tempo ao sol e acabado louco. Não existe um médico na cidade. E os que tentaram se estabelecer no lugar, fingindo ser um, eu preferiria cutucar uma cascavel a deixá-los chegar perto de mim. 
Jake endireitou o corpo, mas fez uma careta de dor provocada pelo peso na perna ferida. 
Apanhou a garrafa de uísque e dirigiu-se à escada que levava aos quartos no segundo andar. 
― Mande uma das moças lá em cima. Pensarei em alguma solução. 
― Faça como quiser. Fique no quarto do fim do corredor. Vou deixá-lo ficar lá porque o negócio anda fraco. Isto aqui não é hotel. 
― Percebi. 
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Terna Fúria De Amor




Londres, 1770

Pálida e agitada, a moça descia pela escada apertando a velha bolsa e tratando de não soluçar.

As bochechas molhadas pelo pranto, aqueles olhos azuis cheios de triste resignação. Jenny tinha só dezesseis anos.
Fazia um ano que estava em Montagu Square.
Jenny uma moça recém chegada do campo, forte, de bochechas rosadas, uma mais entre os milhares de moças que chegavam a Londres em busca de trabalho.
Agora estava magra; os dourados cachos de seu cabelo, totalmente despenteados; a flor da juventude, perdida.
Despedida e sem referências, não acreditava poder encontrar outro emprego.
Não tinha dinheiro, nem educação, nem esperanças de sobreviver, a menos que se unisse ao triste desfile de milhares de prostitutas que abundavam por Londres.

Capítulo Um

Nunca esquecerei minha primeira impressão do novo continente, América, aquela terra selvagem e tumultuosa a que o destino me havia levado.
Estava de pé no convés do navio, escondida entre as cordas e os botes salva-vidas. Passava ali grande parte do tempo, para me liberar da fétida atmosfera de baixo, da sujeira, a aglomeração e os maus aromas.
É obvio, não deveria estar no convés. Estava proibido.
Fazíamos nosso «exercício» uma vez por dia, sob estrita vigilância, e o resto do tempo devíamos permanecer abaixo.
Este lugar secreto era um refúgio. Conheci-o graças a um marinheiro forte e loiro que me brindou com seu amparo poucos dias depois de termos zarpado de Liverpool.
Era um moço tosco e rude.
Musculoso, analfabeto, com um alegre sorriso e faiscantes olhos azuis.
Havia me visto a primeira vez que subi às escondidas a escada para respirar um pouco de ar fresco. Mas não me delatou.
Em troca, levou-me até onde estavam os barris de alcatrão, e me mostrou esse pequeno canto onde poderia tomar ar fresco sem que me vissem.
Estava extremamente agradecida.
No dia anterior, uma das outras mulheres havia subido ao convés.
Apanharam-na, ataram-na a um mastro e a açoitaram brutalmente para que servisse de «exemplo».
Eu havia corrido o risco de que acontecesse o mesmo comigo, e Jack havia admirado meu valor.
Naturalmente, esperava uma recompensa. E lhe paguei.
Sua maneira de fazer amor era rude, enérgica, e, entretanto, havia nele uma surpreendente ternura.
Depois estava me acostumado estar em seus braços, me acariciando os seios e o cabelo, como se eu fosse um objeto de grande valor que, milagrosamente, alguém lhe havia entregado para aliviar a monotonia e as privações da viagem.
Entregava-me por minha própria vontade, e não me envergonhava disso.

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Uma Grinalda De Flores




O sonho de Helga era viver uma linda história de amor.

O prepotente Duque de Rocklington lutava contra seus sentimentos, porque, do alto de seu orgulho de nobre inglês, odiava pensar em dar seu coração a uma atriz do teatro de variedades.

Mas, por mais que tentasse, não conseguia negar que estava loucamente interessado em Helga, jovem de extrema beleza, tão linda como um botão de rosa em flor.

Helga, porém, tinha um segredo em sua vida e queria por todos os meios conquistar a confiança do Duque.
Até que um dia, sem que ninguém esperasse, finalmente, toda a verdade apareceu!

Capítulo Um

1891
Millicent Melrose sentou-se diante do espelho do seu camarim no teatro de variedades sentindo-se muito cansada.
Como de costume, havia chegado mais cedo, pois aproveitava aqueles minutos de silêncio antes do espetáculo para se acalmar e adquirir controle sobre si mesma.
Desde que perdera Christofer, era cada vez mais difícil manter-se como grande estrela, não somente diante do público, mas também diante das colegas de trabalho.
Sabia muito bem o quanto era fácil cair no anonimato e encontrar-se, após tantos anos de sucesso, sem emprego.
Era comum as pessoas dizerem,
— Não posso imaginar o teatro sem você, Milly.
Mas ela tinha certeza de que estas mesmas pessoas seriam as primeiras a dizer que estava "passada" e que mostrava a idade que tinha.
A mera idéia de sua idade a fez mirar-se no espelho nervosamente, à procura das rugas que começavam a se formar em redor dos olhos e nos cantos da boca.
— Vou fazer 39 anos!
Parecia que até as flores do camarim gritavam esta verdade, e era como se uma nuvem negra pairasse sobre sua cabeça.
Nada disso teria importância, se Christofer ainda vivesse, mas ele estava morto e não podia ajudá-la.
À noite, chorava com a cabeça no travesseiro, desejando ter morrido também.
Ele era vinte anos mais velho e ela deveria ter esperado que morresse antes, mesmo naqueles dias longínquos, quando ambos eram jovens e despreocupados, e nem sequer pensavam em envelhecer.
Ainda agora podia ouvi-lo, como se fosse ontem, dizendo,
— Venha comigo, minha querida! Não posso viver sem você! Sei que causaremos um escândalo, mas minha mulher me dará o divórcio e, quando estivermos casados, a sociedade nos aceitará novamente.
Tudo parecera muito plausível, pois estava tomada de uma emoção que julgava que não existisse.
Quando Christofer disse que seriam divinamente felizes, esqueceu a cautela, a sensatez e não pensou em outra coisa a não ser nele.
Fora tudo muito excitante.
Deixara um bilhete para os pais e fugira no meio da noite, quando todos pensavam que dormia. Lá fora, Christofer a esperava em uma carruagem fechada e eles partiram, sem arrependimentos, para o que ela imaginou que seria o céu na terra.
— Como eu era jovem e tola!

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O Resgate De Um Homem




Seqüestrada por uma velha aristocrata! 

Inglaterra, 1812 
Kate Farleigh recusara a oferta de ajuda de lady Cahill. 
Surpreendentemente, acabara seqüestrada e conduzida, em uma suntuosa carruagem, para uma cidade distante. 
As razões desse ato tornaram-se claras ao encontrar o enigmático Jack Carstairs, neto de lady Cahill. Jack fora ferido na guerra, deserdado pelo pai e abandonado pela noiva. 
Desiludido, refugiou-se naquela propriedade para distanciar-se de todos. Mas Kate não aceitou tal reclusão, e resolveu arrancá-lo daquele mundo só dele! 
Jack, porém, estava decidido a não permitir que Kate o tirasse de seu mundo particular, onde estava livre de quaisquer sofrimentos e emoções! 

Capítulo Um 

Londres, fim de outono, 1812.

— Meu bom Deus! Está me dizendo que viajou não sei quantos quilômetros para vê-lo e ele não a recebeu? — Lady Cahill fitou a neta. — Por favor, pare de chorar, Amélia, e conte-me a história! Do começo!
Amélia engoliu os soluços.
— A casa está em mau estado. Um horror! Embora os estábulos estejam bem conservados e…
— Não quero saber de cavalos! E meu neto?
— O criado disse-me que Jack não recebe ninguém.
— Como, ninguém?
— Isso mesmo, vovó. Jack mandou dizer que estava indisposto e agradecia por minha preocupação, mas lamentava não poder receber-me. A mim! Sua própria irmã!
Amélia procurou um lenço, enxugou as lágrimas e continuou:
— Insisti em ajudá-lo, mas o homem, um estranho, impediu-me de subir a escada. Entendi que Jack não estava doente, mas apenas bêbado e não queria ver ninguém! Segundo o criado, ele está assim desde que voltou de Kent.
— Kent, hein? Deus poderia ter-me concedido a graça de ele nunca ter posto os olhos naquela pequena Davenport atrevida e venenosa. Então o noivado acabou mesmo!
— Infelizmente, sim, vovó.
— Ótimo! Ele ficou livre daquela interesseira!
— Mas, vovó, ele está arrasado.
— Absurdo! Ele tem um coração forte. Tem meu sangue, não tem? Minha querida, quando chegar à minha idade, verá que tudo isso é bobagem. O corpo tem conserto e o coração também.
— Não é bem assim, não é, vovó? O empregado de Jack disse que a perna dele ainda não sarou e que dói muito, embora ele possa andar.
Lady Cahill pensou na aparência do neto favorito, antes de ir para as guerras da Espanha. Era um jovem alto, atlético. E depois…
— Nunca mais fale uma asneira dessas. Ouviu bem? Nunca! Ele continuará sendo o belo jovem que sempre foi. Pode escrever minhas palavras! Ele tem um espírito combativo.
— Não vi nada disso, vovó.
— Está querendo dizer que meu neto está fugindo do mundo só porque terminou seu noivado com a bela víbora sem coração? Ora! — Lady Cahill bufou. — Absurdo!
— Não só isso. Mas juntando o fato de ele não poder cavalgar, a grande quantidade de amigos que morreram na guerra… E ainda há o fato de papai… não ter-lhe deixado nada.
— Só Deus sabe que maluquice deu na cabeça de seu pai! Deserdou o menino, mas deixou-lhe "tudo o que fosse encontrado em meus bolsos, no dia em que eu morrer". Que loucura! Ele morreu após uma noite de carteado no White's. Se não houvesse deixado a escritura de Sevenoakes, o menino não teria nem um teto para morar!

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15 de novembro de 2011

Amantes Por Uma Semana


Mesmo depois de encontrar sua noiva nos braços de outro homem, Nicholas Cantry, o visconde de Lancaster, sabe que precisa se casar.

O senso de honra, bem como sua lastimável situação financeira, o obrigam a isso.
A viagem à sua propriedade de campo pelo menos lhe proporciona uma fuga temporária da pressão de representar o papel de noivo apaixonado.

Além de surpreender-se com o inesperado reencontro com Cynthia Merrithorpe, sua amiga de infância, que lançou mão de um ardil ousado para escapar de um casamento com um pretendente indesejável.
Cynthia se transformou numa mulher linda e encantadora, determinada a viver a paixão com a qual tanto sonhou.
Porém, com um homem como Nicholas, a sedução é apenas o princípio de uma jornada sensual, que levará ambos a desafiar as convenções e a descobrir a verdadeira essência do desejo...

Capítulo Um

Londres Primavera de 1846
Nicholas Cantry, visconde de Lancaster, conhecido pelos amigos, familiares e todas as jovens solteiras da cidade por seu inequívoco charme e constante bom humor, estava furioso.
Sua visão estava turva e seus dentes chegavam a doer, pois ele os pressionava com força, devido ao nervosismo.
Porém, durante seu trajeto pela ampla sala de jantar, as pessoas lhe sorriam.
Se prestassem mais atenção, talvez se perguntassem se ele estaria sofrendo um ataque de dispepsia.
Mas certamente não suspeitariam da raiva que o dominava.
Afinal, ele era um... Adorno. Um agradável passatempo.
Um belo e inofensivo caçador de fortunas.
E gostava que as coisas fossem assim. Ninguém conseguia roubar-lhe o bom humor, nem a boa disposição.
Ninguém o conhecia profundamente.
Tampouco ele se arrependia por ter conseguido essa reputação, cultivada à custa de muito sofrimento.
Mas encontrar a noiva nos braços de outro homem era algo capaz de abalar qualquer um, até mesmo a fachada de noivo feliz, cuidadosamente trabalhada, que Nicholas ostentava.
As coisas odiosas que ela havia lhe dito, aos berros, só faziam piorar a situação. E ele simplesmente não podia virar-lhe as costas e partir.
— Meu caro visconde de Lancaster! — uma voz soou a sua esquerda.
Voltando-se para a pequena matrona, ele saudou-a com uma leve reverência.
— Lady Avalon — disse, tomando-lhe a mão. — Enfim uma luz, nesta noite sombria.
— Oh! — Ela riu e tocou-lhe o ombro com seu imenso leque.
— Lady Avalon, eu não imaginava que a senhora retornaria tão cedo do campo. Terá sido por conta de algum romance desagradável?
— Nicholas, você é infame!
— Só às vezes. A senhora já conhece o sr. Brandiss? — ele indagou, apontando o anfitrião, enquanto sua nuca doía terrivelmente.
— Oh, sim. Apesar de ser um simples comerciante, o sr. Brandiss é tão cavalheiro quanto os outros nobres da região. — Ela aproximou-se um pouco mais. — Também conheci a srta. Brandiss. Que noiva linda você escolheu, Nicholas!
Linda, sim. E infiel. E espantosamente ruidosa quando encurralada, ele pensou, enquanto inclinava a cabeça, num gesto de modesta aquiescência.
— Encantadora! — lady Avalon continuou. — Que união maravilhosa! Eu disse a todo mundo que você saberia escolher bem... E foi o que você fez.
— Sim, a srta. Imogene Brandiss queria conhecer minha face terrível e desfrutar meu pobre título, em troca da chance de pôr suas delicadas mãos em minha plantação de maçãs... Que, aliás, é bem rentável.
— Ah! Se você tivesse uma fortuna, meu rapaz, continuaria reinando como o único nobre solteiro de Londres, por décadas. É preciso muito charme para ser visto como um bom partido, apesar de sua difícil situação financeira. É de fato impressionante, visconde. Mas o sr. Brandiss faz tudo por sua pequena Imogene.
— Tudo. — Nicholas conseguiu forjar um sorriso. — Agora, se a senhora tiver a gentileza de me dar licença...

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Emilie

Saga Irmãs Gallant/Acadianos




Meu primeiro e único amor!

Linda, persistente e destemida, Emilie Gallant está acostumada a enfrentar problemas e a perseguir seus objetivos com coragem e determinação.
Mas ao chegar à baía fluvial, na esperança de reencontrar o pai, há muito tempo desaparecido, a voluntariosa jovem vê-se lutando para proteger seu coração...
Ainda menina, Emilie nutriu uma paixão secreta por Lorenz Landry.
No entanto, o Lorenz que ela encontra às margens do Mississippi não é mais o rapaz que ela conheceu no passado, e sim um homem atraente que lhe desperta um desejo irresistível.
E à medida Emilie e Lorenz atravessam juntos um território traiçoeiro, os dias perigosos dão lugar a noites apaixonadas e a um amor que nenhum dos dois será capaz de continuar a negar por muito tempo...

Capítulo Um

Nova Orleans, Território da Louisiana, Fevereiro, 1768
A embarcação navegou devagar na direção das luzes do porto de Nova Orleans.  capital da Louisiana, escura e misteriosa, quase abaixo do nível do rio, dava a impressão de que as terras pantanosas iam engoli-la a qualquer momento. 
Ou talvez fosse o ar úmido fazendo pressão nos pulmões de Emilie fazendo-a sentir como se estivesse afundando num lodaçal.
- Não me agrada - disse à mãe e às irmãs a seu lado, junto ao parapeito do navio.
- Não é de surpreender - comentou Marianne. - Disse a mesma coisa sobre Maryland.
- Por que não ficamos lá, esperando papai nos encontrar? - insistiu Emilie.
- Não sabemos se papai está machucado ou doente - disse Gabrielle. - Só sabemos que está no Território da Louisiana, em St. Gabriel.
Emilie levou o lenço ao nariz. Quanto mais se aproximavam da cidade pior o cheiro. Parecia carne estragada. Ou estrume.
- Você só queria a oportunidade de viajar em outro navio - murmurou para Gabrielle.
Triste, a irmã do meio fitou a mais velha. Emilie tocara num ponto sensível e lamentou sua observação. Gabrielle sempre se censuraria por terem ficado separadas do pai, ainda que houvesse outros fatores importantes naquele dia de outono em que os in¬gleses os haviam embarcado para Maryland, forçando-os a deixar Joseph para trás, na Nova Escócia.
- Desculpe-me, Gabi - pediu Emilie. Mas era demasiado tarde. Gabrielle se afastou magoada.
- Por que fez isso? - censurou Marianne. - Sabe quanto ela se culpa.
- Desculpe-me. Não quis magoá-la. É que não gosto deste lugar.
- Vai dar tudo certo - interveio Rose. - E vai ficar melhor quando nos reunirmos. Às vezes as coisas parecem sombrias no início, mas acabam bem.
Sempre a otimista, pensou Emilie sobre a irmã caçula. Mesmo amontoadas em um navio com destino a Port Tobacco, em Maryland, quando a maioria dos passageiros estava doente de varíola ou quase morrendo de fome, Rose nunca deixara de sorrir. Conseguira terminar a viagem, enquanto metade dos viajantes morrera.
Emilie estremeceu ao lembrar-se da tarde do início de seu exílio da Nova Escócia, quando os ingleses capturaram e prenderam todos os homens da região dentro da igreja e depois incendiaram os campos e os lares. Lorenz chorara na praia enquanto a mãe perecia em seus braços e os navios chegavam da Nova Inglaterra para transportá-los para longe.
Como fizera numerosas vezes no passado, Emilie afastou as lembranças dolorosas. Onde estava Lorenz? Procurou no convés, sem sucesso.
- O que você disse desta vez?
Emilie virou-se e quase colidiu contra o amplo peito de Lorenz, coberto por seu longo casaco de lã que ia até os joelhos. Lorenz Landry era um dos poucos homens de altura suficiente para olhá-la de cima. Mas não muito.
- Você me assustou - protestou Emilie.
- Não faça isso outra vez.
Consumando-a, Lorenz a fitava com seus olhos escuros como a noite.
- O que fez desta vez?
- Para quem?
Ele fitou ao longe, na direção da costa. Seu cabelo negro, espesso, denunciava que tivera um antepassado indígena. Os dois jovens eram amigos desde criança e Emilie não imaginava uma vida sem ele. 
Mas se as ameaças de Lorenz eram para valer, sua amizade havia terminado no dia anterior.
- Não foi minha intenção - respondeu Emilie. - Sabe como Gabrielle é sensível.
- Você também é e por isso já devia ter aprendido a se calar. Nunca pensa antes de falar?
- Quantas vezes vou precisar pedir desculpas?
Emilie tentava controlar seu temperamento. Mas estava indignada. 
Então uma mulher não tinha o direito de recusar um pedido de casamento? Havia dito não a seu melhor amigo. E depois dera risada.
- Lorenz, por favor, deixe-me explicar...



        2-         Rose


Território da Louisiana, 1768

Corações divididos

Com sua personalidade confiante e natureza amorosa, Rose Gallant mantém vivo o sonho que compartilha com as irmãs de encontrar o pai, com quem perderam o contato há muito tempo. 
Mas os sonhos de amor de seu coração já não são tão fáceis de sustentar... pois o único homem que Rose amou jamais poderá ser seu. 
Carinhoso, cativante e irresistível, Coleman Thorpe é inglês e protestante, e portanto a união entre eles é proibida. 
Indecisa, Rose começa a considerar a possibilidade de se casar com um aristocrata rico, um homem que prometeu ajudar sua família, até descobrir que Coleman está determinado a desafiar as leis da sociedade e do destino, e enfrentar um futuro no qual ele e Rose possam encontrar juntos a felicidade!


  3-  Gabrielle



Sob o sol do Mississípi 

Desde o primeiro instante em que Gabrielle viu o capitão Jean Bouclaire, nas margens pantanosas do majestoso rio Mississípi, seu inocente coração palpitou mais forte e sua imaginação criou doces fantasias com aquele homem perigosamente bonito e atraente. 
E quando Jean a envolveu em seus braços, tudo mais deixou de ter importância para 

Gabrielle... até o dia em que Jean se envolveu em um duelo de desfecho trágico. 
Da noite para o dia, o destemido corsário a quem Gabrielle desejava além dos limites, tornou-se um fugitivo com a cabeça a prêmio. 
Somente um milagre poderia uni-los outra vez... ou a coragem de uma mulher apaixonada que arriscaria tudo para ficar ao lado do homem que amava! 


     4- Delphine

Louisiana, 1778 

Desde sempre... 

Para sempre Delphine era ainda menina quando se apaixonou por Philibert Bertrand, sócio de seu pai. 
Ao alcançar idade suficiente declarou seu amor por ele. 
Mas o atraente navegador fez pouco caso ao que considerava uma paixão de adolescente. 
Magoada e desiludida, Delphine fugiu para a França, na esperança de superar a dolorosa rejeição. 
O caminho de ambos se cruza tempos depois, na árdua batalha para salvar os acadianos exilados e levá-los de volta à sua terra. 
Em meio a tramas envolvendo segredos e traição, Philibert compreende, tarde demais, a preciosa mulher que havia desprezado. 
Mas havia uma chance de reconquistar o coração de Delphine que ainda palpitava por seu grande amor! 








Saga Irmãs Gallant 
1- Emilie 
2- Rose 
3- Gabrielle 
4- Delphine

13 de novembro de 2011

A Filha do Pirata

Dinastia Warenne
Amanda Carre era filha de um pirata, e não sabia nada sobre o refinamento da alta sociedade.

Como estava sozinha no mundo, nunca tinha dependido de ninguém, até que o destino interveio ao pôr em seu caminho Cliff de Warenne, que a resgatou da multidão durante a execução de seu pai.
Devido à situação, Amanda teve que partir para a Inglaterra para encontrar-se com a mãe que nunca conheceu, em companhia de um mulherengo contumaz... Que também era o maior corsário da época.
A honra exigia que levasse a formosa e selvagem moça a Londres para que se encontrasse com sua mãe, e Cliff sabia que devia silenciar a atração que sentia por ela.
Era consciente de que não estava preparada para entrar na alta sociedade londrina, assim não ficou mais remédio que converter-se em seu tutor, instruí-la para conseguir que se convertesse em uma dama...
E lhe encontrar um bom partido; entretanto, cada vez lhe resultava mais difícil ocultar a paixão explosiva que o afligia... Até que Amanda fez sua impressionante estréia e decidiu tomar as rédeas da situação.
Ao fim era toda uma dama, e o coração de Cliff estava a ponto de ficar cativo...

Comentário leitura final Miss Bella: Meninas o livro é ótimo.
Cliff e Amanda são um casal que realmente pega fogo quando estão juntos.
Apesar da inocência da mocinha ela é atrevida, sabe o que quer e vai sem medo de ser feliz, mesmo que isso resulte muitas vezes em decepção, teve horas que eu morri de pena dela.
Já o mocinho é uma belezura de homem, mesmo com todas as suas tentativas de honrar e respeitar a mocinha ele vive excitado por ela... Gosto muito de livros com sequência onde você pode matar saudades dos personagens anteriores e torcer para a chegada do próximo... Espero que gostem tanto com eu!

Capítulo Um

King's House, 20 de junho de 1820
Ele achava engraçado que o considerassem o melhor cavalheiro corsário de sua época. «Cavalheiro» e «corsário» eram duas palavras que jamais deveriam pronunciar-se na mesma frase, embora ele mesmo fosse uma exceção a regra.
Cliff de Warenne, terceiro e menor filho do conde de Adare, contemplou com expressão séria o cadafalso recentemente construído.
Sim, era certo que nunca tinha perdido uma batalha nem sua caça, mas não tomava a morte à ligeira. Segundo suas estimativas, já tinha usado umas seis vidas pelo menos, e esperava que ficassem três mais no mínimo.
As execuções na forca costumavam serem as que mais atraíam gente.
Vagabundos, latifundiários, damas e rameiras chegavam à cidade para presenciar a execução do pirata.
No dia seguinte esperariam ansiosos e cheios de excitação, aplaudiriam e gritariam com entusiasmo quando o pescoço do pirata se quebrasse com um sonoro estalo.
Cliff era um homem alto e bronzeado.
Tinha o cabelo comprido e de um tom leonado com reflexos dourados, e os brilhantes olhos azuis que caracterizavam aos homens da família de Warenne.
Vestia botas altas, calças brancas de ante e uma singela camisa de linho, e estava bem armado.
Inclusive quando se encontrava entre a alta sociedade estava acostumado a levar uma adaga sob o cinturão e um estilete na bota, já que tinha conseguido sua fortuna pela via dura e ganhou uma boa quantidade de inimigos; em todo caso, nas ilhas não tinha tempo para preocupar-se com a moda.
De repente, deu-se conta de que ia chegar tarde a sua entrevista com o governador colonial, mas nesse momento estavam entrando no lugar três damas muito elegantes, entre elas que havia uma especialmente formosa.
As mulheres começaram a sussurrar com excitação assim que o viram.


Dinastia Warenne
1 - O Conquistador
2 - A Promessa da Rosa
3 - O Jogo
4 - O Prêmio
5 - A Farsa
6 - A Noiva Roubada
7 - A Filha do Pirata
8 - A Noiva Perfeita
9 - Um Amor Perigoso
10 - Uma Atração Impossível
11 - A Promessa
12 - Casa dos Sonhos
13 - Amor Escandaloso
14 - Depois da Inocência
Série concluída

Um Homem Como Poucos






Londres, 1813

Bailey Spencer fica chocada ao acordar e se descobrir prisioneira de Cole Leighton, um homem determinado a se vingar da honra ferida de sua família e a usá-la como chamariz para seu inimigo.

Em toda a sua vida Bailey nunca conheceu um homem tão atraente como Cole.

Ela sabe que precisa fugir, mas o olhar sedutor dele e suas carícias são irresistíveis...

Agora que encontrou a peça que faltava em seu plano de vingança, Cole não tem intenção de libertar Bailey, embora fique intrigado com a beleza, a coragem e a simplicidade daquela jovem.
Entretanto, dividido entre a inesperada paixão por Bailey e sua promessa de vingança. Cole reluta em expor sua amada ao perigo...
E até mesmo em deixá-la partir algum dia...

Capítulo Um

Beaufort, Carolina do Norte, 1817
Espirais de fumaça negra subiam ao céu e turvavam a claridade da lua.
Bailey Spencer identificou três sombras perto de sua casa, entre o bosque e a praia.
Piratas! Eram três... Não... Quatro!
Ela observou, apavorada, que o fogo já atingira o telhado de sua pequena casa.
Podia apenas esperar que a fumaça atraia a atenção dos notívagos da pacata cidadezinha portuária.
Mas isso não aconteceria depressa o suficiente para garantir a vida de seu pai e de seu irmão, se eles estivessem presos lá dentro.
O medo quase a sufocou.
Não tinha como saber se os dois haviam escapado da casa e se estavam agora em segurança. Precisava saber.
Cobrindo a camisola branca com o manto escuro, Bailey correu em direção á casa no momento em que um grito agonizante ecoou acima do barulho da madeira que estalava. Sentiu o coração falhar quando um dos piratas saiu da casa com o corpo tomado pelo fogo.
Bailey sufocou um grito enquanto dois homens corriam para ajudar o companheiro.
Aquela era a sua oportunidade.
Saiu do bosque e correu em direção à estrutura em chamas.
Os olhos arderam, e a fumaça queimou seus pulmões enquanto lutava para ver, através da janela, se o pai e o irmão se encontravam lá dentro.
— Adam! — Papai!
Por favor, Deus, não os deixe morrer!
O intenso calor a forçou a recuar e cair de joelhos.
Naquele momento, o lado esquerdo do telhado caiu, espalhando labaredas pelo ar.
Não havia esperança alguma de conseguir entrar na casa.
Talvez Adam e seu pai tivessem corrido para o bosque ou para a praia.
Sim, eles deviam estar esperando por ela na praia.
Tinha de se apressar, antes que o pai decidisse voltar e...
— Ora, ora! — Como vai, doçura? — Que surpresa agradável!
Dedos brutais agarraram os cabelos de Bailey e a levantaram no ar.
O pânico sufocou seu grito, tornando-o apenas um gemido.
Ela se viu diante de um pirata mascarado.
Chutou-o violentamente, mas ele apenas riu. Continuou segurando-a pelos cabelos enquanto Bailey tentava se libertar.
— Admiro a sua coragem, doçura, mas isso não vai adiantar nada. — Vai morrer esta noite.
— Não! — Bastardo! — ela sibilou. — Largue-me!

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O Passado Entre Nós





Depois daquele encontro, nada mais seria como antes...

O comandante Michael Fielding, da Força Aérea, havia prometido a um oficial, seu amigo, momentos antes de sua morte, que iria visitar a mulher que ele amara, Cynthia Standish.

Michael e Cynthia se encontraram, odiaram-se mutuamente e se separaram.

A razão do ódio: ele tinha certeza de que Cynthia era a culpada pela morte do amigo. Porém, não conseguia se esquecer do olhar daquela mulher...
Quis o destino que se encontrassem novamente.
E Michael compreendeu que não fora ódio o que sentira desde o instante em que a vira, mas sim amor.
Agora, precisava mostrar a Cynthia que eles podiam ser felizes juntos... apesar do que acontecera no passado!

Capítulo Um

Michel Fielding subiu devagar os largos degraus de mármore da imponente mansão e tocou a campainha.
Enquanto esperava, correu os olhos pela rua sossegada onde pomposos carros oficiais estavam estacionados.
"Eu gostaria que tudo isto já estivesse terminado", pensou.
Em seguida sorriu; não era próprio de sua natureza ficar tão apreensivo antes de entrar em ação.
No passado, enfrentara a morte tantas vezes, sem medo e sem a desagradável apreensão que no momento o dominava.
Assim que a porta se abriu, Michael endireitou os ombros e voltou o rosto magro e queimado de sol para o mordomo de cabelos brancos.
— Desejo ver a Srta. Cynthia Standish. Ela me espera.
— A quem devo anunciar?
— Comandante Fielding, da Força Aérea.
— Entre por favor, e acompanhe-me. Vou avisar a Srta. Standish da sua chegada.
No hall de mármore, um tanto escuro e frio, Michael sentiu-se contagiado por aquela atmosfera sombria.
"Meu senso de humor deve estar de férias", disse a si mesmo, com ceticismo.
O mordomo conduziu-o a uma sala ampla, no primeiro andar, decorada com todo o requinte que o dinheiro pode proporcionar.
Entretanto, Michael não notou as obras-primas que enfeitavam as paredes, nem os caros tapetes que forravam o chão, tampouco as obras de arte que encantariam qualquer expert.
Assim que o mordomo saiu, fechando a porta.
Michael foi até a janela voltada para o pequeno jardim, além do qual se viam as árvores do Green Park, um oásis no meio do calor e do pó das ruas londrinas.
Olhou absorto para o parque e, em vez de ver o estandarte real, acima dos telhados do palácio de Buckingham, flutuando contra o límpido céu azul, vieram-lhe à mente as planícies áridas da índia e ele relembrou a conversa mantida com David antes de sua morte.
— Você irá vê-la e lhe dirá que sempre a amei? Que a amei... Desde que a vi... Até o meu último suspiro? Promete Michael?
—Sim, David. Prometo.

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É Preciso Amar





Londres e Paris 1867.

O burburinho era intenso no salão de baile.

A música suave convidava os enamorados a valsar.
O farfalhar dos vestidos denotava a agitação feminina.

Só Jennifer permanecia sentada, imóvel, chocada com o que acabara de ouvir: o pai desejava arrumar-lhe um casamento de conveniência!

Jennifer sabia que quando o pai tomava uma decisão, ele não voltava atrás.
Então ela resolveu tomar uma decisão!
E tinha que ser logo!
Afinal de contas, para ela era imprescindível ter amor para haver casamento.
E Jennifer não se entregaria a um homem como se simplesmente fosse parte de um negócio!

Capítulo Um

1867
Jennifer acordou com a claridade.
Deveria ter adormecido por algumas horas ou, talvez, minutos.
Por mais que tentasse se acalmar, virara-se dezenas de vezes na cama em busca de uma solução para seu problema.
Não tinha ninguém com quem pudesse partilhar suas dúvidas e receios.
Naquela semana deitara-se tarde todas as noites e custara a conciliar o sono devido ao redemoinho de pensamentos que povoavam sua mente.
O cansaço absoluto deveria ser a explicação para o último breve cochilo.
— Dormi pensando em Robert e acordei mais uma vez sem encontrar uma resposta a minha pergunta — Jennifer falou consigo mesma.
Na noite anterior, ela havia participado de uma festa em Park Lane onde todas as pessoas importantes de Londres estavam presentes.
As mulheres estavam lindas sem exceção.
Os vestidos que exibiam eram tão deslumbrantes que ninguém po¬deria dizer, sem ser injusto, que um era mais elegante do que o outro.
As damas estavam cobertas de jóias.
Assim como as roupas, os colares, brincos, pulseiras e anéis eram maravilhosos.
Luxo e beleza eram as palavras mais apropriadas para descrever a festa que havia sido oferecida pela duquesa de Westminster.
E pompa! Entre os distintos convidados, destacavam-se vários membros da família real e o príncipe de Gales em pessoa.

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9 de novembro de 2011

Quase Perdidos

O tempo certo para amar...

Bonito, elegante e irresistível, Edward Hollings causa furor em Newport, e, para surpresa de Maggie Pierce, somente ela atrai sua atenção.
No entanto, quando o charmoso conde volta para a Inglaterra sem pedi-la em casamento, Maggie compreende que precisa esquecê-lo, embora fique arrasada ao ver todos os seus sonhos de amor e felicidade cair por terra.
Quando recebe um convite para ir à Inglaterra para as festas de fim de ano e para conhecer o bebê de sua melhor amiga. Maggie aceita, decidida a esconder seus vergonhosos segredos e mentiras do único homem que amou na vida... Embora tivesse jurado a si mesmo que nunca se casaria, Edward quase rompeu a promessa quando conheceu Maggie. Ela é linda, inteligente, encantadora, e ele não consegue esquecê-la. Quando o destino os aproxima de novo, na residência de um casal de amigos em comum, Edward tem dificuldade para ficar longe dela.  Ele se sente mais atraído que nunca, e a indiferença de Maggie só faz aumentar seu desejo.
Agora, com o amor que ele nunca imaginara sentir um dia escapando por entre seus dedos, Edward está determinado a conquistar Maggie, custe o que custar...

Capítulo Um

Nova Iorque, 1893

Esperando acalmar-se, Margaret Pierce sentou-se no sofá da sala cor-de-rosa, um cômodo extravagante, tão amado pela mãe excêntrica.
Balançou o corpo para a frente e para trás, as mãos unidas, dedos entrelaçados e rezou fervorosamente pelo pai. Ouviu a porta da frente abrindo-se e a mãe falando em voz baixa com um dos poucos criados que continuavam na casa.
Em seguida, passos ressoaram no piso de mármore. Margaret sentiu uma batida lenta e dolorida no coração.
— Ah, você está aí, Maggie — disse Harriet Pierce, a expressão notavelmente tensa.
— Agora tudo terminou.
Maggie olhou para a mãe com medo de perguntar o resultado do julgamento do pai, homem educado e brilhante que tinha ido para a prisão.
Faltara-lhe coragem de comparecer ao tribunal; sentira-se incapaz de olhar nos olhos do homem que tinha nas mãos imundas o destino de Reginald Pierce. Como desejava saber quanto tempo o pai iria permanecer na prisão. Teria de ser um ano apenas, e não cinco. Ela se sacrificara para conseguir a redução da pena.
— Minha querida — prosseguiu Harriet Pierce, sentando-se ao lado da filha e abraçando-a. — Eu sei que tudo isto é muito difícil para você que sempre foi tão unida a seu pai. Imagino que ele também esteja sofrendo por não poder estar presente ao seu casamento. Por não ver os netos quando nascerem. Maggie afastou-se um pouco da mãe e olhou para ela com expressão de medo.
— Papai ficará na prisão por um ano apenas. Estará em liberdade por ocasião do meu casamento e, claro, verá os netos quando nascerem. Lágrimas brilharam nos olhos de Harriet e ela balançou a cabeça.
— De onde tirou essa ideia? Você sabe tão bem quanto eu que a pena é de cinco anos.
O que a fez pensar o contrário? — A mãe endireitou-se no sofá.
— Mas conseguiremos superar esta provação. Seu pai é relativamente jovem. Quando voltar para casa estará com cinquenta e poucos anos. Não será tão velho.
— Tem de ser um ano — Maggie murmurou, a voz traindo seu desespero.
Sentia-se como se fosse desmaiar, como se o mundo girasse ao seu redor.
— Um ano. Não mais que um.
— Minha querida — a mãe tentou abraçar de novo a filha para confortá-la —, os anos passarão depressa. Você verá. Maggie levantou-se, agitada.
— Impossível. Ele prometeu. Harriet sorriu para a filha.
— Quem prometeu?

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7 de novembro de 2011

Capturada pelo Highlander

Série Highlanders
Lady Amélia Sutherland preferia morrer antes de entregar-se a um homem como Duncan MacLean.
Ele era o guerreiro mais feroz de seu clã, assim como também um inimigo jurado dos ingleses, a pátria de Amélia… e nesta noite está de pé ao lado de sua cama.
Com seu abrasador olhar, tensos músculos e o brilhante metal de seu machado de guerra, MacLean veio matar ao noivo de Amélia.
Mas uma vez que vê a encantadora e inocente noiva, decide tomá-la em lugar de assassinar ao noivo.

Roubar a sua jovem prometida é a vingança perfeita para o homem que assassinou ao verdadeiro e único amor de Duncan.
Mas Lady Amélia é bem mais que um peão neste jogo de vinganças e lutas… essa valente e formosa mulher chega profundamente à alma de Duncan e isso é ainda mais poderoso que a fúria de um guerreiro.
Mas quando Lady Amélia se dá conta que está apaixonando-se por seu captor e se rende a seus braços... é quando começa a verdadeira batalha.

Comentário revisora MissBella: Livro prá lá de bom, daqueles que tem horas que você quer agarrar e beijar o mocinho por ser tão gostoso e valente e matar a mocinha por ser tão certinha .
A bendita não sabe o que quer da vida se é o guerreiro ou o cavalheiro.
Vai entender cabeça de mulher rsrsrsrs...
Achei o Duncan extremamente sensual ,cheio de promessas e insinuações que fazem com que você suspire varias e varias vezes durante a leitura...Mais que recomendado.
Aguardando ansiosa pela continuação que promete ser melhor ainda...

Capítulo Um

Forte William, As Terras Altas Escocesas.
Agosto, 1716
Monstruoso e poderoso, mostrando os dentes como uma besta selvagem, o Açougueiro se ergueu de seu arremesso no combate e olhou o chão, para o soldado inglês sem vida, caído a seus pés.
Sacudiu o cabelo úmido para afastar de seu rosto, logo se ajoelhou e tirou as chaves do bolso do cadáver.
O Açougueiro continuou caminhando silenciosamente pelo corredor frio dos barracões, ignorando o fedor de suor rançoso e rum, enquanto procurava a escada que o levaria até seu inimigo.
A fria névoa da morte fluía através dele, armava-o de crueldade, impulsionando-o a ir à parte superior das escadas, onde se deteve do lado de fora da pesada porta de carvalho do quarto de oficiais.
O Açougueiro fez uma pausa breve para estar atento à inoportuna aproximação de algum outro tenaz guarda, mas não havia outro som além do ruído de sua própria respiração entrecortada, e das batidas de seu coração, enquanto saboreava o momento tão esperado da vingança.
Ajustou o escudo a suas costas, e logo apertou a manga do recortado machado de guerra Lochaber  em sua mão.
Sua camisa estava imunda com sujeira e suor de dias na sela e de noites passadas dormindo na grama, mas tudo havia valido a pena, porque o momento tinha chegado.
Era hora de reduzir seu inimigo.
De matar as lembranças do que tinha ocorrido na horta, naquele frio dia de novembro. Esta noite ia matar por seu clã, por seu país e por sua amada.
Não teria misericórdia. Golpearia, e o faria rápido.
Com mão firme inseriu a chave na fechadura, logo entrou no aposento e fechou a porta detrás dele.
Esperou um momento para que seus olhos se acostumassem à escuridão, logo se moveu silenciosamente para a cama onde dormia seu inimigo.
Lady Amélia Templeton sonhava com uma mariposa, revoando sobre um campo nebuloso de urze, quando um débil ruído fez que se revolvesse na cama.
Ou possivelmente não fora um ruído, e sim um pressentimento.
Uma sensação de fatalidade.
Seu coração começou a pulsar, e abriu os olhos.
Era o pesadelo.


Série Highlanders
0.5 - O Rebelde
1 - Capturada pelo Highlander
2 - Reivindicada pelo Highlander
3 - Seduzida pelo Highlander
4 - Return of the Highlander
5 - Taken by the Highlander

6 de novembro de 2011

O Rebelde

Série Highlanders

Corre o ano de 1715 e a Rebelião Jacobita continua nas Terras Altas Escocesas.

Ele é Alexander MacLean, um temível guerreiro das Highlands lutando por seu verdadeiro rei escocês.
Ela é Elizabeth Curtis, uma bela mulher inglesa que vestiu o uniforme de um soldado inglês e ergue uma espada como um guerreiro experiente no campo de batalha.
Inimigos jurados e paixões se chocam… em Rebelde.

Nota de revisão: Achei este livro interessante.É apenas o prólogo da Trilogia Highlander.
É uma história curta, sem grandes momentos. Apenas nos apresenta alguns personagens da série,mas de uma forma muito vaga. Serviu para distrair.

Capítulo Um

Campo de Serrifmuir, seis milhas a noroeste do Castelo Stirling.
13 de novembro de 1715.

Diante do som das gaitas de fole e as ordens de seu chefe, Alex MacLean pegou sua espada e começou a correr, voltando ao norte da colina.
Um frenesi selvagem e a sede de sangue explodiu em suas veias e alimentou seu corpo com selvagem força e determinação, enquanto ele e os jovens jacobitas membros do clã avançavam sobre o fogo à esquerda de Argyll.
Suas linhas colidiram em um duro golpe de corpos e armas, e de repente estava lutando em um vermelho mar de caos e sangue.
Homens gritavam e investiam, disparando uns contra os outros a curta distância, amputavam-se membros e se cortavam em pedaços entre si.
O sangue salpicava seu rosto, enquanto introduzia sua espada em um soldado, depois em outro.
A adrenalina esquentava seus instintos.
A fúria cegava-o. Seus músculos tensos com cada estocada e cada golpe.
Profundamente consciente de tudo o que estava acontecendo ao seu redor, levantou seu escudo para impedir a penetrante ponta de uma baioneta.
Caindo sobre um joelho, apunhalou o ‘casaca vermelha’ no ventre.
Finalmente, na distância, mais à frente do delírio do combate, os Dragões do Governo começaram a retirar-se, refugiando-se através de sua própria infantaria.
A fúria era muito para eles. Alex ergueu sua espada.
—Ao ataque! —gritou, com um profundo e ensurdecedor acento irlandês
— Pela Coroa Escocesa!


Série Highlanders
0.5 - O Rebelde
1 - Capturada pelo Highlander
2 - Reivindicada pelo Highlander
3 - Seduzida pelo Highlander
4 - Return of the Highlander
5 - Taken by the Highlander

Preciosa Conquista




Inglaterra, século XIX

O Tesouro mais valioso é a descoberta do amor!

Mellie se surpreende ao descobrir que seu pai providenciou um assistente para ajudá-la nas escavações dentro de sua propriedade.

Embora o lorde St. Leger compartilhe com ela o profundo interesse pela arqueologia, Mellie o considera o homem mais emproado do mundo... Até descobrir que aquela fachada de arrogância esconde um charme perigoso!

Lorde St. Leger fica confuso quanto aos próprios sentimentos ao conhecer a linda e inteligente filha do dono de Lowery Park. Entretanto, um perigoso rival, interessado em apossar-se da valiosa relíquia encontrada nas escavações, o leva a descobrir que o mais precioso de todos os tesouros é a doce e encantadora Mellie!

Capítulo Um

Nicholas Kennestone, lorde St. Leger, atravessou finalmente os portões de Lowery Park.
Ele mesmo conduzia a carruagem puxada por uma parelha de cavalos cinzentos.
De longe, a propriedade não apresentava modificações aparentes desde sua visita ao local cinco anos antes.
Os pedregulhos brancos da alameda brilhavam sob o sol da tarde. As únicas sombras eram as que se originavam dos carvalhos às margens do caminho.
— Nada se compara à primavera em Dorset — o honorável Benjamin Romney comentou, sentado ao lado do amigo. — Gosto de vir para cá nesta época do ano.
Através das folhagens, Nicholas vislumbrou o chalé junto ao portão.
Ele e Ben outrora haviam ali se hospedado, e era onde iam ficar dessa vez.
Lembrava-se perfeitamente do interior daquela habitação de pequenas dimensões.
Nos anos de ausência, não pensara no chalé como simples, mas aconchegante.
Lembrou-se de quanto se deliciara com a paz e quietude que ali reinava.
Uma pena que houvesse se aborrecido tanto em sua última estadia.
Sentiu uma contração no estômago ao recordar-se das provocações frequentes com que as jovens Lowery se insinuavam.
— Eu gostaria imensamente de ir direto para o chalé.
— E eu diria, Nicholas, que não seria de bom tom demorarmos para cumprimentar nosso anfitrião. Ele sempre nos recebeu com muita gentileza e um adiamento poderia ser encarado como afronta. — Ben fitou-o e empurrou os óculos de aro de arame para cima do nariz fino.
— Além disso, não gostaria de ouvir o relato dos progressos feitos por sir William na vila desde a última carta?
— É evidente que sim. — Nicholas evitou o olhar do amigo e fixou-se no final da alameda. — Digamos que as memórias daquela residência não são exatamente agradáveis. Eu mesmo não acredito que me deixei convencer a voltar aqui.
— Mas que bobagem é essa agora? Eu o ouvi dizer que preferia passar a primavera fazendo pesquisas arqueológicas a ser perseguido pelas debutantes londrinas. Outrossim, não existe melhor sítio romano-britânico no país do que a vila romana de Lowery Park.
— Concordo plenamente. Mas da última vez em que estivemos aqui, não pude trabalhar sossegado. Eu passava o tempo todo fugindo das caçadoras de maridos.
Ben torceu os lábios.
— Eu já lhe assegurei de que tais fatos não se repetirão. Voltei a Lowery Park nos verões subsequentes, e durante minhas visitas só me ocupei com assuntos científicos.
— Espero que não esteja enganado.

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Orgulho Saxão







Coração de Leão comanda a Segunda Cruzada e a Inglaterra sangra entre intrigas e lutas feudais.

Normandos e saxões disputam o controle e o rei Ricardo concede a seu mais fiel servidor, Wulkan, o senhorio de Kellinword e a mão de uma dama saxã, com a ordem de rapidamente unificar e pacificar o território.

Nessa tarefa, empenhará sua ilusão e a busca de uma paz que não encontrou guerreando.

Sua prometida, lady Jacqueline de Lynch, entretanto, jurou vingar a morte de seus pais e não submeter-se a nenhum normando.
Escapa para não se transformar em sua esposa, mas o destino a arrastará para Kellinword definitivamente…

Comentario da revisora Sandra Martino : Ele um normando guerreiro, valente, com muito "apetite", que precisa se casar e assumir terras a mando do rei...
Ela uma saxã que odeia normandos, guerreira a sua maneira,que foge de um casamento com um normando designado pelo rei...
Na fuga para escapar do normando ela vai parar justo em suas mãos...
Será que o destino conseguirá unir essas duas vidas tão contrárias?

Capítulo Um

Inglaterra, ano 1194

A segunda expedição militar contra os sarracenos tinha fracassado.
Luis VII, rei da França, e Conrado III da Alemanha tinham sitiado sem êxito a cidade de Damasco.
O Papa Gregório VIII ordenou uma terceira cruzada, prometendo benefícios espirituais e terrestres aos combatentes.
Federico I da Alemanha, Felipe Augusto da França e Ricardo I da Inglaterra, conhecido como Coração de Leão, contaram com o apoio de Isaac II, imperador do Oriente.
A empreitada se iniciou sob um manto de bons presságios, mas Isaac faltou com sua palavra, Federico morreu e as divergências entre os reis da França e Inglaterra fizeram fracassar a cruzada.
Ricardo Coração de Leão retornou a Inglaterra a tempo de solidificar seus feudos, enforcar alguns infiéis como castigo e encontrar—se com alguns nobres.
Depois, partiu de novo para suas propriedades em território francês, e a Inglaterra voltou a ficar, uma vez mais, órfã de rei.
Um sentimento de frustração invadiu o coração do cavaleiro, que, montado sobre um garanhão de pelagem escura e poderosas patas, atravessava as campinas inglesas seguido de um grupo de homens armados.
Não lhe doía tanto ser abandonado por seu rei, mas sim a negativa de Ricardo em acompanhá—lo em sua missão, mas as ordens do monarca tinham sido claras e concisas:
—Desejo pacificar meu reino —disse —A vida entre normandos e saxões parece ter chegado a um contínuo desencontro.
Quero ser o soberano de todos, não o amado rei de uns e o odiado usurpador de outros. E você vai me ajudar.
De nada serviram seus protestos, e agora, pensar em se encarregar do extenso feudo de Kellinword, cujo senhor tinha morrido em batalha sem deixar herdeiros, preocupava—o. Pelo que sabia, o território era grande.
Abrangia ao menos cinco povoados, doze aldeias e uma grande quantidade de terras de pastoreio, lavoura e bosques.
O anterior senhor de Kellinword ganhou fama pelo castelo que, pedra a pedra, levantou com esforço e com incursões em territórios vizinhos.
Estes últimos lhe permitiram ampliar suas propriedades e proporcionar a suas arcas dinheiro suficiente para pagar os trabalhadores.
Agora, as ameias desafiavam o céu azul da Inglaterra.
Wulkan não era homem de sentar e se saciar de vinho e manjares.
Jamais conheceu casa fixa, e a idéia de ter que se encarregar de tanta gente o incomodava.
Sabia que teve um pai e uma mãe em alguma parte, talvez irmãos e irmãs, mas não lembrava deles.
De vez em quando, ao dormir, ecoava em sua cabeça uma melodia que relacionava sempre com uma mulher formosa e jovem que acariciava seu rosto e o balançava em seus braços.
Se aquela mulher foi sua mãe, jamais soube.



A Partir Deste Momento

Série Viúvas Alegres
Aconteceu uma noite... E nada voltou a ser igual depois!

Wilhelmina, Duquesa viúva de Hertford, tinha sido uma cortesã de alto nível, e embora ela fosse agora uma viúva razoavelmente respeitável, nunca pode escapar de todo seu notório passado.
Sua escandalosa carreira a tinha arrancado dos braços de seu primeiro amor, Sam Pellow, e ainda ocupa um lugar preponderante entre eles quando, por acaso, encontram-se pela primeira vez em muitos anos.
Agora Sam, um Capitão da Marinha Real Britânica, está disposto a perdoar e esquecer o passado.
Mas, pode Wilhelmina perdoar a si mesma por ter partido o coração de Sam?
Era uma vez quatro novelistas incríveis, Stephanie Laurens, Mary Balogh, Jacquie D’Alessandre e Candice Hern, ocorreu-lhes uma deliciosa ideia.
E se cada uma escrevesse uma história sobre uma jovem decente que ficasse presa em uma estalagem longe das restrições da sociedade?
O que aconteceria?
E quanto demoraria em sucumbir ao desejo?


Capítulo Um

Outubro 1814
Buckinghamshire.

O rangido das rodas sobre o cascalho e o clip-clop de lentos cavalos anunciou a chegada de outra carruagem. O Capitão Samuel Pellow, ex da Marinha Real de Sua Majestade, tomava uma jarra de cerveja no salão público do Javali Azul, e observou da pequena janela da sala com vista para o pátio da estalagem como a nova carruagem se detinha. O hospedeiro se apressou a dar as boas vindas a outro inesperado grupo, obrigado a deter sua viagem devido ao aguaceiro.
Sam tinha chegado ao pátio conduzindo sua própria carruagem de dois cavalos meia hora antes. Depois de tantos anos no mar não se importava em se molhar, mas era muito mais cômodo em uma ponte balançante em uma forte tormenta em que ele tinha navegado golpeando fortemente, do que por caminhos inseguros com irritáveis cavalos. Havia decido aguentar o vendaval em uma estalagem seca, com vinte ou trinta viajantes de gostos similares.
Grisson, o hospedeiro, estava evidentemente encantado em ter tantos clientes, como o povoado de Upper Hampden estava entre as paradas regulares nos caminhos das carruagens, e Sam adivinhou que o Javali Azul não tinha frequentemente a casa cheia.
Era uma velha estalagem, provavelmente tinha sido construída por volta de mais de duzentos anos, de madeira negra e branca, empenadas e inclinadas paredes, com salientes pisos inclinados incertamente sobre o pátio da estalagem. Ainda assim, era uma estalagem surpreendentemente elegante e confortável para um pequeno povoado.
Os estábulos, entretanto, estavam tão lotados com carruagens e coches e calesas e mais cavalos do que podiam albergar neles. A situação não atenuava o mercenário sorriso do hospedeiro, enquanto permanecia em pé sustentando um grande guarda-chuva, preparado para escoltar aos recém-chegados ao interior.
Através das brechas de chuva da veneziana da janela, Sam podia ver que havia na realidade duas carruagens no pátio, cada uma delas grande e elegantemente equipada, com um emblema nas portas. Não podia distinguir o emblema, não que encontrasse alguma diferença se pudesse, parecia-se muito a um brasão na mais próxima a ele, mas estava claro desde sua respeitosa atitude, que Grissom era consciente de que tinha a um membro da aristocracia no pátio de sua estalagem.
Um lacaio de libré, empapado até os ossos, saltou de sua elevada posição na parte detrás da primeira carruagem, desceu umas escadas portáteis, e abriu a porta.
Protegida pelo enorme guarda-chuva do hospedeiro, uma mulher desceu e correu para o interior da estalagem.
Outra mulher a seguiu, obviamente uma criada com ela não se justificava a cortesia de um guarda-chuva. Tomando um manto sobre sua cabeça, fez seu caminho para o interior, levando uma caixa de couro apertada contra seu peito.
Um touro de homem desceu da segunda carruagem, reuniu-se com os outros lacaios e cavalariços que estavam vendo os cavalos, depois se precipitou para o interior.
Sam se acomodou em sua cadeira e passou a desfrutar sua cerveja em paz, enquanto o hall de entrada se converteu em um frenesi de atividade.
Podia ouvir à Senhora Grissom, um pouco menos contente com o desfile de clientes de hoje que seu marido, gritando ordens a seus poucos empregados. Sua voz soava com uma autoridade que fez Sam sorrir, pensando que ela poderia ter sido bastante boa como oficial de artilharia durante uma ação naval.
No meio do bulício e da gritaria apanhou as palavras "melhor sala" e "sua Graça", portanto a recém-chegada era uma Duquesa.
Uma pequena pontada de ansiedade se apoderou dos músculos de seu abdômen. Tinha conhecido poucas Duquesas em sua vida, mas havia uma, a quem ainda guardava em um pequeno canto de seu coração, embora ele não tivesse posto seus olhos nela há muitos anos. E seu último encontro não fora um de seus melhores momentos.
Era um idiota por pensar que essa Duquesa em particular fosse a sua Duquesa.
Ela era uma criatura de Londres, o esta era a razão dele evitar ir à Cidade sempre que estivesse na Inglaterra. Não queria se reunir com ela de novo. Seu último encontro fora muito desconfortável. Nunca sabia bem o que sentia por ela, e essa incerteza sempre o atava em nós.
Não, estava longe de Londres, seria alguma outra Duquesa. Inglaterra estava cheia de Duquesas.
Mas ele não podia afastar os olhos da porta que dava para o hall de entrada. Várias figuras se amontoavam nesse pequeno espaço. Era bastante fácil distinguir à Duquesa. Era o centro de atenção.
A esposa do hospedeiro estava subindo e se abaixando como uma ancorada boia em frente da dama, quando não estava afugentando uma criada em uma direção ou outra para acondicionar a sua grande hóspede. E o elevado membro da segunda carruagem estava rondando perto e mantinha as pessoas à distância.
A dama parecia impassível pelo alvoroço e perturbação. Estava de costas para Sam, mas havia algo indescritível sobre seu porte que a marcava como alguém de qualidade. Usava um casaco de veludo azul escuro com várias capas curtas nas costas, em imitação ao casaco de um homem, e um gorro a combinar.

Série Viúvas Alegres
1 - Na Paixão da Noite
2 - Tão Somente uma Aventura
3 - Se Deixe Levar
4 - A Partir Deste Momento
Série Concluída