28 de dezembro de 2018

Um Pacto Audaz

Série Uma Herdeira Americana em Londres

Edie Ann Jewell era uma insignificante pessoa de qualquer lugar relevante. 

Seu pai ganhou dinheiro como comerciante, vendendo farinha, feijão e bacon para homens famintos das minas de ouro da Costa da Barbary, na Califórnia, embora seu pai tivesse quadruplicado sua fortuna investindo astutamente em Wall Street, esse fato causou pouca impressão na alta sociedade de Nova York.
Após um escândalo que lhe causou um trauma, comprometeu-lhe a reputação, e tirou-lhe a chance de ser aceita na sociedade londrina. Mas, uma viagem a Londres e uma temporada sob a tutela de Lady Featherstone foram suficientes para que uma “zé ninguém” caçasse o solteiro mais cobiçado e mais endividado da cidade, o Duque de Margrave.
A imprensa de ambos os lados da lagoa publicaram como sendo um casamento amoroso e parecia ter sido, mas, em menos de um mês, tinha se dissolvido, tão rapidamente como começou. Uma vez que as numerosas dívidas da família Margrave foram resolvidas com o dote de sua esposa, o Duque de Margrave partiu para a África selvagem e lá continuou sem a aparente intenção de voltar para casa. Até que uma fatalidade mudou o rumo dessa história e fez com que o Duque, que até então demonstrava cumprir à risca o acordo firmado entre ele e sua esposa, decide agora voltar e conquistar aquela a quem ele jurou amor até que a morte os separe.


Capítulo Um

Tal e como o escritor William Congreve havia apontado com tanta intensidade, o chá e os escândalos sempre tiveram uma afinidade natural e, em todas as estações, as senhoras da sociedade britânica desenvolveram suas preferências muito decididas sobre o tipo de escândalo que seria servido junto com a chícara de Early Grey.
O Principe de Gales era um eterno favorito, por razões óbvias. Um príncipe, consideravam as damas uma causa de escândalo, particularmente um com os pais tão aborrecidos. Com Bertie ele sempre poderia contar, como um bom fornecedor de deliciosas fofocas.
O Marques de Trubridge também tinha sido uma fonte de fofoca, até que ele assentou a cabeça e aquietou-se em uma vida conjugal doméstica, tornando-se um homem decepcionantemente chato, tanto quanto os escândalos. Sua esposa, no entanto, continuou despertando algum interesse entre as damas da alta sociedade, pois, embora o impacto inicial de seu casamento com Trubridge já tivesse passado, havia ainda muitos que achavam fascinante que a outrora dama Featherstone se casasse com outro libertino. Acaso não aprendeu nada em seu primeiro casamento? Os comentários de que ela ainda estava muito feliz com Trubridge um ano após o casamento deles foram recebidos com insultos e advertências ocasionais sobre os grandes caçadores de fortunas e as razões pelas quais qualquer jovem sensata deveria manter uma boa distância deles. E nesse momento em particular, as conversas giravam invariavelmente para a duquesa de Margrave.
Todos sabiam que o duque se casara com ela pelo seu dinheiro. Afinal, por qual outro motivo ele poderia ter feito isso?
Claro, não foi por causa de sua beleza, como se apressaram em assinalar as damas mais atraentes. Com aquela figura alta e magra e aqueles cabelos avermelhados e indisciplinados? E, meu Deus, com essas sardas! E, tão pouco por sua posição social que havia chamado a atenção do duque. Antes de chegar na Inglaterra, Edie Ann Jewell era uma zé ninguém de nenhum lugar relevante. 
Seu pai ganhara dinheiro como comerciante, vendendo farinha, feijão e bacon para os mineiros com fome das minas de ouro da costa Berberia da Califórnia e, embora seu pai tivesse quadruplicado sua fortuna investindo sabiamente em Wall Street, esse fato causara pouca impressão na alta sociedade de Nova York, e quando um escândalo tinha comprometido a reputação da jovem, ela perdeu a chance de ser aceita na sociedade. Mas uma viagem a Londres e uma temporada sob a tutela de Lady Featherstone haviam sido suficiente, para que aquela zé ninguém caçasse o solteirão mais cobiçado e mais endividado da cidade com todos os seus milhões de dinheiro americano.
A imprensa em ambos os lados do Atlântico havia anunciado isso como um casamento sem amor, e certamente parecia ter sido, mas menos de um mês depois do casamento foi demonstrado publicamente que o amor, se existiu, tinha desaparecido rapidamente. Uma vez saldado as numerosas dívidas da família com o dote de sua esposa, o Duque de Margrave partiu para a África selvagem e continuou depois disso, sem qualquer intenção aparente de voltar para casa.
Sozinha e abandonada, a Duquesa concentrou toda a sua atenção em dirigir ela mesma todas as propriedades de Margrave. Claro, tinha gestores competentes e muito dinheiro, mas ainda assim... muitas senhoras sacudiram a cabeça e suspiraram, pensando em quão pesada era aquela carga para uma mulher.
E era verdadeiramente tal como deve ser para uma duquesa administrar sua própria propriedade sozinha?

 





Série Uma Herdeira Americana em Londres 

1- Em busca de uma Dama
2- Um Pacto Audaz
3- Um Beijo Ardente
4- O Lorde e a Plebeia
Série concluída

27 de dezembro de 2018

Iluminada pela lua

Série A Sociedade de St. James

Royden Napier, Barão de Saint-Bryce, é um homem alto, moreno e implacável...e está a caça de uma perigosa beleza...

Na véspera de sua fuga ao Continente, a formosa e audaz Lisette Colburne aceita uma proposta que não se atreve a recusar, se passar pela futura esposa de Royden Napier, o homem de olhos de aço e ajudar-lhe a resolver seu caso mais perigoso. 
Logo Lisette se vê imersa em um perigo ainda maior: o seu coração despertar nas mãos do único homem que tem o poder de destruí-la.
Repudiado por sua aristocrática família, o enigmático Napier tem a reputação de um Inspetor de polícia implacável. Prometeu levar Lisette à justiça, mas com cada beijo proibido e a cada tentadora carícia, cada vez está menos convencido de sua culpa... e mais seguro de que Lisette precisa ser sua.
Mas quando o perigo a tocar poderá salvá-la?








Série A Sociedade de St. James

Trilogia Casamento de Natal

1- O Mapa do coração de uma Dama

O caminho para o “felizes para sempre”... 

Com o Castelo de Kingstag cheio de convidados e a neve caindo, Viola Cavendish tem as mãos cheias se assegurando que a festa de Natal da casa corra bem. A inesperada chegada do conde de Winterton e seu sobrinho, Lorde Newton, acaba com tudo. Lorde Newton não só está flertando com as jovens damas que Viola deve acompanhar, como o próprio Lorde Winterton faz seu pulso correr. Sempre leva algumas voltas e mais voltas Wesley Morane, conde de Winterton, veio ao Castelo de Kingstag em busca de um valioso atlas, e ele se recusa a ser dissuadido pela neve, a festa da casa, seu sobrinho ou mesmo a peça mais ridícula já encenada. Mas em pouco tempo o único mapa que ele quer é aquele que mostra o caminho para o coração de Viola...

2- Um Ladino quente numa noite fria

Dispensada por um Duque Lady Serena Cavendish nasceu e foi criada para ser uma Duquesa. 

Foi muito ruim, então, que o Duque de Frye misteriosamente e de repente terminasse o noivado. Seduzida por um ladino Greyson Jones, um agente da coroa, é o único que acha que ao ser dispensada tornou Serena muito mais atraente. Quando ele aceita um convite para uma festa de Natal no Castelo de Kingstag para animá-la ― e talvez encontrar um marido para ela ― ele aproveita a oportunidade para conquistar seu coração...

3- Noite de neve com um Duque

A última vez que Lady Charlotte Ascot esbarrou no duque de Frye, ela subiu em uma árvore para evitá-lo. 

Às vezes é simplesmente mais fácil fugir do que enfrentar seus sentimentos por ele — sentimentos irresistivelmente apaixonados que nenhuma dama modesta deveria ter! Agora, a caminho do Castelo de Kingstag para celebrar as festas de fim de ano com as amigas, Charlotte fica presa em uma pequena pousada campestre com o duque de seus sonhos mais quentes. Mas Frye tem um segredo próprio, e o Natal é o momento ideal para finalmente dizer à mulher que ele sempre desejou toda a verdade sem verniz. Melhor ainda, ele vai mostrar a ela... 

Beijos que Ela escreveu

Série Procura-se um Príncipe
Era uma vez um castelo digno de contos de fadas. 

Naquele castelo vivia um nobre príncipe, sua tímida irmã a princesa, um conde que logo se tornaria duque, uma educadora que logo se tornaria duquesa e um conde diabolicamente perverso que gostava de causar problemas para todos.
Esta é a história de como aquele conde diabólico perdeu o coração para a tímida princesa.

Capítulo Um


Bretanha, França 
Não era todo dia que um homem descobria ser o herói do diário secreto de uma virgem. Então, quando aconteceu a Charles Camlann Westfall, o Conde de Bedwyr, ele fez uma pausa não apenas para apreciar o momento, mas para saboreá-lo. Ele chegou ao diário por acaso. Procurar por um baralho de cartas nunca tinha sido tão proveitoso, mesmo em suas noites vencedoras. 
Longe agora dos infernos de jogos de Londres, morando no castelo de seu primo na Bretanha, ele passara o dia chuvoso vagando sem descanso, buscando diversão para aliviar o tédio de muitas semanas passadas em um único lugar. Ou talvez apenas o lugar errado. Paris estava acenando, especificamente Madame Venus Serif, a loira mais bonita e peituda com quem ele teve o prazer de se familiarizar, depois que seu bestial marido perdeu para ele nas cartas e exigiu que ela renunciasse a seu colar de rubi para pagar a dívida. 
O colar acabou por ser uma herança de família, e quando Cam visitou-a no dia seguinte para devolvêlo, Madame Serif confessou estar bastante cansada daquela família. Especificamente de Monsieur Serif. Com entusiasmo, ela recebeu o colar no seio e Cam entre suas coxas. 
A gratidão tendia a fazer das damas... gratas. Isso fora há seis meses e ele estava pensando que era hora de renovar o conhecimento, brevemente, em sua viagem de volta a Londres. Isso, e ele tinha outra visita para fazer em Paris, uma de importância ainda maior. Até momentos atrás estava avidamente antecipando a relocação. Escondido em um compartimento estreito de uma mesa lateral em um salão na ala superior, o diário mal estava visível. Desacostumado a resistir aos seus desejos, Cam puxou-o para fora. 
Uma coisa que não era digna de nota, encadernado em tecido simples — muito parecido com sua autora, suas páginas revelaram uma forte dicotomia entre a aparência externa e o conteúdo interno. 
O diário pertencia à princesa de Sensaire. Durante as três semanas em que ambos tinham sido convidados para o castelo do conde de Rallis, Cam supôs que talvez a tivesse visto escrever. 
Ele certamente a via lendo com bastante frequência, o nariz enterrado em um livro enquanto as damas na sala de estar fofocavam e flertavam. Mesmo que ele não reconhecesse sua caligrafia, as páginas diziam com eloquência a identidade de sua autora. Eu sou simples. A partir do fólio de abertura, a mão estava sem adornos, como o livro e a princesa. 








Série Procura-se um Príncipe

1 - Casei com um Duque
1.5- Beijos que Ela escreveu
2 - Me Apaixonei por um Lorde
3 - Me Rendi a um Canalha
3.5- O Canalha e Eu

Série Era uma vez nas terras altas

1- Era Estação de Verão
Uma maldição antiga, um casal de fantasmas intrometidos, uma mulher em fuga, e um fatídico mal-entendido podem criar a chance perfeita para um verdadeiro amor.

Lady Caroline Forrester do esquema de seu irmão de casá-la com o mais alto solicitante. 
Uma fuga à Escócia oferece uma chance de emprego como governanta e a liberdade de um casamento infeliz — era a solução perfeita. 
Mas Caroline não estava preparada para os sentimentos que seu novo empregador despertaria nela.
Alec McNabb, o relutante conde de Glenlorne, nunca esperava retornar à Escócia. Mas, agora aquele ele está lá, ele percebe que tem obrigações das quais ele não pode escapar. Alec precisa fazer um bom casamento e rápido.
Quando um caso de erro de identidade - juntamente com a sensual e mágica atmosfera do castelo de Glenlorne - resulta em um apaixonado encontro, Caroline e Alec devem decidir se a atração deles é o suficiente para superar os problemas de seus passados, ou se a chance de um verdadeiro amor acabou antes de começar...

2- Era Outono nas terras altas
Megan McNabb faria qualquer coisa para escapar de se casar com um homem que ela não amasse - mesmo que tivesse que amarrar as mãos, por um ano e um dia, com um Inglês estranho.

Uma misteriosa carta leva Lorde Kit Rossington à Escócia em busca de um tesouro perdido. Mas o espírito do casamento que ele evitava na Inglaterra, o segue às Highlands, e ele fará qualquer coisa - até mesmo um casamento temporário com uma moça Highlander - para manter a sua liberdade enquanto ele resolve o mistério sobre a assombrada Glen Dorian, que perdura por quase um século. A lenda diz que uma maldição espreita entre as ruínas de Glen Dorian Castle. Será que o amor que começou a crescer entre Megan e Kit será capaz de suportar as tramas do destino? Será que entre os que vivem, aqueles com corações puros e amor verdadeiro, poderão restaurar a paz retirada de Glen Dorian?

Era Natal nas terras altas


Alanna McNabb sente dever para com sua família, que insiste em que ela deve se casar com um cavalheiro de riquezas e título. 

Quando ela conhece o homem dos seus sonhos, ela sabe que é tarde demais, mas sua vontade não é mais dela. Laird Iain MacGillivray está a caminho de propor a outra mulher quando descobre Alanna inerte na neve e quase morta. Ela não é dele para amá-la, mas ela é tudo que ele sempre quis. 
Quando o Natal se aproxima, a neve engrossa e a magia se fortalece. Alanna e Iain devem escolher entre o desejo e o dever, o amor e a obrigação. Mas é Natal nas Highlands e, também, algumas surpresas.



Série Era uma vez nas terras altas
1- Era Estação de Verão
2- Era Outono nas terras altas
3- Era Natal nas terras altas
Série concluída

26 de dezembro de 2018

O Príncipe que me Amou

Série Príncipes de Oxenburg
Um príncipe bonito e libertino que não acredita no amor verdadeiro, encontra uma moça teimosa que não se contentará com nada menos que isso …  

O príncipe Alexsey Romanovin desfruta de sua vida despreocupada, flertando ― e mais ― com cada adorável senhora que atravessa o seu caminho. Mas quando a Grã-Duquesa Natasha interfere e decide que é hora do neto se casar, Alexsey encontra-se na Escócia determinado a frustrar seus planos. Inteligente, leitora ávida e com óculos, Bronwyn Murdoch parece ser a resposta perfeita: ela não é de todo do gosto da duquesa. Vivendo sempre às ordens da sua ambiciosa madrasta e volúveis irmãs, Bronwyn tem pouco tempo para flertar ― não importa o quão intoxicantes sejam os seus beijos. Afinal, nenhum príncipe mimado e arrogante estaria seriamente interessado numa mulher determinada como ela. Assim… Não seria divertido transformar seu jogo de cabeça para baixo e provar que uma mulher comum poderia levar um príncipe a ajoelhar-se aos seus pés?

Capítulo Um

Gentil leitora, a nossa inocente heroína, de cabelos dourados, Lucinda Wellville, está em grave perigo. Sem saber, o malvado Sir Mordred entrou em seus aposentos enquanto ela dançava no baile de seu tio, e agora está escondido atrás das cortinas da cama de seda, com uma faca apertada em sua mão deformada… O Duque Negro, por Srta. Mary Edgeworth.
Sentada à sombra de sua árvore favorita, o cheiro de grama úmida e as folhas fazendo cócegas em seu nariz, Bronwyn Murdoch virou a frágil página do pergaminho e tentou não fazer uma careta. Em algum lugar por volta do capítulo sete, ela tinha começado a se perguntar se Lucinda, a heroína irritante e incompetente do livro O Duque Negro, realmente merecia viver. A garota tola estava sempre choramingando a respeito de sua vida, enquanto se recusava a fazer qualquer coisa sobre isso.
― Eu ouso afirmar que uma vez que Sir Mordred mostrar sua vil faca, você gritará e fugirá. Apesar de conhecê-lo, você vai tropeçar em suas saias no caminho para fora da porta e alguém terá que resgatá-la.
Bronwyn olhou por cima dos óculos para a plateia, dois enormes cães de caça que ela tinha desde que eram filhotes.
― Devo ler em voz alta um pouco?
Walter, com a grande cabeça em seu colo, abriu um olho sonolento e balançou a cauda, enquanto Scott bocejava tão amplamente que era possível ver todos os seus dentes.
― Eu tomarei isso como um sim. ― Ela se encostou contra o enorme tronco de árvore, a grama espessa como uma almofada macia debaixo dela.
“Lucinda chegou ao santuário de seu quarto e fechou a porta, inclinando-se sobre ela, grata pelo silêncio pacífico que a esperava. Durante toda a noite, seu tio desfilou com ela diante de uma horda de determinados pretendentes que a observaram como um grupo de lobos famintos olhando um patinho particularmente gordo”.
Bronwyn olhou para Walter.
― Eu ficaria muito chateada se alguém me olhasse como um patinho gordo.
Ele piscou sonolento, mas parecia estar de acordo.
― Estou feliz que Papai não tem nenhum desejo de me casar ― ela disse aos cães sonolentos. Já a madrasta de Bronwyn era outra história. Como filha mais nova de um conde e muito mais preocupada com ascensão social que Bronwyn ou seu pai, Mamãe tinha tentado muito obter uma união vantajosa para Bronwyn durante a sua primeira e desastrosa temporada, marcada pela inexperiência dela com a sociedade e sua tendência natural para a solidão. Após a derrota, Bronwyn se recusou a repetir o mesmo, o que fez Mamãe começar um longo discurso até que o pai interveio e exigiu que o assunto fosse abandonado. Por ser um homem solitário, ele entendeu muito bem a angústia da filha.
Bronwyn não podia deixar de se alegrar; uma temporada já tinha sido suficiente, muito obrigada. Felizmente, com o passar dos anos, a atenção de sua mãe havia mudado para a irmã de Bronwyn, Sorcha, que faria a sua estreia em Londres na próxima temporada. Sorcha gostava de bailes e de se arrumar; e não podia esperar para ser apresentada ao mercado matrimonial.
― Mas não eu. ― Bronwyn tirou os chinelos e enrolou os dedos dos pés na grama espessa e fria antes de afundar nas emocionantes páginas de seu livro.
“Lucinda apertou as mãos contra as batidas do seu coração e abaixou sua cabeça, sua calma retornando lentamente. Alguns dos pretendentes tinham sido bonitos, alguns ricos e alguns encantadores, mas nenhum a fez sentir do jeito que Roland fez, com seus olhos azuis acinzentados e sorriso reluzente”.
Bronwyn bufou.
― Você já teve a chance de fugir com ele, sua boba covarde, mas em vez disso você chorou como um copo quebrado, resmungando sobre como você sentiria muita falta de suas irmãs para ir. Você não merece Roland.
Roland era corajoso e romântico, e o seu discurso implorando a Lucinda para fugir com ele tinha enchido os olhos de Bronwyn com lágrimas.
― Quem me dera conhecer um Roland.

 





Série Príncipes de Oxenburg
1- O Príncipe que me Amou
Série concluída


24 de dezembro de 2018

Viagem ao Óregon

Série Óregon
A vida da inocente Emma se encontra atormentada por dificuldades econômicas que a mantêm afastada das posições mais influentes da sociedade de Chicago.

Quando ela recebe uma herança inesperada acredita poder endireitar sua vida com ela, mas para isso deve percorrer uma longa distância para o desconhecido e chegar com segurança em Oregon.
Para o capitão do 9º de Cavalaria Craig Beckett, o cumprimento da lei e servir os outros são tarefas sagradas, embora isso dificulte a vida para ele. Sua viagem tem um propósito e não pretende se desviar dele por qualquer motivo. Que seus caminhos se cruzem será inevitável, bem como as decisões que ambos irão tomar. Centenas de quilômetros e um único propósito. Uma viagem na qual, quando tudo acabar, nenhum deles será o mesmo.

Capítulo Um

Janeiro de 1883.
Craig bateu repetidamente no piso de madeira desgastado com a ponta de sua bota em um claro sinal de impaciência. A única coisa que necessitava era reabastecer os suprimentos e colocá-los nos alforjes para continuar com a viagem que se lhe atribuíra.
Em troca, o vendedor do armazém estava muito ocupado para lhe prestar atenção, imerso nos infinitos rolos de tecidos que mostrava a uma senhora, vestida com tal elegância que parecia saída da missa de domingo.
Apoiou-se no balcão e observou os frascos bem alinhados nas estantes, enquanto que pelo rabo do olho não perdia Edgar de vista. O menino, com seu quente abrigo de pele e as mãos nas costas, havia percorrido todo o armazém de víveres e equipamentos, parando para xeretar em frente ao barril repleto de ferramentas de lavoura, onde se destacavam os forcados e as enxadas.
Sorriu baixinho. Deveria estar ouvindo seus lamentos por tê-lo obrigado a cavalgar durante horas e, sem dúvida, tudo eram bons modos. Ainda que também não lhe passasse por alto que a vida no campo parecesse tão estranha quanto fascinante, longe dos caros colégios e belas mansões de St. Louis. Porque o neto do velho Eugene Coleman, que comandava Fort Riley, era tímido, mas isso não impedia que durante todo o caminho fizesse perguntas sobre a vida militar, a vegetação ou as batalhas que ele lutara contra os índios.
A campainha da porta da rua tilintou enquanto uma rajada de ar gelado entrava no armazém, eriçando a pele de sua nuca. Tratava-se de uma nova cliente e Craig se ergueu rapidamente, em uma postura muito mais formal.
— Senhora… — saudou-a, tirando o chapéu em sinal de respeito.
Ela ergueu a vista e observou seu uniforme azul, o que lhe provocou um sorriso contido antes de se perder entre as estantes.
Era um dia frio de inverno em Missouri, com os campos e caminhos cobertos por uma capa de neve recém caída. O mais sensato seria permanecer em casa junto ao fogo, salvo se tivesse uma missão para completar, como era o seu caso. No entanto, aquelas duas mulheres deixavam a comodidade do lar para realizar algumas compras que não pareciam ser urgentes.
Mulheres! Pensou.
Cansado de esperar sua vez, se aproximou do balcão dos tecidos.
— Senhor, não há ninguém mais para atender? — perguntou em um tom tão profundo quanto exigente. — Preciso de pão de milho, compota de maçã e algumas coisas mais para continuar com nosso caminho.
O homem assentiu, acostumado às demandas da clientela.
— Não tema, soldado. Não me esqueci de você.
— Capitão Beckett. — Corrigiu-o em uma resposta involuntária.
Ia acrescentar mais quando se viu interrompido por dois disparos que pareciam muito perto, tão claros como o piar dos pássaros na primavera. Instintivamente levou a mão sobre sua arma, sacando-a, enquanto gritava ao menino:
— Ao chão!








Série Óregon
1 - Viagem ao Óregon
2 - Amanhecer em Óregon
Série Concluída

22 de dezembro de 2018

Em Busca de uma Dama

Série Uma Herdeira Americana em Londres

Ela era a casamenteira... Ele era o homem perfeito...

O trabalho de lady Belinda Featherstone consistia em aconselhar as herdeiras americanas, para que contraíssem matrimônio, e em afastá-las de homens como Nicholas, o marquês de Trubridge. 
Mas esse homem encantador e de péssima reputação precisava encontrar uma esposa rica, e a contratou para ajudá-lo a consegui-la. A tarefa de Belinda parecia simples, ela tinha apenas que descobrir para aquele safado a esposa que ele merecia... mas o beijo ardente e apaixonado de Nicholas logo mostrou que ele não ia tornar isso nada fácil para ela. Nicholas pretendia se casar com uma jovem rica e bonita para resolver seus problemas financeiros e estava disposto a pagar pelos serviços de uma casamenteira, mas bastou que beijasse os lábios de Belinda apenas uma vez, para que seu plano sensato de se casar por dinheiro desmoronasse. Desse modo ansiava por demonstrar à sua bela casamenteira que ele era o homem perfeito... perfeito para ela.

Capítulo Um

A principal dificuldade na tarefa de uma casamenteira não era a imprevisibilidade da natureza humana ou a tenacidade do amor, nem mesmo as intromissões dos pais. Para Belinda Featherstone, conhecida entre as famílias americanas mais ricas como a melhor agente de casamento da Inglaterra, a dificuldade real de sua ocupação era lidar com o coração romântico de uma típica menina de dezoito anos, e Rosalie Harlow estava provando ser um exemplo perfeito disso.
— Sir William seria um bom marido para qualquer mulher. — Rosalie dizia com entusiasmo como se estivesse falando sobre ir ao dentista. — Mas... —Ela fez uma pausa e suspirou.
— Mas você não gosta, não é? — Belinda terminou por ela, e sentiu vontade de suspirar também. Sir William Bevelstoke era um dos muitos cavalheiros ingleses de boa posição, que manifestou um interesse romântico na linda herdeira americana desde que esta chegou a Londres há seis semanas, e não foi o único a receber uma reação não entusiasmada. Mas o pior de tudo era a impressão de que os sentimentos do cavalheiro fossem mais profundos do que a atração física.
— Não é que eu não gosto dele, o que acontece é... — Ela interrompeu novamente, com seus olhos castanhos olhando com desânimo para ela do outro lado da mesa de chá. — Ele não é um cavalheiro muito emocionante, tia Belinda.
Belinda não era sua tia, mas seu relacionamento com os Harlow era tão próximo que ela era como da família. Como seu próprio pai, Elijah Harlow foi um dos muitos milionários americanos que, depois de ganhar uma fortuna graças à ferrovia ou às minas de ouro, foram seduzidos por Wall Street e, depois de se mudarem com suas famílias para Nova York, descobriram que suas esposas e suas filhas tinham as portas fechadas ao acesso na alta sociedade.
Ela mesma encontrou-se nessa situação que os Harlow, quando seu pai a fez mudar-se de Ohio para Nova York aos 14 anos. A Sra. Harlow, que era uma pessoa muito amável e atenciosa, tinha se compadecido de uma jovem órfã extremamente tímida, que também estava sendo marginalizada pela sociedade, e a havia tomado sob sua proteção.
Belinda nunca esqueceria aquele ato de generosidade. Com dezessete anos, num dia de verão, casou-se com o galante e bonito Conde de Featherstone depois de um breve namoro de seis semanas. Mostrou-se uma união desastrosa, mas conseguiu ocupar um lugar proeminente na sociedade britânica.
Cinco anos mais tarde, a Sra. Harlow pediu-lhe para ajudá-la a apresentar sua filha Margaret em Londres para evitar o doloroso sofrimento que teve em Nova York. Ajudou-a encantada, mas estava mais do que ciente do perigo de se casar apressadamente com um canalha empobrecido; cuidou para que a jovem conhecesse o amável e bondoso Lord Fontaine. O resultado era que Margaret tinha se tornado um sucesso social e uma baronesa casada e feliz, esse havia sido o ponto de partida para sua reputação de casamenteira.
Desde então, havia sido muitas jovens americanas pertencentes a famílias de novos ricos que, desprezadas pela rígida hierarquia das altas esferas de Nova York, partiram para Londres e para sua modesta casa na Berkeley Street, na esperança de seguir os passos de Margaret. Rosalie, depois de completar seus estudos em uma escola de meninas francesas, estava lá com o mesmo objetivo, mas, infelizmente, parecia que combiná-la com um bom homem seria mais difícil do que para sua sensata irmã.
Colocou a xícara de chá em seu prato enquanto avaliava qual seria sua resposta para as palavras da jovem. Embora fosse viúva (algo pelo qual estava extremamente agradecida), estava bem ciente de que, para jovens como Rosalie, o casamento era o único meio de obter aprovação da sociedade. Ela queria preparar essas meninas para a realidade prática da tarefa de caçar um marido sem destruir os ideais românticos que poderiam abrigar, e esses ideais preenchiam a mente de Rosalie.
— Sir William pode não ser o homem mais excitante do mundo, minha querida Rosalie, mas há muitos outros fatores a ter em mente se quiser alcançar um casamento feliz.
— Sim, mas não é verdade que um casamento deve basear-se no amor? 

 






Série Uma Herdeira Americana em Londres 

1 - Em Busca de uma Dama
2 - Um Pacto Audaz
3- Um Beijo Ardente
4- O Lorde e a Plebeia
Série concluída

O Lobo de Skye

Série Moriag
O senso de humor perverso do destino ataca o guarda highlander Faolan Mackinnon, quando ele acaba noivo de Catriona Grant, uma garota atrevida, que ele conheceu apenas alguns minutos antes.
A última tentativa desesperada do guarda de coração partido de recuperar a mulher que ele ama torna-se uma viagem pela Escócia à procura de um poço misterioso que concede desejos.
No entanto, ao conhecer uma bela moça na aldeia de Moy, Faolan Mackinnon questiona seus verdadeiros sentimentos.
Catriona Grant tem certeza de que tanto seu irmão arrogante, quanto o bonito estranho de Skye vão recusar quando ela desafiar o recém-chegado a anunciar seu noivado. Em vez disso, ela se vê amarrada a um homem que é honrado demais para rejeitar seu pronunciamento público. Como duas pessoas que o destino reúne de maneira nada convencional se veem destinadas a ficarem juntas?

Capítulo Um

A busca para encontrar o poço levou Faolan Mackinnon para longe de sua amada Skye. Ele viajou por muitos dias com a ideia tola de que se ele encontrasse o poço e fizesse seu pedido, a bela Moira, seu verdadeiro amor, seria finalmente sua para sempre. Sendo o segundo filho nascido, ele não tinha nenhum título ou terras para oferecer e por isso seu pai, o laird Mackinnon, havia comprometido Moira com seu irmão mais velho, Ewan. 
O casamento aconteceria em quinze dias, então ele partiu antes da cerimônia de compromisso das mãos, incapaz de suportar estar presente. Faolan partiu em uma busca solitária, com os sentimentos agitados e o coração em pedaços. 
Agora, enquanto se aproximava de uma pequena aldeia ao sul de Moy, nas terras altas do oeste, era tarde da noite e seu estômago roncou desejando uma refeição quente. Ele calculou que uma cama quente depois seria muito boa também. Calculando mentalmente as moedas em sua bolsa, Faolan decidiu que valia a pena. Ele alugaria um quarto para a noite e um lugar nos estábulos para seu cavalo. Afinal, o poço não poderia estar muito longe dali. 
De acordo com as histórias que seu avô contara, ele parecia estar muito perto de encontrá-lo. A hospedaria era barulhenta e estava muito cheia. Os aldeões, ao que parece, desfrutavam de uma boa bebida, música animada e companhia nas noites frias. O barulho das conversas por sobre a 1 Laird é um nome genérico para o dono de uma propriedade escocesa grande e de longa data, aproximadamente equivalente a um escudeiro na Inglaterra, mas ainda acima do mesmo na Escócia. 
Na ordem de precedência escocesa, um laird está abaixo de um barão e acima de um cavalheiro. música acompanhava o tilintar de canecas, o que levantou seu ânimo, e logo Faolan se viu dividindo uma mesa com um homem local que se apresentou como Paden Grant. Paden, que parecia ter aproximadamente a mesma idade de seus vinte e oito anos, estudou Faolan constantemente, seu olhar cheio de curiosidade ao ouvir sobre sua busca. 
—Com certeza você não pode pensar que fazer um pedido naquele velho poço trará a mulher para você? —O homem levantou a caneca e bebeu profundamente antes de continuar. 
— Dizem que trará amor verdadeiro, mas acho que nem sempre será a pessoa de sua escolha. 
—Ela é a única mulher que amarei. Tenho certeza disso. — As palavras pareciam estranhamente vazias, mas Faolan se recusou a permitir que o sentimento perdurasse. —Você já desejou isso? 
—Não, nem nunca procurei. —Disse Paden com uma risada. — Tenho o suficiente em minhas mãos tentando impedir que minha irmã problemática se envolva em travessuras. A última coisa que preciso é de outra mulher para me preocupar. Ele pode não existir, ser apenas uma história. 
—A moça é mal-humorada, hein? Paden recostou-se e examinou a taverna.
 — Ela está em algum lugar aqui. 


20 de dezembro de 2018

Aliança Errada

Depois de estar comprometida há dez anos com o Visconde Hallet, seu amigo de infância, Lady Elizabeth Mcquenzie está disposta a procurar o amor quando seu noivo retorna à Inglaterra. 

Mas o amor vem mais cedo do que ela esperava, com quem ela não esperava. Lorde Alexander Folcher, o irmão mais novo de seu noivo, começa a insinuar-se em sua vida de uma forma mais íntima e voraz que seu futuro marido. Envolto em um mar de intriga familiar, um amor inesperado e um visconde disposto a fazer qualquer coisa para recuperar o que é seu por direito, Elizabeth verá quais são as consequências por tomar decisões erradas.

Capítulo um

1815, outubro, Whitehall, Inglaterra.
O dia estava bastante ensolarado para ser começo de Outono. Era estranho quando fazia bom tempo em Whitehall. Sua casa de campo ficava refletida no lago que tinha adiante, mostrando também sua imagem pálida e cansada.
Havia passado vários meses da morte de sua mãe.
Todos possuem a esperança de encontrar uma alma gêmea no mundo, a sua tinha sido sua mãe. E a tinha perdido por um estúpido capricho do destino, por uma pneumonia que não pôde ser combatida.
Esteve ao seu lado, dia após dia, desde o momento que tinha adoecido. Saber que desfrutou da companhia dela até o último segundo a fez sentir-se melhor.
Porém mais nada se podia fazer por ela. A vida seguia, uma prova disso era ver nesse momento o alvoroço que estava em sua casa, com a pressa de arrumar tudo para a chegada de seu prometido.
Seu prometido!
Alguém a quem não via desde os oito anos, quando seus respectivos pais os sentaram para comunicar que no futuro apropriado, seriam marido e mulher.
Michel Folcher, visconde Hallet, tinha sido escolhido para fazer-lhe companhia toda sua vida, escolha que tinha feito seu pai.
Tinha sido bem mais um favor entre os dois pais chefes das famílias. A família Folcher estava quase arruinada pelas tendências ao jogo que lorde Miterpolnd possuía. E os dois amigos tinham chegado à conclusão de que uma forma de ajudar a ambos seria comprometer seus dois filhos em uma união. Desta forma, lorde Miterpolnd pagaria suas dívidas com o dote de Elizabeth, e seu pai, lorde Sufertland, livrar-se-ia do estorvo que era sua filha. Já que para ele só havia um primogênito em sua família, o qual merecia todo seu afeto e atenção. Matt, seu irmão.
Mas nada disso lhe importava. Agora só pensava em como aceitar o fato de estar a ponto de ver seu futuro marido depois de tantos anos. Tantos anos de paz, pensando que possivelmente com um pouco de sorte esqueceria daquele compromisso e não voltaria nunca. Não lhe importava ficar sozinha. Talvez fosse melhor do que cumprir a vontade de seu autoritário pai.
Umas risadas as suas costas a fizeram girar-se para ver de onde procediam, e viu que duas das criadas da casa pulavam enquanto tentavam chamar a atenção de um lacaio. Sentiu inveja por elas. Pela livre escolha que tinham de escolher a quem quisessem para compartilhar seus dias.
Queria deixar de lamentar-se, não era muito próprio dela ser tão melancólica e negativa. Sempre tinha se resignado aceitar a forma como seu pai havia guiado sua vida. E o odiava por isso. E odiava a si mesma por não ser capaz de negar nada do que ele ordenasse para seu destino. 

Sentia-se uma pessoa débil quando tratava de seu pai. A respeito de todo o resto poderia dizer que era uma lutadora capaz de defender-se. Porém seu pai havia se apossado de sua vida de tal maneira que já não importava o que fizesse com ela. Possivelmente algum dia se rebelaria a tal ditadura, mas nesses momentos sentia-se muito flagelada pela dor da perda.
Começou lentamente a caminhar para os fundos da casa. Era tarde e devia ir trocar-se, colocar um vestido de noite dos mais distintos que tivesse. Era muito necessário que seu prometido a encontrasse bem arrumada, para causar-lhe uma boa impressão.
Ao chegar ao segundo andar, onde estavam os dormitórios, encontrou-se com quase todos os serventes carregando numerosas coleções de baixelas e toalhas para mostrar à governanta, senhora Juster. Era necessária sua aprovação para cada um dos detalhes daquela festa, assim todo o pessoal da casa estava esperando o veredicto.
Em um ato de responsabilidade por ser a anfitriã da noite, aproximou-se da senhora Juster para ver como estavam os preparativos.
― Senhora Juster.
― Lady Elizabeth! 




18 de dezembro de 2018

As Pérolas da Noiva

Série A Sociedade de St. James
Sob a elegante fachada da alta sociedade vitoriana, as regras do perigo e do desejo são as únicas aplicáveis aos homens misteriosos da Sociedade St James. 


Uma dama muito apropriada que foge de sua casa em um canto distante do Império Britânico, confiando sua segurança e seu coração a um estranho fora da lei de uma Londres vitoriana. 


Série  A Sociedade de St. James
1 - Tocada pelo Escândalo
2 - O Vestido da Noiva
3 - As Pérolas da Noiva
4 - Iluminada pela lua

O Vestido da Noiva

Série A Sociedade de St. James
Desde sua primeira infância, Anaís de Rohan foi treinada para fazer parte de uma sociedade secreta cuja presença é, para muitos, dificilmente uma lenda.
Mas quando apresentada na cerimônia de iniciação, o resto dos membros, todos os homens, revelam-se interessados apenas em sua atratividade física e em seu caráter apaixonado.
Quando tudo parecia perdido, um dos líderes mais enigmáticos do grupo a desafia: se Anaís deseja fazer parte da sociedade, ela deve participar de uma missão cheia de perigos para resgatar uma garota que esconde um presente misterioso.
Para fazer isso, Anaís não só deve arriscar sua própria vida, mas também se passar como a nova noiva de Lord Bessett, um nobre de reputação duvidosa.
À medida que a intriga e conspirações crescem, Anaís percebe que talvez o perigo real seja o próprio Senhor, que se tornará uma tentação impossível de resistir.


Série A Sociedade de St. James
1 - Tocada pelo Escândalo
2 - O Vestido da Noiva
3 - As Pérolas da Noiva
4 - Não Traduzido

O Beijo Definitivo

Série Os Kinsberly 
Sequestrada erroneamente por um bando, a vida da tímida e isolada lady Amber Kinsberly se vê desestabilizada. 

Cedric, o Chefe, sente-se atraído e exasperado desde o primeiro momento por aquela jovem de alto berço que chegou às suas mãos pelo mais delicioso mal-entendido. 
O abismo entre suas personalidades parece estreitar-se quando ela se empenha em converter-se em alguém como ele entrando em seu mundo, algo que Cedric acaba não considerando uma boa ideia.

Capítulo Um

1813, Londres.
Quando a última das criadas se encerrou em seu quarto, Amber reapareceu dentre as sombras da escada. Titubeou antes de fazê-lo, tudo estava muito escuro e podia tropeçar com algo a qualquer momento, produzindo um ruído que despertasse a qualquer um no silêncio da noite. Mas o certo é que conhecia cada centímetro de seu lar melhor que a si mesma e, embora aquela noite houvesse mais pessoas na casa, confiava em que tudo sairia bem. 
Com passos firmes, mas silenciosos, encaminhou-se até a cozinha, aquele universo que nenhum membro de sua família pisava nunca, a menos que fosse para dar alguma ordem ou revisar o banquete de uma festa. Mas Amber sim ia muito a esse lugar, no mínimo uma vez por semana. Ali, escondida de todos, já perdidos no sono, saía à escuridão e perigos da noite londrina para interpretar o que ela considerava um ato de valentia e loucura. 
Possivelmente o segundo mais que o primeiro. Na penumbra, desenhou um mapa em sua mente até recordar onde o pessoal da cozinha guardava as cestas. À sua direita havia todo um desfile de móveis de madeira, com ganchos grossos que seguravam todo tipo de cargas: toalhas, panelas, vasos… e em um daqueles ganchos estavam delicadamente ordenadas quatro cestas de vime que estavam acostumados a dispor-se para os passeios das damas da casa. 
Não perdeu tempo e agarrou uma delas, de tamanho médio, e começou a introduzir algumas frutas que tinha espalhadas pela mesa. Também pegou pão, embora estivesse duro e certamente com algum indício de mofo, a cozinheira devia tê-lo para a elaboração de um pudim. Queria pegar mais coisas, mas não era sensato fazer desaparecer tanta comida. 
Cobriu os mantimentos com um grosso guardanapo que pegou sobre uma cadeira e fechou a cesta, não era suficiente para todos, mas eles sabiam compartilhar e sempre se arrumavam com o que fosse que lhes levasse. Amber ajustou a capa sobre seu estreito corpo e cobriu o cabelo. 
Em suas intencionadas visitas à cozinha tinha descoberto onde guardavam a chave da porta que dava ao pátio traseiro, conduzindo-a ao exterior, por isso inclusive às escuras não lhe foi difícil ficar nas pontas dos pés e alcançar a roliça chave situada em um gancho sobre a porta. Ao sair para o frio gelado de princípios de abril, deu a volta na casa e cruzou a grade que isolava a mansão da empedrada rua londrina, deu uma última olhada às janelas procurando com medo algum rosto que a pudesse delatar.








Série Os Kinsberly
1 - Lágrimas do Coração
2 - O Beijo Definitivo
3- Infernos de Paixão
Série concluída

11 de dezembro de 2018

Em Uma Noite de Inverno

Série Guerreiros MacKinnon
Finalmente, depois de cinco longos anos, a guerra entre a Inglaterra e a França está chegando ao fim e os MacKinnons estão ansiosos para celebrar o seu primeiro Natal em tempos de paz. 

Entretanto, enquanto Iain e Annie descobrem que os prazeres do casamento ficam mais profundos com o tempo, Morgan e Amalie vivenciam um período de turbulência e Connor e Sarah têm um filho recém-nascido para cuidar.
Os preparativos para as festas em família são interrompidos quando Iain descobre que a Grã-Bretanha não pagou aos Guerreiros pelas campanhas vitoriosas do verão. Recusando-se a deixar, que os homens que lutaram sob o nome de MacKinnon sofressem privações na época do Natal, Iain, Morgan e Connor deixam o calor da sua fronteira e dirigem-se para Albany. Lá, eles se encontram em risco de perder o seu feliz Natal e até mesmo a sua liberdade, nas mãos de um implacável oficial britânico que lhes guarda rancor.
Com os homens fora, Annie, Amalie e Sarah fazem o melhor que podem para preparar as festividades, apesar das diferentes tradições e o temor de que os seus maridos não cheguem a casa a tempo do Yule. Os eventos começam no dia seguinte ao epílogo de Rebelde acabar. A história inclui Joseph, Killy e revelações sobre o destino de lorde William Wentworth.

Capítulo Um 

18 de dezembro de 1760, Norte de Albany
Colônia de Sua Majestade de Nova Iorque

Connor MacKinnon caminhou em direção ao celeiro, a neve rangendo sob os seus mocassins, o ar gelado mordendo o seu nariz, o nascer do sol, um vislumbre de dourado a este.
— Madainn mhath. — ele disse para o seu irmão Morgan, que estava ocupado cortando madeira perto do monte de lenha. Bom Dia.
Com o machado na mão, Morgan olhou ameaçadoramente para ele e chutou um pedaço de lenha para o monte.
— O que há de tão malditamente bom nisso?
Oh, inferno!
Então era assim que as coisas estavam?
Connor não levou em consideração as palavras do seu irmão, pois, de acordo com o seu ponto de vista, havia muito sobre este dia que era bom e certo. A guerra tinha acabado. A fazenda MacKinnon estava a prosperar, rendendo uma colheita abundante que os manteria durante o frio e a escuridão do inverno. Acima de tudo, ele e os seus irmãos tinham cada um, tomado uma formosa moça como esposa e tinham cinco fortes crianças entre eles, quatro meninos e uma menina.
Sim, Deus tinha sido bom para eles.
Se no ano passado alguém lhe tivesse dito que neste momento, ele estaria felizmente casado com a sobrinha do seu maior inimigo, Connor teria pensado que eles eram doidos. Mas era verdade, e ele não poderia estar se sentido mais abençoado.
Você é um bastardo sortudo, MacKinnon.
Ele entrou no calor escuro do celeiro. As vacas mugiam, ansiosas para ser ordenhadas, o ar tinha um cheiro pungente de feno, couro e estrume. Ele passou pelos bem ordenados e oleados equipamentos de cavalos e ferramentas de cultivo e caminhou até à parte traseira, onde Iain já estava medindo a porção de aveia matinal para os cavalos.
Iain olhou para cima.
— Mhath Madainn.
— Dia dhuit. — Deus esteja com você.
Connor acariciou o focinho aveludado de Fríthe, a sua égua favorita.
— Morgan está zangado novamente.
— Sim. Eu notei. — Iain entregou a Connor um saco cheio. — Annie disse que Amalie abandonou completamente a cama dele.
Oh, isso seria suficiente para azedar o temperamento de qualquer homem.
Connor colocou o saco na cabeça de Fríthe, e a égua começou a se alimentar.
— Falta apenas uma semana para o Yule. Não é apropriado que ele e Amalie se encontrem ainda em conflito. Fale com ele, Iain. Você é o mais velho. Ele vai ouvir o seu conselho.
Iain entregou a Connor outro saco de aveia.
— Eu tentei falar com ele, mas ele não ouve. Está se deixando levar pela preocupação. Não tenho palavras para amenizar tais temores.
Nem tinha Connor.
Estes não eram medos infundados, mas medos nascidos da dura realidade. Mulheres morriam no parto todos os dias, morriam enquanto lutavam para trazer uma nova vida ao mundo. Apenas duas semanas se passaram desde que Sarah dera à luz ao pequeno William, e Connor nunca esqueceria as suas longas horas de sofrimento, o som arrepiante dos seus gritos ou o medo que o tinha corroído enquanto ele se perguntava se ela e a criança sobreviveriam.
E mesmo assim, era difícil ouvir Iain e Morgan falar que o parto de Sarah fora abençoadamente breve e fácil em comparação com o que Amalie tinha suportado. Em março passado, Amalie dera a Morgan filhos gêmeos e certamente teria perecido se Rebecca, uma parteira habilidosa, e irmã do moicano Joseph Aupauteunk, irmão de sangue deles, não estivesse aqui para ajudar com o nascimento.
Sim, Connor conseguia entender porque Morgan tinha se recusado a se deitar com a sua esposa da maneira habitual. Morgan não queria vê-la sofrer novamente nem queria arriscar perdê-la. Mas nove meses haviam se passado desde o nascimento dos gêmeos e a paciência de Amalie parecia estar chegando ao fim. Se Amalie tinha abandonado a cama de Morgan completamente, como Annie havia dito, não haveria como viver com qualquer um deles.
Connor levou o saco até à baia de Fiona, pendurando-o gentilmente sobre a cabeça da égua.
— Algo deve ser feito. Eu não quero ver Amalie chorando no Natal, e eu já estou cansado da língua afiada de Morgan.
— Assim como eu. — Iain começou a encher mais dois sacos.
Uma ideia veio à mente de Connor, mas a manteve para si.
— E Sarah, como está? — perguntou Iain, quebrando o silêncio momentâneo. — A noite passada não deve ter sido fácil pra ela.
Na noite passada, o lorde inglês que Connor uma vez jurou matar, tinha voltado dos mortos para visitá-los. Lord William Wentworth, o tio de Sarah, tinha se esgueirado até à porta deles no escuro da noite, deixando nos degraus da cabana deles, uma carta de Inglaterra e uma única peça, rachada de xadrez — um rei feito de mármore preto. Alertados da presença dele pelos cães, Connor e os seus irmãos tinham tentado, pelo bem de Sarah, encontrá-lo e convidá-lo a sair do frio. Mas o bastardo virara a cabeça do cavalo em direção a Albany e montara como se o próprio Satanás estivesse em seus calcanhares, recusando-se a vê-los ou se deixar ser visto por eles. Embora aliviada ao saber que o seu tio, que no verão passado, fora capturado pelos índios Wyandot, estava vivo, Sarah ficara arrasada pela sua recusa em vê-la.
— Ela está guardando a peça de xadrez no bolso do avental. Eu já a vi tirá-la e fechar a mão em torno dela. Mas não disse uma palavra sobre o tio hoje.
— E a carta?
Connor, realmente não desejava falar sobre isso, mas sabia que Iain iria pressioná-lo mais se ele não respondesse.
— Encontra-se em cima do cravo dela.
Maldita fosse aquela carta!










Série Guerreiros MacKinnon

4 de dezembro de 2018

Depois da Inocência

Dinastia Warenne
Longe da sociedade, a rica e bela artista Sofie O’Neil encontra consolo em seu mundo particular. 

Ela deseja, apenas por uma vez, provar um amor proibido — seguir o perigoso saqueador de diamantes Edward Delanza para o paraíso. Mas Edward quer muito mais da inocente jovem herdeira do que um breve e passageiro encontro, pois ele está determinado a curá-la e possuí-la — agora... e para todos os tempos.
Capítulo Um

Praia de Newport, 1901
O dia estava tão esplêndido que Sofie ficou feliz por ter aceitado o convite de sua mãe para passar o fim de semana em sua casa de praia e participar da festa que daria naquela noite.
Sentada em cima de uma duna da qual desfrutava de uma excelente vista, com um caderno de esboços em uma das mãos e um pedaço de carvão na outra, Sofie sentia-se a mulher mais feliz do mundo. 
As águas calmas e cintilantes do Oceano Atlântico quebravam suavemente na areia limpa da praia, enquanto grupos de gaivotas flutuavam. O céu estava claro e sua cor azul intensa era quase ofuscante. Sofie sorriu e levantou o rosto para receber a gentil carícia do sol. 
Valia a pena deixar o seu estúdio da cidade de vez em quando, especialmente se fosse para desfrutar de um dia maravilhoso como esse.
A dor no tornozelo interrompeu seus pensamentos. Talvez sair para passear não tenha sido uma boa ideia. Tinha feito um esboço de Newport Beach que pensava pintar a óleo quando retornasse ao seu estúdio, mas a agitação que a aguardava naquela noite poderia ser mais irritante do que temia, se seu pé estivesse determinado a estragar a festa. Assustou-a pensar que Suzanne tinha a casa cheia de convidados, mas sabia que não tinha escolha, prometera à mãe comportar-se como uma jovem educada e sociável e estava disposta a cumprir sua promessa.
Suspirou e se preparou para voltar para casa enquanto pensava sobre a festa que seria realizada naquela noite. Gostaria de conhecer alguns dos convidados! Sua dedicação exclusiva à pintura tornara-a hostil a festas e celebrações, incapaz de lidar com estranhos. 
Lisa, sua irmã mais nova, costumava dizer-lhe que tudo o que tinha a fazer era improvisar uma conversa inconsequente sobre qualquer pessoa ou objeto que estivesse à vista, como um belo vaso de porcelana. No entanto, Sofie descobriu que parecia mais fácil do que realmente era, então ela decidiu parar de se preocupar com a festa. Afinal, talvez conseguisse passar despercebida e retirar-se mais cedo.
Avançou com dificuldade pela areia e, depois de caminhar alguns metros, parou para recuperar o fôlego. Enquanto recuperava a respiração, virou a cabeça e um reflexo cegou-a momentaneamente. Piscou e olhou para a figura de um homem que também estava se preparando para deixar a praia.
Sofie observou o estranho com curiosidade.
Ele não usava chapéu e seu cabelo preto ondulado brilhava ao sol e contrastava com seu impecável terno de linho branco. De sua posição privilegiada, Sofie descobriu que, embora fosse alto e forte, ele se movia com a agilidade das panteras que vira no Zoológico do Bronx. 
Apesar do fato de que eles estavam separados por uma distância considerável, Sofie achou que ele era lindo. De repente, sentiu uma forte vontade de desenhá-lo. Sentou na areia, abriu o caderno e começou a desenhar freneticamente.
–Edward, espere!